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Uma visão teórica do "psicodiagnóstico", de Rorschach

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Academic year: 2017

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.0

CE TRO DE POS-GBADUAÇ O EM PSICOLOGIA APLICADA INSTITUTO DE SELEÇXO E ORIENTAÇXO PROFISSIONAL

lUNDAÇXO GETttLIO VARGAS

r

ID.1A VIsto TEtmICA DO "PSIOODIAGNOSTICO". DE EO SOHACH

Jos1! liOVAES

FGV/ISOP/CPGPA

(2)

CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA APLICADA INSTITUTO DE SELEÇÃO E ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

FUNDAÇÃO GETttLIO VARGAS

UMA VISÃO TEORICA DO "PSICODIAGNOSTICO", DE RORSCHACH

Por

JOS~ NOVAES

Dissertação .sQbmetida oomo reqQisito parcial para

...

obtençao do graQ de

MESTRE EM PSICOLOGIA

(3)

AGRADECIMENTOS

- Ao professor Franco Lo Presti Semin'rio, por SQa

orientação paciente e amigável, sem a qQal este tr~

balho padeoeria de mais incorreções qQe as qQe

pos-SQi, as qu~~se devem ao aQtor, não a orientação

da-da.

- A minha fam!lia, minha mQlher e meQS filho~, por me

terem atQrado durante os meses de realização deste

trabalho.

- Ao ISOP e amigos de trabalho, pelas IDQitas horas de trabalho a eles rOQbadas.

- Aos meQS alQnos, sem OQjo est!mQlo ao oonstante a~

(4)

S U M ~ R I O

Neste trabalho ~ tentada Qffia abordagem te~rica 40

"Psicodiagn~stico", de H. Rorschach. Procura-se mostrar que as bases te6ricas do teste, em sua origem, predeterminam de

certo modo os seus caminhos de desenvolvimento conceitual. A~

sim fazendo, facilitam sua manipulação por pontos de vista

pr~ximos a essas bases, e colocam dificuldades ou mesmo

impe-dem, em muitos aspectos, a aceitação da t&cnica, de modo

in-tegral e pleno, por concepções e sistemas de id~ias afastadas

destas origens te6ricas.

Para isto, faz-se uma an~lise dos fundamentos

te6-ricos do teste, tal como surgiu do pensamento de seu autor,

e historia-se seu desenvolvimento e uso por psic6logos, cl!n!

cos, e outros profissionais. Em seguida, mostra-se como

a-bordam o teste os principais sistemas te6ricos na psicologia

contemporânea. Deste modo, o teste ~ apreciado segundo a

psicanálise, o gestaltismo, o behaviorismo e a psicometria, a

fenomenologia e o existencialismo, e a psicolin~!stica.

Nas conclusõe~procura-se mostrar como as bases conceituais dadas ao teste por seu autor, embora consideradas pouco desenvolvidas pelos e tudiosos, marcaram certos limites

para sua evolução e abordagem te~rica, de tal modo que

con-cepções objetivistas, como o behaviorismo e a psicometria,

não cabem dentro desses limites, o que impede a absorção ple-na do teste por estes sistemas •

(5)

s u

A R Y

In th1 study th oret1c 1 approach to Hermann

Rorsoh ch'." ichodiagno t10" 18 att mpted. On 'tr1es to

point out that the theoret1cal basis of the t t, in 1t

ori-am,

predeter ines to a oertaa extent its p ths of

oonoep-tu 1 d velopment. Th1s p rmited 1ta handl1ng by meBDS

ot

points

ot

vi olos to th se bas1e. At the esmo time, it

hlAd r and eve prevent the ~ull ~o pta.o.c of th teohnique

bp oono ptione &nd theories wioh remote Iro ita

theo-retioal orig1ns.

To coomplish this, a horl r tro pect of th te t

i ma.d, e 1t arous in the authol'.' m.1nd . , with th pr1m1t!

ve oOllOeptual b 18, in ad.Letion to th h1 tory ~ - its d veloR

ment and us by psyohologists, phys101ans, and othe

prof.-io.nals. This is follo by show1Dg ho th leadiog th

oret1-oal ey t ma in contemporary peyoholo81 approaoh d the t at.

Thua, 1t 1e valueted acoording to psychoanalysis,

se

tal-tism, b h v10r1sm and p yohometr,y, phenomenoloB7 aa4

ex1aten-oialism, and psyohol1ngu1 tios.

Conoluding, on try to show how th cone ptual

ba-1 given. to the t at by the author, although conaidered not

tt1l1y ~ d veloped by oholara, a t o rt 111 d finite limits to

it volut10J1 and th or tio approach, in uch way that

obj ctiv oOllcept10.Q8. 11ke b hav10riam and peycho try, l q

outs1de th limite. Th1 pr vent th t st to b sim11

-te4 by th s syatems.

(6)

!NDIC E

AGRADECIMENTOS •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• ii1 S~RIO... ... iv

SUMMARY...

v

INTRODUÇÃO... 01

I Co10caçao do problema: o teste de Rorschach e N s~as

bases te6ricas... 01 11 Hist6rico: as bases te6ricas do teste, em s~a

ori-gem... 07

111 - A evolução da t~cnica, a partir da d'cada de 1930, na E~ ropa e nos E.U.A ••••••••••••••••••••••••••••• 11

PARTE I - A PSICANALISE E O TESTE DE RORSCHACH... 16 Cap. 1 - As razões para o intimo relacionamento entr a

teoria psicana1!tica e o Rorschach... 16

Cap. 2 - H. Rorschach: tentativa de análise psicanal!ti-ca de ~ protocolo... 20

Cap. 3 - David Rapaport: s~as contrib~içõ s ao Rorsoha-ch... 25

Cap.

4 -

A análise do conte~do nas respostas do Rors-chach... 29

Cap. 5 - Roy Schafer... 32

(7)

PARTE 11 - O GESTALTISMO E O TESTE DE RORSCHACH ••••••••• 37

Cap. 1 - A influ8noia dos prino!pios gerais do

gestalt1s-mo sobre o teste de Rorschach ••••••••••••••••••• 37

Cap. 2 - Peroepção e personalidade: uma fundamentação te6

rica para os m~todos projetivos •••••••••••••••• : 40

Oap. 3 - A escola "Perception-Personality" e a "New Look

in Percept ion tt • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ' • • • 45

PARTE 111 - AS TENTATIVAS DE ABORDAG~1 AO RORSCHACH POR

SISTEMAS E ID~IAS OBJETIVISTAS ••••••••••••••• 56

....

Cap. 1 - Introduçao •••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 56

Cap. 2 - O behaviorismo e as técnicas projetivas ••••••••• 58

Oap. 3 - A abordagem psicom'trica ao Rorschach ••••••••••• 61

PARTE IV

Cap. 1 Cap. 2

ítem a - As propriedades psicom~tricas de um tes

...

-te: a validade e a pr oisao •••••••••••• 61

ítem b - As qualidades psicom4trioas do

Rors-ohach •••••••••••••••••••••••••••••••••• 64

!tem c - A preoisão do Rorschach •••••••••••••••• 66

!tem d - A validade do Rorschach •••••••••••••••• 78

O PENSA1~NTO FENOMENOL~GICO EXISTENCIAL E O RORSCHACH •••••••••••••••••••••••••••••••••••• 104

A filosofia fenomeno16gica - existencial •••••••• 104 Françoise Minkowska e o Rorschach ••••••••••••••• 109

(8)

Cap. 3 - Schachte1: uma abordagem sistem~tica, do ponto de vista fenomeno16gico - existencial, ao

Rors-chach •••••••••••••••••••••••••••• ~ ••••••••••••• 114

Cap. 4 - O Congresso Internacional de 1968 e o simp6siol visão existencialista do teste de Rorschach •••• 124

Cap. 5 - Abordagens fenomeno16gicas específicas ••••••••• 131

PARTE V - PSICOLINGU!STICA E O TESTE DE RORSCHACH ••••••• 132

Cap. 1 - Linguística, psicologia, psicolinguística: no-• N

vas d1reçoes no pensamento contemporâneo ••••••• 132

Cap. 2 - Abordagens ao Rorschach inspirados na linguíst! ca e psicolinguística •••••••••••••••••••••••••• 139

PARTE VI - CONCLUS ES ••••••••••••••••••••••••••••••••••• 150

Ca p . 1 - Limites e caminhos te6ricos abertos por Roracha

ch para o desenvolvimento de sua t~cnica •••••• : 150

Cap. 2 - Duas perspectivas gerais, fi1os6ficas, de

abor-dagem da teoria da personalidade e do Rorscha-ch ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 153

Cap. 3 - Abordagens objetivis tas ao Rorschach: a

filoso-fia subjacente ~ metodologia psicom~trica •••••• 159

Cap. 4 - Conclusão •••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 168

BIBLIOGRAFIA •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 171

Folha de Assinaturas •••••••••••••••••••••••••••••••••••• 178

(9)

DlTBonuclo

A 10010g1 te e de envolvido rapid t., de.-de qtle obteve o ".tatl1 de 41801plin independente no oODjWl .

