FUNDAÇÃO
GETOLro
VAAGASOS DETERMINANTES DA PRODUTIVIDADE MÉDIA 00 TRABAlHO NA INOOSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO 00 BRASIL
DISSERTAÇÃO SUBMETIDA Ã CONGREGAÇÃO DA ESCOLA. DE PÓS-GRADUAÇÃO
.
EM ECONOMIA (EPGE). 00 INSTITUTO BRASILEIRO DE ECONOMIA . .
PAAA OBTENÇÃO 00 GRAU DE
MESTRE EM ECONOMIA
POR
VERNON TURNER WAil1SLEY
RECIFE, PE
---- --~--
-
~-~.-"1 - AS DIFERENÇAS lNTERE :rnTRA-SETORIAIS DA PROOUl'IVIDADE
MIDIA
DO 'l'RABALHO NA ECCNCMIA BRASnEIRA; SUAS CCN~IAS E ~TERNATIVAS DE
coRREÇÃO ••.•••••••••••••••.•••••••••.•••••••
011.1 - Q; Diferenciais InV='-xsetoriais na Prcduti vidade Média
do 'Irabal1:1o o • • • • o • o • • • e o o • o o a o • o • o o • o o • o • o • • o • • • o • • • 01
1. 2 - As Diferenças de Prmuti vidade na Indústria de
Trem:!.
fonnaçao .••••••.•• o • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • o • • • • • • • • • • • 02
1.3 - Os Efeitos dos Diferenciais de Produtividade... 03 1.4 - Alternativas para a Superação do Problema e Critérios
de Avaliação dessas Alternativas •.•••••••••••••••••• 03
2 - CE FA'IDRES CaIDICIaTPJITES DOS DIFERENCIAIS NA PRODUrlVIDN)E
r4DIA DO TRABl',LE0 Ei'-J"TI"S PEOJENlS E GRANDES Et1PRESAS •• o • o • • 06
2.1 - Os Fato:!:'eS Condiciona."1te3 da Prcduti vidade Média do
Tr aOOlh,::, •.•••••••••••••••••••••.••. o • • • • • • • • • • • • • • • • 06
2.2 - Mtrlanças na Produtividade Média em Função de Varia
ções na Escala de Prcdução •••••••••••••••••••.••.••• 07
2.3 - A Existência de Indivisibilidades nos Processos de
Prcdução e o seu Efeito sob:.--e a Prcduti vidade r1édia
do 'IrabaTho ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 09 2.4 - A Função de Prcrlução can Rendimentos Crescentes de E~
cala ••.•••••.•••...••••••••.•.•.•••.••.•••.•••••••• 13 2.5 - A Infl~....ncia das Va~iéÇões Qualitativas na Mão-de-O
bra etp!:"egada .•••••.••••••.•.•••••.•••.••••••••••••• 15
3 - A STIUAÇPD DA INDÚSTHIA DE TRl'NSFORMAÇÃO 00 BRASIL EM 1959 17 3. 1 -
as
Dados Utilizac.os e suas L:L.1Ii taçx3es ••••••.•••••••• 174 - a; FATORES CCNDICICNl\N!'ES 00 CCM><RI'AMENTO ('l3SERVAlX) ••••••• 26
4.1 - /" Elasticidade de SUbstituição Entre os Fatores... 29
4.2 - O Cmp:>rtamento da Participação do Tral:alho e
os
FatQres Condicionantes da Variação na Relação Capital/Tr~
ba.lho O I " ' . o • ~ • o o Co o • Co o a o O • ., Co • lO a o Q o • o o o o e li o lO o 8 • • • • o • • • • • o 31
4.3 - A Contribuição do IlEfeito Escala" no Aumento da Pr~
tividade Média do
Trabalho ...
0000.0.00 .... 0...
344.4 - A Contribuição Relativa do Efeito SUbstituição IlPuro"
e do "Efeito Escala" o o o a o o • • o o . o o o o o • • • o o o o o o o o o o o o o o 40
4.5 - A Influência da Olalificação da Mão-de-cbra sobre a
Prcxluti vidade Média do Trabalho ....•••.•••.•.•..•.••. 42
5 - O PAPEL DOO RENDIMENl'C\S DE ESCArA E DAS ECCJ:.1CMIAS E:X'l'E:mAS • 48
5.1 - Q; Detenninantes da Produtividade Média do Trabalho Se
gtlIl.do o r~el0 2 • o • • o Co • lO • o o o OI o o • lO o o • • o o • • o • o • o lO o • • • • • 51
6 - sÍNTESE na:; PRn~IPAIS RESULTADOS • < • • • • • • • o o • • • • • • • o • • • • o o • 59
7 - BIBI..I~IA. o o lO o o o o o . . . . o • • • • o o o o • • o a • • Co o Q o lO o O' o • o • a Co • • o • o • • • 64
11 ,
i
1 - Tabela 1 - Indústria de Transforma.ção do Brasil: variação
Relativa na Produtividade Média do Trabalho e
na Força Motriz Instalada };X)r Trabalhador, Se
gtmdo os Grupos de Valor da Prcdução par Gên~
ro de IndÚStria. 1959 . o G o o Q o o o • o • • o o • • • • • • • o •
2 - Tabela 2 - Indústria ele TransforrrF3.ção do Brasil~ CorreIa
ç.ão entre a Prcx:1uti vidade Média do Trabalho ,
Força Motriz por Trabalhador e Valor da Prod~
- d ~~ . 1959
çao e Inc,ust:::"~ao o •• o •• o ••••••••••••••••
3 - Tabela 3 - Indústria de TC.l'lsfont'.3.ção do Brasil: CorreIa
ção entre a Participação do Trabalho no Prod~
to e a Força Motriz };X)r Trabalhador, Segundo
Grupos de Valor da Produção, por Gêneros de In
dústria Selecionados. 1959 •....••••••.••••.••
4 - Tabela 4 - Indústria de Transfo:rrt'k3.ção do Brasg: variação
Relativa na Proouti vidade W-dtia do Trabalho,De
duzida a Influ2ncia da Modificação na Relação
Capital/Trabalho por Gêneros de Indústria Sele
cianados, SegL'ndo GrupJs de Valor da Produção.
1959 o o " o-o o • o o o o Q o o '. o o • • • • • o o o o . . . o " • o o o • • o o • • • o
5 - Tabela 5 - Indústria de Transformação do Brasil: Correla
ção entre a Produtividade Média do Trabalho ~
duzido o Efeito da Relação capital/Trabalho e
o Vi3.1or da Produção p::>r Gêneros de Indústria
Selecionados o 1959 o o CIo " o o o o o o o o " • o o • " o • o • o o • • o
111
22
23
32
37
38
•
pação do Efeito da VariéÇão Relativa na Quan
tidade de Capital por Trabalhador na Variação Total da Produtividade Média do TrabaTho, Se gundo os Grupos de Valor da Prcrlução, por
Gê
neros de Indústria Selecionados •••.•• o •....7 - Tabela 7 - Indústria de Transfo.rnação do Brasil: Variação no Salário f,1édio do Pessoal Ocupado, Seg1mdo cs Grupos de Valor da Prcrlução, por Gênero de
IrldÚ.stria. 1959 " O a o o • o • • • ;:a a O O • CO • O O • O • • O • O O • •
8 - Tabela 8 - Indústria de Transformação do Brasil: Correl~ ção Interindustria1 entre a Produtividade ~ dia do Trabalho e o Salário Médio, por Grupos de valor da Prcrluçãoo 1959 0 0 • • • • • • • • • • • • • • • •
9 - Tabela 9 - Indústria de Transformação do Brasil: Variação Liquida na Prcrluti vidade r1ÉÍdia do Trabalho,
g
tilizando os Coeficientes de capital, E~dos por Rocca, Segundo Grupos de Valor da Pr~ dução, por Gêneros de Indústria Selecionados.
