PARAAFLEXIBILIDADEDEROTEAMENTO
LeonardoRosaRohde FaculdadedeAdministração,ContabilidadeeEconomia,
PontifíciaUniversidadeCatólicadoRioGrandedoSul, Av.Ipiranga,6681(prédio50),CEP90619-900,PortoAlegre,RS, e-mail:[email protected]
DenisBorenstein EscoladeAdministração, UniversidadeFederaldoRioGrandedoSul, RuaWashingtonLuiz,855,CEP90010-460,PortoAlegre,RS, e-mail:[email protected]
Recebidoem01/8/2003 Aceitoem07/6/2004
Resumo
Esteartigodescreveumarepresentaçãoemespaçodeestadosparaaflexibilidadederoteamentoemsistemasdemanufa-tura.�flexibilidadederoteamentoérepresentadaemtrêsníveisdedetalhamento,comosegue:(i)grafodeprecedências;(ii) grafodetransiçãodeestadosparaaflexibilidadedeseqüência;e(iii)grafodetransiçãodeestadosparaaflexibilidadede roteamento.�terceirarepresentaçãoéamaiscompleta,sendocapazdeenumerartodasaspossíveisrotasdeumapeçano sistemademanufatura.Nesteartigoainda,seráabordadaarelaçãoentrearepresentatividadeecomplexidadecomputacio-nalparacadarepresentação,auxiliandooprocessodeseleçãodonívelderepresentaçãomaisadequadoaumdeterminado contexto.�versatilidadedestarepresentaçãopermitequeestasejafacilmentevinculadaaoutrasferramentasdeanálise eapoio,paraocontroleeprojetodesistemasflexíveisdemanufatura,permitindoqueestessejamdevidamenteavaliados, compreendidosemensurados.Porfim,aeficáciadarepresentaçãoédemonstradapormeiodesuaaplicaçãoemproblemas deroteamentoemensuraçãodaflexibilidadeemsistemasdemanufatura.
Palavras-chave:flexibilidadederoteamento,representaçãoemespaçodeestados,projetodemanufaturas. v.11,n.2,p.251-261,mai.-ago.2004
1.Introdução
Aflexibilidadeéumdosconceitoschavenamanufatu-racontemporânea–umimportanteatributodossistemasde manufatura,quepermiteàscompanhiastornarem-secom-petitivasemumambientedinâmico(KochikareNarendran, 1992).AflexibilidadeéoatributoquedistingueFMSs(do inglês,flexiblemanufacturingsystem )dostradicionaispro- cessosdeproduçãoemmassa,comoporexemplo,ossiste-masautomatizadosdeproduçãoemlinha.Aflexibilidadeé definidaporalgunsautorescomo“acapacidadedeumsis-temademanufaturadelidar,efetivamente,commudanças internasouexternas”(GuptaeBuzacott,1989).Porcausa dograndenúmerodetiposdemudanças(quebrademáqui-nas,mudançanovolumedeprodução,etc.)émuitodifícil encontrarumconceitoúnicodeflexibilidade(AzzoneeBer- telè,1991).Conseqüentemente,énecessáriodividirocon-ceitodeflexibilidadeemconceitoselementares,queestão
associadosacertostiposdeelementosedistúrbiosdeum sistemademanufatura.
252 RohdeeBorenstein−RepresentaçãoemEspaçodeEstadosparaaFlexibilidadedeRoteamento
Existemtrêstiposdeflexibilidadeassociadasàmanufa-turadeumapeça:flexibilidadedeseqüência,flexibilidade demáquinaseflexibilidadederoteamento(BenjaafareRa-makrishnam,1996;HutchinsonePflughoeft,1994;Sethie Sethi,1990).Flexibilidadedeseqüênciarefere-seàpossibi-lidadedealternaraseqüênciadeoperaçõesemumapeça, levando em consideração as restrições e especificações de seuprojeto.Flexibilidadedemáquinasrelaciona-seàpossi-bilidadedeumaoperaçãopoderserexecutadaemmaisde uma máquina. Flexibilidade de roteamento refere-se à ca- pacidadedosistemademanufaturadepermitir,simultane-amente,aflexibilidadedemáquinaseseqüência.Diversos pesquisadorestêmdemonstradoopotencialdemelhoriana performancedemanufaturassobcondiçõesdeflexibilidade (Benjaafar,1994;Hancock,1989;HutchinsonePflughoeft, 1994).Umavezqueaflexibilidadepodeserumimportante atributonoquetangeamelhoriadossistemas,odesenvolvi-mentodemodelosealgoritmoscapazesderepresentarema flexibilidadeéumimportantepassoparaoprojeto,avaliação econtroledestessistemas.Alémdisso,odesenvolvimento derepresentaçõesparaaflexibilidadederoteamentopermi-tiria um importante passo para melhor entender as conse-qüênciasdaintroduçãodaflexibilidadenamanufatura,em virtudedosaltosinvestimentosassociados.
Diversasmetodologiaspararepresentaçãodaflexibilida-dederoteamentotêmsidoutilizadas.LineSolberg(1991) desenvolveramumdígrafoAND�ORpararepresentarafle-xibilidadedeseqüência.Nestarepresentação,asoperações erestriçõesdeumapeçaestãoassociadasaosnósearcosdo grafo,respectivamente.WeieEgbelu(2000)usaramames-maabordagempararepresentarosprocessosdemanufatura, levandoemconsideraçãoosprojetoseinformaçõesdecada produto.Infelizmente,estetipoderepresentaçãopodegerar processosdeprodução,paraosquaisnãoexistemmáquinas no sistema (Benjaafar, 1994).Yang, Qiao e Jiang (1998), Borenstein(2000),eBenjaafareRamakrishnam(1996)pro-puseram representações baseadas em dígrafos OR (ou ár-vores),emqueasoperaçõessãorepresentadaspornóseas restriçõesdeprecedência,porarcos.KochikareNarendram (1992)usaramoformalismodetransiçãodeestadosdasre- desdePetri,pararepresentartodasaspossibilidadesdeesta-dosdeumapeça.Entretanto,todasasrepresentaçõesacima citadassãoimpraticáveisporcausadoconsiderávelesforço computacionalnecessárioparaarmazená-las.Asrepresenta-çõescrescemrapidamentenamedidaemqueseaumentaa complexidadedosplanosdeprodução,comoconseqüência dasmúltiplasrepresentaçõesdeumamesmaoperaçãopara diferentesseqüências.