-to d08 OOM oimentos h 08. S e.ntr r Da diaotl Ão de 11&

clentlflcldade 011 não, podemo dizer ql1e ela t cria40 cODtl

-nuamente novo. cone lt08 e abordagena e torno de 8el1 t prdprl0 •

E te oresoimento do campo de estl1d08 da nova

rla, d sde a segunda metade do 8&cu10 XIX, não se l1mlt, no entanto, 'rea t 6r~oa; tamb4m 08 o pos re1at1 vo • ap110.!

ção do. oonh cimento psioo16g1cos n re oll1ção do probl do ho em em s u aju t nto 'a 11m meio em extraord1n4r10 r1t o

de I1danç t m aumentado. ov t&ooic s pontos de vista 8ur

-ge ,não ~ no que tange a 11m diagn6stico d situação, a ool~

c çÃo do problema em 8 US dlver os rel clonamento e f 1t08,

ma na of rta de 80luções, ou num t r pêutica sug rida.

U dos campos qu conh ceram um r pido l1I'gir de

n9-va idl188 e instrl1JDCnt08 pr4tio08 qu 8 op rao~1z foi

o dos test s psioo16gioo • Desde psioofísica, de ebar e

P ohn r, os • tud08 de Galton e ckeen Cattell, o plon81ri o

d Binet as ld41a dJ Sp arma0, foram orladas oente.uaa,

1l1-lhare

talv

z

de instrumentos p a o diagndst100

P

lo016g1oo,

atingindo di! rentes funçõ 8 da ent h •

U teste pslo016gioo , instr nto de ~tl0.

P lo01~glc.; a t4on10a, oercada de cl11dado. • 8

ter jado8. do o

ua valldade al~ance ,

e

forneoer O

r

8u1tad08 de.~

bora, na 00 truçÃo d08 conheo ento hwaan.oa, UI t,2

(10)

ex 108 de t'CD1o que 8Qrgi

rio.. que a tund ent e

ante qQ as xp11cagÕe. te~

00 j i exi.tente, t4on1ca t

o oorpo

oient!ti-1 4i. bia10.

st ente

aeus alio roe ,

e

bora eeta 14'1

AO eopfr1to d Q autor. : &1 t r4 , la llJ"p,

" xp110aç·o" 4 t enioa o az pr Dent , o que no

te aa10r oontrol da s1tu çao, por um u o ai p10

kno -110 ".

Est trab lho

xat

nt

rioa d Qma t onica de diagn6 t100 d p reo

mal oonhe01d usada no mundo ooident 1: prova d

J'Gli

-00JUl

-a

onoha

-oh. O p iqui suiço Hermann Rorsohaoh criou s u teet 80b

insplraç·o do pen am nto peican lftico, que 1 ac itav e

pratioava. 1\0 ntanto, t cnie psico16gic não fica

oir-cuoscr1t 08 11mit G t 6rico que lh impõ ua or1 hiat~

rioa ou cono itual. A. Anasta i diz, eobr o seuntol ~atQ­

r.Imente se dev notar qu tlcnl0 S op cífio s não pr o!

a&m er avaliadas em função dess s tendênoi te6r10 ou or!

na hist6ricas. Pode-se provar a utilidade pr tio ou aval!

4ad pírioa de um proo eso atr v~ de r zõe diferent s da8

1n101alment citad e par justificar eu presentaç·o (

t 1,

1967,

p •

651).

o

"t st da manch d tl.nt

ft,

d Rorechaoh, apr_

aent rs otiva tlg staltlstat1

- tal como nos pon.t

abordagem holí.tioa par ua interpr tação, a iO·o d

-

r

-80nalid de 00 um todo estruturado - embo 0·0 haj Y1d~

oi 4 que u ator t oh conh 0140 1d&18e d08 ini01ado

-r do ge talti o ( erthet r, Xehler, KOftka) n dlc 8 de

1910, surgiu m bient p ioan 1!tico, ap sar de uito ~

tores apr ent influ noia d 1411 s p 1canalft10 s~

(11)

o entanto, sua utilizagão por psio610gos de outros sist te6riooa em psioologia, e a tentativa de oompreendl-lo por ~

versos o inhoa oonoeituai , t .ido tonte de frutíferos aw.n

-~os esolareoimento sobre a t anioa. SegUlldo Piotrowskya "Ao

oontr4rio da id4ia, presente ente muito difWldid , • validade do m't040 de Boraohaoh n·o depende d nenhuma t oria da persA ne11d de. O 'todo' compatível oom qu lquer t oria da persA na11daae, t 1 como o valor dos dados obtidos com ajud de

um mioroso6pio não depende de nenhuma teor1 espec!fio do prooessos f! 1cos. U traço de coberto num protocolo de Rors-ohach pode s r interpretado ps~oan l1tioamente,Qu sociologic~

ente, ou fisiologicamente, ou ducacionalmente, ou por qu 1-quer combinação de oonoeitos tomados de diferentes ciências"

(Biotrowsky, 1957, pdg. XIII).

Piotrowsky apresenta os dados obtidos numa ciência, por um m'todo de coleta de dados neste campo; como "neutros", permitindo que qualquer l aboração te6rica se fundament ne-les; o udndo bruto " , portanto, não apresentaria qualquer ooa taminação te6rica anterior, seria objetivo e "puro". Trata-se de uma visão ingênua - para dizer apenas ~sso - do proce~ de construção das teorias científicas, e do tratamento pelo qual passaram e que ainda sofrerão oa f amoáos e pret nsos "dados tiltimos" do oonhecimento, que se pode tent ar explicar pel

1a

fluência positivista, que impera na cen cultural amerioana, sobre o pensamento de Piotro sky. Na realidade, não há esa s

"dados dltimos", isentos de contaminação te6rica e/ou ideol~

(12)

d GaetOll Baohelard) , "O tato são feitos" (00 origi.nal ira.!!

cesa

"te.

fRita sont tait

'I)

ou seja, pr4pr1a coleta de dados implioa numa viBão te6rica, es~ando eles portanto "oont

iDa-dos" t or1camente ("subjetivamente", na visão dos Clt1 se p~ t nd m def nsores de um obj t1vis ~ estreito e l1m.1tador da

oonstrução te6rica). O qu.e o cientist proottra observar - na v t1dão do universo, atrav~ d , um teleec6p10, na 1men.sid·o do microcosmo, por um mioro ocSpio, lla mente humana, por UD te~

-t ou. pela observaçao do oomportamento - os dados qt1e ele

f!

nalmente obt'm, j ' for previ ente seleoionados, o s

de-terminar o objetivo da pesqt1i S8 , qan4 se fez a pergunta f~

d .Ilt 1, da qual se proou.ra ·re posta nest s dados; o q;18 se

pretende dizer , qu.e o objetivo da pesquisa prl-determina os fatos qu.e s v i levar em oont , e este obj tivo não

&

isento de cont inaç·o t 6rlca e ideo16gioa.

esmo não conoordando tot lmente com as 1ddias de Piotrowsky, no que se refere

A

independ nela e valor d08

da-dos obtida-dos em pesquisa 00 relação qualquer teori clent! fioan ~~ o po eepec1fico de oonhecimento, não se pOde deixar de reoonhecer larga utilização do m~todo de Rorschach por psic6logo8, antrop61ogos, educ dor s e pesquisadores de diveE 80S oam 08, ade tos dos mais d1v reoe sistemas te6rioos, oie8

t!f1cos e filos6ficos. Ao preseatar seu m~todo de avallaç·o

(13)

.5.

(Rorschach,

1974,

pág.

11).

Deste odo, o e bas ento te6rico de sua prova estava ainda por ser fundado, e havia enorme os.! po aberto para especulações e usos, dos ais variado matizes conoeituais, dos dados obtidos oom a t4cnica. A isto se lançâ r muitos autores; mas, por razões que podemos apenas tent lançar disoussão aqui - a oomplexid de dos dados,extremamen

-te diver ifioados, obtidos oom a prova, o st4gio ainda embr~

-.n4rio das d:l.varsss teorias psico16gicas da personalidade em

sua prooura de pontos 00 una e de id'ias unifioadas, eto.,

-tais tentati as não obtiveram grande suoesso na oonstrução de bas a te6ricas a~lidas para o Rorschach atd vinte e poucos ano , de t lodo que Roberto R. Holt pode escrever, referin

-do-s o treoho acima citado, do pr6prio Rorschaoh; 'Q~ s oonsidera que estas palavras foram escritas há maia de J) anos, e que algUllSS milhares de pessoas trabalham com o Barschach de!!, de então, produzindo uma bibliografia que agora

(1956,

N.T.) alcança mais de mil e duzentos 1tens,

&

sensato fazer notar oomo a dltima sentença oitada poderia desorever a situação h~ je ••• A insatisfação com a falt de bases te6ricas para o

,-todo de Rorachach cresoeu, e tem surgido pedidos

&

maior atea ção para a teoria, vindos tanto da tirea clínica como de outras &888 ... (Klopfer,

1956,

pdg.10l).