1959 . o o • o Q o o (> .::> o o • o • • o • • <:> ~ o o o o o o • • • • • • • • • o • o o
10 - Tabela 10 - Indústria de Transformação do Brasil: Variação Relativa na Pruduti vidade Média do Trabal..OO , Induzida por Rendi.mantos de Escala, Segundo Grupos de Valor da Produção, por Gêneros de Indústria Selecionados. 1959 .•••..••... 11 - Tabela 11 - Indústria de Transfamação do Brasil ~ Relação entre a Variação Relativa na Prcduti vidade
r.€
dia do Trabalho Induzida por RendiICentos de IV
41
44
45
53
'Ibtal
na
Produtividade ~ia, segundo Grupos de V~ lar da Prcrlução, por Gêneros de rndÚstria 5eleciooados. 1959 ... 0 • • • • • • • • 0 0 • • • 0 • • • • • • • • • • • • • • 0 . . . 56
I
Este estudo tem por objetivo básico identificar os fatores condi
cionantes da variação na prcx:luti vidade nédia do trabaL.~o, ern cada A
genero
c.a jndústria de transfo:r.:rna.ção do Brasil no ano de 1959, em função de ~
ças na escala d,~ produção o
o
primeiro capítclo trata de colocar a importância do tema,ressaltando as suas cCHsSq ..1~nc.ias €..'11 t.emos d"t eficiência na alocação dos fato
res e da ?Jssibilid~d2 d(~ é.. .. 11Pli2.7~0 das oportmlidades de emprego na indús
tria d2 tral1sforrr.2çe.o.
o
capItulo seguinte, oferece uma visão sumária dos fatores condicionantes da var:Lação na prcLuti vidade m...~ia do trabalho I das i:rrplicaçôes
t ~ c ' , A , d od t '
quan o a el.l.Cl2nCla 03 p:;:-ocessos pr u 1 VOS, e apresenta dois métodos aI
ternativcs [Jara a quantific~ção da influâ~cia dos fatores condicionantes I
através da decanp:>sição da "',rariação total na prcrluti vidade nédia do trab:l
O tercej.ro capítulo i que .llücia a análise enpírica, crntérn. urra
justific.-.ti·.ra C::J p2rlodo escolhido, a descrição e critica dos dados utili
zados, e 1..l!ra apresentação C.o canportarrento da produtividade nédia do tr~
lho e da potê.icia instalada }X)~. trabalhador I em cada gênero, segundo gru
pJs de valor da. p:cdução.
o
cr..1ar~o ca.;.::>Itulo busca explicar o canportarrento constatado paraa produtivid3.c."? redia do trabalho e para (l variável proxy da relaç.=io cap!
tal/trabalho f ti forç'.à m"Jtrj.z por trabaLl-mdor. Ccrn relação à pt'CX1utividade
rrroia, prOC1..1r3..-se vL'1cular o cmportaIrento observado a mudanças ou não nos
0-,1::>::\.:0 2.. ::-elação c2:Jital/trabalho, ou rrelhor à sua variável proxy
força motriz r-or -t=WJ::llhac:.or r a análise busca identificar os elemantos co!,!
dtcial2L'1tc;1 ri:> ::;C!ll c::rri?Orta:r:~':;''1to~ a mudança na fo:rrna da função de produção
e est.im:mdo-se a C'OJ."1tribuição dos fatores condicionantes do crescimento
da produtividade nédia do trabalho can o aurne.'1to na escala de produção.
o
capituloé
concluído com o teste de élssociação positiva. entreas diferenças interindustriais na produtividade mé-dia do trabalho e na r~
rnuneração por trabalhador, tentando-se identificar variações qualitativas
na mão-de-obra que pudessem explicar os difera'1ciais de produtividade me
..
dia.
o
quinto capitulo tem por objetivo testar a influência dos rend~mentos de escala e das economias externas sobre o nlvel d~ produtividade
média do trabalho, bem cano confrmtar por processo alternativo o p3.pel
da relaç.o=io capital/trabalho nas mudanças ocorrid~.s na produti v"idade.
o
Últill10 capitulo, fina1rrentey constitue-se num SUlJklrio dos pr~cipais resultados Qotidos nos capltulos 3 a 5, concluindo-se pela exist~
cia de processos rrais eficientes nos grandes osta.belec:i.rrel'1tos i em pelo r~
nos 16 dos 20 gêneros de indústria em análise e pela contribuição dos prs:.
ços relativos dos fatores na mudança da prcduti vidade média do trabalho 12Ir.
cerca de 50% dos gê.'1eros estudados. Essas conclusões gerais sUgP..rem uma e.§.
tratégia setorial baseada no a'lJl1Y"::mto da participação dos grandes estabel~
cimentos, atuando-s8, entretanto, no sentido de anular o efeito dos ?reços
relati voo no incremento da produtividade rné-dia do trabalho. 'A adoção de
tal poUtica irrplicarla na r:-.axi":d.zé'.ção de errprcgn setorié'~, crndicirnaea
à
AS DIFERENÇlS INTER E llIT'RA-SEl'ORIAIS DA PRODUl'IVIJ)l\.DE Mf::DIA DO
'l'RAFlliIO NA ECCNQ-ITA BRASILEIRA, SUAS C'CNSECll\lCIl'S E AL...~JATI VAS DE COHREÇÃO.
Ê. econania brasilGira, caracterizar-sc FOr aprcsG'1tar grandss di.§.
paridades na produtividade média ào trabalho entre os di v:;rsos setores,
oonsti tuindo-se o industrial corro o de rrais elevada produtividade. Por ou
tro lado, dentro do prÓprio setor industrial verifica-se a existência de
diferenciais de proouti vidade 1 quer entre os diversos generos de indus
tria, quer entre as E>..mpresas de tID1. mesrro gênero.
1.1 - CB Diferenciais Intersetoriais na Produtividade L,1édia do Trabalho.
r.o
ponto de vista das diferenças intersetoriais; o Brasil situa-se entre os países que apreSe!1tam Imiores disparidades. ~,Ja r~a.lidadef
Em um estudo realizado
~r
Bacha (1) I que envol V2U países industrializadose semi~industrializadosf c B~asil caracterizou-se OOITO o de ~aiores dis crepâncias instersetoriais de produtividade"
Para medir o grau de disparidade da produtividade média do tr,ib~
lho entre a indústria e os demais setores 1 Bacha calculou a razão entre a
partic~pação do emprego industrial no emprego -total e a particjpação do
produto da indústria no prcx1uto total. Observa-se que esse quociente egu!
vale a multiplicar a produtividade ~ia global pelo inverso da produtiv!
dade média no setor industrial o Se a produti "idade média na indústria for
igual
à
vP-rificada nos demais setores, a razão acima definida Gerá igualà
unidade. caso seja superiorà
redia nacional, o quociente será inferiora unidade, aproxim.:ll1do-se tanto mais de zero quanto maior o 0i::ercncial
(1) E. L. Bacha~ "El Subempleo3 el Costo Social de la Mano de Obra y la
Estratégia Brasilena de Crecimientofl
, El Trimestre Economico~ Méxi
ciente assumirá um valor maior que a midade quando a produtividade média
na indústria for inferior
à
rnéc.ia nacional oo
resultêdo obtido por Pada p;>...ra o Brasil (0,28), situou-se mu!to abaixo da média calculada para os derrais pa.ises em estudo (O i 82) , bem
cano inferior a todos os valores observados, o que indica para a econania
brasileira o mais alto diferencial relativo, medido rx>r esse critério.
L 2 - 'Ps Diferenças de Produtividade na Indústria de TraTlsfonnação.
Dentro do próprio setor industrial, verificamrse significativas
discrep:;ncias na produtividade média do trabalho o Essas diferenças ocor
ren tanto entre os di versos gêneros de indústria corro entre as empresas
de um mesrro gênero.
CE diferenciais de prcxluti vidade entre os diversos gêneros de in
dústria e sua.s conseqtFJ1cias sobre o ni vel de emprego no setor (tem sido
objeto de diversos estudos por parte dos economistas brasileiros.Entre os
rrais recentes, destacam-se os de llilton da t'1a"tt/2) e o de sérgio Boi
. (;3)
s~er .
Considerando-se cada gênero de indústria isoladamente ,observa-se
significativos difer~lciais de produtividade em função da escala de prod~
ção das firmas, quando se ms'Cle u. produtividade rredia do trabalho caro o
valor da transfomação industrial por pessoa ocupada. A produtividade rné
dia assim definida, apresenta-se corro una função crescente do valor da
produção das firnas na quase totalidade do generos de indústria ( 4) .
(2)
(3)
(4)
Milton da Mata e E.L.Bacha~ "Emprego e Salá:Pios na Indústria de Tran$fol'mação~ 1949/19ô91!. Pesquisa e Planejamento Econômico. Rio de Janeiro3 ~ (2): pgs. 303 393 Junho-19?3.
Sérgio Boisier et aUi3 i/Desenvolvimento Regional e Urbano: Diferen ciais de Produtividade e Salários Industriais!' Rio de Janeiro3IPEA7 INPES. 1973, Rel.atór1:o de Pesqu'z'sa, (]5).
