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Edema angioneurotic hereditário e epilepsia tipo visceral.

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Academic year: 2017

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EDEMA ANGIONEURÓTICO HEREDITÁRIO E EPILEPSIA TIPO VISCERAL

ANNELISE STRAUSS * ANTONIO B . LEFÈVRE * *

FÁBIO PlLEGGI * * *

O edema angioneurótico hereditário é caracterizado, clinicamente, por crises repetidas de edema não inflamatorio, circunscrito, atingindo preferen-cialmente face e membros, vias aéreas superiores e parede intestinal, deter-minando tumefação local, dificuldade respiratória e eólicas abdominais. É transmitido como fator autosomal dominante, podendo atingir várias gera-ções sucessivas.

O diagnóstico baseia-se na comprovação laboratorial de uma anomalia serológica hereditária caracterizada por carência do inibidor de C'1-esterase, assinalada por Donaldson e Evans5

, em 1963, em pacientes com edema an-gioneurótico hereditário e seus familiares. A ausência do inibidor da C'1-es-terase5

, a diminuição de C'2, substrato fisiológico da C'1-esterase ativada 2

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e a diminuição do complemento total (CH50) 3

-6

, permitem o diagnóstico diferencial em relação a entidades clínicas semelhantes, mas de etiología distinta como, por exemplo, o edema angioneurótico não hereditário alérgico e eólicas abdominais de etiologia diversa.

Relataremos um caso que se distingue por apresentar alterações neu-rológicas esporádicas acompanhando o quadro clássico e cujo diagnóstico preciso foi estabelecido mediante dosagem do complemento sérico.

O B S E R V A Ç Ã O

I. F., 1 0 anos, s e x o feminino, branca ( R e g i s t r o H . C . 8 3 5 . 5 4 9 ) , atendida no Pronto Socorro Pediátrico e m janeiro de 1967, sendo internada para estudo.

Históriq pregressa da moléstia atual — Desde os 3 anos a paciente apresenta m e n s a l m e n t e e, u l t i m a m e n t e , s e m a n a l m e n t e , eólicas periumbelicais violentas, pre-cedidas por soñolencia, v ô m i t o s e r e p u x a m e n t o labial. N o início a dor é fraca e vai se intensificando no decorrer de a l g u m a s noras, sendo g e r a l m e n t e a c o m p a n h a d a

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por palidez e v ô m i t o s . A s cólicas desaparecem espontaneamente após a l g u m a s horas, sendo seguidas por prostração, cianose l a b i a l e sono profundo durante 3 - 4 horas. E s t a s crises, ocorrendo t a n t o de dia c o m o de noite d u r a n t e o sono e nunca tendo sido beneficiadas por m e d i c a ç ã o antiespasmódica, f o r a m consideradas como epilepsia. A l é m disso, a paciente desde os 5 a n o s de idade apresenta m e n s a l -m e n t e e, às vezes, -m a i s freqüente-mente, episódios de e d e -m a frio, pálido, co-m loca-lização v a r i á v e i l nos m e m b r o s superiores (dedos, m ã o s e a n t e b r a c o s ) e inferiores

(pés e p e r n a s ) , a c o m p a n h a d o de f o r m i g a m e n t o e prurido local. À s vezes conco-m i t a n t e conco-m e n t e ocorreconco-m eólicas abdoconco-minais, v ô conco-m i t o s e dificuldade respiratória. O e d e m a tende a regredir e s p o n t a n e a m e n t e após u m a dois dias. A paciente não relaciona q u a l q u e r f a t o r ao a p a r e c i m e n t o dos diversos sintomas. Antecedentes pessoais — Gestação e p a r t o normais. A p e n d i c e c t o m i a h á u m ano, constituindo t e n t a t i v a de resolver o quadro a b d o m i n a l , s e m q u a l q u er benefício. Antecedentes familiares — O pai apresentou, dos 2 3 aos 2 5 anos de idade, inchaço periódico das mãos, quando t r a b a l h a v a e m serviço pesado n a l a v o u r a ; na m e s m a época, sofreu de eólicas a b d o m i n a i s violentas, não havendo, porém, coincidência dos s i n t o m a s ; este quadro regrediu espontaneamente. U m a i r m ã de 12 anos sofre de urticaria e j á t e ve diversos "desmaios", com 5 - 1 0 m i n u t o s de duração, sempre precedidos por a n o r e x i a durante 1-2 dias; n u m a ocasião apresentou, concomitantemente, eólicas abdominais passageiras. Exame físico — Altura 1,09 m. Peso 2 3 kg. Pele: in-tenso e d e m a frio, não depressível, indolor na m ã o e antebraço direitos (Fig. 1 ) . A m í g d a l a s hiperemiadas,, c o m criptas purulentas. Aparelhos circulatório e respira-tório a p a r e n t e m e n t e sem a n o r m a l i d a d e s : fígado palpável a u m dedo do rebordo

costal. B a ç o não palpável.