Apesardadiversidadederepresentaçõesdescritasnalite-ratura,osautoresdesconhecemmodelosnaliteraturasobre flexibilidadederoteamentoquecompreendam,simultanea-mente,osseguintesaspectos:(i)capacidadedegerartodos ospossíveisroteamentosdemanufatura;e(ii)desenvolvi- mentodeumalgoritmocompletoecorretoquegerearepre-sentaçãoeficientemente.
Oprincipalobjetivodestetrabalhoéodesenvolvimento detalmodelo.Esteartigoapresentaumarepresentaçãocom-pacta em espaço de estados, para todas as possíveis rotas demanufaturaparaumadeterminadapeça.Arepresentação porespaçodeestadoséumadastécnicasmaisapropriadas paraanalisarsistemasdiscretosedinâmicos(KochikareNa- rendran,1992).Nestaabordagem,umsistemaérepresenta-dopelosestadoscorrespondentesàspossíveissituaçõesque podemexistirnamanufatura.Aidéiaportrásdestarepre-sentação é selecionar um mínimo de atributos (chamados devariáveisdeestado),reduzindooespaçodeestados,po-rém mantendo o comportamento e as relações de interes-se. O principal objetivo é obter um modelo em dimensão reduzida que se aproxime do comportamento original do sistema(Hwang,GuoeShieh,1991).Pararepresentarmos a flexibilidade de roteamento, utilizamos diferentes níveis derepresentação.Limitescomputacionaissãoapresentados paracadanívelderepresentação,parafacilitaraousuárioa seleçãodamelhorrepresentação.
Aprincipalcontribuiçãodesteartigoéodesenvolvimento dediferentesrepresentaçõescapazesdeenumerar,seneces-sário,todasaspossíveisseqüênciaseroteamentosdeuma peça.Estesníveisderepresentaçõespodemservinculados amétodosdeavaliaçãoeanálisedeFMSs.Umavantagem adicionaldomodeloéqueelepodeseraplicadoaqualquer estágio de um sistema de manufatura – mesmo para uma análiseemtemporeal.Estesbenefíciossãoobtidosapartir daconcepçãodomodelo,queforneceumaclaraeteórica representação da flexibilidade de roteamento. Em resumo, tal representação fornece a oportunidade para aumentar a flexibilidade com a qual os produtos são manufaturados, epermiteumaescolhadinâmicaeinteligentedasrotasde manufatura,baseadaemumconjuntodecritériosdefinidos peloengenheirodemanufatura.
2.Representaçãoemespaçodeestados
paraaflexibilidadederoteamento
segundarepresentaçãoconsideracomoasoperaçõesdema-nufaturapodemserseqüenciadas;eaterceirarepresentação adiciona máquinas ao modelo, representando as possíveis rotasdeumapeçanosistemademanufatura.Ografodepre-cedências, embora, de menor representatividade, é funda-mentalnageraçãodasdemaisrepresentações,umavezque cadarepresentaçãoutilizaaanteriorcomoinput.Osegundo modelorepresentaaflexibilidadedeseqüênciadeumapeça. Amaisdetalhadaecompletarepresentaçãoéaterceira,ca-pacitandoaenumeraçãodetodasaspossíveisrotasdeuma peçaemumsistemademanufatura.
Neste artigo, ainda, será abordada a relação entre a re-presentatividade e complexidade computacional para cada nível,auxiliandooprocessodeseleçãodonívelderepresen-taçãomaisadequadoaumdeterminadocontexto.Emboraa descriçãodecadarepresentaçãopossaoferecerrecomenda-çõessobretaldecisão,aescolhafinaldeveráestardeacordo comosobjetivosdecadaaplicação.
2.1Grafodeprecedências
Precedências são resultantes de restrições mecânicas ou geométricas, que impedem que uma determinada ope-ração seja realizada em uma peça. Restrições geométricas referem-seaofatodequealgumasoperaçõesprecisamser executadas antes de outras. Uma operação é considerada geometricamentepossível,seocaminhodaferramentaestá livredecolisãocomasuperfíciedeoperaçõesanteriormen-teexecutadas.Umarestriçãomecânicarefere-seaoesforço mecânicoqueimpedearealizaçãodeumaoperação.Para simplificarestetrabalho,restriçõesgeométricasemecânicas estãoimplícitasnografodeprecedências.
Quando consideramos a flexibilidade de manufaturas, podemosrepresentarosprocessosporgrafosdirecionados (ou dígrafos) (Borenstein, 2000; Hutchinson e Pflughoeft, 1994),nosquaisosnósrepresentamasoperações,eosar-cosestãoassociadosàsprecedênciasexistentesentreestas operações.Seexisteumarcodeumaoperaçãooiparauma operaçãooj,significaqueaoperaçãooj sópodeserexecu-tada se a operaçãooi já foi realizada. Este grafo pode ser formalmentedefinidocomosegue:
Definição1:Ografodeprecedênciaséumdígrafo(O,P), noqualO={o1,o2,...,on}éoconjuntodeoperaçõesePéo conjuntodeprecedênciasdefinidocomo
P={(oi,oj)�OxOoiprecedeoj}
Estegrafopodeserrepresentadoporumamatriznxnde valoresbinários,emqueAijéiguala1se,eapenasse,(oi,oj) �P.ATabela1apresentaascaracterísticasdeoperaçõesde umapeça,enquantoaFigura1mostraografodeprecedên-ciaseamatrizadjacentecorrespondentes.
