ESTRUTURA,S
CIRCULA,RES
DE
ÄGUA
VERMELHA'.JESUS SEgnsrIÃo RnRÚ¡o
Orientador: Prof. Dr Yociteru Hasui
COM ISSAO EXAM INADORA
DISSERTAÇÃO DE M ESTRADO
l'ioq
1.. I'
Presidente:
nome
Dr. Y. Hasui
ASS.
Ø.o,,r^o
Examinadores: Dr. H.D. Schorscher
Ø*r
rl
.ááp-Za-Dr. G.R. Sadowski
São Paulo
ESTRUTURAS CI RCULARIS
Di sser^tação de
apresentacla ao
de Geoci ônci as
versidade
deJESUS SE]}AS'J']ÃO ARAÚJO
DT ÃEUR VTRMELHA
Mestrado
Instituto da Un i
São Paulo
0rientador:
Prof.
Dr.
Yociteru
HasuiDEDALUS-Acervo-lGC
I |ilil ilil ilililtil iltil ilil ilil iltil ilil l]il ilililt ilt
São Paulo
l9B2
minh¿r filha,
rq!¡-ru-q
r. IsTA DE TLUSTRAçõ[S
P.
iv
vr 1 AI]STRACT
RËS UMO
.
vi i iTNTRODUÇ;\O
L0cAL I Z/.1ÇÂ0 DA ÃREA Ê-sTUDÄDÄ
c0NSTDERAÇtES S0BRt 0s DERRAtItS BASÃLTr COS DA BACIA DO
PAR/\ NA
GE() LOG I A I- CCAL
Tì pos de basal
Descr j ção dos
Des cri ção da s
derrames
tos
prcsentes em Ãqua vernle I ha . . .ll
It
1l
49 estruturas c.i rcul ares
CARACTI.RfSTICAS E G[:NFSE DE
(RrNG CRATER), ,,MAAR,', TtJf,0
F0s (TUr-r-c0NE) r.. DTATREMA
ESI RUIURA DE TI PO CRATËRA ANELAR
ANTLAR (rUFF-RrNG), coNË
Dr
TUFo rma
s e
dirnensões Feì ções esttlutura.i sTipos de nlateriais
Ambiente geoìõgico
5t
das auréolas de nt¿ars
...
Szdas aurõolas de maars
.
b3Hipõteses de fornração 54ÿ
55
Ão
6t
66
70
Orígen erplo sdua
?r,ig en não eæpLosí.ua
ASPI(;TOS GENETICOS E EVOLUT I VOS DAS ES'IRTJTURAS (]] RCUI-ARIS DI:
ÃGUA VTRMËLIfA
c0NS I DInAÇ0t_s l-- r NAIS
FI GURA I 2 () 9 l0 ll 12 13 l4 lr; l6 17 Irl 19 ?-0
Lr sTA
DI
I LUSTRAÇ0ESPlan'l"a de localjzacão da barragetn de Ãgua Vermellra
Pl anta de I oca'l ì zação de sondagens
e
seçõcs geol_ógi cas
Estruturação de unì derrante basãlLjco
...
Ilpu
qeolõgico dosítio
da barragenì de /iç1ua Vern¡elha
.:...:
Ii
pgs de basal t.os exi stentes 11ositj
o
da
barraqenrde Ãgua Vernlelha
P. 6 3 4 7 l0 1?. 14
l:çlg
geolLigicaAA',
transversal aorio
Grande (.,N25oti), pe'l
o
eixo da barr¿ìgelrl cie Ãgua VcrrnÏ:lha.:..
lBSeção qeológìca BB', ìongjtud.inal ao r.io Grancle (-N 55ot,) e trarrsversal ao eixo da barragem cle Ãç¡ua Vernrc.ll.ra
Basalto cornl)aclo do nitclcr,, do der.rane B, nro'sIran.lo
horizontes de co'l oração e diac'ì asanrenbo crist'i ntos Juntas-falhas cio núclco do derrarnr: B
Fotografi a aiírea verti
cal
da cachoeira
cros fndi osvista
aõrea cla ãrea ensecacla clorio
Granclcpara
acorlstrução da barragetn de l\gua Vcrnlelha
fjlpo t-jg. llgeolõgìco da ãrea nlostracja na fotografi a da
Lava cnl conda e borda de clerranle l'lergulho de clerranles
Vis;ta parc'i al cla estrutura 3 ...
