Privatização da seguridade social no Brasil: um enfoque em equilíbrio geral computável

Texto

(1)

EPGE

FUNDAÇÃO

GETULIO VARGAS

Escola de Pós-Graduação em Economia

..

"PBIV ATIZAÇÃO DA

SEGURIDADE SOCIAI,NO

BRASIL:

UM

ENFOQUE EM

セ@

'" ,

EQUILIBBIO GERAL

-COMPUTA VEL"

FLÁVIO ATALIBA BARRETO

(EPGEIFGV)

LOCAL

Fundação Getulio Vargas

Praia de Botafogo, 190 - 10° andar - Auditório

DATA

14/08/97 (5

a

feira)

HORÁRIO

16:00h

(2)

PRIV ATIZAÇÃO DA SEGURIDADE SOCIAL NO BRASIL:

Um Enfoque em Equilíbrio Geral Computável

1

Flávio Ataliba Barreto

*

Luiz Guilherme Schymura

**

Resumo

A utilização de modelos de equilíbrio geral computável, nos últimos anos, tem sido um dos principais instrumentos utilizado por economistas para melhor entender as consequências macroeconômicas da privatização dos sistemas de seguridade social. Algumas aplicações já têm sido realizadas para a economia americana, chilena e colombiana. A natureza desses modelos é tratada em regimes de repartição ou sistemas de capitalização. O objetivo deste artigo é verificar, através da aplicação de um modelo de equilíbrio geral com 55 gerações superpostas, as conseqüências macroeconômicas e sobre o bem-estar social da privatização da seguridade social no Brasil, considerando diversos níveis de capitalização. Os resultados nos indicam que, de forma geral, a transição para sistemas mais capitalizados é Parelo-Superior. Outro resultado encontrado é o de que dependendo da forma que se fmancie a transição ou do grau de capitalização considerado pode não existir equilíbrio nesta economia.

I Os autores agradecem os comentários de Pedro Cavalcanti, Osmar Lannes e Hugo Boff 'Doutorando EPGElFGV

(3)

EFEITOS MACROECONÔMICOS E SOBRE O BEM-ESTAR DA PRIVATIZAÇÃO DA SEGURIDADE SOCIAL NO BRASIL: Um Enfoque em Equilíbrio Geral Computável

1. Introdução

A privatização da seguridade social no Chile, em 1981, tornou-se o ponto de partida para todos

aqueles interessados em estudar reformas dos sistemas de pensões. Questões relacionadas ao desenho da estrutura de financiamento e concessões de beneficios têm sido amplamente discutidas a partir da

.. experiência chilena. Depois do Chile, o Peru, no ano de 1993, foi o primeiro país Latino Americano a

t

ter seu sistema reformado. A Colômbia e a Argentina seguiram com suas reformas em 1994 e o Uruguai em 1995. Por fim o México espera colocar em funcionamento sua nova legislação ainda este

..

ano.

Uma característica comum das reformas nestes países é a mudança de seus antigos sistemas, com um único pilar, não fundado, de beneficios definidos, para um novo sistema no formato em dois pilares.

o

primeiro pilar consistiria de um beneficio mínimo para aqueles indivíduos cujos fundos acumulados no sistema privado forem insuficientes para atingir o beneficio mínimo requerido. O segundo pilar seria em regime de capitalização. No novo desenho, somente os trabalhadores

contribuem para o sistema. Quando da época da aposentadoria, os beneficios no segundo pilar serão função da performance dos fundos e do montante contribuido ao longo da vida ativa. Assim o sistema seria de contribuição definida.

O Brasil é o último importante país da América Latina que ainda não reformou seu sistema de

seguridade social. As causas de insolvência do atual sistema brasileiro já são bem conhecidas e não são diferentes daquelas que motivaram e vem motivando mudanças em outros países: envelhecimento da população (contínua redução do número de contribuintes por beneficiários) e; a concessão demasiada

de beneficios feita no passado sem a respectiva base atuarial. A Constituição de 1988 e a Legislação

Ordinária dela derivada (esta legislação promoveu a universalização da assistência médica e social sem especificar adequadamente suas fontes de financiamento), veio a reforçar o quadro de constante desequilíbrio fiscal do nosso sistema e a perspectiva de insolvência para a próxima década.

Dentro da atual tendência de reformas dos sistemas de pensão, este artigo procura identificar os

efeitos macroeconômicos e sobre o bem-estar dos indivíduos da reformulação do atual sistema previdênciário. brasileiro, considerando a implementação de regimes capitalizados. Este estudo セ@ encontra-se dividido em 6 seções: Na seção 2, faz-se uma breve discusão dos problemas provenientes de estruturas de sistema previdênciários com um único pilar e os possíveis beneficios de sistemas multipilares. A seção 3 analisa a questão do déficit de transição e faz uma breve discussão se a adoção

(4)

-de sistemas fundados é Pareto-Superior. Na seção, 4 apresenta-se o modelo utilizado. Na seção 5 são

mostrados os resultados. Por fim, a última seção, é dedicada às conclusões.

2.Problemas Com Um Único Pilar Dominante e a Opção Por Sistemas Multipilares

Uma questão central no desenho de sistemas de pensões é estabelecer um equilíbrio entre as

funções redistributivas, poupança e de seguros. Muitos países, incluindo quase todos em

desenvolvimento e grande parte dos desenvolvidos, combinavam essas três funções dentro de um

mesmo programa de seguridade social. Esses programas apresentavam um único pilar público

• dominante estruturado sob a forma de beneficios definidos e financiado na maioria das vezes por

contribuições sobre a folha de salários, através do regime repartição. Essa combinação de funções tem

sido defendida por aqueles que acreditam que este tipo de arranjo tende a produzir, através de

economias de escalas, reduções nos custos administrativos.