1.3 - Os Efeitos dos Diferenciais de Produtividade
Se as diferenças na produtividade média do trabalho foran acan
panhada:; de diferenciais na produtividade nargiL'"1al desse fator, tal si tua
ção se caracteriza por una ineficiente alocação de recursos em tenros do
produto total atingi velo Uma. redistribuição da rrão-de-obra ercpregada. ,
transferindo-a dos setores de rrenor produtividade pa.ra aqueles em que es
ta fosse nais ele'vada, cooduziria a um increrr.ento do produto interno a
preços de mercado,
à
partir da mesrra quantidade de recursos disponíveis oInfelizmente, não se dispÕe de nenhum estudo que quantifique
d.!.
retarnente a existência de diferenciais intersetoriais na produti vidade ~
ginal do trabalho. Caso se admita, entretanto, que a rerm.meração do trab~
lho
é
correlacionada cem a produtividade marginal] a grande percentagarnde pessoas nas atividades agricolas percebendo salários inferiores ao
rn!
nino institucional pode ser um indicador desses diferenciais de produti
v!
dade. Utilizando cs dados do Censo Derrogrãfico de 1970, Langoni(5J calcu
lou Em 80% a proporção dos l...'1di viduos no setor primário com renda mie
rior a 1 salário
rnin:ino.
Essas proporções para o &..-rtor secundário e tereiário eram da ordem de 70 %, 60 %, respectivamente.
104 - Alternativas Para a SUperação do Problema. e Critérios de Avaliação
I:essas Alternativas.
É evidente que a caT!fX)sição setorial do produto interno de una
ecmania de mercado reflete a cnrposição da deTI.anda interna e externa. Urna
redistribuição brusca do emprego intersetorial, mesrro que possível, PrüV2.
caria serios problemas de adequação entre <J. canposição da oferta e demm
da após a redistribuição, o que tomaria a execução dessa p::üítica total
(5) C~los Geraldo LANGONI, Distribuição da Renda e DesenvoLvimento Eco
nômico do Brasil. Rio de Janeiro3 Editora Expressão e Qtltura 1973~
Mente duvidosa, quanto aro beneficios a alcançar.
t:
perfeitane.'1te possivelr e.l1treta'1to, pensar'se numa redistribuição gradual da força de trabaUlO i can o enprego industrial crescendo a
uma taxa mais elevada que a força de trabalho cma um tcdo. Como o prod~
to industrial tem evoluído a UI11c1. taxa superior
à
da pq.>ulação econcrnicamente ativa, o eleIY\e.Tlto respon.sável pela r:aiar ou rre.'!.or absorção de
rrB.o--de-obra no setor será a taJ2 de cresc:i.ment-..o da prcxiutividade rédia de tra
bal.:.'1oc Dada a taxa de cresci.Ine..l1to do produto indu':itrialQ a absorção de
rnão--de-<Q1Jra no setor será tanto reais rápida gtlê'.nto menos creSCEr a prcrl~
tividade média do trabalho.
Considerando a existê. .. ·1cia dos diferenciais de prooutividade en
tre pequenas e grandes €!.Il'presas de t.lll mesmo gênero de indústria,uma maior
absorção c'1.e rnão-&=~-o.bra pcderic~ ser cbtida aurrentando-'se a participação
dos pequenos estabeleciIrentos no prcrluto industrial, ou buscando-se redu
zir ao longo do tempo o creSCire,l'1to da produtividade nédia do trabaL110
n013 grandes estabeI2civ!f::ntos, ou ai..'1.da pranove.'1.do-se urrk.1. nradu=ü reducão ,
da prooutividade média do trabalho nas rraiores empresas.
A escolh2. da alternativa a adotar, ou até Iresrn.o a conveniência
de se prcnover urra poli tica de absorção mélis acelerada da ooo-de·--abra às
custas de urra queda no crescimento da prcduti vidade média do trabalho, de ~~erá dos fatores condicionantes dos diferenciais na prooutividade
dia e dos cbjetivos fixados de politica econanica.
Se a preocupação central da polÍtica econôr.U.ca for voltada para
a alocação eficie."'1te dos recursos, urna alten1ativa
só
será considerada viável caso conduza a UID'1 elevação na absorção de mão-c1e""Übra sem gerar no
vos focos de ineficiência no setor industrial, os quais po:1erão car1pr~
ter a longo prazo a prÓpria taxa de crescimento do prcrluto setorial e do
elevação do nlvel de
arprogo,
qualqUer uma das altemativac;; se apresen ta cano viáveL l)essa fonra, torna-se de grande relevância investigar osfatores condicionantes dos difer(~!ciais de produtividade, e de sua rsla
a; FA'l'mES roIDICICNANTES DIFERENCIAIS NA PRODUl'IVIDADE
r'lt:
DIA 00 TRlillAlHO ENI'RE PEQJENAS E GRANDES ntlPRBSAS c
o
instrumental anali tico de teoria de prcrlução, particula!J"'enteo conceito das iSOJUantas, pode ser uti lizado para a identificação dos f~
tores detenninantes de rncdificações na prcduti vidade média do trabalho o
Com o auxilio das isoquantas
é
possi vel isolar'~se os elementosdeterrninal"ltes da proCtuti vidade média eril. um dad( ni vel de praiução, investi
gando-se em seguida os ~feitos da muàança na escala de produção sobre es
ses elementos e a repercussão verificada sobre a produtividade média.
2 o I - CB Fatores Crndicicnantes da Produtividade Mâdia do Trabalho.
F<..àrrita-se oonhecida a :Etmção de produç.ão de um determinado bem:
função essa continua e cif8~"1ciável 6'"'. tcr.10:'3 os seus pontos o Suponha~se t2!2
bé:m
que to1as as E!Ylpresas <Xr1pOnentes da indústria produzen a mesrra ~tidade ern e:r-llllbrio de longo prazop operando em ooncorrência perfeita.
Admitindc-se ainda que o capital e o trabalho são os únicos fatQ
res de produção com proporções variáveis ern relaçro ao prcrluto,
é
posslvel obter-se todas as canbinações desses fatores que propiciarr. o neSITO
ni
vel de produto (6) o Grafando todas essas corrlbinações i obtem-se urra isoquc.g
ta ou linha de IreSl1D prcrluto I a qual
é
decrescente e convexa é'.dmi tindo-sea hipÓtese de proouti vidade marginal posi ti va e decrescente para os fa
tores capital e traba:L'1o o
Caro todas essas <Xr.1binaçôes dos fatores dão origem ao rresmo
(6) A idéia de que para a produção de um determinado bem concorrem fato
res cuja proporção utilizada em relação ao produto
é
constante e também fatores cvja proporção é variável~ encontra-se muito bem descrI
ta em C.E. Perguson~ lJicroeconomic Theory~ Edição Revista~Georget~
Inwin-Dorsey~ 1969" p.p. 114·-116,
vel de produto, infere-se que a prcrluti vidade média do trabalho diferirá
em cada pento da i~ta, sendo tanto reais elevada quanto rraior for a
relação capital/trabalho utilizada.
Admitindo-se o cx::mportarrento racional dos errpresários, ou seja
a busca dos custos
rnInimos
de produção, a combinação de fatores selecion~da será aquela que torne rnInimo o custo de prcx1ução da quantidade fixada
do bem. Esta canbinação será aquela para a qual a relação entre as pro:l~
tividades marginais do capital e trabalho seja igual
à
relação entre ospreços do capital e trabalho. Graficamente essa posição corresponde ao
pente de tanqencia entre a isequanta e uma isocusto.
Dessa forma, admitindo-se a perfeita divisibilidade dos fatores,
a relação capital/trabalho de equilÍbrio e, em oonsequência, a produtiv,!.
dade rrédia do trabalho, ficam perfeitamente detenn:inadas pelos preços r~
lativos dos fatores ao nível de produto considerado. Por outro lado,o teQ
rena sobre o efeito substituição assegura que quanto maior o preço relat,!.
vo do trabalho, maior a relação capi tal/trabaLl)o utilizada e
rraior a produtividade média do trabalho o
portanto,
Pode-se concluir dessa foma que dada a função de produção e o
nível de pro1uto, a produtividade rrédia do trabalho será urna função ores
cente da relação entre os preços do trabalho e do capital.
A consequência lÓgica desse resultado
é
que em cmdiÇÕE!s de igualdade de custos dos fatores todas as empresas produtoras do bem cper~
r
ão
<XJ1TI a r.esrna produtividade nirlia o2.2 - Mudanças na Prcdutividade E1Érlia em
Função
de VariaçÕes na Escala deProdução. ,
Para a consideração da p:>sição relativa de urna isoquanta referen
tip:> de função de pra:1ução em análise.
caso
se admita caro hipÓtese o princípio da harogeneidade linear,uma. nova isoquanta representativa de um nível de prcdução mais elevado;s~
- da - da . . (7) da ~1-'
-ra representa cano uma. expansao pr.urelIa . Da uma UJ!lllJmaçao i
nicial de fatores (K. ,L.) I oorrespondente a um nlvel de produção X., urna
1 1 1
nova cx:rnbinação (ÀK. i ÀL. ), para À > I, propiciará urna. produção ÀX., de
1 1 1
tal forma que a inclinação das is~tas seja a mesrra para cada relação
capital/trabalho K./L .•
1 1
Esse resultado asse:jura que se forem mantidos os preços relati
vos dos fatores 1 todas as empresas operarão, em equilÍbrio f a:rn a rnesrra
relação capital/trabalho e can a mesma produtividade rrÉdia do trabalho o
Conclui -se dessa fOIrra, que adotada a hipÓtese da hcm::lgeneidade
linear: o único fator que pode contribuir para a divergência da produt!.
vidade média do trabalho nos dois níveis de produção
é
a diferença nospreços relativos dos fatores provocada p:>r algurra imperfeição do rrerca
do(8) o C aso se verLlquern .~. di s orçoes nos preços re alVOS ao se pélSsar t - 1 t ' ~
ra um nível de produção mais elevado, a produtividade rrédia !tais el~
estará associada com a maior relação capital/trabalho utilizada.