No entanto, na dtScada mesmo de 50, • poster~r ente, o trabalho de elaboração te6rica sobre o m'todo, com base. id'ias essenciais aos principais s1st mas conoeituais m

Pai

cologia, se tem desenvolvido, de tal odo que podemos tent r apresent4-1o breve ente neste trabalho. O que podemos pergun-tar, acerca desta linh e pecífica de avanço do Rorsohaoh, I

(14)

1 vr d P1otro"

q

ao roa 40 relaci ent tatos e ·w:?

ri na pcsqul clent1f10,. t er xp110a

-~-o

par o

relativo

1nsuca o

d.

Ro ohach

por art. de 81 t ob~.t1.,1staa 1eologia - o beha.,1s. rl etodologia o ciona11ot a palco tr1, peolal

a orig t cSric h1 t<!rica do todo 4e

Ro ohaoh, tort nt impregn d d cone 1to

tota11zantes. e. em lano tecSrico mai8 ger 1, d 1d'i 80 re

rsonalida • 11 • cone

oõ ••

filoocSfleas "uro ias", marcado eua tra~et~r1a - ., n la, busoa d b •• t.4rio - de do 1Adellv 1? Pod 08 1 olar tot ont uma t'Ollioa

-ra a.,al1 ção d Q. lql1 r aspeoto do f uncionamento sfquio de ua t.4r1oa 1n1ci 1s, dad S or u ator, por ma1

agaa e inco qu t 8 j ? t S aBa

-por a.18 f i o que , repetimo - não torainarão

"1188 de vOlug-o da tlc~ca, por plos que eejam est •• de oert bal1zaD, l1mlt ua 0

-paas • ia • sistema tos?

Tal., • • e~a ata d vic·o t1va do ors-ohaoh per parte dos . i t oonceituais c 01 ado, o quais •• b a1 m 1d618 opo t

8,.

grand part., uel

'lU e und At in1clalment o ~ te.

p 10ana11tioa, ou ataltl ta, ou xlatenolal1 ta, Oll Q

l1ngu!

tl0

(j4

que pOder!amos tomar a .,1.-0 p looliDgu1etioa

00 ponto de "11 t ,q~ t Ata aup rer est abordagell8 opoat ), o t orsch oh e t4 be o, j qu 1 e Aio • o 00

fronta ente co us fWl c1rd. J o 'P so q e

vi.- obj tlv1at - o~ .e~ t beh via 1st , ou p 100 Itrioa

(15)

do ponto d v1 t qu t 'nd 8

-E t

811 ..

lv.r,

pd

• OllO 1t

t visão do 6todo or diver os ia

-1001081a•

o

oria r d t ate, lIft.I"lllHJ'1lI1 Rorscbaoh, fol

qulatra uiço, 1884 e rio, p

1822,

vft

d 1 uler, e

0140

que 00 .1

O a lqui tria ! po

vão

(cita o r •

• 1973,

• 7)

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-ohaob raz·o.

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vol

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-oono pção ro~ ti • tre

e J leu,

1978,

• 45).

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44),

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""·,-"-", .... 1 va paio

-r .. ia pa-ra rea11 ar

et18 do ntea, n

(16)

.8.

'egundo diversos au,tores que se referem ao tema, ap'!

sar do peso da influ,ência das id~ias psicanalíticas, Ro~

não desenvolveu' sistematicamente u.ma interpretação de sua té~

nica sob este ponto de vista. Na obra qu,e publioou ainda em

vida-'·Psicodiagn6stico", em 1921 - h~ pouca coisa em termm da

fu.ndamentação te6rica psicanalítioa para os resultados de seu,

teste. Somente na obra publicada em 1923, postu.mamente, por

Oberholzer, e qu,e foi incluída em edições posteriores do "Pai

-cOdiagn6stico', é que Forschach desenvolve id~ias psicanalíti

cas na interpretação do protocolo. Trata-se, como

&

sabido,

de u.ma "análise cega" - ou seja, a qu,e

&

feita tendo o técn,!

co apenas o conhecimento da idade e sexo do testando - do pr~

tocolo de ~ esquizofrênico, que estava sendo tratado por Ober

holzer, o qual aplicou o testo e o trouxe para :· orochach. ne! mo nesta obra, não h o que pOderíamos chamar de

"fundamenta-ção te6rica psicanalítica" para o m~todo; como diz Lindzey,

referindo-se a esta "análise cega" feita por Rorsohachl "Aqui,

o teste feito por u.m cliente que Oberholzer havia psicanaliz!

do é apresentado, e são traçados paralelos entre as duas or! gens dos dados. Infelizmente, não há praticamente nenhuma te!! tativa de tirar conclusões sistemáticas acerca da teoria e o teste, e o leitor tem pouca coisa mais além de uma avaliação,

de certa consistênoia, entre dados psicanalíticos e 08 do Bol',!

chach, assim oomo percebe a extensão pela qual Rorschach foi

influenciado por e ta posição te6ricau (Lindzey, l~l, pig.1l7).

o

qu,e dev ser dito aqu,i é que, contrariando o

que parece ser uma visão tradicional sobre a técnica, FD~ach

não parece ter impresso nela a "marca" psicanalítica de modo

tão forte, como ocorreu com relação a concepções gestalti~ .

(17)

.9.

vaa, por ser o prot6tipo daqueles classificados como "estrutu

"

-raia", por oposição aos tltemáticos"; ou seja, o llorschach nos

dá 'uma avaliação da estrutura da personalidade, principalce~

~

te~ enquanto os testes projetivos temáti~os - o' TAT ~ o mais conhecido em nosso meio - permite e favorece mais uma visão

diri~ica da pessoa, com seus processos de ~daptação e m~nça.

O Rorschach nos mostra os elementos da personalidade em ssu ~

terrelacionamento; o TAT, os mecanismos da personalidade em atuação. ,

Há,. também,' a discussão relativa ' ao r6tulo m~to";'

do. "projetivo 11 - que parece apontar no sentido de uma clara

' identificação entre os mecanismos que o teDtando coioca em ,

ação, na ': situação de t estagem, e a "projeção", conhecido meea

nismo de defesa do Ego, largamente citado na literatuxa 'psica

nalítica ortodoxa e em outras obras, mesmo não psicanalíticQ.

' Uo entanto, t 'rata-se de uma indevida util,ização cb termo que, tem

2ofrido_, "criticas', ,div,ers.as,_ Um dosprimeircs ;a utilizar a expre.@. ,

são foi Frank, em' seu famoso artigo de

i939,

e de lá para cá "

ela se tornou tradicional para designar um conjunto. de

méto-tlos. cujo número se amplia a cada momento.' Ora, o .mecanis~o da prOjeção, como meio de defender o indivíduo 'contra tendências

c oüe

--rações - conflitos inconscientes, tensão psíquica a ser

des-carregada por meio do uso do mecanisQo defensivo, atuação in

consciente, etc. - que não 'são aque~as que ocorrem em todos , ou mesmo na maioria dos momentos na situação de testagem com

uma prova dita projetiva. Eellak, por exemplo, mostra bem os

,' problemas decorrentes dessa identificação acritica do con

ceito psicanalítico de projeção a03 tcstes d'itos projctivos,

e descreve os vários tipos de' "projeção" que ocorreriam na

si

li

!~

1I

ir

I!

(18)

L

.10.

tuação de testagem com t a is método s (Bellak, L~: flSobre lo s problemas del concepto de proyección", em "Psicologia Proyecti

vau, 1967). O sentido qu.e resta ao termo "projeção",qu.ando de.ê.

pojado destas características defensivas de sua concepção ort~

do)camente psicanalitica, e U.sado para definir c ert os festes de '

person alidade, é o da geometria ou da ótica, tal como

explici-tado~ por Anzieu (1 978 , págs.18/l9). Nas provas projetiva~ PO! tanto, o· testando projetaria (ou seja, jogaria à frente oupa-ra fooupa-ra) a estrutuoupa-ra e as caoupa-racterísticas básicas de sua pers~

nalidade nas rªspostas dadas a estimulos ambíguos, que exigem

uma or g~~izaçã o para obterem significado. Este trabalho de dar sentido a ·um material estimulatório, conforme as instruções e~

pecificas de cada pr ova, é que permitiria ~ exigiria a proje-ç;o da personalidade nas respostas.