0ndulações e tncrgulho tie derran.ìes
D'ique de basalto cornliacto cor^tando derranres da es
t; t^utur'a 3 ... r ! t.. i.. t r I r r 1.
Diqur: de basalto pouco vesicular cor'cancro clerrarne
da es't
rutura
3Lava enr -corda cr¡ì superii-cìe de derranre
cla
esLrutura 6.,...,..,.r.r ..., 3l
Super'ficie filarnentosa enr clerranrc cla estrutur¿r
3
3lFI GURA 21 2? 9') 24 25 ¿tJ t7 2B
Emp iI hanento de dcrrames conì
Contato de de rrame
s
soldadocon
tatos
sol dadosP.
5L
Abertu
ra
de fenda de contato e de I ami n açãode
ba se de derrantes ..VesÍcul as-cachilnbo ma rc an do o contato
entre
clerranles,.em basalto conrpacto com algurÌas vesículcrs õ
anri gda I as ..
Seção b geol õgi ca -esquemãtì ca N30ol^l pel
a
depressãoda estrutura
3 ....
Conjunto fusiforme de vesì-culas enl
basalto
co¡ pacto
cinza,
deforte
pìgnrentação verde.
...'..-.
B rech a basãl
ti
ca p irocl ästi
ca de granuì ação grossaBrecha
c4...
bas álti
ca p iroc l ástj
ca cle granu i ãçãolapil
i....,...
29
Fotomicrognafia
de seção deì gacla de brecha l¡asálti
.
ca pìrocì¿isbica..,..,..1:.:..
...-l
3830
Fotomì,crograf i a de seção de ì gada de brecha bas:ãlt.ica
piroclãstica
...
393l
B rech a bas ãl t ica^ p ì r^oc I ãstj
ca de granu ì ação ìapí1ì.ca da estrutura
3,
afìorante nolðito do"rio .'...1
4032
(jontato brusco na borclaleste
rla estrutura 3.,... .
4033
Contato brusco na borcla sudeste daestrutura
3 ,..
4l34
Contato brusco na bordaleste
claestruture
I
4l35
Dìque anelar de basaì Lo colÌpacto, conl diaclasanlen. to
colunar.
...,.
4236
Dique-anc'l an de basaìto comp¿ìcto colunarcla
estrutura
2Dì acl asanlento colunar hor"izoìltal en basaìto compac
to
de dique anelar da estrutura3...,.
...',..
Iìernanescentes de colunas hori z_ontais et¡ basal Lct
conìpacto de dìque anelar d.1 estrutuna
3..
Col unas hori zontaj
s
de dique anelar em basaìto colnpacto
:,....
.:.,....
...;-,
Col unas horizontajs be¡r f or¡radas em dir¡
uc
anclar. de basalto conìpacto da estrutura6..
...:.
FI GURA
4l
Blocos basalto de pouco basalto vesicular lolurrar ci nza-azt) lado itìlensos emae pigmeniãcã;-u.;ã;""" ;;,i
dique da estrutura ì 1,,,..'..:. rII1!,
D
42
Dique de arenito cla borcla nonte daestrutura
343
Diqua cle material caLaclasado da borcla nor^Leestrutura 3
Dique anel
ar
de quartzo da estruLura 4Se ção esq uemãt
ica
por ntûar e. tufo
anelar ..Representação esquenráti
ca,
sem escala,
da evoì uçãooe mað rs
da
45
46
47
47
5B
59
44
45
vl r
ABSTR/ICT
Eleven ci rcul
ar
strucl;ures
of
Ãgua Vernrelha region
arehere describecl
.
l'he featurt)s unconforinabìycut off
basaltic flowsof
the Serra Gr:ral [-'ornlati on exposed alongthe
Rio GrancleRi ver
Valley,
and arefjlled with
pyrocl astic
brecci as and thinbasaltic
flows,
f onnred under subaerial
environment asresult
of I ava I akesactìvity.