Ageraçãodestegrafopodeserconduzidausando-seum sistemainterativo,noqualoengenheirodemanufaturadeve definirasespecificaçõesdapeça,emtermosdeprecedência
deoperaçõesecapacidadedasmáquinasdeexecutá-las.Ba-sicamente, deve-se ao menos prover as informações cons-tantesnaTabela1.
2.2Estadoseseqüênciasdemanufatura
Um estado de manufatura pode ser representado pelas operações já executadas em uma peça durante o processo de produção. Deste modo, um estado de manufatura pode ser representado por um vetor binário den-dimensõess={[x1x2...xn]xi�{0,1}}noqualoi-ésimocomponente xié1(verdadeiro),seai-ésimaoperaçãofoirealizadaneste estado,e0(falso),casocontrário.Estarepresentaçãoécom-putacionalmentemuitoapropriada,umavezqueapresenta omesmoformatodamatrizdeprecedência.Porexemplo, oestadoinicialdapeçadescritanaTabela1podeserrepre-sentado por um vetor binário de quatro dimensões [0000] (correspondenteamanufaturanoestágio0deumapeça).Se aprimeiraoperaçãonoprocessodemanufaturaéaoperação 1,osegundoestadodoprocessopodeserrepresentadopelo vetor[1000].Umavezdefinidooestadodemanufatura,po-demos representar uma seqüência de manufatura por uma listaordenadaden+1estadosdemanufatura,s0,s1,...,sn. (porexemplo,[0000],[0100],[1100],[1101],[1111]).
Nemtodososvetoresn-dimensionaispodemcaracterizar umestado.Porexemplo,paraapeçaespecificadanaTabe-la1,ovetorbinário[1001]nãocorrespondeaumpossível estadodemanufatura,poisnãorespeitaasprecedênciasde-finidas no grafo de precedências. Conseqüentemente, nem todasasseqüênciasdemanufaturaserãoválidasdentrode umsistema.Oconjuntodetodosospossíveisestadosdema-nufaturaparaumadeterminadapeçaseráchamadode�S. Destemodo,paraumaseqüênciademanufaturas0,s1,...,sn serviável,elaprecisaobedeceràsseguintespropriedades: (i)todasasoperaçõesdoestadosidevemestarpresentesno estadosi+1; (ii) existe exatamente uma operação no estado
si+1quenãoestánoestadosi;e(iii)si��S,∀i.
Tabela1.Especificaçãodasoperaçõesaserem executadasnapeça1.
Operação Precedência Máquinas(tempodeoperaçãoemminutos)
1 - M1(20)ouM2(25)
2 - M2(30)ouM3(35)
3 - M1(15)
4 1,2 M4(20)
Figura1.Grafodeprecedênciasematrizadjacente.
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0 0 0 10 0 0 1�
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254 RohdeeBorenstein−RepresentaçãoemEspaçodeEstadosparaaFlexibilidadedeRoteamento Gerartodasaspossíveisseqüênciasdemanufatura,signifi-carepresentareconectarordenadamentetodososestadosque constituemasdiferentesseqüências.Umavezquediferentes seqüênciaspodemcompartilharosmesmosestadosdemanu-fatura,épossívelcriarumarepresentaçãoquetirevantagem destapropriedade.Apróximaseçãodiscutetalrepresentação.
2.3Grafodetransiçãodeestadosparafle-xibilidadedeseqüência
Fornecidoografodeprecedências(O,P ),épossívelre-presentartodasasseqüênciasdemanufaturausando-seum dígrafo.Osnósnodígrafocorrespondemaospossíveises-tadosdemanufatura.Osarcoscorrespondemàsoperações demanufatura,ouseja,atransiçãoentredoisestados.Con- siderandoadescriçãodosestadosmencionadanaseçãoan-terior,umgrafodetransiçãodeestadosparaflexibilidadede seqüênciapodeserformalmentedefinidocomo:
Definição2: Ografodetransiçãodeestadosparaflexi-bilidadedeseqüênciaéumgrafodirecionado(�S,TS),no qual�Séoconjuntodepossíveisestadose
TS={(s1,s2)��S��S|[s2-s1�0]∧[sum(s2)-sum(s1)=1]}
éoconjuntodetransiçõesentreosestados,onde:
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0 0 0 1�
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[0000] [1110] [1101] [1111] [1100] [1010] [0110] [1000] [0100] [0010] AFigura2mostraografodetransiçãodeestadospara flexibilidadedeseqüênciacorrespondenteaografodepre-cedênciasnaFigura1.Onúmerodenós(|�S|)nestarepresentaçãoédadopor 2n(umavezquenestecaso,arepresentaçãodoespaçode
estadospodeserrepresentadaconvenientementecomoum diagrama de Hasse (Carre, 1979)). O número máximo de arcosnografopodesercomputadocomosegue:
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0 0 0 10 0 0 1�
0 0 0 0
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A 2 1 4 3 1 n i i sum x ��
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[0000] [1110] [1101] [1111] [1100] [1010] [0110] [1000] [0100] [0010] Oaspectoútildestarepresentaçãoéqueelapodeserob- tidadiretamentedamatrizadjacentedografodeprecedên-cias,tornando-sebastanteconvenienteparaimplementação computacional.AFigura3mostraoalgoritmoquegerao grafodetransiçãodeestadosparaflexibilidadedeseqüên-cia.Talalgoritmopossuitrêsinputs:amatrizadjacentedo grafodeprecedênciasdeumapeça,A,umnodopertencente aografodetransiçãodeestadosqueestásendogerado,cs, eoprópriografodetransiçãodeestadosparaflexibilidade deseqüência,STG.Naprimeiraiteraçãodoalgoritmo,csé oestadoinicialdemanufaturadefinidocomo[00...0]eSTG éografo(�S,TS),talque�S={cs}eTS={∅}.2.4Grafodetransiçãodeestadosparafle-xibilidadederoteamento
Pararepresentaraflexibilidadederoteamento,énecessá-rioincorporarasmáquinasrequeridasnaexecuçãodecada operação.Assim, um estado de manufatura abrangendo a
flexibilidade de roteamento pode ser representado por um vetorbidimensionalsr=(s,m),emques��S,eméum vetorn-dimensionaltalquem=(m1,m2,...,mn),noqualo i-ésimocomponentemiassumeovalordamáquinanaqual aoperaçãooifoiexecutada.Seovalordocomponentexino vetorsézero,entãomi tambémseráigualazero.Porexem-plo, o estado ([1110], (M1,M2,M1,0)) indica que as ope-rações1,2e3jáforamexecutadasutilizandoasmáquinas M1,M2eM1,respectivamente.Obviamente,sópodemos associaremumestadoumamáquinacapazdeexecutaruma determinadaoperação,gerandoaseguintecondição:seoi� O,entãopode-secaracterizarumestadodemanufatura,se,e somentese,mi�M(oi),emqueM(oi)={m�M|mécapaz deexecutaraoperaçãooi}.Oconjuntodetodosospossíveis estadosdemanufatura,considerandoaflexibilidadederote-amentoserádenominado�SR.