Há referências que evidenciam amplamente o uso, pelo

próprio Freud, do termo projeção em pelo menos duas acepções!

tanto ocorrendo nos processos patológicos, como a paranóia,

e-xemplo clássico de exacerbação do processo projetivo no

momen-to final de formação do comportament o pamomen-tológico, como no

de-senvolvimento normal da personalidade. Anzieu (1978) e Bellak

(1967) se referem a este ponto,e Lindzey (1961) o desenvolve

amplamente. Lindzey mostra co mo se desenvolveram as cor.cepções

sobre o termo nas obras de Fre ud, e conclui sobre seu

signifi-cado duplo: o Itclássico " (co mo mecanismo de defesa) e o

"gene-ralizado" (no desenvolvimento ·normal da personalidade e na con .duta diária dos indivíduos). Diz, então, ser a concepção que

Frank apresenta em seu famoso artigo de 1939, que popular~ a expres são "métodos ' pro j etivos", mais .próxima da "generalizada",

escrevendo: "Embora usuários c'ontemportilleos das técnicas pro j~

tivas mostrem considerável interesse na relação entre os

pro-· cessos subjacentes a estas técnicas e o mecanismo de prOjeção

(19)

r--- ~ --- --~~---~--~~ ~ ---- ~ == ~ -- ~ ---- --~.-- - -~ ~

que Fl:'ank s e referisse a esta o l"'elação. •• (ra ve r dade)... ele

está us ando o te rmo numa primitiva analogia espacial (una pro-jeção lançada ao exterior) , s i mp l esmente para se refer ir à te!};

dência geral de um individuo para revelar element os s

ignifica-tivos de sua personal idade oquando está l ivremente estrLlturando

objetos do mundo exte rior'! (Lindzey, pág . 38); e, na v e:rdade ,

Frank, em seu artigo apresenta desta fo rma os m~ todos projeti-vos. n ••• Podemos o abordar a personalidade indu zi...'1do o indi vi

-duo a reve lar seu modo de organizar suas experi ~n cias apresen-tando-lhe um campo (o b jetos, mat eriais, experiências) r elativa

mente pouco estrut urado e padr onizado cultllralmente t de tal

mo-do que sua personalidade possa projetar sobre este campo

plás-t Oico seu modo de ver a vida, seus significados, compreensões,

padrões, e especialmente seus sentimentos. Assim, n6s élicit

a-mos 00 mundo interno da personalidade do individuo, já que ele

o tem que organizar o c ampo, interpretar o material e reag i r afe

t ivamente a ele" (Lawrence K. Frank, " Pro jective methods for the study of personalityll "The Jaurnal of PsychologY"1 1939,

8,

389-413; pág. 403).

IIl - A EVOLUÇÃO DA TtCNICA, A PARTIR DA DtCADA DE 1930;0 NA

EU-ROPA E NOS E .U. A.

Rorschach tentou aplicar, h interpretação de -um protocolo que tinha em mãos, trazido por Oberholzer, uma série de conceito s psicanal iticos, na época uma novidade que ainda

encontrav a fortes resistências. °Esta monografia s6 foi public~

da postumamente, por Emil Oberholzer, um de seus mais intimos

oOcolaboradores, que

se

constituiria num dos mais ferrenhos de -fensores e continuado res de seu método. Sobre esta monografia ,

(20)

. '

.12 • .

dizem Klopfer e Kelley: nAl~t.l de ·seu ·interesse hist6rico, e~

. . .

te ' docwmento vale por Sua clara demonstração do modo de~orado

e· laborioso pelo qual deve trabalhar quem se utiliza rlo Rora

-chach, começando com o cuidadoso manejo do material bruto ,. s~

guindo-se a classificaçao e tabulação das respostas, e termi-nando com a interpretação. Esta interpretaçâo se . fundaoenta

em certos supostos empírico.s ou hip6teses de tre.balho, acerca

do significado de diversos fatores revelados na classificaçâo

e .tabulação. Partindo dest~s supo'stos ~ possível realizar

i!1

fer~ncias clínicas qlle dão como resllltado um quadro da .

perso-~. . t

naliclade consistente e extraordinariamente elaborado tt (Klopfer

. e Kelley, 1972, págs. 25/26) •

Segundo estes mesmos estudiosos da técnica de Ror~

. "

chach nos E.U.A.; há tres niveis ' de interpretações' dos dados

oferécidos ·pelo teste, tais como descritos pelo própr~o Rors

chach:

- Interpretação da distribuiçâo quantitat~va das di

versas categorias de classificação (·OLl seja, do que Rorschach

chamoll o "psicograma";seria o que pOderíamos entender por an~

lise ou interpretação quantitativa, baseada ·em dados quantit~ .

tivos, em medidas);

Interpretação das características qualitativa~ ~

respostas (ou seja, de seu conte~do, da forma verbal de sua

comunicação ~ termos usados, etc. - do simbolismo das

chasj tudo que fica mais ou menos dentro da categoria de lise ou interpretação qualitativa);

pran-aná

. - Infer~ncias psicanalíticas, que completam o qu~

dro.

r

(21)

Co nt ,então, ' lo ter . 11 Y' ~ dois prim!

ro n!v ia eon titu o qu deste então e en olv u. como O

&todo de ohaoh. O uso d o infer neia sicanalftio , no

ntanto, pod ar ' su.bstituído por outr tlcnic ••• A hi t~

r1 do Itodo nos dltimoB vinte 00 provou. 8~~ onte qu

s invest1gaçõ 40 nor ch oh podem ar valio o ara int~rpr_

te. que n·o conh ç ne conco~ co o na ento psicanal!ti

-00' (Klopt r Kelley, 1972, p g. 26). tr balhos de

Klop-fer, d odo g ral do cultorc d Borsoh oh no ' .U.A., e

dar ao instrwn nto o tan artiz ção rigorosa, 0o!:

1zahdo e dron1zando dmin1 tração, cl Dslfio ção d

re post 9 e a interpret ç·o tinal dos dados obtidos. E.U.A., o t balho em torno do orschach proourar tran for -lo "real

-ente- n te te, dando-lhe o cor ct r!stic poiço tr~ e

obj ti va reqQ r1d pelo p D nto poicoldg1oo dominant, o

be vior! mo. } ~ . qQ8 esco ar o t t de todos os "8ubjetiv1_ mos", d teor! rrOn as qu.o o oeroam que poder e in-trodQzir na p 10010 i , tr v 8 do instrum nto.

rn t in (1972),.na preseJ1tação da obra

d Klopt r tin ,o viAlento

roracba-ohiano u.ndi 1 conheoeu. 010 p r!odo: O inioial - 8Lll'0p811 - Ot!!

t lizado e ma, u!ça, ft asanoia eJ'lt or1 dor',. re

re-sent do por Eor chach e S8LlS d1s0ípu.los maia imediatoa, e ~

d ua o br co o t ate, orgen'thaler,

Oberh01-z r,

Z 1111 1a~.r. Schn 1d.r, Looa11.o_

teri, ou.tro, qu s guom linha tradioio

+,

e que pode a r traç~ç1o no t mpo d 1921 a 1937 ; eeundo per!odo - que Qg"JWD

t 10 vi influ noiado pel id p ra o E.U. A. de figuraa

ai r pre ent tiv ,por ocasião d s gund Guerr

(22)

S. J. Beck e Bruno K10pfer. No entanto, desde uito antes do

tinal da d'cada de 1930 o Rorschach já se introduzira .ccsE.u.A.;

para 14 o levou David Levy, aluno de Oberho1zer em 1923-1924, e foi sob influência de Levy que Beck transformou-se no prime! ro psic~logo amerioano que trabalhou com o Rorsohaoh. Suas pri me iras obras apareoeram em 1930/1931 (lfThe Rorsohach Test and

Personality Diagnosis: I - Thc Feeb1e ltiindedtt ) e 1932 (''The ReJ:!.

chaoh Test as Applied to a Feeb1e Group"), (oitadas por

Klop-fer e Davidson, 1972, pág. 20), at~ sua obra principal sobre a

ttSonica, aparecida em 1944/1945: .. orsohaoh's Test". Kloptere os psio~logos que se reuniram a ele em torno do "ftorsohach Re

