Miguel Antonio Caro Candezano
Orientador:
Prof. Dr. Valdemir Garcia Ferreira
Tese apresentada ao Instituto de Ciências Matemáticas
e de Computação - ICMC-USP, como parte dos
requisitos para obtenção do título de Doutor em
Ciências - Ciências de Computação e Matemática
Computacional.
VERSÃO REVISADA
USP – São Carlos
Dezembro de 2012
SERVIÇO DE PÓS-GRADUAÇÃO DO ICMC-USP
Data de Depósito:
e Seção Técnica de Informática, ICMC/USP,
com os dados fornecidos pelo(a) autor(a)
C292d
Caro Candezano, Miguel Antonio
Desenvolvimento de esquema upwind para equações de
conservação e implementação de modelagens URANS com
aplicação em escoamentos incompressíveis / Miguel
Antonio Caro Candezano; orientador Valdemir Garcia
Ferreira. -- São Carlos, 2012.
171 p.
Tese (Doutorado - Programa de Pós-Graduação em
Ciências de Computação e Matemática Computacional)
--Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação,
Universidade de São Paulo, 2012.
1. termos convectivos. 2. leis de conservação. 3.
equações de Navier-Stokes. 4. escoamentos com
em quetivede me fazerausente de suasvidasnosmomentos quemaismepreisavam. A voês,
Ao meuamigo e orientador Prof. Dr. Valdemir Garia Ferreira pela disponibilidade, apoio,
on-ança,seus ensinamentos e orientações, e prinipalmente pela paiênia.
Aos meus pais, Luz María e Miguel Antonio pelo grande amor, paiênia, ompreensão e grande
apoio aolongo detodososestudos. Também, aosmeusirmãos J.Carlos,Sabas, Rebea,Gladys,Luz
Mary,Patriia,Julio e Luisa.
Ao meus amigos Alysson N. Silva, Alexandre DeLaassa e Rafael A.Figueiredo pelos onselhos,
pela ajudae pela ompanhianosmomentosdifíeis.
Ao meu amigo Everton Alvares Cherman, por toda ajuda nos momentos mais difíeis da minha
estadiano Brasil.
Aosmeus amigosLais,Patríia,Josuel, Giseli, Larisa,Douglas, Juliana, Italoe Gabriela por toda
ajuda eompreensão.
Aosmeus amigos Alfredo, Henry,John, Ingrid, Edwin, Jeinny, Rodolfoe Miguel por suaamizade
e ompanhia.
Aosfunionários doICMC-USPportoda dediação,emespeialao LeonardoMartinussi por toda
suapaiêniae ajuda.
AtodososprofessoresdoLMACC-ICMC/USP,emespeialaoProf. Dr. GustavoCarlosBusaglia
pelos ensinamentos e reexões.
A CAPES om o programa PEC-PG, pelo suporte naneiro onedido para realização do meu
projetode pesquisa.
Finalmente, agradeço a todos que direta ou indiretamente ontribuíram para a realização deste
trabalho.
Nesta tese é apresentado umesquema novo de alta resolução upwind (denominado TDPUS-C
3
)parareonstrução de uxos numérios paraleis deonservação não lineares e problemas relaionados
em DFC. O esquema é baseado nos ritérios de estabilidade CBC e TVD e desenvolvido utilizando
ondiçõesdedifereniabilidade
C
3
. Alémdisso,érealizadaaimplementaçãodaassoiaçãodoesquema
TDPUS-C
3
om a modelagem de turbulêniaRN G κ
−
ε
. O propósito é obter soluções numériasde sistemas hiperbólios de leisde onservação para dinâmia dos gases e equações de Navier-Stokes
paraesoamento inompressível deuidos newtonianos enão newtonianos (visoelástios). Fazendo o
usodo esquema TDPUS-C
3
, a preisãoglobal dosmétodosnumérios é veriada aessando o erroem problemas teste (benhmark) 1D e 2D. Um estudo omparativo entre os resultados do esquema
TDPUS-C
3
eosdeesquemasupwindonvenionaisparaleisdeonservaçãohiperbóliasomplexasétambémrealizado. Aassoiaçãodasmodelagensnumérias(upwindingmais
RN G κ
−
ε
)é,então,exa-minada nasimulação de esoamentos turbulentos de uidosnewtonianos envolvendo superfíies livres
móveis, usandoa metodologia URANS. No geral, emtermos do omportamento global, onordânia
satisfatória éobservada.
Palavras-have:: termosonvetivos,leisdeonservação,apturadehoque,equaçõesdeNavier-Stokes,
In this thesis, a new high-resolution upwind sheme (named TDPUS-C
3
) for reonstrution ofnumerialuxesfornonlinearonservationlawsandrelatedCFDproblemsispresented. Theshemeis
basedonCBCandTVDstabilityriteriaanddevelopedbyemployingdierentiabilityonditions(
C
3
).
In addition, the implementation of an assoiation of the TDPUS-C
3
sheme with theRN G κ
−
ε
turbulene modelling is also performed. The purpose is to obtain numerial solutions of systems of
hyperboli onservationlaws for gasdynamis and Navier-Stokes equations for inompressible ow of
Newtonian and non-Newtonian (visoelasti) uids. By using the TDPUS-C
3
sheme, the globalauray of the numerial methods is veried by assessing the error on 1D and 2D benhmark test
ases. A omparative study between the TDPUS-C
3
sheme and onventional upwind shemes tosolve standardand omplex hyperboli onservationlawsisalso aomplished. Theassoiationofthe
numerialmodelling(upwindingplus
RN G κ
−
ε
)isthenexaminedinthesimulationofturbulentNew-tonianuidowsinvolvingmoving freesurfaes,byusingURANSmethodology. Overall,satisfatory
agreement is foundintermsof the overallbehaviour.
Key words: onvetive terms, onservation laws, shokapturing, Navier-Stokes equations, moving
1 Introdução 1
1.1 Temada pesquisa . . . 1
1.2 Desenvolvimento demodelagensnumérias . . . 1
1.3 Motivação, objetivo eontribuição do presente estudo . . . 3
1.4 Estruturada tesee equipamentosutilizados . . . 4
2 Esquemas onvetivos upwind 7 2.1 Motivaçãoe aproximação upwind . . . 7
2.1.1 Critérios de limitação . . . 11
2.1.2 Limitadores deuxo . . . 15
2.2 Desenvolvimento donovo esquemaTDPUS-C
3
. . . 203 Formulação de sistemas hiperbólios e metodologia de solução 25 3.1 Coneitosbásios . . . 25
3.2 Métodostipo Godunovealgoritmos de propagação deondas. . . 29
3.3 Disretizaçãodasleisde onservação . . . 32
3.3.1 Adveçãode esalares . . . 32
3.3.2 Equaçãode Burgers . . . 33
3.3.3 Equaçõesdas águasrasas . . . 33
3.4 Amarha notempo . . . 33
3.5 Avaliaçãodoserros . . . 35
4 Formulação de esoamentos inompressíveis, metodologia de solução e equações disretas 37 4.1 Equaçõesbásias . . . 37
4.1.1 Formulação matemátia parauidos newtonianos . . . 39
4.1.2 Modelagem matemátiaparauidos newtonianos emregime turbulento . . . . 39
4.1.3 Formulação matemátia para uidos nãonewtonianos . . . 43
4.2 Metodologia desolução . . . 46
4.3 Equações detrabalho disretas . . . 51
4.4 Condiçõesadiionais adotadas e suasdisretizações . . . 58
4.4.1 Condiçõesiniiais. . . 58
4.4.2 Condiçõesde ontorno . . . 59
5 Resultados numériospara sistemashiperbólios 1D e 2D 67 5.1 Esolha do parâmetrolivre
β
parao esquemaTDPUS-C3
. . . 675.2 Equações 1De2Dde leisonservação . . . 69
5.2.1 Adveçãode esalares . . . 69
5.2.2 Equação nãolinear deBurgers . . . 72
5.2.3 Equação nãolinear deBukley-Leverett . . . 77
5.3 Sistemas1De 2Ddeleisde onservação . . . 79
5.3.1 Equações deáguas rasas . . . 79
5.3.2 Equações deEuler . . . 85
5.3.3 Equações damagnetohidrodinâmia . . . 102
6 Simulação de esoamentos inompressíveis 105 6.1 Resultadospara uidosnewtonianos . . . 105
6.1.1 Jatos livresemregimelaminar . . . 105
6.1.2 Colapsode umbloo de uidoemregime laminar . . . 111
6.1.3 Jatos livres3Dabaixos valoresdo númerode Reynolds . . . 114
6.1.4 Jatos livres2De3Dno regimeturbulento . . . 124
6.1.5 Colapsode uidoe interação da superfíielivre omumobstáulo . . . 134
6.2 Resultadospara uidosnão newtonianos 3D . . . 137
7 Considerações nais e trabalhos futuros 141
A Produçãoientía assoiada 143
B Código para solução da equação de Burgers 2D utilizando a linguagem C
++
1512.1 Representaçãoesquemátia do ampo develoidades deum esoamento de uido. . . . 7
2.2 Soluçãoanalítia do problemade adveção omveloidadede onveção
u >
0
. . . 82.3 Moléulaomputaionalda disretização dostermosonvetivos noponto
P
. . . 92.4 Região de monotoniidade paraesquemas de segunda ordem no diagrama de variáveis normalizadas. . . 10