As evidências sugerem, no entanto, que os esquemas públicos com um único pilar que

combinam essas três funções são problemáticos devido às razões distribucionais e de eficiência. Altas

taxas de contribuição e grande estímulo a expansão de setores informais são observados na maioria das

vezes, especialmente em países em desenvolvimento que tem limitada capacidade de contribuições e

onde existem imperfeições no mercado. Sistemas públicos não fundados podem também desencorajar a

formação de poupança e o desenvolvimento do mercado de capitais. Isto acontece porque os idosos

possuem uma maior propensão marginal a consumir que os jovens trabalhadores, dado que estão mais

próximos do fim de suas vidas e desta forma restam poucos anos para serem gastos seus recursos

remanescentes.2 Na maioria dos países a tendência das reformas previdenciárias tem sido na direção de

sistemas multipilares. No primeiro pilar, estabelece-se um beneficio mínimo proporcional ao salário

médio da economia, o financiamento é feito através de receitas gerais. No segundo pilar,

condicionam-se os beneficios à acumulação dos recursos nos fundos de pensão, o que reforçaria a função de

formação de poupança dos sistemas de seguridade social.

3. O Déficit de Transição.

A substituição do sistema de repartição por sistemas para sistemas de capitalização tem

importantes implicações a nível macroeconômico de um país. Uma delas é que a transição torna

explícita a dívida implícita ao antigo sistema de seguridade social. A magnitude da dívida é dada pelo

valor presente dos beneficios que os trabalhadores e os aposentados aufeririam do velho sistema.

Quando do momento da reforma, o governo necessitaria financiar esta dívida, tendo em vista que as

(5)

seja dificil estimar com precisão o montante desta dívida implícita, sabe-se que para os países da OECD e do oeste da Europa, este valor chega a representar de 100 a 250% do PIB (World Bank 1996).

Para a América Latina, estes valores situam-se em limites mais baixos variando entre 30 a

100%(MitchelllBarreto (1997»

Schimidt-Hebbel (1993), apresenta os efeitos sobre os fluxos de contribuições e déficits fiscais

quando da transição dos regimes. O autor adota como hipótese de trabalho uma estrutura demográfica madura (a distribuição entre jovens e velhos é estacionária) onde coexistem 6 gerações, duas

1

compostas de aposentados e quatro de trabalhadores, cujo contrato social embutido pelo sistema de repartição inicial consiste em que o pagamento das gerações de aposentados é feita pela atual geração

de contribuintes. Suponha que o sistema se interrompa no fmal do período t-l, sendo este o último ano

de funcionamento do regime. Como ele não é fundado, faltam as reservas que poderiam fmanciar o passivo previdenciário implícito.

A transição para o sistema de capitalização é iniciado no período t. Os trabalhadores ativos começam a contribuir para as suas próprias contas individuais, deixando o governo sem receita para

homar seus compromissos com o velho sistema de repartição. A transição, neste exemplo, termina quando a última geração que recebe os beneficios sobre suas contribuições feitas no passado falecer, ou

seja, a transição perdura até o período t+4. O sistema de capitalização atinge sua maturidade no período

t+5 quando todos os beneficios derívam-se das contribuições pós-reforma.

O período de transição estaria condicionado a maneira que se escolhe para se financiar o passivo previdenciário. Uma possibilidade, pelo menos do ponto de vista teórico, seria o governo

homar toda a dívida no antigo regime através de impostos. Na prática, essa via é implausível, tendo em

vista o grande volume de receita tributária que deveria ser arrecadada de um só vez. O custo para as gerações de trabalhadores no momento da reforma poderia ser extremamente alto. Uma outra possibilidade seria o governo homar a dívida parceladamente, ou seja, o Estado emitiria dívida pública.

Esta forma de fmanciamento promoveria a divisão intergeracional do custo da transição dos sistemas. O incoveniente desta seria o alongamento do periodo de transição.

3.1. Uma Breve Discussão se a Adoção de Sistemas Fundados é Pareto-Superior.

Uma questão importante diz respeito à comparação entre os principais sistemas de fmanciamento previdenciário. Samuelson (1958) e Aaron (1966) mostram que os sistemas de aposentadoria do tipo de repartição podem fornecer uma taxa de retomo maior que os sistemas de

2 Gokhale, Kotlikoff e Sabelhaus (1996) documentam a diferença de propensão a consumir para diferentes idades. Eles

mostram que a propensão a consumir das diferentes gerações nos EUA são relativamente constantes até 60 anos e a partir dai aumenta dramaticamente.

(6)

capitalização quando a taxa de crescimento da população (taxa de juros biológica de Samuelson)

combinada com a renda do trabalhador superarem a taxa real de juros da economia.

As limitações derivadas dos modelos de Samuelson e Aaron decorrem de três problemas básicos: (a) ambos assumiram salários e taxa real de juros exógenos, de modo que o resultado

conseguido por eles restringi-se a uma economia aberta pequena; (b) excluem-se dos modelos a

possibilidade de ter-se uma situação Pareto-Superior através de um sistema de seguridade social misto, com taxas de contribuições variáveis; e (c) por fim, ambos consideram os sistemas já maduros, ou seja,

, os beneficios para as primeiras gerações que participaram do início da operação do sistema de repartição não entraram em suas análises.

A primeira das limitações acima foi retomada pelo próprio Samuelson (1975), onde o autor

mostra, com a ajuda de um modelo de crescimento neoclássico para uma economia fechada e na presença de um sistema de seguridade social financiado pelo método de reapartição, que a economia

pode atingir um estado estacionário, com um maior consumo per capta, se esta economia está "super capitalizada" .

A segunda limitação foi contornada por Spremann (1984). O autor compara planos fundados com planos não fundados com taxas de contribuições variáveis e mostra que sempre os planos fundados podem ser Pareto-Dominado por algum plano do tipo repartição, a menos que a soma da taxa

de crescimento da população e da renda seja permanentemente menor que a taxa de juros, assumida

exógena. No entanto, a conclusão de Spremann não responde uma outra questão: contanto que a taxa de retomo sobre as contribuições do sistema de repartição seja de fato permanentemente superior que a taxa real de juros, isto faz o sistema de repartição Pareto-Eficiente?

