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Conceitos básicos para um gerenciamento de enfermagem baseado na filosofia da qualidade total.

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Academic year: 2017

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CONCEITOS BÁSICOS PARA UM GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM BASEADO NA FILOSOFIA DA QUALIDADE TOTAL·

"Sobressair-se signica trabalhr conti­ nuamente, não por um momento ou mo­ mentos, não por um dia ou dias, mas sim dia-a-dia, mês a mês, e fzer com que um desempenho ecepcional possa parecer corriqueiro ". ****

Naei ltaomi Yamarchi**

Ciele Helea Feem Munoz***

RESUMO: O tabalho esulta de reisão bibliográia e vesa sobre as premissas básicas paa que a implantação da "Gerência da Qualidade Total" na área hospitalar tenha maior chance de sucesso, apontando foos omo papel de liderana, adequação no uso de indicadores e instrumentos, mudança cultural, melhoria contínua da quali­ dade por toda a empresa, satisfação do cliente, crescimento do ser humano na oganização, educação e -treinamento, utilização correta da estatística, custos e peculiaidades dos profissionais de saúde na adesão à ilosoia como pontos chaves a serem compreendidos para enrentar o desaio e vencê-lo

ABSTRACT: This paper was based on bibliography research and intends to reflet some basic aspects concerning the implementation of "Total Quality Management" in Health Care. The authos focused leadeship role, indicatos and assessment, cultural change, continuous quality improement throughout the Institution, customer's satis­ faction, employees' pofessional growth, education and training, corect use of statis­ tis, osts and some unique charateristies of health care pofessionals as being key points to be understood in order to face this challenge, to overcome the roadblocks and succeed.

UNITERMOS: Gerência Hospitalar - Qualidade

1. INTRODUÇÃO

o mudo vem obsevando ua evolução após a 11 Gnde Guera Mundial. A Revolução da lida­ de as empesas já vem ocoendo á alguns anos e o trbalho desevolvido por W. Edwrds Deming foi pioneiro e esposável elo início dofenômeno indus- . rialjaponês, tão discutido atualmente(4, 23).

Nos hospitais, a peocupação e a busca ela

qua-lidade vem coedo bém de fona cescene, apoveitando-se dos conceitos e exeriêcias do etor indusil(20). Aer das óbvias difeenças existentes nestes dois sistemas, muits lições odem ser apen­ didas faedo-se esta aalogia, ois os pincípios odem ser aplicados e adapados a qualquer e, ão somente na de mnufatas, mas também na de pes­ ação de seviços(2, 3, 6, 8, 16 22).

Desta fona, as empesas hospitalares basileias

• Trabalho apresentado como Tema Livre no 44° Conresso Brsileiro de Efemagem. Brasíli, D.F., 4 a 9 de outubro de 1992. .. Enfemeira de Educação Continada do Hospital Paulistno.

... Gerente de Enfemagem do Hospital Paulistno . .... Hospital EI Cninol2, 19), Mountain View, Califomi.

(2)

ambem mosam-se inteessadas em alcancar a mo­ deiacao, e muitas instituicoes e entidades ja ten emostado a forte motivacao a obtencao de foas de gaantia de uma assistencia medico-hospi­ lar de qualidade(20).

Sendo ssim, s autoas deste abalho eslo ten­ do a ootunidade de picipar de uma imortante fase de evoluCao adminisativa numa ade empe­ , a holding Golden Coss, que ten na area de pestacao de sevicos mooico-hospitalares un dos seus pinciais amos de negocios. A popria bsca aa a mudaca cltul da empesa ten sido uma ds bases pa esta tansicao(l7).

Esta epesentatividade da efemagem neste processo esta sendo realiada aaves de paticipacao dieta no Comite Multidiscipliar, que rele muitos membros de lidenca na empesa e que taca as ietizes e bases pa a elaboacao e ealizacao dos picipais assuntos que evolvem a rea. Este modelo de balho ja faz pate da icooracao da adminis­ tacao do tio picipativo(5).