Em tennos da eficiência dos estabelec:irrentos, caso se verifique
a mesma relação capital/trabalho para as grandes e pE!q'...lenas errpresas, to
das operarão com o rreeno grau de eficiência, já que a rresma quantidade de
produto está sendo obtida p:>r cada unidade dos dois fatores errpregados.
Esse resultado permite estabelecer oamo critério de eficiência,o
valor da produtividade média do trabalho a ur:-a detenr.inada relação cap,!.
tal/trabaL~o. Quanto maior a prcrlutividade média, maior a eficiência do
(7) Uma exposição bastante c l.ara sobre o principio da homogeneidade li
near encontra-se em M.H.Simon$en$en~Teoria Microecomica~2a.Edição ~
Rio de Janeiro~Pundação GetuZio Vargas~ 1969~ VoL. 1 p.p. 233-236.
(8) Durante a anáZise estamos admitindo a perfeita homogeneidade dos f~
processo arpregadoo
Caso a produtividade rrédia seja clifE'.rente para os dois grupos de
estabelecimentos por conta da divergência na relação capital/trabalho I o
ccnceito de eficiência tem que se basear em ter.ros dos custos sociais dos
(9)
fatores empregados o
Na rredida Em que fosse conseguida a igualdade entre custos socia
is e privados para os dois gruros de estabeleciIrentos, a relação cap!.
tal/trabalho também seria igualada e consequentarente a produtividade
r.É-dia do trabalho.
203 - A Existência de Indivisibilidades nos Processos de Produção e o seu
Efeito Sobre a PrOOutividade Média do Trabalhoo
A análise efetuada até agora admitiu a perfeita divisibilidade
dos processos e hancgeneidade linear da função de produção o A adoção des
ses pressupostos ~lica em concluir que o mesro nIvel de eficiência e
obtido nos grandes e pequenos estabelec:i.Irentos, desde que a quantidade
de produto obtida por cada tmidade errpregada dos fatores capital e tr?_b~
lho é a rresma nas grandes e pequenas empresas, assegurando-se a igualdade na relação capital/trabalhoo
Caso se admita a possibilidade ã8 indivisibilidades nos proce~
sos de produção,
é
possivel admitir-"sc ti3IrOOu que sedispõe
de processosmais eficientes quando se eleva a escala de prcdução. Nessa situação, ao
a1c.:n:ntar a C"'I.lal1tidade ~rcduzida, as €!""presas podar mudar ~ p: .x::cesso ,
ob_
tendo maicr <JI.lémtid.ade de !?rcduto
à
partir de LIDa dada quantidadE (te fatores. Cano cmsa:'Uênci.:::. I t"11to a produtividade média do txabaL'lo <X'I1'O
a do capital serão maiores nos grandes estabelecimentos para
(9) Um exemplo bem interessante da perda de bem estar decorrente da di vergência entre custos sociais e privad08~ encontra-se em G.So Sti gler, The Theory of Price, 3a. Edição." NeUJ Yorq$ The MacMiUan COlrrp~
Dn tenros da função de prooução é!.e um proc1uto C:U:ll~ler '3r1 3!1..áli
C:.1.c1~ 1.l[Tfl del?.s corresponc1aiGO a cGtemd.n::tào L"1tcrvalO de:. produção o
() efeito ca muà?l1ç2. n-]. ::;roeutividado m:.dia do trabr:lElO decorrcn
te Cor"]. utilização de processos rrais eficientes i C!'1 funçÉ10 de nudC'nças na
escrüa dr:; T)roduçi~.o~ será dcnarinado d('; t'efeito eSCéüafC
o
sido
definido c::m tenros da mudança na proé!.utividade ::&lia do traba.l~ Dar?:'. tlT!la
nesm:l. relação ca~i tc1.1/tré'1baLho u isso não sicmifica au.c: cnpr83as
'li}) . 1 - '~~l/t ~1-_'t...~
C pcqu2nas oper::m,em eqw. r~o, CC!!l urna T!1esrra r~ acao ca?~\...C\ rdJJcULl.V o
':':'udo denenderR cl1. forrra e.3surrd.da pela função de :?roc1ução en C?...d2. interva
fatores o
~t"U1t8I1dcr'S2 constantes os preços relativos dos fatores, n rola
çao capi tal/tra:Jalho 0.8 cquilibrio depender3. do CO't1pJrta:rrcnto da taxa m:rr
qin'l.l de substituição tócnica cmtrc rs fatorJs" '"Era (1 rolação c2.pitalj
tralJalho eMprerrada nos pequenos estabelecirnentos o Se ao mudar a fonra dE.
função de prodU<::,.ã0 a taxa marginal de SUQstituição não se alterar, então
~_S qrandes E!Mr.)resns utilizarão a f\1eSIl'B. ralacão capitcl.l/tra?aL~o r;ue os J:lEqUeI10S es·tabelec.L"'l9.ntos. í. To ent:mto J se houver rrodificacão na taxa rrar
grandes empresas cq::>roqarão, Grrt equilÍbrio, UffiJ. relação capital/trabalho
dife,...,...,. .... .L'.-:a~ t"" -= '-'o _"l~ u~~l;z",d.", '-..1...L c< c... """'1"'5 ;.~~ n ~"",..."C:O :·=·iU ... "'-L~ f; """""''''s ..LoU ;c .•. 0<'-" . ;i ~ que -pc-:ra a. C!Cr'1J..ILTlaçaO '-'" ..:: l....' - ~·ntn
rior não !'B.is se ~7P..rificará a ir:ualdade entre !.)reços r'31ati vos e proo.uti
vidades narqinais (:OS fatores. Ocorrerá um aUI"llaIlto na utilização relati
va do fator ca)"'i tal C:::tlElIld0 houver urra eleVrl.ção no c:IIlociente entro as nro··
tal/trab?& de G<!'"llHl/rio r3as rx:nuenas finna.so C".SO a rcl;>..ção entre ôS
dm. se ~ificl.r CCTfl é'. csc.:>.la de 0~ur;ãG. c.c~vidr, 3. distorçêícs no rrcrcY:\c
fé'.to
crio.. c' nrrbls.rna ~r3tim de irr:ntificar se a difercnca varificétdr'l nFt prXlu
:rmior Qficiencia dcs prccessos ou SQ é'.paYlJ.s r1a. ,~tuação c:'" sfei to substi
ceDi
CQ'K' o 0feito substituiç'iio i'r?uro'~ c;,ecorre de UP12. mcdificé:ção na
relaçRo cQ!')it;:li/trabaL"lO de 80lÍllbrio ,ser" qtl2 se VDrifiquo mud<"mç? na
fcrrrt"'1. da funç'.ão de produção I esse prcblClT'él p:x1e ser resol vÜ:!.o i verificen
do-~se crual a w::.ri?,çã0 n3. r-rocIutivic.ade T"lÓc:lia
co
trahJ.lho pro",JOCada rordia do trabalho nos dois níveis de produção à mesna relação capi tal./~ lho, ou seja o tiefeito escalaI:.
Para a quantificação do efeito él.a rrudança na produtividade nédia
induzida pela variação na relação capital/trêmlho, admita-se que a foma
da função de produção das pequenas 6(1[)I'esas seja tal que Y = f(k) I onde
y
é
a produtividade média do trabaL~o e k a relação capital/trabalho. Diferencia.'1do a expressão anterior e di vidi.l1c1o por y, tencs ~
gy
k fI (k) àk (1) ~~ í~·· - .-y
=
y.
.
k i a~lUey
e a var~açao relativa eu y indu ..:J1,..zida pela variação relativa ~. na quantidade de capital por trabalhador.
Cbserve-se que na expressão (1), f' (k)
é
a prcxlutivic.adenal do capital e
~
f I OÇ.)é
a elasticidade parcial do produto em relação aesse fator, a qual
é
sempre u!ferior à unidade, tendo em vista a hipóteseadotada de hc:rnJgê."1eidade linear o
Esse resultado permite concluir q'..le ocorrendo apenas o efeito
substituição "puro" I a variação relativa na produtividade r.tédia do traba
lho será, eu valor absoluto, r;enor que a variação relativa ocorrida na
relação capital/trabaL~o.
