1
..
DATA;
HORARIO: LOCAL:
ESCOLA DE POS-GRAOUAÇAo EM ECONOMIA DO INSTITUTO BRASILEIRO DE ECONOMIA
DA FUNDAÇAo GETULIO VARGAS
SEMINARIOS DE PESQUISA ECONOMIA 11
2a. Parte
Coordenadores: /
Profs. A.M.Si1veira e
C.L.S.Haddad
CRESCIMENTO DA INDUSTRIA E EMPREGO
NO BRASIL
30/11/78
14:00 hs.
Roberto R. Rocha
(VERSAO PRELIMINAR)
Auditório Eugenio Gudin
-,---..
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I:
8 I B L I u r .- G A
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534
FUNDACAO GETULIO VARGAS
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O objetivo deste trabalho e analisar a relação entre produção 8 emprego na industria de transformação. Inúmeros
artigos, tanto de conteúdo teórico, como empírico já trat~
ram profundamente do assunto e o interesse aqui não está / na realização de um "survey" rigoroso sobre os mesmos, mas sim na apresentação sucinta daqueles julgados mais intere! santes 9 nà seleção de um em particular para sua aplioação ao caso brasileiro.
Na primeira parte faz-se apresentação e análise C LI. -,.
tica de alguns dos trabalhos examinados, na segunda apli cam-se os dados referentes ~ industria de transformação / brasileira a um dos modelos analisados e na terceira apre-senta-se um esboço das conclusões a partir dos resultados obtidos.
11
Parece ser intuitivamente obvio presumir que mudan -ças na produçãc não S8 reflitam imediatamente em mudanças
no nível de emprego. tI incerteza da firma quanto ao novo nível de produção e os custos associados ao processo de re crutamento, seleção e treinamento são alguns dos fatores / que devem fazer com qU8 a firma ajuste o seu nível de emp~e go de uma forma lenta em relação BO que seria desejado. A preocupação comum aos estudos que abordaram tal tema é iden tificar tão 8xplicitamente quanto possível as causas deste retardo, como também procurar avaliar a sua magnitude.Como constatar-se-á adiante alguns autores como Oi(1962 e Kuh (1965 e 1973) diferEnciam duas classes de trabalhadores no que se refere ô este ajustamento. Antecipando a sequencia
natural donsurvey", o que se pretende mostrar € que os"non--production workers"(l). que supostamente trab3lham um m~ ,.
nimo fixo de horas por semana (mês), naD serão empregados ou despedidos em resposta a variações de demanda que seus empregadores acreditem serem transitórias. Por outro lado,
.'
- 2
-mesmo para os "production workers", as horas trabalhadas e-fetivamente estêo abaixo das horas ~mpregadas, de forma que aumentos nêS primoiras podem verificar-se sem afetar as
úl-t ~mas ' ( 2 ) .
Um dos primeiros modelos que producraram fornecer arcabouço teórico para a verificação empírica da relação en -tre produção e emprego foi aquele delineado por Brechling
Cl965). Tal modelo contem uma série de formulações teóri
-cas interessantes, e que em seu conjunto, deram origem a ex tensões desenvolvidas posteriormente por outros autores.
C modelo contém uma função de demanda por emprego im-plícita 8 um processo de ajustamento que se SUpOB serem su-ficientes para a Gxplicação de variações no nível de empre-gc; ou seja, considera-se as ccndições de oferta de
traba-Ih e ( e cu res t f t ) a ores como quan t ' t t' ~ a ~vamen t e secun d~' ar~os (3) .
o
primeiro passo a ser dado na elaboração ~e funções de demanda por trabalhe é a determinação do volume de servi-ços de trabalhc desejado pela firma.A funçãc de demanda per serviços de trabalho e defini-da:
onde fI.>
capital e
=
6
1 (Q, K, T)representa serviços de trabalhe,
r
o estado da tecnologia.K o estoque dG
(2) raR. c.oR.oc.açã.o
e.
-<.guaime.n.te. e.nc.on.tJtada e.m Baii
e.
S.:t.
C!foJt (1966)
(3) Admite.-I.>e. que. a
~iJtma n~o.te.nha pode.Jt monopJ.>&nic.o,
1
•
3
-A seguir Brechling procura formular suas hipóteses de forma a garantir a 5xogeneidade dos êr~Gm8ntcs, essencial c~
mo base para as fcrmulações posteriores que c autor preten-do fazer, mas certam2nte sujeita .:l algumas críticas.
A primeira hip6tese f~ita por Brechling refere-s8 a condições de conccrrencia imperfeita, com preçcs administra-dos. Desta forma as firmas considerar~c suas vendas como e-xogenas no curto prazo, pcis propaganda e outros meios de se deslocar a demanda s~o considerados efetivos apenas no longe p raz c . Fazendo-se adicionalmente a hipótese simplificadora de proporcionalidade ccnstante entre produç~o e vendas asse-gura-s8 a exogeneidade da variável prcdução.
o
segundo determinante exogano da demanda por serviços de trabalho 8 o estoque de capital. Tal exogeneidade s justificada pelo fato de que c estoque de capital nãoser ajustado no curto prElzo.
pode
Finalmente considere-se o estado de tecnologia como d~
do no curto prazo. De uma forma geral esperar-se-iam, segu.,'2. do 8rechling os seguintes sinais para as derivadas parciais:
>
O;
aQ
aE
6
aI(
<
O;
a
E.ó
ar
<O
Ur71ô vez ceterminado E.ó ' él firma deve tomar decisão a dicional sübre c:ua composição, ou seja, como
E.ó
representa serviços de trab~lho ~ formada per uma combinaç~o de traba -lhedores emprGgados (E) G seu grau de utilização (U) .(5)(4 )
(5 )
Embona não e..óte.j a e.xplJ...c.J...tado
110te.xto
o. hJ...põte.~e.
aquJ...
c.e.nta.me.r,-te.
