FUNDAÇÃO GETOLIO VARGAS
INSTITUTO SUPERIOR DE ESTUDOS E PESQUISAS PSICOSSOCIAIS CENTRO DE P6S-G,RA.DUAÇÃO EM PSICOLOGIA
VARIÁVEL COLATIVA POR .COMP,LEXIDADE, SEUS EFEITOS NO CAMPO VISUAL NONOCULAR
NILTON PINTO RIBtiRO FILHO
FGV 11S0P /GPGP
Pr~i~ deB6tafogo, 190 sala 1108
mao Wilson Pinto Ribeiro (in me
morium) e,
-lhes as coisas de maneira sil'Iples.
Ao Professor Cílio Rosa Ziviani, pela orientação,
atenção e amizade que recebi durante a elaboração dessa tese.
À Cynthia Clark e Mirian Preuss, pelo auxílio nas
leituras e material bibliográfico colocado aminha disposição.
Ao Professor Eliezer Schneider e Maria Euchares de
Sena Motta, pela atenção e carinho que recebi.
À Luisa Helena Morgado da Hora, por sua atenção e
considerações durante a execução desta tese.
À Flávia F. Guimarães e Flávio Portugal, pelo auxí
lio durante a Revisão desta tese.
À Bibliotecária - Chefe da Biblioteca Central do
Centro de Filosofia e Ciência Humanas Jupira, B. Arsenio
por sua colaboração" dos periódicos citados nesta tese.
À Eloisa Costa de Andrade Souza (in memorium) e
Maria Clara Nunes Galantine pelo apoio e carinho.
À Débora Pinto Otoni, por seu carinho e atenção du
rante a execução desta tese.
10 auxílio financeiro para a obtenção dos resultados
tese.
dessa
AO LCC-CNPq (Laboratório de Computação Científica
do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecno1ó
gico).
Aos meus aluno, por compreenderem minha ausência.
A todos aqueles que, direta ou indiretamente
cola-boraram com seus conhecimentos na elaboração dessa tese.
medidas em unidades angulares. As diferenças foram interpret~
das como indicativas da influência dos três diferentes níveis
de complexidade dos estímulos visuais. Concluiu-se, portanto,
que a variável colativa por complexidade influe no ato
per-ceptual' do reconhecimento visual.
"
The purpose of the present study was toinvestigate
the effects that different arQusal conditions presented in
the form of visual stimuli have in the horizontal meridional
nasal plane of the monocular visual field.
The rationale involved in the creation of the
different stimuli conditions is tobe found in the theory
of D.E. Berlyne who in 1960 developed the concept of collative variable complexity- described as a determing
condition Df exploratory behavior arousal.
Individual differences in visual phoria were
controlled among the 103 subjects before the experimental
manipulation. Measurements of the horizontal meridonal nasal
plane of the monocular visual field were then taken for each
of visual stimulus complexity.
The experimental design was the 3 x 2 f?ctorial
type with repeat measures: 3 leveIs of stimulus complexity
versus right and left visual channel.
The results showed significant differences in
the magnitude of increase of the horizontal meridonal nasal
. plane of the monocular visual Iield as measured in angular
visual perception recognition.
Agradecimentos --- Y
Resumo --- vii
Summary --- ix
INTRODUÇÃO ---~--- 01
M2TODO --- 41
RESULTADOS --- 44
CONCLUSOES --- 61
Em decorrência de seus estudos sobre a estrutura
e direção do pensamento, Berlyne (1965), ao destacar os aspe~
tos do conflito, ativação e curiosidade, faz uma distinção e~
tre exploração específica e exploração diversiva. Esta distin çao apresenta-se como básica, a partir do ponto de vista
con-ceitual, para a orientação dos estudos de motivação do compo~
tamento exploratório.
Exploração específica
é
conceituada como ocompor-tamento que tem por objetivo o prolongamento' ou a intensifica
ção de estímulos de determinadas fontes e ~ por ela reforçada.
Como explica Berlyne (1965-1963), a exploração específica e ~
oçasionada por uma condição que denominou de "curiosidade pe~
ceptual". Assim, por exemplo, uma pessoa que vire a cabeça e
movimenta seus olhos para fixá-los em algu~m que a ela se
di-rige o faz provocada por uma percepção incompleta de um setor
do campo de estímulos que a deixa com um certo grau de
incer-teza no tocante as suas características específicas. Desta m~
neira, portanto, as respostas exploratórias propirciam acesso
a informação adicional que ao reduzir a incerteza, satisfaz
a ansiedade perceptual.
Por outro lado, a exploração diversiva é caracteri
que seja emotiva.
Tomou-se para explicar a motivação de
comportamen-tos exploratórios o conceito de exploração específica, por
duas condiçõe~ a ela ligadas, segundo Berlyne (1973,1965): a
primeira
é
porque a exploração específica"é
provocada por umaincerteza a respeito de um objeto específico" (pag. 252); e a
segunda se deve "a probabilidade e a direção das respostas e~
ploratórias específicas, que podem aparentemente ser
influen-ciadas pelas muitas propriedades da estimulação exterior,
co-mo também por muitas variáveis intra-organismicas" (pag. 252).
A condição de exploração específica segundoBerlyne
(1958-1965), est~ associada a denotação de palavras, que por
si dão características as propriedades dos estímulos. A expl~
ração específica pode ser observada pela complexidade da
fonte geradora de "incerfonteza a respeito de como um padrão deve
-ria ser categorizado" (Berlyne, 1965, pago 253). As propried~
des do estímulo complexo provocados da motivação específica f~
ram apresentadas por Berlyne (1958), sendo assim denominadas:
arranjo irregular (figuras geométricas com formas irregula
res), quantidade de material (figuras geométricas repetidas ,
sendo mantidassuas características), heterogeneidade dos
ele-mentos (repetição 'das figuras geométricas com variações
regu-lares na sua forma) e justaposição de incongruente (figuras
compostas por corpos de dois ou mais animais). Estas proprie~
por causa de uma lacuna na informação disponível da fonte e~
timuladora ou por causa das discrepâncias entre as informa -ções apresentadas. Outra forma de ser observada a exploração
específica seria através da novidade, porém esta vai depen -der da frequência da fonte estimuladora, uma condição
tempo-ral será necessária.
Dentre as propriedades apresentadas por Berlyne
(1958-1960) optamos pelo nível de complexidade, pois as res-postas exploratórias a esta propriedade independem de apren-dizagem anterior como também não dependem de situações ante-riormente contactadas pelos sujeitos.