Breyer (1989) mostrou que, (para uma economia com contribuições "lump-sum" para um

sistema de pensões), tanto para uma economia fechada onde o retomo do capital é determinado pelas condições de oferta e demanda doméstica por capital, como para uma economia aberta, com taxas de juros exógena e mercado de capital perfeito, é geralmente impossível fazer a transição para um sistema

de pensões fundados sem fazer pelo menos uma geração pior no novo sistema comparada com a do sistema não-fundado, dado a necessidade de se finanaciar a dívida de transição durante a passagem

para o novo regime. Desta forma, mesmo que a taxa real de juros seja pemanentemente superior a taxa de crescimento populacional e taxa de salários, a transição para um sistema fundado não seria

Pareto-Superior.

O resultado conseguido por Breyer se refere esclusivamente a uma economia com contribuições e transferências "lump-sum"e desta forma sabe-se pelo segundo teorema do bem-estar econômico que

(7)

Pareto-..

Eficiente. Tomou-se oportuno então verificar o problema do ponto de vista de uma economia em que

as contribuições para o sistema de pensão seja feito sobre a folha de salários. Homburg (1990) analisa esta questão e mostra que é possível que a conversão para um sistema fundado seja Pareto-Superior.

Um sistema de repartição funcionando através de contribuição sobre a folha de salário, com oferta de

trabalho endógena, produz uma distorção na escolha entre lazer e trabalho, induzindo uma perda de eficiência na economia. Trocando o sistema de repartição por um sistema de poupança com uma nova dívida governamental, elimina-se a distorção no mercado de trabalho, e os ganhos de eficiência daí

セ@ produzidos poderiam ser usados para pagar a dívida da transição sem fazer nenhuma geraçã<>. pior. Desta fonna a transição para um sistema fundado poderia melhorar o bem-estar dos indivíduos.

4. O Modelo

o

modelo que será utilizado para se verificar os impactos macroeconômicos e sobre o bem-estar da transição do sistema para um sistema de pensão no Brasil, tem sua estrutura desenvolvida a

partir de Arrau (1991) e Salvador Valdés-Cifuentes (1993) que por sua vez está baseada no trabalho original de Auerbach e Kotlikoff (1987). É um modelo de gerações superpostas, tendo os agentes um

período de tempo finito, parte dedicados a atividade laboral e outra parte a aposentadoria. A cada ano nasce uma nova geração e uma outra morre, de modo que a população cresce uma taxa constante. Esta economia apresenta três setores: famílias, finnas e governo.

4.1. O comportamento do Indivíduo

Os indivíduos têm um período de vida de 55 anos, no qual tomam suas decisões de consumo e poupança. Supõe-se que eles começam a trabalhar aos 21 anos de idade e venham a falecer aos 75 anos, após um periodo em que estejam aposentados.

Preferências

Admite-se que os indivíduos maximizam uma função utilidade isoelástica separável intertemporalmente:

(1)

onde U é o nível de satisfação no ciclo de vida do agente e ct é o seu consumo no tempo t. Uma fonna

comumente utilizada e de fácil manuseio analítica é representar a função utilidade agregada da seguinte

fonna:

SS I

U =

_Y_L(t+b")'-'[c,r-

y

r

-1'=1 (2)

Na expressão (2) acima y e ô são parâmetros de gosto do indivíduo. ô é uma taxa de preferência

intertemporal, indicando em que grau o indivíduo prefere consumir hoje a consumir amanhã. O

(8)

parâmetro y é definido como a elasticidade substituição intertemporal entre o consumo em diferentes anos.

A Restrição Orçamentaria das Famílias

A maximização da função utilidade das famílias em (2) se realiza sujeita a seguinte restrição orçamentária:

AI+I = AI +(1-ty)rl+IAI - CI +(l-v - ty )W,ZI(el) +(1-ty)p, + PUI (el )

onde:

(3)

セZ@ estoque de ativos financeiros voluntários mantidos no início do tempo t.

Pt: pagamento de beneficios individuais proprocionais às contribuições feitas pelos os individuos.

Wt: salário real por unidade de trabalho efetivo.

lt( eJ :unidades de trabalho efetivo oferecida por uma pessoa de idade e, no corte longitudinal (série de tempo). O perfil l( eJ indica que a dotação de trabalho cresce somente pelo acúmulo de experiência devido a idade.

Ct: consumo no tempo t.

1y: taxa de imposto sobre a renda.

P UI: pensão universal ou básica recebida no periíodop de inatividade.

v: taxa agregada de contribuição para o sistema de pensão feita pelo trabalhador e empregador. rl+l : taxa de juros real doméstica entre os períodos t e t+ 1.

Note ademais que o processo de maximização também está condicionado ao fato de que os indivíduos começam a vida laboral ativa sem recursos herdados e que por sua vez não deixam herança a gerações futuras. Isto significa que:

AI

=

AS6

=

O. (4)

Maximizando (2) sujeito a (3) e (4) tem-se:

(5)

A expressão (5) afirma que a trajetória de consumo das famílias é crescente na taxa de juros e na elasticidade substituição intertemporal y e decrescente na taxa de preferência 8.

4.2. O Comportamento das Firmas

(9)

..

...

,

Y: produto da economia. Seu preço é 1,0 sendo o numerário

k: estoque de capital utilizado na produção.

L: nível de trabalho utilizado.

8: taxa de depreciação .

0': elasticidade substituição entre capital e trabalho

(6) onde:

A demanda de fatores de produção é dada pelas seguintes expressões:

(7)

CT

kd =(r+8tCT

(I-

prYCT-1 (8)

4.3. Governo

A presença do governo neste modelo impõe um sistema de impostos responsáveis pela

cobertura de seus gastos em bem e serviços. Como se está interessado em focalizar apenas o lado fiscal

ignorar-se-á os efeitos indiretos e as externalidades que surjam através dos gastos do governo sobre o

comportamento do' consumidor.

A equação que descreve o comportamento do governo, desconsiderando num primeiro instante

a parte referente a seguridade social é dada por :

(9) onde:

Dt : representa somente o estoque da dívida pública líquida de ativos financeiras e fisicos que

possa possuir o governo no ano t.

