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Autopercepção da perda de dentes em idosos.

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Academic year: 2017

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1 Cu r so de Odon t ologia, Un iver sidade Feder al de San t a Mar ia/ UFSM, RS. <u n f er @t er r a.com .br > 2 Cu r so de Odon t ologia, UFSM. <kat iabr au n @sm ail.u f sm .br >

3 ,4 Acadêm icos, Cu r so de Odon t ologia, UFSM. <car olpaf iadach e@yah oo.com .br >. <leor am pal@yah oo.com .br >

1 Rua Dutra Vila, 193/302 Santa Maria, RS

Bea t r i z Un f er Bea t r i z Un f erBea t r i z Un f er Bea t r i z Un f er Bea t r i z Un f er11111

K á t i a B r a u n K á t i a B r a u n K á t i a B r a u n K á t i a B r a u n K á t i a B r a u n22222 Ca r o l i n e Pa f i a d a ch e d a Si l v a Ca r o l i n e Pa f i a d a ch e d a Si l v aCa r o l i n e Pa f i a d a ch e d a Si l v a Ca r o l i n e Pa f i a d a ch e d a Si l v aCa r o l i n e Pa f i a d a ch e d a Si l v a33333

L éo D i a s Per ei r a Fi l h o L éo D i a s Per ei r a Fi l h oL éo D i a s Per ei r a Fi l h o L éo D i a s Per ei r a Fi l h o L éo D i a s Per ei r a Fi l h o44444

UNFER, B. ET AL. Sel f -p er cep t i on of t h e l oss of t eet h am on g t h e el der l y . I n t er f ace - Com u n i c., Saú de,I n t er f ace - Com u n i c., Saú de,I n t er f ace - Com u n i c., Saú de,I n t er f ace - Com u n i c., Saú de,I n t er f ace - Com u n i c., Saú de, Edu c.

Edu c. Edu c. Edu c.

Edu c., v.1 0 , n .1 9 , p.2 1 7 -2 6 , j an / j u n 2 0 0 6 .

T h e obj ect i ve of t h i s wor k was t o an alyze t h e per cept i on s of a gr ou p of elder ly people r egar di n g loss of t eet h . A qu ali t at i ve st u dy was con du ct ed t h at u sed t h e Di scou r se of t h e Collect i ve Su bj ect as a m et h odologi cal t ech n i qu e f or or der i n g t h e dat a. T h e an alysi s of t h e i n t er vi ews an d t h e con st r u ct i on of t h e Di scou r se of t h e Collect i ve Su bj ect di sclosed i n f or m at i on on t h e t h ou gh t s an d valu es associ at ed wi t h t h e loss of t eet h wi t h i n t h i s gr ou p. T h e m ai n r esu lt s su ggest t h at t h e lack of t eet h cau sed f u n ct i on al an d psych ologi cal pr oblem s, bu t t h at t h ese appear ed t o be of f set by solvi n g t h e aest h et i c pr oblem . T h e j u st i f i cat i on s di sclosed by t h e collect i ve su bj ect f or eden t u li sm pr edom i n an t ly r ef lect t h e h ealt h car e m odel, wh i ch f ocu ses on su r gi cal, r est or at i ve an d r eh abi li t at i on pr ocedu r es, t o t h e det r i m en t of pr even t i ve act i on s an d t h e pr om ot i on of h ealt h . T h u s, t h e developm en t of i n i t i at i ves i n t h e f i eld of edu cat i on an d pr even t i on r egar di n g or al h ealt h i s essen t i al, em ph asi zi n g act i on s t h at t ar get payi n g t ot al, over all at t en t i on t o t h e elder ly, t h e soci al di m en si on of t h e i lln esses st an di n g ou t , as well as t h e r ole of t h e St at e as su ppli er of h ealt h an d qu ali t y of li f e f or all ci t i zen s.

KEY WORDS: elder ly. or al h ealt h .self -per cept i on .

O obj et i vo dest e t r abalh o f oi an ali sar as per cepções de u m gr u po de i dosos sobr e a per da de den t es. Reali zou -se u m a pesqu i sa qu ali t at i va qu e u t i li zou O Di scu r so do Su j ei t o Colet i vo com o t écn i ca m et odológi ca par a a or den ação dos dados. A an áli se das en t r evi st as e a con st r u ção do Di scu r so do Su j ei t o Colet i vo r evelar am i n f or m ações sobr e os pen sam en t os e valor es associ ados à per da de den t es n o gr u po. Os pr i n ci pai s r esu lt ados su ger em qu e a f alt a de den t es t r ou xe pr oblem as f u n ci on ai s e psi cológi cos, m as qu e par ecem ser com pen sados pela r esolu ção do pr oblem a est ét i co. As j u st i f i cat i vas r eveladas pelo su j ei t o colet i vo par a o eden t u li sm o r ef let em pr edom i n an t em en t e o m odelo de at en ção à saú de, em qu e pr edom i n am pr ocedi m en t os ci r ú r gi co-r est au co-r adoco-r es e co-r eabi li t adoco-r es, em det co-r i m en t o de ações pco-r even t i vas e edu cat i vas. Dest a f oco-r m a, t oco-r n a-se i m pr esci n dível o desen volvi m en t o de i n i ci at i vas n o cam po da edu cação e pr even ção em saú de bu cal,

en f at i zan do ações volt adas par a a at en ção i n t egr al do i doso, dest acan do-se a di m en são soci al das doen ças e o papel do Est ado com o pr ovedor da saú de e da qu ali dade de vi da de t odos os ci dadãos.