Definimosopredicadocpi(x,x)paradeterminarsexéou nãooi-ésimocomponentedovetorx.Porexemplo,paraovetor
x=(1,7,3,5),cp2(7,x)=V(verdadeiro),ecp1(3,x)=� (fal-so).
Note que um estado de manufaturasr��SR pode ser obtidodeumestadodemanufaturas��Spelaatribuiçãode máquinasacadaoperação.Dependendodaflexibilidadede máquinasdeumsistemademanufatura,umestadospode estarrelacionadocomdiferentesestadossr.Poroutrolado, cadaestadosrestáassociadoaapenasumestados.Sendo assim,umarotapodeserdefinidacomoumalistaordenada den+1estadosdemanufatura,sr0,sr1,...,srn,talquesri ��SR,∀i.Umarotasr0,sr1,...,srnseráconsideradaviável se:(i)acorrespondenteseqüênciademanufaturas0,s1,...,
sntambémforviável;e(ii)cp1(si,sri)=V,∀i .Umexem-plodeumarotaparaapeçadefinidanaTabela1é:([0000], (0,0,0,0)), ([0100], (0,M2,0,0)), ([1100], (M2,M2,0,0)), ([1101],(M2,M2,0,M4)),([1111],(M2,M2,M1,M4)).
Comodiferentesrotascompartilhamestadosdemanufa-turacomuns,épossívelrepresentaroconjuntodetodosos roteamentos utilizando uma representação em dígrafo, em queosnósrepresentamosestadosdamanufatura,eosar-cosrepresentamastransiçõesentreestesestados.Ografode transiçãodeestadosparaflexibilidadederoteamentopode serformalmentedefinidocomo:
Definição3: Ografodetransiçãodeestadosparaflexibi-lidadederoteamentoéumdígrafo(�SR,TSR),noqual�SR éoconjuntodepossíveisestadosdemanufaturae
TSR = {(sr1,sr2)��SR��SR | [cp1(s1,sr1)]∧ [cp1 (s2,sr2)]∧[(s1,s2)�TS]}
�
0 0 0 10 0 0 1�
0 0 0 0
0 0 0 0
éoconjuntodetransiçõesentreosestados.
AFigura4apresentaografodetransiçãodeestadospara flexibilidadederoteamentocorrespondenteaografodepre- cedênciasdaFigura1eàsinformaçõesdemáquinasexis-tentesnaTabela1.
As possíveis rotas correspondem aos caminhos no gra-fo(�SR,TSR),começandopeloestadoinicialrepresentado pelovetor([00...0],(0,0,...,0))atéoestadofinalrepresentado pelovetor([11...1],(m1,m2,...,mn)),emquemi≠0,∀i .Ogra-fodetransiçãodeestadosparaflexibilidadederoteamento podeserfacilmenteobtidoexpandindo-seografodetransi-çãodeestadosparaflexibilidadedeseqüência.Onúmerode nós(|�SR|)earcos(|TSR|)nestarepresentaçãosão,contudo, elevados.Numasituaçãodetotalflexibilidadedeseqüência emáquinas(100%deflexibilidadederoteamento),onúme-rodenósearcoséfornecidopelasequações:
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[[0010](0,0,M1,0)]
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[[1100](M1,M3,0,0)]
[[1100](M2,M2,0,0)]
[[1100](M2,M3,0,0)]
[[1010](M1,0,M1,0)]
[[1010](M2,0,M1,0)]
[[0110](0,M2,M1,0)]
[[0110](0,M3,M1,0)]
[[1111](M1,M2,M1,M4)]
[[1111](M1,M3,M1,M4)]
[[1111](M2,M2,M1,M4)]
[[1111](M2,M3,M1,M4)] [[1110](M1,M2,M1,0)]
[[1110](M1,M3,M1,0)]
[[1110](M2,M2,M1,0)]
[[1100](M2,M3,M1,0)]
[[1101](M1,M2,0,M4)]
[[1101](M1,M3,0,M4)]
[[1101](M2,M2,0,M4)]
[[1101](M2,M3,0,M4)]
Estágio 0 Estágio 1 Estágio 2 Estágio 3 Estágio 4
1 min st
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(1)
(2)
emquem énúmerodemáquinasnosistemademanufa-tura.Ambasasequaçõesrepresentamamaiorcomplexidade (casomaisextremo).Todavia,naprática,onúmerodenóse arcoséconsideravelmentemenor.Testesrealizadosdemons-tram que o limite prático computacional da representação ocorrequandosetem6operaçõese6máquinascapazesde
operaremasseisoperações(totalflexibilidadedemáquinae totalflexibilidadedeseqüência),ouseja,nãoexistenenhu-maprecedênciaentreasoperações.Apartirdestasituação, a representação ocupa um espaço de memória, em muito, superioràdisponívelpelosatuaiscomputadores.Porém,é possível, por meio de artifícios de modelagem, tais como aagregaçãodemáquinaseusodeheurísticasparaprunar a geração completa do grafo, simplificar situações de alta flexibilidade,possibilitandoasuarepresentaçãopormeiodo grafodetransiçãodeestados.Apróximaseçãoilustrapossí-veisaplicaçõesdasrepresentaçõesdesenvolvidas.