Gt : É o consumo do governo no ano t.

Tt : receita tributária no ano t, composto pelo imposto sobre a renda.

rpt: serviço de juros da dívida pública no ano t.

Agregação e Crescimento

Este modelo inclui duas fontes de crescimento. A primeira é o crescimento da população,

definido pelo parâmetro n. Isto define a oferta total de trabalho como:

ss

L, =

L/,

(s)(I + n)1-s+1 (lO) onde:

s=1

(10)

ItCs) representa as unidades de trabalho efetivo de que dispõem as pessoas em idade s no ano

e.

A segunda fonte de crescimento desse modelo é dado pela taxa de crescimento da produtividade do trabalho movido pelo progresso tecnológico exógeno. Assim tem-se que:

',+\

(s) ( ) - - = I+x

" (s)

(11)

A expressão (11) está nos diz que as unidades de trabalho oferecida por cada geração que nasce é maior e x% com respeito a geração anterior. Neste modelo se omitem outros tipos de progresso

, técnico porque impendem a existência de estado estacionário. Esta taxa influencia a magnitude da

",

oferta total de trabalho e contribui para determinar o tamanho da economia, como pode ser visto a segwr ..

De (10) e (11) deriva-se a taxa de crescimento da oferta de trabalho ou do produto para a economia:

(12)

Esta expresão também determina a taxa de rentabilidade de sistemas previdenciários do tipo

repartição dado que as transferências para as gerações de aposentados estarão condicionadas a evolução do produto desta economia.

4.3.1. Introduzindo a Seguridade Social na Restrição do Governo

A equação (9) que estabelece a restrição orçamentária do governo seria dada agora com a presença da seguridade social por:

DI+\ =(I+r),D, +G, + TrUn, +Trlnd,-T, (13) onde:

TrUI\: São as transferências pagas em t, por motivo da pensão universal;

tイiョセZ@ É o aporte estatal ao sistema de pensões individuais.

Tomando os valores da equação acima por unidade de produto e considerando no estado estacionário (cr-=I) tem-se:

(i,)

= (r - n- x - nx)b

+

g

+(

TrUn,

/Y,)

+(

Trlnd,

/Y,)

b: É o total da dívida pública por produto no início do ano t. g: É o total do consumo do governo por produto

(13') onde:

l A evidência empfrica com respeito ao perfill(eJ é variada. Auerbach y Kotlikoff(1987) usa um perfil quadrádico. Este

(11)

..

t

o

coeficiente b na equação (13 ') representa o serviço de juros da dívida pública. Para que esta relação se mantenha constante no estado estacionário é necessário que se pague (r-n-x-nx)b de juros

positivo a cada período (Tirole (1985».

Comportamento do Sistema do Sistema Previdenciário

As expressões a seguir apresentam as condições de financiamento de um regime previdenciário

em que parte funciona à base de repartição e outra parte à base de capitalização. Assim tem-se:

ou

Flet=21)=O (14)

Ft+,( et+,)=Ft( eJ[f(1 +r)+(I-f)(1 +n)(1 +x)]+(vemp+vtrab )Wtl( eJ Ft+I( e,+,)=Ft( eJf(1 +r)+(l-f)(l +n)(l +x)]-Pj

para t = 22, ... ,75 onde:

(15)

(15)'

FI: É o saldo acumulado da conta individual no sistema de pensões de um indivíduo de idade t.

A condição (14) garante que este saldo até a idade 21 seja nulo, pois a partir deste instante o indivíduo

ingressa no mercado de trabalho.

f: É definido como o grau de capitalização do sistema de pensões dado pela proporção das

contribuições destinadas ao sistema capitalizado rendendo uma taxa r neste caso ou (1 +n)(1 +x) no caso

do sistema de repartição.

vemp+vtrab: É a soma da taxa de contribuição média do trabalhador e do empregador,

expressada sobre a base do salário bruto.

O valor do beneficio para o indivíduo i seria dado então por:

1'; = Fp.r/[1-(1+rt(75-

p

)],

(16)

onde p = idade da aposentadoria (p = 57 ... 75).

4.4. Equib'brio de Mercado: Equilíbrio no Mercado de Trabalho e de Capital

Para se ter equilíbrio neste modelo é necessário que se obtenha equilíbrio no mercado de

trabalho e de capital. Em termos individuais, o equilíbrio no mercado de trabalho é influenciada pelo

perfil IrCs) , e taxa de crescimento populacional n.

55

Ld

=

L/,

(s)(1 + nr(l-I) (17)

.1=1

Em termos do mercado de capitais, estabelece-se as condições endógenas que determinam a

taxa real de juros a partir da equalização da demanda e oferta de poupança dada pela igualdade entre os

ativos financeiros retidos pelos indivíduos no período t e a demanda de capital fisico das firmas セ@

(líquido da depreciação) e o estoque da dívida do governo DI' ou seja:

(12)

...

55 55

Kd +bY= LAt(s)(I+nr(l-!l + LF,(s)(I+nr(t-1) (18)

4.5 Método Usado para a Comparação de Bem-Estar

A nível individual, o bem-estar pode ser medido ordinalmente com o índice de satisfação Ui

definido anteriormente. Diz-se que o agente do tipo i estará melhor se a utilidade atingida na nova

situação (com a melhor cesta de consumo) for maior que a utilidade que se alcançou na situação anterior à modificação. O conceito utilizado para a medição do bem-estar é o de "variação

compensatória" no qual mantém constante o nível de satisfação, ou seja:

r

1

+

% variação compensatória i

=

(U ruOi)r-1

4.7 Parametrização

A parametrização deste modelo é discutida nesta seção. Para a taxa de preferência intertemporal utilizou-se um valor de 2,1%, sendo o melhor valor que ajuste as variáveis no equilíbrio inicial. Quanto

as estimativas para a elasticidade substituição intertemporal, elas são escassas e diferentes de acordo com a metodologia empregada. Para países em desenvolvimento Arrau (1991) e Salvador

Valdés-Cifuentes (1993) utilizaram o valor de 0,7 e que será utilizada neste modelo.