PALAVRAS-CHAVE: i doso. saú de bu cal. au t oper cepção.

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I n t r o d u ç ã o I n t r o d u ç ã oI n t r o d u ç ã o I n t r o d u ç ã o I n t r o d u ç ã o

O cr escim en t o do n ú m er o de idosos n a popu lação t em pr ovocado u m au m en t o sign if icat ivo de est u dos qu e se pr opõem a in vest igar os f en ôm en os qu e cer cam o en velh ecim en t o h u m an o.

Na ár ea da saú de, est e pr ocesso t em pr ovocado a discu ssão sobr e a r eor gan ização da at en ção pr opor cion ada aos idosos, visan do à qu alif icação do cu idado em saú de n as diver sas ár eas de con h ecim en t o.

No Br asil, o ú lt im o levan t am en t o epidem iológico m ost r a qu e os

br asileir os n a f aixa et ár ia de 6 5 a 7 4 an os j á per der am 9 3 % dos seu s den t es ( M in ist ér io da Saú de, 2 0 0 4 ) . Est e qu adr o r evela a pr ecar iedade da saú de bu cal n a popu lação idosa br asileir a e den u n cia a f alt a de cu idados a qu e f or am su bm et idos est es in divídu os ao lon go de su a vida.

Na Odon t ologia, a pr eocu pação com os idosos r eside n o f at o, en t r e ou t r os, de qu e a capacidade m ast igat ór ia est á in t im am en t e ligada à con dição n u t r icion al e est a, à saú de ger al dos in divídu os, o qu e r eper cu t e n a su a qu alidade de vida. Em bor a a est ét ica den t ár ia sej a im por t an t e, a cavidade bu cal deve ser vist a em su a plen it u de, pois por m eio dela exist e a in t egr ação social do in divídu o ( Br u n et t i & M on t en egr o, 2 0 0 2 ) .

Na ár ea da edu cação em saú de t em sido dada ên f ase à ar t icu lação en t r e os saber es t écn ico e popu lar par a possibilit ar qu e as com u n idades e o pr ópr io in divídu o possam con h ecer e con t r olar os f at or es qu e af et am e det er m in am su a saú de. O au t odiagn óst ico e o au t ocu idado pot en cializam o desen volvim en t o de ações de saú de j u n t o à popu lação idosa, pois as

m u t ilações den t ár ias pr odu zem in capacidades qu e n em sem pr e são per cebidas com o pr oblem as f u n cion ais r elevan t es ( Fr eir e Jr . & T avar es, 2 0 0 5 ; Nar vai & An t u n es, 2 0 0 3 ) .

O obj et ivo dest e t r abalh o f oi iden t if icar e an alisar as per cepções dos in divídu os sobr e a per da de den t es, com o f or m a de au m en t ar o

con h ecim en t o e qu alif icar as ações e os ser viços volt ados par a a t er ceir a i dade.

M e t o d o l o g i a M e t o d o l o g i aM e t o d o l o g i a M e t o d o l o g i a M e t o d o l o g i a

O m ét odo par a colet a dos dados par t iu de u m cor t e qu alit at ivo. A

popu lação in t egr an t e f oi com post a por idosos de sessen t a an os ou m ais, de am bos os sexos, qu e par t icipavam de u m even t o de saú de e lazer par a a t er ceir a idade, n a Un iver sidade Feder al de San t a M ar ia.

Os dados f or am obt idos por m eio de en t r evist a in dividu al sem i-est r u t u r ada com base em du as per gu n t as qu e ser vir am com o balizador as do t em a: “ O sen h or / a sen h or a j á p er d eu a l g u m d en t e?” e “ O q u e

si g n i f i ca p a r a o sen h or / a sen h or a t er p er d i d o est e ( s) d en t e ( s) ?” . O

en t r evist ado t in h a liber dade de f alar sobr e o t em a e de r elat ar su a h ist ór ia da m an eir a qu e lh e f osse con ven ien t e.

Par t in do da per spect iva de u m est u do qu alit at ivo, a am ost r agem segu iu cr it ér ios in er en t es a est e t ipo de in vest igação, con sider an do-se su f icien t e o n ú m er o de en t r evist as n o m om en t o em qu e f or am obser vados a r eit er ação e o esgot am en t o das cat egor ias n os discu r sos dos su j eit os en t r evist ados ( Bosi & M er cado, 2 0 0 4 ) .

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t r an scr it os lit er alm en t e pelos pesqu isador es. Par a a an álise dos dados, f oi adot ada a abor dagem m et odológica pr opost a por Lef èvr e ( Lef èvr e et al., 2 0 0 0 ) - O Discu r so do Su j eit o Colet ivo.