All
thesecjrcular
featureshave
s inlilar
morphoìogy andstruc Lure,
patterns,
as I ong as they cou 1d be observed,and
asingle geneti
c
process may be envi saged, Their
e sserrtjal
characteri sti cs are:
- different
thìckness andstructuraì
¡:atternof Lhe
th-in
laval ayers
that fill
the
cnater re j ative
to
the
cou ntry
basalts;-
uttconf ormable contaclto
the vralI
rock;-
associatcd ri ng dykes, sonìetinles nìuìtìp1edykes, of
contpactbasalts,
clear'ly
recogn'i zed through their^horizontal
colunnarjoìnting;
-
concentric andradial joint
systenrsin
the
country basal ts:- ring
dykeswith
sedjnrentaryclastìc
mal"erial or secundary/1ateminenal f i1lin9s.
'Ihe rev iew
of
the features arrci characteri stics
of
the pyroclastic depositsof
somc small volcan-ic craters,
al1or,ved to concluclethat
the cinculanstructuro. oi
Ãgru Vermelhaare
tobe rel ated
to
magnratic explosjonsrather
thanto
maars, tuff
co nes ol" tuff
rings,The observed morphol ogì
cal
andstructural
features ind ica_te that at
Ieast
three eruptive epì sr.¡desocurred throuqlr
thecraters and associate dykes
of
Ãgua Vermeìha, and, so., they pro bably representa
kindof
lava feederfor
the basaltic
f lorus ofRESUMO
Istudou-se ur) grupî dê onze estruturas
circuìares
que
cortam discordanter¡ente os derranres basãlticos da Formação serra
Geral na iocalidado de Ãgua Ve.rrnelha, vale do R-i o Grande, As es_
tru tura
s
constj tu iran-se de crateras,que foranr preench.idas
porbrechas
piroclãsticas e
por cle rranles l¡asãlticosde
pequcna espessurô' f'ornados em anrbiente subaõreo, como nesul tac.lo dâ
ativi
d ade do lagos de lavas que nelas se cstabeleceranl ,
ALõ onde pô de ser observaclo, todas as
estrutunas
possuemas mesr as feições
estruturais
e morf olõg.i cas, sugerindo
f ornra ção .rtravõs de um ¡resmo pr"ocesso genõti co"Säo
canacte.i zadas por:-
espessuras e parJrão estruLur¿ìl dos derra¡lles t¡asãltìcos dcpr-e-enchi¡nenlo, diier.cntr:s c.los a¡tresentados pelos basal.i,os e nca.i
xantes;
-
unr contal-o brusco cont as rochas encaixantes;-
prescnÇa de dì ques anel ares de basalto
compac[0,
recorrhecìclos pelo seu diaclasantenbo colunar hor.i zontal muito bem desenvolvido,
por vezes corn caractenisticas de diques nrúìt.i pìos;-
unl siste¡ra deIraturas
anelares eradiais
nas suas bordas, afetan do as enca ixantes;
'unÌ
sistenla de dìqLres anelares denaterìais ciãsticos
seclinrt¡ntares e de mincrais de clepos i ção
tardia
ou secundãr'i aEstruturas vul cân ìcas de pequenas dilnensões
são
referi dasna l
iteratura
geolõgìca a crateras de explosão, ntaars, cones cJetufo
ou 't.uf 0s ônolares.Unra análjse de dadosbibliogrãficos
sqbre essas estruturas i ndi cou que as característi cas das feições
e materi
aìs piroclãsticos
preservados em Ãgua Vernelha esLão reI aci c.¡nadas a crateras de expì osão por gases magnrãti cos.