Em termos da função de produção, considera-se um valor de 50% para a participação da renda

do trabalho formal e informal no produto segundo informações extraídas do balanço consolidado das contas nacionais divulgado pelo IBGE. Segundo alguns especialistas, há problemas metodológicos quando da apuração deste valor.4 Para a taxa de depreciação como percentagem do acervo de capital

utiliza-se um valor histórico de 3,5% que é normalmente utilizado neste tipo de simulação.

Quanto a restrição orçamentária do governo, calcula-se um valor médio entre 1970 e 1990 de

34% para o estoque da dívida pública como proporção do PIB e quanto ao consumo do governo como proporção do PIB, calculou-se 12% para este mesmo período. Para taxa de crescimento populacional e

da produtividade, tem-se valores de 2,4% e 0,5% respectivamente.s

Em termos da taxa de contribuição previdenciária, sabe-se que os empregadores contribuem

com 22% sobre a folha salarial para o INSS, enquanto os empregados de 8% a 10% de acordo com a faixa salarial. Deduzido o montante de 32% que em média é destinado para a saúde, temos um valor de

contribuição próximo a 20%. Quanto a idade média de aposentadoria calcula-se em 57 anos e dado a

4 Segundo alguns especialistas, há problemas metodológicos quanto ao cálculo de seu valor para o Brasil, dadas as

precárias estimativas que se tem para o setor informal. O valor de 50% pode parecer ainda substimado quando comparados com as estimativas utilizadas por Kotlikoff (1987) para os Estados Unidos de 70% e um valor de 65% estimado por Galvão para a economia chilena. Schmidt-Hebbel estimou tambem em 65% para a economia colombiana.

(13)

..

inexpressividade do sistema de pensão capitalizado no Brasil durante o período analizado, utiliza-se uma taxa capitalização de 0%.

5. Formas de Financiamento da Transição

A mudança de um sistema de seguridade social do tipo repartição com um único pilar para sistemas capitalizados multipilares gera potencialmente efeitos macroeconômicos de grande

importância. Como visto, a autoridade governamental depara-se com a necessidade de fmanciar uma dívida que era implícita no antigo sistema e com a privatização parcial ou total do novo sistema

torna-se explícita.

Considera-se aqui três alternativas possíveis de fmanciamento da economia, no novo equilíbrio

pretendido: ajustes por impostos, emissão de nova dívida ou uma combinação dessas duas alternativas6 •

Alternativa 1: Financiamento por imposto.

Nesta alternativa compararemos estados estacionários em que a alíquota do imposto sobre a

renda se ajusta para fmanciar a nova dívida, mantendo o nível de dívida pública e outros gastos do governo nos mesmos patamares anterior a reforma, ou seja, estamos considerando que toda dívida no

antigo regima é financiado pelo imposto sobre a renda. Deve ser resaltado no entando que neste artigo

nenhuma consideração será feita em termos dos efeitos que ocorrem na transição. Compararemos somente situações estacionárias iniciais e finais onde a dívida pública é mantida constante.

Alternativa 2: Finaciamento com dívida.

No caso do financiamento por dívida iremos usar um artificio para simular uma situação em

que a economia leve em cOlita durante a transição a antiga dívida no sistema de repartição. Efetivamente para efeito de simulação iremos agregar à dívida antiga, a nova dívida de acordo com o grau de privatização que se deseje do sistema de repartição no equilíbrio inicial. Se considero um grau

de capitalização de 50%, por exemplo, a nova dívida governamental será de 34% dado pelo o antigo sistema mais o novo valor de 130% do PIB.

Alternativa 3: Combinação de políticas

Para o caso intermediário, supõe-se que metade da dívida implícita que torna-se explícita com a reforma seja financiada com dívida, enquanto a outra metade com impostos, de maneira que a razão

dívida/produto pretendida seja constante no novo equilíbrio estacionário. Assim, como no exemplo anterior, para um grau de capitalização de 50%, seria agregado a dívida pré-reforma um valor agora de

65%doPIB.

6 O foco desse paper será discutir somente os efeitos estacionários de longo prazo. Existem quatro estudos que mostram os

impactos macroeconômicos e sobre o bem-estar durante a transição, quando um sistema e reformado, considerando exógeno o crescimento de longo prazo. Maiores detaJhes podem ser encontradas em Auerbach e KotJikoff, 1987; Arrau e Schimidt-Hebbel, 1993; Valdés-Prieto e Cifuentes, 1993 e Cifuentes e Valdés-Prieto, 1994.

(14)

..

..

• li

As Combinações de Políticas Previdenciárias

As alternativas de financiamento discutidas acima serão apresentadas dentro de 3 (três) casos possíveis: No primeiro caso considera-se que a reforma implementada não incorpore um beneficio

mínimo. O novo sistema funcionará dentro de quatro combinações de regimes capitalizados, na

proporção de 25%,50%, 75% e 100%. No segundo caso, procura-se investigar quais os efeitos dada a introdução de um beneficio mínimo de 30% do salário médio da economia. A introdução de um beneficio mínimo mais amplo é estudado no terceiro caso. A idéia é tentar verificar o que. ocorreria

com o equilíbrio do sistema caso o beneficio mínimo fosse aumentado para 50% do salário médio. 5.1 Resultados das Simulações

Equihbrio Pré-Reforma

As primeiras colunas das tabelas 2-4, no apêndice, apresentam as variáveis no estado

estacionário para a economia brasileira, supondo que ela funcione totalmente sob o regime de

repartição. Comparando os resultados encontrados nestas simulações com os dados observados para a economia durante o período 1970-907

, percebe-se que esses valores são similares, especialmente no

que se refere, a razão consumo/produto, taxa de investimento e razão capital/trabalho onde tem-se estimativas mais confiáveis. Não se tem estimativa precisa do valor da dívida implícita acumulada no

sistema de repartição, mas segundo relatório do Banco Mundial, esses valores devem chegar a ordem de 190% do PIB (1994).