Cada en t r evist a f oi an alisada in dividu alm en t e após su cessivas leit u r as, colet an do-se as expr essões-ch ave e a r espect iva idéia cen t r al. Em segu ida, f or am dest acadas as cat egor ias t em át icas con sider adas m ais sign if icat ivas. A sín t ese dos discu r sos dos en t r evist ados r epr esen t a o discu r so do su j eit o colet ivo par a cada cat egor ia t em át ica.

De acor do com os cr it ér ios ét icos, a adesão dos en t r evist ados f oi volu n t ár ia, post er ior à leit u r a e explan ação dos obj et ivos do est u do, e segu ida da assin at u r a do t er m o de con sen t im en t o in f or m ado. O pr oj et o de pesqu isa ( N° 0 1 5 7 7 0 ) f oi su bm et ido ao Com it ê de Ét ica em Pesqu isa do CCS/ UFSM , r eceben do apr ovação.

Resu l t a d o s e D i scu ssã o Resu l t a d o s e D i scu ssã o Resu l t a d o s e D i scu ssã o Resu l t a d o s e D i scu ssã o Resu l t a d o s e D i scu ssã o

A popu lação est u dada f oi con st it u ída por idosos f u n cion alm en t e in depen den t es e par t icipan t es at ivos de gr u pos de t er ceir a idade,

aposen t ados, pr edom in an t em en t e do sexo f em in in o e com idades var ian do en t r e 5 5 e 8 4 an os. Segu n do dados pr elim in ar es de u m levan t am en t o de saú de bu cal, 8 7 % de idosos possu em algu m t ipo de pr ót ese den t ár ia ( Un f er , 2 0 0 4 ) .

Os pen sam en t os e os valor es associados à per da de den t es pelos idosos en t r evist ados f or am or gan izados segu n do dois t em as pr in cipais: as idéias cen t r ais qu e os com põem e os Discu r sos do Su j eit o Colet ivo

cor r espon den t es.

T em a 1 : Ju st i f i cat i v as p ar a a p er d a d e d en t es T em a 1 : Ju st i f i cat i v as p ar a a p er d a d e d en t es T em a 1 : Ju st i f i cat i v as p ar a a p er d a d e d en t es T em a 1 : Ju st i f i cat i v as p ar a a p er d a d e d en t es T em a 1 : Ju st i f i cat i v as p ar a a p er d a d e d en t es

I d éi a Cen t r al 1 : f al t a o u d i f i cu l d ad e d e acesso a ser v i ço s I d éi a Cen t r al 1 : f al t a o u d i f i cu l d ad e d e acesso a ser v i ço s I d éi a Cen t r al 1 : f al t a o u d i f i cu l d ad e d e acesso a ser v i ço s I d éi a Cen t r al 1 : f al t a o u d i f i cu l d ad e d e acesso a ser v i ço s I d éi a Cen t r al 1 : f al t a o u d i f i cu l d ad e d e acesso a ser v i ço s o d o n t o l ó g i c o s

o d o n t o l ó g i c o s o d o n t o l ó g i c o s o d o n t o l ó g i c o s o d o n t o l ó g i c o s

M or an do n a cam pan h a, h á set en t a an os, i m agi n a o qu e er a est e

m u n do, essa vi da h á sessen t a an os at r ás. Eu m or ava pr a f or a, lá

n a colôn i a, n ão er a bem i n st r u ído, n ão f azi a t r at am en t o. Eu

ch egu ei a bot ar ci n za qu en t e pr a ali vi ar a dor . T i n h a os den t es

m u i t o est r agados. Hoj e, t em den t e est r agado qu em qu er , poi s

qu an do eu er a n ovo, er a m oço, n ão h avi a a f aci li dade qu e t em

h oj e, j á t em r ecu r sos qu e su bst i t u em os den t es, ou su bst i t u em

a est ét i ca. Naqu ele t em po, est es r ecu r sos er am de ú lt i m a

n ecessi dade. O pr oblem a é a si t u ação f i n an cei r a. A gen t e vai

i n do, vai i n do, vai est r agan do. No f i m , a gen t e acaba t i r an do o

qu e r est a e coloca u m a den t adu r a. Em par t e, f oi descu i do m eu .

Um pou qu i n h o de r elaxam en t o. Eu t i n h a m edo de i r ao

den t i st a, sen t i a a an est esi a, sen t i a a ext r ação e m e dava

h em or r agi a. E aí f u i r elaxan do, f u i dei xan do, f u i dei xan do e...

(4)

idosos, h á u m con j u n t o de sit u ações qu e im pedem ou n ão f acilit am a u t ilização de ser viços de saú de bu cal. En t r e est as est ão as dif icu ldades econ ôm icas, cu lt u r ais, e sociais. Nem t odos os pacien t es ch egam à t er ceir a idade com con dições f in an ceir as de ar car com os cu st os do t r at am en t o odon t ológico, pr in cipalm en t e o pr ot ét ico. Aliam -se a est a sit u ação a n ecessidade de deslocam en t os e a aj u da de t er ceir os ( Nar vai & An t u n es, 2 0 0 3 ; Br u n et t i & M on t en egr o, 2 0 0 2 ) . Além disso, em bor a exist a déf icit de at en dim en t o a idosos, m u it os n ão bu scam at en dim en t o n os ser viços pú blicos, pois são desest im u lados pela dem or a e pela qu alidade dos ser viços pr est ados ( Jit om ir ski, 2 0 0 0 ) . Nest es locais, os idosos con st it u em u m gr u po de m en or pr ior idade.

