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Volume 3, número 1, 2019

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Academic year: 2023

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No artigo de abertura, “Dramaturgia e infância: a influência da poesia popular na composição do Canto de Cravo e Rosa, de Viviane Juguero”, Fabiano Tadeu Grazioli demonstra o quanto o enredo da obra em análise se apoia nas fontes da poesia popular , que constituem a sua dramaturgia está na confluência do uso de diferentes hinos nacionais e do manejo dos elementos que compõem o texto dramatúrgico. Relembrando a dramaturgia escrita para crianças, Necylia Maria da Silva Monteiro, em “Aventura do Lobo: uma narrativa de criação em dramaturgia” apresenta o processo de escrita do texto do espetáculo Aventura do Lobo, da Cia.

Dramaturgia e infância

Quando investimos nesse tema em nossa pesquisa de mestrado, nós mesmos não imaginamos que a criança leria o texto dramático. Alguns estudos nos últimos anos têm se concentrado fortemente na leitura do texto dramático, mas é um tema que permanece pouco explorado.

Figura 1 – Capa do livro Canto de Cravo e Rosa, de Viviane Juguero
Figura 1 – Capa do livro Canto de Cravo e Rosa, de Viviane Juguero

Introdução à Oresteia, de Ésquilo

Greek, Roman and Byzantine Studies, v. The Game of Worlds: Blood Ties and Power Relations in Aeschylus' "Oresteia". Unmentionables: The Erinyes as the culmination of alphaprivative and negated language in Aeschylus' Oresteia.

Figura 1 – Mapa do caminho das tochas.
Figura 1 – Mapa do caminho das tochas.

O riso satírico da figura religiosa em

Francisco de Quevedo y Villegas e Gil Vicente

No caso deste trabalho, é notória a projeção que Gil Vicente e Francisco de Quevedo y Villegas tiveram ao longo da história da literatura ibérica, podendo considerá-los como cânones, a ponto de encontrarmos seus traços intertextuais em autores como Ariano Suassuna (Gil Vicente) e Gregório de Matos (Quevedo). Nesta pesquisa escolhemos como objeto de análise um texto dramático e um texto narrativo satírico, onde é possível verificar a presença do riso em sua materialidade, seja por meio do humor verbal no teatro ou na própria linguagem escrita. Quevedo viveu um momento de censura por parte da Igreja, onde seus manuscritos tiveram que ser editados ou mesmo preservados para que os males que aconteciam na Espanha na época não viessem à tona, como o fracasso de Felipe II, III e IV , bem como o facto de a Igreja Católica ter usado o seu poder para censurar todos aqueles que foram contra os seus ensinamentos.

Passamos agora à análise comparativa da sátira à figura do padre nas obras As Mulheres, de Quevedo e Auto da barca do inferno, de Gil Vicente. Com seu claro pessimismo, Quevedo tece uma crítica feroz à hipocrisia transparente que parecia ser uma tônica da sociedade em que vivia. Quanto à escolha desta personagem, deve-se ao contexto histórico em que ambos os autores se encontram; tanto Quevedo quanto Gil Vicente não deixaram de usar antíteses em suas composições, embora este último seja humanista no trecho da Idade Média ao Renascimento, enquanto Quevedo se localizou no Barroco, movimento literário cuja peculiaridade é a junção de ceras opostas elementos como faces de uma moeda, ou seja, é autor de uma obra multifacetada, na qual transita entre elas.

Esta forma literária está enraizada no momento histórico em que autor e obra se encontram e, embora sejam revitalizações de um passado, ainda são contemporâneas.

Considerações sobre visualidades enunciadas na carpintaria da literatura cênica

O que se pode dizer é que o poeta por trás do texto cênico sempre foi o responsável por incorporar um estilo que o caracterizasse, seguindo alguns ditames típicos do espaço-tempo da escrita. Aristóteles, em sua Poética, nomeia poeta o produtor do texto teatral (como o faz quando se refere ao autor dos gêneros poesia e prosa) e propõe um modelo textual construído segundo regras, principalmente centrado na ação. Contudo, pensar em sistematizar regras para o território do texto teatral é ir contra as premissas da dramaturgia do século XX3.