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Titulação do complemento sérico * (técnica de W a d s w o r t h , M a l t a m e r e M a l

-t a m e r " ) — C o m o padrões f o r a m ado-tados os valores n o r m a i s de F a v a e c o l .7

, considerando ainda dentro da normalidade, valores a c i m a de a b a i x o de 1 0 0 U., seguindo a orientação dos m e s m o s autores. Os valores normais, médios e res-pectivos desvios padrões, obtidos por F a v a e col.*, m e d i a n t e d e t e r m i n a ç ã o e m uni-dades 5 0 % de hemólise s ã o : no h o m e m 294,55 U / m l ± 13,34; n a m u l h e r 234,74 U / m l ± 10,25; no recémnascido 174,84 U / m l ± 12,53. N o caso aqui relatado f o -r a m obtidos os seguintes v a l o -r e s : e m 1 2 - 5 - 1 9 6 7 , d u -r a n t e c-rise de e d e m a angio-neurótico, m e n o r que 3,3 U ( 5 0 % de h e m ó l i s e / m l s o r o ) ; e m 2 4 - 5 - 1 9 6 7 , ocasião em que a paciente e s t a v a n o r m a l , 1 3 3 U ( 5 0 % de h e m ó l i s e / m l s o r o ) .

Eletrencefalogramas — F o r a m feitos três e x a m e s : u m e m 1 4 - 4 - 1 9 6 7 , ocasião

e m que a paciente nada a p r e s e n t a v a e q u e resultou n o r m a l p a r a a idade; o se-gundo e m 17-4-1967, ocasião e m que a paciente e s t a v a c o m eólica abdominal, m o s t r o u disritmia paroxística na região t e m p o r a l esquerda com grupos de ondas teta de v o l t a g e m elevada; o terceiro em 1 1 - 5 - 1 9 6 7 , durante crise de e d e m a angioneurotic©, m o s t r o u disritmia paroxística n a região t e m p o r a l esquerda, c o m g r u -pos de ondas teta de v o l t a g e m e l e v a d a (Fig. 2 ) .

Evolução — Depois de internada a paciente continuou a apresentar fortes

eólicas a b d o m i n a i s e / o u edema dos m e m b r o s (Gráfico 1 ) . Considerando os caracte-res das crises abdominais foi feita m e d i c a ç ã o anti-epiléptica ( C o m i t a l , 1 compri-mido cada 12 h o r a s ) , sem m e l h o r a nítida. A u m e n t a n d o , porém, a dose para 1 y2

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comprimidos cada 1 2 horas, h o u v e completo desaparecimento de toda a s i n t o m a t o -logia. Depois da a l t a hospitalar a paciente v e m sendo a c o m p a n h a d a irregularmen-te no A m b u l a t o r i o da Clínica Neurológica, irregularmen-tendo sido airregularmen-tendida, pela ú l t i m a vez, e m dezembro d e 1 9 6 7. A t é esta d a ta f o r a m assinalados dois episodios de crise visceral, ocorridos e m setembro e outubro, não a c o m p a n h a d o s de e d e m a localizado nos m e m b r o s . D e v e - s e n o t a r que, por ocasião da crise de outubro, a m e d i c a ç ã o havia sido interrompida; na crise de setembro h á dúvidas q u a n t o à regularidade do t r a t a m e n t o .

Foi feita t a m b é m a titulagem de complemento e m familiares, com os seguin-tes resultados: no pai, que não apresenta q u a l q u e r sintoma h á 1 0 anos, 238 U ( 5 0 % de h e m ó l i s e / m l s o r o ) ; n a irmã, e m 2 6 - 6 - 1 9 6 7 , ocasião e m que t a m b é m n ã o apresentava q u a l q u er sintomas, 187 U ( 5 0 ½ de h e m ó l i s e / m l s o r o ) . O eletrencefa-lograma da i r m ã da paciente mostrou, em 2 6 - 6 - 1 9 6 7 , disritmia paroxística frustra n a região t e m p o r a l esquerda e grupos de ondas teta m a i s numerosas na região t e m p o r a l esquerda.

C O M E N T A R I O S

O edema angioneurótico hereditário foi descrito por Osler (1888) como entidade clínica transmitida hereditariamente. Desde então, mediante da-dos clínicos e "pedigrees" foram diagnosticada-dos mais de 500 casos em 61 famílias 3

, tendo alguns autores referido famílias com acometimento de 5 gera-ções sucessivas6

. Em 1963, Donaldson e Evans5

demonstraram, em pacien-tes com edema angioneurótico hereditário, deficiência genética do inibidor do primeiro componente do complemento, C'1-esterase, que é uma «2-globulina

específica. Desde então a comprovação laboratorial desta anomalia sérica levou Donaldson e Rosen6

ao diagnóstico de mais de 100 casos novos em 3 anos, tendo Arnoldsson e col.1

identificado a doença em 17 membros de uma família sueca. Mediante titulação do complemento sérico total conse-guimos identificar uma família brasileira com pai e duas filhas atingidos.