As vãrias fc i ções nrorf,ìõg icas e estruturai
s
ohservadasi'
dicam que as esi;r'uturas circurares e diques associados não cons
ti
l-uì ràìrr um 'i nciclonte isolado, nas foranr secle clc passagem de la]X
,,
te
representanl clcrnentos de canais alimentadores de lavas fornrafissuras.0s
autones são unãnir¡es quanto aesse
processo,e
diversos lineamentos e enxames de diques de diabãsio têm sido apon tados conro condutos alimontadores (LEINZ, I949; PUTZER, 1953;
DAI1ACEN0, 1966; FÚLFAR0
e
SUGUI0, 1967; ALt'tEIDA,'ì969
e
198t;MINI0LI eb
al'ií, l97l).
0utno aspecto ììgado ao derranlanlento, que sc tern adnriticl o,
õ o
carãter^ de ca.l na. A literatura geologica sobre os nossos l)asaltosregi
stra
ôpenas umas pou cas ref erônc.i as sobreindicios
deativi
dades expìosjvas. l^JASllßURNE (1930) descreveu bonrbas ìncluidas
em aren
ito
Botucatu; ALMEIDA ('l946e
'ì953) ìdentificou lapî1i
e bonrbas tambén i ncl uidos emarenjto
Boi;ucatu; AZAI{BUJA ('l944),LEINZ
(l949),
PUTZÈR (1953)e
RUIZ (t963) cstuctaramnîveìs
pir.qclãst icos j n t r a l. r a p e a n o s
. 'lais
nral,eriais
i ncl 'i cariant
manjfestaçõe s cxplosivas de ãmbi1:o local,
0 mecanisno f
issural
e o exLrÂvasanlento calmosäo
recorrhecidos tambênr em outros campos de basalto do mundo. ConLudo, ele
não
exclui
o envolvirnento deorifTcios
vulcãnicoscle tipo
centraì,
conro se clescreveu, por exemìrì0, em basaltos do l"lonte
*E
ccles (N.4. B0UTAKOFF, 1952, apu.él FAUSI', lgTS)
e
do planalto ctoRio Colúmbia (SI,JANS0N czt
alíi,
.ì975).As fornrações basãrticas cenozõicas cio sudoeste
rra
Austrãlia
são divìdidas en duas seq0ôn cias
(sTNGLET0N e J 0yct,
ì969):unra
mais
antìgado
paleoceno e 14iocenoInferìor, e
outì^anajs recente
do plioceno
Supe r^.i on e Holoceno.A
seqüônc.ì anra
js
recentefoi
f onnracla p r e d o m i n a n t e m e n te a
partir de
erupçãode
ti
pocentral,
atravõs de um grande nlimero devulcões de
pçquenas d i men sõe
s.
Entretanto, en a ì gu'as ãreas, como a do Ilonte Eccles' o extravasanento de r avas se deuatravõs de
f issuras.Aì
i,
na fasefi nal
da eru pçã0, c o r.ì s t i t u i r a m - se
diversos
o'i
l.-rcios
vulcânjcos, cujo al j nhamentodelineja
a direção geraI
dafissura
al inrentadora (N,A. B0U IAK0FF,
1g5Z"
apuc) f_-AUSl., 1975)dos,
é
uma das grandes áreas de de'rranres basálticos de natureza fissural
do mundo.tntre
as formaçõesali
existentes eque
conìpõenr o Grupo Rio Colímbia, o Basalto Yakima possuì a'ì guns derra
mes que cobrem ãneas de milhares de quìIômeLros
quadrados,
comvolunres de centenas de quilõnletros cúl¡'i cos (Sl^lANS0N el;
aLdi,
1975). lambõm nessa f ornração foranr nrapeados sjstemas lìneares deoli
fici
os vulcânicos al inrentadores de derrames (Sl^lANS0llet
a f,..ii,1975).
No
llrasil,
nruitas feições Iigadas aos derrames de basaltosforam descli
tas,
resul tantes da interaç:ão do anlbienteent
quese deu o extravasanento
e
da dinãnlica de extrusão, escoamento eresfrianento das lavas (t-E1NZ, 1949; cUIDICINI
e
CAMP0S, l96B;GUIDICINI,
19i0,1979;
BAG0LINI, 1971; M0LERe
CAUIìER4,1976;0l-lVtlRA e. t:
al¿i,
1976; 0LIVEIRA, l9B1), rnas nã.0existem
estudos de detalhe sobre condutos al inlentadores.