O termo colativo utilizado por Berlyne (~960)
pa-ra designar as propriedades gepa-radopa-ras de respostas explorat~
rias específicas. é definido a partir da necessidade de exa-minar similaridades e diferenças, compatíveis e incompatí veis entre elementos de composição de uma fonte estimulado
-ra; daí decorre a comparação das informação provenientes da
fonte, em suas diferentes unidades de composição da figura
'estímulo. Uma importante propriedade das variáveis colativas
e as condições destas provocarem o conflito, segundo Berlyne
(1965, pago 253) deve ser compreendida como:
Por conflito queremos dizer a incitação simultânea de respostas incompatíveis. Podese di
-zer que ocorre sempre que temos condições de
estímulos que estão associados com respostas
incompatíveis. Isto significa que embora o con flito seja concebido como uma condição do orga
nismo, sua natureza deve ser deduzida a parti~
de um conhecimento a respeito de quais estímu-los estão atuando sobre o organismo e dos tipos de comportamento que estes estímulos evocamquan
As variáveis colati vas, por gerarem comportamen -tos exploratórios, levam estes comportamen-tos a terem
correla-to com mudanças psicofisiológicas. O termo utilizado por
Berlyne (1965) foi "reação de orientação" sendo que os
com-portamentos estão ligados por um acréscimo de uma energia de
ativação. Logo o termo colativo deve ser compreendido como
uma condição determinante da ativação da conduta explorató
-ria específica, sendo que essa condição implica em conflito
entre tendências a respostas incompatíveis., e dependem das
distribuições de informações que compõem uma fonte
estimula-dora, geradora de condutas exploratórias, q~e
geralmente/in-duzem sujeitos a incertezas subjetivas, quanto às caracterí~
ticas das fontes estimuladoras em termos de suas configura
-çoes.
Assim sendo. Berlyne (1975) descreve a
necessida-de necessida-de um estudo sobre a integração das teorias da percepçao
com o comportamento geral nos aspectos considerados da
moti-vação. Em 1960, em seu livro "Conflict, Arousal, and
Curiosity", Berlyne apresenta estudos que evidenciam a motiva
ção das atividades perceptuais e intelectuais. Recentemente, Galanter (1980), também apresenta um estudo sobre a
interco-necção entre a motivação e a percepção. Em seu estudo aprese~
ta virias tentativas realizadas por psic610gos para estudar
tal relação, a partir de conceituações simplistas da per
Seu argumento está estruturado sobre a configuração do
estí-mulo que
é
a causa do comportamento do organismo, mas que a~bos, isto
é,
a configuração do estímulo e o comportamento,permitem pequenos Tesíduos internos,que são afetados pela cons~
quência do comportamento, são, as recompensas e as punições.
Destaca-se a posição de Skinner e o papel do estímulo como a variável fundamental para os estudos da relação percepção-m.Q
tivação. Galanter apresenta duas formas de estudar essa rela
ção. a forma estatístico-matemática e as que relacionam a
percepção e o desejo. Sobre a abordagem estatístico-matemáti ca apresenta o trabalho de Daniel Bernoulli. A segunda
abor-dagem destaca-se os traba1ho~ de Murphy e Shafer (1942) e
Brunere Goodman (.1947) (em Gal1anter, 1980).
De forma geral os experimentos que buscam essa re
Iação vem mostrar uma ação direta da variável motivação, pe~
mitindo que se faça uma decomposição segura dos elementos da variável motivaciona1 na percepção (Galanter, 1980).
Bol1es (1973) apresenta uma revisão de várias ten tativas, como as apresentadas por Ga1anter. Destaca-se o
pa-pel do reforçamento, as necessidades, os valores e a carga ~
mocional. Os estudos sobre a influência das recompensas e da
punição podem ser representados pelo experimento de Schafer
e Murphy (1947, em Bolles, 1973, Galanter, 1980) em que
formando um círculo quando encaixados os semicírculos. Gru
-pos de sujeitos identificavam o formato das faces
sen-do que alguns foram recompensasen-dos e outros punisen-dos.
Conclui-ram que tais variáveis motivacionais modulavam a organização perceptual das figuras ambíguas.
Sobre as necessidades e valoreS,destaca-se o exp~
rimento de Carter e Schooler (1948), no qual a variável
ní-vel sócio-econômico foi separada em dois níveis, alto e
bai-xo, para sujeitos experimentais infantes. Neste estud9
expe-rimental o objetivo era de re-examinar as conclusões aprese~
tadas por Bruner e seu di scípu10 Goodman (Galante r, 1980) que
"concluiram um experimento no qual as crian'ças ajustavam a
dimensão de um diafragma variável para com o set que tinham
percebido da dimensão de uma moeda de diferentes denomina
ções" (Ga1anter, 1980, pago 102). Esses estudos mostraram
que o tamanho percebido,era determinado pela história pes
-soaI dos sujeitos, sendo que as moedas foram percebidas como
grande pelos infantes para os quais as moedas têm grande va-lor e vice versa.
Esse experimento sugere que a variável
motivacio-nal tem uma consequência direta sobre os eventos perceptuais. (Be.r1yne, 1957 e Ga1anter, 1980).
Outras demonstrações sobre o efeito de variáveis
exem-pIo, os experimentos sobre a identificação de objetos
ambí-gUos em sujeitos famintos e não-famintos, são re gist radas
grandes frequências de reconhecimento relacionados a
alimen-to nas pessoas famintas do que nas não-famintas. Quanalimen-to a
sexualidade também é encontrada esta relação. Em tais experi
mentos os pesquisadores encontram no equipamento taquistosc~
pio um grande aliado para suas intervençõe's e através dos li
miares obtidos. Pode-se inferir o efeito da variável motiva
cional sobre as variaveis perceptuais, por exemplo o
experi-mento de Berlyne (1962) que envolve a diferença do li~iar de
palavras apresentadas em um taquistoscópio, sendo algumas de
alto valor significativo e outras de baixo valor significati
vo, palavras de baixa e aI ta frequênci a, re'spe cti vamente, di
ferenciam-se nos resul tados verificados. A ação do estímulo
novo (palavras de baixa frequência)· pro~uziam um incremento
. nos limiares, caracterizando assim a ação de um estímulo
no-vo como determinante da variavel motivacional.
A crítica, aos experimentos realizados com o
auxí-lio de taquistoscópio apresenta uma variedade de formas.
A
primeira é a de que alguns experimentos dependem da medida do
limiar do "flash" para a percepção das palavras. Para tal
j ustificati va Galan ter (1980) apresen ta uma série de
experi-mentos (Solomon e Howes. 1951; Howes, 1957) que se
contrpoem aos realizados pelo movimento denominado "New Look",
a-firmando que "os limiares de reconhecimento para palavras de
pendem exclusivamente do valor associativo das palavras.
outros experimentos (Chapanis e BrickeT, 1953, (em Galanter,
1980) apresentam outro ataque
ã
posição da New Look, atravésda teoria da informação, criticase o conceito limiar de pa
-lavra, mostrando como é impróprio o termo, pois neste
experi-mento os pesquisadores sugerem que existe informação nos erros
cometidos pelos sujeitos durante a detecção do limiar nos
ex-perimentos. Esse erro representa um valor do tempo de
exposi-ção do estímulo que obtém-se pela resposta do sujeito. Esses
autores ac-reditam na impropriedade do termo e mostram que
a-través de experimentos da psicofísica clissica podem produzir
respostas que são mais precisas (Ga1anter, 1980).
Enfim, Galanter (1980) apresenta como solução para
o estudo da relação entre as variiveis motivacionais e a
per-cepção, os suportes experimentais que foram usados para a
so-lução dos problemas da psicosífica clássica. Os métodos
apli-cados
ã
tradicional psicofísica formulados e publicados no"Elemente der Psychophysik" em 1860 Por Gustav Theodor Fechner,
envolvem a comparação por um observador de um estímulo de ma~
nitude modelo. Por exemplo, os modelos duas linhas pretas
po-sicionadas de forma vertical (vide Figura 1), mas sendo que
uma
é
10 cm mais longa que a outra, sendo apresentada a um metro do observador. Neste caso o experimentador solicita ao ob
servador para detectar diferenças no comprimento entre a
(a) (v)
Figura I
Uma típica discriminação, na qual a variável (v)
é maior que o modelo (a).