2.5 Diagramade variáveisnormalizadas: Região CBC. . . 11
2.6 Diagramade variáveisnormalizadas: Região ECBC. . . 12
2.7 DVN:Região TVD.. . . 13
2.8 ComparaçãoentraassoluçõesnumériasobtidasomoesquemaLax-Wendroeanalítia doproblema de adveção.
N
= 2000
eCF L
= 0
.
3
. . . 162.9 Plano
Ψ(
r
f
)
⊥
r
f
mostrando aregião de extremos (r
f
≤
0
),a região de monotoniidade (vizinhançader
f
= 1
) e asregiõesde alta urvatura(r
f
>>
1
er
f
<<
1
). . . 172.10 RegiãoTVD de Sweby. . . 18
2.11 RegiãoTVD de segundaordem nasvariáveis
(Ψ
, r
)
.. . . 192.12 RegiãoTVD parao esquemaTDPUS-C
3
emvariáveis normalizadas. . . 222.13 RegiãoTVD parao esquemaTDPUS-C
3
emtermosde limitadores de uxo. . . 233.1 Regiãode integração parao áluloda veloidade dohoque. . . 27
3.2 Ondade hoque. . . 28
3.3 Ondade rarefação. . . 28
3.4 Soluçãotípia paraumproblemade Riemann dasequações deEuler. . . 28
3.5 Volumede ontrole no plano
x
−
t
. . . 293.6 Evolução espaial das soluções numérias da equação de Burgers 1D aluladas om TDPUS-C
3
. Euler explíitona partetemporal (nãoTVD).. . . 343.7 Soluçõesnumérias da equação deBurgers 1Daluladas omTDPUS-C
3
. SSP-RK3 naparte temporal (TVD). . . 354.2 Geometriaelular de umaregião espeía . . . 48
4.3 Ilustraçãodeumasuperfíieplanarinlinadaformandoangulode
45
0
omovetornormaln
= (
√
2
2
,
0
,
√
2
2
)
. . . 624.4 Perl típioda amada limiteturbulenta. . . 63
4.5 Ilustraçãodasélulas adjaentes aoontorno rígido. . . 64
5.1 Esolha doparâmetro
β
. . . 685.2 Teste 1: soluções numérias do problema de adveção 1D om TDPUS-C
3
, AD-BQUICKEST,ARORA-ROE,CUBISTA e TOPUS.t
= 1
,N
= 200
eCF L
= 0
.
5
. . . 705.3 Teste 1: soluções numérias do problema de adveção 1D om TDPUS-C
3
, AD-BQUICKEST,ARORA-ROE,CUBISTA e TOPUS.t
= 20
,N
= 200
eCF L
= 0
.
5
. . . 705.4 Teste 3: análiseTVD parao esquemaTDPUS-C
3
. . . 735.5 Teste4: soluçõesnumériasdaequaçãoinvísidadeBurgersobtidasomoTDPUS-C
3
antes e depois daformação dohoque. . . 735.6 Teste 4: soluções numérias da equação invisida de Burgers depois do hoque alu-ladasom TDPUS-C
3
,ADBQUICKEST, ARORA-ROE, CUBISTAe TOPUS. . . . 745.7 Teste 5: soluções numérias ao longo do plano
x
=
y
da equação de Burgers 2D om TDPUS-C3
, ADBQUICKEST, ARORA-ROE, CUBISTA e TOPUS.t
= 0
.
5
/π
,160
×
160
élulas omputaionais eCF L
= 0
.
4
. . . 765.8 Teste 5: soluçõesnumérias ao longo do plano
x
=
y
da equação de Burgers 2Dom TDPUS-C3
,EPUS,SDPUS-C1eTOPUS.t
= 0
.
5
/π
,160
×
160
élulasomputaionais eCF L
= 0
.
4
. . . 775.9 Teste 6: soluções numérias para a equação não linear de Bukley-Leverett.
t
= 0
.
4
,CF L
= 0
.
4
eN
= 200
. . . 785.10 Teste 6: soluções numérias da equação de Bukley-Leverett. Região do hoque
x
≈
−
0
.
077
e da desontinuidade de ontatox
≈
0
.
64
. . . 785.11 Ilustração esquemátia de um esoamento om superfíie livre sobre a inuênia da gravidade. . . 79
5.12 Teste 7: soluçõesnumérias omTDPUS-C
3
e a solução exata parao nívelda águah
noproblema deruptura da barragem.N
= 400
eCF L
= 0
.
91
. . . 815.13 Teste7: omparaçãoentreassoluçõesnumériasparaoníveldaágua
h
omTDPUS-C3
, ADBQUICKEST, ARORA-ROE, CUBISTA, TOPUS e a solução exata.t
= 10
,N
=
100
eCF L
= 0
.
91
. . . 825.14 Teste 8: nívelda água
h
+
B
(
x
)
ea vazãohu
1
(b).t
= 200
,N
= 200
eCF L
= 0
.
9
. . 825.15 Teste 9: ruptura de uma barragemirular. Soluções numérias para o nível da água
h
aolongo doeixox
(y
= 0
) obtidos omTDPUS-C3
,FORCE, GODUNOV-HLL.. . 835.16 Teste 9: ruptura deuma barragemirular. Evolução espaialdassoluçõesnumérias obtidas omTDPUS-C
3
parao nívelda águah
ao longodo eixox
(y
= 0
).. . . 845.17 Teste 10: omparação entre assoluçõesnumérias dadensidade
ρ
parao problemade5.18 Teste 10: evoluçãoespaialdassoluçõesnumériasdadensidade
ρ
para oproblemadeShu-Osher omTDPUS-C
3
,ADBQUICKEST, ARORA-ROE,CUBISTAe TOPUS. 865.19 Teste 10: soluções numérias da densidade
ρ
problema de Shu-Osher nas regiões NF,FF,EWe TN. . . 87
5.20 Teste 11: omparação entre as soluções numérias da densidade
ρ
para o problema deWoodward-Colella obtidasomTDPUS-C3
,ADBQUICKEST, ARORA-ROE, CU-BISTA e TOPUS.. . . 895.21 Teste 11: omparação entre assoluçõesnumérias dadensidade
ρ
parao problemade Woodward-Colella omTDPUS-C3
,EPUS,SDPUS-C1
eTOPUS. . . 895.22 Teste 11: problemadeWoodward-Colella. Evoluçãotemporalda densidade
ρ
e veloi-dadeu
1
dassoluções numérias obtidas omTDPUS-C3
eSUPERBEE. . . 905.23 Teste 11: problemadeWoodward-Colella. Evoluçãotemporalda densidade
ρ
e veloi-dadeu
1
obtidas om TDPUS-C3
e SUPERBEE.. . . 915.24 Teste13: soluçõesnumériasdadensidade
ρ
paraoproblemaDMRom ADBQUICK-ESTna malhauniformeδx
= 1
/
400
e WENO5-LW4 . . . 945.25 Teste 13: ampliação da região prinipal das soluções numérias para a densidade
ρ
paraoproblema DMRom TDPUS-C3
,ADBQUICKESTe ARORA-ROE.t
= 0
.
2
. 96 5.26 Teste 13: ampliação daregião prinipal dassoluçõesnumérias paraadensidadeρ
do problema DMR no tempot
= 0
.
2
aluladas om CUBISTA e TOPUS. 30 linhas de ontorno deρ
= 1
.