3.Exemplos
Estaseçãopretendedemonstrarousodasrepresentações desenvolvidasemproblemasdiretamenterelacionadoscom oroteamentonamanufatura,incluindosuamensuração.O objetivonesteestudodecasoémostrarcomoarepresenta-çãodaflexibilidadederoteamentopodeseraplicada,para resolverproblemasnaseleçãodomelhorroteamentodeum conjuntodepeçasemumsistemademanufaturae,assim, encontraromelhorbalançoentreproduçãoeminimização dos custos. Este problema já foi estudado por Chandra e Tombak (1992), Chen e Chung (1996), e Das e Nagendra (1997).Entretanto,todososmodelosdesenvolvidospores-tesautoresassumemqueaspossíveisrotasdemanufatura sãopreviamentegeradas,semmencionardetalhesdecomo elas foram obtidas, dadas as características do sistema de
Procedure generate STG (A, cs, STG) begin
as←AT × ¬cs + cs
{em que as é um estado auxiliar}
j← 0
for i = 1 to número de operações do begin
if (o i-ésimo componente de as é igual a 0) then begin
j←j + 1
wj←cs
{em que wj = [wj
1, wj2 ... wjn] é o j-ésimo estado gerado a partir do estado atual cs} wj
i← 1
if (wj∉STG) then
begin
(inserir wj em STG como um nodo filho de cs)
(status (wj) igual a não expandido)
end
else (inserir (cs, wj) em TS)
if (status (wj) igual a não expandido) then generate STG (A, wj, STG)
end end
status (cs) ← expandido end. {procedure generate STG}
256 RohdeeBorenstein−RepresentaçãoemEspaçodeEstadosparaaFlexibilidadedeRoteamento manufatura.Estetrabalhocontribuiparaasoluçãodestepro-blema,pormeiodaintegraçãodoplanejamentodosplanos demanufaturacomaseleçãodaspossíveisrotasparaele. Paraselecionaromelhorroteamentodemanufaturapara umconjuntodepeças,énecessáriogerartodasaspossíveis soluções,istoé,todaspossíveisrotasdeumapeçanosiste- mademanufatura.Umavezqueosroteamentosestãoasso-ciadosacaminhosnografo,aseleçãodomelhorroteamento podeserentendidacomoumproblemadebusca.Paraisso, énecessáriodefinirumcritérioquecompareosdiferentes planosdemanufatura.Umcritériobemaceitoéatribuirum custoacadacaminhodografo,pormeiodasomadoscustos individuaisdecadaarco(querepresentamasdificuldadesde suasoperações).Umagrandevariedadedefatorespodeser consideradanaatribuiçãodoscustosdosarcos,incluindoo tempo de duração dosetup, disponibilidade dos recursos, confiabilidade,entreoutros.Auniãodestesfatorespodeser expressa como a complexidade da operação (Borenstein, 2000).Aatribuiçãodacomplexidadedaoperaçãoduranteo projetodosestágioséaltamentedependentedaexperiência doengenheiroresponsávelpelosistemademanufatura. Esteproblemapodeserformuladocomoummodelode programaçãolinearinteira(PLI).Oobjetivodestemodeloé levaremconsideraçãoascaracterísticasdosistemadema-nufatura,etentaridentificaromelhorconjuntoderotasque minimizamacomplexidadetotaldasoperações.Oseguinte modelo,bemaceitonaliteratura(ChandraeTombak,1992; CheneChung,1996),podeserformulado. 1
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(1) (2) Emque:iéoíndicedotipodepeça;i=1,2,...,n; léoíndicedotipodemáquina;l=1,2,...m;
héoíndicedeumcaminhonografodetransiçãodeestados paraflexibilidadederoteamento;h=1,2,...,H;
tiléotemporequeridoparaprocessarumaunidadedapeça inamáquinal;
Tléotempodisponívelparaprocessamentonamáquinal; pléaprobabilidadedamáquinal
estaroperandoemumde-terminadomomento;
bilh éumparâmetrozero-um,emqueumindicaqueoprodu-toipodeserproduzidonamáquinalpelocaminhoh; cihéacomplexidadedaoperaçãodeumapeçaiusandoum
caminhoh;
diéademandamínimaquedevesersatisfeitapelapeçai;e xihéofluxodapeçaipelocaminhoh;
Arestrição(1)limitaotempodeprocessamentoemcada máquina,considerandosuaconfiabilidade.Ademandamíni-madecadapeçaégarantidapelarestrição(2).Deve-senotar queestemodelobaseia-senosseguintespressupostos(que simplificamsuaestrutura,concentrandoosefeitosdaflexi- bilidadederoteamentonaperformancedosistemademanu-fatura):(i)otempodesetupdasmáquinasestáincluídonos temposdeprocessamentodasoperações;e(ii)aexistência defilasnãoestásendolevadaemconsideração.Estemodelo apresentaumnúmerodevariáveisiguala ,emqueHi éonumeroderotasdapeçai.Destaforma,estaformulação élimitadapelacapacidadedegeraçãodografodetransição deestadosdeumapeça.Porém,seconsiderarmosqueage- raçãoderotaspodeacontecersemanecessidadedearmaze-nartodoografo,utilizando-sealgoritmosapropriados,esta limitaçãopodeserfacilmentecontornada,restringindosua soluçãoàcapacidadedoprogramadesoluçãodoPLI. SuponhaqueaspeçasapresentadasnasTabelas1(Peça1) e2(Peça2)sãomanufaturadasnosistemadescritonaTa-1
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bela3(vejaFigura5).Oconveyor podemover-seemape-nasumadireçãocomvelocidadede0,5m�s.Adistânciaem metrosentreascincoestaçõesdetrabalho,considerandoa trajetóriadoconveyorémostradanaTabela3,emqueIe O(inputeoutput)representamaentradaesaídadacélula deprodução,respectivamente.Estatabelatambémmostraa confiabilidadedecadamáquina.Arbitra-seTl=360000∀l, d1=1000unidades,ed2=800unidades.
