Interpretação fenológica de espécies lenhosas de Campina na Reserva Biológica de Campina do INPA ao Norte de Manaus.

Texto

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INTERPRETAÇÃO F E N O L Ó G I C A DE E S P É C I E S LENHOSAS D E C A M P I N A NA R E S E R V A B I O L Ó G T C A DE CAMPI NA DO INPA AO N O R T E DE MANAUS .

J u r a n d y r d a C r u z A l e n c a r ( * )

RESUMO

0 auton apnaenta neiultadoi de obòeAvaçõei fienológicaò de 17 eòpecÁei, lenhoiai

Μ

campina,

n a

Re^enva Biológica de Campina do

TWPA, 60

Km ao Nonte de Manam*,

colhi-mi no penZodo de agoito/77 a julho/S6.

A

maíonia dai eipeciei, apnaentou a plena

LjíoMção

na lotação ieca, compontamento moitnado pulai, eipéciei de.

Campina Sombneada;

m thaniição da

Campina Sombneada

pana a Campina

Abznta

houve tendência da plena, filona

Mo oconnen. tanto na citação ieca quanto na chuvosa e ai> apecia de Campina Abojtta ti_

IwAam

ata ^aic

n a e s t a ç ã o c l u w o A a e n a

t&ant>ição pana

a . i e c a .

Oi compontame.nt.o6 dai

tupiciti de tnamição e aò de Campina

Abenta

moitnanain-ie dificnenta da maionÁa dai

lupíciei anbõneai de. filoneàta tn.opi.cal úmida. Venifiicou-ie que 12 eipéciei

apncòenta-IVÊ ^Inoação anual;

3

apéciei filoneicenam negulanmente dunante todoi oi, mau do ano;

li upíciei, apneientanam dupla filonação no meámo ano;

3

apccia tÃ.venani filonação

inne-mkn

 ι  comente uma eipe.de filonaceu em intenvaloi de

3

 anoi. Vinte cipécÁei

compon-Itetoi-ie

como peAcnifióliaò, iem tnoca de. folhai,, apanentemente. hluma anãZi&e doi com

pwntei pnincipatò pana a plena filonação, folhai novai-e ^nutoi madunoi, oi

CÍ.XOÍ 1,

rt.i

3

de&ininam ei>tai faaieA, ncipcctivamente. Úi clnculoi de connelaçãei, moòtnanam que

júitinam duai epõcai de oconnencia diitintai deitai fiaòei [citação ieca e cotação chu

Mo.).

A

nepnuentação plana em

3

eÃxoi ind-icou aò cipeciei em opoiiçao e com

compon-minti) iimilan quanto ãi tncb ^aòd anaLÍAadai.

INTRODUÇÃO

V á r i o s e s t u d o s s o b r e a v e g e t a ç ã o de campina foram r e a l i z a d o s na R e s e r v a Β ϊ o 1 õg_i_ Β do INPA, l o c a l i z a d a a 60 Km ao N o r t e de Manaus. P r a n c e (1975) r e l a c i o n o u d i v e r s o s

.trabalhos f e i t o s n e s t a á r e a , os q u a i s deram ê n f a s e a v á r i o s a s p e c t o s b o t â n i c o s e e c o l ó jicos de p l a n t a s . E n t r e e s t e s e s t u d o s i n c l u e m - s e : L i s b o a ( 1 9 7 5 ) ; A n d e r s o n e t a i . ( 1 9 7 5 ) ; Hsboa (1976), L i s b o a ( 1 9 7 6 ) ; Braga (1977) e Braga ( 1 9 7 7 ) . C i t a m - s e a i n d a os t r a b a l h o s tit Santos & R i b e i r o ( 1 9 7 5 ) q u e estudaram o n i t r o g ê n i o na água do s o l o do e c o s s i s t e m a de lampina amazônica, e R i b e i r o e t a i . ( 1 9 7 8 ) que a n a l i z a r a m as f l u t u a ç õ e s no f l u x o de •

« i d a d e n i t r o g ê n i o e f ó s f o r o em campina t r o p i c a l de t e r r a f i r r n e . L i s b o a (1975) a p r e

-tt) Departamento de S i l v i c u l t u r a T r o p i c a l . I n s t i t u t o N a c i o n a l de P e s q u i s a s da Amazônia.

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s e n t o u uma r e v i s γ o b i b l i o g r α f i c a e o b s e r v a ç υ e s b o t β n i c a s g e r a i s s o b r e as campinas Amazτ

n i c a s . Ao Sul da A m a z τ n i a , na s e r r a do Cachimbo, L l e r a s 6 K i r k b r i d e J r . (1978) mostra­

ram a l g u n s a s p e c t o s da campina e x i s t e n t e n a q u e l a α r e a , comparando-a com a da Reserva

B i o l σ g i c a do INPA, em Manaus.

As campinas Amazτnicas sγo i l h a s i s o l a d a s e adaptadas a s o l o s m u i t o pobres em

n u t r i e n t e s ( α c i d o s , com drenagem e f i c i e n t e , g e r a l m e n t e p o d s σ i s ) , e com um número reduz^

do de e s p ι c i e s v e g e t a i s em comparaçγo com a f l o r e s t a t r o p i c a l ( P r a n c e , 1975).

A d i v e r s i d a d e f l o r f s t i c a d i m i n u e γ medida que os s o l o s s e tornam mais arenosos β

pobres em n u t r i e n t e s ( A l e n c a r , 1986). Por e s t a s r a z υ e s e por s e r a campina uma vegeta­

çγo bem d i s t i n t a da f l o r e s t a t r o p i c a l úmida, o s e u e s t u d o tem d e s p e r t a d o grande inte­

r e s s e c i e n t ν f i c o , Ι d e n t r o d e s t e c o n t e x t o que f o i e s t a b e l e c i d o o p r e s e n t e e s t u d o fenq

l σ g i c o das p r i n c i p a i s e s p ι c i e s d e s t a c a m p i n a .

0 o b j e t i v o f o i v e r i f i c a r o padrγo f e n o l σ g i c o de cada e s p ι c i e , c u j o s resultados

poderγo s e r comparados com a q u e l e s e n c o n t r a d o s p a r a d i v e r s a s e s p ι c i e s a r b σ r e a s t r o p i ­

c a i s , r e l a t a d o s por A r a ú j o ( 1 9 7 0 ) , A l e n c a r e t a l . ( 1 9 7 9 ) , A l e n c a r (1984) , Alencar(1988),

Magalhγes δ A l e n c a r ( 1 9 7 9 ) , C a r v a l h o (1980) e Montagner δ Y a r e d ( 1 9 8 3 ) , p a r a f l o r e s t a s

t r o p i c a i s úmidas na A m a z τ n i a .

F o r a da r e g i γ o A m a z τ n i c a , e x i s t e m muitos t r a b a l h o s s o b r e f e n o l o g i a de espιcies

v e g e t a i s , em t i p o s de v e g e t a ç γ o d i f e r e n t e s das c a m p i n a s . Mott δ Mc.Comb (1975)

estuda-ram o papel do f o t o p e r ν o d o e da t e m p e r a t u r a como c o n t r o l a d o r e s da f e n o l o g i a de t r κ s es

p κ c i e s a n u a i s numa r e g i γ o α r i d a na p a r t e o c i d e n t a l da A u s t r α l i a ; o f o t o p e r ν o d o t e v e uma

r e s p o s t a q u a n t i t a t i v a p a r a duas e s p ι c i e s de Compos i t a e (He J ? p t e rum c r a s p e d νo.fdes «

Hei i c h r y s u m cass i n i a r u m , as q u a i s foram c o n s i d e r a d a s p l a n t a s de d i a s l o n g o s ; as baixas

t e m p e r a t u r a s r e d u z i r a m o número de n σ d u l o s para a p r i m e i r a f l o r e a b a i x a temperatura

a t r a s o u a f l o r a ç γ o da gramνnea A r i s t i d a s p . . D a v i e s (1976) e s t u d o u a f e n o l o g i a de ar­

b u s t o s e α r v o r e s na p a r t e o c i d e n t a l da A u s t r α l i a , v e r i f i c a n d o que a f l o r a ç γ o e f r u t i f i ­

caçγo de todos os a r b u s t o s f o i s a z o n a l . O p l e r e t a l . (1980) e s t u d a r a m a f e n o l o g i a de

e s p ι c i e s de a r b u s t o s em f l o r e s t a da C o s t a R i c a ; a p r o d u ç γ o de f o l h a s p a r a a comunidadν

como um t o d o f o i u n i f o r m e ; f l o r a ç γ o c o n t ν n u a f o i r a r a e n t r e a r b u s t o s de f l o r e s t a úmida,

mas em f l o r e s t a s e c a α r v o r e s pequenas e a r b u s t o s mostraram um p r o n u n c i a d o padrγo sazo'

n a l » t e n d o muitas e s p ι c i e s f l o r e s c i d o s i c r o n ν c a m e n t e 1 ou 2 v e z e s a cada a n o . Lνeberman

( I 9 8 2 ) e n c o n t r o u tambιm um p a d r γ o s a z o n a l nas e s p ι c i e s de f l o r e s t a t r o p i c a l seca eiti

Ghana ( A f r i c a ) , informando que os d e f i c i t s de umidade l i m i t a r a m a a t i v i d a d e f e n o l σ g i c a t

e s p ι c i e s de f r u t o s secos f r u t i f i c a r a m p r i n c i p a l m e n t e na e s t a ç γ o seca e as de f r u t o s ca£

nosos t a n t o na e s t a ç γ o úmida como na s e c a ; a queda de f o l h a s o c o r r e u na e s t a ç γ o seca.