Os modelos sugeridos por Fechner (Vicker, 1970)'
foram três: o método dos ajustamentos, que é o mais tradici~
nal procedimento, no qual os observàdores estão livres para
o ajustamento do estímulo variável; o método dos limites ou
das diferenças apenas perceptíveis é caracterizado por um
ponto de partida e ao redor se fazem aumentos ou diminuições na
variável que sao controladas pelo experimentador. A cada
e-tapa de movimento ascendente e descendente, o observador
de-ve reportar se a variáde-vel estímulo aparece melhor, ou pior,
ou igual ao modelo. O experimentador anota o valor da
variá-vel para as respostas do observador. O terceiro método de
investigação é o dos estímulos constantes, neste
procedimen-to cada valor da -variável é apresentado durante um tempo
pe-lo experimentador para a comparação com o modepe-lo e a frequê~
cia das diferentes respostas emitidas pelo observador sao
A conclusão apresentada por. Galanter (1980) e os
estudos por ele apresentados ,evidenciam que os estudos sobre
a relação de variaveis motivacionais e a percepção devem ser
realizados através dos métodos da Teoria Psicofísica, visto
que ha necessidade de se conh-ecer os mecanismos de decisão
que permitemuma precisão nos resultados. Essa precisão sera
-dada através dos métodos de investigação, e tais técnicas
usadas no estudo da percepção devem contribuir para elucida
-ção dos processos psicológicos implicados na decisão.
Visto que ha necessidade de relação entre a
moti-vaçao e a percepção,faz-se necessario aumentar os estudos
nessa area. Portanto apresentamse aqui as posições implica
das, como variavel motivacional, no presente estudo experi
-mental. A .primeira posição a ser colocada é de Hull .• visto
que a base motivacional, e principal, para este experimento.
é a teoria da ativação, que apresenta a posição hulliana co
mo ponto de partida.
Em obra anterior, Berlyne (1954) define o termo
curiosidade perceptual "como uma redução do I dri ve I pelo
re-conhecimento-pratico". distinguindo o concei to de exploração
específica ocasionada pela curiosidade perceptual que coinci
de com o conceito de potencial de ativação. Também os concei
tos motivacionais, aqui aplicados, são relatados como
variâ-veis intervenientes o que as identifica com a posição de
o
conceito de "drive" é empregado por Berlyne(1954) para algumas predições em sua teoria da curiosidade
humana. Este conceito é caracterizado por um sistema formal
proposto acerca do comportamento e é apresentado sob a forma
de um constructo hipotético, portanto concebido corno algo
nunca diretamente observado.
A fim de formalizarmos a posição central de nosso
estudo, passamos a uma descrição da posição hulliana. A
teo-ria formal de Hull foi apresentada em 1943 tendo feito uma
ampli ação mai or em 1952 Cem Korman, 1974). A teori a tem
pre-dominante influência na Psicologia Experimental. O
construc-to motivacional central da teoria é o conceiconstruc-to de 'Clrive~' Sua
formulação teórica está situada dentro de um conte~to
estri-tamente associacionista.
A teoria da motivação de Hull (Korman, 1974) e ,
-em parte, contida na seguinte equação:
=
onde D significa "drive" e é considerado o constructo motiva
cional essencial da teoria Hulliana, S~R a força do
e SER o potencial de reação.
hábi to
O. "driv.e" é urna variável hipotética, que, em pri!!.
soma total de todas as fontes da motivação presentes na
si-tuação. O "drive" tem dois componentes: o primeiro é concebi
do em função do aumento da privação, o que é verificado em
experimentos de aprendizagem animal que empregam alimentos
provocando u~ estado de fome através do aumento do período de
privação~ Por exemplo, em um animal privado de alimento por
24 horas, devemos presúmir um mais alto nível de "drive" do
que em um privado por três horas de alimento. O segundo
com-ponente representa a influência de outras ~ontes, pois um
a
-nimal privado de alimento que e alimentado para um determin~
do tipo de resposta em um experimento de aprendizagem, deve
apresentar comportamentos diferentes se influenciado por uma
segunda fonte de "dri ve" como sede, privação sexual ou medo
(Korman. 1974).
O nível total de "drive" é representado pela soma
de todas as fontes de "drive" e esta soma
é
não direcional,pois sua característica é de ser um energizador não
direcio-nal, isto
é,
não impele o organismo para a meta. Esta supos~ção aditiva de diferentes fontes de "drive", permite derivar
hipóteses sobre resultados experimentais em situações nas
quais duas ou mais fontes de "drive" presumívelmente estão
presentes. Tal suposição pode ser expl~cada. e demonstrar
que a te ori a do "dri ve" venha a ser válida no exemp lo de um
estudo sobre a influência da motivação sexual em uma situa
-ção experimental,na qual uma pessoa é solicitada em uma tare
o
multiplicador do "drive" que tem como símboloSHR é denominado força do hábito e esta é uma variável
hipo-tética. Hul1 (Korman, 1974) apresenta o "drive" como tendo
uma influencia multiplicativa sobre todos os hábitos que
es-tão presentes na situação. O potencial de reação,
simboliza-do na equaçao SHR' também
é
uma variável hipotética, que temo seu valor quantitativo determinado pelo produto do "drive"
e "hábito". As variações no valor do potencial de reaçao
as-sociado com um hábito particular, supõe-se, influenciam um
comportamento observável por urna variedade de caminhos. Por
exemplo, a magnitude ou amplitude de uma resposta aumentará
com o aumento do potencial de reação, como também aumenta
a probabilidade de ocorrência desta resposta e a resistência
ã
extinção (Madseri. 197;31.Apresentaremos um simples experimento realizado
por Hull (Korman, 1974. p. 64) usado para descrever a sua
fórmula:
..• ratos foram privados de alimentos por 23 horas, e eles foram condicionados a pressio-nar urna barra para receber o reforçamento,pe
lotas de alimento. Os ratos em diferentes
gru
pos experimentais pressionam a barra em
dife-rentes tempos. O procedimento de extinção e
instituído. Os ratos pressionam a barra sem receber o reforçamento sob diferentes
condi-ções de privação alimentar variando entre 3
e 22 horas. O número de pressões a barra foi
anotado. Nota-se que a resistência à
extin-ção, que é a medida do potencial de reaçãoJé
aumentada com o valor do número de reforçá
-mento. O número de respostas a extinção é
uma função do número de reforçamentos para
3 horas e 22 horas de privação e mostra um
Tal divergência entre os grupos é explicada pelas
diferenças nos valores do "dri ve" associado pelas diferenças
nas horas de privação de alimento. A multiplicação de uma
constante força do hábi to pelo alto valor do "dri ve" produz
a divergência aqui relatada.
Para estimar uma influência direcional da
motiva-çao sobre o comportamento, Hull (~m, Korman, 1974),
apresen-tou o conceito de estímulo "drive". Este está associado a
várias respostas, e a experiências passadas aprendidas.