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impõem o diagnóstico diferencial cuidadoso, pois as intervenções cirúrgicas, visando resolver o quadro clínico, quando não prejudiciais, são inúteis, como ocorreu no nosso caso e em outros referidos por Arnoldsson e cl. \ cujos pacientes, submetidos à laparotomía exploradora, apresentavam edema da parede intestinal e líquido claro na cavidade abdominal.

As dificuldades respiratórias e a cianose apresentados pela paciente constituem sintomas de prognóstico grave: óbito por edema de glote tem ocorrido em 6 a 54% dos casos, conforme os diferentes autores 3

. Donaldson e Rosen6

observaram 6 óbitos súbitos em 3 gerações de uma única família. Contrasta a gravidade do edema angioneurótico hereditário, resistente à terapêutica com antihistamínicos, corticosteróides e adrenérgicos2

, com a benignidade do edema angioneurótico não hereditário, de etiología diversa. De interesse especial é o quadro neurológico apresentado pela paciente, caracterizado por crises focais com repuxamento da comissura labial e alte-rações eletrencefalográficas transitórias durante as crises desencadeadas, presumivelmente, por edema cerebral. Considerando estes dados, assim como os demais sintomas, principalmente as eólicas abdominais acompanhadas de sofrimento e grande abatimento do estado geral, foi feito inicialmente o diagnóstico de epilepsia visceral. Este diagnóstico parece também justifi-cado considerando-se que houve desaparecimento de toda sintomatologia neurológica, abdominal, cutânea e respiratória após instituição de medicação anticonvulsiva, em dose adequada, utilizando uma associação de prominal com difenilidantoinato de sódio, especialmente indicada para casos de epi-lepsia visceral. Esta observação é de grande interesse teórico e prático, necessitando ser confirmada em outros casos.

O conceito de epilepsia autonómica, bem estabelecido por Lennox8

, inclui diversas manifestações paroxísticas e recurrentes; segundo este autor, não é suficiente saber que sintomas neurovegetatives são manifestações muito importantes que podem acompanhar crises de grande mal. Deve-se reconhecer que "uma hiperatividade paroxística de nervos que suprem vís-ceras, glândulas de secreção interna e artérias, podem ter origem central e significar plenamente epilepsia". As mais freqüentes formas de crises autonómicas são as constituídas por dores abdominais, taquicardia ou bra-dicardia, palidez, rubor, sudorese, salivação, vômitos, hipertermia, cefaléia

(tipo enxaqueca), hipertensão arterial, enfim, numerosos efeitos desta "hi-peratividade paroxística de nervos". Lennox não refere o edema localiza-do como manifestação de epilepsia autonómica.

Embora a etiopatogenia do edema angioneurótico hereditário constitua assunto ainda controvertido, haveria talvez um fator regulador neurológico, responsável pela natureza esporádica das manifestações de angiedema. O papel do sistema nervoso no desencadeamento das crises foi também lem-brado por Donaldson e Rosen 6

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Até o presente o estudo do sistema do complemento sérico constitui o método mais direto e eficiente para o diagnóstico do edema angioneurótico hereditário, possibilitando a identificação precoce dos casos 4

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-1 0

, consta-tándole, por métodos imunoquímicos e bioquímicos, ausência do fator ini-bidor de C'1-esterase5

e diminuição do substrato fisiológico de C l ativado, isto é, de C'23

. A titulação do complemento total (CH50) por técnica de execução relativamente fácil, não necessitando de reativos especiais, foi utilizada no nosso caso e refletiu nitidamente a diminuição de C'2, obser-vação já feita por outross

, que evidenciaram ausência quase total do com-plemento durante as crises e título inferior ao normal em intervalos assin-tomáticos.

R E S U M O

É relatado um caso de edema angioneurótico hereditário que, além de sintomas cutâneos, gastro-intestinais e respiratórios, apresentava sintoma-tologia neurológica com quadro de epilepsia visceral, além de crises con-vulsivas focais faciais e durante as crises, alterações eletrencefalográficas focais.

A dosagem do complemento total ( C H 5 0 ) permitiu o diagnóstico de edema angioneurótico hereditário, tendo sido feito também o diagnóstico de epilepsia visceral, levando em conta não só a sintomatologia, como o resultado dos eletrencefalogramas e a prova terapêutica.