Verifica-se ~ que a expressa0 (1) fornece a naneira de ~
tifioar o efeito da variação na produtividade média induzido por uma mu
dança na relação capital/trabal.l.1o o Basta que SA calcule o prcrluto da ela~
ticidade parcial do capital pela variação relativa verificada na quanti~
de utilizada de capital
ror
trabalhador.dJserva-se assim que caso se disponha das variações relativas em.
y e k e da estirnati va da elasticidade do produto em relação ao capital @
ra as pequenas finras, é possi vel obter~~se fX)r resíduo a influência do
"efeito escala" sobre a produtividade média do trabaLl100
pital pode ser obtida através da particip3.ç'iio desse fator no pr<rluto, deê.
d.e ql1e se admita. q'Je r;.elo menos ur~. dos fatores de proclução
é
:r-emuneréldooelo valat:' de sua produti viàade rrarginalo
:esse re::::ul ':".ôilo F que
é
assegurado pelo tL.~rema de EuleI r foi utiliZé'.cb ror SoleM para. 3. resclu(;ão de u~n problar:a aná.loq'~ I mde o seu Q1:)j~
ti vo era deter.:r-LflaT.' a variaçãc na proo1.lti vidade I"Iér...ia do trabalho induzi~'
(10)
::lG pe:lo pr~sso t.emolêgic) neutl.'"O
:I. 04 ~ A F\mção de Prodnção C0I:1 n.e.nclir:~at()s (;rescentes de Escala e
Uma Ina.'1E:il:a alteznativa de
aoorc.ar
o proLlema. da eficiência emfunção da 8scô~a je produção;
é
adrniti.r=se9 o..,:!c aprQx:il':E.ção, urra únicafo:rm::. para a função de prod.ução em tcx1cs os i..'1te~valos i atni tindo-'s:? GJ:1
tretan"to qua o grau dE: ha,KxJe11Aidade JX).1e ser diferente
na
unidade o C3.80GS prccessos 6.s produção utiliZé'.d05 pelos gr::mdes estahelecirrr=ntos 3€ja.'T'
müs eficie.'1tes; 2. func~o de produção apreser.tarã rendirrentos crescentes
de escala o Se as r-equenas e.rr.p:r3Ras forem as r-Bis eficientes 1 os rendimen-'
tos ser~.o decrsSC"E:i1tes, i\pcnas se as peq'..1G...l1as e grandes firrrus f0rem i
gual.1TeI1.te efic:i.entes; a r.mção de produç.3.o apresentará re.."'1dimen.tos ccns
tantes de escala.
P-..dmitindo-se a flIDção hancqnea de lEi grau qualquer 1 o carrtin.'rlo de
expansão será retj_lL>"leo se os preços relativos dos fatores não se altera
rer'1 can <3. escala de o;,;eraçoo da firma. Nessas condições, a relação capi
tal/trabalho será invariante e a produtividade nédia do trabalho será wa
:fmlção da eficiÊncia dos processos 1 traduzida Em tennos dos rend.i.Ir\.antcs a
presentados pela flIDção de produção o Se os rendimentos forem crescentes 1
a produtividade TIk..~a do trabalho se elevará com a escala de produção re
fletir~o a ~.ior eficiência dos p~~SSOG utilizados.
1::
int.ere:ssante observar<r.le
ao ad:dtir-se U!la única fonra p:1ra afunção de produção v qualqüer variação na relação capital/trabalho será
provocada pelo efeito substituição tlpuro'·. Caso se constate em uma análi
Ge erpiri('"..a, a diferE'nça na relação capi tal/traballlo entre pequenos G sr~ des es~lecir:E .. '1tosi para que se avalie o r/afeito esc ala ti rx-rventura ~
xistomte,. tornô.=se necessário d'Yluzir o efeito substituição "pt.1rO" scbre
a prooutivid:tde média do tr-abalhoo
A deaJ!iqJOsição da variação tocaI p.a prcdut.i vidade r.roia do tr~
D10 pc.O~ ser uf~tua0a ccnsir]~anc1o-Ee a expressãc da ~ro:1uti viàad€ rrédi.c:t
do trabalho descrita por: y
=
r?~l
f(k) (2) 7 o.'1Ga y e k for<:ln definidosno
1
tEn anterior, Lé
a
quai"ltid.::.tde errpreg3.da de trabaJl10 , e n o grau deh.c.:m:x.?.neidads da nmção de produção, Torrando-se o diferencial total
ce
(2) y onde n
é
aà:aitido invariante, van~crI
=
(n-l) L (n-2) d J .. f(k} + Ln~l fi (k) dkDi vicündo os dois me.rrti)ros da expressão anterior}?O!:" (2) f ten-::::e ~
Dividindo e multiplicando o Último manbro por Ln-l o k,
tanos~
3l:
=
(no-I) ~ + ~ o L H-·I • f I (k) o aJk-ky L Y
Corro r.p-l f C (k)
é
a prcx:1utividade marginal do capital, tanos~.
ra a expressão anterior~
~
=
(n-l)'i:'
+
eKa;
(3), onde e::K=
~
o Ln
-l fi (k)
é
a elasticidade parcial do produto em relação ao capital.
Na expressão (3) o efeito dos rend:iJrentos de escala cu sirrple.ê.
mente o t!efeito escalar;, é dado fOr (n--l)
~
; e."'1quanto que o efeito sub§.Verifica-se ainda pela expressão (3), que admi tindo-se a hip5t~
se de produtividades marginais decresce.'1.tes para os dois fatores, tem-se
novamente e:K < I, desde que a produtividade marginal do capital será inf~
rior
à
prcrluti vidade média desse fator c Ccno oonsequência, infere-se outra vez que a variação relativa na produtividade rrédia do trabaLho será
inferior, em valor al:::soluto,
à
variação relativa em k v na ausência do efeito escala, ou seja, quando os processos utilizados :rx>r grandes e peque
nos estabelecimentos se caracterizarem pelo mesmo nivel de eficiência o
Caso se disponha de uma estirnati va dos parârretros da função de
prcrlurão, torna-se :imediata a decarposição da variação da produtividade
média do trabaLho no "efeito escala" e no efeito substituição "puro" o
205 ~ A L'1fluência das VariaçÕes Qualitativas na Mão-de-cbra Erpregadao
Entre as hipóteses utilizadas nos desenvolvimentos anteriores I ~
contra-se a da harogeneidade da força de trabalho errpregada :rx>r grandes e
pequenos estabelecimentos o
Caso essa hi:rx>f.ese seja rarovidav una fonte adicicnal na varia
ção da prcrluti vidade média antre as grandes e pequenas empresas, p::>de ser
o emprego da mão-de-obra quali tati varnente diferente o
Salter, testou essa hipÕtese em una análise interindustrial,adrn!.
tindo que a remuneração média do tr~hador estivesse :rx>sitivamente oor~
relacionada com o seu grau de qualificação (11) o
o
teste de salter ccnsiste em identificar se há oorrelação FOS!.tiva entre a variação relativa na produtividade média do trabalho e a va
riação relativa no salário médio pago
à
força de trabalho empregadao Ooonceito de Salter quanto
à
qualidade do trabalho errpregadoé
bastante aro(11) WoE.G.Salter~Productivity and Technical Change~ Cambridge Universi
pIo, incluindo inclusive un reaior nÚlrero de horas trabaJbadas ];X)r cada
trabalhador enpregado. Isso, decorre do fato de que Salter trabalba
can
o nÚItero de pessoas atpregadas e não can o nÚtrero nidio de horas trabalhadas.Onbora Salter tenha se utilizado de \.I'!1a
série
tarq;:oral, medj ndoas variações na produtividade nédia e no salário percebido ao longo do
tenpo, o nétodo pode ser anpregado em tml. estudo do ti];X) CT'088 -seotion.P5!
ra isso, basta oonsiderar as variações na produtividade e na . ram.meração
nédias, em diversos intervalos de prcx:hção.
Sal ter anpregou a análise interindustrial bãsicarrente FOr utili
zar apenas dois periodos de taTp:>. ~·1eSllD em una análise 01'OS8 -seotion,em
que se pode obter reais de dois intervalos de prcrlução,
é
oc:nven1.ente uti lizar-setambém
a análise interindustrial. O estooo mtra-industrial não é acx:nselhável quando se admite a hipótese de que os salários poden variar can o tamanho da empresa, por razões institucionais. Nessas rondi.ções, a variação na rerm.meração média induzida ];X)r diferentes ti];X)s de
mão-de-d>ra, errpregada será captada pela diferença entre as variações na
A SI'IUAÇÃO DA INDOSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO DO BRASIL EM 1959
Cano fioou evidenciado na discüSsão do capItulo anterior I a rel~
ção capital/trabalho ccnstitue-se num dos elernentc:s condicionantes de va
riaçCes na produtividade rrédia do trabalho.