Kemp (1983) e s t u d o s os padrυes f e n o l σ g i c o s de p l a n t a s de d e s e r t o em r e l a ç γ o ao tempo dν

d i s p o n i b i l i d a d e de α g u a , v e r i f i c a n d o que a a l t a d i v e r s i d a d e n e s t e h a b i t a t ι parcialmen­

te um r e s u l t a d o de d i f e r e n t e s formas de v i d a e g r u p o s de v i a s f o t o s s i n t ι t i c a s , sendo

cada g r u p o adaptado p a r a u t i l i z a r uma f a s e d e t e r m i n a d a de α g u a , que v a r i a a n u a l e

sazo-n a l m e sazo-n t e . R e i c h δ B o r c h e r t (1984) e s t u d a r a m o e s t r e s s e de αgua e a f e sazo-n o l o g i a de γrvτ

res em f l o r e s t a t r o p i c a l s e c a nas t e r r a s b a i x a s da C o s t a R i c a , c o n s t a t a n d o q u e , em sν­

t i o s s e c o s as α r v o r e s s o f r e r a m e s t r e s s e de αgua e as f o l h a s c a ν r a m mais cedo na estaçγo

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seca; em s ν t i o s ú m i d o s , as α r v o r e s a p r e s e n t a r a m pouco ou nenhum e s t r e s s e de α g u a , perma

necendo sempre v e r d e s ou t r o c a r a m f o l h a s r a p i d a m e n t e d u r a n t e a e s t a ç γ o s e c a .

MATERIAL Ε MΙTODOS

A r e a de e s t u d o

0 e s t u d o f o i r e a l i z a d o na Reserva B i o l σ g i c a de Campina do INPA, 60 km ao N o r t e

de Manaus p e l a r o d o v i a BR-174 Manaus-Boa V i s t a . A α r e a d e s t a r e s e r v a ι de 900 h e c t a r e s ,

compreendida e n t r e as c o o r d e n a d a s 2 ° 3 0 ' 0 0 " L a t . Sul e 6 0 ° 0 0 ' 0 0 " L o n g . O e s t e . E s t α s i

-uada a 44 m acima do n ν v e l do mar ( L i s b o a , 1976). Nγo hα c l a s s i f i c a ç γ o c l i m α t i c a espe

c ν f i c a p a r a e s t a α r e a de campina. E n t r e t a n t o , p o d e - s e i n f o r m a r s o b r e o macro c l i m a da

Reserva F l o r e s t a l Ducke, l o c a l i z a d a tambιm ao N o r t e de Manaus e d i s t a n t e Km aproxima_

damente da α r e a d e s t e e s t u d o , o qual e s t α i n c l u ν d o no Grupo A da c l a s s i f i c a ç γ o de

KOppen, c a r a c t e r ν s t i c o , segundo R i b e i r o δ Santos ( 1 9 7 5 ) , de f l o r e s t a t r o p i c a l q u e n t e e

imida, com a m p l i t u d e das t e m p e r a t u r a s mιdias i n f e r i o r a 5°C. R i b e i r o & Santos ( 1 9 7 5 )

bservaram n e s t a α r e a as s e g u i n t e s a m p l i t u d e s mιdias para a t e m p e r a t u r a do s o l o : s o l o

escoberto ( a r e i a ) 1 6 , 7 ° C ; s o l o semi d e s c o b e r t o ( a r e i a sob 1 ν q u e n ) 8 , 8 ° C ; s o l o c o b e r t d

(sob v e g e t a ç γ o ) 6 , 1 ° C ; a t e m p e r a t u r a mαxima a b s o l u t a do a r f o i de 38,0°C (no mκs de sq

tembro) e a mνnima a b s o l u t a de 1 7 , 7 ° C (em a g o s t o ) ; a t e m p e r a t u r a mιdia do a r a p r e s e n t o u

o maior v a l o r mιdio em o u t u b r o com 26.6°C e o mνnimo em j u l h o com 2 4 , 3 ° C ; a a m p l i t u d e

da t e m p e r a t u r a do a r f o i de 2 0 , 3 ° C ; e a umidade r e l a t i v a mιdia o s c i l o u e n t r e 81 a 84Ύ

nos meses de a g o s t o a o u t u b r o e 89 a 90Ύ nos meses de f e v e r e i r o a j u l h o .

Nγo sγo c o n h e c i d o s os v a l o r e s de p r e c i p i t a ç γ o , i n s o l a ç γ o e e v a p o r a ç γ o p a r a e s t a

αrea. Como sγo i l h a s d e n t r o da f l o r e s t a t r o p i c a l foram c o n s i d e r a d o s os v a l o r e s o b t i d o s

na E s t a ç γ o M e t e o r o l σ g i c a da R e s e r v a Ducke:

P r e c i p i t a ç γ o (288,14 mm em d e z e m b r o ; 253,01 mm em j a n e i r o a 2 6 3 , 6 7 mm em m a i o ; v a l o r

mνnimo de 90,16 mm em j u l h o ; e v a l o r e s de 1 1 7 , 3 6 mm em a g o s t o a 1 6 9 , 2 4 mm em n o v e m b r o ) .

Insolaçγo t o t a l em h o r a s ( v a l o r e s mαximos de 2 2 1 , 4 9 em j u l h o a 1 8 1 , 3 6 em o u t u b r o ; v a l a

res mνnimos de 127,00 em dezembro a 128,74 em a b r i l ; e v a l o r e s mιdios de 162,39 mm maio

a I 6 5 , 2 1 em j u n h o ) .

Evaporaçγo l ν q u i d a t o t a l em m i l ν m e t r o s ( v a l o r e s mαximos de 8 0 , 5 6 em j u l h o a 7 5 , 7 7 em

outubro; v a l o r e s mνnimos de 5 5 , 0 0 em f e v e r e i r o a 4 8 , 2 3 em a b r i l ; e v a l o r e s mιdios de

68 , 80 em novembro a 6 5 , 1 6 em j a n e i r o e de 6 l , 1 0 em maio a 5 9 , 8 3 em j u n h o ) .

Quanto aos s o l o s , e l e s sγo extremamente a r e n o s o s p e r t e n c e n t e s a u n i d a e P o d s o l ;

sγo R e g o s s o l o s de e l e v a d a a c i d e z ( F a l e s i e t a l . , 1971) a s s e n t a d o s s o b r e uma camada de

matιria o r g β n i c a ( l i t t e r ) de l e n t a d e c o m p o s i ç γ o , com e s p e s s u r a em t o r n o de 20 a 40 cm.

M e t o d o l o g i a

Foram e s t u d a d a s 2 7 e s p ι c i e s l e n h o s a s d u r a n t e o p e r ν o d o de a g o s t o de 1 9 7 7 a j u l h o

de I986 ( T a b . 1 ) . As e s p ι c i e s foram tomadas a l e a t o r i a m e n t e em Campina sombreada, na

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e n c o n t r a m - s e em A n d e r s o n e t a l . ( 1 9 7 5 ) · As o b s e r v a ç υ e s f e n o l σ g i c a s foram f e i t a s mensaj

mente em 10 i n d i v ν d u o s de cada e s p ι c i e , com o uso de b i n σ c u l o s , de a c o r d o com a metodo­

l o g i a u t i l i z a d a p o r A l e n c a r e t a l . ( 1 9 7 9 ) : FENOFASES 1 - Botυes f l o r a i s ; 2 - P l e n a f l o ­

r a ç γ o ; 3 - F l o r a ç γ o t e r m i n a d a ; 4 - F r u t o s n o v o s ; 5 - F r u t o s maduros; 6 - F r u t o s caindo;

7 - A r v o r e d e s f o l h a n d o ; 8 - A r v o r e com f o l h a s n o v a s ; 9 - A r v o r e com m a i o r i a de folhas

n o v a s ; e 10 - A r v o r e com f o l h a s v e l h a s .

T a b e l a 1 - Relaçγo das e s p ι c i e s e s t u d a d a s

N٠MERO ESPΙCIE F A M Ν L IA

01 A l d i n a h e t e r o p h i l l a S p r . ex B e n t h . LEGUMINOSAE-CAESALP.

02 Anrtona n ν t i d a M a r t . ANN0NACEAE

03 Cl us i a n e n o r o s a G . F . W . Meyer GUTT1 FERAE

04 C y b i a n t h u s r e t i c u l a t u s ( B e n t h . ex M i q . ) A g o s t . MYRS1NACEAE

05 Do) i o c a r p u s s p r a g u e i Cheesm. Dl LLEN1ACEAE

06 E r y t h r o x y l u m campinense Amaral J r . ERYTHROXYLACEAE

07 E u g e n i a s p . MYRTACEAE

08 G l y c o x y l o n i n o p h y l l u m ( M a r t , e x M i q . ) Ducke SAPOTACEAE

09 H ν r t e W a r a c e n o s a Lam. v a r . racemosa CHRY SOB AL AN ACE AE

10 H u m i r i a b a l s a m i f e r a ( A u b l . ) S t . H i l l . HUMIRIACEAE

11 Habea o c c i d e n t a l i s B e n t h . EUPHORBIACEAE

1 2 H a c r o l o b i u m a r e n a r i um Ducke LEGUMINOSAE-CAESALP.

1 3 M a n i l k a r a amazτnica ( H u b e r ) S t a n d i . SAPOTACEAE

14 Matayba i n e l e g a n s R a d l k . SAPINDACEAE

15 M i c o n i a c r a s s i n e r v i a Cogn. MELASTOMARACEAE

16 M o u r ν r i s i d e r o x y l o n S a g o t . ex T r i a n a MELASTOMATACEAE

17 Ormosνa c o s t u l a t a ( M i q . ) K l e i n h . LEGUMIN0SAE-PAP.

18 O u r a t e a s p r u c e a n a E n g l . OCHNACEAE

19 Pagamea d u c k e i S t a n d i . RUBIACEAE

20 P h t h i r u s a m i c r a n t h a E i c h l . LORANTACEAE

21 P r o t i u m h e p t a p h y l l u m ( A u b l . ) M a r c h . BURS ERACEAE

22 P a l i c o u r e a c f . c o r i a c e a (Cham.) Κ . Schum. RUBIACEAE

23 Sandemania h o e h n i i ( C o g n . ) Wurdack. MELASTOMATACEAE

24 S w a r t z i a d o l i c o p o d a Cowan. LEGUMINOSAE-CAESALP.

25 Anacampta r u p i c o l a ( B e n t h . ) M. G. F. APOCYNACEAE

26 T a l i s i a c e r a s i n a ( B e n t h . ) R a n d l k . SAPINDACEAE

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Com base no número t o t a l de o c o r r κ n c i a p a r a cada f e n o f a s e , foram c a l c u l a d a s as

respectivas p e r c e n t a g e n s mιdias mensais para cada e s p ι c i e , p a r a ό t r a ç a d o da curva,

• n ι d i a / e s p ι c i e / f e n o f a s e . Os c α l c u l o s foram p r o c e s s a d o s em m i c r o c o m p u t a d o r , u t i l i z a n d o a

linguagem B A S I C . Foi f e i t a a i n d a uma a n α l i s e dos componentes p r i n c i p a i s a t r a v ι s do Prçj

grama ST AT IT CF ( F r a n c e s ) , tendo como o b j e t i v o d e t e r m i n a r o comportamento das v a r i α v e i s

e e s p ι c i e s ; n e s t a a n α l i s e foram c o n s i d e r a d a s apenas t r κ s f e n o f a s e s , a d m i t i d a s serem as

mais i m p o r t a n t e s : Fase 2 ( P l e n a f l o r a ç γ o ) , Fase 5 ( F r u t o s maduros) e Fase 8 ( A r v o r e com

folhas n o v a s ) ; na a n α l i s e foram tomadas as 2 7 e s p ι c i e s e 36 v a r i α v e i s ( 1 2 meses χ 3 ) ,

considerando os v a l o r e s mιdios mensais em p o r c e n t a g e m .