Neles, uma ação que visa despertar medo ou piedade não constitui a espinha dorsal do texto lido. O crítico otimista Jean Pierre Ryngaert afirma que o texto é sim transformável, afinal é preciso levar em conta diferentes contextos estéticos, mas há "uma vontade de definir, do ponto de vista teórico, uma espécie de princípio do texto teatral que retorna com nostalgia aos textos tal como foram escritos antigamente. No caso das rubricas, devem ser destacadas notas importantes, pois possibilitam a redação de explicações essenciais para a compreensão da visualidade do texto cênico.

É relevante afirmar que muitas vezes os títulos são a chave do texto dialogado e de toda a peça, pois contêm uma série de pontos privilegiados que dão sentido às palavras dos personagens.

Afetos Abortados – Drama psicológico, o Método e a representação do macarthismo em

Um lugar ao sol

O Método como uma forma cinematográfica de monólogo interior

Mais do que o diálogo, uma questão de forma dramática, a narrativa cinematográfica tem potencial para se desenvolver através da exploração do monólogo interno dos personagens, utilizando um amplo arsenal de ferramentas técnicas para ir além do que o teatro foi capaz de suportar. expressão do mundo interior do indivíduo. A tarefa de expressar esse fluxo interno, levando em conta os aspectos sócio-históricos externos na composição de um papel, indica um momento maduro para a influência desse tipo de interpretação nos Estados Unidos, no auge do que ficou conhecido como "Método". A diferença entre seu ofício e o de um cientista com bisturi é que o ator não atua sobre material externo, mas utiliza seu próprio corpo e estrutura interna para reproduzir no palco o modelo observado.

O trecho de Stella Adler citado acima mostra como a busca por oferecer materiais para o trabalho do ator pode se tornar não apenas uma forma de compreender os modos de expressão do próprio intérprete, mas também uma tentativa de compreensão, por meio da técnica de interpretação. fenômeno social. Ao final do noticiário, a faixa mantém o clima tenso, enquanto o quadro formado por um close do rosto de George (que havia começado 10 segundos antes) se estende por mais 27 segundos sem sequer uma linha de qualquer tipo de texto verbal, completando no i um total de quase 40 segundos de close-up do rosto do mesmo ator, acompanhando a turbulência interior do personagem através das mudanças que ocorrem de forma muito sutil em sua máscara facial. O problema deste tipo de monólogo interior é precisamente o facto de se realizar através de um recurso ligado a um meio externo (a rádio), que encarna a influência da indústria cultural e dos meios de comunicação de massa na vida quotidiana.

A indústria cultural como essa espécie de discurso mediador da relação entre as pessoas e o mundo aparece ao longo do filme: é logo no início, quando George pede carona pela rua embaixo de um outdoor anunciando a cueca do tio, ou nos vários. cartazes espalhados pela fábrica; no início do relacionamento entre Gjergji e Ali, mediado por imagens publicitárias nas caixas de ambos os produtos.

Dramaturgia e reflexividade Dramaturgy and reflexivity

É como se tivéssemos sido privados de uma faculdade que nos parecia segura e inalienável: a faculdade de trocar experiências” (BENJAMIN, 1994, p. 198), diz o alemão Walter Benjamin em 1936, reconhecendo o quanto a modernidade trabalhava progressivamente na compreensão da experiência. Segundo Jeanne Marie Gagnebin em Walter Benjamin da história aberta, o que é interessante na abordagem de Benjamin à experiência (Erfahrung) "é a ligação que Benjamin estabelece entre o fracasso da Erfahrung e o fim da narrativa, [...] a ideia de que ' Uma reconstrução da Erfahrung deve ser acompanhada por uma nova forma de narratividade” (BENJAMIN, 1994, p. 9). Em linhas gerais, pretende-se examinar através de uma breve análise dessas dramaturgias como é possível que a escrita dramatúrgica contemporânea, baseada em seus jogos com a linguagem, seja também uma forma de abertura de experiência para seus leitores.