-searoh Enchange" (1936) e mais tarde, do ttRorschach Institute" (1939), mais tarde "Society for projeotive technique " (1948),

publicaram v'rias obras, nas d'cadas de 1940 e 1950, cita~na

bibliografia deste trabalho. Tamb'm o nome Hertz deve ser lem

-brado, nestes anos da introdução do Rorschaoh nos E.U.A •• Sobre este períOdO, assim se referem Klopfer e Ke11ey: "Durante este

primeiro período de desenvolvimento, os iniciadores do

Rors-chach tropeçaram oom uma obstinada resist@ncia, em~ec~ nos

Eat dos Unidos. Os psiquiatras - que aceitariam um m6todo que

lhes desse um oonhecimento mais completo e objetivo de seus Pâ cientes - se des imaram por causa do incOmodo sistema de

le-vantamento e tabulação da ttSanica de Rorschach; e esta~cuPâ

ção foi aumentada pela quase impossibilidade de descobrir como

chegava a suas conclusões o int~rprete do orschach. Por

ou-tro lado, os psic~logos, tanto os acadêmioos quanto os psicome

-tristas, duvidaram do valor científico de uma t&anica que pa~

oia ser usada de forma bastante subjetiva e não-oontro1ada e3 perimentalJnente" (Klopfer e Kelley, 1972, pág. 27). Devido a

estes problemas que dificultavam sua aceitação no io psico1~

(23)

.15.

orienta no sentido de transform~-lo num instrumento científico

objetivo, padronizado, seguindo as exigências do pens ento

JS!

com&trico e condutista dos E.U.A . Podemos notar mais uma vez, portanto, a bifurcação de caminhos no desenvolvo ento do teste

de Rorschach, tal como apontada por Jos6 Germain; ~, por um

lado, a "tendência suíça" - e europ6ia, de modo geral -

limi-tando ao m4ximo a estatística nas operações com o teste, enf~

tizando o caráter sincr6tico do m6todo, e mantendo a letra e o espírito do autor do teste; e, por outro lado, h4 a tendência

norte-americana que tende a aplicar as f6rmulas mate~ticas ~

\

-ra a análise dos resultados do Rorschach e a insistir sobre o

aspecto quantitativo (in: E. Bohm, 1973;" ólogo", p~g.

m).

na Europa, os estudos e o desenvolvimento 'do m'tOdO

foram continuados, ap6s a morte de Roraohach, por virios psic~

logos e psiqu.iatra , dos quais já citamos alguns. Furrer

pu-blica, em 1925, wm estudo sobre as respostas de movimento; Bá~

der, em 1932, um famoso trabalho, sobre as respostas claro~es­

curo~ sob a influência de Idargu.erite Loos1i-Usteri (Genebra),

teBte se introduz na França por obra de e11a Canivet, de Andr6

Ombredane e de C6cile Beizmann; ald Bohm, nascido alemão e

radicado na Dinamarca, publica várias obras sobre o teste, pr~

tendendo manter a tradição do ' Rorschach o mais fielmente posei vel, dentro das linhas traçadas por seu. autor.

H~, provavelmente, hoje em dia, algumas dezenas de

sistemas de levantamento , na classificação das respostas, em sua codificação e na interpretação dos dados de um protocolo 00 Rorschach; não' intuito estudá-los aqui; pretende-se, como ji

foi dito, algo mais voltado para uma análise das teorias e si~

temas te6ricos que se reuniram em torno do teste, tentando

(24)

tirar alguaas eo.uel&l8õ "filo 4110 ", se 4 pe 1t14& a

Px:t

tudo.

PARTE I - A' PSIO JtI,ISE E O TESTE RORSCHACH

CAP1TULO 1 - AS RAZÕES PARA O T O RELACIO A . i TO ENTRE

TEORIA PSIO AL:fTIOA E O RORSCHACH

A posição t &r1ea da p iean411s t est do, d s4 pratio nte or1aç·o do teste, prd ao

Rora

oh. J4 foi feita r

t

renei ( li tentat1., do pr&prio I.ltor do te te de aplicar oone 1t08 ps1can 11t1co - p c1almente os de cons-ciente e inoon 01 nte, co o d 1tuaçõ t&pica polares

na

~1 a 1quio - interpretação d08 da o obtidos pela t cn1c • Agora, r-o d talh e ta tent t1 ~ p:re entad

i441 doutros, qu t b4 buso 8~ vi ão 40 t te tec)

-ri ps1oanalftieas.

1 a teoria e d en olvel1, e relação

e eniie o.ut e, são ito lhant qu le levanta

-os por prov projet1v .. (Lindzel. 1961, • 110) J aio da oa or1undos da pr4t1e 01101e, p11ei 81 o tr b lho n e

(25)

088 projetivas supõem a existência de aspeotos não oonsoientes

da personalidade, que o testando não poderia portanto oomun~

diretamente; 'taref do teste penetrar nestas heas psioo161G oas desoonhecidas do pr6prio sujeito. Não' nad estranho,por

-tanto, o fato de qu "o ex inador, ao meditar sobre os resul

-tados obtidos, poder4 extrair uma ajuda oonsider4vel da teoria psioanalítioa, por ser esta teori mais sistem4tioa da persg nalidade que upÕe aotivações subconsoientes" (Rapaport, Gil], Schafer, 1971, p4g. 154).

~ oerto que o teste, no entanto, não foi oonstruido para servir de canismo para trazer tona os oonte~dos in-oonsoient s do indivíduo; o pr6prio Rorschach dizia clarament~

"A prova não deve ser considerada oomo m'todo de penetração no inconsciente; pelo menos, ela se oolooa muito aquI de outros mltodos de psicologia profunda, co interpretaç·o do onhos,

-

-prova de associaçao, eto... As tlinterpretaçoes de oomplexos" - que oorrespondem hs assooiaçõe de complexos da prova de as-sociações de Jung - Rinklin - trazem ~ luz certos oonteddos ~

consciente oriundos de oomp1exos reprimidos e carregados de ~ fetos (mas) são ••• extremamente raras ••• (portanto) ••• o teste mal poderia ser considerado oomo eio de investigação de

oon-te~dos inoonsoientes" (Rorsohaoh, 1974, p4gs. 130/131).

Seguindo s indic ções do autor do teste aoima rel,! tadaa, D. Rapaport t um dos nomes mais importantes na tentativa de fundamentar psioanaliticamente o Rorschaoh, expressa de ~ do preoiso 08 ouidados que se deve tomar para_isso. Diz

(26)

subcons

-oientes

ou

1 tente ••• apro 080 00 o pcn 10ana

-1ft1 o üo ~ t1fioa a for . -vão d analogi apre a

tranapo.10·o direta 4 seus conoe1to o r u1t 40e

• o t ates. D at do,

0.na11d de,

ou obtidos

lfti-teoria 10

nos o d1agnd t100 por io 4 te.tes pro~eti~o , dentro do l1a1t s oato por co ... pleto r oonheo1men o do per1 que I inerente toda ana10gi "

(na

port, Gi~ Schater, 1971, p •

154).

Ro

al1

-nt a muitas dL1vidas e po-ntav, de odo olaro insiatent.

os lia! • 10an l!tica do t ate. ~ão

tre-q,ueo.t •• a seu." ioodiagn6stioo", e qu ele

a.!

eia o f ; o lert , por exe plo, o cuid 40 que d -8 ter coa Q an411Be do eont 440, ue dev ar sempre a oun~

ria subordinad da oar ot rf t10. for aia d resposta. w aE'U~ n cont rlnoia e qu liea o protocolo qu Ih trouxe Oberholzer, Rorsohaoh não colooa a oon id r çõe a 1canal ft! c e que faz oomo fund ent 1a ao teet t e diz qu "a teoria do

t te inda não fez grand progr 08" (Roraohaoh, 1974, p~.

205).

-- B nao no portant - p 10 li

-e of-er -ec-e um qQadro conccitu 1 qu-e at-en -e . dos

b 100

j tivo I

t r! tio

ar v

d1.naJli

-.ano 00 .no adulto,

,

p rsonalid d oom a via*o do pero

poão

o 1ndi~1duo 00

algo o.t t1oo, IDaS em er anente

personali ad n -o 8t te1 ta. strut'UL" : .~ 4e

t

m.

·0 foi por c o 'lU L. K.

, todo pro~ t1V08, oentuou o :tato do 08 con titu1re o rot8tipo de in eatigaç80 d e hol1 tioa' d p rson l1dnde. Esta vi ão d ca da ori

(27)

\ o

prc$pr1 ao pena nto tr udiano, qu pode r notada r al1

-d d 8llt1tlt1e de Era Tan to , 1d" e t ego", o ete. E8ta

v1.·0 d1alltica 8saltada por autores qu t nt aprox1

-entr 1eolog1a freud1ana e o p .n nto marxista.