RESULTADOS

Nas f i g u r a s 1 a 14 sγo a p r e s e n t a d a s as c u r v a s mιdias da percentagem de o c o r r κ n

-a mens-al de c-ad-a f e n o f -a s e p-ar-a c-ad-a e s p ι c i e e os v -a l o r e s mιdios p-ar-a o c o n j u n t o d-as

7 e s p ι c i e s .

A n a l i s a n d o as c u r v a s de cada e s p ι c i e , sγo mostrados nas t a b e l a s 2 , 3 e 4 os pe|

odos mais p r o v α v e i s de o c o r r κ n c i a das f a s e s de p l e n a f l o r a ç γ o , f r u t o s maduros, α r v o r e

es folhando e α r v o r e s com f o l h a s n o v a s .

V e r i f i c a - s e que a p l e n a f l o r a ç γ o o c o r r e u com maior f r e q ü ê n c i a na e s t a ç ã o seca

0,75 %) e na t r a n s i ç ã o para a e s t a ç ã o seca ( 2 2 , 2 2 %) . V ê - s e p e l a t a b e l a 3 que 1 3

spécies a p r e s e n t a r a m a f a s e de f r u t o s maduros na e s t a ç ã o s e c a e / o u na t r a n s i ç ã o para a

stação s e c a , num t o t a l de 5 0 , 0 0 %. E n t r e t a n t o , c o n s i d e r a n d o as e s p é c i e s que o c o r r e r a m

a estação c h u v o s a , e s t a ç ã o c h u v o s a e s e c a , e na t r a n s i ç ã o p a r a a s e c a , v e r l f i c a - s ^

ambém uma percentagem t o t a l de 5 0 , 0 0 %.

Na mudança f o l i a r a n a l i s o u - s e com maior d e t a l h e as f a s e s de d e s f o l h a m e n t o e fcv

lhas novas ( f a s e 8 ) . A f a s e de f o l h a s v e l h a s f o i p r a t i c a m e n t e c o n s t a n t e em todos os

meses para a m a i o r i a das e s p é c i e s ( F i g . 1 a 1 4 ) . Das 2 7 e s p é c i e s e s t u d a d a s , 20 são p e

-r e n i f ó l i a s sem a o c o -r -r ê n c i a de d e s f o l h a m e n t o ( T a b . 4 ) . Pela t a b e l a 4 v e -r i f i c a - s e que

12 e s p é c i e s (= 44,45 %) a p r e s e n t a r a m - s e com f o l h a s novas na e s t a ç ã o seca e 2 e s p é c i e s

(= 7,4l %) na e s t a ç ã o c h u v o s a .

Quanto a p e r i o d i c i d a d e , 1 2 e s p é c i e s a p r e s e n t a r a m f l o r a ç ã o a n u a l ( T a b . 5 ) . T r ê s

espécies a p r e s e n t a r a m f l o r a ç ã o a n u a l , f l o r e s c e n d o r e g u l a r m e n t e d u r a n t e todos os meses do

ano, d i f e r i n d o das 1 2 e s p é c i e s que t i v e r a m f l o r a ç ã o a n u a l , mas somente em a l g u n s meses:

Mabea o c c i d e n t a l i s , P h t h i r u s a micrantha a Anacampta r u p í c o l a . O i t o e s p é c i e s a p r e s e n t a -ram o fenômeno da d u p l a f l o r a ç ã o no mesmo a n o . T r ê s e s p é c i e s a p r e s e n t a r a m f l o r a ç ã o i r r e g u l a r , i s t o é , não f l o r e s c e r a m a cada a n o , e somente A l d i n a h e t e r o p h y l l a f l o r e s c e u

em i n t e r v a l o s de 3 a n o s .

A n a l i s a n d o a p e r i o d i c i d a d e da f r u t i f i c a ç ã o ( T a b . 6 ) , 1 3 e s p é c i e s f r u t i f i c a r a m

duas v e z e s no mesmo a n o ; 6 e s p é c i e s a p r e s e n t a r a m f r u t i f i c a ç ã o i r r e g u l a r e 2 e s p é c i e s

tiveram f r u t i f i c a ç ã o também a n u a l , porém f r u t i f i c a n d o em todos os meses do a n o : Mabea

(6)

C o n s t a t o u - s e , q u a n t o a m o r t a l i d a d e ao f i n a l do e s t u d o , que 21 e s p ι c i e s t i v e r a i

0 Ύ de m o r t a l i d a d e ; a m o r t a l i d a d e das o u t r a s 6 e s p ι c i e s f o r a m : C l u s i a nemorosa (10 %)

E r y t h r o x y l o n campinense (10 % ) , M i c o n i a c r a s s i n e r v i a (30 %) , O u r a t e a s p r u c e a n a (10 %\

V e r n o n i a g r i s e a (40 %) e P h t h i r u s a m i c r a n t h a (80 %) ,

A n a l i s a n d o o c ν r c u l o de c o r r e l a ç υ e s ( F i g . 1 5 ) , o e i x o 1 a p r e s e n t o u a maior \

r i a ç γ o para a p l e n a f l o r a ç γ o . Os e i x o s 1 e 2 e x p l i c a r a m 18,9Ύ e 14,4 Ύ da v a r i a ç γ o 1

t a l , r e s p e c t i v a m e n t e . 0 e i x o 2 d e f i n i u a f a s e d e f o l h a s n o v a s . A d e f

n i ç γ o n o s e i x o s m o s t r o u p a r a a p l e n a f l o r a ç γ o e f o i has novas que e x i stem duas es çυes ©u p e r ν o d o s d i s t i n t o s d e s s a s v a r i α v e i s ; v κ - s e no e i x o 1 que as v a r i α v e i s de ρ1 1

f l o r a ç γ o em meses de m a i o r p r e c i p i t a ç γ o opυem-se γs de f l o r a ç γ o em meses de menor Γη > 

ce p l u v i o m ι t r ν c o . 0 mesmo pode s e r d i t o no e i x o 2 , para as v a r i α v e i s f o l h a s n o v a s .

Na f i g u r a 16, o e i x o 2 e x p r e s s o u a maior v a r i a ç γ o p a r a a v a r i α v e l f o l h a s novas

0 e i x o 3, que e x p l i c o u 12,5 % da v a r i a ç γ o t o t a l , d e f i n i u a f a s e de f r u t o s maduros,

rιm muito prσxima da p l e n a f l o r a ç γ o ; n e s t e e i x o as v a r i α v e i s f r u t o s maduros na esta<

c h u v o s a opυem-se a f r u t o s maduros na e s t a ç γ o s e c a , c a r c a t e r i z a n d o duas e s p ι c i e s de 1

t i f i c a ç γ o .

Na f i g u r a 17, o e i x o 1 d e f i n i u a p l e n a f l o r a ç γ o . No e i x o 3 e n c o n t r o u - s e tambf

a maior v a r i a ç γ o para f r u t o s maduros, porιm m u i t o prσxima da p l e n a f l o r a ç γ o e da vari

v e l f o l h a s n o v a s . A f i g u r a 18 mostra a r e p r e s e n t a ç γ o p l a n a nos e i x o s p r i n c i p a i s , pei

t i n d o a s s i n a l a r e s p ι c i e s e g r u p o s de e s p ι c i e s com comportamento em o p o s i ç γ o e com sin

l a r i d a d e .

A n a l i s a n d o a f i g u r a 1 8 , sγo mostradas nas t a b e l a s 7, 8 e 9 , p a r a as e s p ι c i e s

o p o s i ç γ o nos e i x o s , as c o o r d e n a d a s , as e s t a ç υ e s úo ano em que o c o r r e r a m com maior 1

q ٧ κ n c i a as  v a r i α v e i s  f e n o l σ g i c a s e os  t i p o s de campina onde  e n c o n t r a m ­ s e ,  p r e f e r e n c i e 

mente, cada  e s p ι c i e . As  e s p ι c i e s com comportamento  s i m i l a r sao mostradas nas tabel 

10, 11 e 12.  E s t e s  r e s u l t a d o s  p e r m i t i r a m uma d i s t i n ç γ o dos padrυes f e n o l σ g i c o s ent

as e s p ι c i e s nos t r κ s t i p o s de c a m p i n a :

Na Campina sombreada a p l e n a f l o r a ç γ o o c o r r e u com maior  f r e q ٧ κ n c i a na e s t a ç γ o

c a . As e s p ι c i e s que o c o r r e m na t r a n s i ç γ o Campina sombreada para a Campina a b e r t a mc

t r a r a m urna t e n d κ n c i a de p l e n a f l o r a ç γ o t a n t o na e s t a ç γ o s e c a q u a n t o na e s t a ç γ o chuve

e tambιm na t r a n s i ç γ o para a e s t a ç γ o s e c a . Na Campina a b e r t a as e s p ι c i e s t i v e r a m a pi

f l o r a ç γ o nos meses de e s t a ç γ o c h u v o s a e t r a n s i ç γ o para a s e c a .

Quanto a f a s e de f o l h a s n o v a s , as e s p ι c i e s de Campina sombreada a p r e s e n t a r a m e

f e n o f a s e com m a i o r  f r e q ٧ κ n c i a na e s t a ç γ o seca e na t r a n s i ç γ o para a s e c a ( T a b . 8 ) ;

e s p ι c i e s de t r a n s i ç γ o da Campina sombreada para a Campina a b e r t a a p r e s e n t a r a m folr"

novas t a n t o na e s t a ç γ o seca quanto na e s t a ç γ o c h u v o s a , comportamento semelhante ao

p l e n a f l o r a ç γ o . As e s p ι c i e s de Campina a b e r t a estavam com f o l h a s novas na e s t a ç γ o se

e tambιm na e s t a ç γ o c h u v o s a .