É em termos de imagem poética que se apresenta a dramaturgia Colônia (2017), de Gustavo Colombini. Por isso enfatizo o que chamo de conteúdo filosófico de tal composição textual, pois, ao romper com uma fábula, o cerne de tal dramaturgia é justamente uma outra forma de olhar para um determinado assunto: o controle e a exploração presentes no sentidos mais diretos que geralmente associamos à palavra. Assim, na vida poderosa... a história apresentada é sobre um prédio de três andares no centro de uma grande cidade habitado por três moradores, cada um morando em um dos andares.

Dramaturgias – aqui chamadas de filosóficas – porque o conflito que nelas surge consiste na manutenção da questão – da dúvida e do paradoxo – em vez de um mero resultado de solução.

Partindo dessa premissa, apresento o percurso de criação do texto de Aventura do Lobo, expondo suas etapas e sistematizando os procedimentos, entendendo que assim é. Esse conjunto de materiais serviu de materialidade para a construção do texto e do corpo da personagem. Percebo nesse processo de construção do personagem, em que os atores emprestam sua personalidade sugerindo tipos e formas, semelhante à busca pelo palhaço em que a construção do personagem, por assim dizer, “obedece a um indivíduo de responsabilidade. o perfil, que se baseia nas características físicas do ator e na sua própria subjetividade” (BOLOGNESI, 2003. p. 198).

Nos primeiros ensaios, além de envolver brincadeiras para aumentar a consciência do universo pretendido, as cenas onde Lobo estava eram continuamente improvisadas. Na busca por tipos de desenhos animados, propus situações onde os corpos engraçados eram estimulados, partindo da premissa do poder ridículo contido em cada comportamento ou característica exagerada, um exemplo foi a dança dos animais, onde os atores, ao som de ritmos diferentes, intercalaram a dança como gente e a dança como animal transformado em humano, passando por todos os animais que utilizamos no texto. Adaptação: Movendo-se pela sala, os atores pronunciam falas do texto enquanto realizam movimentos elaborados na peça anterior.

É perceptível o engajamento do artista, em que suas subjetividades se expandem, característica que também pertence ao circo em sua relação com o sublime do riso e do público.

Figura 1 – Foto-reprodução de rascunho no caderno de  dramaturgia mostrando insight de Cena
Figura 1 – Foto-reprodução de rascunho no caderno de dramaturgia mostrando insight de Cena

Iracema, outras iracemas, devir iracêmico Iracema, otras iracemas, devenir iracémico

E o nome dele, com as letras em ordem diferente, me deu o nome que eu tenho, que é Iracema, e que nunca foi nome de índia nenhuma, e se tornou um dos nomes de índia mais famosos desta terra que era habitada por povos que, por cinismo ou ignorância, foram chamados de índios, e que são apenas o nome do colonizador, ditos em ordem diferente. Foi difícil com o celular, aproveitei que ele estava dormindo tranquilo e segurei sua mão, mas ele acordou no exato momento em que pressionei levemente o aparelho com o dedo. Aí o produtor de casting me liga e me manda fazer um teste para um trabalho muito bom, finalmente apareceu uma luz no fim do túnel, deu um loop, ele me disse que tenho poucos seguidores no Instagram, ele disse que eu preciso para comprar mais seguidores.

A grande dúvida que tive na vida nunca foi existencial, mas sim. deixistencial': ser enterrado ou cremado. Tinha muita gente que eu nem sabia quem eram e não sei se sabiam exatamente o que faziam ali. Pessoas que eu não via há tanto tempo que até pensei que já tivessem morrido, e também pelo contrário, pessoas que ficaram surpresas porque juraram que eu já tinha morrido há muito tempo.

Me dispo, trabalho com minhas fraquezas, exponho quebrantamento, porque foi assim que me encontrei no mundo.

Dados técnicos

Imagem

Figura 1 – Capa do livro Canto de Cravo e Rosa, de Viviane Juguero
Figura 1 – Mapa do caminho das tochas.
Figura 2 – Mapa das fogueiras no pico das montanhas.
Figura 3 – Encaixes das peças na trilogia.
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Referências

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