Se-gundo Korman (1974) ,em um dado momento particular,este
estí-mulo está associado a uma manipulação motivacional. Por exe~
pIo o estímulo fome no caso da privação de alimento, está in
troduzido e elicia respostas que devem estar assoc~adas
-
anatureza desse estímulo fome. Tal conceito de "drive" é de
vital importincia como preditor da teoria apresentada por
. Daniel Berlyne (1954).
A estrutura hulliana conduziu a outras formas teó
ricas, sendo que a teoria da ativação também é importante p~
ra o nosso estudo,oqual passaremos a apresentar:
A discussão da influência da motivação sobre as
performances motora, sensorial e respostas corporais,aprese~
ta uma série de explicações sobre as variáveis motivacionais,
que constituem uma variável independente nas generalizações
As condutas exploratórias como já apresentamos
sao correlatas a mudanças psicofisiológica~, segundo Berlyne
(1965, p. 259) "o comportamento exploratório é comumente
a-companhado por um aumento de ativação, como é evidenciado p~
los processos componentes da reação de orientação". Portan
-to, uma segunda variável motivaciona1, "arousa1", se faz
ne-,
cessária introduzir em nosso estudo a fim 'de explicar a
nos-sa variável em questão.
o
conceito de "arousa1", de grande aplicabilidadeem Psicologia, segundo Brody (1983), Grings e Dawson (1978)
e Dufy (1957) é empregado para explicar todas as variações
na direção do comportamento, tal como as intensidades deste
comportamento. A intensidade de uma respo'sta pode variar
in-dependentemente da direção do comportamçnto, e pode ser ver~
, ficada através dos estudos da sensaçao e seus correlatos
fí-sicos, portanto é necessário separar a dimensão da intensida
de de outras características sensoriais.
Brody (1983) vem mostrar que a observação acima
parte de uma noção unidimensional contínua da àtivação, que
é observada através de um conceito do estado fisiológico, as
respostas corporais. Logo, as medidas biológicas são conside
radas como indicadoras de um estado de "arousal". As
evidên-eias para tais considerações podem ser verificadas nos
estu-dos de Berlyne (1963 e 19.58} onde a medida empregada para a
variável motivacional foi a resposta g~lvinica da pele,
como as modificações das ondas no eletroencefalograma, ten-soes musculares e atividades gerais motoras. Grosmann (1967) apresenta evidências fisiológicas para esta teoria moti vaci~
nal, observando· os resultados sobre lesões em áreas neurais e seus efeitos sobre o compor~amento exploratório. Enfim, se gundo Dufy (1957) e Grings (1978) estas medidas permitem um alto grau de confiança.
Os indicadores biológicos sao independentes da a-tivação (Brody, 1983) e a correlação entre eles tende a ser baixa, isto é, um alto índice de resposta em um indicador biológico de ativação pode o~ não estar concomitante a ou-tros indicadores biológicos. Podemos exemplificar através dos estudos de Zuckerman (1979. - em Brody, 1983) sobre os e-feitos psicofisiológicos da privação sensorial, nos quais o ritmo cardíaco desacelerado e o aumento da resposta pupilar foram observados na presença de um estímulo novo. Isto leva a crer, segundo o autor. que os indicadores de "arousal" de-vem estar associados com informações mentais que envolde-vem a transformação da energia física.
A base para esta teoria segundo Korman (1974, p .
..
74) e a seguinte:
1. Os e'feitos da estimulação física em um orga
nismo contribuem para o nível de excitabilI
dade psicológico e, fisiológico deste orga
=-nismo;
2. O impacto do estímulo em termos de suas con tribuições para a excitabilidade de um orga nismo é uma função positiva de várias varia
veis corno intensidade, complexidade ... ;
-~ ,
3. Para um dado organismo em determinado tempo
do dia, existe um nível de excitabilidade
que é normal e apropriado para este, e o com
portamento é motivado na direç50 do estad~
de ativação normal, o organismo reduz este
nível de ativação-quando é também baixo e
aumenta quando é também alto.
Portanto, no estado de ativação normal, o organi~
mo torna-se bem mais sensível a outros aspecto~ do
meioambi-ente, tornando-se capacitado a agir de maneira mais
eficien-te, por exemplo, ao chegar a um nível ótimo de ativação este
organismo aumentará sua atenção para a fonte estimuladora
Segundo Walker (1980) pode-se evidenciar a partir da
afirma-ção acima, o conceito básico de que o organismo é motivado
a emitir comportamentos exploratórios segundo os níveis de
ativação, isto é, quando submetidos a urna situação prévia de
níveis altos, médios e baixos. Dentre autores que comparti
-lnam com esta posição destaca-se Daniel E. Berlyne (1960).
Para Berlyne (l9601 o conceito de "drive" , corno
gratifi-cante tl (Buck, 1976 paga 283), e está relacionado com
estÍmu-los variados e complexos, quando verificado seus efeitos de
gerar condutas explorat6rias,produzem gráficos não lineares,
o que vem mostrar que tanto um alto nível de estimulação qu~
to um baixo nível de estimulação estão associados com um
tldrivetl .
Nesta posição te6rica, a natureza específica do
comportamento dependerá da estimulação, isto é, dar-se-á na
direção da excitabilidade, do nível baixo de excitabilidade
para o nível alto de excitabilidade, na mesma direção do nível de estimulação. Este grau de excitabilidade e sua dire
-çao está em função do nível de desvio 6timo' de estimulação e isto se deve a um estado de conflito produzido pelas dive!
g~ncias dos riÍveis, portanto levando a um aumento da conduta
~xploratôria. Segundo Berlyne (Wa1ker, 1980) a ocorr~ncia do
fato acima é verificada quando uma maior quantidade de res
-postas incompatíveis excitam o organismo em um dado momento
e a aquisição do reconhecimento da natureza da informaçãopr~
veniente da fonte estímuladora, levará a redução do estado
de conflito.
Os processos motivacionais tem uma forma clara em seu contexto e critérios de medida para níveis de excitabili
dade pois, segundo Korman (1974),a classificação ~ a medida
en-volve condições para uma predição de manifestações de como
será o comportamento do organismo, através de uma prova exp~
rimental.
A prova experimental é de fácil realização, uma
vez que a manipulação da exposição de est!mulos em determin!
das sequências e usando-os como variável independente, poderemos observar as diferentes condutas exploratórias e mani
-festações- corporais. Dentro de um modelo de pesquisa, nesta
área de estudo da motivação encontramos de forma sistemática e consistente, um aumento na preferência individual conforme
os n!veis de estimulação e através de uma escala de est!mu
los de busca ou exploração, poderseá predizer a preferên
-cia visual de um indiv!duo (Kprman, 1974 e Berlyne, 1963).
Como exemplo, a pesquisa experimental de Berlyne
(1963), na qual a variação do reflexo psicoga1v~nico foi
no-tada quando do aumento da magnitude do material co1ativo (e~
tímulos visuais de características complexas, numerosidade
de material e incongruentes, variedades de informações) foi
apresentada de forma visual, mostrou-se o aumento da respos-ta. corporal a partir do aumento da magnitude das variáveisco 1ativas em questão.
Com base na posição hulliana e na descrição da
teoria da ativação, pois ambas permitem uma análise no aspe~
central do presente estudo.