I d éi a cen t r al 2 : d esco n h eci m en t o so b r e as cau sas e o co n t r o l e I d éi a cen t r al 2 : d esco n h eci m en t o so b r e as cau sas e o co n t r o l eI d éi a cen t r al 2 : d esco n h eci m en t o so b r e as cau sas e o co n t r o l e I d éi a cen t r al 2 : d esco n h eci m en t o so b r e as cau sas e o co n t r o l eI d éi a cen t r al 2 : d esco n h eci m en t o so b r e as cau sas e o co n t r o l e d as d o en ças b u cai s

d as d o en ças b u cai sd as d o en ças b u cai s d as d o en ças b u cai s d as d o en ças b u cai s

Eu t i n h a 1 0 , 1 3 , 1 4 an os, n ão pen sava em den t i st a, n ão sabi a

n em o qu e er a den t i st a, m e cr i ei assi m , n em escovava os den t es.

M i n h a m ãe escovava os den t es com ci n za, n em sabi a o qu e er a

past a de den t e. M i n h a gen gi va i n f lam ava e m eu s den t es

af r ou xavam . Às vezes, eu t i r ava at é com a m ão. At é h oj e n ão

f i qu ei saben do o por qu ê, só sei qu e af r ou xou . T alvez o

pr oblem a sej a daqu ela pi or r éi a qu e af r ou xa os den t es. Eu t i ve

qu e ar r an car , f u i obr i gada, f oi m u i t o r u i m por qu e eu t i n h a a

den t adu r a boa, den t es sãos, n ovos, com t oda a i dade qu e eu

t i n h a. Sen t i m u i t a dor . Um ar r eben t ou aqu i em ci m a, sai u a f u r o

pr o lado de f or a. Obt u r ei , m as depoi s j á n ão dava m ai s pr a

obt u r ar , en t ão m an dei t i r ar t u do, os qu e est avam bon s e os qu e

est avam r u i n s.

As m an if est ações dos idosos n est e est u do r ef let em os r esu lt ados dos est u dos epidem iológicos n a popu lação adu lt a e idosa, eviden cian do a alt a pr evalên cia de cár ie den t ár ia, doen ças per iodon t ais e eden t u lism o. A pr even ção em odon t ologia t eve su a im plem en t ação in iciada n a década de 1 9 7 0 , m as com ên f ase par a a popu lação escolar . At é o m om en t o, os cu idados par a os idosos n ão t êm sido con t em plados devidam en t e n os pr ogr am as de saú de bu cal.

Par a Jit om ir ski ( 2 0 0 0 ) , os ser viços de saú de devem e podem in clu ir a pr ot eção à saú de bu cal de idosos en t r e su as at ividades n or m ais. As ações edu cat ivas devem ser in t en sif icadas, pr opor cion an do or ien t ações

específ icas, en f at izan do a adoção de com por t am en t os com pat íveis com u m a boa saú de e est im u lan do qu e os idosos r ealizem o au t o-exam e bu cal. O au t odiagn óst ico de pr oblem as bu cais pode r epr esen t ar a possibilidade de am pliação da cober t u r a por par t e dos sist em as pr even t ivos, de r ecu per ação e de m an u t en ção da saú de.

(5)

de saú de sej am r eais e se t r an sf or m em em at it u des pessoais e de

r eivin dicações de m edidas gover n am en t ais par a a pr ot eção da saú de bu cal.

I d éi a Cen t r al I d éi a Cen t r al I d éi a Cen t r al I d éi a Cen t r al

I d éi a Cen t r al 3 : 3 : 3 : 3 : co n seq ü ên ci a d o m o d el o d e at en ção em saú d e3 : co n seq ü ên ci a d o m o d el o d e at en ção em saú d eco n seq ü ên ci a d o m o d el o d e at en ção em saú d eco n seq ü ên ci a d o m o d el o d e at en ção em saú d eco n seq ü ên ci a d o m o d el o d e at en ção em saú d e b u c a l

b u c a l b u c a l b u c a l b u c a l

Um pou qu i n h o da época. Por qu e, n a m i n h a época, se est r agava

u m den t e, em vez de os den t i st as obt u r ar , j á ar r an cavam . E aí ...

per di a. A gen t e f i ca sen t i da. T alvez por cau sa de u m a dor

t er r ível n o n er vo t r i gêm eo. Não t i n h a n ada a ver com o den t e e

algu n s den t i st as n ão qu er i am r et i r ar o den t e. Com o eu n ão

m elh or ava daqu ele si n t om a f u i n o SESC. M e acon selh ar am qu e lá

eu con segu i r i a t i r ar os den t es, en t ão t i r ei t r ês den t es.

Br u n et t i & M on t en egr o ( 2 0 0 2 ) colocam qu e, n o passado, as in t er ven ções em den t es f r at u r ados ou com m obilidade im plicavam exodon t ia e colocação de pr ót ese par cial, evolu in do at é a colocação de u m a pr ót ese t ot al. O qu adr o de alt a pr evalên cia de eden t u lism o n o Br asil r ef let e u m m odelo de at en ção cir ú r gico-r est au r ador . Pr in cipalm en t e em ser viços pú blicos, as ext r ações em m assa se con st it u em n a ú n ica f or m a de at en dim en t o of er eci do.