Para melor oeracionalizacao e podutividade, o coite pricipal foi etao subdividido em subco­ issOes, esonsaveis a parir dai elos principais topicos levantados. Vma destas sucoissOes foi de­ oiada Grupo Qualidade, encaegada de estudar, alisar e adaptar a queslo a realidade da empresa e sua clientela.

Cosideamos imortnte a paticipacao do pro­ issioal enfermeio esta queslo, principlmente orque 0 Sevico de Enfermagem ten gnde epe­ sentatividade no quantiativo e qulitativo do quado de ecusos humanos de un hospital, e e elevante 0

fato de que ele ocupa un dos principais papeis na cnada "linha-de-fente " no atendimento ao cliente paciente).

A ooiade de der estar paticipado da implantacao da ilosoia da Gerencia da Qualidade Toal os hospitais da rede popria da empesa, esm sendo uma exeriecia singular, ode eseamos con­ ibuir sigicativamente, nao so a metodologia ou

estategia adotads, mas tamem mostado 0 oten­ cial do proissional de efermagem este contexto.

Potanto, este tabalho surgiu de uma necessia­ de eal sentida elas autoas de atualiacao e embasa­ meto teoico-cientico no assnto.

Acreditamos assim, que tambem possa vir a ser util, tanto aos poissiois de eferagem, como a outos poissionais que atuam a area hospitalar, que como s autors, estejam iniciado-se

s

trilhas em

busca da qulidade e da excelecia dos servicos. Consideamos este tblho aeas un estudo i nto­ dutorio ao assunto, resultado de revisao bibliogaica, necessitando no fuuo de outros complemenaes com a aplicacao a ealidade patica e sua avaliacao.

Este tabalho ten como obj etivo tazer uma pro­ posta paa implantacao da ilosoia da Gerencia da Qualidade Total a rea hospitalar, ataves da indica­ cao das premisss basics, pa que a pobbilidade de sucesso seja maior.

2.

CONCEITOS BAslCOS

Os ontos apresenados, ercebidos elas autoas como equisitos fudamentais pa se iiciar a Geren­ cia da Qualidade Total nos hospitis, resultam de levntamento bibliogico, articipaCao em eventos cienticos como ouvintes e troca de iformacoes com pofissionais da aea envolvidos o momento com a questlo. A sequecia de apresentacao dos topicos oo relete seu aU de imorancia no contexto Qualida­ de.

l . Uma lideanca compometida e condicao sine qua non paa uma efeiva implatacao da ilosoia da Gerencia da Qualidade Tota,4, 8, 10, 1 2, 1 3, 1 4, 23)

Uma lidenca verdadeiramente motivada e vital pa que todos da organizacao sejam contagiados elo mesmo espirito de busca continua de qualidade. Esta ilosoia de tablo voltada pa a qualidade e un desio, e 0 sucesso de sua implantacao depende de lideres que realmente gostem de se sentir desiados, oo se abatam na prime ia derota que encontaem a fente, mas sim, a utilizem paa apendiado e expe­ riencia, e possigam cada vez mais enusiasmad'ls nesta busca. Deve tamem ser paciente, P"!S e mais facil implantar do que continua<8).

Nos hospitais-ima dos EVA, as equipes adinis­ tativas da efemagem costumam ser caacteriadas como altamente entusismadas e motivadas. Este io de compotamento ten efeito multiplicador entre os demais membos da equie( 1 2).

W. Edwads Deming, consideado uma das maio­ res autoiades mundiis sobre 0 assunto, cita entre seus quatoze pontos undamentais que

e necessaria uma equipe especial na alta dire;ao, pro vida com um plano de a;ao, para levar a cabo a missao da qualidade. Os trabalhadores nao podem executa-fa

(3)

por si mesmos, nem os gerente23).