5
atéρ
= 22
.
97
, om malhas uniformesδx
= 1
/
100
,1
/
200
,1
/
400
,t
= 0
.
2
eCF L
= 0
.
6
. . . 975.27 Teste13: ampliaçãodaregiãoprinipaldassoluçõesnumériasparaadensidade
ρ
para o problema DMR alulada om SUPERBEE eδx
= 1
/
200
e WENO5 eδx
= 1
/
960
.t
= 0
.
2
. . . 975.28 Teste 14: ondiçõesiniiais doproblema dasinstabilidadesde Rayleigh-Taylor. . . 98
5.29 Teste14: soluçõesnumériasparaadensidade
ρ
paraoproblemadasinstabilidadesde Rayleigh-Taylor om TDPUS-C3
, ADBQUICKEST, ARORA-ROE, CUBISTA, TO-PUSe SUPERBEEe WENO5omδx
= 1
/
960
. . . 1005.30 Teste 14: Instabilidades de Rayleigh-Taylor. Perl da energia inétia em
y
= 4
x
no tempot
= 1
.
95
om TDPUS-C3
, ADBQUICKEST, ARORA-ROE, CUBISTA, TOPUSeSUPERBEE. . . 1015.31 Teste 14: soluçõesnumérias paraa densidade
ρ
para oproblema dasinstabilidadese Rayleigh-TayloromTDPUS-C3
,EPUS,SDPUS-C1
eTOPUS omδx
= 1
/
960
. . . 1015.32 Teste 15: soluções numérias da densidade
ρ
para o problema da MHD 1D om TDPUS-C3
. . . 1035.33 Teste 16: superfíie dadensidade
ρ
parao problemade Orszag-Tang. . . 1045.34 Teste 18: perlda pressão
p
aolongo dalinhay
= 0
.
625
π
. . . 1046.1 Jatode uidoinidente sobre umasuperfíierígida. . . 106
6.3 Contorno daveloidade
u
parao problemado jatolivre 2Dsobre umasuperfíie rígida. 1086.4 Contorno daveloidade
v
paraoproblema de jatolivre2Dsobre umasuperfíie rígidanoregime laminar. . . 109
6.5 Contorno dapressão
p
parao problemado jatolivre2Dsobre umasuperfíierígida. . 1096.6 Comparaçãoentreassoluçõesnumériasdaaltura
h
obtidasomTDPUS-C3
eanalítia paraoproblema de simetriaradial. . . 1106.7 Ressalto hidráulioirular emdistintosângulos simuladopeloesquema TDPUS-C
3
. 111 6.8 Ilustraçãoesquemátia do olapso de umbloo deuido. . . 1116.9 Soluções numérias para o espalhamento horizontal,
xmax
, obtidas om TDPUS-C3
paraoproblema doolapso de umbloo de uido3Dno regimelaminar. . . 1126.10 Contorno da veloidade
u
para o problema do olapso de um bloo de uido 3D no regimelaminar omTDPUS-C3
. . . 1136.11 Contorno da veloidade
w
para o problema do olapso de um bloo de uido 3D no regimelaminar omTDPUS-C3
. . . 1136.12 Contorno dapressão
p
parao problemadoolapso de umbloo deuido3Dnoregime laminarom TDPUS-C3
.. . . 1146.13 Estruturas dosjatososilantes visosossegundo Cruikshank eMunson(1981). . . 115
6.14 Geometriapara oproblemado jatoirular e planar. . . 115
6.15 Evolução temporal do jatoirular osilante. Teste 1. . . 118
6.16 Evolução temporal do jatoirular osilante. Teste 2. . . 119
6.17 Contorno daveloidade
u
,v
eda pressãop
dojatoirular osilante. Teste 2. . . 1206.18 Evolução temporal do jatoplanar osilante omTDPUS-C
3
.t
= 0
.
2
s,
0
.
4
s
e0
.
6
s
. . . 1216.19 Evolução temporal do jatoplanar osilante omTDPUS-C
3
.t
= 0
.
8
s,
1
s
e1
.
2
s
. . . . 1226.20 Contornos dasveloidades
u
,w
ea pressãop
dojatoplanar osilante. . . 1236.21 Comparação entre as soluções numérias e analítia para o problema do jato livre 2D sobreuma superfíierígidano modelo
κ
−
ε
padrãoassoiadoao TDPUS-C3
. . . 1256.22 Comparação entre as soluções numérias e analítia para o problema do jato livre 2D sobreumasuperfíierígidaimpermeávelnomodelo
RN G κ
−
ε
assoiadoaoTDPUS-C3
.126 6.23 Comparação entre as soluçõesnumérias obtidas om TDPUS-C3
nosmodelosκ
−
ε
padrãoeRN G κ
−
ε
assoiados ao TDPUS-C3
,e analítia do problemado jatolivre 2Dsobreuma superfíierígidaimpermeável. MalhaI. . . 1266.24 Contorno daveloidade
u
paraoproblema dojatolivre 2Dsobreumasuperfíie rígida impermeável nomodeloκ
−
ε
padrão assoiado aoTDPUS-C3
. MalhaIII. . . 1276.25 Contorno daveloidade
v
parao problemado jatolivre 2Dsobreumasuperfíie rígida impermeável nomodeloκ
−
ε
padrão assoiado aoTDPUS-C3
. MalhaIII. . . 1276.26 Contorno da pressão
p
para o problema do jato livre 2D sobre uma superfíie rígida impermeável nomodeloκ
−
ε
padrão assoiado aoTDPUS-C3
. MalhaIII. . . 1286.27 Contorno daveloidade
u
paraoproblema dojatolivre 2Dsobreumasuperfíie rígida impermeável nomodeloRN G κ
−
ε
padrãoassoiadoao TDPUS-C3
. MalhaIII. . . 1286.29 Contorno da pressão
p
para o problema do jato livre 2D sobre uma superfíie rígidaimpermeável nomodelo
RN G κ
−
ε
padrãoassoiadoao TDPUS-C3
. Malha III. . . 1296.30 Soluções numérias obtidas om TDPUS-C
3
(extraídas no planoyz
na posiçãox
=
0
.
056
) para o problema do jato livre 3D om os modelos de turbulêniaκ
−
ε
padrãoe
RN G κ
−
ε
assoiados om TDPUS-C3
,omparadas omas soluçõesvisosae nãovisosadeWatson(1964). . . 131
6.31 Comparação entreas soluçõesnumérias (extraídas noplano
yz
na posiçãox
= 0
.
056
)obtidas omTDPUS-C
3
e asanalítias, não visosa e visosade Watson, paraopro-blema do jatolivre 3Dom as modelagens de turbulênia
κ
−
ε
padrão eRN G κ
−
ε
assoiados omTDPUS-C
3
. . . 1316.32 Evoluçãotemporaldoproblemadojatolivre3Dsobreumasuperfíierígidaimpermeável
usandoa assoiação
RN G κ
−
ε
-TDPUS-C3
. MalhaII. . . 1326.33 Contorno daveloidade
u
paraoproblema dojatolivre 3Dsobreumasuperfíierígidaimpermeávelusandoasassoiações
κ
−
ε
padrão-TDPUS-C3
eRN G κ
−
ε
-TDPUS-C3
.MalhaII. . . 133
6.34 Contornoda veloidade
w
paraoproblemadojatolivre3Dsobreumasuperfíierígidaimpermeávelusandoasassoiações
κ
−
ε
padrão-TDPUS-C3
eRN G κ
−
ε
-TDPUS-C3
.MalhaII. . . 133
6.35 Contornodapressão
p
paraoproblemadojatolivre3Dsobreumasuperfíierígidaim-permeávelusandoasassoiações
κ
−
ε
padrão-TDPUS-C3
eRN G κ
−
ε
-TDPUS-C3
.MalhaII. . . 133
6.36 Ilustração do problema de olapso de uido e interação da superfíie livre om um
obstáulo. . . 134
6.37 Evoluçãotemporaldassuperfíieslivresusandoaombinação
RN G κ
−
ε
-TDPUS-C3
doproblemadeolapsodeuidoeinteraçãodasuperfíielivreomumobstáulo. Vista
lateral. . . 135
6.38 Evoluçãotemporaldassuperfíieslivresusandoaombinação
RN G κ
−
ε
-TDPUS-C3
doproblemadeolapsodeuidoeinteraçãodasuperfíielivreomumobstáulo. Vista
deima. . . 136
6.39 Geometriaparao modeloSXPP. . . 137
6.40 Modelo SXPP. Resultados obtidos om TDPUS-C
3
.Re
= 0
.