-A Psicologia vem aumentando o numero de estudos
sobre o estímulo externo e sua influência sobre o
comporta-mento animal e humano (Vickers, 1979). O estímulo, por sua
magnitude,dirige o organismo para ci~cunstincias novas,
prec~samente,na direção de um novo conhecimento. Essas
rea-ções são encontradas quando um sujeito frente a um problema
de interesse, começa a examina-lo, e aqui segundo Berlyne
(1954a),este interesse é sinônimo de curiosidade.
Berlyne (1954a) apresenta varios tratamentos exp~
rimentais, como também estudos teóricos. Dentre autores cita
dos Shand (1914; apud Berlyne, 1954a) apresenta uma
defini-çao de curiosidade a partir de uma emoç~o primaria:
um simples impulso para o conhecimento, gover-nando institivamente e sustentandoa atenção, e
evocando movimentos do corpo que capacitar~o um
ganho para com o conhecimento deste objeto. (Shand, 1914; apud Berlyne, 1950, pag.69).
A curiosidade será portanto concebida "como um es tado motivacional (estado de alto "drive ou arousal") que
a-tua no conhecimento e é realçado pela aquisição do signific~
do" (Berlyne, 1962, pago 27). A este estado motivacional veio
a denominar de curiosidade epistêmica. Esta aume~ta a partir
Outros autores sao citados como McDougal1 (em BeE
lyne, 1950) que apresenta a curiosidade como um corresponde~
te da emoção de espanto, e pertencente a uma lista de instin
tos, sendo que 'um estímulo adequado para a curiosidade é
a-quele que ~ percebido entre objetos familiares. Holt (1931,
em Berlyne, 1954a) apresenta uma afirmação de que a expl~
raçao é um movimento randômico sustentado por uma aceitação
do estímulo objeto que está sendo eliciado, o organismo é
atraí-do para este objeto externo.
Para Freud (em Berlyne, 1950), o impulso para o
conhecimento e investigação ~é derivado do desejo para incor
parar o objeto externo, característica do estágio oral do de
senvolvimento psico-sexual. A curiosidade
é
por isso de ari-gem sexual", (Berlyne, 1950, pago 70).
Freud (em Berlyne, 1959) afirma que "a
curiosida-de curiosida-deve também primeiro ser curiosida-despertada pelos problemas
se-xuais". (Berlyne, 1950, pago 70).
Berlyne (1950) apresenta uma série de
contra-argu-mentações aos autores apresentados. Quanto a Shand, contra
argumenta que a curiosidade não consiste de uma simples
emoção primária, pois devese discriminar duas variedades emo
-cionais:
'surpresa sensacional' é uma reaçao para o con-flito ... entre uma sensação presente e a memo-ria de sensações precedentes, e a surpresa
presen-te e a mem6ria decognlçoes precedenpresen-tes, por exemplo a 'fonte do amor do conhecimento' contém tanto surpresas cognitivas e de curio sidade (Berlyne, 1950, pago 69).
A Freud, Berlyne (1950) apresenta duas contra-ar-gumentações:
•.• evidências de que a curiosidade não é
e-vocada por problemas sexuais, é de que a cri ança é ativamente comnrometida a exploração e igualmente experimenta seu ambiente, em co.nsequência vem a in te ração com a di vers ida de do fenômeno, estabelecendo conexões com este fenômeno . ... Comportamentos semelhan
-tes aos característicos da curiosidade huma-na
é
encontrado em espécies mamífcras infe -riores. Ainda que alguns equivalentes do me-canismo e processo psicanalítico tem sido en contrado em ratos e outros animais, a teoria freudiana do desenvolvimento psico-socia1 que depende perfeitamente dos símbolos ver-bais e de imagens, pode escassamente ser apli cada a espécies infra-humanas (Berlyne, 1950, pago 70).A questão como foi levantada por Hutt (1970)
Berlyne apresenta a seguinte contra-argumentação de que a aquisição inata para todos os estímulos, é de fraca demons -tração experimental; cabe perguntas como certos estímulos atraem mais que outros e como a curiosidade pode ser sacia -da, estas questões para Berlyne (1950) não podem ser respon-didas pela apresentação de Hutt (1970).
-çar uma atividade exploratória, como p.or exemplo o ato de
e-xaminar o estímulo-meta, através de receptores do organismo.
Esta exploração que é inconstestávelmente emitida em seres hu
manos, apresenta uma conotação simbólica, tal manifestação é
chamada por Berlyne (1954a) de conhecimento.
o
termo curiosidade, é concebido como um estadomotivacional, um estado de alto "drive" ou ativação, que
a-tua indagando o conhecimento e é realçado pela aquisição do
significado, a este estado Berlyne (l954a) denominou de
cu-riosidade epistêmica. Aqui devemos distinguir o termo
curio-sidade de "drive" de curiocurio-sidade. Segundo Berlyne (l95a) o
"drive" curiosidade é estudado em animais inferiores, por
exemplo o rato parece d'iminuir a atividade exploratôri8: qua~
do a frente de um estímulo novo que lhe é exposto ~e forma
contínua. Esta redução da atividade exploratória, atividade
de aproximação e exame do estimulo-meta, é que provoca
esti-mulações nos receptores sensoriais do animal, e como sabemos,
a exploração é eliciada por objetos estranhos no adulto e em
crianças. Porém,a diferenciação entre animais e adultos éque
neste filtimo,a exploração deixa um permanente traço em forma
de representações simbólicas. Estas manifestações são denomi
nadas de conhecimento.
Segundo Berlyne (l954a)' a curiosidade pode dire
-cionar em aumento na percepção do estímulo e também um
sidade perceptual e a outra, curiosidade epistêmica.
Berlyne (1954a) afirma que o conhecimento
consis-te da mediação 'de hábi tos que formam sequências. Tais seque!!.
cias são apresentadas por Ber.lyne afim de explicar o termo
curiosidade epistêmica. As provas-temáticas apresentadas por
Skinner (1953, em Berlyne, 1954a), que foram usadas como
es-tímu16 a fim de eliciar o comportamento verbal, levou
Berly-ne a observar aspectos importantes, dentre os quais as
ques-tões do tipo sentença especifica na interrogação.
Apresenta-mos o exemplo ci tado po r Be rlyne (1954 ): "como exemp lo,
a-presentamos a seguinte questão: Corno o peixe estrela come? "
(Berlyne, 1954 , paga 182).
o
ato "peixe-estrela come" é designado comoestí-mulo-ponta, que
é
um estímulo externo com efeito comum a umestímulo complexo e associado ao pronome interrogativo como
que produz um estímulo motivacional. Sempre que a questão
nao for conhecida, o estado motivacional mantêm-se e dá-se
a sequência de comportamentos:
a) Pensamento - ensaio e erro, intuição pensa-mento mágico, generalização de estímulo;
b) Observação - ajustamento do receptor,
mani-pulação do evento, como o que é percebido co
mo relevante no estímulo;
Tais sequências levam o sujeito a redução do "drl
ve". Assim quando o sujeito
é
exposto a algum estímulo com-plexo, como uma questão de assertiva interrogativa, dá-se a
produção de um ensaio, uma repassagem da questão como o ato
de recognizar e parte-se para um fechamento por redução do
"drive". Esta redução do "drive", Berlyne (1954, 1954a, 1960)
denominou de curiosidade epistêmica.