AsTabelas4e5mostrampossíveispesosatribuídosacada rotanografodetransiçãodeestadosparaflexibilidadedero- teamentodasPeças1e2.Estespesosforamcomputadosso- mando-sedoisfatores.Oprimeirofatorestáassociadoaotem-podeoperação(emminutos),representandoasnecessidades demanipulação,posicionamentoeconfiguraçãoparaexecutar umaoperaçãoemumadeterminadamáquina.Osegundofator levaemconsideraçãoocustodetransporte(emminutos).
Estesistemagerouumasoluçãoótimade146.222,3,com 930 e 70 unidades da Peça 1 sendo processadas nas rotas (2,2)-(3,1)-(1,2)-(4,4) e (3,1)-(1,1)-(2,3)-(4,4), respectiva-mente,e380e420unidadesdaPeça2produzidasnasrotas (1,3)-(2,1)-(3,1)-(4,3) e (3,1)-(1,2)-(4,3)-(2,1), respectiva-mente.Paraatenderàsdemandasmínimas,asmáquinasM1 eM2tornaram-segargalos,comsuascapacidadestotalmen-teutilizadas.Conseqüentemente,oresultadoencontradono modelodeprogramaçãointeirautilizarotasqueminimizam oscustosdeprocessamentonestasduasmáquinas,emdetri-mentodaseleçãoderotascomumacomplexidademenor. Todasasrotasselecionadastêm,relativamente,altoscustos de complexidade em uma análise global (veja Tabela 4 e Tabela5).ATabela6mostracomoasrotaspodemmudar comaalteraçãonademandadasPeças,ecomoasrotasde menorcomplexidadesãorelegadasconformeasmáquinas tornam-sesobrecarregadas.Sendo,assim,quandonãoexis- tirnenhumgargalonosistema,apenasumarotaserásele- cionadaparacadapeça.Nestecaso,aflexibilidadederotea-mentotorna-sedesnecessária.Emboracomalgumaperdade eficiência,aflexibilidadederoteamentotornoupossível,ao sistemademanufatura,atenderàsdemandassolicitadas.
Tambémépossívelutilizarografodetransiçãodeestados paracomputaraflexibilidadederoteamentodeumsistema, para o processamento de um produto ou uma combinação deprodutos.Aliteraturadescrevediversosmétodosdemen-suraçãoparaaflexibilidadederoteamento(CheneChung, 1996,Sarker,KrishnamurthyeKuthethur,1994;Shewchuk, 1999).Amensuraçãoadequadadeveincluirosseguintesas-
pectos:(i)onúmeroderoteamentosdisponíveis;(ii)aefici-ênciadecadarota;e(iii)adisponibilidadedeutilizaçãodas rotas.Ografodetransiçãodeestadosparaflexibilidadede roteamentoécapazdecapturartodosestesaspectos,permi- tindomensuraraflexibilidadederoteamentodediversasfor-mas.Parailustraropotencialdarepresentaçãodesenvolvida, utilizamosumamensuraçãobaseadanaabordagemanalítica deKochikareNarendram(1992)paracalcularaflexibilida-dedosistemademanufatura.Aseguintenotação(similarà apresentadaemKochikareNarendram(1992))éusadapara mensuraraflexibilidadederoteamento.
•léonúmerodemáquinasemfuncionamento;
•iéonúmerodepeçasemprocessamento.Ak -ésimaopera-çãonapeçaiédenotadapeloparordenado(i,k);
•jéoíndiceparaosestágiosdeprocessamento(j =0,signi- ficaquenenhumaoperaçãofoirealizadanapeça).Umes-tágiodeprocessamentoincluiotransportedapeçaatéuma máquina,aexecuçãodaoperaçãoesuasaídadamáquina; •viéafraçãodademandatotalrepresentadapelapeçai;
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•�Séoconjuntodepeçassendoprocessadasnosistema; •�i={k|1≤k≤ni
}éoíndicedetodasasoperaçõesneces-sáriasnapeçai;
•�ik
éoconjuntodemáquinasalternativasquepodemexe-cutaraoperação(i,k); •tc
likéotemponecessárioparaaoperação(i,k)serefetuada
namáquinal,definidocomo: tc
lik=(ts+tlu+ttx+tm)lik Tabela2.Especificaçãodasoperaçõesa
seremexecutadasnapeça2.
Operação Precedência Máquinas(tempodeoperaçãoemminutos)
1 - M2(15)ouM3(20)
2 1 M1(20)
3 - M1(10)ouM2(15)
4 3 M3(20)
Tabela3.Distâncias(emmetros)entreasmáquinas.
Máquina I O M1 M2 M3 M4 Confiabilidade
I 0 7 2 12 5 9
-O 8 0 10 5 12 2
-M1 12 5 0 10 3 7 0,90
M2 2 9 4 0 7 11 0,95
M3 9 2 11 7 0 4 0,85
M4 5 12 7 3 10 0 0,90
Figura5.Layoutdosistemademanufatura.
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258 RohdeeBorenstein−RepresentaçãoemEspaçodeEstadosparaaFlexibilidadedeRoteamento
emquets=tempodesetup;tlu=tempodeprocessamento;ttx =tempodetrocadeferramenta;etm=temponamáquina; •sijéavariávelqueindicaoconjuntodeestadosemqueapeça
ipodeestarapóscompletaroestágiojdeprocessamento; •�(sij)denotaacardinalidadedesij;e
•rlikéofatordeeficiênciaqueexpressaosucessodeuma
operaçãoserrealizada,usandoumadeterminadamáquina:
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Input Output Máquina 1 Conveyor Máquina 3 Máquina 4 Máquina 2 3m 1m 1m� �
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emqueral éadisponibilidade(proporcionalouúnica)damá-quinal;erb
likéotempodeoperaçãonormalizado,dadopor:
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Aflexibilidadederoteamentodapeçai,considerando-seum conjuntodemáquinasM,édadapelaseguintemensuração:
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(3)
em queni é o número de operações requeridas pela peça i;��i,s
ij⊆�i éoconjuntodeoperaçõesquepodemserexe-cutadasnapeçainoestágioj,levando-seemconsideração oestadosijdeprocessamentoerfi�[0,1].Aflexibilidade deroteamentodapeçarfiéarazãoentreonúmeroderotas disponíveiseototalderotasexistentes(totalflexibilidade) emcadaestágiodeprocessamento.Amensuraçãocalculada paraumadeterminadapeçapodeserusadaparaverificaros
Tabela4.Enumeraçãodasrotasparapeça1.