Nesse con t ext o, sem u m en f oqu e con ser vador e pr even t ivo, as

in t er ven ções evolu em de su cessivas r est au r ações, exodon t ias, colocação de pr ót eses par ciais, at é a colocação de pr ót eses t ot ais.

T em a 2 : Co n seq ü ên ci as d a p er d a d e d en t es T em a 2 : Co n seq ü ên ci as d a p er d a d e d en t es T em a 2 : Co n seq ü ên ci as d a p er d a d e d en t es T em a 2 : Co n seq ü ên ci as d a p er d a d e d en t es T em a 2 : Co n seq ü ên ci as d a p er d a d e d en t es

I d éi a Cen t r al 1 : i n f l u ên ci a n a saú d e I d éi a Cen t r al 1 : i n f l u ên ci a n a saú d e I d éi a Cen t r al 1 : i n f l u ên ci a n a saú d e I d éi a Cen t r al 1 : i n f l u ên ci a n a saú d e I d éi a Cen t r al 1 : i n f l u ên ci a n a saú d e

Eu gost ar i a de t er t odos os m eu s den t es, é m u i t o t r i st e,

i m en sam en t e t r i st e m esm o, per der os den t es, eu per di m u i t o

em t er m os de saú de. Não h á com o den t e n at u r al, é con f or t ável,

ach o u m t esou r o. Den t es n at u r ai s si gn i f i cam saú de. Eu t i n h a

m eu s den t es m ar avi lh osos, u m a den t adu r a li n da. Eu t en h o só 6

den t es n at u r ai s, en t ão, f i ca aqu eles vãos, aqu ela f alh a n os

den t es, at r apalh a. Qu an do ext r ai o u m den t e, eu di go: - Vou f i car

com u m den t e a m en os. Qu em t em os den t es bon s t em qu e

cu i dar , poi s m ai s t ar de f ar á m u i t a f alt a. A f alt a de den t e poder á

se t or n ar u m a dor de cabeça, qu alqu er coi sa, pr a saú de.

Se n os r epor t ar m os par a a def in ição de saú de bu cal levan t ada pela I Con f er ên cia Nacion al de Saú de Bu cal, n o m esm o an o da VI I I Con f er ên cia Nacion al de Saú de, ver em os qu e ela é par t e in t egr an t e e in separ ável da saú de ger al. Par a a popu lação idosa, sign if ica con dições biológicas e psicológicas adequ adas, de m odo qu e os in divídu os exer çam

(6)

dif icu ldades em algu m a dessas f u n ções ou est ado, est ar em os dian t e de u m qu adr o de in capacidade, qu e pode acom et er os in divídu os de f or m as var iáveis ( Nar vai & An t u n es, 2 0 0 3 ) .

Nest e est u do, os idosos par ecem r econ h ecer qu e a pr esen ça dos den t es n at u r ais det er m in a ou colabor a par a a saú de, em bor a n ão est ej a clar o, par a eles, de qu e f or m a o descon f or t o per cebido pela per da de den t es pode alt er ar a saú de.

I d éi a cen t r al 2 : p r ej u í zo à m ast i g ação I d éi a cen t r al 2 : p r ej u í zo à m ast i g açãoI d éi a cen t r al 2 : p r ej u í zo à m ast i g ação I d éi a cen t r al 2 : p r ej u í zo à m ast i g açãoI d éi a cen t r al 2 : p r ej u í zo à m ast i g ação

Eu ach o qu e m u da m u i t o, m u i t o m esm o. A gen t e n ão con segu e

se ali m en t ar di r ei t o, n ão pode m ast i gar o ali m en t o di r ei t o. Se eu

t i vesse m eu s den t es, eu podi a com er u m a espi ga de m i lh o. É

i m possível at é pr a com er car n e. O pessoal ach a gr aça qu e eu

cor t o n o gar f o... t en h o qu e cor t ar a car n e m ai s pequ en i n i n h a. Eu

n ão posso pegar u m a m açã ou u m pão e dar u m a den t ada

daqu elas gost osas. T en h o qu e pegar u m a f aca e cor t ar os

pedaci n h os. Eu gost ava m u i t o de com er can a, m as agor a n ão

posso m ai s, a gen t e n ão pode com er n ada qu e aper t a. A ch apa é

ou t r a coi sa. Não é com o os den t es da gen t e. A gen t e n ão t em a

f or ça n os den t es pr a cor t ar por qu e os den t es post i ços n u n ca são

f i r m es n a boca. As pr ót eses vão gast an do e n ão cor t am m u i t o. É

en j oado par a m ast i gar , t em m u i t as coi sas qu e a gen t e n ão pode

com er com esses den t es por qu e r esvala. En t ão, às vezes, com o

at é m u i t o li gei r o. Não t em n ada m elh or do qu e m ast i gar com os

den t es n at u r ai s.

Os idosos per cebem qu e a m ast igação n ão é r ealizada com n at u r alidade e con f or t o, e qu e h á n ecessidade de selecion ar o t ipo de alim en t o ou a f or m a de con su m i-lo, por m eio de est r at égias qu e f acilit em a in gest ão.