Em nosso experimento utilizamos o conceito de
cu-riosidade perceptual, este também é um "drive" que é
reduzi-do pela percepção e que é distinguido da cu!iosidade
epistê-mica através da função desta última de que o "drive" é redu,";
zido pela aquisição do conhecimento.
Para Berlyne (1957) a aplicação do conceito
redu-çao do drive permitiu uma nova forma de atuar nas
investiga-çoes entre a percepção e o comportamento geral dos sujeitos.
Como exemplo cita os autores da teoria do reflexo-de-investi
gação, tal como Pavlov, Sokolov, Beritov, Anokhin e Voronin
(Berlyne, 1964) entre os que explicaram que os movimentos
o-rientados produzem esforço na percepção de algum
estímulo-meta para o qual o organismo é exposto. Na realidade esta
teoria implica na existência de respostas resultantes de uma
percepção que nã0 seja inata, como as que são préviamente se
lecionadas por um experimentador em seu laboratório. Por
e-xemplo, se apresentarmos figuras visuais, expostas através de
um taquistoscópio, a sujeitos em um quarto escuro,
Es-ta flutuação pode ser atribuida a alguma condição de
estImu-10 ou do "drive". Se a probabilidade, por sua vez, depender
diretamente da natureza da figura exposta, essa variável
po-de ser observada como condição po-de "drive". Se a
probabi1ida-de da resposta diminuir por motivos ligados a figura em
par-tlcu1ar, a exposição pode levar a saciação ou redução do
"drive" (Ber1yne, 1957, 1964). Portanto,pode-se modificar a
direção para percepção do estimulo, através da natureza do
estímulo, provocando uma redução do "drive" .. Chega-se assim,
a condição de conceituar o termo curiosidade perceptua1 como
sendo um "estado de alta ativação que pode ser realçado pela
exploração especifica" (Berlyne, 1960, pago 195).
Uma classe de variáveis segundo Berlyne '(1957) ,p~
...
recem aumentar a curiosidade perceptua1. Esta classe e a com
p1exidade do estimulo. Segundo Atteneave (1954, apud Berlyne,
1957) a complexidade é um importante atributo da figura
vi-sua1.
A comp1exid~de para Ber1yne (1960) apresenta três
propriedades:
19 ) a complexidade aumenta com o número de ele
mentos perceptíveis;
29 ) a complexidade aumenta com disparidade dos
elementos;
39 ) a complexidade varia com- o grau para o qual
Para Berlyne (1960) o termo complexidade foi por
ele escolhido através dos trabalhos de Atteneave (1955, em
Berlyne, 1960) por que "estas mostram que o modelo da compl~
xidade visual é mais difícil para reproduzir na memória e p~
ra reconhecer entre figuras simulares" (Berlyne, 1960
39).
pago
Uma relação positiva entre a curiosidade percep
-tual, curiosidade que leva a um aumento da percepção, e atri
butos da figura-estímu10,permite conceber o termo comp1exid~
de (Heckenmue11er, 1965). Alguns atributos equivalem a
quan-tidade de material, outros, às variedades na composição da
figura estímulo. Desde já a quantidade de material na
compo-sição do estímulo-objeto está associado com a incerteza ou
com medidas estruturais da informação(B~rlyne, 1962).
Se faz necessário apresentar algum comentário
so-bre o papel do conflito na situação de motivo. O estudo do
fenômeno iniciou-se com Lewin (1935, em Ber1yne, 1954a, 1960).
sendo posteriormente continuado por Miller (1931, Berlyne
1960). Porém, foi revisto através dos trabalhos de Donald
Hebb envolvertdo o conflito como um processo central
interve-niente entre o estímulo e a resposta. Em seu estudo sobre o
medo induzido através de estímulos inesperados,pode-se obser
var uma ativação para a curiosidade (Berlyne, 1954a) e
apre-senta ,em seu estudo sobre aprendizagem perceptual,que o
a se tornar familiar devido a exposição. Assim, Berlyne (1954,
1960) admitiu que:
a possibilidade de que a curiosidade por perceE
ções po~co comuns está relacionada ao conflito,
e que a eliminação deste conflito se dá pela ex
ploração e consequentemente a uma redução do
drive, o que em parte .é a curiosidade perceptu-aI (Berlyne, 1954a, pago 185).
A força da curiosidade aumenta com o grau de
con-flito, que é definido como o aumento do número de respostas
tendenciosas dadas pelo sujeito frente a um estrmulo~ O grau
do conflito pode ser observado segundo Berlyne (1954a), apa!
tir das respostas de questionários aplicados de forma tal
que o primeiro teste seja da forma múltipla escolha e o
se-gundo com frases interrogativas. A redução deste conflito se
rá alcançado pelo reforçamento que provém da resolução da
tarefa (Berlyne, 1954a).
A teoria da curiosidade, por nós creditada para
nosso estudo experimental, apresenta dois postulados e três
colorários que descrevem o funcionamento do comportamento e~
ploratório. Segundo Berlyne (1951),0 fenSmeno em estudo apr~
senta os seguintes resultados:
Postulado I - Quando um estímulo novo afeta o
re-ceptor de um organismo. ocorrerá um estímulo - "drive" prod~
tor de respostas - chamado curiosidade (pag., 73).
este postulado sao de que o est!mulo novo est~ envolvido na
situaç~o; de que a resposta de curiosidade venha a ser inata,
podendo,ser adquirida; e que h~ uma relaç~o entre
curiosida-de e medo que se diferenciam quanto a intensidade, uma
vez que para a curiosidade,o 'est!mulo produzir~
comportamen-tos randômicos provocados pelo "set" da novidade, enquanto o
medo implicari em experi~ncias anteriores e temperamento do
indiv!duo.
Postulado II-·Um estímulo curiosidade - ativação
continua aafetar o receptor do organismo e a curiosidade dimi
-nuira (pag. 74).
Aqui,Berlyne (1951) supoe que a força do h5bito g~
rado pela resposta de curiosidade 6 um processo de inibição
e distingue uma afinidade entre curiosidade e medo, sendo es
te último, verificado através da exposição do estímulo
produ-to do medo. Este estímulo produprodu-to é definido através da
fre-qu~ncia com que o organismo é exposto ao estímulo.
Os corol~rios deduzidos a partir dos postulados
foram:
Corolário I - o organismo aprenderi a responder
a um estímulo para 'curiosidade-ativação' com atividade, e
Aqui,uma comparaçao é feita ao princípio do refor
çamento de Hull, pois o aumento da atividade deve-se a
esti-mulação que será reforçado.
Corolário 11 - com o tempo a exploração cessa
(pag. 74).
Ocorre aqui a hipótese de Mowrer e Miller ( em
Berlyne, 1951): "como uma resposta contínua que é repetida a
cumula motivações até sua parada" (pag. 74). A curiosidade é
pertinente a uma parte ou aspecto do estímulo não familiar e
será saciada, mas a exploração pode dirigir-se a outra parte
ou aspecto do estímulo.
Corolário 111 - Após uma diminuição do tempo, se
o estímulo 'curiosidade-ativa' está afetando o organismo
dar-se-á uma segunda exploração, mas se a exploração inicial
for menor, esta cessa juntamente (pag. 75).