Simulação 1

A primeira simulação procura identificar os efeitos macroeconômicos e sobre o bem-estar quando comparado com um novo sistema com diferentes graus de capitalização.

O primeiro caso nesta simulação mostra uma situação em que comparamos sistemas não fundado com sistemas parcialmente ou totalmente fundados. Nesta situação estamos supondo que o

estoque da dívida publica do governo não se modifica com os diferentes níveis de capitalização. Os resultados indicam que para graus crescentes de capitalização, menores serão as taxas de juros, maiores os níveis salariais, menores os níveis de consumo em relação ao produto, maiores a taxa de

investimento e a razão capital/produto. Como nesse modelo a utilidade é medida pelos níveis de

consumo, maiores níveis de capitalização implicariam maiores níveis de bem-estar.8 •

No caso de fmanciamento total com dívida, o surgimento de níveis diferentes de dívida para cada nível de capitalização implicaria em taxas reais de juros mais elevadas que desestimularia a taxa de investimento, reduzindo o estoque de capital em relação ao produto e determinando menores níveis

(15)

..

..

salariais. Diferentemente do caso anterior, as variáveis observadas não apresentam um comportamento

monótono. Até um nível de 50% de capitalizão percebe-se uma elevacão da taxa real de juros, mas para

níveis maiores esta taxa passa a apresentar valores mais reduzidos mas não diminuiem o suficiente para

atingir o valor pré-reforma. Tendência semelhante é verificada para os salários e para a relação consumo/produto. Movimento no sentido inverso é verificado para a taxa de investimento e o estoque

de capital em relacão ao produto. Para um nível de 100% de capitalização, a expansão da dívida não provoca um "crowd-out" expressivo sobre o a nova taxa de investimento sendo apenas um ponto

percentual menor quando comparado com o nível de equilíbrio pré-reforma, mas a à1íquota do iII.1posto de renda passa apresentar valores mais elevados. A transicão para sistemas capitalizados provoca

aumento no bem-estar para aqueles níveis superiores a 25%.

No último caso, verificamos uma situação onde comparamos estados estacionários em que metade da dívida de transição é agregada a dívida pública no novo equilíbrio escolhido. Os resultados

desta opção são mais similares ao caso de financiamento pleno por dívida. Em todos os casos apresenta-se uma elevação na taxa real de juros, alíquota de imposto e razão consumo/produto e uma

reduzão nos níveis de investimentos, níveis salariais e razão capital/produto. Em termos de bem-estar, este tipo de transição é Pareto-Superior.

Simulação 2

Considere o caso em que o governo introduz um pagamento de beneficio mínimo no valor de

30% do salário médio da economia com quatro níveis de capitalização.

A simulação de número dois, no apêndice, mostra essa situação. A introdução de um beneficio mínimo, independentemente da situação, produz um novo equilíbrio com taxas reais de juros mais elevadas, menores salários, menor taxa de investimento e estoque de capital, em relação a economia sem beneficio mínimo. Como neste modelo o beneficio mínimo introduzido é financiado via maior

arrecadação de imposto sobre a renda, isto provoca uma redução dos fundos destinados a poupança, aumentando a taxa de juros, reduzindo o estoque de capital. No entanto, como no caso anterior, o

aumento do nível de capitalização (a despeito de uma subida inicial dos juros), provoca uma reduzão progressiva na taxa real de juros, mas não o suficiente para fazer voltá-la aos mesmos valores no caso

do sistema com um único pilar. Em termos de bem-estar, a transição para regimes capitalizados com beneficio mínimo também produz um ganho mas inferior ao caso anterior .

Nos casos de financiamento parcial ou total por dívida, a transição para uma sistema

capitalizado produz um comportamento nas variáveis macroeconômicas similares ao caso sem

8 O impacto no bem-estar é medido como uma porcentagem da riqueza equivalente ganha ou perdida com a reforma,

relativa ao nível de riqueza no equilíbrio inicial no sistema de repartição.

(16)

,.

..

beneficio. Em termos da taxa real de juros, razão consumo/produto e alíquota de imposto de renda

apresenta-se resultados mais elevados nos novos equilíbrios assim como menores valores para a taxa de investimento e para a razão capital/produto. Os resultados ainda indicam que não há convergência para o caso de financiamento total com dívida, quando a transição é realizada para um níveis de

capitalização correspondentes a 75% e 100%. Simulação 3

A terceira simulação procura investigar o que ocorreria com o equilibrio desta economia caso se

tenha um aumento do beneficio mínimo para 50% do salário médio. A expansão do beneficio セ■ョゥュッ@

produz uma economia com maiores taxas de juros, alíquotas de imposto sobre a renda e níveis de

consumo como proporção do produto, e menores níveis de capital, taxa real de juros e taxa de investimento quando comparadas com as simulações anteriores. Em termos de bem-estar a privatização

da seguridade social é Pareto-Suprior para os casos de financiamento por imposto e parcialmente por

dívida, mas somente para os níveis de capitalização superior a 25%. No caso de financiamento total por

dívida, não existe convergência para níveis de capitalização superior a esse valor. 6. Conclusão

Esse artigo procurou identificar quais os efeitos macroeconômicos e sobre o bem-estar da privatização do sistema de seguridade social brasileiro. Três casos são examinados dentro de três

alternativas diferentes de financiamento da transição. Cada situação é analizada dentro de diferentes

combinações do sistema de repartição. para o de capitalização em estatos estacionários, sendo desconsiderado os efeitos que ocorrem durante a transição.

Para o caso da permanência do sistema previdenciário em um único pilar, a troca de um sistema

de repartição por sistemas capitalizados é Pareto-Superior sendo que ganhos mais expressivos em termos de bem-estar ocorrem quando a transição é financiada por imposto ao invés de dívida. Quando

o sistema previdenciário passa a apresentar dois pilares, onde o primeiro pilar possui um beneficio mínimo financiado por imposto de renda, os resultados em termos de bem-estar permanecem, mas de

maneira geral são menos expressivos em relação ao caso anterior. Neste caso ainda, os resultados indicam que pode não ser possível a transição para sistemas com alto grau de capitalização com

financiamento por dívida. Por fim, se expandirmos os beneficios pagos no primeiro pilar, a transição continua a ser Pareto-Superior com com ganhos de bem-estar ainda menores que os dos casos

anteriores. Para baixos níveis de capitalização, a transição pode não apresentar um ganho de bem-estar

e ela toma-se enviável para, intervalos maiores de capitalização, quando financiada por dívida.