96
,W e
= 0
.
1
,̺
= 0
.
5
,ϑ
= 0
.
9
,γ
= 0
.
1
,Q
= 1
. . . 1386.41 Modelo SXPP.Resultados obtidos om TDPUS-C
3
.Re
= 0
.
96
,W e
= 0
.
1
,̺
= 0
.
01
,ϑ
= 0
.
3
,γ
= 0
.
8
. . . 1396.42 Modelo SXPP. Resultados obtidos om TDPUS-C
3
.Re
= 0
.
64
,W e
= 0
.
1
,̺
= 0
.
5
,ϑ
= 0
.
9
,γ
= 0
.
1
,Q
= 1
. . . 1396.43 Modelo SXPP. Resultados obtidos om TDPUS-C
3
.Re
= 0
.
32
,W e
= 0
.
1
,̺
= 0
.
5
,ϑ
= 0
.
9
,γ
= 0
.
1
. . . 1392.1 Alguns esquemasem variáveis não normalizadas e suas orrespondentes expressõesem
variáveis normalizadas. . . 10
2.2 Diferentesvaloresdo parâmetro
β
para o esquemaTDPUS-C3
. . . 224.1 Parâmetros do modelo
κ
−
ε
padrãode turbulênia.. . . 414.2 Parâmetros do modelo
RN G κ
−
ε
deturbulênia. . . 415.1 Esolha do parâmetro
β
. Teste de onvergênia para TDPUS-C3
omβ
= 64
,266
,526
e567
.
25
da equação deBurgers 1Dnotempot
= 0
.
33
eCF L
= 0
.
5
. . . 695.2 Teste 1: teste de onvergênia do experimento de Zalesak om TDPUS-C
3
, AD-BQUICKEST,ARORA-ROE,CUBISTAeTOPUSnotempot
= 1
. SSP-RK3naparte temporal. . . 715.3 Teste 1: teste de onvergênia do experimento de Zalesak om TDPUS-C
3
, AD-BQUICKEST, ARORA-ROE, CUBISTA e TOPUS no tempot
= 20
. SSP-RK3 na partetemporal. . . 715.4 Tempo de omputaçãoporiteração parao Teste 1. . . 71
5.5 Teste 2: teste de onvergênia obtido omTDPUS-C
3
.t
= 1
eCF L
= 0
.
5
. . . 725.6 Teste 5: teste de onvergênia paraa equação de Burgers 2Dom TDPUS-C
3
, AD-BQUICKEST,ARORA-ROE,CUBISTA eTOPUS nanormaL
1
. . . 745.7 Teste 5: teste de onvergênia paraa equação de Burgers 2Dom TDPUS-C
3
, AD-BQUICKEST,ARORA-ROE,CUBISTA eTOPUS nanormaL
∞
. . . 755.8 Teste5: testedeonvergêniaparaaequaçãodeBurgers2DomTDPUS-C
3
,EPUS, SDPUS-C1
e TOPUSna normaL
1
.t
≈
0
.
5
/π
eCF L
= 0
.
4
. . . 755.9 Teste5: testedeonvergêniaparaaequaçãodeBurgers2DomTDPUS-C
3
,EPUS, SDPUS-C1
e TOPUSna normaL
∞
.t
≈
0
.
5
/π
eCF L
= 0
.
4
. . . 755.11 Teste 12: teste deonvergêniada densidade
ρ
paraasequaçõesnãolineares deEuler2DomTDPUS-C
3
,ADBQUICKEST,ARORA-ROE,CUBISTAeTOPUSnanormaL
∞
.t
= 2
eCF L
= 0
.
475
.. . . 935.12 Teste 18: teste de onvergênia da densidade
ρ
parao problema de Orszag-Tang om TDPUS-C3
,ADBQUICKEST, ARORA-ROE, CUBISTA e TOPUSna normaL
1
. . . 1046.1 Dadosda simulação dojatolivre 2Dno regimelaminar. . . 107
6.2 Dadosda simulação dojatolivre 2Dno regimelaminar emsimetriaradial. . . 108
6.3 Estimativasteórias e numérias nasmalhas I,IIe IIIpara oraio dosalto hidráulio. 110 6.4 Dadosda simulação doolapso de umbloo de uido. . . 112
6.5 Dadosda simulação dojatoirular osilante. Teste 1. . . 116
6.6 Dadosda simulação dojatoirular osilante. Teste 2. . . 116
6.7 Dadosda simulação dojatoirular osilante. Teste 3. . . 117
6.8 Dadosda simulação dojatolivre 2Dno regimeturbulento. . . 124
6.9 Dadosda simulação dojatolivre 3Dno regimeturbulento. . . 130
ADBQUICKEST - Adaptive Bounded QUICKEST
BEM - BoundaryElement Method
CBC - ConvetiveBoundedness Criterion
CDS - Central DiereneSheme
CFL - Courant-Friedrih-Levy
CFD - Computational FluidDynamis
CHJ - Cirular Hydrauli Jump
CLAWPACK - Conservation Laws Pakage
CUBISTA - ConvergentandUniversallyBoundedInterpolationShemeforTreatmentInterpolation
DC - Diferenias Centrais
DF - Dinâmia deFluidos
DFC - Dinâmiade Fluidos Computaional
DNS - DiretNumerial Simulation
DVN - Diagrama deVariáveis Normalizadas
EDO - Equação DiferenialOrdinária
EDPs - EquaçõesomDerivadasPariais
ENO - EssentiallyNon-Osillatory
EPUS - Eight Degree Upwind Polynomial Sheme
ECBC - Extended Convetive BoundednessCriterion
FORCE - First-Order Centred
FOU - First Order Upwind
Fr - Número de Froude
GENSMAC - Generalized-Simplied-Marker-and-Cell
HLL - Harten-Lax-van Leer
HLLE - Harten-Lax-van Leer-Einfeldt
ICMC - Instituto deCiênias Matemátiase deComputação
LMACC - Laboratóriode Matemátia Apliadae Computação Cientía
LW - Lax-Wendro
LES - Large-Eddy Simulation
LF - Limitadoresde Fluxo
MAC - MarkerandCell
MC - Monotonized Central
MFIX - Multiphase Flow withInterphaseeXhanges
QUICK - Quadrati Upstream Interpolationfor Convetive Kinematis
QUICKEST - QuadratiUpstreamInterpolationforConvetiveKinematiswithEstimated Stream-ingTerms
Re - Número de Reynolds
RNG - Renormalization Group
SHARP - ASimpleHigh-Auray ResolutionProgram
SMAC - Simplied Marker-And-Cell
SDPUS-C
1
- Six-DegreePolynomial Upwind Shemes C1
SMART - Sharp and Monotoni Algorithmfor RealistiTransport
SOU - SeondOrder Upwind
SPH - SmoothedPartile Hydrodynamis
SSP-RK3 - Strong Stability PreservingRunge-Kutta ThirdOrder
SXPP - Single eXtendedPomPom
TDPUS-C
3
- Tenth Degree Polynomial Upwind ShemeC3
TOPUS - Third-Order PolynomialUpwind Sheme
TV - Total Variation
TVD - Total Variation Diminishing
URANS - Unsteady Reynolds-Averaged Navier-Stokes
USP - Universidadede São Paulo
VN - Variaveis Normalizadas
VONOS - Variable-OrderNon-Osilatory Sheme
WACEB - Weighted-Average Coeient Ensuring Boundedness
WB - Warming-Beam
We - Número de Weisemberg
1
Introdução
1.1 Tema da pesquisa
A maioria dosproblemas físios modelados por EDPsem DFC, que vão desde leisde onservação
hiperbólias om termos-fonteaté equaçõesde Navier-Stokesa altos valoresdo número de Reynolds,
é dominada por onveção; e, portanto, propensa a formação de soluções desontínuas e estruturas
vortiais. A dominânia dos termos onvetivos (em geral não lineares) diultam sobremaneira a
derivação de soluções numérias para tais sistemas. Em função disso, onsidera-se ruial propor
téniasomputaionaisespeializadaspararesolveressesproblemasomplexos. Deinteressepartiular
no presente trabalho estão as aproximações dos termos onvetivos por esquemas upwind de alta
resolução e a implementação de modelagens
κ
−
ε
de turbulênia. As propriedades desejadas dosmétodos de aproximação aqui investigados são: (i) boa preisão e robustez; (ii) limitação da solução
numériasemosilaçõesnãofísiaseompouaintroduçãodevisosidadenuméria;e(iii)simpliidade
na implementação e baixo ustoomputaional.