Este corolário segue a teoria bi-fatorial de Hull
(Berlyne, 1951), pois todas as respostas prolongadas e
repe-tidas pelo organismo levam a uma inibição reativa, porém
es-te fator desaparece com o es-tempo, na inibição condicionada
que é aprendida, o fator é permanente, sua cumulação é
gra-dual, porém
é
passível de redução (Berlyne, 1951)'.Estes postulados e corolários estão diretamente as
preo-cupaçao em apresentar breves comentários na parte inicial de
nosso trabalho, sobre a motivação.
Berlyne (1963) apresenta um importante estudo
ex-perimental sobre os tipos de estímulos que geram uma motiva
ção extrÍnsica. Neste experimento apresenta uma classe de
respostas de habi tuação que denominam-se respostas de
orienta-ção. Evoca, nesse estudo, a importância dessa resposta como
fonte para os estudos da motivação,eeviden~ia o desenvolvi
-mento de investigações sobre o sistema de ativação reticular,
sendo este, responsável por tais respostas como também por
comportamentos de modelos complexos.
Como vimos anteriormente um organismo é . motivado
a emitir comportamentos exploratórios segundo níveis de
ati-vação. Essa ativação pode ser observada pela inclusão de
es-tímulos-objetos, que nossos órgãos de sentidos tornam como
u-ma modificação tanto esquelético-motora como visceral-aut6n2
mica no organismo. Dentre essas modificações,as respostas de
orientação são importa~tes, pois as variações nas suas inten
sidades levaram Berlyne (1963) a verificar um aumento no
grau de conflito, como também a demonstração da força e da
direção da conduta exploratória a partir de estímulos
parti-culares com propriedades colativas. As respostas de
orienta-çao que sao eliciadas através da apresentação de um estímulo
nao familiar e que deve pertencer a alguma modalidade senso~
da repetição do estímulo, sao em geral, observadas através de
unidades registradoras de modificações corporais.
Bcrlyne (1963), observou que as diversas sequen
-cias visuais com propriedades colativas (são denominadas por
produzirem um aumento de exploração específica por suas dif~
rentes naturezas) apresentaram diferenças sifnificativas qu~
to a resposta de orientação gerada por estas variáveis
atra-vés da resposta ga1v~nica da pele. As variáveis foram dividi
das em dois níveis, baixa e alta categoria de complexidade,
sendo que os resultados apresentaram uma diferença signifi
-cante entre os dois níveis. Outro aspecto importante desse
estudo experjmental realizado por Berlync (1963),
é
a escolhado tipo de variável colativa por complexidade. Em ~utro est~
do anterior, Berlyne (1951), apresenta urna série de estímu
-los colativos através de um taquj stoscópico e verifica uma
di
ferença significativa entre eles. Os estímulos apresentados
apresentavam a seguinte forma de variação:
a) arranjo irregular,
b) quantidade de material,
c) heterogeneidade de elementos,
d) irregularidade da forma,
e) justaposição incongruente.
Dentre estes estímulos, a variação por quantidade
proximam de nossa expectativa, tais como a de ser a unlca
....
classe de figuras - estimulo que mais incerteza absoluta pr~
vocou, e a possibilidade de grande variação e mais informa
-ção proveniente do material. Essas figuras permitem aumentar
os grupos perceptiveis ou conglomerados, ou mais graus de li
berdade e portanto "Logons". As respostas perceptuais
obser-vadas foram inicialmerite err6neas, mas o antagonismo . entre
os elementos que despertaram a curiosidade perceptua1 foi
certamente resultado de uma força do hibito, sendo produzida
pela força da reação de orientação. Portanto, a percepçao
iri 'conflitar' com a incorporação de dois elementos, o novo
ou o complexo e o da experiência passada, assim determinando
uma tendSncia para um ripido reconhecimento (Ber1une, 1951).
o
que se conclui 6 que quando complexa for: (a)a variive1 colativa; (b) a e1iciação de reflexo
investigat6-rio e Cc) a probabilidade da repetição da resposta, pode-se
atribuir uma variivel interveniente denominada curiosidade
...
perceptual. A força dessa curiosidade perceptual e ativada
por diferentes variiveis colativas, que produzem um aumento
na atividade explorat6ria específica.
Outro conceito utilizado e~ nosso estudo experi
-mental
é
o de campo visual monocular. Aqui,evedenciaremos a!guns conceitos principais que estão envolvidos no fen6meno
da visão. O fen6meno bás ico no qual nos restringiremos é o
o
espaço visual coincide razoavelmente com o espaço físico. O campo visual f caracterizado ~~o somente pela
sua especial relação com o saldo das experiências, mas por
peculiares qualidades da fonte estimuladora. Em geral os
modelos visuais apresentam características físicas como altu
-ra, largura e espessu-ra, e também a orientação espacial
horizontal e vertical - em relação ao campo visual.
As qualidades da fonte geradora intervêm nas
rea-çoes de orientação do organismo,atravfs de unidades
recepto-ras que localizam-se na periferia do campo visual (Meulers e
Schepens, 1980). Os receptores de luz são denominados de
cé-lulas em cones e bastonetes, localizados na região ocular de
nominada retina.
Gregory (1979) descreve a retina como sendo "uma
fina camada de cflulas nervosas interligadas, incluindo os
cones e os bastonetes sensíveis i luz que a convertem em
lm-pulsos elétricos" ( pago 60). Os receptores i luz, os cones
e os bastonetes são diferentes quanto as suas funç6es. Os co
nes transmitem impulsos elétricos para visão cromática e fun
cionam em condiç6es de alta luminosidade, enquanto que os
bastonetes são caracterizados pelo seu funcionamento em
si-tuaç6es de baixa luminosidade. Segundo Gregory (1979), a
re-gião mais sensível no ato de localização de um objeto-estím~
10 é a periférica e esta e ... rica em bastonetes. Meulers
a-firmam que
os receptores de luz sao importantes para as
formações das imagens na retina, visto que
ao serem excitados estabelecem várias cone
-xões com regiões oculomotoras e interv~m nas
reações de orientaç~o do organismo, sendo que
tais orientações ser~o verificadas se
apare-cerem objetos na periferia do campo visual (pag. 72).
A definiç~o de campo visual monocular ~ a partir
da "configuraç~o superficial aparente dos objetos da
Vlsao-GESCHTSFELD" (pag. 158). Esta configuraç~o superficial
devc-se ao fato de que a tridimensjonalidade está comprometida com
a vis~o binocular, portanto a vis~o monocular permitirá s6
-mente uma análise visual da superffcie de estrmulo. Aqui a
latitude e a longitude da superffcie provém da direç~o dessa
superffcie.
A finalidade básica dos experimentos realizados
em campo visual se referem a mediç50 de regiões de sensibili
dade (limiares) quanto a diferentes latitudes e longitudes
ao redor da retina. Para se determinar os limiares para um
estrmulo a ser apresentado ao redor deste campo visual,
uti-liza-se o perímetro retiniano. Trata-se de um artefato com
um arco semi-circular pelo qual é apresentado um determinado
estímulo e mantém-se o olho im6vel, por uma fixaç~o artifi
-cial e atrav~s da apresentaç~o de um estímulo ,constata-seque
o movimento ocular dos olhos será acompanhado de uma sensa
-çao de deslocamento do campo visual em relaç~o ao olho, se
sobre a retina, e a tentativa de mobilizar o olho
S
suficiente para gerar a sensação de deslocamento da imagem na retina
(Teuber, 1960).