C o n s t a t o u - s e a i n d a que a m a i o r i a das e s p ι c i e s de Campina sombreada a p r e s e n t a r ;

f r u t o s maduros na e s t a ç γ o c h u v o s a ; As e s p ι c i e s da t r a n s i ç γ o Campina sombreada para

(7)

uvosa; Ε as e s p ι c i e s de Campina a b e r t a a p r e s e n t a r a m f r u t o s maduros na e s t a ç γ o s e c a . Com r e f e r κ n c i a ao comportamento homogκneo nos e i x o s , o b s e r v o u - s e nos g r u p o s de pιcies uma l i g a ç γ o com a e s t a ç γ o do ano e o t i p o de c a m p i n a , onde as e s p ι c i e s sγo-ma.Ls equentemente e n c o n t r a d a s ( T a b . 10, 11 e 1 2 ) .

Aiding heterophylla

F L O R A Ç Ã O

β O TOES FUMAIS PLEHA FLORAÇΓO FLORAÇΓO TtRUINADA

4 0 3 0 / / 2 0 ­

10

TO

-ι o 12 0

Annona nitida

F L O R A Ç Ã O

10 12

F R U T I F I C A Ç Ã O F R U T I F I C A Ç Ã O

2 4 6 8 MUDANÇA F O L I A R

2 4 6 MUDANÇA FOLIAR

ΑRVORE DCSFOLHANOO •· . . FOLHAS N0Y1S

MAIORIA De FOLHAS HD\*S ,/·" '­. \ .• · / •· . V FOLHAS VALHAS f / ·.. \

/ / " · . \

12

5 ­

\s*

• L

6 8

Meeet

(8)

(%) FRUTIFICAÇÃO F R U T I F I C A Ç Ã O

0 2 4 6 8 10 12 O 2 4 6 8 10 12

20 1 6 T2

8 4

MUDANÇA FOLIAR

FOLHAS NOVAS MAIORIA IX FOLHAS NOVAS FOLHAS VELHAS

ι

6 8 M e í S 3

10 12

MUDANÇA FOLIAR

80 6 0 4 0 2 0 O

6 8 M e s e s

(9)

Doliocarpus spraçuei

Erythroxylum campinense

(%)

1 5 r ­

12 ­

9 ­ β ­

3 ­

MUDANÇA FOLIAR

•7 

• · * ­ ν · . · . . ­ 7 

V / 

40

30

2 0 ­

4 6 8 Μ tees

­ι ο

MUDANÇA FOLIAR

MAIORIA OE FOLHAS NOVAS FOLHAS NOVAS

FOLHAS VELHAS . · · · ·  / N 

./ / Χ

 Ν 

1 0 ­ . ,

(10)
(11)

Hirtella racemosa

Humiria bo/samifera

%) MUDANÇA FOLIAR

/ FOLHAS NOVAS MAIORIA DE FOLHAS NOVAS FOLHAS VELHAS — I . 1 . 1 —

6 8 M e s e s

10 12

15 12 9 6 3 0

MUDANÇA FOLIAR

— >:

υ " " > FOLHAS NOVAS

MAIORIA DE FOLHAS NOVAS — FOLHAS VELHAS

I . 1 . I . I .  Ι ­

Ο 6 8

M e s e s

(12)

Mabea occidentalis

Macrolobium orenarium

( % )

F L O R A Ç Ã O F L O R A Ç Ã O

O 2 4 6 8 10 12 0 2 4 6 8 10 12

(%) MUDANÇA FOLIAR MUDANÇA FOLIAR

0 2 4 6 8 10 12 0 2 4 6 8 10 12

(13)

Manilkara amazônica Matayba ine/eoons

(%) FLORAÇÃO FLORAÇÃO

0 2 4 6 8 10 12 O 2 4 6 8 10 12

( % )

FRUTIFICAÇÃO FRUTIFICAÇÃO

(%) MUDANÇA FOLIAR MUDANÇA FOLIAR

(14)

Miconia crassinervia

Mouriri sideroxylon

%) FLORAÇÃO FLORAÇÃO

(%) FRUTIFICAÇÃO FRUTIFICAÇÃO

0 2 4 6 8 10 12 O 2 4 6 8 10 12

<%> MUDANÇA FOLIAR

100 80 ­ 6 0 4 0

ARVOftí DESFOL Η  ANDO  FOLHAS NOVAS  MAIORIA DE FOLHAS NOVAS  FOLHAS VELHAS 

6 Meses

10 12

20  Γ ­

1 6

12 8 4 0

MUDANÇA FOLIAR

6 8 Meses

(15)

Ormosia costulata

FLORAÇÃO

Ouratea spruceana

(16)

Pagomea duck ei

Phihiτusa micra niha

(%) FLORAÇÃO FLORAÇÃO

O 2 4 6 8 10 12 0 2 .4 6 8 10 12

( % )

MUDANÇA FOLIAR

1 5 r

-1 2 ­

9 ­  y * a k & £ Z 

6 ­ 3 ­

O

FOLHAS NOVAS  MAIORIA DE FOLHAS NOVAS  FOLHAS VELHAS 

- L

V J

'.

1 10 12 Meses

MUDANÇA FOLIAR

1 5 i

1 2 -Λ

Λ

'V-..

\

. ' v .

6 Meses

(17)

Protium heptaphyllum Palicourea cf. coriacea

FLORAÇÃO F L O R A Ç Ã O

(%) 20r-1 6 ­ 1 2 ­

8 ­ 4 ­ 0 —

MUDANÇA FOLIAR

FOLHAS NOVAS  MAIORIA DE  FOLHAS NOVAS 

iS FOLHAS VELHAS 

\

A .

3f 4 w . - ~ "

6 Meses

10 12

MUDANÇA F O L I A R 2 4 r ­

2 0 ­ \ ^ 16 ­

12 ­ 8 4 O

\

J • Ssd 6 Meses

10 12

F i g . 11 - P e r c e n t a g e n s mιdias mensais de o c o r r κ n c i a das f a s e s f e n o l σ g i c a s . P e r ν o d o : A g o . / 7 7 a J u l . / 8 6 .

R e s e r v a B i o l σ g i c a de Campina do I N P A . BR - 174, 60 Km ao N o r t e de Manau

(18)

Sandêmania hothnii

<%> FLORAÇÃO 3 0

Swartzia dolicopoda

FLORAÇÃO eorocs FLORAIS FLOP AC iC  TERM/HAD* 

50

4 0 A

5 0 2 0 —

/ /

/ \

ν / , · · · ' · Λ • χ . · ^  10 

­

g •7 / 

'r'  I 1  r

2 4 6 8 10  12

<%> F R U T I F I C A Ç Ã O 4 0 r ­

FRUTOS novos 

FRUTOS MADUROS

3 0 — FRUTOS CAINDO

F R U T I F I C A Ç Ã O

<%> MUDANÇA FOLIAR 12|­

i o

-FOLHAS HOWS \

l_ MAIORIA Dt \ 

FOLHAS NOVAS \ FOLHAS VELHAS N*:

MUDANÇA F O L I A R

^.^.,Λ.ΓΓ .ΓΓ.Γ.. Λ 

2 4 r ­ 2 0 ­

/

10  12

16  12  θ  . · /  .7 

_ L _ J I 1 i  _ J i 

6 8  Meses 

(19)

Talisia ceratina

Anacampla rupicoio

(

% )

FLORAÇÃO (%) FLORAÇÃO

(%) MUDANÇA FOLIAR

30r­

FOLHAS NOVA* UAtOmtA CK FOLHAS NOVAS

FOLHAS VKLHAS

\

(%) MUDANÇA FOLIAR

3 0 (—

2 5

2 0

1 5

1 0

5

e Μ  #s es 

8 10

1 0

12

.7

Ϊ

1

\ \

7* ' ν —

Meses 

(20)
(21)

abei a 2 - P i c o s em p l e n a f l o r a ç γ o ( F a s e 2)

ESPΙCIE MESES COD 1 GO

01 A l d i n a h e t e r o p h y l l a J A N . FEV. C

0 2 Annona n i t i d a NOV. DEZ. e J A N . FEV. C

03 C l u s i a nemorosa J U L . SET S

04 C y b i a n t h u s r e c u t i l a t u s MAR. ABR. AGO. C e s

05 D o l l o c a r p u s s p r a g u e i ABR. MAI . C

06 E r y t h r o x y l o n campinense S E T . OUT. S

07 Eugenia s p . MAI . J U N . TS

08 G l y c o x y l o n i n o p h y l l u m S E T . DEZ. e J A N . FEV. S e c

OS  H / r t e J ν a racemosa J U L . AGO. S

10 H u m i r i a b a l s a m i f e r a J U N . AGO S

11 Habea o c c i d e n t a l i s MAI . S E T . S

12 H a c r o l o b i u m a r e n a r i u m ABR. J U L . C e TS

13 Han i I k a ra amazon i ca MAI . AGO. TS

14 Hatayba I n e l e g a n s DEZ. J A N . C

15 M i c o n i a c r a s s i n e r v i a J U N . AGO. TS

16 M o u r i r i s i d e r o x y l o n MAI . J U L . TS

1 7 Ormosia c o s t u l a t a S E T . NOV. S

18 O u r a t e a s p r u c e a n a MAI . AGO. TS

19 Pagamea d u c k e i S E T . DEZ. s

2 0 P h t h i r u s a m i c r a n t h a S E T . FEV. S e c

2 1 P r o t i u m h e p t a p h y l l u m AGO. OUT. S

2 2 P a l i c o u r e a c f . c o r i a c e a NOV. F E V . TC e C

23 Sandemania h o e h n i i MAI . JUL TS

Ik  Swa r t ζ i a do1i copoda J U L . OUT. s

2 5 Anacampta r u p i c o l a AGO. OUT. s

26 Tal i s i a c e r a s i n a AGO. OUT. s

2 7 V e r n o n i a g r i s e a ABR. J U N . c

C = E s t a ç γ o c h u v o s a = 5 (= 18,52 %)