_ . Condutos al i¡lentacloTes, f ormando al.ualmcnte estru
turas
c.i r cularese
ci iques associados"
f oranl encontraclos na ãrea de Barragem de Ägua Verrnelha e noti c jados por /\RAúJ0
et aLii
(1977)" Esses condutos, venificados ern ãrea
restrita,
não ¡rer"mitenr
defirrir
um sistemalinear,
ntas) por serem os pr'ì meìros reconhecidosno Brasìì, .pe1o ìnteresse na Geologìa de Engenharia,
tendo
etÌlconta que outras obras ainda serão fundadas em basal
tos,
e
pel ainrportãncia
cientif¡ca, jã
quetrazcfl
indìcações sobrc a mecãn j-ca de ex tru são das l avas, certa ente são merecedores de unl estudo ma
is
detido.Es
ta
dìssertação tem porobjetivo
descreveressas
estruturas da barragc,rn de Ãgua Verlnelha
e
discutir
alguns aspectos desua gônesc,
'
0s<lacl os aqui apresentacl os f oranr coletados peìo autor no lo
cal
de construção da Usìna de Ãgua Vcrntellra, no perÍr.rdodc
*o;dos de 1972 a pri ncÍpios de 1975, onde trabalhou durante
as j¡
vestìgações geoìógicas pana
a
inrplantação da barragern.0s
dadosrefe neu- s
e
a obs c rva ções de s uperfícì
ee
dc. subsupenfície,
estas I imitadas a escavações, gaìerìas e sondagens rotaù ivas com a'rostragern contínua rcal izacl as l)(lr¿r o tl c s e n v o I v i nì c n t o da ol¡ra. l-uroin
zação petrográfica e obtenção c1c ìnfornrações sobrc a evolução clas
rochas
A terminol ogi a adotada cons ì
ste
de termos enco,-,rnados emLEINZ (1963), LEINZ e MENDES (1963), GUIRRA
()s72), L0cZy
eLADEIRA (1976)
e
no clicjonãrio
geolõ9ico do AMERICAN GE0l-0cICALINSII IUTE (1980). Ter'nros de outras linguas foran tentativamente traduzjdos
e!
ìrâraevitar'dúvidas,
procurou-se inclicar
osorigi
naìs,
entrc
parãnterses,A real i zaçäo do presente traba l ho
foj
possivel graças
aoapoio
e
colaboração das segu'i ntr':s entidades e pessoas:-
Instjtuto
de Pesquìsas Tecnoìõgicas do Estado deSão
Paulo, que propi c iouo
su porte necessãriol-
CtSP-Cia, Energõti c;a de São Paulo, que nos perrnrì Lìu o uso dosda dos das investigações efetuadas na ãrea estudacla;
-
Prof.
Dr'. Yociterullasuì,
que nos ori cni-.oue
inccnf ìvou dulante
o desenvol vjmento dos trabal hos ¡-
Geõ.l. P.icardo Fernancles claSilva, pelas
provei l.osas discussõcs cle canpoj
-
Prof.
Dr.
José MoacyrV.
Coutìnho, Ge6l ogos Eleno de Paula Ro,drìgues e Atsushj Suenli
tsu,
peloauxílio
no estuclo das secões-de1ç1adas de rochas da ãreaesl:udadat
,
-
Quínli ca Giulìana Ratt'i,
pela e'l aboração de anãlises
quîrricasde
rochast
,
-
Teõ. Josõ Henri que Figueiredo, Natal ino Pedrott i, Rui
Rodligues da Si 1va, G i I berLo Agu
i1ar,
Luiz Carj osBissi
Brocheto"peìa declicação enrprestada aos trabalhos de escri
tõrio
e monta gem deste vol umr-';-
Bìbl iotecãrias I'fãrci a M. Saad,Maria
Inez do Pradoe
l.'la ri¿
ìSolangc de 0l
iveira,pelo
auxi li o no d e s c n v o I v i ln e n to
da pesquisa bi bl ì o9rãf ì ca;
-
llesenhistas Carlos AntonioRjbeiro,
Jorge deJesus
Carcloso,. Marcos Jorge 1''iaì"ac1ei, Jainre
Velgîlio
e
Valdir
DantasCortlis,
i
I
¡ll
]
-
Revi sora Dõ bora Fjuza de Figueìredo 0rsì"
pela revi sãofinal;
-
Secretãria Elizabeth Maceron e Datj 1õgrafaAradi Jecira
dade B0 kr¡ de sua confluõtìci.r com
o
r.io
parana'iba"o rjo
Grandeformava
o
conjunto de quedas d'ãgua da Cachoeira dosTndìos
ouSal
to
da i{9ua Verme l ha, situado nos municîpios de Iturama do lado de Minas Gerais e Guaralli d'0este do Iado
paulista
(Ë.ig.