1.2 Desenvolvimento de modelagens numérias
Desde os anos 50, uma grande quantidade de modelagens numérias para os termos onvetivos
tem sido onebida om o propósito de simular omputaionalmente problemas omplexos em DFC.
A maior diuldade que tem motivado a pesquisa na área é o problema de representar bem fortes
hoques, desontinuidades de ontato e estruturas vortiais que apareem nas soluções numérias.
As primeiras tentativas bem suedidas para estes problemas foram propostas por VonNeumann e
Rihtmyer (1950), Courant et al. (1952) e Spalding (1972), utilizando métodos de primeira ordem
de preisão loal. Entretanto, ertas desvantagens intrínseas a esses métodos lássios, tais omo
suavização da solução em regiões de altos gradientes, têm direionado a pesquisa na área para a
derivaçãodesoluçõessimples,maispreisase/ouinondiionalmenteestáveis;apareeuatéumteorema
devido a Godunov (1959) armando que esquemas lineares que não geram osilações numérias só
diferençasentrais(DC),upwinddesegundaordem(SOU)(WarmingeBeam,1976),QUICK(Leonard,
1979)e QUICKEST (Leonard,1988a), entre outros. No entanto, sobondiçõesseverasde onveção,
taisomoomovimentoturbulento,essesesquemasinevitavelmenteproduzemsoluçõesosilatórias(não
monotnias)em regiões ondeasvariáveisonvetadas experimentam gradientes elevados.
Comoobjetivodesuperarosdefeitosassoiadosaosesquemasonvenionaisitadosanteriormente,
umnúmerosubstanialdeesquemasmonotniostemsurgidonaliteraturaespeializada. Como
exem-plopode-seitaralasseMUSCLdevanLeer(1979)eosesquemasMINMODdeRoe(1986),SMART
de Gaskell e Lau (1988), SHARPde Leonard (1988b), WACEB de Song et al. (2000), CUBISTA de
Alvesetal.(2003),ARORA-ROEdeAroraeRoe(1997)eADBQUICKESTdeFerreiraetal.(2009). A
prinipalvantagemdessesesquemaséqueelesapturarambemsoluçõessuavesdaquelasontaminadas
omosilaçõesnão físias e,ao mesmotempo,melhorarama onvergênia. Deve-se observar também
queessesesquemas(alguns deles aomenos), emborafunionando bemem algunsproblemas,não
pro-duzem soluçõeslimitadas nas situaçõesom hoques, desontinuidades de ontato (ver, por exemplo,
KuaneLin(2000) eLineLin(1997))e/ou emsimulaçõesde esoamentosvisoelástiosommodelos
onstitutivos hiperbólios (Xueet al., 2002). Em Lin e Chieng (1991), osautores observaram que os
esquemasSMARTe SHARP, emborapreservem altapreisão, produzemaltos níveis de osilações no
aso do problema do tubo de hoque de Sod (1978). Em Alves etal. (2000), om o usode esquemas
upwind, os autores simularam uma série de esoamentos visoelástios e observaram que os álulos
não onvergiram om o renamento de malha. Em Baxevanou e Fidaros (2008) há uma assoiação
de esquemas upwind TVD om a modelagem
κ
−
ε
padrão ujos resultados apontaram deiêniasdo esquema upwind devido a Roe-Sweby, mas om o emprego do limitador de uxo MINMOD, essa
assoiação apresentou melhorias quando omparado aosesquemasde primeira ordem, DC e QUICK;
e estesúltimos levando àdivergêniadosálulos emproblemas onde a onveçãoé dominante.
Reentemente tem apareido na literatura alguns trabalhos assoiando esquemas upwind
(usual-mente os esquemas DC,FOU, SOU e QUICK) om a modelagem
RN G κ
−
ε
de (Yakhot e Orszag,1986). Em Fudihara et al. (2007), usando os esquemas FOU e SOU, foi feito um estudo numério
da aerodinâmia de um forno om um queimador de bloo; em Wang e Wang (2011) é apresentada
umaomparação entre soluçõesnumérias,om ouso doesquema DC easmodelagens
κ
−
ε
padrão,RN G κ
−
ε
eRealizableκ
−
ε
(Shihetal.,1995),paraoproblemadojatolivre2Dsobreumasuperfíierigida; e em Ghadimi et al. (2012), os autores utilizaram o ódigo omerial Fluent
R inrementadoom o esquema DC parasimular a transferênia de alor no uxode ar emjanelas. Observa-se,
por-tanto, umatendêniaatual na literaturaem seusar osesquemasonvetivos FOU, DC eQUICK em
problemasenvolvendo turbulênia. Assim,aneessidadedeumesquemadeonveçãotipoupwindque
proporionaboapreisão,limitaçãodasoluçãonuméria(semosilaçõesnãofísiaseompoua
intro-dução de visosidade numéria) e simpliidade na implementação para aproximar termos onvetivos
de leis de onservação e problemas relaionados em DFC ontinua a estimular a pesquisa ientía
em várias áreas da engenharia. Dentro deste enário, e no ontextodos ritérios de limitação TVD e
CBC,trêsnovosesquemasupwind(eorrespondenteslimitadoresdeuxo)apareeramnaliteratura: o
TOPUSdeFerreira etal.(2012),oSDPUS-C1de Limaetal. (2012)e,maisreentemente,o esquema
EPUS de Corrêa etal. (2012). O esquemaTOPUS foiproposto utilizando parte de umpolinmio de
uidos;noentanto oTOPUSnãosereduzaumafunção suavenospontos
0
e1
dentrododiagramadevariáveis normalizadas de Leonard(1988a); isso, segundo Lin e Chieng(1991), pode gerar problemas
deonvergêniaemproblemasomplexos,omoéoasodasinstabilidadesdeRayleigh-Taylore
esoa-mentos inompressíveis envolvendo superfíies livres móveis,e muitas outras apliações. Os esquemas
SDPUS-
C
1
eEPUS, por outrolado, sãode lasseC
1
e
C
2
nessespontos, respetivamente.
AderivaçãodeumnovoesquemaonvetivoTVD/CBC universal,parareonstruções(upwind) de
uxosnumérios,quepossuaumamoléulaomputaionalsimples(envolvendonomáximotrêspontos
de malha por uxo numério), que satisfaz propriedades de difereniabilidade superior a dois e que
sejaumaalternativa àlassede esquemasupwind deapturadehoqueséumatemaderelevâniaem
DFC e ontemplado nesta tese. Vale reonheer quehá também uma lasse importante de esquemas
sostiados, os bem onheidosENO/WENO e suas variações (ver, por exemplo, Qiu e Shu (2011) e
Wan etal.(2012)), parasimulações deesoamentosompressíveis;essa lassetem proporionado boa
preisãoloalompoua visosidadenuméria, masédifíil deimplementarerelativamentepobreem
malhasgrosseiras.
1.3 Motivação, objetivo e ontribuição do presente estudo
O interesse resente de soluções aproximadas para equações de onservação da DFC deriva da
demanda por modelagens simples, robustas, baratas e apazes de prever ampos de esoamentos de
uidos ontendofortes hoques,desontinuidades deontato e/ou estruturasvortiais,omo aontee
nasequaçõesdeEuler da dinâmiadosgases enasequaçõesde Navier-Stokes sobforteinuêniados
termos não lineares. Nosúltimos anos, ospesquisadores do LMACC do ICMC-USP têm-se dediado
ao desenvolvimento de métodos numérios para simular esoamentos inompressíveis newtonianos e
não newtonianos om superfíies livres móveis. Em partiular, várias ténias inovadoras têm sido
desenvolvidas por essespesquisadores, dentreelas destaam-se:
•
desenvolvimentoeimplementaçãodemétodosnumériosparaesoamentosdeuidosnewtonianosemumaampla faixa donúmero deReynolds (Ferreira etal.,2012);
•
implementaçãode modelagensde turbulêniaκ
−
ε
padrão(Ferreira et al.,2013);•
análise, implementação e validação de modelos reológios a uma variada gama de números deWeisemberg(Oishi etal.,2012, Tomé etal., 2012);e
•
simulação omputaional de esoamentos omplexos, tais omo bifásios uido-uido omsu-perfíies livres móveis (Santos et al., 2012, Lima et al., 2012) e gás-sólido num leito uidizado
(Corrêaetal., 2012).
