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Vivian Mara Ribeiro - 2019

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Academic year: 2023

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Maternidade para mulheres cegas na perspectiva da Teoria das Transições: contribuições para o cuidado de enfermagem / Vivian Mara Ribeiro - 2019. Discutir o processo de transição da maternidade na perspectiva das mulheres cegas, à luz da Teoria das Transições.

Políticas e direitos em saúde para mulheres cegas

Procurou-se um termo que focasse na pessoa e não na deficiência, e agora é comumente referido como “pessoa com deficiência”. A mudança na terminologia de “pessoa com deficiência” para “pessoa com deficiência” ocorreu nacionalmente seguindo a Portaria 2.344 de 3 de novembro de 2010 (BRASIL, 2010).

Maternidade e papel da mulher na sociedade

O amor materno e o instinto maternal fariam parte de um mito construído pela sociedade em suas mudanças, principalmente essenciais para a sobrevivência da espécie. Ao combinar os termos amor e mãe, promoveu-se um sentimento, um elogio à mãe, e a mulher foi elevada no contexto social (ORLANDI, 1985).

Teoria das Transições

Finalmente, ele descobriu que a transição não era realmente o foco principal do estudo (IM et al., 2011). Em colaboração com outros autores, argumentou que transições pouco saudáveis ​​levam a papéis insuficientes (IM et al., 2011). O desenvolvimento dos principais conceitos da teoria e as relações entre esses conceitos foram maioritariamente implementados por antigos alunos de Meleis em diferentes populações e diferentes tipos de transições (IM et al., 2011).

Ao final de um processo de transição, a pessoa sente-se conectada, interagindo se estiver em transição, se tiver desenvolvido autoconfiança, se tiver dominado novas habilidades, identidades ou papéis (MELEIS, 2010; MOTA et al., 2015 ). O cuidado transitório às mulheres que vivenciam a maternidade tem sido explorado por alguns autores, como Zagonel et al. No contexto da enfermagem, terá o papel de orientar e solucionar as dúvidas mais comuns das mulheres e de seus familiares, no desenvolvimento dos cuidados de enfermagem transicionais (ZAGONEL et al., 2003; CATAFESTA et al., 2007).

Tipo de estudo

Local da pesquisa

Existem atividades que visam incluir e promover os direitos das pessoas com deficiência visual. Oferece: qualificação, reabilitação e apoio pedagógico aos alunos com deficiência visual matriculados na rede regular de ensino, desde o ensino fundamental até o ensino superior. Tem como missão promover a inclusão social das pessoas com deficiência visual e respeitar as necessidades individuais e coletivas por meio de serviços especializados nas áreas social, esportiva, educacional e cultural (ASSOCIAÇÃO JEQUIEENSE DE CEGOS, 2015).

Participantes do estudo

Sob a autoridade do presidente, o coordenador apresentou a instituição, as instalações e os funcionários de forma muito amigável e se mostrou disponível para cooperar com o pesquisador. Caso fosse necessário aumentar o número de participantes, seria utilizada a Técnica Bola de Neve, que tem como principal característica a identificação a partir da indicação dos participantes iniciais da pesquisa (SANTOS, 2011; VINUTO, 2014). A técnica da bola de neve não foi necessária, pois o contato com as mulheres foi estabelecido dentro da própria sociedade.

Após contato preliminar com os professores que estavam cientes dos objetivos, as mulheres se aproximaram e solicitaram uma entrevista. De um total de 12 mulheres entrevistadas, o ponto de saturação foi alcançado na 11ª entrevista, conforme recomendado por Bertaux (2010). À medida que os tópicos ou argumentos começam a se repetir, isso significa que uma entrevista com um número maior de sujeitos agregará pouco significado ao conteúdo (SPINDOLA; SANTOS, 2003; BERTAUX, 2010).

Aspectos éticos

Tendo em vista que pode haver dificuldades de localização dos participantes em um único cenário de pesquisa, como encontrado em estudos com públicos-alvo de difícil alcance para os participantes, a técnica permite identificar as mulheres por meio da listagem de pessoas que elas compartilham ou conhecem com perfil compatível . em relação aos critérios de inclusão no estudo (BERTAUX, 2010; SANTOS, 2011; JORGE et al., 2014). Após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa e antes de entrar em campo para obtenção das narrativas, entramos em contato com a equipe da AJECE e solicitamos seu banco de dados para contato com potenciais participantes. Foi elaborado Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE (ANEXO A) para participantes maiores de idade.

