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Ensino de física e deficiência visual

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Academic year: 2017

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Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, v.15, n.1, p.173-174, jan.-abr. 2009.

Resenhas

E

NSINO DE

F

ÍSICA E

D

EFICIÊNCIA

V

ISUAL

Maria Luiza Salzani FIORINI 1

CAMARGO, E. P. Ensino de Física e deficiência visual: dez anos de investigações no Brasil. São Paulo: Plêiade, 2008.

O conteúdo do livro “ Ensino de Física e Deficiência Visual: Dez anos de investigações no Brasil” mostra-se pertinente e relevante às emergentes discussões sobre a inclusão da pessoa com deficiência no Sistema Educacional Brasileiro, bem como sobre a desmistificação da incapacidade de aprendizagem por estes. As questões que envolvem a pessoa com deficiência visual em um processo de ensino – aprendizagem da Física são dinamicamente apresentadas, discutidas e contextualizadas. Seu caráter educacional e social permite que sua leitura seja realizada por todos os profissionais que se encontrem em situações pedagógicas direcionadas a alunos com deficiência visual, servindo como um referencial de trabalho.

O livro está estruturado em cinco capítulos. Sendo assim, no capítulo I, têm-se a deficiência visual definida organicamente e, apresentada como um fenômeno social; a relação entre o conhecer e o ver, a partir da cultura dos videntes e, seus efeitos no cotidiano das pessoas com deficiência; um referencial teórico englobando o processo histórico e crendices quanto à perda da visão e, a deficiência visual vista como um auxílio na construção do conhecimento e entendimento no ensino da Física.

No capítulo II, são abordados os dados oriundos da dissertação de mestrado do autor, a qual compreendeu as concepções alternativas em física e deficiência visual. Os resultados são apresentados por meio de uma constante discussão com as consagradas teorias da física. Destaca-se a importância e a influência das percepções não-visuais, como a auditiva e a tátil na construção d as co ncep çõ es d e fenô meno s físico s, p o r to d o e qualquer ind iv íd uo , independentemente de vidente ou não.

O capítulo III contempla a inclusão educacional da pessoa com deficiência tanto nos aspectos teóricos bem como em sua efetivação; é realizada

1 1 Mestranda do Programa de Pós-graduação em Educação da Faculdade de Filosofia e Ciências da

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FIORINI, M.L.S.

Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, v.15, n.1, p.173-174, jan.-abr., 2009. uma análise da formação e ações de docentes para o ensino inclusivo em toda a sua abrangência, mais especificamente ao ensino de Física em ambientes que tenha a presença de alunos com e sem deficiência visual e, apresenta um programa de ensino de Física para uma sala de aula do Sistema Educacional que tenha alunos com e sem deficiência visual regularmente matriculados.

É no capítulo IV que são apresentados os resultados das análises do modelo de aula anteriormente proposto. Apresenta-se as dificuldades, alternativas, metodologias de ensino e recursos identificados por futuros professores de Física, caracterizando a busca de soluções para se ter aulas de Física adequadas.

Por fim, o capítulo V concentra a problemática investigada na pesquisa de doutorado do autor, na qual o planejamento e a aplicação de atividades, a proposta de ensino, referentes ao conteúdo de Física são descritos diante da situação de haver alunos com e sem deficiência em uma mesma sala de aula. Desta forma, cinco atividades são apresentadas de modo descritivo e ilustrativo, contendo em cada uma os modos de condução, os materiais a serem utilizados, as avaliações. O capítulo finaliza com o oferecimento de algumas orientações didáticas aos docentes de Física que necessitem realizar o seu trabalha para alunos com deficiência visual.

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