A imormncia do lider administaivo este po­ cesso e imensa, ois ele age como educador, catalia­ dor e facilitador das a;Oes, retirando ou ajudando a emover as bareias e obstaculos existentes ( 10).

0

pael de educador e tido como ua conseqiencia ja espeaa, ua vez que as organia;oes ten sido administadas ao longo dos anos, de ua certa forma, e a mudn;a de ilosoia e cemente muito diicil. Enlo toa-se uma resonsabilidade natual este pa­ pel de pofessor, paa que se consiga un efeito cs­ cata no prepao, conscientia;ao e motiva;ao de to­ dos os outos membos da institui;ao (10). Neste pon­ to, a motiva;ao ode ser seriamente afetada de foma negativa, se no projeto inicial os objetivos nao ica­ em ben deinidos, e dessa forma, nao seja ciado un clia de credibilidade ao seu essoal( I ,9).

A metodologia e menos importante do que a propria habilidade dos lideres de adap­ tar os princpios de qualidade ao seu staJlO).

Na implnta;ao, a lidean;a vai deinir conceitos, cren;as e valoes, para que tOos se utilizem da mes­ na linguagem e busquem sempe objetivos comuns.

o

veeo compoeeo o lier Io e e­ moao elo

so

ou a oia, s sim ela aitue e comoento deodo 0 dia-a-dia ( I, 1 0).

2.

Nao

i

receitas aicas e prontas.

0

que fun­ ciona ben em ua organia;lo de saMe ode Io uncionar em outa(8).

Cada ospial ten uma ealiade.

E

un engano acamos que inicadoes de qualidade, valoes e insumentos utilizados em uma insiui;lo ossam ser padroizados cegamete em ua ou, mesmo tatndo-se de hospitis ertencetes

i

ua unica empesa. Estes ospitais dem sir-se em eioes diferentes do ais (eioalismos intefeem muito), podem oranto, ter cracteristicas difeentes, diver­ gecias quanto ao orte, tipo de sevi;os ofeecidos e clientela.

De acordo com DEMING(23), a busca de exem­ plos, feita pelas empesas paa enconar ua eceita pronta que ossam seguir, ao e corea. Ao inves disso, cada uma deve ta;r seu pr6pio caminho paa a qulidade.

3 .

Paa que Gerencia da Qualidade Total seja im­ plantada, deve aver uma mudan;a culul na

52

R . Bras. Enferm. Brsilia, v. 47, n . I , p. 50-56, jan.lmar. 1994

'1 i' . (5)

empesa, nas fomas e esl os a salVOS .

Ninguem melor do que 0 p6prio uciomio executor da efa paa entender e coecer as prti­ cularidades imortates do seu trbalho.

o

sucesso na mudan;a cultul baseaa a ilo­ soia da busca cotinua da qualiade ede ambem ua mudan;a no estilo administaivo.

A implanta;lo do gerenciameto do tio ptici­

pativo

e

ua amosa de modea;lo e madueci­

mento da empesa(5, 20). A Gerencia da Qualidade Total e a adminisa;lo particiativa cm jun­ tas.

A delega;lo de oder e esosabilidade (des­ cenaliza;ao), 0 balho em equie e 0 eedback nos elaciomentos inteessoais slo algumas pemissas bsicas na administra;lo paticipativa.

F ARGASON

&

HADDOCK(6) irmam ser es­ secial na implanta;lo efetiva da llosoia da busca da qualidade total, a forma;lo de uos inecargos ou Io (a admiista;lo paricipativa implica a va­ loriza;lo de todos, indeendente da un;o ou osi­ ;lo dentro da institui;lo). Relatam que a coibui;o dada or estes uos e de exema valia e vale a ea ser icentivado, ajudado e estimldo.

4.

Ter em mente que aes instituir un Programa para a Qualidade ou ciar no Hospitl un De­ partamento ou etor de Conrole de Qualidade Io signiica ecessariamete que se atingiu a Gerencia da Qualidade Total (4, 6).