I ).No
local foi
edificada a Usinaljjdrelõtrica
de Agua Vernrelha, pertenceì1
te
ä
Cia" tnergõtica de São pau'l o-CËSp,co
o
queas
quedas d'ãgua desapareceram e
o local
passou ater a
clenonl ìnaçãoda barraclonl .
A ãr^ea estu<.lada corresponde ao
sîtio
de .intp 1 an ta ção da bar
ragem de Ãgua vernreìha,cornpreenrJenclo unra f a.i
xa cla orrien cle 1
klrpara rnontante do eixo da barragent
e
de3
km parajusante,
engìqb.ando o vale do
rio,
suasilhas
e
as vertentesentre as
cotasaproxinaclas de 310 a 390 nl
(l:ig.2).
As invest.i gaçõcs forarn concentraclas nunrafaixa
de cerca cle 200n
de I arguna, de jnteresse
para
a edìficaçäo da barraç¡enì'
nas estudos revacros aefeito
enr eixos al ternaLivos, obras auxil
iarese
pesqu ì sâ de mater.íais
de construção possil¡iIitarar'' a obtenção cle ìnr"o'rr.ções enr una ãrea ,le uprJ
t
c_0NS r plglgqql S OB RL. OS DI RRAMËS_!ana!ll_q0!J4 BAcrA p0 q4RANA
A ãrea estuciada f az parte da Bac j a Sedimentar do parariã.
A Bac i a do ['ar"anã
,
c(j j¡rù g rancle un'iclacJe geotect.ôn i ca, surg ì uno siluriano/Devoniano
Infcrior,
êstendendo-se por grandesãrr:as clas reçr'iöes Centro-0este, Sucleste e Sul clo Brasjl e aden
t.r¿rndo cm ¡.;aises v'iz-'inhos. l,1ui1.os autor.r¡s declicar,all-sLr ao e,Str.l
do cle vãri os aspectos da llacìa clo [-'aranã, cc)nìo ALMIIDA (l g6g, l gB0, l9ill), qrle t.r¿lLou da evoltrção e da tec1.ôn'ic;a da b¿¡c'ia coÌ'o unt todo, e N0iìTltFL[[T ct!; ut.i.i (i969), MCIl.lLi4/ìNN C L Q, I.LL (1974), scHNItDElÀ c:t. rt tt',t'(1974), I:tl.t AtìO e L/\ND]M (1()76) e GONcAt vIs e Í'1ul"1l-l'{/iNN (1980), quc cnfocôr'anr aspccl.o:; r-rstr"aliqrãfjcos,,
Da s;ec¡ilô¡lc'ia ersi.ratiqrãl,ica cla ßacja Secli¡tr¡ntar oo p¿rr.¡rniì
f azcni parLc os L¡asal ùos cla I'orlll¿içäo Scrra Gcral . t.ìos quaì r; e.:. tão jrtstalatlas ¿ìs es'i;r'u{.uras vulcânjcas cle que t.rata este t;rab¡ lho. /\s rochas tras;¿í'l t'icas est.¡io supcÌ"pos;l.iis a ar"enitos cla I,o.[
nracJìo ßotLtc¿itrr e ci¿ì¡rr:aclas por se:ciirne:ntos; cio Gru¡ro lìarr¡^rJ, cr:up¿,.,. clo cxtensa ¿ir^oa 11o Srrl do ur"asjl e estcrrcjenclo-st: par¿ì o [Jruqua.i, Arçtentina e Paragua'i . Foranr for'¡rladas a piìr't jr cle vulc¿ln jsrno de
caratcr í'jssura'l , cont a extrusão cle lavas ati; a superfîc.ie a1.rt
v6s dc ferrclas cle qrancle extcnsão, abertas pela prinreii^a vot ou
por rír41.'i vação de anl.igas linlias cit: f.rar¡ituza, conto resultarlo cia
rcor'gan'i zaç?io dos b'l ocos corrl.'i nr:nt.ais duranto a rcatjvaçãrr l,Jeal
derr iana da l)la t.a'[orrna r]r"as'ile'ir.a (Al..lriF,ll)A, 1967, ì96g) .