A 1e8114119, entr as teoria d ona11 t foi

provav ~men te

a

pr ira eo1ooar

no

plano pr1n.e1pal d

.00-aa visão t bord do pa1qu1s 00 o algo struturado, po

-r e olu1n.do p rmanent ente, ua 1 ntoa e r eo binando

nto,em uma nova gestalttt Ainda hoje, ent

d per o.oa11dade, a psicanalítica eont1n.u a eh

as t or1 8

teng o

por ta u cir car ct rfstio d enoarar p r80ll l1d

Portanto, dos l1m1t d~vida apont d 8, h4

uma adaptag·o d09 conceitos p ieanalft1co , m grau r 1 ti

t ext n o ao test proj t1vos, qu le ou a que t~ oaa p ioc$logos e studi080 que tr balham eom o teste, deptos d

outros s1 temas d 1d~1ao, oejam influenci ~o~ pela nbord a

p 1e lítio. Os utoreo norte-americanos, por exemplo,

-mo qu 1 o qu p 1 oonoepg-o global d su id41 ej

00.0-s1derados b hv10rist , t 8 8 P 10ana1!t1c

,o

.notar Emer e sobra 80 bre 08 do Rorsohaoh", AO

E.U.A.I ••• todos o 1st

d teoria psioanalítica, c t

t1z dor

W.

1t

ce1t to

d hipc$t 8 int r

-pret t1va originai

d

Rorschaoh" (Exner,

1969,

p •

8).

u1to autores ma1 rec tes, pc$a Rorsohaoh, t nt -r apll0 r cone it08 ieanal1t1oo ao t te; '" ntre ele, 08

no s importantes 8·0, d~v1da, o de D. Ra port R.

Schaf r. lolt, no o p!tulo d obr eolet1v ob direção d

Klopfer, publie d

1954

(ti V lopment in th~ Rorachach t

-chn.1ql.1 ", Vol. I - Haroourt , Brace) - presenta discuss·o

(28)

·20.

geral sobre o tema, assim como Lindzey, em 1961

<

"Projective techniqu8s &nd Cross - Cultural Research", Appleton-Century-Cro

-fts). Tamb~m na obra c 'ssica organizada por aria Rickers OVsiankina ('Rorschaoh psychology", 1960; 2! edição, 1977, de Robert E. Krieger), M virios capítulos que abordam. o asStmto.

CAP1TULO 2 - H. RORSCHACHI TENTATIVA DE AN1LISE PSICANALtTICA

DE U PROTOCOLO

Em sua obra pcSstuma, jt{ citada neste trabalho, Ibrscna.oo, apcSs fazer o levantamento do protocolo e sua interpretação, in! cia terceira parte ("Resultado e análiseU ) dizendoz uTudo o que 8e segue refere-se ao nosso "tema pro:triament:e dito, à relações entre o resultado da prova e a psicanálise... Se aplicarmos ••• aos fatores da prova os conceitos de consciência e inconsoie~

cia, ou seja, de consciente e inconsciente como n6e utilizamos em pSioan.allise, ~ cSbvio que, no tocante ao seu valor sintodt! co, as interpretações cinest4sicas bem mmo s respostas crod-ticas e

oromo-tor

is, estão muito mais pr6xlmas do inconsoiea te do que as interpretações de forma, e que as respostas indi-viduais, e as originais - desde que se trate de or~inàlidade

genu!na e não de deformação profissional - esolarecem mais so-bre as aspiraçõe individuais de uma pessoa e,

aquilo que

&

importante do ponto de vista Pg~,~~~~ as' respostas vulgare ••• Se existem, pois,

pretação de formas, interpretações que identifioam conte~ d complexos, deveremos encontrá-las, em pri iro lugar, entre as

.

-respostas individuais e or~ginais que, ao mesmo tempo, sso

(29)

pr tações xi t

ohaoh,

1974,

p

r lações entr o for 1

• 227/228).

ubetano1al

(Rora-o

principal aspeoto de.ta t ntat1v. d Ro:raohaoh l!

gar o r ult o de sea t te eone ito. p io 1ft1oo8, V i

6!

rar torno i4 i d COJl8oi t e inconsoient.. Ao 1m, d1&

Roraohaoh ob s 1n~ rpr taçõ oin t~eio.1 "Inicialmente

oomprovou 'lt.l. a hipcSt.. da xistb la d taia rel çõ a oonfiE

~a... p as int rpretações aia 8t~ ica ••• Do lltO

ae

vi,!

ta for 1, ciA steei e·o r pr aent te. d introv ra·o, a

.

-interior!z

Ç&o...

Da

tor

q

n

int rpret 9 o doe

80-nho. Aão o cOllteddo m8ZÚtesto q 1l1ter 8 ,pori

nhad - oert e.nt. &qt.li, o que illt re aa .não & proprl nte o

c&

3

to

interpr t

o,

sim

eoplc1

d t crminad das

otn

ate-e1 • J4 -. ritioamo anterior :te, que o xaminSl1dOB <1118 v

predominanteaente cioeateei .... ao, tigur

q~e se eeti

,aao

no!

i.tinto qu, em

118 maiori , intcrpr tam figur co~dldao.

sobr-oarr g daD tOTcl a . joelhad e delt das. OS ql.1 apresento

ciA ete ia de di tena .... o .ão indivídu08 ati-.oe,pessoas can torte neo.eai4 • de -.&1 r e de ativida qt.l pos 111040

1n1bi-çõ

a neur&tiou; o q pr se.nt de f i ""0,

.ão

·1n41-.f4uOB 4e llatur z

p •

228/230).

~, apds OOQpar

• (RO

etc re 1.11tado

do oa o, feita r O rholz r, conolui Roreohaohl

o oh, 1974, oom an'1i e

"A partir do nto 'la cin ate 1.. p ssaram a ar determiaante d a

in-....

terprct

;0

• traze 'tona

c01 t. 0J1So1ent a,

POE

tra.4. da

anil!

e oonfirmou e que 81 • deve et

na eatreita 1 ç·o co o que coet u.cu-...- d

(30)

.22.

ADal1aan40.. .poet oro :tio e, co100 R reo

o •••

S'UoU Pal o atloo"

3

p1140 8ustent aa

111-t.

tao - . e or, •• p lalM.Dt... 1Pb e P, 4 e ter "la

-

• atetl'Ylc1a4e de oariter .goollluioo, 00 a f, tl'Yi •

oen4 ada, X1u a • imatinto I o. e

• " l a - O . o oto torM1 maneo:rua pC)

o ouru, r U1a qQ toe . . 14:te q • o nte do não

-4 aer 1448 :t • atetiv 08 co va •

Quando

19u4

produz toda uma e ri d int rpretaçõ Fb

oorre-tu,

portant representantes de ~eto

pre a interpr tar fogo e a.ngu, 00

OÕ., ntão t remoa 4e a , iti%' q

ul8ivoa, • volt a _

oont tl40a d. 1aterpr t

,a-iql1 08 ateto.

in-teA80a teob ••

alsuaa

001aa • aangae, • 'lU t~

go e aa.agu.. tenball algwa 0018& • • 00 WI 0011 us

t

to 1nt

n-.0.... '

a rsunt que buac a r 8tl oAde o cont.ddoa d.

tais repr eutaçõ pene.o.oem o inoonsoient. Otl 00l1801ut.,

-nao d 8 r re.pol1d1da, r

t.. par tant • (Ro ohaoh, 1974,

o oa 1801 doa Q,tle .e

• 232/233).

-sentar o x p10 d um c o, d1s& "Co 1 to fl0 ria dito qu

reepo tu 48 cor tI' 4 odo to i rotundo no 00 ...

p1e 40 Q e poderia c r • pr ira viata, qQ a

af.tivi-dada trio t r a1.- t. A a iCluluo.

oarr gadoa de afi toa • que o oonte4do daa in. rp~tao- a •

o r d . . . 1'

_al.1a.

0&1 noa coe: o i aia

man1-t.at 40a r oomparavão 00 oa la" .a, d 8 q

•• de en'Yo1v.. - atrn a GD411. o aonho ,. (noreohaoh,

1974,

's.

233). ,apcf. apre utar &MAt. o ter1&1 lo,!

D&l.1ti o, re1at por O rhols r, 40 01.Q;., •• q são

s-01'1 a aouoa o • . oonolui Roraoha I A a , an1n4 da

(31)

r peito O quo diz a..e 11s8 doa anho aparecem _

tl~08 q~ oonoordam

ooa

08

oOAt.ddos

das intcrpret ~õ~a, de _ dOS trl ir 8 este. tlyoe um v lor lticat1vo particular,

po 10·0 oentral e peoiol". (Ror8ohaoh. 1974, p~. 234).

interpr taç'" 8 aba r t a , e gran e nt!m ro LO

protooolo,

oOlloltd

Rone oh, ap~o eJt!)or eu id ias e co

..