Un poga ode ter un efeito passageio. Un Departamento de Qualidade ode esr cenaliado a resonsabilidade sobre a qulidade.

Na Gerencia da Qualidade Total, a ilosofta

e

adoada or toOs os comoenes do sistea. Os conceitos e ensiamentos aceca do assunto

o

dis­ semiados or tda a empesa (4). Deve-se ter todo mundo na empresa traba/hando para realizr a

ransformafio. A rnsformafio e tarefa de to­ dos<18).

Nlo M limites para a qualidade. Deve-se istituir ua melhoria coninua, ois os pdres muam, slo lexiveis e m6veis(9).

5.

Acompanhe 0 pocesso a linha de produfio.

(4)

A peven�ao aida e

0

melor egcio. Na

Ge­ rencia da Qualidade Total, 0

foco esa

o

pocesso e

ao no poduto. Isto signiica que na ea ospitalar,

odemos tomar medidas poiiticas

a

aumer

0

ivel de satisfa�ao do cliente (aciente e familia)

duante 0

pocesso de hospitalia;ao e ao ermitir

que a isatisfa;Io ainja niveis sigiicativos, s6 de­

tectados a alta hospitalar ela Administa;ao, ata­

yes de queixas e eca�oes or pate deles.

6. A

linha base de qualquer ogania�o cuja

ilosoia e voltada a qualidade Io e 0 dinheio

-e o cli-ent-e(8).

o

pocesso de bsca da qualidade ia em tono

das necessidades do cliente. Satisfaze-las e a meta

undamenal das organia�oes peocupadas com a

qualiade(l, 3, 8, 13, 18).

Talvez a regra principal da adminisra­ fao de servifos seja: conhefa teu clien­

l).

Loicamente quado se ata de

n

sistema de

saude,

0

principal cliente

e

0

paciente. A satisfa�ao

do cliente e 0 seu term6meto de qualidade.

0

pacien­

e e familiares devem ser compeendidos, deinidos,

conecidos e vloiados. Os sevi;os que prezam

ela qulidade esIo em costnte cotato dieto com

os seus clientes(3, 1 1, 19).

Entetanto, 0 paciete ao e 0 ico cliente de un

sistema de saude. Nas estategias em busca da quali­

dade, a deini�ao de cliete vai muito alem, pois e

mais ampla(l, 2, 8, 9, 13). Ha outros clientes-chave no

sistema. Sao chaados de clientes intenos. Sao eles,

os ncioios, medicos, etc., ou seja, os membros

a Organiza;ao.

Mais do que tudo, 0 que pesa na balanfa sao as pessoas dentro da companhia.

0

c/iente (paciente) nao e atendido direta­ mente pelo presidente da empresa e tam­ pouco pelos principais executivos.

0

c/iente e servido e atendido pelas essoas da inha de rente(3).

Por exemplo, a efeagem

ia

emete

o

ciee,

s

eIa em

e

a

cliene do Hospil. Tos

s

cionos, do is hile

o

de argo is elva­

o,

em opr or iar ou

00 a

ii�o.

Nos hospitais-iI dos

EVA,

os uncioarios da

enfeagem costumam dizer

nos cuidamos dos pa­ cientes e a Organizafao cuida de nos

(2,12).

Com certea, a ideniica;Io dos

c/ientes,

no

termo amplo da palav, nun hospital e funamenal

e, se ao for ben deiida, sea un imoante

e

seio

obsaculo ao sucesso da implanta;ao da Ilolia de

tabalo de busca

a

qualidade.

7.

A pom�ao do

crescimento do ser humano no empresa( ).

V

m dos pricipios basicos aa obten;ao de qua­

lidde nos sevi;os e conseguir a produtividade ata­

yes de essoas(4,

s, 9).