(17)

lo

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ti

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(19)

TABELA 1

CONTRIBUICÃO PARA SEGURIDADE SOCIAL, BENEFÍCIOS E DÉFICIT FISCAL NA TRANSIÇÃO DO SISTEMA PAYGO PARA FF

PERÍODOS PAYGO transiセᅢo@ PARA FF

t-I t+1 t+2

t+3 t+4

I p2 3 4 (4 4)

5 (5 5 5) 6 ( 6 6 6 6)

BENEFicIOS DAS P,-I

Pt+1 Pt+2 = / Ct ' RBt+1 Pt+3 =/ Ct,Ct+I,RBt+2

Pt+4 = / Ct+I ,Ct+2,Ct+3, RBt+3 t

GERAÇÕES DE

2 p3 4 ( I 4)

5 ( 5 5 5) 6 ( 6 6 6 6) 7 (3 7)

APOSENTADOS Pt- I

t Pt+1 = / C t ' RBt+1 Pt+2 =/ Ct ,Ct+I, RBt+2 Pt+3 =/ Ct ,Ct+I,Ct+2,RBt+3

Pt+4 = / i!O Ct+i

3

C4 5 6 7 8

CONTRIBUiÇÕES Ct - I

t Ct+1 Ct+2 Ct+3

Ct+4

4

C5 6 7 8 9

DAS GERAÇÕES Ct- I

t Ct+1 Ct+2 Ct+3

Ct+4

5

C6 7 8 9 lO

DE ATIVOS C

t_1 t Ct+1 Ct+2 Ct+3

Ct+4

6

C7 8 9 lO 11

C

t_1 t Ct+1 CI+2 Ct+3

Ct+4

RUPTURA DO I 2

Pt- I + Pt-I

3 4 5 6

SISTEMA PAYGO Ct_1 +Ct_ 1

+Ct-l +Ct_1

DÉFICIT FISCAL

NA TRANSiÇÃO

a) DÉFICIT

OPERACIONAL

Pt 2 + li 3 3

1i+1

b) EMISSÃO DE

TíTULOS DE

RECONHECIMENTO •

4 (4 4 4)

RBt+1 = B\Ct-3,Ct-2,Ct_1 RBt+2 5 = B\ Ct- 2 ,Ct_ 1 (5 5) RB:+3 =g(C!I)

NOTA:

p/,

C:

,RB:

,

são beneficios, contribuições e titulos de reconhecimento de acordo com a geração i, no perfodo j, respectivamente; f e j denota funções

para pagamentos de beneficios e titulos de reconhecimento, respectivamente, sob o

• 4l •

FF

t+5

7 (3

7)

Pt+5 = / .1: C'+I

1=0

8 (3

8)

Pt+5 = / ゥセo@ C'+i

9 Ct+5 lO Ct+5 11 Ct+5 12 Ct+5

sistema FF

(20)

TABELA 2

Simulação 1: Novo Sistema com Um Único Pilar

CASO 1: Financiando totalmente a transição com imposto sobre a renda

Variáveis Equillbrio Estacionário Grau de Capitalizaçao

Pré-Refonna sob PA YGO 25% 50% 75% 100%

Taxa real de juros 0,12 0.12 0.11 0.10 0.10

..

Salários 1,53 1.59 1.66 1.73 1.82

Consumo/produto 0,68 0.67 0.67 0.65 0.64

Taxa de investimento 0,19 0.20 0.21 0.22 0.23

Capital/produto 3,06 3.18 3.31 3.47 3.64

Imposto de renda 0,16 0.18 0.20 0.21 0.22

Divida PAYOO/produto 2,62 1.97 1.31 0.65 0.0

Ativos fundos/ativos totais 0,0 2.90 4.37 5.25 5.63

Acréscimo no bem-estar (%) 9.40 17.51 24.53 30.55

CASO 2: Financiando totalmente a transição com dívida

Variáveis Equilfbrio Estacionário Grau de Capitalizaçllo

Pré-Refonna sob PA YGO 25% 50"10 75% 100%

Taxa real de juros 0,12 0.14 0.17 0.16 0.14

Salários 1,53 1.40 1.22 1.30 1.39

Consumo/produto 0,68 0.70 0.72 0.71 0.70

Taxa de investimento 0,19 0.18 0.16 0.17 0.18

Capital/produto 3,06 2.81 2.45 2.60 2.78

Imposto de renda 0,16 0.26 0.50 0.59 0.61

Dívida PA YOO/produto 2,62 1.97 1.31 0.65 0.00

Ativos fundos/ativos totais 0,0 1.23 4.11 3.90 3.44

Acréscimo no bem-estar (%) -5.00 3.97 19.68 26.79

CASO 3: Financiando parcialmente a transição com dívida

Variáveis EquiUbrio Estacionário Grau de Capitalizaçllo

Pré-Refonna sob PA YGO 25% 50"10 75% 100%

Taxa real de juros 0,12 0.13 0.14 0.14 0.13

Salários 1,53 1.50 1.45 1.46 1.49

Consumo/produto 0,68 0.69 0.69 0.69 0.69

Taxa de investimento 0,19 0.19 0.19 0.19 0.19

Capital/produto 3,06 3.00 2.93 2.92 2.96

Imposto de renda 0,16 0.22 0.28 0.36 0.44

Dívida PA YOO/produto 2,62 1.97 1.31 0.65 0.00

Ativos fundos/ativos totais 0,00 1.02 2.07 2.96 3.36

Acréscimo no bem-estar (%) 2.75 6.92 14.58 23.16

(21)

TABELA 3

Simulação 2: Primeiro Pilar com Beneficio Mínimo de 30% do Salário Médio

CASO 1: Financiando totalmente a transição com imposto sobre a renda

Variáveis Equillbrio Estacionário Grau de Capitalizaçao do Segundo Pilar

Pré-Reforma sob PA YGO 25% 50% 75% 100%

Taxa real de juros 0,12 0.13 0.12. 0.12 0.11

..