Portanto,a finaliqade de um teste de campo visual
S
a marca de ireas exclusivas para com o objeto estímulo nocampo, portanto corresponde a um mínimo de irea visual útil
visível deste campo.
As variiveis motivacionais podem afetar a aI
oca-çao da atenção para várias partes do campo visual. Em
parti-cular as variiveis motivacionais tendem alocar a atenção
p~-ra virias fontes de estímulos aumentando a probabilidade de
identificação do ~stímulo, como tamb6m o campo visual apre
-senta uma lat~ncia maior quando o estímulo 6 apresentado no
campo central, enquanto no perif6rico seri menor (Brody, 1983),
-
confirmado Cambier Masson (1978) quando afiro que e por e
-mais perif6rica
-
mais-mam que quanto e a Vlsao, ser a
necessa-rio um aumento da intensidade do estímulo para que sej a
per-cebido (Brody, 1983) . Tamb6m se faz necessarlO
-
. justificarque o principal ponto de fixação, a regi~o compreendida en
tre a cabeça e o movimento do estímulo visual, 6 o que per
-tence ao plano meridiano horizontal (Helmholtz, 1925). O cam
po visual é medido em unidades angulares e sua função é de
descrever o aparecimento do sinal visual produzido pela
Uma vez que deseja-se verificar o reconhecimento
do sinal visual, coloca-se a posição de Gregory (1974) sobre
o conceito de percepção que a define como um resultado final,
mas que os sistemas fisio16gicos adaptados orientam a
infor-mação do objeto ou do ambiente. Tamb~m Gregory (1979) eviden
cia que
a percepçao não ~ simplesmente determinada
pe-los padrões de estímulo; pelo contrário, é uma
busca dinâmica da melhor interpretação dos da-dos disponíveis (pag. 13),
portanto, o reconhecimento do objeto ou do ambiente será
en-tendido como percepção e este reconhecimento será o produto
final das informações provenientes da unidade estimuladora.
A necessidade de um estudo da integração das
teo-rias da percepção com o comportamento geral nos aspectos co~
siderados da motivação foi observada por Bcrlync (1957) e g~
rou o objeto desta tese,que ~ verificar a ação das trocas mo
tivacionais produzidas pelo "visual exploration drive (VED)"
sobre o campo visual monocular - meridiano horizontal nasal.
A definição do problema assim se apresenta:
...
.a) Qual o efeito produzido por varlavelS colati
vas por complexidade sobre o campo visual
monocular-meridia-no horizontal nasal?
b) Qual a direção produzida pelas magnitudes das
monocu-lar-meridiano horizontal nasal?
As hipóteses sao as seguintes:
a) Quanto ao primairo problema hipotetizou-se que
a estimulaç~o por vari~veis colativas por complexidade ,infl~
enciam a amplitude do campo visual monocular-meridiano hori~
zontal nasal.
b) Ao segundo problema,formula-se a seguinte hip§
tese: A vari~vel colativa por complexidade aumenta a ~
area
Gtil do campo visual monocular segundo a direção
estabeleci-da pelos ~rveis de magnitudes das vari~veis motivacionais i~
plicadas. Esperou-se que o campo visual monocular-meridiano
horizontal nasal aumente na seguinte direç50,
dacolativida-de dacolativida-de baixo nível dacolativida-de complexidadacolativida-de para o nfvel dacolativida-de alta maani b _
tude de complexidade.
A Definiç50 operacional das Vari5veis:
Quanto a vari~vel independente, denominou-se de
vari~vel colativa por complexidade, sendo assim definida:
- Colativo: compreende-se corno sendo a condiç~o
determinante da ativaç~o (Berlyne, 1960),ou da "condiç~o que
resulta na ativaç~o de tend~ncias de respostas incompatíveis
- Complexidade: refere-se ao n~mero de atributos
que compoem a configuração do agente estimulador (Heckenmuller,
1965), isto ~, a quantidade de variedades e diversidade na
composição geom~trica do estímulo-fonte (Cantor, 1963).
Os níveis da variável independente foram discrimi.
nados em tr~s dimens6es: alta, m~dia e ba{xa magnitude de e~
timulação. Foram diferenciados pelo número de atributos, co~
figuraç6es geométricas do corpo do estímulo fonte (Cantor
1963, pago 19).
Quanto a variável dependente,denominou-sc campo
visual monocular que foi definido como sendo a área ao redor
do ponto de fixação,no qual se extrai a {nformação, a fim de
se realizar o ato de reconhecimento e da exploração visual
durante o ato visual realizado pelo observador ideal. A sua
medida foi feita no ponto que o observador ideal detecta o
estímulo visual e começa a reconhecer o estímulo fonte
(Mackworth, 1976, pago 307).
A unidade dimensional para a medida da área útil
do campo visual monocular foi realizada em unidades angula
-res; graus (Helmholtz, 1925).
Como ponto de detecção do sinal, entende-se como
o "set" da mensagem possível que pode ser admitida simultâ
-"
siderou-se apenas a are a compreendida pelo meridiano-horizon
~TODO
Foram selecionados 103 sujeitos, de ambos os
se-xos, com a faixa etária de 18 a 2S anos, de nível superior,
estudantes de Psicologia. Foram considerados observadores
i-deais os sujeitos que fortlm selecionados através dos seguintes
testes de Modified Ortho-Rather Baush E Lomb: a) para a
con-dição de ótima acuidade'visual de proximidade foram
utiliza-dos os testes N-2 para o canal visual direito e N-3 para o
canal visual esquerdo; b) a heteroforia foi ,controlada
atra-vés dos testes N-4 para a foria vertical e o teste N-S para
a foria lateral.
Os instrumentos utilizados foram:
a) O modificd Ortho-Rather Baush E Lomb.
b) Testes: N-2 (Acuity Right Eye
Near-Occluder in Mid-position);
N-3 (Acuity Left Eye
Near-Occluder in Mid-posi~ion);
N-4 (Vertical Phoria
N-5 (Lateral Phoria
Near-Occluder in Mid-position).
c) Hand Perimeter Schweigger type Lafayette
14013.
d) U'a mira em cuja ponta foram fixados os estírn~
los cdlativos por complexidade, de 25 centrmetos de compri
-2
menta sen40 que os estímulos apresentavam uma 5rea de 0,64cm .
e) Os modelos dos estímulos colativos por
comple-xidade foram discriminados em tr6s níveis de magnitude por
complexid~de. Foram utilizados como configuraç5es geradoras
do "visual exploYéltion drive" as unidades colativas por
com-plexidade apresentadas por Cantor (1963). Os estímulos visu
ais foram reduzidos ao formato de uma figura de .8x.8
centí-metros de lado, sendo fixado a uma mira.
O procedimento deu-se do seguinte modo: foram co~
vidados v5rios sujeitos do curso de Psicologia a submetereIlrse
ao experimento sobre estimulaçio do campo visual monocular .
103 sujeitos foram selecionados, tornando-se observadores
i-deais após os testes no "Modified Ortho Rather".
Após a seleçio foram realizadas as estimulaç5es
visuais para cada canal visual no "Hand Perimeter Schweigger"