Os da:1es dispallveis rrais recentes, can estima.tivas para urna va
riável proxy do capital por tananho de estabelecinento são os do censo
i!!
dustrial do Brasil para 1960. Para o ano de 1970, essas infarrraÇ'Ões em
bora ooletadas não foran divulgadas, necessitando-se de tabulaçres e~
. . ob - (12)
Cl.aJ.S para a sua tençao .
3.1. - Os Dados Utilizados e SUas LimitaçÕes.
Para urna estiroati va do prcrluto lIquido em cada gênero, ou seja
do valer adicionado pelos fatores capital e trabalho, utilizou-se o valor
da transformação industrial (vrI). O vrr procura fornecer urra rredida do
valor agregado peles fatores capital e trabalho, pois
é
obtido subtraindo-se do valor da produção es gastos can Iratérias primas, material de em
balagan e aoondicionamento, canbustiveis e lubrificantes, energia elétri
ca adquirida e serviços ccntratc:rlos. Ele representa a variável proxy mais
adequada
ã
roodida do valor adicionado, dentre as dispom veis.Para nedir . -a quantidade errpregada de trabalho, utilizou-se
o núrtero de pessoas errpregadas no Últim:> dia de 1959. Essa medida está s~
jeita a restrições, principa.1.rrente ror que não incorpora as diferenças
(12)
t
idéia do autor realizar posteriormente o mesmo estudo para3 o anode 19703 quando forem obtidas as tabulações especiais acima referi
das3 propiciando também a ~port~idade de uma análise comparativa
entre os resultados dos dois per~odos. O presente estudo dever ser
considerad03 portanto, como parte de análise mais ampla a ser ef~
tuada ..
qmüi tati vas na m.ã:J-de-cbra anpreg:lda e
t:ani::lérn
porquemo
representa o niÍ-
-Irem efetivo de horas trabaL"radas. Uroa alte>rnativa teria sido t:tilizar a
folha total de sal.ârios cano uma medida do valor do traballio enpn..'gado .
Isso possibilitaria captar o efeito do diferencial das horas trabalhadas
e possiveis oonsequP..ncias da variação qualitativa na quantidérle de tr~
lho utilizada. O uso da fo:Jl'l.a total de salários, anresenta, entretanto,UM
sério incanVt='..niente. O seu valor
tarrbém
:;e altera !,X>r rr.udanças na taxa desalários, devido puramente a distarçOOs no nercad.o, sem que a essa ~ ça esteja associada nenhurra variação qualitativa da força de trabal.lm.
Esse argumento pode ser ilu.strado çan o segui.. .. 'lte exarplo ~ a("Jmi
ta-se a força de trabalho hOllcgênea entre dois grupos de errpresas prc:rlut,2
ras do Me....c:nlO hei! e operand::> cx::ll!. difere."1tes escalas de prcdu;::ão, com uma
fl.U1çãO de produção ~.le aprC:!5e."1t.ê elasticidade de substituiç.ão unitãria.~
r;x::n.'1a-se finalmente que o salário hora
é
dUt:"lS "IlE'zes maior para as ernpr:=.sas grandes que pa=a as erpresas re::IlleI1aS. Fb cn."ld:içêíes de: cxnoorrência
perfeita, a não--de-obra errrregada nas ~andes fumas será a metade da que
seria l1.ti1izaCt~ se o preço da mão-de-obra fosse igual ao pago pelas ~
quenas enpresas, €'!!lbora o valor da foL'1a salarial não se altere. Fosse re
sultado conduziria a uma subestiroação da produtividade nÉdia do traballx>
nos grandes estabelecinen.tos o
Tendo em vista esse LTlConveniente e cano o rrétcrlo de Salter PI'2.
pê5e-se a investigar o efeito das diferenças qualitativas na mão-de-obra
anpregada, optou-se !,X>r
não
utilizar a fQlha total de salários corro uman-edi.da ele vaIar da qua."'ltidaàe errprega:1a de trabalho.
Por outro lado, serão utilizadas esti:rrtati vas das elasticidades
de substituição e das funÇPes de produção Em cada g$.nero de indústria an
. (13) rned 'dade d aba1l 1 •
1959, obtldaS por Rocca e que an a quantl e tr "10 pe o m.m~.
(13) CQPlos Antonio Rocca~ Economias de Escala na função de ~odução (Te
riável pro;,.;y a força motriz instalaea o c~ rela,~o 2. 6530. -Jurievel tar.béJ:r.
e=-dstem restrições qucmto ao se'l USOo
Em primeiro luqac r no estoqüe (le c&pital sao rrch1Í.dos outros
laco, p.S:Ja
é
i.lrr-a rredida de estcxJue e não de fluxo de SUD!iços de ca.?ital efetiva~~~te utilizadcoiI~-;pedi ti. va
da utilização da força rr.otriz, desde ÇIU(; SE' ~drr~ita q..le 0 cstCJLle de cap!.
tal mIro \1m todo est-Eja. correlacionado com a a.uantic"!aC-e do o~l??J'I'i2,..l.to u -=ilizadoo Nessa3 cond5.ç:5es,
é
de Gspe':"ar ·'Jr(a cor..:-elação ~sitiv.:' ~ntre o. t .. ~ r • - • c'" ~ .. ; : J . :1 o
iX>rcan _e, porque a eXlsc.enCl2. ae capa0:: . . óue OC!lOSa J?CXlG VleS'iX c·s r.esulta
ács obtidos.
T1rr'a mediCia r"uito rre3h.or I ,10 saD.{lito de captar a utiU.zação dos
serviçns de capital i seria o cansurro de energia elétrica rx>r pc-rrte dos c~
tabelecime.l1tos industriais o Infelizrren.te, essa inforrJação só se encontra
disrxni
vel para o total das indústrias de ca.da gênero, não tendo sido r~blicada para cada grupo de valor à.a produção e.'[! Ul'1 resrro gé."'1ero o
l ... variável ::elecionad2. par::.. a estrati:êicação por ta:..Till"'..hO f'J:~ o
valor da prcduçãoo TJtilizou"'·se a di visão efetuada pelo IBG"~~ quando d.a di.
vul gaçao - . . J uos res uli-co. d os ao ~ censo L'i U5 , d tr' l al d e lr'~h co(14) ~ - ,
o r~e:rer1.U"··S8 o Vê:.
lor da produç'.ão em lugar de outras estratifiez.çães disp:mí. 'leis ç tais COlTD
Econometria da Faculdade de Ciência8 E(,Qr.ó~li,:C-a::; e i1d:l'iinit~t"!'(f.
é!a
ca
U niversidaàe desâc
,f'auío) JJ SelO Pauro~ 1967 (r:r:.r::~:;J:"a::::3.o).(14) Ver Brasil" Instituto Bras-i.leiro de Geografia e Estati3tica~ Industrial de 1960" Rio de Jane1:ro~ pop, 4fJ-'52 ,
pessoal ocupado, por '?nt::e"1der- se que ela represe..'1taria rreThor a escala de
produção epera1a pela fi.rr:'a. o O uso do nessOdl ocupado apresenta a desvan
tagem de incluir hO
mesmo
grupo errpresas can diferentesni
vei.s de prod~çao, p:>r conta dos diferer:,cÍéüs àa produti.virlade r;-écUa
co
trcbaL.~. Na medida em que se está oor.sid>"'xando "Jr:l. dado ?.;!riaio de tempo j difere.'1ça3 no
valor da proiução d.eve:rr estar associadas a diferenças no produto fisico o
Isso só não oc~rrerã caso a influs1cia da conposiç~o regiü~l da produção
e/ou o mix c1.ospr.o:lutos cor:1p')I1entes do gênero 8'2 altere mibsta.'1ciaJ.F.e~teo
J-:::
felizrrente: dada a i!1e.'ti.st€r..cia de infm:rrao3es mais desagregadas, a quali
daàe dos ~~os utilizados não pode ser ~lhorada.
l' eSb::'atifi.caç.ão efetu-"làa pelo 130 S8~1W.do a variável valor da
prcdução, cQ'11pree. .... lde 10 i"1tervalos ou gIl.!fús de er:presaso No 19 interv::ilo
E!.'1contram· se as 9.':!presas com UJ,l valor bruto úa prod.ução inferior a
,~ da od - . C' ". 1::00 PO'" "O'" "'~ 1
can Vé:..ll.}r pr uçao superJ..or a r..,.) o " ; iJ o \ j V f a p.:..êÇQs (lO rr.eSIro anoo
A inc3ustria de transfo:rrnação foi classific&la em 21 gênfu'"OF. de
irrlústria. Neste trabalho, en.-tretaTlto, fo:i. excluico o gênero "Diversas In
d'lstrias", não 3Ó por caracterizar-se por tnci;,,;va.Go graude ~ ';XIOO
t.arrbérn
!X)r não ter sido incluldo no estudo de P.occa, acima citado,o quenão pe:rrnite o cenhecÍInE!'lto da elasticidade de substituição e da funç'-ão de
produção r.ara o g&neroo
3 02 -, As VariaçÕes na Produtividade r"'lédia e na P.elação no 1!l10 de 1959.