é
de. te.c.l1ologia poupadona de. tnaba.i.ho.
-Ve.ve.-.óe.
Jte..ó,~altat[que. U l1ao C.O!1.6,üte. ape.I1M do l1ume.no
médio de. hOt[aó tnaba.-i:hadM pon home.nó; ma.ó também da
•
- 4
-A situaçãu pode ser representada por um mapa de isoquantas tradicional, em que para cada isoquBntB, um dado E pode ser conseguido por várias combinações de
s
E e de U:
+ E
I
~---~--~---P. U
u+ +
I U2
FIGURA I
A solução ótima seria obtida pela tangencia das i-s o q u a n tas E' c om a I i n h a de p r e ç os, que n a o
5
da, pois envolve uma série de considerações de natureza institucional ( 6 )
f o i de se nh a -adicionais,
Se supuser.os um esquema de pagamentos, em que o i~
divíduo
é
pago por hora trabalhada, recebendo um determi nado salário Wl , dentro do intervalo de horas considera das normais, e com um salário w~ por cada hora extra tra balhada, a função de custos da empresa fica definidaW = E (hl Wl + h~ w~
)
( 7 )(6) holta.6 ltegulaltmentadM
de
tlta.b a.f.ho ,
.6 alã.JU.o~e
pltem..<.o~pOIt h OIta.6 -
e
xtlta~de
6'<'
rt..<.d04 leg alme nte,etc..
(7)
A
.6.<.mp.f.'<'6..<.c.ação aqu-iê
ev-idente;
a 6unçãode
c.uu,.6(I P Ir Ô plr.{.cf
& ('
f IJ a~({.e
((11..,(a.e. •
•
-onde h1 sao o numero de horas trabalhadas dentro do número de horas normais b ex~ras. respectivamente. A
ex-pressao geral para a linha de preços seria. portanto, ob-tida:
E W
Brechling prossegue a partir deste ponto com uma nálise gráfica cujos resultados podem ser sucintamente a-presentados: Um aumento na relação
f
~ ~ ou naopro-Wl
duz nenhum efeito ou leva a uma substituição de horas tra balhadas. Uma queda no numero de horas normais (HJ. nao
-terá qualquer efoito quando hl < H. aum8ntará o volume de emprego e reduzirá o número de horas quando hl ~ H e finalmente reduzirá o volume de emprego e aumentará o mero de horas quando hl» H. nu-Voltemos ao cerne do problema: define-se analítica-mente o emprego desejado da firma como;
substituindo-se E
s obtem-se
E+ = f3 fQ.K.T,H. W2
Wl
Esperar-se-iam os seguintes sinais para as derivadas par-ei ai s :
+
aE
o
aE + +~ O dE > O
3H a~-: êE
s
Wl
Para fins estimativos aplicar-s8-ia a equaçao de ajustamento parcial de estoques dado que E+ 8 não
obser-v áobser-ve 1 . Assim, substituir-se-ia E + em:
-•
- 6
-prego imedieto do numero de trabelhadore5 requerido, Além
disso a incerteza quante
à
permanência no nevo nível E a s (veja gráfico 1) pode induzir a firma a adetar temporari~mente uma ~olítica cautelosa, aumentando a intensidade de
+
utilização da meo-de -obra acima do U,.., , antes de e levar o
L.
+
emprego ao nível desejado E
2 • evitendc assim, c problema
de demissões futuras.
Como primeira aproximação para a função de demanda
p o r t r ab a I h o consi de ra-se ao + c10t, que
substi-forne ce
E
=t
Tel formulôçeo e igualmente encontrada em CiCl962). Sab~
-se que mudanças nc volume demandado por qualquer fator sao ccmpostês de duas pertes; res~osta a mudanças na ta-xa de produçãc-efeito escala e resposta a variações em preços relativos de fatcres-efeito substituição. Com a hipótese de taxas salariais rigidas os efeitos substitu
ição pedem ser negligenciados e a atenção centralizada nos efeitos escala.
dos:
Os resultados obtidos por Brechling sao
apresente-.
E
=
21,44 + 0,095O -
0,308 E t-1(3 p09) (.015) t
R
= 0,47V.W=O,63
Oi apresenta em seu artigo os resultados de duas ragressoes. A primeira relaciona produção ao emprego de "non-prcduction \.-iorkers", As séries cobram o período de
1920-1939.
