Armando Castelar 6 Out 2015 Armando Castelar 6 Out 2015
(Quase) 20 Anos de
Concessões Ferroviárias
Armando Castelar Pinheiro
IBRE/FGV
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•
1º Ciclo: Implantação do setor
– Ênfase na atração de investidores estrangeiros
– Regulação passava muitos riscos para Estado e produziu alguns resultados fracos
•
2º Ciclo: Estatização
– Nova expansão do setor
– Sobreposição de atividades comerciais, regulatórias e de desenho de política na RFFSA
– Ao final, elevada ineficiência e precária situação financeira
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•
3º Ciclo: Privatização
– Solução para reduzir ônus financeiro para setor público e dar novo dinamismo ao setor
– Divisão da RFFSA em seis malhas (sete com Fepasa)
– Regulação leve com teto tarifário, fixado com base em distância e produto, e piso tarifário dado por custo
variável de longo prazo
– Metas de produção e segurança com ampla flexibilidade operacional e de investimento
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E
vez de se exigir a realização de investimentos
predefinidos, estabeleceu-se como obrigação o
atendimento de metas de desempenho, as quais espelham
a prioridade do governo federal no caso da privatização em
questão. Para que essas metas sejam atendidas, a
concessionária terá que fazer investimentos, mas foi
delegada a ela a responsabilidade sobre a decisão de quais
investimentos devem ser feitos na malha sob sua
administração. O pressuposto é que o administrador do
negócio é que sabe identificar o melhor caminho para
prestar o serviço com qualidade, sem perder a
rentabilidade
. Souza e Prates, 1997
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A privatização das ferrovias rasileiras o fi al do sé ulo
XX contribuiu significativamente para a melhoria do setor
de transportes no Brasil. O expressivo aumento do
volume transportado, a redução dos acidentes e as
distâncias médias percorridas permitiram um aumento
importante do faturamento das empresas, o que resultou
u volu e de i vesti e tos elevado .
(Fleury, 2012)
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2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
Rodoviário 0,36% 0,41% 0,55% 0,60% 0,48% 0,43% 0,52%
Ferroviário 0,12% 0,17% 0,11% 0,15% 0,15% 0,14% 0,17%
Aeroportuário 0,02% 0,01% 0,01% 0,02% 0,03% 0,06% 0,09%
Portuário 0,09% 0,06% 0,05% 0,12% 0,09% 0,16% 0,09%
Hidroviário 0,01% 0,01% 0,02% 0,01% 0,00% 0,00% 0,00%
Mobilidade Urbana 0,12% 0,17%
Metroviário 0,05% 0,09% 0,17% 0,09% 0,06% 0,09%
Investimento em ferrovias permanece baixo (% PIB)
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• Participação de usuários no controle das concessionárias limita expansão da oferta para outros potenciais usuários
• Há insuficiente transferência de ganhos de produtividade para os consumidores sob a forma de tarifas mais baixas
• Modelo não provê suficiente estímulo para a realização de investimentos greenfield na expansão da malha.
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•
Unbundling
e
open access
•
Redução das tarifas com base em regulação por taxa
de retorno
•
Open access
por meio de direito de passagem
•
Regulação intrusiva, com fortes controles pela ANTT:
– Metas por trecho em vez de por malhas
– Investimentos compulsórios em lugar de apenas indicativos
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•
Desverticalização
e
open access
•
Valec
o o er ado ad i istrado
– Concessionários de infraestrutura investem e vendem 100% da capacidade para Valec (sem risco de demanda)
– Valec vende capacidade para operadores ferroviários de carga
•
Programa de Investimentos em Logística:
– Doze trechos ferroviários, somando 10 mil km, exigindo R$ 91 bilhões em investimentos.
– Modicidade tarifária com elevados subsídios creditícios, fiscais e via assunção de riscos
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•
Argumento central:
• Não se verificam no setor ferroviário as condições típicas de tecnologia e mercado (transacionais) que fazem da competição, via compartilhamento e open access, uma solução atrativa em outros contextos.
• O baixo capital institucional do setor eleva esses custos de transação no Brasil
• Ao contrário do que ocorre nos setores de
telecomunicações e energia elétrica, os custos de transação gerados por essa política a torna pouco atraente no setor ferroviário.
Avaliação das políticas de
unbundling
,
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•
Economias de escopo
•
Internalidades e Tragédia dos Comuns
•
Risco de
cream skimming
•
Micro-gerenciamento e custo administrativo
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• Novíssima reforma regulatória (2015) eliminou alguns problemas:
– Papel da Valec nas novas concessões
• Demanda garantida desestimulava busca de clientes e esforço para prover melhor serviço
• Risco orçamentário
• Abandono do foco na desvertilização
• Seguidas alterações regulatórias e heavy-handed regulation
aumentam risco regulatório no setor
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• Mas alguns problemas continuam sem boas soluções:
• Baixa velocidade dos trens
• Baixa viabilidade de projetos greenfield:
– Investimento público apresenta problemas diversos (FIOL)
– Parcerias com setor privado também não têm dado bons resultados
• Modicidade tarifária tem sido gerada à custa de elevados subsídios:
– Injustiça: contribuinte e não consumidor paga por investimento
– Ineficiência: tarifa muito abaixo do custo leva a congestionamento
• Grande dependência de subsídios públicos para compensar alto risco regulatório