Número Rotas processamentoCustode transporteCustode Complexidadeoperacional
1 (1,1)-(2,3)-(3,1)-(4,4) 90 1,17 91,17
2 (1,1)-(2,3)-(4,4)-(3,1) 90 0,70 90,70
3 (1,1)-(3,1)-(2,3)-(4,4) 90 0,70 90,70
4 (1,1)-(3,1)-(2,2)-(4,4) 85 1,13 86,13
5 (1,1)-(2,2)-(3,1)-(4,4) 85 1,17 86,17
6 (1,1)-(2,2)-(4,4)-(3,1) 85 1,23 86,23
7 (1,2)-(2,3)-(3,1)-(4,4) 95 1,63 96,63
8 (1,2)-(2,3)-(4,4)-(3,1) 95 1,17 96,17
9 (1,2)-(2,2)-(3,1)-(4,4) 90 1,17 91,17
10 (1,2)-(2,2)-(4,4)-(3,1) 90 1,17 91,17
11 (1,2)-(3,1)-(2,3)-(4,4) 95 1,43 96,43
12 (1,2)-(3,1)-(2,2)-(4,4) 90 1,63 91,63
13 (2,3)-(1,1)-(3,1)-(4,4) 90 1,17 91,17
14 (2,3)-(1,1)-(4,4)-(3,1) 90 1,17 91,17
15 (2,3)-(1,2)-(3,1)-(4,4) 95 1,17 96,17
16 (2,3)-(1,2)-(4,4)-(3,1) 95 1,17 96,17
17 (2,3)-(3,1)-(1,1)-(4,4) 90 1,17 91,17
18 (2,3)-(3,1)-(1,2)-(4,4) 95 1,33 96,33
19 (2,2)-(1,1)-(4,4)-(3,1) 85 1,17 86,17
20 (2,2)-(1,1)-(3,1)-(4,4) 85 1,17 86,17
21 (2,2)-(1,2)-(3,1)-(4,4) 90 1,17 91,17
22 (2,2)-(1,2)-(4,4)-(3,1) 90 1,17 91,17
23 (2,2)-(3,1)-(1,1)-(4,4) 85 1,17 86,17
24 (2,2)-(3,1)-(1,2)-(4,4) 90 1,63 91,63
25 (3,1)-(1,1)-(2,3)-(4,4) 90 0,70 90,70
26 (3,1)-(1,1)-(2,2)-(4,4) 85 1,17 86,17
27 (3,1)-(1,2)-(2,3)-(4,4) 95 1,17 96,17
28 (3,1)-(1,2)-(2,2)-(4,4) 90 1,17 91,17
29 (3,1)-(2,3)-(1,1)-(4,4) 90 1,17 91,17
30 (3,1)-(2,3)-(1,2)-(4,4) 95 1,17 96,17
31 (3,1)-(2,2)-(1,1)-(4,4) 85 1,17 86,17
ganhosemflexibilidadederoteamento,considerandotodas apeçassendoprocessadasnosistema.
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(4)
Épossívelutilizarasequaçõesdefinidasem(3)e(4)para computaraflexibilidadedeprocessamentoparaasPeças1 e2,eaflexibilidadedosistemaglobal.Osvaloresencon-tradosparaaflexibilidadederoteamentocorrespondenteàs Peças1e2são0,087e0,0618,respectivamente,enquan-toaflexibilidadederoteamentodosistemaglobaléiguala 0,0759.Osresultadossãocoerentes,umavezqueaPeça1é levementemaisflexíveldoqueaPeça2,dadoqueseuplano demanufaturatemmenosprecedênciasentreasoperações. Entretanto, tanto as peças como o sistema de manufatura,
oferecemumnívelbastantereduzidodeflexibilidadedero-teamento.Éimportantenotarqueestamensuraçãorefere-se a uma potencial flexibilidade de roteamento de uma peça ousistemademanufatura,umavezqueonúmeromáximo derotasrealmenteusadoémenordoqueofornecidopelo grafodetransiçãodeestadosparaflexibilidadederoteamen-to,comomostradopelosresultadosdoexemploanterior,no qual o número máximo de rotas selecionadas foi 3 para a Peça1,e2paraaPeça2.
Emsíntese,comestesexemplos,nossarepresentaçãoper-mitequeoresponsávelpelamanufaturaentendaosefeitos daflexibilidadederoteamentoemensuresuasimplicações econômicaseoperacionais.Alémdisso,nossarepresentação forneceumaferramentacomaqualpode-secontinuamente avaliarumsistemasobdiferentescondiçõesecritérios.