Nos ulimos anos, a maioria dos hospitais de Sao Paulo investiu na ampliafao de rea lsica e conseqientemente no au­ mento do numero de leitos, bem como na aquisifao de aparelhagem de alta tecno­ logia. Mas sera que tods esss institui­ fJes de saude izeram 0 devido investi­

mento em recursos humanos, que e essen­ cial a qualquer empresa? E, em especial, na contratafao de enfermeiros?

19).

Segundo CPOS(4), e muito facil contabilizar

no ativo da empesa, s6 os equipametos e imoveis

que eia ossui. Mas sea que

0

maior patn6nio nIo

estaria sendo esquecido, ois sua riqueza e valor sao

mais diiceis de serem mensuados e sendo ssim,

acabam icando de lado?

Toda essa eneagem, que e a Qualidade Total

pela Empresa jamais funcioa se os admiistado­

es

Io

compeenderem que equipamentos tecnoiug! ·

camente avan;ados sao mito imortantes, as que

as essoas, suas otencialidade, criaividade e com­

prometime}to sao mais, pois sem ela;, a maquina Io

sea ben utilizada.

A modenizafao na adminisrafao de pes­ sos tambem precisa acontecer. De nada adianta - como fazem muitos - ten tar sim­ plesmente melhorar a realizafao das ta­ refas araves de novs tecnologias, equi­ pamentos, metodos e processos - se nao

melhorar 0 gerenciamento das pessoas e,

sobretudo, investir pesadamente nelas. Alias, fala-se muito em investir em pes­ sos e proporcionar condifJes para sua participafao eetiva nas decisJes empre­ sariais. Porem, a distoncia enre 0 discur­

so e a pratica e verdadeiramente monu­ menta<S).

Segundo CHIA ENATO<S), esta modeiza;ao

na amiisa;ao de essos ocore com

0

dieciona­

mento ao geenciamento do tio Paricipaivo.

R. Bras. Enferm. Brsili, v. 47, D. I, p. S"S6, jn.lmr.

194

53

(5)

Paa que possmos investir no crescimento das essoas a empesa e aingir melorias na qualidde dos sevi�os, e necessrio que 0 sentimento de medo seja ben compreendido ela lidea;a, paa que de­ vidas medids sejam tomads. Algus uncioarios, diante a ossibilidade da implanta�ao da Gerencia para a Qualidade Total, podem achar que a otimia­ �ao de cada proissional possa acaretar em diminui­ �ao de quado e assim, a demissao. Dessa forma, 0

medo e a quesao da seguan�a no trabalho devem ser levados em conta(9).

0

imortante neste cso e a tnsparecia e 0 dialogo paa que este fator oo se tome un obstaculo ao alcance dos objetivos popos­ tos e os lidees administrativos nao pecm a credibi­ lidade peante os uncionarios(9).

Outro obsaculo que ode surir e deve ser con­ siderado quando se investe o crescimento dos po­ issionais, e qunta

a

olitica salail adequada

a

ova ilosoia, para que todo 0 sistema esteja inteado e coeente.

E

clao que no sistema de recomensas, a remu­ nea�o fmanceia nao e 0 unico fator relevante. Exis­ ten as emunea�oes indietas,

os

beneicios sociis, a maneira como a

pessoa

e tratada ela cheia, etc. Enretanto, a politica salarial, os pianos de crreia e outros, sao relexos de como pensa a lideran�a, se e coerente ou nao quanta

a

adesao total

a

determinada ilosoia ou lina administrativa. Segundo NISEM­ BAUM (3), paa trabalr seriamente a satisfa�ao dos funcionarios e peciso lidar com 0 chmado Cicio do Fracasso. Relata que tal cicio e geado, antes de mais nada, pelo fato de que os tablos na area de sevi�os tendem a ser mal remuneados. Os beneicios costu­ mam ser menoes e os tabalhos sao terminais, ou seja, oo existe perspectiva de carreia proissional.