S = E s t a ç γ o seca = 11 (= 40,75 %)

TS = T r a n s i ç γ o para e s t a ç γ o seca = 6 (= 22,22 %)

C e S = 3 ( = 1 1 , 1 1 %)

C e TS = 1 (= 3,70 %)

TC e C = 1 ( = 3 , 7 0 | f

INSTITUTO NACIONAL DE 

PESQUISAS DA AMAZΤNIA 

(22)

T a b e l a 3 ~ P i c o s de f r u t o s maduros ( F a s e 5)

ESPΙCIE MES ES CODIGO

01 Al d í na h e t e r o p h y 1 1 a MAR. ABR. C

02 Annona n í t i d a AGO. SET. s

03 Cl us i a nemorosa F E V . MAR. c 04 Cyb i a n t h u s r e c u t i 1 a t u s J U L . NOV. s

05 D o l i o c a r p u s s p r a g u e i MAI . J U L . TS 06 E r y t h r o x y l u m campinense MAI . J U N . TS

07 E u g e n i a s p . S E T . NOV. s

08 G l y c o x y l o n i n o p h y l l u m MAR. M A I . c

09 H i r t e l l a racemosa J U L . S E T . s 10 H u m i r i a b a l s a m i f e r a S E T . NOV. s

11 Habea o c c i d e n t a l i s MAR. e S E T . C e S

1 2 M a c r o l o b i u m a r e n a r i u m

-

-13 M a n i l k a r a amazônica J A N . MAR. e J U L . C e TS 14 Hatayba i n e l e g a n s MAR. ABR. C

15 Mi c o n i a c r a s s i n e r v i a S E T . NOV. S 16 M o u r i r i s i d e r o x y l o n S E T . OUT. s

17 Ormosia c o s t u l a t a MAR. M A I . c 18 O u r a t e a s p r u c e a n a AGO. OUT. s

19 Pagamea d u c k e i ABR. J U N . C e TS 20 P h t h i r u s a m i c r a n t h a J A N . J U L . e NOV. C e S

2 1 P r o t i um h e p t a p h y 1 1 um DEZ. MAR. C

22 P a l i c o u r e a c f . c o r i a c e a F E V . ABR. C

2 3 Sandemania h o e n i i J U L . S E T . S

24 S w a r t z i a d o l i c o p o d a FEV. MAR. c

2 5 Anacampta r u p i c o l a MAI . JUN e O U T . NOV. TS e S

26 T a l i s i a c e r a s i n a S E T . NOV. DEZ. S e C

l

2 7 V e r n o n i a g r i s e a J U N . J U L . s

C = E s t a ç γ o chuvosa = 8 ( = 3 0 , 7 7 %)

S = E s t a ç γ o seca = 10 ( = 38,46 %)

TC = T r a n s i ç γ o p a r a e s t a ç γ o c h u v o s a = 0

TS = T r a n s i ç γ o p a r a e s t a ç γ o seca = 2 ( = 7 , 6 9 %)

C e S = 3 ( = 1 1 ,54 %)

C e TS = 2 (= 7 , 6 9 %)

(23)

T a b e l a 4 - P i c o s na mudança f o i i a r

A R V O R E D E S F O L H A N D O F O L H A S N O V A S

E S P Ι C I E (7) ( 8 )

(MESES) COD. (MESES) COD.

0 1 Al  d i n a h e t e r o p h y l l a ABR. J U N . C AGO. OUT- S

02 Annona n i t ν d a Ν  J U L .  S E T . 

0 3  Cl us  i a nemorosa  Ν  JUL .  OUT. 

OA  Cybuanthus  r e c u l a t u s  M A I . e  S E T .  C e S  AGO.  OUT. 

05  D o l i o c a r p u s  s p r a g u e i  Ν  MAI .  OUT.  C e  S 

06  E r y t h r o x y l u m campinense  Ν  S E T .  OUT. 

07  E u g e n i a  s p .  Ν  S E T .  NOV. 

08  G l y c o x y l o n  i n o p h y l l u m  MAI .  O U T .  C e S  OUT.  NOV. 

0 9  H i r t e U a racemosa  Ν  J U N .  J U L .  TS 

10  H u m i r i a  b a l s a m i f e r a  Ν  ABR.  J U N .  C e  TS 

11  Habea  o c c i d e n t a l  i s  Ν  J U N .  TS 

12  Macrolobium  a r e n a r i um  MAI . AGO­NOV.  TS e S  S E T .  NOV  S 

1 3  Man ί 1ka  r a amazon i  c a  J U N .  TS  J U N .  J U L .  TS 

14  Hatayba  i n e l e g a n s  Ν  ABR.  OUT.  C e  S 

15  M i c o n i a  c r a s s i n e r v i a  OUT. 

DEZ.  J A N .  C 

16  M o u r i r i  s i d e r o x y l o n  Ν  J U L .  NOV.  S 

17  Ormosνa c o s t u l a t a Ν  ABR.  MAI.e  O U T . D E Z .  C e  S 

1 8  O u r a t e a  s p r u c e a n a  NOV.  S  AGO.  OUT.  S 

19  Pagamea  d u c k e i  Ν  ABR.  J U N .  C e TS 

2 0  P h t h i r u s a  m i c r a n t h a  Ν  S E T .  OUT. e  F E V .  S e C 

2 1  P r o t i u m  h e p t a p h y l l u m  Ν  ABR.  J U L .  C e  TS 

22  P a l i c o u r e a  c f .  c o r i a c e a  Ν  DEZ.  FEV.  C 

2 3  Sandemania  h o e h n i i  Ν  AGO.  J A N .  S e  C 

2k  S w a r t z i a  d o l i c o p o d a  Ν  J U L .  NOV.  S 

2 5  Anacampta  r u p i c o l a  Ν  AGO.  S E T . ­ ABR.  S e  C 

26  T a l  i s  i a  c e r a s i n a  Ν  S E T .  OUT.  s 

2 7  V e r n o n i a  g r i s e a  Ν  AGO.  DEZ.  S e TC 

ARVORE DES FOLHANDO: 

N= Nulo = 20  ( = ,08 %) ; Ζ = E s t a ç γ o c h u v o s a = 1 ( = 3 , 7 0 %) ; S = Estaçγo seca 2 ( = 7,41 %) ; C e S = 2 ( = 7,41 % ) ;

TS = T r a n s i ç γ o p a r a a e s t a ç γ o seca e S = 1 ( = 3 , 7 0 %) TS = 1 (= 3 , 7 0 %)

FOLHAS NOVAS:

C = 2(= 7,41 %) S= 12 (= 44,45 %) C e S = 6 ( = 22,22 %)

(24)

ESPΙCIE FLORAΗĂO

01 A l d i n a  h e t e r o p h y l l a  De 3 em 3 a n o s : 1980, 83 e 86

02 Annona n í t i d a Dupla f l o r a ç γ o

03 Cl us i a nemorosa Anual

Oi» Cyb i a n t h u s r e c u t i 1 a t u s Anual com d u p l a f l o r a ç γ o : 80 a 85

05 D o l í o c a r p u s s p r a g u e i I r r e g u l a r ( 7 8 , 79 e 86)

06 E r y t h r o x y l u m campinense Anual com d u p l a f l o r a ç γ o : 81 e 84

07 E u g e n i a s p . Anual

08 G l y c o x y l o n i n o p h y l l u m Anual com d u p l a f l o r a ç γ o : 79 e 82

09 H i r t e l l a racemosa Anual com d u p l a f l o r a ç γ o : 81, 84 e 85 10 H u m i r í a b a i s a m i f e r a Anual

11 Mabea o c c i den t a 1 i s Anual (de j a n e i r o a dezembro)

1 2 M a c r o l o b i u m a r e n a r i u m 1 r r e g u l a r

13 M a n i l k a r a amazônica Anual

14 Matayba i n e l e g a n s Anual com d u p l a f l o r a ç γ o : 82 e 83

1 5 Μico n ia  c r a s s i n e r v i a  Anual 16 M o u r i r i  s i d e r o x y l o n  Anual

17 Ormosia  c o s t u l a t a  I r r e g u l a r ( 7 7 , 81, 82 e 85)

18 O u r a t e a  s p r u c e a n a  Anual

19 Pagamea  d u c k e i  Anual com d u p l a f l o r a ç γ o : 79, 81 a 85 20 P h t h i r u s a m i c r a n t h a Anual ( d e j a n e i r o a dezembro)

21 P r o t i u m h e p t a p h y l l u m Anual

22 P a l i c o u r e a c f . c o r í a c e a Anual com d u p l a f l o r a ç γ o : 79 a 82

84 e 85

23 Sandeman i a hoehn i í Anual

24 S w a r t z i a d o l i c o p o d a A n u a l , com b a i x a $ de o c o r r κ n c i a

25 Anacampta r u p i c o l a Anual ( d e j a n e i r o a dezembro) 26 T a l i s i a c e r a s i n a Anual ( a u s κ n c i a : 80, 83 e 84)

(25)

ESPΙCIE  FRUTIFICAΗĂO

01 A l d i n a  h e t e r o p h y l l a  De 3 em 3 a n o s : 80, 83 e 86

02 Annona n í t i d a A n u a l , sem d u p l a f r u t i f i c a ç γ o

03 Cl us i a nemorosa Anua 1

04 C y b i a n t h u s r e c u t i l a t u s A n u a l , sem d u p l a f r u t i f i c a ç γ o

05 D o l i o c a r p u s s p r a g u e i I r r e g u l a r : somente em 78 e 79 06 E r y t h r o x y l o n campinense Anual i r r e g u l a r

07 Eugenia s p . I r r e g u l a r : sσ f r u t i f i c o u em 77 e 82 08 G l y c o x y l o n i n o p h y l l u m Anual ( d u p l a f r u t i f i c a ç γ o em 79)