A per da de den t es e a dim in u ição do f lu xo salivar em idosos dim in u em a capacidade de m ast igar e deglu t ir adequ adam en t e o alim en t o,

com pr om et en do a saú de ger al e o bem -est ar do idoso. A m u dan ça de u m a diet a sau dável par a u m a diet a com pr edom in ân cia de car boidr at os e

alim en t os m en os con sist en t es pode n ão con t er os n u t r ien t es adequ ados às n ecessidades biológicas, cau san do est ados an êm icos e apát icos em pessoas m ais su scet íveis. Além disso, est e t ipo de alim en t ação pode cau sar at r of ia n a m u scu lat u r a m ast igat ór ia, com r eper cu ssão n a est ét ica f acial e n a au t o-est im a do idoso ( Br u n et t i & M on t en egr o, 2 0 0 2 ) .

Nem m esm o a su bst it u ição dos den t es por pr ót eses con f er e o con f or t o e a n at u r alidade n ecessár ios par a u m a alim en t ação adequ ada. Nesse sen t ido, dest aca-se a im por t ân cia da execu ção de u m t r at am en t o pr ot ét ico

(7)

I d éi a Cen t r al 3 : p r o b l em as n a f o n ação I d éi a Cen t r al 3 : p r o b l em as n a f o n ação I d éi a Cen t r al 3 : p r o b l em as n a f o n ação I d éi a Cen t r al 3 : p r o b l em as n a f o n ação I d éi a Cen t r al 3 : p r o b l em as n a f o n ação

T en h o pr oblem a, di f i cu ldade par a f alar , con ver sar . É di f íci l.

Em bor a se saiba qu e as per das den t ár ias con t r ibu em par a au m en t ar a dif icu ldade de f on ação, n est e est u do, apen as t r ês pessoas r elat ar am sen t ir dif icu ldades n est a f u n ção, o qu e f oi com pr ovado t am bém n o est u do de Nar vai & An t u n es ( 2 0 0 3 ) .

I d éi a Cen t r al 4 : p r o b l em as p si co l ó g i co s I d éi a Cen t r al 4 : p r o b l em as p si co l ó g i co s I d éi a Cen t r al 4 : p r o b l em as p si co l ó g i co s I d éi a Cen t r al 4 : p r o b l em as p si co l ó g i co s I d éi a Cen t r al 4 : p r o b l em as p si co l ó g i co s

Eu n ão ach o con f or t ável est ar com os den t es qu e n ão são m eu s.

A gen t e n ão se sen t e a m esm a pessoa. Com eçan do pela h i gi en e.

M u i t as vezes, a gen t e t em qu e sai r da m esa e ch egar n o t oalet e

e escovar den t es e den t adu r a. Par a m i m , é di f íci l, n ão m e si n t o

bem , f i co en cabu lada de est ar escovan do a pr ót ese. I sso m e

con st r an ge m u i t o. Não m e i n t er essa se os ou t r os est ão ali , n ão

sei se est ão m e olh an do ou n ão, m as eu sem pr e esper o n ão t er

n i n gu ém n o t oalet e pr a eu t i r ar m i n h a escovi n h a de den t e.

Na popu lação est u dada, a pr esen ça de pr ót ese é u m a sit u ação com u m . No caso das r em ovíveis, o pr ocesso de h igien e bu cal exige a r et ir ada da pr ót ese par a a lim peza adequ ada. I st o pode ger ar con st r an gim en t o aos por t ador es, pr in cipalm en t e qu an do n ão h á pr ivacidade n o local. Con f or m e r elat a Wolf ( 1 9 9 8 ) em seu est u do, m esm o em sit u ações ext r em as, com o doen ças gr aves ou r ealização de cir u r gias, “ f i ca r sem a s p r ót eses p r ovoca sen sa ções

d e h u m i l h a çã o, ver g on h a e sen t i m en t os d e d esp r ot eçã o” .

I d éi a Cen t r al 5 : i m p l i caçõ es est ét i cas I d éi a Cen t r al 5 : i m p l i caçõ es est ét i cas I d éi a Cen t r al 5 : i m p l i caçõ es est ét i cas I d éi a Cen t r al 5 : i m p l i caçõ es est ét i cas I d éi a Cen t r al 5 : i m p l i caçõ es est ét i cas

Se eu qu ebr ar u m den t e eu en t r o em pân i co, eu vou pr ocu r ar

u m den t i st a, eu f aço qu alqu er coi sa. Eu ach o h or r ível a pessoa

sem den t e ou desden t ada. É u m a coi sa desagr adável. Eu cu i do

dos m eu s den t es! As du as den t adu r as são post i ças. Um a vez

qu ebr ei u m den t e, f i qu ei lou ca, desesper ada, poi s on de

en con t r ar u m den t i st a, er a sábado. No ou t r o di a, eu di sse pr a

m i n h a f i lh a: - Eu vou sai r , se eu en con t r ar u m den t i st a qu e

coloqu e esse den t e de volt a n a ch apa, eu volt o pr a casa, sen ão,

eu n ão volt o, vou f azer qu alqu er coi sa, n ão volt o pr a casa

desden t ada. Por qu e o pr i n ci pal n a pessoa pr a m i m é o r ost o! Já

m u dei 2 vezes, n ão, 3 vezes. Um a vez eu m an dei f azer u m a

pr ót ese. At é f oi u m a pr i m a m i n h a e af i lh ada. Nossa, f i cou

h or r ível, m e sen t i h or r ível! Um a sem an a depoi s, eu m an dei f azer

ou t r a. Essa aqu i j á f az u n s 6 , 8 an os qu e eu t en h o. Não sei ...