1 8 com o d 40 obtido por Ob ho~ r n soe d l i •••

O t ete revelou, portanto, u forç, d qual int rpret.!

gõ.

a trat •• .capr. fal I I

19o

d 803 40, oorre 40 18

prO!Wldo atos e por ao 1m dia r, o poio e a f1nalid d da

oiD te. i

.velou.

do

18,

que ua rant _

t força

4

8 iva, qu. o illco.nec i t procura

um

nc ta forç ,que st forç x ree, de to, um ploie d eí 1to _

g1co tr v a a c fetiv inco oi n o oien

-t , la sp&ci e oentro vit 1 • . \8vela,

t mpo, que o e inando, no mals protu.n40 do 11 U incon

o!e.nt

I

não d 8e~a po •• ~!-l t1vam

nte,

m o im 80tr -1 pasoiv

lise não

t •

outra coisa senão ne ixar o objeto

e fum r co o o pai. Com e t

eleP,2

chav

abr m-s , ao m amo t

at força

v4ria via oe 801 r te

..

ano de ou

de 00 rt

t1tudcs

uma titude tund

oom a

.,

~

t apo, propooto um. progn4atico para arull1 t De eta

toI.

ça

tor

lld r ça t b 1I1 o an lista, 8lltão transf l'&naia 4_

• pr uzir a11 e" (Rorschech, 197, • 238).

Ooa

relaV80 ..

r post o for , :f.oraohach

rela-010 COIl a .ida OOJl.scie.nte, de modo II r 1; scrcv.' . . .

ta

t rpret ~õe. e Eo • quanto 1 pur &5 elas po 08 apre.

(32)

-.24.

te, sendo af a ioipaoão do incOJl c1 nte 1o:t1n1t r

do que nas iDe.te 1aa e

na

int

rpret

O· d

cor...

late,

r4 , .xaminando. tre o qua1a v.rifl0 .iDal. i4en1:e.

d. 00 lezo. • rie. de P. S· tipos irraciOJlf11a nos quai ,

conataAt. te, o teriai.

inco

cient. 1ntilt AO co~

oi t •••• • (Rore •

1974,

• 239).

res , OAclu1. TaftUDfts por oo.o.ae8\1l4te· . .

terpr.taoõ • o1De.tl.l0 rait

vieão

profUD4a d 1no~

oi

te.

Elaa

reve

a ten4 1& 14cOO8oiot. do 01 :te, . .

atitude. expeotante. :tWldaaenta1e, qQ r 8e~

a1... interpret

çõ

8 de oor s"o ·.1abol

elu

.&ti",.. ou

-do o.Qbo e r pre entu outra co18a AO 0Aa01ente, 1441

ou atua .. relav· •

at.tl .... coa • ta outra ol.a, 18to I, coa

o oont ti o latente. A. 1.o.terpr tagõ • de fo~ •• • :rel,

1i'Yl'e 4 CO lezoa. El aerao tan o la 11.. de compl.ex ,

tanto os .ub~ t1v49, tanto ia ob~etlva" quanto or .e ~

presetar a iAtenai4 de 4a8 te.ndanoiaa repr a.oru. •

batra-gõ. .ta 1 oontato. entre . . oiD te.1aa e core.,

-tn a atltu4e .xpe tanta inconsoient. e as :tinali4 4 s oarre

4u • af to. do 1noonaoie.nt.n (rtO chach, 1974. ~. 239).

v. •

a! portanto, 't tat1",a 4e re1 oiODal' os

-40s do t at. 00 4 os 10 lftioo • tun4.-entaado

inter-tav

• 40a ta' ns d.. r .pcst 00. oono.itos oentzsia

iOaDalft!oa da rao.nalid J no tanto, o pr~prl

oh reoonheoia o oar t r hlpot'tioo • ..aiat :tloo 4 .ta

t.oria llora

ua abor4 rm. ao dizera " ••• d ",er! • d r tirar 4e.t . . o

01 - , . que oh s de JIOdo t. apúio, iIIportante.

con ribuio· 8 t or1a 4 oorre1aoõ a do 1 t do oo~

(33)

.25.

CAP:tTuLO 3 - DAVID MP. PORT: AO RORSOHAOH

-e t dr10 do Roraohaoh tOrall tão re~evant s quanto.. que

te. t oria 1oana1ft1oa. su ob d dioad o te te

4e 41agndatioo p ico16gioo ( ~id Rap port, com oolabor ç·o de

Ror Schafer e erton Gill. "T st do diae;n6stioo paieoldglco"

1971, Editorial P id6a; edição or1gin 1, 1945/1946, Year Book

Publi8hers), Ra part ofer o uma vis·o aiste tioa 1 do

Roachaoh submetida a lUlS id&1 d uma "psioologia do

to" d base pe1cUQal!t1c ; d1z~0 1 , sustentando

idli I "RarUleJlt ooorre nas prov irruPO" o do modos

ar suboona01 nt s. Assim, nquanto qu o odo d pensar

p 1eanalít100e raia ~o ~te1s no e tudo d dinAmio da ~

0.na1idad , quando estl.ldacno o prooe sos que su.atent _ r _

çõeo dos teot d v mo rooorrer conoepç·o p 10analftioa do

el.l

e

do pensamento... A taref consiste, ntNo, em stend

r

no so oonhecimento doa proce os conscientes do cu por io

do estudo d aplie bilid de do t t o" (R paport, 1971,

pCs.

155).

u 1

4

a id&1 qu pod moe formar do "el.l,· por 10

d plicação de tcat s pSioo16gioo? E olareceu port ...

o eu ~ o reo ptor dos estímulos ext rno t , o exeoutor d ~

tençõe ; pOB ui cert al.ltonomi 00 r lação motivações prf

conso1entes; como receptor, o eu pod eludir, invooar, detor

-mar ou selecionar os st!mulos xt rn08, e o 00 o com qU

de ta atividad r f1 t m a8 nco s idades do sujeito. Como exe

outor, o eu pode B r vir oem demora ao impulso uboonsoi

Jl-te ,pod r s1stir a le ou pode diar sua doso rga e pre_

(34)

nomo, o eu possui sua pr4pria fonte de en rgias I seus prdprioa

ob3eti~os ou. dos de peuar e padrÕe mantais- (Rapaport, ,1971,

pia. 155). neate do, Rapaport ae deavia coneiderayel.llente do

penaamento "p

drão"

p icanal!tico,que gira e torno de conoe! toa OOJlO impl1laos ou tivos inoOll8oiente , e ~atisa os pl'S, oeaaos relativos a

ama

"psioologia do Ego",tendlncia surgida

na

teoria psioanal!tioa, ligada aoa nomes de Kris,

Hartmann

8 outros. e a qual nos referilDos adiant oom maia d talhes.

Ao apreoiar globalmente os testes projetivos, RaPâ port preoisa sua id'ia sobre o t dito de "pr03evão", que ooorre

na

situavão de testage I "O oono ito de pro38Vão tal 0,2

ao

o

usamo

aqui não deve oonfundir-se ooa o oonceito p8io~

l!tioo da pro3eoão 00 caniaao de dete utilizado pelo eu, tampouoo devemoa 00.ntuD.d!-10 oom a versão oonheoida que de

-nota qualquer atribuição da prcSpria oOllSoi8.ncia, penswaentce ou a.ntiJDe.o.toa, outra pesso • longe di so; luI projeoão nestes testes quando a estrutura pa1co14gioa do sujeito se torna ~ p"e1 e suas avões, reavõ~a, es~olhaa, produvõea, criaoõea, eto." (Rapaport, 1971, pfg. 152). U iJIlportante tarefa para o tuturo, portanto, seria a identit~cavãO e o eatudo deates virios prooessos "externa1isador8s".

lia pori t bI ponta para. o tato que avali

O'"

geral do papel leti~o e organiz dor dos motivos sobre a pe~

,.

oepoao deve star ligada a uma olara oODSoilnoia de que os

.

--

,. .

tivo nao aao hoJDOg8.neoa e de iBu&l valor. Alguna IDOti~08

de-.

(35)

·27.

Rapaport refere . . e daaa maneiras de studo dos processos cognitivosa uma fooalis eS8encialmente a aplicação de conceitos conhecidos (a l~gica do uso de 1Dstruaentos fi-xos - conceitos j4 estruturado., formados - p 10 pensamento), eJ2Q,uanto outra exam1 DA de preferência a fol'Mgão de oonoe!

tos (o prooesso do pen8&alento .na cô.nstxução ~e novos inst1"UlllQ tos se&18, oom o qual8 1raI operar no futuro). A tWllm.en.te, uma coapreensão adeqwada do pensamento requer um estudo de ambo., processo e estrutura. Não , precao enfatizar que, qU8ll1;o 18 estruturado o teste, 1& prc;wavelmente ele tratari oom

oon-ceitos "fixo " do pens nto.

