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A terapia ocupacional na atuação com crianças em situação de risco social: um relato de experiência

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Academic year: 2017

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6o Congresso de Extensão Universitária Saúde

0801 - A TERAPIA OCUPACIONAL NA ATUAÇÃO COM CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE

RISCO SOCIAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

- Larissa Barros de Souza (Faculdade de

Filosofia e Ciências, UNESP, Marília), Fabiana Cristina Frigieri de Vitta (Faculdade de Filosofia e Ciências, UNESP, Marília), Lyana Carvalho e Sousa (Faculdade de Filosofia e Ciências, UNESP, Marília) [email protected].

Introdução: A Terapia Ocupacional (TO) na área social iniciou-se nos anos 70, com a compreensão da necessidade de atuar em projetos e instituições de promoção social, até então distantes deste campo profissional. Nos anos 90 a proposta de um campo social na TO assume novos sentidos e diversas implicações. Trata-se de ampliar o acesso à saúde, à educação, ao trabalho e a melhores condições de vida para a população. O paciente passa a ser entendido não como um somatório de partes fragmentadas, mas como um ser social inserido num contexto. Neste sentido, a intervenção em saúde busca trabalhar a partir de uma visão do ambiente social. A atividade como recurso terapêutico, com sentido particular e específico, passa a ser instrumento de emancipação pessoal e social. Objetivos: O presente trabalho tem por objetivo relatar o trabalho realizado por alunas do curso de TO da Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília -UNESP, no campo social. Tal intervenção teve por objetivo ampliar o espaço de trocas e vivências de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou exclusão social, acompanhados na Casa do Pequeno Cidadão XII, em Marília, através de atividades lúdicas. Métodos: O principal instrumento de registro de dados foram a observação e a fotografia, organizados em relatórios de campo com a descrição do grupo e as atividades realizadas semanalmente, com duração de 3 horas. Resultados: A casa do Pequeno Cidadão XII atende a três bairros periféricos de Marília, sendo voltada às crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou exclusão social, utilizando atividades de caráter sócio-educativas e a integração dos núcleos familiar, escolar, social e cultural. Participaram das atividades crianças e adolescentes de ambos os sexos, na faixa etária de 7 à 15 anos, durante o primeiro semestre de 2011. As intervenções realizadas pela TO consistiram de atividades lúdicas, resgatando brincadeiras infantis como gincanas e queimada; confecção de materiais lúdicos como jogos e brinquedos com sucata; atividades expressivas como a dança e a pintura e atividades para desenvolver a criatividade e estimular reflexões. Procurou-se criar novas possibilidades, tanto a partir do repertório das crianças como introduzindo novas brincadeiras e materiais, sempre com a preocupação de que as experiências pudessem promover momentos de convivência e aprendizagem. Ao longo do período de intervenção, as crianças e adolescentes mostraram-se mais criativos, extrovertidos e expressivos. O do uso de atividades lúdicas como mediador das relações permitiu reconhecer as capacidades, possibilidades e dificuldades das crianças, revelando desejos, potencialidades, conflitos, auxiliando na compreensão de uma determinada inserção cultural, histórica e social.

p.0801

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