ach o qu e n ão i m pli ca em n ada, n en h u m pr oblem a, ai n da m ai s

qu e são lat er ai s, são bem at r ás, n ão são den t es f r on t ai s, n em se

(8)

A pr eocu pação com a r eposição dos den t es per didos é m aior qu an do a est ét ica est á en volvida, e m en or qu an do o r est abelecim en t o da f u n ção den t ár ia é n ecessár io. No ú lt im o levan t am en t o das con dições de saú de bu cal da popu lação br asileir a, ver if icou -se qu e o u so de pr ót eses su per ior es su per ou o de pr ót eses in f er ior es, e u m a das r azões pode ser explicada pela qu est ão est ét ica qu e en volve a per da de den t es an t er ior es su per ior es ( M in ist ér io da Saú de, 2 0 0 3 ) .

A au t o-im agem est á r elacion ada a u m padr ão ideal im post o pelas exigên cias sociais. Assim sen do, a expr essão: “ o p r i n ci p a l n a p essoa é o

r ost o” r evela a im por t ân cia da im agem par a os padr ões desej áveis pela

sociedade ( Wolf , 1 9 9 8 ) .

I d éi a cen t r al 6 : p r o b l em as cau sad o s p el as p r ó t eses I d éi a cen t r al 6 : p r o b l em as cau sad o s p el as p r ó t esesI d éi a cen t r al 6 : p r o b l em as cau sad o s p el as p r ó t eses I d éi a cen t r al 6 : p r o b l em as cau sad o s p el as p r ó t esesI d éi a cen t r al 6 : p r o b l em as cau sad o s p el as p r ó t eses

Di zem qu e é h or r ível se acost u m ar com a pr ót ese i n f er i or , por

i sso eu est ou agü en t an do. Agor a m esm o, m an dei f azer esses

den t es, m as n ão est ou m e acer t an do com eles, f i cou di f er en t e,

f i cou sali en t e, m ach u ca. Fi qu ei m ei o qu ei xu da, n ão é aqu i lo qu e

er a. Par a o an o, vou t er qu e f azer ou t r a pr ót ese n ova. De vez

em qu an do, cai o pi vô, aí eu cor r o lá n o den t i st a e ele coloca de

n ovo. I n com oda u m pou co, a su per i or n ão t an t o, m as n ão

con si go dor m i r com a pr ót ese i n f er i or .

Con f or m e f oi m en cion ado, a possibilidade de desaj u st e das pr ót eses r em ovíveis, por con t a da r eabsor ção óssea ou do desgast e dos den t es ar t if iciais, pode acar r et ar vár ios pr oblem as. A adapt ação da pr ót ese in f er ior é sem pr e m ais cr ít ica, pois o ín dice de r eabsor ção óssea n a ar cada in f er ior é m aior qu e n a su per ior . A f alt a de acom pan h am en t o e con t r ole da

adapt ação pode ocasion ar o apar ecim en t o de lesões n a m u cosa bu cal e pr oblem as n o sist em a n eu r om u scu lar , au m en t an do a in cidên cia de n ão-u so, especialm en t e as pr ót eses r em ovíveis in f er ior es ( Br ão-u n et t i &

M on t en egr o, 2 0 0 2 ) .

I d éi a Cen t r al 7 : co m p en sação p el o u so d e p r ó t ese I d éi a Cen t r al 7 : co m p en sação p el o u so d e p r ó t eseI d éi a Cen t r al 7 : co m p en sação p el o u so d e p r ó t ese I d éi a Cen t r al 7 : co m p en sação p el o u so d e p r ó t eseI d éi a Cen t r al 7 : co m p en sação p el o u so d e p r ó t ese

Não m u dou por qu e t i ve qu e u sar den t es post i ços, ar t i f i ci ai s. Eu

t i ve qu e colocar pi vô. Nem sei se ai n da u sam . Eu est r an h ei de

f azer pr ót ese, m as agor a eu est ou acost u m ada, agor a é bom ,

est á com o er a an t es, acost u m ei r ápi do, ach o qu e é a m esm a

coi sa. M i n h a pr ót ese é m u i t o boa por qu e ela f oi bem f ei t a. O

den t i st a ext r aía os den t es e j á colocava a pr ót ese. I sso m e

can sou , m e j u di ou m u i t o, m as agor a eu n em sei se eu t en h o

pr ót ese. Est ou m u i t o bem , m elh or do qu e os den t es qu e eu

t i n h a. Pr á m i m é den t e n at u r al, pr i n ci palm en t e a su per i or , a

i n f er i or n ão. Pelo m en os, a gen t e n ão f i ca desden t ado.