Com o auxílio de esquemas upwind de alta resolução de lasse de difereniabilidade 1 e 2, esses
avanços têm sido parialmente inorporados aos ódigos CLAWPACK de LeVeque (2012), Freeow de
Castelo et al. (2000) e MFiX (2011), permitindo a simulação de sistemas hiperbólios de leis de
on-servação, de esoamentos inompressíveis de uidos newtonianos em uma ampla faixa do número de
Reynolds e de esoamentos reológios 3Dde interesse tenológio na indústria de polímeros(ver
M-Keeetal. (2008),Tomé etal.(2008), Ferreiraetal. (2009), Carvalhoetal. (2010), Queiroz eFerreira
arentesdeumesquemaupwinddelasse
C
3
universaleumamodelagem
RN G κ
−
ε
daturbulênia. Aassoiaçãodessesduasmodelagens(upwindinge
RN G κ
−
ε
)onstitui,portanto,amotivaçãoprinipalparao presentetrabalho detese.
O objetivo deste trabalho é o desenvolvimento e teste de um novo esquema onvetivo upwind
polinomial de grau dez de lasse
C
3
, denominado TDPUS-C
3
. Outro objetivo é a assoiação doesquema TDPUS-C
3
ommodelagensκ
−
ε
(padrão eRN G κ
−
ε
) paraasimulação omputaionalde uma variedade de problemas omplexos em DFC, usando a metodologia URANS. E a ênfase da
tese é forneer à literatura ténias numérias alternativas as quais podem ser utilizadas tanto em
esoamentos ompressíveisquanto eminompressíveis.
Aontribuição dopresentetrabalho é omosegue:
(i) introduçãodeumnovoesquemaonvetivoupwind universaldelasse
C
3
(oTDPUS-C
3
)paraareonstruçãodeuxosnumérios;omaexpetativaderesolverproblemasomplexosemregiões
suavese altos gradientesom pontosextremose desontinuidades;
(ii) adaptação doódigoCLAWPACKomo esquemaTDPUS-C
3
pararesolversistemas hiperbóliosde leisdeonservação;
(iii) inlusãono ambiente de simulaçãoFreeowdo novo esquema upwind pararesolver esoamentos
newtonianos e não newtonianos;
(iv) inorporação (análise e implementação) no sistema Freeow da modelagem
RN G κ
−
ε
e suaassoiaçãoom oesquema TDPUS-C
3
para resolveresoamentos inompressíveis turbulentos;(v) disponibilização de uma variedade de dados de simulações numérias (
≈
24) para equações deonservaçãoda DFC;
(vi) apresentação à literatura dos prinipais resultados numérios oriundos deste trabalho de tese,
ujosdetalhes estãodesritosno ApêndieA.
1.4 Estrutura da tese e equipamentos utilizados
Orestantedateseestáestruturadaemseteapítulosdesritosaseguir. Noapítulo2apresenta-se
umabreve desrição dateoria dosesquemasonvetivos emvariáveis normalizadas e orrespondentes
limitadoresde uxo. Nesseapítuloinlui-seaindaodesenvolvimento donovoesquemaonvetivo
up-wind TDPUS-C
3
. Oapítulo3éreservadoparaaformulaçãodesistemashiperbólioseametodologiade solução, inluindo o método de Godunov, o algoritmo de propagação das ondas e resolvedores de
Riemann. No apítulo 4 estãodesritos osoneitos básiosda formulação matemátia de
esoamen-tos inompressíveis newtonianos nos regimes laminar e turbulento e uidos não newtonianos. Neste
apítulo ontempla-se também a disretização dos termos onvetivos e das ondições de ontorno
adotadas. Oapítulo5ontémresultados numériosparasistemashiperbólios deleisdeonservação
1D e 2D. Comparações om esquemas bem estabeleidos na literatura e om soluções analítias são
também realizadas. O apítulo 6 é destinado aos resultados de simulações numérias de problemas
omplexos, tais omo esoamentos inompressíveis newtonianos (nos regimes laminar e turbulento) e
As simulações numérias apresentadas ao longo desta tese foram rodadasnos seguintes
omputa-dores doLMACC doICMC-USP:
•
umomputadorCoreQuadQ96503Ghz,4GbdememoriaRAM,500Gbdedisorígidoesistemaoperaional Ubuntu 10.04, linux 2.6.32;
•
umaestação de trabalho 8 xi7 Core i7CPU-950 3.07Ghz, 16 Gb de memoria RAM,1.6 Tb dediso rígidoesistemaoperaional Ubuntu 10.04, linux2.6.35;e
•
umluster onstituído de: 16nósotosXeon,ada máquinaomdois proessadoresQuadCore2
Esquemas onvetivos upwind
Neste apítulo apresenta-se a base teória para o desenvolvimento de esquemas onvetivos tipo
upwindque araterizam-se por respeitar osentido depropagação dasinformaçõesdoesoamento e o
desenvolvimento donovo esquemaonvetivo TDPUS-C
3
.2.1 Motivação e aproximação upwind
Em muitas apliações, taisomo poluiçãodoar, oeanograa eoutras iênias físias,éneessário
alular o transporte (ou onveção) de propriedades físias (ou onentrações de onstituintes) no
esoamento deumuido. Porexemplo,onsidere umuidoemmovimento uja veloidadedo ampo,
emada ponto do domínio, éonheida, omoilustrado na Fig. 2.1.
−
→
V
= (
u, v, w
)
P
= (
x, y, z
)
φ
=
φ
(
x, y, z, t
)
x
y
z
Figura 2.1: Representaçãoesquemátia do ampo de veloidades de umesoamento de uido.
Dado
P
= (
x, y, z
)
, denota-se este ampo de vetorespor−
→
V
= (
u, v, w
)
T
,em que
u
=
u
(
x, y, z, t
)
,v
=
v
(
x, y, z, t
)
,w
=
w
(
x, y, z, t
)
, sendou
,v
,w
:
R
4
→
R
onvetada no esoamento; pode-se pensar, por exemplo, em uma gota de tinta espalhando-se no
uidoounotransportedeumpoluentenoesoamento. Aequaçãoquemodelaotransportedavariável
φ
emumampode veloidade é,no aso3D, dada por∂φ
∂t
+
∂
(
uφ
)
∂x
+
∂
(
vφ
)
∂y
+
∂
(
wφ
)
∂z
= 0
,
(2.1)onde asomponentes
u, v, w
,denidas previamente,sãoasveloidades de onveção davariávelφ
nasdireções
x
,y
,z
,respetivamente.Semperdade generalidade, onsidera-senesse estudo oaso1Dda equação (2.1) dada por
∂φ
∂t
+
∂
(
uφ
)
∂x
= 0
,
0
≤
t
≤
T,
a
≤
x
≤
b, T >
0
.
(2.2)Oproblemadenidopor(2.2)omondiçãoiniial
φ
(
x,
0) =
φ
0
(
x
)
eondiçõesdeontornoφ
(
a, t
) =
φ
a
e
φ
(
b, t
) =
φ
b
, sendou
a veloidade de onveção- ampo este quegeralmente não pode ser aluladoanalitiamente, requeraproximaçõesnumérias paraadveção de
φ
. No asoemqueu
= 1
,aseguinteexpressão é asolução analítia (verFig. 2.2)
φ
(
x, t
) =
φ
0
(
x
−
t
)
.