Segundo CPOS(4), para que haja rescimen­ to do ser humano e vital que a educafio e 0 treina­ mento sejam as bases de sustentafio do processo ... A educario tem sido por vezes confundida com trei­ namento. A prime ira e voltada para a mente das pessoas e para 0 seu auto-desenvolvimento e 0 segun­ do e voltado para as habi/idades na tarefa a ser executada.

Segundo KRER( l I ),

nos

hospitais cosidera­

dos hospitais-imi nos EVA (ataem os melhoes po­ issionais e conseguem dar un atedimento de exce­ lente qualidade), a valoia�ao

a

educa;ao

e ao trei­ namento sao enomes.

o

zelo paa com estes dois pocessos chega a ser faatico, pois eles ben sabem 0

impotante

pael destes na obten;ao da excel!ncia e da qalidade

s

54

R. Bras. Enferm. Brasilia, v. 47, n. I , p. 50-56, jan.lmar. 1994

Instiui;oes.

Atetar

a

0 fato de que, poaas intesivos de einamento isolados, nao ao sicienes pa e atingir a qualidade.

0

teiamento e na pate, n comonente da Gerencia da Qualidade Total.

Vale essaltar aqui, que

n

dos mais eios obs­ aculos aos pcessos de euca�o e eimento esa elacionado a idices elevaos e inaequados e o­ tatividade de essoal(2, 3).

0

tun-over pecoce blo­ queia a oben�ao da otimia�o do poissiol, ois pa que este atinja un bon ivel e adesao os ideais da empesa e abilidade na execu�ao de suas taefs, e preciso temo siciente paa que todo esse meca­ nismo de apendiagem seja alcan�do.

Quando esta rotatividade inadeqada atinge membros do sta, que ocupam os cargos de liden� na implanta;ao ou manuten;ao da ilosoia da busca continua de qualidade, este fator pode ser fatal pa 0

seu sucesso(8, 23).

8. Trabalhar para e com Qua/idade, requer onda­ mentario em fatos e dados. xige, portanto, 0 desenvo/vimento e disseminario do raciocinio estatistico por toda a organizafio e nos seus

d· , . . . (2 1)

lversos mvelS operaclOnms .

A estatistica da qualidade ten sete feamentas basicas que odem ser de exema utilidade se ben empegads. Sao elas: 0 diagrma de Paeto, 0 diaga­ ma de causa e efeito, a estatiica�ao, a fola de verica�ao, 0 histogma, 0 diagama e diseao e o gico de controle(2, 2 1 ). Nao eneos em deta­ lhes neste tbalho sobre eles, mas alertamos que nao pecisam ser utiliados todos ao mesmo temo.

Quando se trata de dados, e melor ir adativa­ mente. Ter como principio nio se inunde deles. Nao os colha se ao puder trabalM-Ios, ois 0 poc:sso de coleta tambem equer temo e gasto de energia. Ir aos

poucos

e

mais segura do que tentar udo de

na uica vez.

Lembrr que os ados, tbelas e gicos nao devem ser os uicos subsidios ara se tomar decis5es. As opinies ainda sao mais imortates, ois pode

(6)

Em ela�ao

a colea de ddos, essalta-se que e

imone

qe isto seja lildo elos cioios

a ia

de fente, ois ninguem melor do que eles

a ter e asseguar a idelidade destas infoma­

�.

E

ecessrio que eles se sintam e inegane

o

sisema, com n pael imotane

a

meloria da liade or odo ospital. Eles tamem pcisam

eber oedbacs aa etender oque esao COen­

o

is dados. Assim e conseguido n maior ompo­ eieto de todos. Esse sistema e muio elor do ue ter n guo esecilo em coleta de daos, fomado or essoas que ao esto evolvidas

a

oa

do setor no dia-adia.