N eK + 0,132 X
t + 5 .61 1 r,jt -1 t
(0~0024) (0,11)
R2 0,7793
pt Ak + 0,0722 X
t + 0,3318 p t-1 ( 8)
t 0,0146) (0,134)
R2 = 0, 721 9
A preeeupaçec básiee de Oi neste caso era mostrar que os empregadCJs do primeiro tipo, por serem mais
espe-(8) o~ va.tOfLe.-6 cntlLe. paJte.nt:e.-6e.!.J6CW 0-6 de.!.Jvio!.J do.ó
•
cíficos para a firma deveria~ apresentar um cceficiente de ajustamento mais baixo. A diferença é estatisticamente significante ac nívoJ. de 10%,
Brechling. no entanto, prossogue na formulaç~o de
u-m~ funç~c de demanda pcr trabalho. Segundc o autor, just~
fic~-S8 3 utilizaç~G de uma sério temperal em tal tipo de
funç~G se S8 deseja levar em ccnsideraç~c cartas vari~veis
para as quais nãc há dados disponíveis 8 que supostamente
variam de furme:: suave eo lengo de tampo, Frequentemente c progressc t8cnelEgico é representado por tal vari~vel. Das ta forma ressêlve-sG
( 9 )
Aplicendo-se E+ ao modelo de ajustamento parcial de esta -t
ques obtem-se
E
=
t '14,22
( z
,6 1 ) + O,17 20t (0,014)O,28t
(0,015)
-O,0007t2 + O,703E
t _1
(0,0002)
R
2 1= 0;76
O,W. = 1,37
A introduç~c do capital como vari~vel explicativa ~
presenta uma série dE: problemas também experimentados por Kuh (19731. SsgundG Kuh h~ pelo Menos tres explicaç5es p~ ra a falta de signific~lncia estatística desta variável: as estimativas de estcquG de capital podem neo ser precisas em segundo lugar, a qUé:ltidede que deveria aparecer nas e-quações seria d~ serviç~s de capital utilizados e não esto
que de c a p i t e 1 a i s p o n í v; 1 . Na medida em que a taxa de
u-tilizaçec do estoque de capital varia ciclicamente a
últi-~a constitui proxy criticével para a primeira. Finalmente
a funç~o de prcduç~o Cobb-Oouglas, sobre a qual se baseiam
a ~eioria d03 trabalhos &aitcs, pode exagerar as possibil~
dades dG substituição entre capital e trabalho.
(9) O ,teJtmo t 2
é
u-6ado na -6upo.6Á..ç.ão de Que c pJWglLe.6.6o..
•
a
-8r2chlin~ c:;~nstrci urna 2xpressac ~C.ra c 8stoque de
cc:pitel, ôé)lir;c:ndc-,:, ec ~~-=dGlo. Os r8sultadcs s ao a-presentôdc? i2 saguir;
"
F
~t 16,45 + ''::;1S4Gt - J,0158t O,::JC074t
L
- :J,0165R
t + O,C6_~
(2,t:2) (O;01·n (0,0145) (0,,00019) (0,0064) (O,O.L
-2
R = O-i~
V.U,'.= 1;4&
ApGsar ne utilizcçec de urna "prcxy" ccnsiderada dEf~
ciente 8 lavendc-~3 em ccnsideraç~c c fatc de que
dificil-mente a influancia de capital seria captada atrav~s de da-ccs trir,estr:Jis, eindc cssim cbtiverer.:-sc r;-,edificaçcGs si§:_
nific5tivas pele sua inclus~o cornc v~ri~v8l explicativa.
RObert Sc!ew ajustou uma regress2c construida com Da S8 nos rn8srh~S princípics gerais, aos dedes da industrie a-m2 ri c an e ;
E
t = 22,11+C',329Qt-J,1B3t-O,0029t2+0,0012Rt-O,540Et_1
-"
RL
=::; , f3 B
Obs8rve-sc que os sinais obtidos para c ceoficiGnt8 de capitel d:"fen;m n~'3 duas regressõGs, Nãc perece hever,
+
De f:::tc, rcz2c ebvia n.· ôra que E R
~ t G t s~jam negativamente
cGrrGlacicnaccs.
o
mocel= teórico eriginal suger~ que e relação+
deveria influenciar E A dificuldade na obtenção de dados impediu, contudo, que fcsse incluida na regressão. Na re
e-lidada a sue aus5ncie n~o deveria. ssgundc Brechling causar prsocupaçã=, um~ vez qUB a relaç~c não flutua muite ciclic~
mente, Tal supcsiç~c ~ igualmente sustentada por Neild{19S3)
f-I~J 8ntI'et:_~ntc sérius dispcníveis peré' horas ncrrnais(H).
Incluincc
E
t
=
5[3,79(13,63)
tel vê:riéIJol ne r8gr8ss~o, cbtem-se:
+ D,1geO
t + O,0485t - 0,OJ255t
2
+ 0,003R t
(0,':771 (0,0243) (0,0006) (0,0085)
- O 1361 Ht
(0,174)
- 2
R 0,82
•
•
Segundo 5rechling, '" :-,~?2::: estatística pare ê inversão de
sínê'l dG R t S e r -l' '" c c; -, r I '_o ~ r' t -) :.., corrsl:'êçac ê nt re
?
-t 8 t- SÔC lEvados ê' ocn~ideraç~c.