C'\pital/1'rabaL~
Para o estudo àas variaçoos relativas na prcxluti vidade média do tr~
balho e na quantidade de capital fOr trabalhador; utilizou-se o 19 lJrU!X)
cano pento de referência, calculando-se os diferenciais de tcdos os de
Esse
procerunento
foi adotado por se pretender identificar os estratos em que se localizam as enpresas de maior eficiência. Caso de ut,!.lizasse urra base móvel, seria possível avaliar apenas as variações na ef,!.
ciência quando se rnLrlasse de intervalo lOque levaria
à
identificação dogrupo nais eficiente apenas se essa eficiência fosse urra fl.mção crescente
da escala de prcx:lução, o que não se saberia lia priori". O uso da base fi
xa permite identificar em que grupo se localizam as anpresas nais eficie..::!.
tes, independentemente do a::rrportamento ao longo dos estratos. Finalrrente,
selecionou--se o prir'1eiro estrato COItO ponto de referência, já que o int~
resse
é
captar as variaçees ocorridas quando se aurrenta a escala de prcx:l~ção das finnas.
Para una rrelhor visualização do caTp)rt:arrento crnjunto da produ
tividade média do trabalho e da utilização relativa dos fatores,construiu
-se a tabela 1, onde se apresenta a variação relativa da produti vidade ~
dia do trabalho e da relação capi tal/tralJalho.
A observação dos dados constantes dessa tabela, evidencia, que
é
no grupo dos rrenores estabelecimentos onde a prcx:luti vidade rn2dia do tr~
lho
é
rrenor. A exceção w..rifica-se para o gênero de bebidas, onde o maiorvalor registrado se verifica no 19 grupo. Constata-se
também
que a prod~tividade média apresenta uma tendência nítidanente crescente em fl.mção do
valor da produção, registrando-se apenas pequenas inversões,
excetuando-se o caso de bebidas já referido.
Essa tendência
é
expressa pelos altos valores assumidos pelo c~ficiente de correlação por postos entre o valor da prcx:luti vidade média do
trabalho e a ordern de estrato.. constantes da pr:imeira coluna da tabela 2.
Todos os ooeficientes, exo=to o de beidas, apresentam-se superiores a
0,90, registrando-se inclusive o valor 1, para 6 dos 20 gêneros consider~
cio
, 69 79
IPML
K7L
PMLK/L
~,479 4,086 3,009 3,903
t,335 0,436
2,828 0,.683, ,096 -0,333 2,745 -0,313
I I
2,308 -0,201 2,469 -0,287
~,l07 -0,250 3,082 0,316
i
2,591 -0,323 2,870 -0,405 p,347 -0,270 3,042 -0,429 ~r170 -0,183 3,271 0,554 /3,250 -0,007 4,374 0,060
"
r,7~
7,537 2,"53 6,9095,976 2,610 6,212 3,509 j
/3,209 -0,703 ,1,147 -0,151
;4,976 4,345 6,042 4,459
3,355 0,965 4,922 2,802 :5,845 1,119 6,157 1,363
:2,493 0,377 3,091 0,572 j
: 5:201 0,210 5,8:)1 0,414 tO,492 0,734 -0,237 0,835 !5,493 4,833 10,387 26,391 12,334 -0,172 3,624 -0,129
Sç
99 109PML K/L PML K/L P.ML K/L
3,414 3,803 5,495 9,588 8,337 12,269 2,931 0,743 3,744 1,621 6,673 2,111 2,995 -0,317 2,837 -0,130 -1,811 0,054
2,977 0,118 2,377 0,623 5,420 0,464 3,415 -0,328 3,878 0,200 12,520 0,619 3,526 -0,505 6,140 0,091
2,327 -0,234 3,154 -0,375 h,074 0,460 4,032 0,446 5,698 1,667 6,507 3,501 3,891 -0,030 4,397 0,159 17,079 1,534
3,146 10,830 4,880 9,939 4,493 17,539 6,991 3,482 7,630 {~, 716 16,447 7,281
5,570 -0,717 6,143 0,500 10,739 0,087
:1,598 1,672 6,614 2,926 15,029 4,380
6p931 1,048 8,923 2,398 20,212 6,708 6,297 1,440 5,954 1,550 7,449 1,780
G
r
1
-2 -3-i;
-5
-6
-7
-8
-9-10
-11
-12
-13
-14
-15
-16-17 ~
18
-19
-20
-CORREIAc,'ÃD m-lTPF " PRODurIVI!)J\.DB MÉDIl\ 00 'I'RA.Bi\.I.RO,
FORQ\ MJI'RIZ POR TRABAI.R1:.00R E V14IDR DA PmDTr,$.0, POR GÊNERO DE INDÚSTRIA
N E R
o
,S JEI N D Ú oS T R I 1,
l'1inp.raü; não rretru.icos
I".!3talúrgica O C G o o a o o o o MecÉirLica 0 0 0 0 0 0 0 0 0 • • 0 0
~1aterial e1étriro e de
C()!1"(tIDicaqÕes Q O O O O O O O C l
~1ateria1 de transpor+---e Ha<'leira • • 0 0 0 0 • • • • 0 0 0 •
.Mobiliário 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 .
Papel e papelão o o o o c o Borracha a o o o c o . o o C l O • •
Couros e r:e1es e nrodu .
-.... '-'
"
... ... ' similares • • 0 0 • • 0:0Oullnica . 0 0 . 0 0 • • • • • 0 0 .
PrOOut.os farP1a.oouticos
e rrer'Jiciné'l.is . o • • • • o . e
Produtos fie nerfumaria
s?r.res
E: velas • o • • • o •Produtos 0.e matérias n1á.sticas 0 0 • • • 0 0 0 • • • •
Textil . 8 1 0 • • • • • • 0 0 0 • • 0
Vestuário, calcados e artefatos c'le teciflos •• Produtos a1iJrentares ••
:nBhir'las • • • og • • a o e a • • •
Puro • • • 0 0 0 0 4 1 • • • • • • • • •
Edito~ia1 e erráfica
..
1959
1,000 0,952
1,000 1,000
O,9Q8
-
O,OA60,928 0,244
0,971S O ,2t14
1,000
-
0,328n,96<1
-
0,0381,000 0,568
0,96 /] 0,520
0,976 0,976
1,000 0,901
1,000 0,400
0,964 O,85n
0,988 0,916
O,9líti 0,976
0,9R8 O,R20
1,(01) 0;91)4
0,436 0,67fi
1),952 0,868
0;988 Op100
P~JrIVIDADF
~1fuIl'! 00 TRA
FALHO E FOnr.A rUl'PIZ POR
TRABJ\IFADOR 0,952 1,000 - 0,128 0,196 0,296
-
0,328-
0,296 0,528 0,556 0,988 0,90L1 0,400 0,868 0,8BO (),95~ 0,760 0,904 Oi23~0,940
0,136
Confrrntando-se os valores observados can os calculados para cs
niveis de significância de 1%, e 5%, observa-se que para bebidas aceita-o
se a hipÓtese de ausência de correlação nesses niveis, en~lto
que
paraos
demais elaé
rejeitada para 1%.Verifica-sei fmal.-rente, qu2 a vé'xié'.ção interindustria::. na prcx:1"J
tividade média do trabalbD
é
basta~te ac~t~~êa. Oonsider&ldo-se apenas oprimeiro e o últi.."'1o estratos i observa-se gc:.e na indústria ó.o ftnno a prcrlu
t i vida de nÉdia do trabalho elevou-se rrais de 30 vezes, ~lqua,.'1to que o me
nor valor positivo registrado foi para rrecânica; onde o cresCL"'"('('I.nto foi
superior a 5 V'3zes (tabe1a 1).
O comportarrento da relação capi tal/erabalh'J aprese.~ta-se mui to
rrenos uniforme. Apenas metad~ dos gê..'1eros parece...-:1. apres::::ltar ma tendên
cia sistenática p:rra o cresclm9.'1t.o da relaç.ã8 capital/tré':l::alho com a esc~
la de prcx:lução, de acordo can os dados da tabela 1 (r ;in8rais Não i'I.2tálicos,
r·letalúrgica,Couros e Peles,Quimica1Produtos de Perfumaria,Plásticos, Tex
til, Vestuário, Alim2ntares e Furro) 00 cálculo do ccefici.ente de c-:::·~l::l.ção
por postos (na segunda colun.a da tabela 2) i co:::.fir.na a exis'::ência de corr~
lação posi ti va ao ni vel de I % para esses gê.'1eros o Mmi tindo-se o ni vel de
5%,são incluidas
também
os gêneros de bebidas e papel e papelão.para osdemais gêneros, a hipótese de ausência de co:!:Telação
é
aceita ao ni vel de1:)%.