0 epjs6d'i<l vurcãn'ico cja fl;.rcja do pa,r"anã foi objcto do e:;tr,
do por v¿irjos; au'Lorcs;, errtre os quais sõ a'ìcruns slo cìi.aclos.
uAl(i:R (.l923), cnl fasc dc reconhccinrcrrto, traçou um bgnr surnãr^icr
clas caract.cr"i:'t'icas estruturais e geomorfolõgicas cla fornraç:ão
l¡¡rsãltica. Gtl.tf'14n,¡\ts (1933) rcalizoLr osì pr''inrcirrs cstuclos peti.._o lõqìcos. LIlNZ (i949) fez unia s;întese dos conhecirrr:ntos d'i sponi
\rc'is atði cnt?io,acr.sc'icla cre obscrvaçõcs pessoais. Aspectos de
gcocìr.rinlica c geocronologìa são tratados por AMAtìAt.
e: u tt l.LL
(1966)
e
IìUt-G(ì (197t').
Descri c?jcs regionajse'l
ocais sãoencon-tr¡das
cnr At-l'11-IDA (|964a),LI-lNZ ett ttt..ít. (.|966,l96g),
C0RDANI evAliD0R0s (1!)67), sAtìl0Rl et:
arii
(197s) o r.10tìAES.t. cirtt
(.¡9s2). i nt.ernlj t;ente rc'rt crl sedjmentar na supenfícje dos cterralìes. Apõs
a cessação
daati
vjdade vulcânica e erosão do terreno,
os
sisternas de fissurasque deram passagenì ãs lavasr com preenchintento de diabãsjo, cons tituem enxames de diques (LEINZ,
'ì949;
ALMEIDA, 19Bl ),, A passagen de vãrios derrames por^ uma ¡res¡ra
fissura
deu ìuçJar ã
formação de diques mültiplos.
A espessura de um <jerranre ìnd'i
vidual
vania
desde u¡ra deze-na de rnetnos atõcerca
de 100 m, com uma nlõdì a em torno de 5tl nr(LËINZ
et ali'i,
1966). Não existcm d¿dos sobre adistãncia
p e.l:corri d¿ ¡re
las
conrìdasde.jav¿r
ou da ãrea ocupada pelos derr_a.lnes basã11:icos da Bacia do Paranã. LEINZ (1949) estillrou que con. ri das dc lava percr:rrorian distâncias da ordem de l00
klr.