Edwin Kuh (1,?65) apn;ssntê' quetro reí;ressoGs ccns
-truidas de ferm~ en~legE ~ da Erechling, ,",uh ccnsidere /
dois set::rss, 8 , de mesm:J fermo:: que Oi (1::362) duas elas s e s de t r 3 b é3 1 h e. d c r e s; " p r [; d u c t i [; n" e ., n e n -p r c:: d u c t i c n" I;J o r
kers . (,< fim de n~L tornar a apresente.çeo do"survey"
ma-çcnte, suas regrGssEes n20 serãc. epresanted~s .. Porém os
seus resultados s ccnclusG8s epan:::cerec oportunamente.
h con::::lus2o até agcra obtida a ~ertir dos modeles '" presentadcs
i
que c mecanismo de ajustamento mostrou-S8 /significativo em tcdes es fermulaç6es da funç~o da demen-da p o r t r ab a I h c . Algumas questc8s im~ortantes ccmo c pa-pel de prcdutividoct: co trabalho, e sue releçeo corr, o me-c a n i s m c
c
e e jus t e:TI s n t c a i n d a d e ver, s e r e s c I ó'.! re c i dos • ,A,respeste ô BlgLeMas deSSeS questces pederia estar numa
me-lhor explicitação de função de produçee.
o
modele C'presentôde por Ball G St,Cyn (1966) foiccnstruidc come extens~c ac medeIe de orschling, e terna
sue cn~l~se interessants, na medida em que tece hip6teses
~ais explfcites 2 respEito da forma da funç~o de produç~o
de curte prazo.
C interesse ôqui ~ igualmente focelizado no cu rt o
prezo' t:ssim, a iJl'ec:cup:e:ção básica ref",ro-se EcS decisc8s
quento ae numere
=;;
treoalhedorüs E' SGr8~ empregadcs,da-des c estoque de cC;Jitôl [; e tecn:::legie,
CCrlO jé viste :;c mL.dcllc de Brechling, a decisôo de
empregc nc ourte ~reZG surge do fatc de que e trabalhc,es sim come o c3pitôl, 8s:.é sujeite", várics graus de
utili-z açô c . Ball e S~.Cyn partem desde o início da hip6tese / simplificedcr3 scbre =: U c!e Grechling, 3ssim c smprego co mo insume 5 mecido em tarmcs de homens-hera. G ceme j~ vis te:, a ct2cisQc' te curte ;JréiZO censiste nc escolha ótima de
•
•
- 10
prcdutc.
o
que dover2 ser ~erticul~r[":'1ente ctlserve.doé
Ball c Sr. C:yn cpere::m C:=[:l LiM esqUCf71e 02 pc:::genentcs
ciferen-te dc dc Brechling, E qUE pc:::rece e:quele efetivemente
ompre-gedc na ~ulcr ;:>ôrtG ~e incustriu. Aqui e indivídue receba
um pagamentc na ferme de sel~ric r6furentc e um per{cdc de
trabalhc (mes, 52mer2), qUE prcduze tcf8tiVeí'lante curcnte te de e perícdc 2U n~c. T21 supcsiç~e tcrner-se-~ mais clere
quandc 3'-' intrc'::uzir a funçeo dG custos da firma pere este tipe de esquema,
N83te ModGlc e fcrmulaç~e da funç~c de preduçec nc
curte praze SE faz j c forme meis explícita:
+
(
,:
,-" .... ) tond~ F represente pr~dutc líquide; E • numere de hOMens
en-prsgôdc3 _ h hcrc:::s predutives trabelhedas e 6 • un
par3Me-tre ~apend8ntc dc estoque de cepitel c da tecnclogi~.
Ob-serve-se que a reprcstcnta c compcrtamentc ~e
prcdutivi~a-ds nc c:urtG pl'é'ZC, 8nqu~ntc B refere-SE e una ten~âncie C2
prcdutivid.=de r ., c' lcnfc praze. Tal tencência
é
explicitê'd.=G segu::.;-,
(c derivada ~cs Ices em rElaç~D EO teMpO revele taxa ~5 crs~
cifTlentc constante ac lcn,=c de mesmo, i[ual .;0. p),
Substitu-P
t
nc p r in', G l r e r e 1 a ç
2
c cbtGm-s2 .,,-- a
. I-' ~ ' , - , )
n l '-" t
AdicionE-se a 8St~, a dquaçeo dc custos Cc firme;
ondü C n::pr8sc:nté~ custos toteis liquices (menos outros
inSL-fT1 o S V ê r i 2. v G i::: u s ,'d L' S n 'c p r c d u ç
e
o) • F custos fixos e W. ose-ti
1~ri2 efetive per hC~2m-hcra.
o
prob18m~ ce minimizaç~occ
cus t c 5 él qui ti c e r e c t 8 r i z a G c p e I o f a t C: d 8 que vJ h' c sal
á
r i o '"IIBLlOTECA
FU~DAÇAo GETIJJO VARGAS
...
•
- 11
-Se n representa o nível da horas normais e
camente por hcra pare heras normais, ccnclui-s8 que um em-pregado rec8be pale m~nos n.x1, prcduzindo ou n~o durante todo o hor~ric legal.
r
cemc se repr8sentasse um custo fi xo associadc a cada trabalhador. Acima dc numero de horas ccnsideradas ncrmais, c trabalhador recebe pagamentc per h·ora extre, x2 •
me nos
Assim, c trabé3lhadcr uma vez empregado recebe pele n.x1, enquanto que trabalhandc horas-extras receberá
+ (h-n) .x2 • O saláric efetive por hera trabalhada define-s8 conforme a situação verificada:
W n
Sob este ~3quema D
." (Jh
X • io' 2
X
1
n h ~ n
+ (h-n) .x
2 h > n
h
custo por trabalhador ocorre quandp h=n
"'-________ ~ ________ ~) h
11
AnálcgamentQ, usônco \,Jn e as 8QUê'ÇC8S antGriores, plJrJe-se demonstrar que o nível de emprogc que mininize custos reGul ta numa solução da forma que todcs cs tróebôlhadores traba -lhem um horário ncrmal • Para um número menor ou igual ao de horas ncrmais os custes tctais da firma seriam:
C -- n x • 1'--r:: + F
observe-se que dC
dE
h :; n
> O, ou seja, 8nquanto o hcrário normal
•
..