Quanto
à
variância da relação capital/trabalh8 para 0~3 g6.'1eroscx:m correlação positiva, ela
é,
em geral, ltl.'.1ito me..lo~ que a ~r~rificC'.cla para a produtividade média do trabalho.
Cbservando-se o carpJrtarrento conju:n~:o das c.t:a.s vw::-iáv'eis, veri
fica~se, pela 3ao colma da t;:ó·::üC'. 2, que apE1as para os :"0 gr.;:JTJ:OS emgue
se constatou a correlaçã.o positiv:l entre iJ.. ::81ação cepital/trêbalho e o
valor da prcdução a 1%, ocorr~ tar:bSm corr~lação t<)si ti \:2. 2."'1 .... .,..e a produt!
as ~l\'IDRES ca\lDICla~lJ'"i'ES 0..; eX11l?ORI'AHENTO OBSFJ<i7ADO
C carpor+-..araento ~rese.'1t~o pela produti\ridade rrédia do trabaJJlO
e pela relação capital/trabaL'1o; no capitulo anterior; permite concluir i
em função do quadro teórico esbcçaoo no capiJculo 2, que processos mais
ficiei'1tes são utilizados pelas grand2s eT!l?resas em pelo :mencs 16 dos 20
gêneros de indflstt"ia sn análise o
r:or:; ef2it0, an 9 f...o3 20 gencros est:rlado:3: erroora a nrodutiv:Lda
-
-de media dctraba:U:-.o seja pasi-:.ivEeI'lte correlacion3.& aJl"(' o ',,-alar da )?~
dUçãOi a variação na prcdutividade ~a não está oorrelacionada c:x:.rr va
ri ações na rela9~:io capitaljtra':lalhoo Essa f::itua.ção caracteriza-'se, por~
to, por um t'l.'\.lIrel1to ar, y in-::'..lZido ape-:1aS pelo f':=f8ito escalaI! f o qtJB c~
responde a uma ::raior eficiência nos prCC€ssos empregados pelos est;a.\;lelec!. IreIltos industriais J
à
medic1a que se elev.J. a escala de produção oCoM núe.çãc ao ~ 10 gê..'1eros ern que a produ.tivifud8 r;é.-lia w.bora
crescente can a escala de produç:ão, ap!:'~senta-S3 pJsitivélmante correlaciQ
nada can a relação cc.pital/trabalho( verifica-se ,pela tabela If que em 7
deles o aume.nto relativo na produtividade média do tr3baL'1o
é
maior que overificado na quantidade utilizada de (",apitaI por traOO.lhadoro Esse car.
port • ."'lrnento, tendo em vist.a as concltl'3c"98 CO capitulo 2: nãc> pode ser ?:r'O
VCC.:lclO apenas pela mudança na relação capital/trabalho através da atuação
do efeito substituição IIpuroll
Q Infere-se, portantoi que parte do aurren.to
ccorrido na prcrlutividade média do trabalho foi devido
à
atuação do !lefe!to escalart
,
r.
i.."1JOrtante salientar que rresmo para os três gê,l.eros em (~uea relação capital/trabalho apresentou un increrr.en.to relativo rral.or que o
da produtividade rrÉdia (minerais não rretálico8, couros e peles e f1no),não
se pede af1rrn.ar
"à
priori'· que tcrla a variação na produtividade rrédia do27
trabalho foi devida ao efeito s'L'l!)stituição t'p'Jrd' o lo. identificação da o
corrâ'1cia ou não 00 "efei-:'o escala!! sé !X:de ser feita caro a dedução (la
influência do efei.to oubstituição "put'o'lo
,., 1 - - h h' .. .;j~d 1
COIn ra açao :te q>3lJ.ero ElL1.G.é:1S, os l...:.Zl. os sug~m que o <)
apresenta o :-'a1.'Jr r.iv21 de eficiênciao Verifica~se pela taiJ01a 1 que a
niw.l
po
ê
a. I!P.2or dt~ tod .. fio :;'" ccnjngaç:l.O dess8s dois elerf>.-ntos, 1T0j.or prr:rlut~sas se r;.J;')stitue~ r..o grt\")o rrais eficiente"
É conveniente res3al-tar I er..t..retan:to I qüe essas ccnclusães dGpe~ ..
dem du capacidade ela força rrotriz r:or tt;:óa)J-.ador represent-.ar cJ.dequaélame~
fator
qüe tarnbérp ~:,oôer,J. co!1tribllir iX'.:ra a distorção das conclu.sões obtidas
é
élcanposiçÊÍ.n reCJicnal da produção 8.1'11 cada gÊn'3r0 e 3. própria ~a~siç.ao 1.J. tema no ge..'1eroo l possibilidade ou. nê'l.o de sr~ captar é'\. irlfluência. da cem
C2be :üncfu ura úl ~.:irra observaç3.o au::mto a influr2ncia da r:laÇ<~o
capital/tra.'0alho na vartação da produtividade rrédia. Embora a dotação de
Cc"lpital por trabaL.'lador nao seja o tl!ÜCO fator condicionan.te da prcdutivi
dade rrédia do trabalho p a ,3lla L'1fluÊ.l'1cia pode ser importante no sentido
de alterar a correlação fúsi ti va entre esta e a escala de pr-'J'!.ução i d)seE. vada na tabela 2, É p'JssI vel que ernb:::>ra c prir:eiro gru];X) continue sendo o
de r;',enor ?rodutividade, a o::-clern se altere suost"3I1CiélJm?n-te nos gIUpOs ir!
terrrediários CJ11anC',o se '"descoz'.ta" o efeito da \t-ariação ffi relação capi
tal/trabaLh.o o P.:tra a conclusão quanto a existência de urr\a correlação fX)Si
TIe..'1to observado na tabela 2 nao se aI te:::e substanciaJ.ID8Ilte r apos O dcsoon
Dribora O objetivo bá'3ico desse traJ:e.lho resiéla nu. iàentifimçã0
ele difere.'!ç'..a.s na eficiência dos processos de prodllção err, função da esca1a
de or:eraçCe~ f,as :i:i:r1l6.s, o c~rtaI'l1el-:.to ~.e"..:ero.]Cmec da relação capital!
trabalho n~e di vE'.r~os ge.nero:3 de indústria merece trna análise,
Os fatore:3 COi1C'licionantes da ~r?.riação na ql1êU"ltidad.e utilizada de
canital
ror
tr;illalh.a:ior f em difGrentes forIlB.s funciona::.8 hcr.'1cgE'J'.eas. 320moc1ao.ç'.-as nos prer..ps n:10i::ivcv:;: c.1os fEl.tores c v-odificaç3es ~la. t<lXa nurqinal
de substituição técnica entre O!3 fatores para urna m-35nFl. relação cc.pital/
trabalho o O r:XJIYT:Crt.arreJ:"1.to não unifonre apresp.ntado, sugere qt..~ pelo Ire
nos urr. desses fatores atuou de forma desigual entre os s~êneros f ou qt..'e a
vêlriaç~o nc."":. relaçÊÍ0 capital/trabalho efetiva ocorreu dE:: forma. diva-sa dó.
,.-,... dad ~ . .... - . ... _1 • ~~ .... ~. t . fI - .
u::. os L>:u::;p:>nlV21.S nao pr~cu.C6'n roe:'11.r ulret....;:Lrren e a lI: . ueACla
de variação nos preços relr.ti vos dos fatores, ne~ verifin=rr o compo:r+..F.l!(18!!
to efeti VI:' da relõ.ção capi t:al/trabalhn, ~)or outro :i.ãdo p a agr9<JaÇão dos
dados publicados r.ão pelTI'i te que se esti.n:e 03 parâri'etros da função de p~
durão
em Cé'..da E':.strato, o qüe [.Os3ib.i.litariv. E:stu.dar o COl:i(X)rtarne.Yl"to da ~xa rrarginal de substituição técnica em caà.a estrato o
1::
POSSl. vel, entretant.o? em alg1r.lél.s si t:Uê'.çees 7 verificar<-se.
~.
mCll
retamente a ocorrêncic. de malificação na taxa ITLé\rgi.T1aI de substituição
técnica o Isso sucede guk1ndo
é
cOlli~ecido o v-alor da elasticidade de subst!tuiçoo entre os fatores em deteminada indústria e lJesse caso,o
:rrento da particif?âção do trabalho no produto pode indicar a existência de
ITllrlança na taxa rrargiPal
:::0
substituição o Se a (·üa.sticidade de subs'cituição for lIDitária, a participação do trabalho no produto só se alterará