Para participantes menores: o termo de consentimento (ANEXO B) e o prazo de autorização do responsável legal dos participantes menores (ANEXO C). Mesmo as mulheres que sabiam ler Braille preferiram que os termos fossem lidos pela pesquisadora ou professora do instituto. Para manter o anonimato dos participantes, foi utilizada a sigla “E” para indicar “Entrevistado” e o número correspondente de cada entrevista foi utilizado para identificação (embora vários participantes tenham afirmado que seus próprios nomes poderiam ser usados ​​e a entrevista identificada poderia ser). .

Técnica e instrumento para coleta, produção e análise de narrativas

Técnica de Narrativas de Vida

Atualmente, utiliza-se o termo ‘História de Vida’, também utilizado em pesquisas, com o objetivo de caracterizar um determinado método de entrevista, onde o pesquisador solicita ao participante que lhe conte toda ou parte da experiência vivida em determinada situação. Passando do particular para o geral, ao relacionar as histórias de vida dos sujeitos é possível identificar repetições de trajetórias de vida e desenvolver hipóteses sobre como eles respondem e suas atitudes frente a um mundo social ou situação social (BERTAUX, 2010). Diferentemente da autobiografia, que abrange toda a história de vida de um sujeito, na história de vida o participante é convidado pelo entrevistador a relatar experiências passadas por meio de um filtro estabelecido e informado pelo entrevistador.

A abordagem etnossociológica, que utilizou o método das Narrativas de Vida para esta pesquisa, teve como objetivo compreender profundamente o objeto social - a transição para a maternidade, e extrair as experiências das participantes que passaram parte de suas vidas nesse objeto social - mulheres cegas, informações e descrições baseadas em suas histórias de vida. A narrativa de vida se desenvolve apenas quando o sujeito passa a se apropriar da condução da entrevista, ou seja, o sujeito conduz a entrevista e decide o que e quando falar sobre determinado tema (BERTAUX, 2010). Com a adequada explicação da pesquisadora sobre como será realizado o trabalho e os objetivos, foi disponibilizada uma das salas de estimulação precoce para a realização das entrevistas.

Procedimentos para análise das narrativas de vida

Na análise dos clusters emergiu uma categoria denominada Processo de transição da maternidade para mulheres cegas na perspectiva de Afaf Meleis e três subcategorias. A primeira subcategoria, denominada Experiências vividas por mulheres cegas ao se tornarem mães, possui nove temas agregados e diz respeito ao que as mulheres vivenciaram e descreveram sobre a maternidade, desde as mudanças ocorridas até suas adaptações e sentimentos relacionados a essa nova fase de suas vidas. A segunda subcategoria, Facilidades e Dificuldades para Mulheres Cegas na Maternidade, apresenta 11 temas agregados e trata do que durante a maternidade ajudou e facilitou o processo, como o apoio que receberam durante e após a gravidez e o que pode ter dificultado. processo, como situações de preconceito e incerteza percebida.

A terceira subcategoria, Terapia de Enfermagem na Transição da Maternidade de Mulheres Cegas, possui cinco temas compostos e elenca situações em que a enfermagem pode colaborar efetivamente no processo de maternidade de mulheres cegas. 3 Terapia de enfermagem na transição pós-parto de mulheres cegas Percepção da perda de visão. Experiências vividas por mulheres cegas ao se tornarem mães; Facilidades e problemas para mulheres cegas no contexto da maternidade e da terapia de enfermagem na transição para a maternidade para mulheres cegas.

Caracterização das participantes

No Brasil, a prática da amamentação vem aumentando ao longo do tempo, embora a duração da amamentação permaneça abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde. Para contribuir com a caracterização dos participantes do estudo, foi elaborado um historiograma que apresenta breves informações-chave para cada participante . e demonstrar sequencialmente se houve interesse em participar da entrevista, um pouco sobre seu histórico e a duração da entrevista. Vive aposentado, cuida da casa, dando a conhecer que realiza as tarefas domésticas, como lavar roupa e lavar louça, com muito prazer.

En7 Demonstrou grande interesse em participar da entrevista e sugeriu que ela acontecesse na sala da direção da AJECE. En9 demonstrou interesse em participar da entrevista desde o primeiro contato, mas foi o último a pedir para ser entrevistado. En11 Demonstrou grande interesse em participar da entrevista e foi contatada por telefone pela AJECE.