Anàlogamente, os custos totais ca firma seriam:
+ F h > n
dC
cerne
cE-mantendc fixe c insumo de serviços de trebelho (H;Eh= cons-tanteJ C10J , '3
8x~r8SS2G
dentrocc
segunco parêntesedesape-re oe e
cC
dE
< 8, se cemo é da 58 super. Portanto,acima do hcr~rio normal sempre veler~ e pane ccnverter
ho-, ( 11 )
ras em traoelhadcres .
A hipót8~'J feit~ aqui, portentc, o de que se possa é j
-prcximar e r81~ç~~ entr<.o vJ
n e h d eq u i3 1 éJ descrita no gréf~
C2. Csmc pri~i:Gir,:; él;Jroxlmeção Eall 9 s t . Cyr utilizam ól re
lação quacr~tic~.
'I 12
I'. h = :j - t; h + C 1 •
Sub s t i t ui tl d 0- S 8 \Ii h n a e q u a ç a e d e cus t o 5 C b t 8 r -se;
C,
1: + F
retornando
à
função de produção~(10)
(11 )
pt a
I", 8 ( E h J t
P
t
e, f i n a 1 me n t e
1/ C't
f, [: ,
t
em r...e.iação ao medeio aMe.JúofL
tudo -6e.
Y.)a.,~.6ac.omo.6e.
e..6
~::i ve..ó.ó e. m
O.~a o i
011.9 o de. um a me.,6 m a
.(.ó oq 'ttant a .
O
6ato de .óe. ot.6e.Jt'JrtJt hOJtM -e.xtJtM de.ntJto de.J.J.óe. e..6
que.ma [ de.vido a todo.6
0.6motivo.6
jamenc.ionado.ó
an-te.r...ioJtme.vde.
Tai.6 in6iue.nc.ia.õ .óe.Jtão c.aptadM atJta.
..
1 3
-Substituindo-s9 h+ na equôçac de custes;
-3
1 -p t 1 -;J t
I~
~t
FSi Ct pCt Cf.
b t (; C t (; + F
+
---:2
Et 1 1
A Cf. Et A Cf.
Derivendo-sB Ct ~~ relaç~o a Et e, igualan~o-sc a zero e rosolvendc p~r~ E, cbtem-s8 o pcnto de ~inimizaç~c de cus tcs cu nív2l c~scjado dc emprego.
+
-
Cf. b Et6
c nível desejado da ümprügo.o
medGlc :.;' fiilôlmente feehede com a introdução dE: uma n funçt;c Cc; 2justamontc da forr.a:+
cl-t
r
( 1 2 )o
< À ~ 1cj u s t em e nt o o b t 8 n -S G ,
2c
1
(1 -;U E
t -1
que 8;:1 terfY1o::, (it~ logaritmos neperiancs;
log Et = é:O - ~ t +
a observe-sc qlJe
À 1 cg
[
log Pt + (1-À) leg Et -1
2e 1
rCl.
ti
A oquaçec ~ci~~ ; B UScda p2 r a fins estimativcs. Observe-se::;
que terr:cs 'élqui implieitament3 c reccl1heoi:nonto de qUE os efei
tos da eombi~~çFcs 5lternativas trabalhador/horas trabalhadas
e f e tem c s s', 1-' r i, G 5 P C r uni d a d 8 d G P r c d u to. Desta forma õ V8
(12) Em te!Lmc,,~ de. fog.6 tcmM um c.jW:..taJjJe.~.{c aná.eogo a.o do mo-d
2..e
o (Ul/~~ c-!Li o!L : +tog Et - fC'9
E
t - J = )..{,f00[t - fagE:
looidade no ajustamente em rireçôc ao equilíbrio sera deter minado pela situaç~e da cferta ~E trabalho 8 pelas expecta-tivas de perm3nên~ia nc neve nível de produção.
H~ varios pentos interessantes que devam ser esclare-cides. ~ importante s~lientar que e fater trabalhe eemo con cebide neste medeIo i considerado em termcs ~e homens-hora produtivcs. A oistinç~c crítice entre heras neminais e efe tivamentb prcdutivas c a r ez
-
ae: pele quel as funções de pro-duçeo do curte preze nec pedem ser precisamente estim.adas apartir dcs dades cficiais, p~is as estiretivas de hcmens-he ras trabalhaGas pedem se distanciar de homens-hora
prcduti-v as . Tal fatc deve se verificar de forme particular no ca-so de "nen-~rcducticn werkers".
o
mcdelL acima foi c utilizadc per Night e Wilson(1966) com o cbjetivo d~ verificar empiricamente a occrr~ncia de I"entescuramente" de emprebo nes industries britanicas.
"Entescuremento·· de empregc, come o termc sugere,oco.::. re quando c fater tr~balhc ~ subutilizado, SEn~c redutível quando a pr::::duçeo aumente. Os autores, centucs, identifi-cam situaçEes diferentes, nas quais tel subutilizaç~o
pode-~ . -"
.
ra se verl.lcôr.