E

mais dequao e ei­ ciente tentar montar otinas no dia-a-dia com 0 es­ soal da linha de fente(7). idices e es de oa ualiade nlo devem ser imos�os ou delimitdos. Os dados evem vir dieto da Jonte

a

seem cofIA­ veis, aaves de metodos simples, sem gdes sois­ ica�es ou tabalhosos.

9.

Qalidade lo e un luxo, e uma necesside.

Nio se pode conJundir qualiade com lxo: um autom6vel luuoso pode ser de pessima qualidade. e um simples pode ter oima qualidade.

0

conceito de qualidade esa sempre num equilibrio enre osJata­ res: qualidade intrnseca do produto ou servi�o. custo e atendimento(4).

Quato a custos, DEN<23) apota como uma das sete doen�as mortais relativas ao sucesso da

implana�ao da Adiistacao voltaa

a

alidde

Toal,

0

fao de que muitos adiistadoes ao efa­

se os lucos a cuto pazo, a ptir da implana�:o,

e que

conseqOentemente, essa busca elo aumeto

os

dividendos timesis solapa a qide e po­

uviae. Outa doen�a mortal e 0 fato de diriir

a

empesa com bse somente s cifas visiveis.

As cifas mis imontes, sao descoecids e im­

ossiveis de se conhecer - or exemplo, 0 efeito

mulipicador de un c1iente saisfeito.

Enetnto, e 6bvio que a medio e longo po, a

qualidade implanada nas empesas hospitles pe­ ede fomecer as melhoes cances paa Iidr-se com os custos assistenciais, toa-Ios mis adequados e

coeetes, ois sabe que almente, 0 to a sss­

ea

e dos eis e eienos

io-piaIa-s ven

so

vlores

t,

o

6

o

Bl

s em em os

,

o s

UA(l3).

10. Enteder as acteisticas popris os poflS­

sios e

aue(IS. 16).

Lebar que 0 Hospital ten em seu staf

n

n

u

ero aior de modeoba esecializda (pois­

sioais) de ue talvez muitas ouas empesas ou

ouos tios e ias.

ea

foma, or exemplo, os

mdicos e a enfeagem dem esisir baste

a

Gerencia da Qualidade Total, ois eles eem a escoder ddos e infoma�s. Fqieneente sao evovios etimentos como edo, cula e vergo­

a

e 0 Iidar com 0 sofimento e oe de seu cliene.

Muitos poflSSiois de salde, pincipalene os me­ dicos e a enfenagem, ainda associam a oe coo

a

falba ou icometencia poissional, e ao coo

n

pocesso

al

do cicio e

i,

como em muitas

situa�Oes e ptologias. Ponto, a

ael

o tba­

lo e totalente difeene da e

a

dsa(IS. 16).

3. CONCLUSOES

A tlosoia da Gerencia da Qualidade Total

a

aea ospitalar

o

e efa facil de ser eal, ois equer mudan�s no comotamento e modo de en­ r das essoas.

Entetanto, se cada proissiol, pincipalmente aqueles que exe;em cargos de ie� os Hospi­ tais, com�em a encar os pincipios como viaveis, aeeitem

0

desio de tentar veneer as breis eis­ tenes, ino assim o dio

e assao

a a patic, gativaete, esa

poosa

e baho

40

sea somene un mdismo

assageio as sim, ua

ilosoia, um estilo de ser e agir a er adodo or tdos aqueles qe lmejam alcan�ar de fona sim­ ples, atraves da atitude de cada individuo no dia-a-dia, o cescimento e aaduecimento do ser humno e tlvez assim seja ossivel tor dulmete, tda a sciedade ompomeia a empe om a qliae.

o

poissioal de efeagem ode e deve con­ tibir aa que a aea hospitlr, ambiente no qual adquiiu gnde cohecimento e exeriencia, tea pleno exito no lcace este objetivo.

R. Bras. Enferm. Brsili, v. 47, n. I, p. S0-56, jn.lmr. 1 94

5 5

(7)

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Referências

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