Tabela 1 - Distribuição das participantes segundo características sociodemográficas. Jequié,  2018
Tabela 1 - Distribuição das participantes segundo características sociodemográficas. Jequié, 2018

Categoria - Processo de transição da maternidade de mulheres cegas

Experiências vivenciadas pelas mulheres cegas ao se tornar mãe

Ao descrever a experiência e como as mulheres cegas vivenciaram a maternidade, enfatizando os sentimentos que elas demonstraram e expressaram em suas narrativas. Para as mulheres cegas, o desejo da maternidade seria intrinsecamente feminino, e a experiência de tornar-se mãe teria o significado de reconhecimento e validação pessoal. As mulheres cegas percebem a maternidade como a própria mulher, o sonho que toda mulher tem: casar, ser mãe e constituir família.

Na perspectiva do movimento feminista, a maternidade foi inicialmente reconhecida como um “defeito natural” que confinaria as mulheres a uma classe inferior. Só as mulheres o tinham, porque valorizavam o lugar da mulher na gravidez e na união com o filho, e a vivência da maternidade como parte da identidade e do poder feminino. As mulheres cegas manifestaram religiosidade ou crença em Deus, o que se refletiu nas histórias e ao observar a caracterização das participantes e perceber que quase todas declararam pertencer a alguma religião.

Facilidades e dificuldades das mulheres cegas no contexto da

Então, quando eu ia morar com meu marido, ela (tia) me disse para não arrumar marido e assim por diante. Um dia ela contou para o meu marido, ela é minha ex-cunhada, ela falou para o meu marido como comer, porque acho que eles achavam que eu não sabia ir no fogão cozinhar. E então, quando ele foi morar comigo, e quando eles viram que eu estava fazendo tudo o que eles achavam que eu não faria, acho que eles ficaram, neste caso, surpresos.

E aí ele me deu, sabe, o beta, eu fiz, e aí foi confirmado, sabe, que eu estava grávida. Quando ela me contou, você sabe, o médico, que eu estava grávida, eu fiquei com medo: - O quê, menina? Então foi uma decisão onde até a Justiça viu que eu era uma pessoa muito beligerante.

Terapêutica de enfermagem na transição para a maternidade das mulheres

A assistência à saúde das pessoas com deficiência, por meio da organização e funcionamento dos serviços de saúde, deve ser prestada em três níveis de atenção, individual, familiar, grupal e comunitária, incluindo o desenvolvimento e o fornecimento de tecnologias assistivas necessárias para cada situação específica (BRASIL, 2008). Documentos, nacionais e internacionais, confirmam e garantem os direitos das pessoas com deficiência à constituição de família, à paternidade e à informação adequada (BRASIL, 2009a). A atenção integral à saúde das pessoas com deficiência é assegurada em todos os níveis de complexidade pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Os dispositivos assistivos serão um conjunto de recursos e serviços que permitem ampliar as competências das pessoas com deficiência e dos idosos, melhorar a sua independência, melhorar a qualidade de vida e promover a inclusão social, com materiais concebidos de forma acessível e utilizados quando necessário. (CAVALCANTE et al., 2015). As pessoas com deficiência não têm necessidades especiais em relação ao sexo que outras pessoas não têm. Embora as participantes acima descrevam a experiência do parto como positiva, as mulheres com deficiência enfrentam situações de vulnerabilidade no sistema de saúde, dificuldades de acesso aos serviços de ginecologia e pré-natal e em relação à informação.

O desenvolvimento de pesquisas nesse sentido e o direcionamento de uma formação profissional mais sensível às pessoas com deficiência devem ser incentivados no meio acadêmico em colaboração com os serviços de saúde, utilizando os pilares ensino, pesquisa e orientação. Um olhar mais atento às mulheres com deficiência nas comunidades atendidas e aos serviços de saúde utilizados nas práticas docentes e nos estágios de supervisão nas universidades pode ser uma excelente oportunidade para trabalhar a dupla vulnerabilidade nesses casos.

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Tabela 1 - Distribuição das participantes segundo características sociodemográficas. Jequié,  2018
Tabela 2 - Distribuição das participantes segundo moradia e ocupação. Jequié, 2018
Tabela 3 - Distribuição das participantes segundo informações relacionadas à maternidade
Figura 1 – A transição para a maternidade de mulheres cegas, conforme a Teoria das Transições de Meleis

Referências

Documentos relacionados

Este trabalho terá como objetivo geral compreender os requisitos para se alcançar uma assistência humanizada em unidades de terapia intensiva; tendo como objetivos específicos analisar