+
Supcndc: qC8 Lt representa hcnens-horas tctais
trabalhadas per empregedcs e s desejadas per empregadoras, ente:::: se unidades ce trabalhe (um hCi:1em-hcra) estão sendo subutilizacas, eu~antcs n~ prcduç~c pC~9m sar realizades
~
sem quelquer aumente ccrrpspcncente ns n~merc tetal de ho-mens-heras treb~lh2cé3 cu .:essjadcs per ar:;pregecJcros.
A c:ntribuiç~o ~. ertigc ~ a explicitaçãc das
situa-çe8s Gm que tal subutilizeç~= pcderi cccrrer. tuaçEes particulares indicates ~81cs cutcres.
( i
3 )a 6unção
+
Lt
-de~ejado
e
da
6o~ma:S L > O
si-- 15
-A firma podsr~ responder e varieç~es em demanda redu zincD pr~duç~c per unidade de tempo que pr~~riam8nte Gmpr~
gc; Cc exom~lc dede i G ~s linhas de mcntofsm, onde tal
reduç~e pGder~ ~ar-s~ per diminuiç~~ de velccidade das
es-t e i r as, c u p c r c u mE n t c C c_ s i n t G r vaI c s
c
c t r e bel h c) •Viste qU0 [ total De hcmsns-hc~e ~ c produto do num8 rc de smpreg,?ces to hcr2S médias tre~aIhecas pcr empregado, um segunde tip2 ~b ~nt8s2ur~mentc pcd3r~ cccrrer pela sub~
tituiç~D de um cem~cnants per eutrc.
ri erma nt e) .
(j~ mencienade
ante-Finalmente, ~m torceiro ti~c de entescuramentc ocor-re quendc '3 semana ce treb:Jlhc lt;,gal se estabelece a um ní
vel abaixe dequele deseja~c e oferecidc ~alc 8mpr8gadc(pl~
na capacideds), que
i,
f=:crtantc, subutiIizedc.f\ apn;sentaç~c dos r8sultaccs cDtidcs pcr Ball 8 Sr.
Cyr terna-s8 interEssant~, uma vez cue foi c medeIo aplic~
dc aos ~adcs referentes ~ industrie ds transformeç~c bras~
leira. De nleSrla fcrme que Ball, apliccu-se a equeçae ds /
regress~o a cade ssgmente da industria, bem cerne pere os
cades egrssôces.
Os rssultadcs de apliceç~c dc mc~slo,nc pericdo 1955/ 1964, acs o.acos agregeccs da incustrie britânicél s~o apre-sentadcs. A utilizeç~o de dados trimestrais tornou neces-sária a inclusôc
cc
trss "dummies" sezeneis,lo g E = 1,5676
t
(0,572)
+0,007502 -0,0021
(0,~i)19) (,_.:02)
0,2575
°3
0,0011t
( C F] O C .} )
+ 0,1841 lcgP t +
(J;03~i,n
+ 0,0161 D4
( I, , l . 33) ( 1 4 )
a = 1,3987 fJ= 0,006
~,7425 legE
t _1+
(iJ,0644)
R
2 =0,9147D.W. =2,1776
Edwin Kuf ) (Hl73) ,c,í_:rssGnta uma funçec de demanda por homens-hera bem semelh2ntG ~~ueIe aprosentada acima:
(14) o/~ 'Ja.,i~OJtL.,.) cntJte. pflltuzteH2. ~c.c 0.6 e.ltJt0.6. do.6
) .
Icg (LPEHR) - O;UCl237T +
( ('
J,
"') ~.2
R
=
",986D.(;).=7,27
u,3297 ( 9 J 4~' )
I~g ' t + 0,5973 IcgCLFEhR
t _1 :
( 1 3 ,9 )
( 1 5 )
n2getivc pere a variév,-,l
c
cuIar de ca~i~~~ ~cr trabaIhedor.
scbre eIasticicedes e demeis
cb
-serveçces s t:; r c:~·
-
c;::resentadeS õ::p cs ~ vsrificaçéc dos r3suIteccs Je C1~'li;:cç,J= CG rf,ccelc cCS ~adcs brasil8iros.
.17.
l I ! . Estimação.
Aplicou-se a equaçao do modelo de 8al1 e St. Cyn aos dados referentes à indústria de transformação brasileira no perIodo 1972/1976. Utilizou-s8 a média trimestral dos indi-cas de produção e de mão-de-obra ocupadR, tornando-se por-tanto necessária a inclusão de "dummies" sazonai5. Colocan-do-se na forma geral:
log E c
B
+B
t +B
log P +B
log E +B
O +B
O +S
Ot a l 2 t 3 - t - l .. 2 5 3 r, ..
onde:
Et z média dos Indices de mão-de-obra ocurada no pe-ríodo (trimestre) t.
P
t = média dos índices de produção real (quantum) no período (trimestre) t.
t tempo
E
t - 1 = média dos Indices de mãe-de-obra ocupada no p~
rIodo (trimestre) t-l.
o
OI I2 no 2' trimEstre
'" O c. c.
o
= I3 no 3
9 trimestre
= O C.c.
o '"'
..
I no 4' trimestre= O C.c.