(2.3)Destaforma,umainformaçãotransportadaviaadveçãoétransladadaparadireitaquandoa
veloi-dadede onveção
u
é positiva,e paraesquerda quandonegativa. AFig. 2.2ilustrao omportamentoda solução analítia para
u >
0
.x
t
φ
(
x,
0) =
φ
0
(
x
)
φ
(
x, t
) =
φ
0
(
x
−
ut
)
u >
0
Figura2.2: Solução analítia do problemade adveção omveloidade de onveção
u >
0
.Otermo onvetivo(2.2) avaliado numponto
P
deumamalhaestruturada,omoindiado naFig.2.3, é aproximado por
∂
(
uφ
)
∂x
P
≈
(
uφ
)
|
f
−
(
uφ
)
|
g
δx
=
u
f
φ
f
−
ugφg
δx
,
(2.4)é
u
f
= (
uD
+
uU
)
/
2
eug
= (
uU
+
uR
)
/
2
.δx
2
δx
2
δx
U
=
i
R
=
i
−
1
g
=
i
−
1
/
2
f
=
i
+ 1
/
2
D
=
i
+ 1
φ
g
P
φ
f
U
g
U
f
Figura2.3: Moléulaomputaionalda disretização dostermosonvetivos noponto
P
.Aproximaçõesparaavariávelonvetada
φ
,em(2.4),nasfaesf
eg
,φ
f
eφ
g
(ou uxosnumériosnestas faes), podem ser obtidas por interpolação upwind em função dos valores dessa variável nos
seguintespontos: oà jusante
D
,oàmontanteU
eomaisàmontanteR
,omoilustradonaFig. 2.3; eessasposiçõesparainterpolaçãosãoautomatiamentedenidasdeaordoomossinaisdasveloidades
deonveção
U
f
eU
g
. Em síntese,umaaproximação(ouesquema) upwindparaφ
f
(umesquemaparaφ
g
segue proedimentossimilares) éda formaφ
f
=
φ
f
(
φD
, φU
, φR
)
,
(2.5)em que
φ
D
,φ
U
eφ
R
são os valores deφ
nos pontosD
,U
eR
, respetivamente. Para simpliar arelaçãofunional (2.5),Leonard(1988a)introduziuooneitodevariáveisnormalizadas(VN)denido
por
ˆ
φ
(
·
)
=
φ
(
·
)
−
φ
R
φ
D
−
φ
R
,
(2.6)om
ˆ
φ
D
= 1
eˆ
φ
R
= 0
. A relação funional (2.5) omumente denominada araterístia em variáveisnormalizadas, passa entãoa serrepresentada omo
ˆ
φ
f
= ˆ
φ
f
( ˆ
φ
U
)
.
(2.7)Na Fig. 2.4estão ilustrados, nodiagrama devariáveis normalizadas (DVN), osesquemaslássios
monotonii-dade paraesquemasde segundaordem de preisãoloal.
ˆ
φ
f
ˆ
φ
U
ˆ
φ
f
= 2 ˆ
φ
U
ˆ
φ
f
= 1
P
Q
O
0
.
5
1
.
0
1
.
5
0
.
5
1
.
0
1
.
5
SOU FOU
QUICK
CDS
Figura 2.4: Região de monotoniidade para esquemas de segunda ordem no diagrama de variáveis
normalizadas.
Tabela 2.1: Alguns esquemas em variáveis não normalizadas e suas orrespondentes expressões em
variáveis normalizadas.
Esquema Variáveis não normalizadas Variáveis normalizadas
FOU
φ
f
=
φ
U
ˆ
φ
f
= ˆ
φ
U
CDS
φ
f
=
1
2
(
φ
D
+
φ
U
)φ
ˆ
f
=
3
4
+
1
2
( ˆ
φ
U
−
1
2
)
QUICK
φ
f
=
1
2
(
φ
D
+
φ
U
)
−
1
8
(
φ
D
−
2
φ
U
+
φ
R
)
φ
ˆ
f
=
3
4
+
3
4
( ˆ
φ
U
−
1
2
)
SOU
φ
f
=
3
2
φ
U
−
1
2
φ
D
φ
ˆ
f
=
3
2
φ
ˆ
U
Usando o desenvolvimento em série de Taylor, pode-se mostrar (ver Leonard (1988a)) que para
qualquer esquema (linearou nãolinear) emvariáveis normalizadas valemasseguintes propriedades:
•
um esquema em variáveis normalizadas que passa pelos pontos O(0,0) e P(1,1) é limitado(ondiçãoneessária);
•
umesquemaemvariáveisnormalizadasquepassapeloponto Q(1/2,3/4)alança segundaordemde preisão(ondiçãoneessáriae suiente);
•
um esquema em variáveis normalizadas que passa pelo ponto Q(1/2,3/4) e tem inlinação 3/4nesse ponto,alança tereira ordem depreisão (ondição neessáriae suiente).
A ideia de se onstruir um esquema limitado que atinja (ao menos) segunda ordem e produza
seguir:
O
(0
,
0);
(2.8)P
(1
,
1);
(2.9)Q
(1
/
2
,
3
/
4);
(2.10)e paratereiraordem a araterístiadeve passar por essespontosom derivada 3/4 em
Q
.2.1.1 Critérios de limitação
Soluçõesnumériaslimitadasesemosilaçõesnãofísiassãodesumaimportâniaparaotransporte
depropriedades físias(Tao etal.,2005). Comoobjetivode obtersoluçõeslimitadasfaz-seneessário
queavariação davariável onvetada
φ
nasfaesf
eg
(ver Fig. 2.3)esteja loalmentelimitadaentreosvaloresvizinhos. Por exemplo,paraafae
f
deve-se terφ
U
≤
φ
f
≤
φ
D
.
(2.11)Paraalançartalobjetivo,GaskelleLau(1988)propuseramoritérioonvetion boundednessriterion
(CBC)paralimitação daaraterístia emvariáveis normalizadas, isto é
ˆ
φ
f
∈
[ ˆ
φU,
1]
,
se
φU
ˆ
∈
[0
,
1];
ˆ
φ
f
= 1
,
se
φ
ˆ
U
= 1;
ˆ
φ
f
= 0
,
se
φ
ˆ
U
= 0;
ˆ
φ
f
= ˆ
φ
U
,
se
φ
ˆ
U
∈
/
[0
,
1]
.
(2.12)
A Fig. 2.5ilustra nodiagrama emvariáveis normalizadas aregião de limitaçãoCBC.
ˆ
φ
f
ˆ
φ
U
CBC
1
1
Portanto, obtém-se soluções limitadas se o esquema dado por (2.7) está inteiramente ontido na
região CBC. Vale observar que desde há muito o ritério CBC tem sido aeito omo uma ondição
neessáriaesuienteparaderivaresquemaslimitados(GaskelleLau,1988,Darvish,1993,Choietal.,
1995,Waterson eDeonink,2007,Kemm, 2010,Ferreiraetal.,2012,Limaet al.,2012). Todavia,nos
trabalhos de Tao (2000), Yu etal. (2001) e Wei et al. (2006) os autores provaram que a ondição de
limitaçãoCBC éapenassuiente;e,então, elespropuseram novasrestriçõespara limitaçãohamada
extended CBC(ECBC)eilustradanaFig. 2.6. Osresultadosnumériosapresentadosporessesautores
mostraramser satisfatórios,tanto em limitaçãoomo auráia.
ˆ
φ
f
ˆ
φ
U
Q(1/2,3/4)
ECBC
1
1
Figura2.6: Diagrama devariáveisnormalizadas: RegiãoECBC.
Outroritériodelimitaçãoimportante,equegarantemonotoniidadedasolução,éototalvariation
diminishing (TVD) de Harten et al. (1976) (ver também Sweby e Baines (1981), Harten (1983));
iniialmente dene-se a variação total da solução numéria
φ
no tempon
+ 1
porT V
(
φ
n
+1
) =
X
k
|
φ
n
k
+1
+1
−
φ
k
n
+1
|
,
k
∈
N
.
(2.13)Diz-se entãoque umesquemade onveção éTVD seele produzsolução numériaque satisfaz
T V
(
φ
n
+1
)
≤
T V
(
φ
n
)
.
(2.14)Os métodosonstruídos satisfazendoo oneito de limitação TVD araterizam-se por serem
onser-vativos, limitados e impedem a formação de osilações não físias (espúrias) nas soluções numérias
(Harten, 1983). No ontexto de variáveis normalizadas, asondições para umesquema ser TVD são
(ver Harten (1983))
ˆ
φ
f
∈
[ ˆ
φ
U
,
2 ˆ
φ
U
]
eφ
ˆ
f
≤
1
,
φ
ˆ
U
∈
[0
,
1]
,
ˆ
φ
f
= ˆ
φ
U
,
φ
ˆ
U
∈
/
[0
,
1]
.
(2.15)
A Fig. 2.7apresenta aregião TVD no diagramade variáveis normalizadas.
nor-ˆ
φ
f
ˆ
φ
U
TVD
1
1
Figura2.7: DVN: RegiãoTVD.
malizadas, algunsdeles utilizadosneste trabalho paraomparação.