O desaparecimento de toda a sintomatologia após medicação anticon-vulsiva constitui dado interessante, merecendo ser investigado em outros casos. Considerando a semelhança clínica da eólica abdominal produzida por epilepsia visceral e por edema angioneurótico hereditário, bem como a coexistência, no caso apresentado, de edema angioneurótico hereditário e epilepsia visceral, fica ressaltada a importância de futuras investigações clínico-laboratoriais, visando estabelecer possível relação etiológica entre estas entidades clínicas.

S U M M A R Y

Hereditary angioneurotic oedema and visceral epilepsy

A case of familiar angioneurotic oedema is reported in which, besides the cutaneous, gastro-intestinal and respiratory symptoms, there were neu-rological manifestations of visceral epilepsy and focal facial seizures, with localized eletroencephalographic alterations.

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Considering the clinical similarity of abdominal pain due to visceral epilepsy and to angioneurotic oedema, as well as the simultaneous occur-rence in the reported case of angioneurotic hereditary oedema and abdo-minal epilepsy, further research is suggested in order to establish a possible relationship between these two entities.

R E F E R Ê N C I A S

1 . A R N O L D S S O N , H . ; B E L I N , L . ; H A L L B E R G , L . ; H E L A N D E R , E . ; L I N D H O L M , B . & W E S T L I N G , H . — H e r e d i t a r y p e r i o d i c e d e m a . A c t a M e d . S c a n d i n a v . 1 8 1 : 1 1 5 , 1 9 6 5 . R e s u m o in J. A l l e r g y 3 4 : 1 1 , 1 9 6 7 .

2 . A U S T E N , F . — F a m i l i a l n o n a l l e r g i c a n g i o n e u r o t i c e d e m a ( C ' l e s t e r a s e i n h i -b i t o r d e f i c i e n c y ) . A r c h . D e r m a t o l . 9 2 : 1 9 4 7 , 1 9 6 5 .

3 . A U S T E N , K . F . & S H E F F E R , A . L . — D e t e c t i o n o f h e r e d i t a r y a n g i o n e u r o t i c e d e m a b y d e m o n s t r a t i o n o f a r e d u c t i o n i n t h e s e c o n d c o m p o n e n t o f c o m p l e -m e n t . N e w E n g l . J. M e d . 2 7 2 : 6 4 9 , 1 9 6 5 .

4 . C o m p l e m e n t — C i b a F o u n d a t i o n S y m p o s i u m . E d i t . G . E . V . W o l s t e n h o l m e & J. K n i g h t . J. & A . C h u r c h i l l L t d . , L o n d o n , 1 9 6 5 .

5 . D O N A L D S O N , V . H . & E V A N S , R R . — A b i o c h e m i c a l a b n o r m a l i t y i n h e r e -d i t a r y a n g i o n e u r o t i c e -d e m a : a b s e n c e o f s e r u m i n h i b i t o r o f C ' 1 - e s t e r a s e . A m e r . J. M e d . 3 5 : 3 7 , 1 9 6 3 .

6 . D O N A L D S O N , V . H . & R O S E N , F . S. — H e r e d i t a r y a n g i o n e u r o t i c e d e m a : a c l i n i c a l s u r v e y . P e d i a t r i c s 3 7 : 1 0 1 7 , 1 9 6 6 .

7 . F A V A N E T T O , C ; M A N I S S A D J I A N , A . ; A R M I N A N T E , H . O . P . ; C O R R A D I N I , H . B . & R U I Z Jr., G . — O c o m p l e m e n t o d o s ô r o h u m a n o e m i n d i v í d u o s n o r

-m a i s . R e v . I n s t . M e d . T r o p . S ã o P a u l o 8 : 3 7 , 1 9 6 6

8 . L E N N O X , W . G . — E p i l e p s y a n d R e l a t e d D i s o r d e r s . L i t t l e , B r o w n & C o . , B o s -t o n , 1 9 6 0 .

9 . M E L M O N , K . L . & C L I N E , M . J. — I n t e r a c t i o n o f p l a s m a k i n i n s a n d g r a n u

-l o c y t e s . N a t u r e 2 1 3 : 9 0 , 1 9 6 7 .

1 0 . R A P P , H . J. & B O R S O S , T . — C o m p l e m e n t r e s e a r c h . F u n d a m e n t a l a n d a p p l i e d . J . A . M . A . 1 9 8 : 1 3 4 7 , 1 9 6 6

1 1 . W A D S W O R T H , A . B . — S t a n d a r t M e t h o d s o f t h e D i v i s i o n o f L a b o r a t o r i e s a n d R e s e a r c h o f t h e N e w Y o r k S t a t e D e p t . o f H e a l t h . W i l l i a m a n d W i l k i n s C o . , B a l t i m o r e , 1 9 4 9 .

Serviço de Alergia — Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo —

Referências

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