-te) sao conhecidos UDa vez estimados 61 S2 e
Cs rcsulto,jss S3~
-
apresent~d~s na t~belQ 1.A
8xceSS28 dos sen8r~s ~rodut8s olim8nt~ra5,perfu-reC8m b3st~ntG signific~tivos. fato
de q u 2 q U ~ S 8 t:J dos :J s " num n i e s" têm s i n, i s n e g 'J t i v (J ~ , T ': 1
resultCJdo ~~~rGntsmentc vicioss. ~nj8-sa cxplic~r pelo f9-to da que ~ v~ri~v2l n=is sujeit3 o s'Jzsn~lid~~e5 n~o e '
vJri~v81 dD~en~untG, 8 sim u~~ das v=ri5vais explic~tiv~s,
produçÃ:: rOi"l, /
mais fortenente v=ri~ç~es s~znnai5 de um9 das v~ri~veis ex
I ' t ' (1)
P l C ] lV::::S •
A inclus~~ j s t, l~g P
t 8 l~H Et _1, juntos su~er8 1
priori probl8n~s je multic21inearidada.
T él 1 i~ r
=
b 18m '3 p 'J r 8 c e .] c 8 n t u 9 ri <1 n.' c '3 S r:' ='·n s ~:3 n .J r C; s /mBt~lurgico, mec~nicr e m~t6ri3s rl~stic0s.
8sperôr os vari.3veis,
C " c f i c i e n t ,3 S
mc::str"lr':!m-se
de cnrrclaç;n sim~les antro
' I t I (2)
p~rtlcu arme~ 8 a t e s .
est'lS Entret:=1n te, je um~ fcrm~ S8r~1; ~s resultad8s 3~~ bons ~ Jrnblemas j e Multic~linG0rid~da n;~ ~arec8m estar ~f8t~ndn
s~riamen-t~ os mesmJs.
~í;ras8nç:J de vJri.Jvel endógs"n 'Jcf,:,sJcl:'l neC dcvariô,-:'l ;-Jri:J
ri, f!erar p r cc b 10m as m3 i s s
8
r i 8 s. d 8 V i j ' ) " ] j Ta t J ria q U 8 a eqUêJÇQU de ajust.'Jmento utilizad,.] é análn~a a de ~justamentn r;a~
( 2)
Urrlct
ve.z obu.do-6 r'..OC.n-<-C.J..e.Vl:tv., -6,únpfv., da va·'L,{.::ivc.f de.r.>e.Vlde.rr.te. c.omo
tC'vt-6
vaJu:.âvw 2.Xpt<.c.'.l:tivrd,
2.dado que temo,5
v(tJ[,.[âve..t e.Vldõge.rta
de.&C"t.6flda do .cado dú'..,<,_.Lto da e.qLLação, Vlão -6uJt,IJJt2-c.Vlde. que. te.Vlhamof.>
ob.:tú1o C.oe.1J..c.únte.-6
d:?c.o,'1/te.l.ação -6J..qvrJ..Mc.et:tJ..vof- de.Mrt vaJÚâvu
c.om
cudemaü va,'r.Á.av'2-05 e.xp-fic.ativcu (pJtoduç:::'o
·2tempo) •
Não
.6uJtpJte.e.Vldc.
tamb:m 0.6 c.oe.{ic.-ie.ntc.-6 .6J..(1lú~J..c.a;t..i\Jo-6e.rtbLe. a
vcvu:âve.,~te.
tcmlJO
e.
a6 deJ;jrJ..~. ;)0-05e.!Jte.6
c.Jte,5c.em ao
/~o nq odo tempo;
.6e.Vldo
eJ.,::te.
Wn
p!wbiema
Ú;J-i~orle. M./r.ie..5
tempo~;1JCvt.uC1.1iM.me.nte. qu.a.ytcfõ
C'
::tempo
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cXP.(Â,c.,(tr,me.nte. u.:t.i::_i_zado c.omo
vaJÚâveL
(1)
Ve.,5ta
nO'l.ma p.'7~5,S/Jl~ il:{e_Jt
.6-iVla.<..~C,OVlbtÔJU.Of., ao
qlle. !.leJúa e./~peJu1do.S"JÚa Jt:<.zoave.-Z
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,.. r> ,.. ~ li
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I I ' I I I II
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u') CO (Y) CU lI) O .:t D (:") r 1I
CJ O, .:t N CO cn O CO lO L' li
,--1 ("-oI (1.:J C''-l (" CO.:f 1'; ( t
C) LD C) O O tf} ~ O~ C~ r-:. ::
~-:;
cO'"") m LO CO:~ ~p-'
r" N C,) CO ("f) ~<) N ú ) r-- _I LO ~"'O,J N C'
Cl (f") L' i - O r-~ .--i r i
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I I
cial.
o
ajustamento de uma equaçao de regressao com varié-vRI cndógena defazada problemas de autocorrolação (a / priori) deveria fornecer estimadores ~U8 mantivessem as pr~priedades assintóticas desejáveis. Por outro lado. todo po~
srval problema advindo da inclusão de variável endógena
d3-fa~ada
é
minimizado pelo fato de dispormos de outrasvariá-veis explicativas. O coeficiente do Durbin Watson pode S8r usado, uma vez que (pelo menos e priori) n~o há problemas, advindo de conjugaç~o de veri~vel endógena defaznda 8
auto-correlação. Conforme se Dode constatar, c meioria dos nume-ras encontra-se em região inconolusivo.