(9)

das f u n ções bu cais. O u so de den t es ar t if iciais ou de apar elh o pr ot ét ico é capaz de m elh or ar a au t o-est im a e as r elações in t er pessoais, u m a vez at en didas as expect at ivas do in divídu o ( Nar vai & An t u n es, 2 0 0 3 ; Wolf , 1 9 9 8 ) .

Co n si d er a çõ es f i n a i s Co n si d er a çõ es f i n a i s Co n si d er a çõ es f i n a i s Co n si d er a çõ es f i n a i s Co n si d er a çõ es f i n a i s

A u t ilização da m et odologia qu alit at iva par a a apr een são das per cepções dos idosos sobr e os pr oblem as bu cais, visu alizadas por m eio do Discu r so do Su j eit o Colet ivo, per m it iu con h ecer aspect os r elevan t es qu e devem ser con sider ados n os pr oj et os e pr ogr am as desen volvidos par a est e gr u po p op u l aci on al .

Per cebe-se qu e o su j eit o colet ivo n ão par ece t er con h ecim en t o das cau sas das doen ças bu cais e as f or m as de pr even ir e con t r olar su as m an if est ações, an t es qu e sej a n ecessár io in t er vir m edian t e pr ocedim en t os cir ú r gicos, r est au r ador es ou r eabilit ador es.

Ressalt a-se a n ecessidade de con scien t izar os idosos sobr e a im por t ân cia de r evisões per iódicas par a a avaliação das pr ót eses em r elação aos aspect os de est abilidade e r et en ção e pela possibilidade de as pr ót eses m al-adapt adas ger ar em dan os em t ecidos m oles e du r os da cavidade bu cal.

Por ou t r o lado, os por t ador es de pr ót eses m al-adapt adas ou pessoas qu e n ão t en h am su bst it u ído ar t if icialm en t e seu s den t es per didos podem est ar com pr om et en do su a saú de ger al pela per da da ef iciên cia m ast igat ór ia, além de colocar em r isco, t am bém , a qu alidade n u t r icion al da diet a alim en t ar .

I gu alm en t e, é pr eciso levar em con sider ação os f at or es psicológicos qu e en volvem os in divídu os qu e per der am seu s den t es, dan do at en ção aos dan os psíqu icos e sociais qu e en volvem est a sit u ação e qu e n em sem pr e são ver balizados clar am en t e aos pr of ission ais de saú de.

T or n a-se im pr escin dível o desen volvim en t o de in iciat ivas n o cam po da edu cação e pr even ção em saú de bu cal, en f at izan do com por t am en t os volt ados par a au t o-exam e, con t r ole de lesões car iosas e gen givo-per iodon t ais e m an u t en ção das pr ót eses.

É de f u n dam en t al im por t ân cia, ain da, eviden ciar a dim en são social das doen ças e o papel do Est ado com o pr ovedor da saú de, pr opor cion an do qu alidade de vida a t odos os cidadãos.

Referências

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(10)

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Co m u n i c., Saú de, Edu c. Co m u n i c., Saú de, Edu c. Co m u n i c., Saú de, Edu c.

Co m u n i c., Saú de, Edu c., v.1 0 , n .1 9 , p .2 1 7 -2 6 , j an / j u n 2 0 0 6 .

El obj et i vo de est e t r abaj o f u e an ali zar las opi n i on es de u n gr u po de an ci an os sobr e la pér di da de di en t es. Un a i n vest i gaci ón cu ali t at i va f u e r eali zada con la u t i li zaci ón del di scu r so del su j et o colect i vo com o t écn i ca m et odológi ca par a el or den am i en t o de los dat os. El an áli si s de las en t r evi st as y la con st r u cci ón del di scu r so del su j et o colect i vo r evelar on i n f or m aci on es sobr e los pen sam i en t os y los valor es asoci ados a la pér di da de di en t es en est e gr u po. Los r esu lt ados pr i n ci pales su gi er en qu e la f alt a de di en t es t r aj o pr oblem as f u n ci on ales y psi cológi cos, per o qu e par ecen ser com pen sados por la r esolu ci ón del pr oblem a est ét i co. Las j u st i f i cat i vas del su j et o colect i vo par a el

eden t u li sm o r ef lej an pr edom i n an t em en t e el m odelo de at en ci ón a la salu d, en qu e los pr ocedi m i en t os qu i r ú r gi co-r est au r ador es y r eh abi li t ador es son pr i vi legi ados, en det r i m en t o de acci on es pr even t i vas y edu cat i vas. De est a f or m a, el desar r ollo de i n i ci at i vas en el cam po de la edu caci ón y la pr even ci ón en salu d bu cal son esen ci ales, acen t u an do las acci on es di r i gi das h aci a la at en ci ón i n t egr al del an ci an o, dest acan do la di m en si ón soci al de las en f er m edades y el papel del Est ado com o pr oveedor de la salu d y de la cali dad de la vi da de t odos los ci u dadan os.

PALABRAS CLAVE: an ci an os. salu d bu cal. au t oper cepci ón .

Recebido em: 13/09/05. Aprovado em: 10/02/06. 2000. p.120-35.

LEFÈVRE, F.; LEFÈVRE, A. M. C.; TEIXEIRA, J. J.V. O discurso do sujeito coletivo: uma nova

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