Bapaport estabe1ec hi~te8es acerca do proce sos q~. ocorrem qaando o indivíduo

d4

ama resposta ao te8te ~ chach; est h1~te8es utilizam pr1ncip ente 08 conceitos

-de proc 880S &8sociativos e prooes80s -de organiza0 o

percep:

~; estes do18 processos 1nteratuam, e entram em jogo outrcs,

tamb'm de capital importlnoia, com a atitude crítioa do te -tando diante de SU88 pr4prias produçõe , e o "exame da real i

.

-dade" (a " fWlção do real"). Diz Rapaporta "Ao que pareoe, h4

um jogo reofproco de proo 8S0S peroeptaa1s e associativos ~

de oada respo

ta.

O Cura0 deste jogo est4 guiado pela

forma-ção de conoeitos e por atitude crftioa de controle m

rol

lação la pr4pr1aa produções, qu se acha relaoio.o.ada 00 o"e

-xame. da realidade" ("reality test1ngtt - Rapapori, 1971, pIg.

(36)

~---.28.

ou seja, ~ conteddo para q~a1 oonverjam 08 prooe.so 88sooia

-ti~os inioi do. pelo diferentes peoto. da mancha ou que ex

-plique dequad8 mente o distinto aspeoto. da sa

peroep-tL1&l. A dida que e s prooessos assooiativos avanç , ini-oiam a organização peroeptual e ulterior artioulação da

.an-cha .na relação figura - fundo, d do tal qLle se j poss:(v 1 a assimilação da 8 pero ptual e do oonteddo assooiatm.l

dida que o peroepto se torna maia d1f renoiado, o oonteddo

oferecido pelo procesao .. sooiativo .e torna 881s e.peoftioo, e vioe-versa, a~1 que finalmente e proda a resposta". (RaPo! port, 1971, pig. 192). Pel .natureza das respostas, podemos detemi Dar quão f i x1vel e adequadamente, ou quão impulaiv e

irrealistio ente interatwaram os proces os assooi tivo e pe~ oeptual. O odo pelo qu 1 Rap port determina a 10caliz

ç;,

das respostas, o n:lve1 for 1, e grande parte d respo tas cine,! tI icas, trabalha principal.JDe.l1te com estes dois oonceitos

b4-ioo •

Ligado ao oonceito de tte da realidade" ("reali

-ty testing"), esti o de "de181"; aplio dQ odernamente, 1e DÃo signifioa somente um lap o de tempo entre o impulso e a ação, o estfmuJ.o e a resposta, WIl aongo oircuito peroorri

do pelo iIIlpLÜSO, durante o qual l e ' har onizado ooa apreoio!

ções realistas. Citando Rapaport. ~ sujeitos alertas e 14P! dos o retardamento ("d 1.,") da resposta pode ser quase neg~

genoiado; no entanto, WIl procesao psioo14gioo ooç1exo 0001-reu ••• (no qual) ••• "caracte~tioas formais" da realidade p~

de ser oonsideradas e a descarga dos iapulsos inoonsoiente se di oonfor e o "exame da realidade" (ina Klopfer, 1954, p~.

(37)

·29.

deseJlvolver WIl tC?do para oOJlsideraoão das respoata" fo,E

JII& e as oroll4tiou. Segun40 o prtSprio Rapaport, oitado por

Holta "Do ponto de .,1sta da psioo10gia do Ego, l'e8p 1b;t

maia refereJD-8 ao proo sso do raoioo1n1o foral, qUi 4eve a_

guir aeu ~urao ae. a intrusão da anaiedade e de emoções qu . ~

perturbe. As reapostas for ia ~parentemente repr 8ent •••

a eafera livre de oontlito do Ego. Portanto, elaa respo~~

pela autoné.ta 40s prooesaos perc ptuais e ~o pensamento . •••

41aD.te da intrusão de fatore 1o.oonscientes. Finalmente ••• a

ocorrlDoia de reaponas fo~ ia representa a oapacidad de re

.

-tardar a descarga de impulsos". (10.1 K10pfer, 1954, p~. 540).

Rapaport, aoeitando a 1igaç·o OOlluJle.nte feit entre reaoões •

001' e r ações afetiva , usa a 8rgwnentação acima oit da para

oonstruir explicação, e termoa da teoria psicanalítica (ta

motivos e d emaçõ s, das variedades de r spostas de cor, ea

a1gni~ioação doa diferentes tipos e peso das re postas 4e

fora.

CAPtTULO 4 - A AlliLISE DO CONTEt1DO NAS RESPOOTAS DO RORSOHAOH

Co relavão oonte4do das reapostu, j ' no ref!.

r s ao cui4a40 ooa que Rapaport 8e cerca a elas, prevenia

do oontra generalizações apressadas, e pas agene npidu e 8,E

bi tririaa do 0~te440 xpr ao.na re posta &Os do 1o.ooneoi8!!

te do t stando. EIIl sua anaIlJ.a do oonte4do, Rap port

traba-lha pr1o.cipalmente coa o proceaso a sooiativ~s, sua riqueza

ou estereotip1a, 8ua riqueza ou especificidade. Diz, por exe,! p10J "A variedade e o grau de elaboração do oonte440 reflete

o oauda1 do teria1 sooiativo que te o 8Uj ito. Os 1.ndiv!

(38)

14gio - exte.llSão das exp riênoias passadas - são os qWt P2. poroionam uma ior variedade de oonte~dos; os oaraoterizados pela e tereotipia ootidiana, as preooupações espeoífioas e blQ. queio e mpobreo1mento ou retardamento do prooessos ~sooia­

tiV08 ou perceptuais dão nor variedade de oont ~do". (Rap -port, Gill, Sohafer, 1971, p4g. 224).

Ho1 t, no entanto, não ooncorda oom estes 11m1 tas _ post08 interpretaçÃo do oonte~do, no teste de Rorschaoh,por R paport; , neste a peoto que Ho1t considera que a psican'li~

ae tem aia a ofereoer. Holt 00 eça por lembrar oerto oonce!

toa psioana1ítioo

oomo

o de prooessos pr1m4rios (pensamedks are iooa, i1~gicos, pr~prios dos sonhos, prooessos psic~tio08

e de orianças) processos eOWl.dúio (pensamento l~gioo, %'ã oional); sugere, então, que o Rorsohach , um eio eapeoialme,!! t. afetivo para e1ioiar aspeoto primitivos do indivíduo, e ao mesmo tempo descobre muito aoerca do modo pelO qual o indi

-víduo oontrola ou 8e defende oontra e tes ~u1so ou 1mage.llS primitiv (:io:IO..opfer, 954, p4ga. 543 a 545). A resposta do teste não 80 nte dão uma intor oão geral obre os oani de defesa, tamblm ofer oem base para inferências bem s~l! da aoerca da capaoidade do indivíduo para identifioao·o oom outras pessoaa(UuKlopfer,1954,

p4gs.

546 e 547).

.

Um teroeiro aspeoto da personalidade do testandoQa pode ser av 1iado pelo oonte~do das respQst s no Rorsobaoh , o que Ho1t refere ao oonoeito d "neutraliza0. o". Para exp1!

oar este oonoeito p ioanalítioo em suas relações 00 o oonte~

(39)

E, para finalizar est re umo das idli88 de Holt so

-bre a ~lise de conte4do da respostas de Rorschach seg~do

abordag psicanalítioa, sua crítioa ao ohamado" bol1&

-" das pranoha ,ou eja, ao

t

to de que poderí a, pelas reapo tas do indivíduo a pranoha deter iDada, nos aproxi

-.ar de seu padrão de reação a determinada pesa0 - o pai, ou a - e - ou ituaç·o. Holt não diz que isso não poss r

certo~ penas, que não 8e bs. ei em teoria psicanal!tic • liu

palavra de Holtl "Podemos ooncluir tamb~m que os protooolo do Rorachaoh 8e diferenoi muito no grau em que podemos bor

,

-di-lo a proveito amante pel wli e de oonte4do. I to _ pare~

ser verdade, a despeito de oerta oontrov'rsias de adeptos do teste - supost te derivada da universalidade d significa

-ção de oertos sÍMbolos, na psioanilise - de que a reações a oertas pranchas ou certas 4reaa tem uma significação fix

ur!.

versal. A escola de interpretação do contet1dº se baSeia na

suposição de que re ções a uma prancha espec!fica~ s r

~aliadas para nos dar o padrão das relações do sujeito com a

. '

e ou o pai nao t

..

,na realidade, justificativa adequada na psioan4lise, e bora seja frequentemente apresentada oomo se fosse baseada na teoria p ioanalítioa" (in: Klopfer,

1954,

p~.

545).

OAP!TULO 5 - ROI SCHAFER

Diso!pulo de R paport, Soh fer nos apresenta sua

v!

são psicanal!tic de Roeschaoh m um livro

(1954J

~P8ychoana­

l.ytio interpret tiob in Roraohaoh testing"; N. York, Gru.ne and

Referências

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