Tabela5.Enumeraçãodasrotasparapeça2
Número Rotas processamentoCustode TransporteCustode Complexidadeoperacional
1 (1,2)-(2,1)-(3,1)-(4,3) 65 0,70 65,70
2 (1,2)-(2,1)-(3,2)-(4,3) 70 1,17 71,17
3 (1,3)-(2,1)-(3,1)-(4,3) 70 0,70 70,70
4 (1,3)-(2,1)-(3,2)-(4,3) 75 1,17 76,17
5 (1,2)-(3,1)-(2,1)-(4,3) 65 0,70 65,70
6 (1,2)-(3,2)-(2,1)-(4,3) 70 0,70 70,70
7 (1,3)-(3,1)-(2,1)-(4,3) 70 0,70 70,70
8 (1,3)-(3,2)-(2,1)-(4,3) 75 0,70 75,70
9 (1,2)-(3,1)-(4,3)-(2,1) 65 1,17 66,17
10 (1,2)-(3,2)-(4,3)-(2,1) 70 1,17 71,17
11 (1,3)-(3,1)-(4,3)-(2,1) 70 1,17 71,17
12 (3,1)-(1,2)-(4,3)-(2,1) 65 1,17 66,17
13 (3,1)-(1,3)-(4,3)-(2,1) 70 0,70 70,70
14 (3,2)-(1,2)-(4,3)-(2,1) 70 1,17 71,17
15 (3,2)-(1,3)-(4,3)-(2,1) 75 1,17 76,17
16 (3,1)-(1,2)-(2,1)-(4,3) 65 0,70 65,70
17 (3,1)-(1,3)-(2,1)-(4,3) 70 0,70 70,70
18 (3,2)-(1,2)-(2,1)-(4,3) 70 0,70 70,70
19 (3,2)-(1,3)-(2,1)-(4,3) 75 1,17 76,17
20 (3,1)-(4,3)-(1,2)-(2,1) 65 0,70 65,70
21 (3,1)-(4,3)-(1,3)-(2,1) 70 0,70 70,70
22 (3,2)-(4,3)-(1,2)-(2,1) 75 1,17 76,17
Tabela6.Enumeraçãodosroteamentosparapeça2.
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ih–NúmerodoRoteamento(Complexidade)
Demanda(Peça1,Peça2) RoteamentoparaPeça1 RoteamentoparaPeça2 Gargalos
(1000,800) 930-24(91,63),70-25(90,70) 380-3(70,70),420-12(66,17) M1,M2
(800,800) 160-4(86,13),580-24(91,63),60-25(90,70) 800-12(66,17) M1,M2
(600,800) 370-4(86,13),62-24(91,63),168-32(91,17) 800-12(66,17) M1,M2
(600,600) 570-4(86,13),30-32(91,17) 600-12(66,17) M1
(600,400) 600-4(86,13) 340-1(65,70),60-12(66,17) M2
-260 RohdeeBorenstein−RepresentaçãoemEspaçodeEstadosparaaFlexibilidadedeRoteamento
4.Conclusão
Ummétodopararepresentaraflexibilidadederoteamen-toeserimplementadoemsistemasflexíveisdemanufatura foidesenvolvido.Estarepresentaçãopermitequeaflexibili-dadederoteamentosejadevidamenteexplorada,auxiliando, efetivamente,noprojetodesistemasflexíveisdemanufatu- ra.Sendoassim,aprincipalcontribuiçãodesteartigoéode-senvolvimentodeumarepresentaçãocompactaparatodasas possíveisrotasdeumapeçaemumsistemademanufatura, utilizando-seinformaçõesfornecidasporexperts .Talrepre-sentaçãopermiteumaumentonaflexibilidade,capacitando queosistemaescolhaocursodeaçãomaisconvenientede acordocomascondiçõesdosistemademanufatura.Aversa-tilidadedestarepresentaçãopermitequeestasejafacilmente vinculadacomoutrasferramentasdeanáliseeapoio,parao controleeprojetodesistemasflexíveisdemanufatura,per-mitindo que estes sistemas sejam devidamente avaliados, compreendidosemensurados.Omodelodeflexibilidadede roteamentodesenvolvido,aliadoamodelosanalíticosoude simulação,permitirápredizerocomportamentodinâmicode diferentessistemasdemanufatura,sobvariadascondições
operacionais.Eletambémpossibilitaráaavaliaçãodainflu- ênciadaflexibilidadeemdiversosparâmetrosdedesempe-nho,taiscomoutilizaçãodosrecursos,tempodeesperade umapeça,mesmodiantedecontingências,comoquebrade máquinasoumanutenção.
Uma vez que existe uma necessidade de balancear fle-xibilidade e custos (Sarker, Krishnamurthy e Kuthethur, 1994), o desenvolvimento de modelos que permitam me-lhoraracompreensãodasconseqüênciasdeimplementação demanufaturasflexíveisauxiliaosgestoresnaescolhados níveis de flexibilidade necessários, considerando a menor perdapossíveldeeficiência.Estaéaprincipalimplicação gerencialdestetrabalho.
Exemplos foram apresentados evidenciando como a re-presentaçãopodeserusadapararesolverproblemas,como osdeotimizaçãoderoteamentosemensuraçãodaflexibi-lidade. Somado a isso, foram demonstradas as limitações computacionais,dandoindicadoresdamelhorrepresentação paracadacontexto.
Emresumo,omodelodesenvolvidoparaaflexibilidade deroteamentoforneceumaabordageminovadoraealterna- tiva,paraauxiliarengenheiroseadministradoresnoenten-dimentodaflexibilidadenamanufatura,tantoparaprojeto comocontroledasoperações.
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ROUTINGFLEXIBILITYUSINGSTATESPACEREPRESENTATION
Abstract
Thispaperdescribesastatespacerepresentationforroutingflexibilityinmanufacturingsystems.Routingflexibilityis representedonthreedifferentlevels,asfollows:(i)OperationsPrecedenceGraph;(ii)StateTransitionGraphofManufac-turingOperationSequences;and(iii)StateTransitionGraphofManufacturingOperationRoutes.Eachrepresentationis abletorepresentroutingflexibilityindifferentdegreesofdetail.Thethirdandmostcompleterepresentationcanenumerate allthepossiblemanufacturingoperationroutesforagivenpartinthemanufacturingsystem.Boundsforthecomputationof therepresentationlevelsarepresentedtohelptheuserselectthemostsuitableoneforagivencontext.Theversatilityofthis representationallowsittobelinkedeasilywithotheranalyticalandsupporttoolsforthetodesign,operation,andcontrol offlexiblemanufacturingsystems,sothatmanufacturingflexibilitycanbeproperlymeasured,understood,andevaluated. Theefficacyoftherepresentationisdemonstratedthroughitsapplicationtoproblemssuchasjobrouteselectionandrouting flexibilitymeasurementinmanufacturingsystems.
Keywords:routingflexibility,statespacerepresentation,manufacturingroutesdesign.
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