09 H i r t e l l a racemosa Anual ( d u p l a f r u t i f i c a ç γ o : 8l e 85)

10 H u m i r i a b a i s a m i f e r a Anual

11 Mabea o c c i d e n t a l i s Anual (de j a n e i r o a dezembro)

12 Macrolobium a r e n a r i u m I r r e g u l a r : somente em 78, 81 e 84

13 M a n i l k a r a amazônica Anual

14 Matayba i n e l e g a n s Anual ( d u p l a f r u t i f i c a ç γ o em 83)

15 H i c o n i a c r a s s i n e r v i a Anual

16 M o u r i r i s i d e r o x y l o n Anua 1

17 Ormosia c o s t u l a t a 1 r r e g u l a n 18 O u r a t e a s p r u c e a n a Anual

19 Pagamea d u c k e i Anual ( d u p l a f r u t i f i c a ç γ o : 79 e 81 a 85)

20 P h t h i r u s a m i c r a n t h a Anual (de j a n e i r o a dezembro)

21 P r o t i u m h e p t a p h y l l u m Anual

22 P a l i c o u r e a c f . c o r i a c e a Anual ( d u p l a f r u t i f i c a ç γ o : 79 e 80)

23 Sandeman i a hoehn i i Anua 1

Ik  S w a r t z i a d o l i c o p o d a I r r e g u l a r : somente em 7 7 e 7 8 ; 81 a 83

25 Anacampta r u p i c o l a Anua 1

26 T a l i s i a c e r a s ina Anual (com a u s κ n c i a em: 8 0 , 83 e 84)

(26)

ESPΙCIE FRUTIFlCAΗĂO

01 A l d i n a h e t e r o p h y l l a De 3 em 3 a n o s : 80, 83 e 86

02 An nona n ν t i d a A n u a l , sem d u p l a f r u t i f i c a ç γ o

03 Cl us i a nemorosa Anual

04 C y b i a n t h u s r e c u t i l a t u s A n u a l , sem d u p l a f r u t i f i c a ç γ o

05 D o l i o c a r p u s s p r a g u e i I r r e g u l a r : somente em 78 e 79

06 E r y t h r o x y l o n campinense Anual i r r e g u l a r

07 E u g e n i a s p . I r r e g u l a r : sσ f r u t i f i c o u em 77 e 82

08 G l y c o x y l o n i n o p h y l l u m Anual ( d u p l a f r u t i f i c a ç γ o em 79)

09 H i r t e l l a racemosa Anua) ( d u p l a f r u t i f i c a ç γ o : 81 e 85)

10 H u m i r i a b a l s a m i f e r a Anua 1

11 Mabea o c c i d e n t a l i s Anual (de j a n e i r o a dezembro)

12 M a c r o l o b i u m a r e n a r i u m I r r e g u l a r : somente em 78, 81 e 84

13 Man ί I k a ra amazon i ca Anual

14 Matayba i n e l e g a n s Anual ( d u p l a f r u t i f i c a ç γ o em 83)

15 Hi c o n i a c r a s s i n e r v i a Anual

16 M o u r i r i s i d e r o x y l o n Anual

17 Ormosia c o s t u l a t a 1 r r e g u i a r

18 O u r a t e a s p r u c e a n a Anual

19 Pagamea d u c k e i Anual ( d u p l a f r u t i f i c a ç γ o : 79 e 81 a 85)

20 P h t h i r u s a m i c r a n t h a Anual (de j a n e i r o a dezembro)

21 P r o t i u m h e p t a p h y l l u m Anual

22 P a i i c o u r e a c f . c o r i a c e a Anual ( d u p l a f r u t i f i c a ç γ o : 79 e 80)

23 Sandeman i a hoehn i i Anual

24 S w a r t z i a d o l i c o p o d a I r r e g u l a r : somente em 77 e 78;

81 a 83

25 Anacampta r u p i c o l a Anual

26 T a l i s i a c e r a s ina Anual (com a u s κ n c i a em: 8 0 , 83 e 84)

(27)

F i g . 15 - C ν r c u l o de c o r r e l a ç υ e s e n t r e as v a r i α v e i s e os e i x o s p r i n c i p a i s . A n α l i s e dos componentes p r i n c i p a i s . E i x o s ( 1 x 2 ) .

(28)

1 ­ 1  1 ­ 1 2 = Plena floraηγo de jan a der  2 ­ 1 2  ­ 1 2 = Frutos caindo de jan a dez  3 ­ 1. . 3 ­ 12 = Folhas novas de jan. a dez. 

(29)

eixo 2

^ Grupos homogκneos no eixo 1

) Grupos homogκneos no eixo 2

ζ _ _ ^ 5 Grupos homogκneos no eixo 1

! Grupos homogκneos no eixo 3

Grupos homogκneos no eixo 2

• ) Grupos homogκneos no eixo 3

F i g . 18 - R e p r e s e n t a ç γ o p l a n a das e s p ι c i e s segundo as c o o r d e n a d a s s o b r e

os e i x o s p r i n c i p a i s .

A n α l i s e dos componentes p r i n c i p a i s .

(30)

T a b e l a 7 - E s p ι c i e s com comportamentos o p o s t o s : A n α l i s e dos componentes p r i n c i p a i s .

R e p r e s e n t a ç γ o p l a n a do e i x o 1 (1 χ 2 ) . 0 e i x o 1 d e f i n e : p l e n a f l o r a ç γ o ( f a s e 2 ) .

ESTAΗĂO

DO ANO

ESPΙCIE COORD VEGETAΗĂO ESTAΗĂO

DO ANO

ESPΙCIE COORD. VEGETAΗĂO

C

Γϋ ΐ 

AI  d i n a  h e t e r o p h y l l a  5 , 3 6 ]  CS 4 ­ > TS  2 3  Sandemania  h o e h n i i  ­

 3,741 

CA 

c  02  Matayba  i n e l e g a n s  4,28  CS­CA  TS  15  M i c o n i a  c r a s s i n e r v i a  ­ 3,61  CA 

C e S  08  G l y c o x y l o n  i n o p h y J l u m  3,90  CS  S  10  H u m i r i a  b a l s a m i f e r a  ­ 3,58  CS­CA 

Μ 

Annona  η i t i d a  3,26.  CS­CA 

C e TC  22  P a l i c o u r e a  c f .  c o r i a c e a  2,79  CS­CA  < —  C  2 7  V e r n o n  i a  g r i s e a  ­ 2,91  CA 

19  Pagamea  d u c k e i  2,62  CS­CA <  —> TS  07  E u g e n i a  s p .  ­ 2,94  CS­CA 

s  17  Ormosia  c o s t u l a t a  2,28  CS «ε —> S 

[09 

H i r t e l l a racemosa  ­ 2,54"  CS­CA 

TS  16  M o u r i r i  c r a s s i n e r v i a  ­ 2,33  CA 

TS  J 8  O u r a t e a  s p r u c e a n a  ­ 2,93_  CS­CA 

s  06  E r y t h r o x y l u m campinense  1 ,93  CS < ­ » C e TS  12  M a c r o l o b i u m  a r e n a r i u m  ­ 1 ,33  CA 

s  24  S w a r t z i a  d o l i c o p o d a  1,49  CS­CA  < — —> TS  13  Man i1ka  r a amazon i ca  ­ 1,25  CS 

s  03  C l u s i a nemorosa  1,05  CS  ­ »  C e S  04  Cyb i  a n t h u s  r e c u t i1a  t u s  ­ J ,01  CA 

S e C  20  P h t h i r u s a  m i c r a n t h a  0,24  CS­CA  < — —> S  11  Mabea  o c c i d e n t a l  i s  ­  0 , 5 8  CS 

c  05  D o l i o c a r p u s  s p r a g u e i  0,003 CS­CA  < — —> s  25  Anacampta  r u p i c o l a  ­ 0,06  CS 

s  2 1  P r o t i u m  h e p t a p h y l l u m  ( * )  0,33  CS  < — —> s  26  T a l  i s  i a  c e r a s i n a  ( * )  ­ 0,71  CS 

< * (= o p o s i ç γ o )

E s t a ç γ o do a n o : S ( s e c a ) , TS ( t r a n s i ç γ o para s e c a ) , C ( c h u v a ) , TC ( t r a n s i ç γ o para c h u v a )

V e g e t a ç γ o : CS (campina s o m b r e a d a ) , CA (campina a b e r t a ) e CS-CA ( t r a n s i ç γ o CS e CA)

( * ) E s p ι c i e s sem o p o s i ç γ o

(31)
(32)
(33)

T a b e l a 10 - E s p ι c i e s com comportamentos homogκneos. A n α l i s e dos componentes

p r i n c i p a i s . R e p r e s e n t a ç γ o p l a n a no e i x o 1 que d e f i n e a p l e n a

f l o r a ç γ o ( f a s e 2)

ESTAΗĂO

DO ANO

ESPΙCIE COORD. VEGETAΗĂO FAMΝLIA

( E I X O 1 x2)

TC e C

I22

P a l i c o u r e a c f . c o r i a c e a 2 , 7 9 CS-CA RUBIACEAE

S Pagamea d u c k e i 2 , 6 2 CS-CA RUBIACEAE

TS

[Ν3 

M a n i l k a r a amazτnica - 1 , 2 5 CS SAPOTACEAE

C e S ok  C y b i a n t h u s r e c u t l l a t u s - 1 , 0 1 CA MYRSINACEAE

TS [23 Sandemania h o e h n ν l - 3 . 7 A CA MELASTOMATACEAE

TS 15 Μ i c o n i a s i d e r o x y l o n - 3 , 6 1 CA MELASTOMATACEAE

S 10 Hum i r i a b a i s a m i f e r a - 3 , 5 8 CS-CA HUMIRIACEAE

TS

F

8 O u r a t e a s p r u c e a n a - 2 , 9 3 CS-CA OCHNACEAE

TS E u g e n i a s p . - 2 , 9 4 CS-CA MYRTACEAE

(Ε XO 1 χ 3)

C e S C y b i a n t h u s r e c u t i l a t u s -1,01 CA MYRSINACEAE

C e TS

ι * 

M a c r o l o b i u m  a r e n a r i u m  ­ 1 , 3 3  CA  LEG. CAESALP. 

c  V e r n o n  i a  g r i s e a  ­ 2 , 9 1  CA  COMPOSITAE 

TS  1 8  O u r a t e a  s p r u c e a n a  ­ 2 , 9 3  CS­CA  OCHNACEAE 

TS  07  E u g e n i a  s p .  ­ 2 , 9 4  CS­CA  MYRTACEAE 

E s t a ç γ o do a n o : S ( s e c a ) , TS ( t r a n s i ç γ o para a e s t a ç γ o s e c a ) , C ( c h u v a ) e TC ( t r a n ­

s i ç γ o para a e s t a ç γ o c h u v o s a )

V e g e t a ç γ o : CS (campina s o m b r e a d a ) , CS-CA ( t r a n s i ç γ o CS e CA) e CA (campina a b e r t a )

(34)

Tabela 11 - E s p ι c i e s com comportamentos homogκneos. A n α l i s e dos componentes

p r i n c i p a i s . R e p r e s e n t a ç γ o p l a n a no e i x o 2 que d e f i n e f o l h a s n o ­

v a s ( f a s e 8 ) .