•
ADBQUICKEST de Ferreira et al. (2009): Este esquema é umaversão limitadado esquemaQUICKEST de Leonard (1979) e ontempla o número de
CF L
,θ
=
aδ
t
/δ
x
(sendoa
umave-loidade de onveção), em sua formulação. O ADBQUICKEST tem sido usado na literatura
para a simulação de sistemas hiperbólios omplexos de leis de onservação (ver, por exemplo,
Candezano etal. (2010a,b),Le (2011), Ferreiraetal. (2012))e problemasde esoamento
inom-pressíveis de uidos newtonianos/não newtonianos nos regimes laminar e turbulento (Ferreira
et al., 2009, Kurokawa, 2009). O ADBQUICKEST tem sido um esquema padrão no ódigo
Freeow e suaformulação é omosegue:
ˆ
φ
f
=
(2
−
θ
) ˆ
φ
U
,
0
<
φ
ˆ
U
< a
1
,
ˆ
φ
U
+
1
2
(1
− |
θ
|
)(1
−
φ
ˆ
U
)
−
1
6
(1
−
θ
2
)(1
−
2 ˆ
φ
U
)
, a
1
< f u < b
1
,
1
− |
θ
|
+
|
θ
|
φ
ˆ
U
,
b
1
<
φ
ˆ
U
<
1
,
ˆ
φU,
asoontrário,
(2.16)
onde
a
1
=
2
−
3
|
θ
|
+
θ
2
7
−
6
|
θ
| −
3
θ
+ 2
θ
2
eb
1
=
−
4 + 6
|
θ
| −
3
θ
+
θ
2
−
5 + 6
θ
−
3
|
θ
|
+ 2
θ
2
.•
ARORA-ROE de Arora e Roe (1997): Este é um esquema derivado dos trabalhos de Roe eA suaformulação éomo segue:
ˆ
φ
f
=
ˆ
φ
U
|
θ
|
+(1
|
θ
|
−
θ
)
,
0
<
φ
ˆ
U
< a
2
,
ˆ
φ
U
+
1
6
[2
−
φ
ˆ
U
+
|
θ
|
(2 ˆ
φ
U
−
1)](1
−
θ
)
, a
2
<
φ
ˆ
U
< b
2
,
ˆ
φ
U
+
1
1
−|
−
θ
θ
|
(1
−
φ
ˆ
U
)
,
b
2
<
φ
ˆ
U
<
1
,
ˆ
φ
U
,
asoontrário,
(2.17)
onde
a
2
=
2
|
θ
| − |
θ
|
2
6 +
|
θ
| −
2
|
θ
|
2
eb
2
=
6
−
(2
− |
θ
|
)(1
− |
θ
|
)
6 + (1
− |
θ
|
)(2
|
θ
| −
1)
.•
CUBISTA de Alves et al. (2003): Este é um esquema desenvolvido para melhorar aspro-priedadesde onvergêniaem esoamentos transientes. Asua expressãoé omosegue:
ˆ
φ
f
=
7
4
φ
ˆ
U
,
0
<
φ
ˆ
U
<
3
/
8
,
3
4
φU
ˆ
+
3
8
,
3
/
8
≤
φU
ˆ
≤
3
/
4
,
1
4
φ
ˆ
U
+
3
4
,
3
/
4
<
φ
ˆ
U
<
1
,
ˆ
φ
U
,
φ
ˆ
U
∈
/
(0
,
1)
.
(2.18)
•
TOPUS de Ferreira et al. (2012): Este esquema é o primeiro da família dos esquemas upwindpolinomiaisdesenvolvidonoLMACCdoICMC-USP.TOPUSdependedeumparâmetrolivre
α
,atingindoseumelhor desempenhoem
α
= 2
. A suaformulação éomo segue:ˆ
φ
f
=
α
φ
ˆ
4
U
+ (
−
2
α
+ 1) ˆ
φ
U
3
+ (
5
α
−
4
10
) ˆ
φ
2
U
+ (
−
α
4
+10
) ˆ
φ
U
,
φ
ˆ
U
∈
[0
,
1];
ˆ
φ
U
,
φ
ˆ
U
∈
/
[0
,
1]
.
(2.19)
•
SUPERBEEde Roe (1986): Esteé umesquemade segundaordem depreisão loal,popular-menteusadoemproblemasompressíveis,etemsidoumesquemapadrãonoódigoMFiX(2011)
para a simulação omputaional de esoamentos de duas fases gás-sólido. A sua formulação é
omosegue:
ˆ
φ
f
=
2 ˆ
φ
U
,
0
≤
φ
ˆ
U
<
1
3
;
1
2
(1 + ˆ
φ
U
)
,
1
3
≤
φ
ˆ
U
<
1
2
;
3
2
φ
ˆ
U
,
1
2
≤
φ
ˆ
U
<
2
3
;
1
,
2
3
≤
φU
ˆ
≤
1;
ˆ
φ
U
,
φ
ˆ
U
∈
/
[0
,
1]
.
(2.20)
esquemapadrão noódigoCLAWPACK. Em resumo, aformulaçãodo MCé omosegue:
ˆ
φ
f
=
2 ˆ
φ
U
,
0
≤
φ
ˆ
U
<
1
4
;
ˆ
φ
U
+
1
4
,
1
4
≤
φ
ˆ
U
<
3
4
;
1
,
3
4
≤
φ
ˆ
U
≤
1;
ˆ
φ
U
,
φ
ˆ
U
∈
/
[0
,
1]
.
(2.21)
2.1.2 Limitadores de uxo
Aideiabásiadoslimitadoresdeuxo(LF)élimitaresquemasnãomonotnios. Tradiionalmente,
oslimitadores deuxo sãoembutidos emesquemasnumérios dealta resolução, tais omooesquema
MUSCLdevanLeer (1979),paraevitar oapareimento deosilaçõesnãofísiasna solução numéria.
Ooneitodelimitadorde uxofoiintroduzidoporvanLeer(1973,1974)eBoriseBook(1973,1976)
numa série de trabalhos sobre os esquemas upwind de segunda ordem que não produzem osilações
numérias (verdetalhesemHirsh(2007)).
Com o intuito de preisar melhor o oneito de limitador de uxo, onsidera-se o transporte
uni-dimensional de um esalar
u
om veloidadea >
0
modelado pela equação linearu
t
+
au
x
= 0
.Soluçõesnumérias paraessaequaçãopodemserobtidasviaoesquema(nãoTVD)deLaxeWendro
(1960)-LW(ou umadisretizaçãodesegundaordem,ouaindaoesquemaupwind desegundaordem de
Warminge Beam (1976)-WB). Em partiular, ométodo deLW paraessaequação linear édado por
u
n
i
+1
=
u
n
i
−
θ
(
u
n
i
+1
−
u
n
i
−
1
) +
θ
2
2
(
u
n
i
+1
−
2
u
n
i
+
u
n
i
−
1
)
,
(2.22)onde adisretização foifeita tomando-se omobaseo ponto de malha(
iδ
x
, nδ
t
) e usando-sediferençaparafrentenotempo(métododeEuler)eentralnoespaço. AFig. 2.8mostraasoluçãonumériavia
o método (2.22) e solução analítia parao transportede uma onda quadrada via aequação adveção
(2.2) om
u
= 1
. Vê-selaramente por essagura queoesquema de LW gerasoluçõesnumérias nãolimitadas.
Este esquema pode ser separado em uma parte de primeira ordem (FOU) mais uma parte que
orresponde a termosnão monotnios deorreção, isto é
u
n
i
+1
=
u
n
i
−
θ
(
u
n
i
−
u
n
i
−
1
)
|
{z
}
FOU
+
θ
2
(1
−
θ
)(
u
n
i
−
u
n
i
−
1
)
−
θ
2
(1
−
θ
)(
u
n
i
+1
−
u
n
i
)
|
{z
}
termosnãomonótonos
.
(2.23)Para tornar o esquema (2.23) limitado (TVD), multiplia-se a sua segunda parte por uma função
Ψ = Ψ(
r
)
(queéolimitadordeuxo),onder
éumsensordesuavidadequedetetagradienteselevados(pontos extremos, desontinuidades ou hoques) e denido omo a razão dos gradientes onseutivos
numa faedaélulaomputaional. No asoda Fig. 2.3, essedetetor torna-se