Hn
entretanto, pos-sibilidades de que 8m ~lguns dos gGneros têl problema este-ja enviesando os resultados. UMa altornôtiva seria a aplica çao do teste h de ourbin, mas c amostra utilizada tem menos que 30 observações, e visto que as propriedades de tal tes-te para pequenas amostras são desconhecidas julgamos conve-niento não aplicá-lo.A relaç~o entro emprego e produção revelou-se basta~
te significativa em boa parte dos casos. Observe-se que o ajustamento ~ particularmente bem par~ os dados agregados Alguns dos casos que mostr8~ estatísticas t nao significat! vas para o coeficiente da variável produçéo podem ser expl! cados por problúmas de multicolinearidadG. Isto 58 verifica em particular se o coeficiente da variével tempo tumb2~ mos trar-se não significativo.
o sinal negativo encontrado pilrél G varifivGI tempo p~ de d a r m ~ r ."> ,r. é1 in ú m E r u s l3 X P I i c e ç õ e s e I t a r n a t i v as. Se g u n do Edwin Kuh (1973) tal sinal rsprsssnta o aumento similar de capital por trabalhador. De fato, tel v2riável 3~ar8ceu ori ginalmente no modelo quando se procura formular c comport~
mento do estoque de capital 8 da tecnolegia B~ 10n[0 do t8~
po. Além disso, o desenvolvimento teórico do modelo fornece coeficiente negativo para o tempo, de forma que na maiori2 dos casos obtemos À, p e a positivos como era de 58 e5per~r.
1
.20.
observar a relação entre produção e emprego no periodo de es tudo.
Recordemos que ~ ~ a velocidade de ajustamento de
em-p~eGo ao seu nivel desejado, a é a elasticidadE da produção
com r~spu~to aos serviços de trabalho, o p
6
a tax~ d8cr8S-ci~anto de produto devido a outros fatores.
Observe-se que apenas três goneros revelaram coefici-ente de ajustamento maior que 0,5. Evidcoefici-entemcoefici-ente quanto maior o valor de À maior deveria ser a resposta do emprego em rela ção
à
variaçõss na produção.Quanto ao a, apenas três ganeros apresentam numeros / menores do que um. Tal resultado significa, a primeira vista que nos defrontamos quase que generclizadamente com situações de retornos crescentes de escala no curto prazo.(l)
Este resultado também S8 verifice no estudo de Ball,
mas há uma séria de restrições que devGm ser explícitas.
Em primeiro lugar,
é
possível que o grande numero de estimativas de a meiares que a unidade seja devirlo ao problema de se estar utilizan-do dautilizan-dos referentes ~ "non production wcklrs".Levando um consideraç~o tAl tipo de problema alguns autores como Oi, Neild e Kuh procuraram ajustar as regressões scparadomenta. Ball e St. Cyn também o fizeram, não encontrando, contudo, diferença significa-tiva entre as estimasignifica-tivas.
Entretanto 5 possível que alguns vi5s c favor de retornos cons -tantes de escalô tenha sido introduzido pelo m0todo de estimaçãc. Segun-do Ba11 a expBri~ncia sugerE que ~ m&todo de minimos quadrados tende e
reduzir o peso do termo defasado, log E
t-l ' e aumentar o coeficiente de 10g P
t em comparação com outros métodos, como míninfJs ouacredos de
•
I
dois IiJsté.g:1,oB ou ·a1ndõ máxima V8I'osB~milhanç8~À pode estar .. se~
do superestimado, mas nao é possival saber S8 a 3stá sendo su
perestimado ou n~o, visto que) afeta os coeficientes d8 log P
t e log Et -l em direções opostas.
E
interass3ntG obsGr var, a exemplo dos resultados ingleses, que x e À parecem / estar corre1acionôdos. Em particular, industrias cem altas elasticidades tendem a ter altos coeficient8s dE a2UBtamen-to. Tal fato porém n~c apresenta int8rpretaç~o intuitiva.A utilizaçôo de médias trimestrais pode estar amort~
cendo as flutuações da produç~o 8 d8ss~ forma distorcendo
os
resultados para cima. De fato é intuitivo que a resposte do emprego em relação as flutuações da produção pode estar su-perestimado.Assim, ejustou-se a equaçao uti1izando-sG dados m8n-sais dessazonalizados, pelo método incluido na rotina do programa ESP (Econometric Software Package):
10g Et = 0,1425 - O,00027t + 0,11136 log P
t + 0,8525 log E
t -1 (-1,087) (4,491) (23,753)
R2. .. 0,9954
O.W=
3,166n =59
Comparôndo-se com o resultado antorior observa-se / que o coefioiente da vcri~v81 produç~o diminuiu da O.29~1 / para 0,11136. Observe-se que na regressão anterioro~resulta
do deve-se quase xclusiv~mente ao X, jE que o ~ ~ pratic~
mente igual a um. Utilizando-se dados mensais dessazona1iza dos a 81astici~ade soba significativamsnte. A interpretaç~o
deste resultado também néo
é
imediata. Não só S8 reduziu G sensibilidado dG resposta do omprogo em re1ôçso à produção, como tamb8m a importância rslativa dos fQtores que atuam co mo causas.IV
Conclusão.Os resultados obtidos sugerem que o modelo utilizadc pode ser aplicado na análise da relação entre produção e e~
,.
BIBLIoGR.AFIP, :
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