ESTAΗĂO ESPΙCIE COORD. VEGETAΗĂO FAMΝLIA DO ANO

( E i x o 2 χ 1 )

s

e c [20 P h t h i r u s a m i c r a n t h a 1 , 6 3

cs-

CA L0RANTACEAE

s

e

c

D o l f o c a r p u s s p r a g u e i 1 , 3 5

cs-

CA DILLEN1ACEAE

c

Mi con i a c r a s s i n e r v i a 0,99 CA MELASTOMATACEAE

c

e TS

10

H u m i r i a b a l s a m i f e r a 0 , 7 7

cs-

CA HUMIRIACEAE

s

03 Cl us i a nemorosa - 2 , 8 8

cs

GUTTIFERAE

s

S w a r t z i a d o l i c o p o d a - 3 , 0 2

cs-

CA LEG. CAESALP.

s

[04 C y b i a n t h u s r e c u t i l a t u s 0 , 2 7 CA MYRSINACEAE

TS

_09

H ν r t e l l a racemosa 0 , 3 3 CS- CA CHRYS OBALANACEAE

c

"22 P a l i c o u r e a c f . c o r i a c e a 4,81

cs-

CA RUBIACEAE

c

e

s

17

O r m o s i a c o s t u l a t a 4,18

cs

L E G . P A P I L I N .

s

[Υ7

E u g e n i a s p . - 1 , 7 3

cs-

CA MYRTACEAE

s

18 O u r a t e a s p r u c e a n a - 1 , 7 5

cs-

CA OCHNACEAE

( E i x o 2 x 3 )

s

[06

E r y t h r o x y l u m campinense - 1 , 2 1

cs

ERYTHROXYLACEAE

s

e C 2 5 Anacampta r u p i c o l a - 1 , 1 5

cs

APOCYNACEAE

s

7 8

O u r a t e a s p r u c e a n a - 1 , 7 5

cs-

CA OCHNACEAE

s

01 A l d i n a h e t e r o p h y l l a - 1 , 8 8

cs

L E G . CAESALP.

s

07 E u g e n i a s p . - 1 , 7 3 CS- CA MYRTACEAE

Estaçγo do a n o : S ( s e c a ) , TS ( t r a n s i ç γ o p a r a a e s t a ç γ o s e c a ) e C ( e s t a ç γ o c h u v o s a )

Vegetaçγo: CS (campina s o m b r e a d a ) , CS-CA ( t r a n s i ç γ o de TS e CA) e CA (campi na a b e r t a )

(35)

T a b e l a 12 - E s p ι c i e s com comportamentos homogκneos. A n α l i s e dos componentes

p r i n c i p a i s . R e p r e s e n t a ç γ o p l a n a no e i x o 3 que d e f i n e f r u t o s ma­

d u r o s ( f a s e 8 ) .

ESTAΗĂO ESPΙCIE COORD. VEGETAΗĂO FAMΝLIA DO ANO

( E i x o 1 χ 3)

Γ0 3  C l u s  i a nemorosa  1 , 2 7  CS  GUTTIFERAE 

TS  _06  E r y t h r o x y l u m campinense  1 , 1 1  CS  ERYTHROXYLACEAE 

Γ2 3  Sandemania  h o e h n i i  ­ 2 , 9 4  CA  MELASTOMATACEAE 

_07  E u g e n i a  s p .  ­ 2 , 9 7  CS­ CA  MYRTACEAE 

Γ2 7  V e r n o n i a  g r i s e a  ­ 1 , 3 9  CA  COMPOSITAE 

1 »  M a c r o l o b i u m  a r e n a r i u m  ­ 1 , 5 4  CA  LEG. CAESALP. 

( E i x o  2 x 3 ) 

C e S 

ΓΪ 1 

Mabea  o c c i den  t a 1 i 5  2 , 4 5  CS  EUPHORBIACEAE 

S  J O  H u m i r i a  b a l s a m i f e r a  2,06 

cs­

CA  HUMIRIACEAE 

[~24  S w a r t z i a  d o l i c o p o d a  1 ,62 

cs­

CA  LEG. CAESALP. 

_03  Cl us  i a nemorosa  1 , 2 7 

cs 

GUTTI FERAE 

[02  Annona n í t i d a - 3 , 0 9

cs-

CA ANNONACEAE

• L07 E u g e n i a s p . - 2 , 9 7

cs-

CA MYRTACEAE

E s t a ç γ o do a n o : S ( s e c a ) , TS ( t r a n s i ç γ o p a r a a s e c a ) e C ( c h u v a )

V e g e t a ç γ o : CS (campina s o m b r e a d a ) , CS-CA ( t r a n s i ç γ o CS e CA) e CA (campina a b e r t a )

0 e i x o 3 e x p l i c o u 12,5 % da v a r i a ç γ o t o t a l

D I S C U S S Ã O Ε C O N C L U S Υ E S

D e t e r m i n o u - s e 1 1 e s p ι c i e s (= 40,75Ύ) com p i c o s de p l e n a f l o r a ç γ o na e s t a ç γ o seca

e 6 e s p ι c i e s (= 22,22Ύ) na t r a n s i ç γ o para a e s t a ç γ o s e c a . F i c a a s s i m e v i d e n c i a d o queg

f l o r a ç γ o de p l a n t a s l e n h o s a s na campina o c o r r e u com m a i o r  f r e q ٧ κ n c i a nas e s t a ç υ e s qua

tem maiores v a l o r e s de i n s o l a ç γ o e menores v a l o r e s de p r e c i p i t a ç γ o p l u v i o m ι t r i c a . As

e s p ι c i e s que o c o r r e m na Campina sombreada a p r e s e n t a r a m a p l e n a f l o r a ç γ o na e s t a ç γ o seca,

com maior  f r e q ٧ κ n c i a ,  e n q u a n t o que as e s p ι c i e s de t r a n s i ç γ o da Campina sombreada para

a Campina a b e r t a mostraram uma t e n d κ n c i a de p l e n a f l o r a ç γ o t a n t o na s e c a q u a n t o na estj_

çγo c h u v o s a e as e s p ι c i e s de Campina a b e r t a t i v e r a m a p l e n a f l o r a ç γ o nos meses de esta

çγo chuvosa e t r a n s i ç γ o para a s e c a . Somente o comportamento das e s p ι c i e s de Campina

sombreada a s s e m e l h o u - s e ao das e s p ι c i e s a r b σ r e a s de f l o r e s t a t r o p i c a l úmida, relatado

(36)

D a v i e s (1976) v e r i f i c o u que a f l o r a ç γ o e f r u t i f i c a ç γ o de t o d o s os a r b u s t o s em

zona α r i d a , na A u s t r α l i a O c i d e n t a l , foram s a z o n a i s . Tambιm O p l e r e t a l . (1980) informa_

ram q u e , em f l o r e s t a s e c a , na C o s t a R i c a , m u i t a s e s p ι c i e s f l o r e s c e r a m s l n c r o n i c a m e n t e l

ou 2 v e z e s a cada a n o . V e r i f i c o u - s e no p r e s e n t e e s t u d o q u a n t o a p e r i o d i c i d a d e da flora_

çγo que 1 2 e s p ι c i e s a p r e s e n t a r a m f l o r a ç γ o a n u a l , mas 3 e s p ι c i e s f l o r e s c e r a m r e g u l a r m e n ­

te d u r a n t e t o d o s os meses do a n o ; 8 e s p ι c i e s a p r e s e n t a r a m d u p l a f l o r a ç γ o no mesmo a n o ;

3 e s p ι c i e s t i v e r a m f l o r a ç γ o i r r e g u l a r , nγo f l o r e s c e n d o a cada ano e somente  A l d i n a  h e t e 

rophyl  I a f l o r e s c e u em I n t e r v a l o s de 3 a n o s .

A l e n c a r  e t  a l . (1979) r e l a t a r a m tambιm, na R e s e r v a Ducke, a f l o r a ç γ o r e g u l a r a

cada a n o , f l o r a ç γ o i r r e g u l a r , f l o r a ç γ o a cada d o i s anos e o fenτmeno da d u p l a f l o r a ç γ o

no mesmo a n o .

Com r e f e r κ n c i a a f a s e de f r u t o s maduros, o b s e r v o u - s e que 12 e s p ι c i e s o c o r r e r a m

na e s t a ç γ o s e c a e t r a n s i ç γ o p a r a a e s t a ç γ o seca num t o t a l de 46,15 %. E n t r e t a n t o , tendo

em v i s t a as e s p ι c i e s que o c o r r e r a m na e s t a ç γ o c h u v o s a e a q u e l a s que o c o r r e r a m t a n t o na

estaçγo c h u v o s a q u a n t o na s e c a e t r a n s i ç γ o p a r a a e s t a ç γ o s e c a , v e r i f i c o u - s e uma percen_

tagem t o t a l de 50Ύ. A s s i m , c o n c l u i u - s e que na v e g e t a ç γ o d e s t a campina a f a s e de f r u t o s

maduros o c o r r e u t a n t o na e s t a ç γ o seca q u a n t o na e s t a ç γ o de c h u v a s . A r a ú j o (1970) obser_

vou na R e s e r v a Ducke que a f r u t i f i c a ç γ o o c o r r e u na e s t a ç γ o c h u v o s a . A l e n c a r  e t a 1 .(1979)

tambιm o b s e r v a r a m que 70,38Ύ das e s p ι c i e s a r b σ r e a s a p r e s e n t a r a m maior f r u t i f i c a ç γ o nos

meses de maior p r e c i p i t a ç γ o . 0 comportamento de f r u t i f i c a ç γ o na e s t a ç γ o s e c a e c h u v o s a ,

encontrado n e s t a c a m p i n a , d e v e e s t a r c o r r e l a c i o n a d o com as c o n d i ç υ e s p a r t i c u l a r e s d e s s e

habitat: S o l o s extremamente a r e n o s o s e v e g e t a ç γ o l e n h o s a em α r e a s a b e r t a s . Nesse s ν t i o

:0S s o l o s f i c a m s u j e i t o s a a l t a i n s o l a ç γ o e e v a p o r a ç γ o que i n f l u e n c i a m a f i s i o l o g i a das

espιcies, como por exemplo a t r a n s p i r a ç γ o . Em f a c e dos b a i x o s n ν v e i s de f e r t i 1 idade dos

solos, e s s a s campinas se c o n s t i t u e m num t i p o de v e g e t a ç γ o b a s t a n t e e s p e c i a l i z a d o . S o ­

brevivem n e s s a s c o n d i ç υ e s e s p ι c i e s bem a d a p t a d a s a e s s e s s ν t i o s , como ι o c a s o de 0rquj_

dαceas muito abundantes n e s s a s α r e a s . O p l e r  e t a). (1980) informaram que a d e s c o n t ν nu_i_

dade de f r u t i f i c a ç γ o e um c u r t o tempo de maturaçγo de f r u t o s f o i c a r a c t e r ν s t i c o de quase todas as e s p ι c i e s a r b u s t ν v a s de f l o r e s t a s e c a na C o s t a R i c a .