Salários 1,53 1.48 1.53 1.60 1.68

Consumo/produto 0,68 0.69 0.68 0.67 0.66

Taxa de investimento 0,19 0.19 0.19 0.20 0.22

CapitaVproduto 3,06 2.95 3.05 3.19 3.36

Imposto de renda 0,16 0.24 0.26 0.29 0.31

Divida PA YGO/produto 2,62 1.97 1.31 0.66 0.00

Ativos fundos/ativos totais 0,00 1.21 2.01 2.63 2.87

Acréscimo no bem-estar (%) 1.38 11.1 19.7 26.9

CASO 2: Financiando totalmente a transiçio com divida

Variáveis Equilfbrio Estacionário Grau de Capitalizaçlo do Segundo Pilar

Pré-Reforma sob PA YGO 2S% SO% 7S% 100%

Taxa real de juros 0,12 0.16 0.18 0.16 0.15

Salários 1,53 1.27 1.19 1.30 1.38

Consumo/produto 0,68 0.71 0.73 0.87 0.73

Taxa de investimento 0,19 0.16 0.15 0.15 0.17

CapitaVproduto 3,06 2.54 2.37 2.31 2.75

Imposto de renda 0,16 0.33 0.62 0.74 0.70

Divida PA YGO/produto 2,62 1.97 1.31 0.74 0.00

Ativos fundos/ativos totais 0,0 1.99 4.83 4.77 3.61

Acréscimo no bem-estar (%) -15.71 13.00 NC NC

CASO 3: Financiando parcialmente a transição com divida

Variáveis Equillbrio Estacionário Grau de Capitalizaçlo do Segundo Pilar

Pré-Reforma sob PA YGO 25% SOOIa 75% 1000/0

Taxa real de juros 0,12 0.14 0.16 0.15 0.14

Salários 1,53 1.38 1.29 1.34 1.43

Consumo/produto 0,68 0.70 0.73 0.71 0.70

Taxa de investimento 0,19 0.18 0.17 0.17 0.18

CapitaVproduto 3,06 2.77 2.58 2.68 2.87

Imposto de renda 0,16 0.28 0.42 0.53 0.55

Dívida PA YGO/produto 2,62 1.97 1.31 0.66 0.00

Ativos fundos/ativos totais 0,00 1.47 3.70 4.31 3.91

Acréscimo no bem-estar (%) -6.39 2.10 18.25 26.28

C

(22)

TABELA 4

Simulação 3: Aumentando o Primeiro Pilar. Beneficio Mínimo de 50% do Salário Médio

CASO 1: Financiando totalmente a transição com imposto sobre a renda

Variáveis Equillbrio Estacionário Grau de Capitalizaçao do Segundo Pilar

Pré-Reforma sob PA YGO 25% 50% 75% 100%

Taxa real de juros 0,12 0.14 0.14 0.13 0.12

,

Salários 1,53 1.39 1.43 1.49 1.58

Consumo/produto 0,68 0.70 0.70 0.69 0.68

a Taxa de investimento 0,19 0.18 0.18 0.19 0.20

CapitaVproduto 3,06 2.79 2.86 2.99 3.16

Imposto de renda 0,16 0.27 0.32 0.36 0.38

Divida PA YGO/produto 2,62 1.97 1.31 0.66 0.00

Ativos fundos/ativos totais 0,00 1.55 2.76 3.45 3.62

Acréscimo no bem-estar (%) -4.59 6.76 17.1 25.47

CASO 2: Financiando totalmente a translçio com dívida

Variáveis Equillbrio Estacionário Grau de Capitalizaç!o do Segundo Pilar

Pré-Reforma sob PA YGO 25% 50"10 75% 100%

Taxa real de juros 0,12 0.20 0.17 0.16 0.14

Salários 1,53 1.03 1.20 1.29 1.44

Consumo/produto 0,68 0.75 0.59 0.94 1.11

Taxa de investimento 0,19 0.13 0.17 0.13 0.14

CapitaVproduto 3,06 2.06 2.66 2.11 2.16

Imposto de renda 0,16 0.64 O.sS 0.84 0.80

Divida PA YGO/produto 2,62 1.97 1.18 0.80 0.00

Ativos fundos/ativos totais 0,00 6.44 3.83 5.41 4.52

Acréscimo no bem-estar (%) -2.23 NC NC NC

CASO 3: Financiando parcialmente a transição com dívida

Variáveis Equilibrio Estacionário Grau de Capitalizaç!o do Segundo Pilar

Pré-Reforma sob PA YGO 25% 50% 75% 100%

Taxa real de juros 0,12 0.16 0.17 0.15 0.14

Salários 1,53 1.29 1.20 1.31 1.42

Consumo/produto 0,68 0.7] 0.72 0.71 0.70

Taxa de investimento 0,19 0.17 0.15 0.17 0.18

CapitaVproduto 3,06 2.58 2.40 2.63 2.84

Imposto de renda 0,16 0.32 0.58 0.60 0.61

Divida PA YGO/produto 2,62 1.97 1.31 0.65 0.00

Ativos fundos/ativos totais 0,00 2.03 5.35 4.63 4.07

Acréscimo no bem-estar (%) -1.33 10.79 21.69 28.15

-'

.

..

(23)

N.Cham. P/EPGE SPE B273p

Autor: Barreto, Flavio Ataliba,

Título: Privatização da seguridadesocial no Brasil: um

1111111111111111111111111111111111111111

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59

FGV -BMHS

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS

BIBLIOTECA

ESTE VOLUME DEVE SER DEVOLVIDO À BIBLIOTECA NA ÚLTIMA DATA MARCADA

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Referências