Annona n í t i d a e C y b i a n t h u s r e c u t i l a t u s nγo a p r e s e n t a r a m d u p l a f r u t i f i c a ç γ o no

mesmo a n o , embora tenham a p r e s e n t a d o d u p l a f l o r a ç γ o . No c a s o de Annona n í t i d a , c o n s t a ­

tou-se que as f l o r a ç υ e s r e f e r e n t e s a novembro e dezembro de cada ano c o n t i n u a m no ano

seguinte em j a n e i r o e f e v e r e i r o , daν a d u p l a f l o r a ç γ o ; na f r u t i f i c a ç γ o e s t a e s p ι c i e

apresentou a f a s e de f r u t o s maduros somente t r κ s v e z e s ; o c o r r e u retardamento de frutifj_ 

caçγo em a l g u n s i n d i v ν d u o s , mas nγo houve d u p l a f r u t i f i c a ç γ o . A f r u t i f i c a ç γ o r e f e r e n t e

la f l o r a ç γ o do f i n a l do ano o c o r r e u e n t r e março a j u n h o do ano s e g u i n t e . Para C y b i a n t h u s

r e c u t i l a t u s tambιm nγo houve d u p l a f r u t i f i c a ç γ o nos anos de d u p l a f l o r a ç γ o , porque a

f r u t i f i c a ç γ o r e f e r e n t e a a g o s t o o c o r r e u no ano s e g u i n t e . Para as o u t r a s e s p ι c i e s com

dupla f l o r a ç γ o h o u v e d u p l a f r u t i f i c a ç γ o .

Algumas e s p ι c i e s t i v e r a m f l o r a ç γ o e f r u t i f i c a ç γ o i r r e g u l a r e V e r n o n i a g r i s e a

apresentou f l o r a ç γ o bem c a r a c t e r ν s t i c a , c o n c e n t r a d a e n t r e os meses de março a j u l h o (aj£

(37)

Geralmente em f l o r e s t a t r o p i c a l úmida, a f r u t i f i c a ç γ o e a  c o n s e q ٧ e n t e dissemina­ çγo de f r u t o s e sementes se da na e s t a ç γ o c h u v o s a ( A r a ú j o , 1970 e A l e n c a r  e t  a l . , 1979).  0 comportamento das e s p ι c i e s de  C a m p i n a  s o m b r e a d a a p r o x i m o u - s e d e s t e p a d r γ o ; e n t r e t a n t o , as e s p ι c i e s de t r a n s i ç γ o da  C a m p i n a  s o m b r e a d a p a r a  C a m p i n a  a b e r t a e  C a m p i n a  a b e r t a apre sentaram f r u t o s maduros na e s t a ç γ o s e c a , para a m a i o r i a das e s p ι c i e s . Na f l o r e s t a tro p i c a i úmida a n e c e s s i d a d e de αgua para a f r u t i f i c a ç γ o deve e s t a r l i g a d a ao g r a n d e númκ ro de e s p ι c i e s com f r u t o s c a r n o s o s e g r a n d e s , d i f e r e n t e s d a q u e l e s das e s p ι c i e s de Camp[ na  a b e r t a e t r a n s i ç γ o  C a m p i n a sombreada p a r a  C a m p i n a  a b e r t a , onde a m a i o r i a das espιcies tem f r u t o s p e q u e n o s . D a v i e s  ( 1 9 7 6 ) i n f o r m o u que a p r o d u ç γ o de f r u t o s de a r b u s t o s , na A u s t r α l i a O c i d e n t a l , p o d e r i a s e r c o r r e l a c i o n a d a com a q u a n t i d a d e de p r e c i p i t a ç γ o em da terminadas ιpocas do a n o .

A f a s e de f o l h a s v e l h a s f o i p r a t i c a m e n t e c o n s t a n t e p a r a a m a i o r i a das espιcies., V i n t e e s p ι c i e s c o m p o r t a r a m - s e como p e r e n e f σ l i a s ; os i n d i v ν d u o s e s t a v a m sempre com folhas a p a r e n t e m e n t e v e l h a s ; S e t e e s p ι c i e s a p r e s e n t a r a m a f a s e de d e s f o l hamento. E s s e compor' tamento de f o l h a s p e r e n e s ι c a r a c t e r ν s t i c o d e s t a c a m p i n a , onde g e r a l m e n t e as espιcies tem f o l h a s e s p e s s a s com e s t r u t u r a m o r f o l σ g i c a capaz de armazenar α g u a ; a s s i m , e l a s so b r e v i v e m n e s s a s α r e a s de v e g e t a ç γ o a b e r t a , s u j e i t a s a f o r t e r a d i a ç γ o s o l a r .

Quanto a mudança f o l i a r , a p e r d a de f o l h a s v a r i o u p a r a cada e s p ι c i e . A maioria das e s p ι c i e s (44,45Ύ) a p r e s e n t o u a f a s e de f o l h a s novas ( f a s e 8) na e s t a ç γ o s e c a ; isto g e r a l m e n t e ι o que a c o n t e c e em r e g i γ o t r o p i c a l , conforme expuseram A l e n c a r  e t a 1 -(l979)) e n t r e t a n t o , e x i s t i r a m v a r i a ç υ e s :  D o l i o c a r p u s  s p r a g u e i ,  M a t a y b a  i n e l e g a n s ,  O r m o s i a  c o s t u l a t a ,  P h t h i r u s a  m i c r a n t h a ,  S a n d e m a n i a  h o e h n i i e  A c a m p t a  r u p i c o l a e s t a v a m com fo­ l h a s novas na e s t a ç γ o c h u v o s a e tambιm na e s t a ç γ o s e c a , em anos d i f e r e n t e s ;  H u m i r i a  b a i s a m i f e r a , Pagamea  d u c k e i e  P r o t i u m  h e p t a p h y l l u m a p r e s e n t a r a m e s t a f a s e na estaçγo c h u v o s a e na t r a n s i ç γ o p a r a a e s t a ç γ o s e c a ;  H i c o n i a  c r a s s i n e r v i a e  P a l i c o u r e a  c f . co-r i a c e a t i n h a m f o l h a s novas na e s t a ç γ o c h u v o s a ;  V e co-r n o n i a  g co-r i s e a a p co-r e s e n t o u f o l h a s novas na e s t a ç γ o seca e na t r a n s i ç γ o para a estaηγo chuvosa. 

Para as f a s e s de f o l h a s novas e p l e n a f l o r a ç γ o c o n c l u i u - s e que as e s p ι c i e s de Cam p i n a  s o m b r e a d a t i v e r a m um comportamento s e m e l h a n t e ao das e s p ι c i e s a r b σ r e a s de f l o r e s t a t r o p i c a l úmida, r e l a t a d o por A l e n c a r e t  a l . ( 1 9 7 9 ) ; q u a n t o ΰs e s p ι c i e s da t r a n s i ç γ o Cam p i n a  s o m b r e a d a p a r a a  C a m p i n a  a b e r t a e a q u e l a s de  C a m p i n a  a b e r t a , as f o l h a s novas apa­ receram t a n t o na e s t a ç γ o seca q u a n t o na e s t a ç γ o c h u v o s a . Deste modo, as e s p ι c i e s de C a m p i n a  a b e r t a e de t r a n s i ç γ o , d i f e r e m do padrγo g e r a l de f o l h a s novas e p l e n a floraçγo da m a i o r i a das e s p ι c i e s a r b σ r e a s de f l o r e s t a t r o p i c a l úmida. Na  C a m p i n a  a b e r t a e nas α r e a s de t r a n s i ç γ o p a r e c e h a v e r uma e x i g κ n c i a maior de αgua p a r a a o c o r r κ n c i a t a n t o da f l o r a ç γ o q u a n t o da emissγo de f o l h a s n o v a s .

Ao f i n a l do e s t u d o 21 e s p ι c i e s t i n h a m t o d o s os i n d i v ν d u o s v i v o s , demonstrando que e s t a s e s p ι c i e s e s t γ o bem a d a p t a d a s ao h a b i t a t de c a m p i n a .

Quanto as c o r r e l a ç υ e s e n t r e as v a r i α v e i s nos e i x o s p r i n c i p a i s , o s e i x o s 1 e 2  d e f i n i r a m a p l e n a f l o r a ç γ o e f o l h a s novas ( f a s e 8 ) , e x p l i c a n d o 1 8 , 9 Ύ e 1 4 , 4 % da va­ r i a ç γ o t o t a l , r e s p e c t i v a m e n t e . Os c ν r c u l o s de c o r r e l a ç υ e s nos e i x o s 1 e 2 mostraram c l a r a m e n t e que na p l e n a f l o r a ç γ o e f a s e de f o l h a s novas e x i s t i r a m duas ιpocas de o c o r

Imagem

Tabela 11 -  E s p ι c i e s com comportamentos homogκneos.  A n α l i s e dos componentes  p r i n c i p a i s

Tabela 11 -

E s p ι c i e s com comportamentos homogκneos. A n α l i s e dos componentes p r i n c i p a i s p.34