CORDANIe VAN D0 R0 S (l967
)
sugerirarì quo os derramcs mais espessos deventocupar ãreas cla me sma ordenr de grandeza das ocupadas poìos nraio
res si l
1s,
ìsto
6, cla
ordem de ce¡rtenas dc qu ì I ônle l-ros quadra dos.Un derrane bâsãltìco apresen
ta
unìa estruturação'
LtINZ(1949)
e
LEItIZ eLaLíi
(ì966),enr obsorvaçõesfeitas
pri ncìpal mente em basaltos do Rio Grande do Sule
Saìlta
C¿rtar-ina'
consjderaranl tr'ôs zolras: zona cle
topo,
consti 1.uida por basalto
vesi-cular
ou a[ligc{alõide, con diac'l asamento predonli nantentcnte hor.izontal e capeada quase sempre por ltrclchas basãl
ti
cð.st
zona clenücl eo, formada por basal
to
densoou
conlpacto e di acl asanentopredoninanteìncnte
vertìcal; e
zona de base, comp o sta
de basaltovesicular e
pequenafaixa
ínferior vitrea,,
com diaclasametrtopreclonri nantemente horizorr.tal, SART0RI e MACI[1. FILH0 (]
976)
o -l¡servam que, nos derrames basãltìcos do
lìio
Grande doSul,
a
7-9na basal
vitrea
cle LEINZ (.l949)constiÙui ulr
derrame ãcido deredu z i da espessura" Nos basal
tos
doslocais
de barragens no Estado de São Pauì0, nos riales cìos
li
os Grartde, Paranã'1-ietô
eParana¡ranema,
não foi
observadoo
derrane
basal
vítr"eo.GUIDIUINI
e
C^l4P0S (1968), UAGOLINI (197.l)' 0LIVTIRAet
a|.'i'i. ('ì976), CìUIDICINI (1979), Lrabalhando enr barragetts do Istaclo dcI
Ì
lo
lderranles basãl
tj
cos, reconhecendo .astrôs
zonas LEINZ (1949), conr pequenas varjações.A Fì
g.
3 apresenta, de forma esquenrãti ca,
a de um derranle basãltico.def in i
das
pores truturação
û^saLto vrs(cuLÁfi
¡ruIl¡ìs DÊ Gri^NoE
FIGURA 3
-
tstr uturaç:ão cle um derra le basãltìco (Segundo GUIDICINI,
1979,GErlL0Gr A L0cô!
0s prìnteiros deljneanlentos da gcologia do
valc
do Rio Graïde são de FL0RINCË
(]913),
PACIlEC0 (19'l3)e
LAlvlEG0(.l935).
AB' SABER(l955)
analisa os f undanrerrtos geolõgicos eas
característì cas do relevo da bacia hidrogrãfica do
Paraná-Uruguai,
entestudos levaclos a
efeito
para a inrplantação do sistetnade
l¡arragens naqueìa bacja. Al-MEIDA (1956, 1964a
e
1964b)discute
ageo log i a e geomonfo logi a da Formaç:ão Serra Geraì
e
Gnupo Bauruno Is tado de São Pauìo, sobre os. quaìs estâ encai xado
o
baixovale do Rio Grande. DULI:MBA (.ì975)
trata
da sismicidade provoc_â da peìas cargas das barragens c0nstruÍclas no Rio Grarrde. UARCIlAe ARID (1975) estudan as oii gens e evoluÇão das
caclroeiras
dorio
Grande, incluindo Ãgua Vermelha. ARAúJ0
eLal.it
(ì977)
apresentafi unr estudo detalhacÌ o das c a r a c t e r.í s t j c a
s
cleologicas cl o síLio
d¿ L,arragel¡ de ÃgLra Venrlellla. I,lcscriçocsgoológìcas
suciltas
ciolocal
da barragcnr constam devãrjos
Lraballtos
especial_nente voltados para a Geologìa de Lngenhar.i
a,
cu.ia
preocupaçào tnai or" 6 anal isar
resul l¿ì clr.:s de cnsaios ecliscutir
parâmetros ge.onrecâni cos clo rnaci
ç0,
os qua'is
f oralr publ ì cados por I'l0URA FI LH0e S0RrìEG0T[ (l975)
,
AßRAHÃ0 (1976), c0NS]RUÇ/\Otr0JE
)s76),
U_sSAI''ll ¿:f,
alíL
(1976)"
KAl,tJI ¿¿ a7.í.í. (1977), INFANTI JR.e
KANJI(1978), PIMhNIA e!:
al.ii
(197S), Slt-VAet
aLí.í (1978), B{IORNIìl:RGet; c¿l.i'i (1980) e BfìAZII-lAN C0tlt4llT[f: 0N LARGI DAÍ'4S (t9BZ).
A f
ig.
4 õ o mapa geoì õoi co da área envolvidanas
pesquisas geoìógÍcas para a edifìcação r:!a barragem de Agua Vermelha.
E constituicla por :;edir,lentos coluv'i onar.'cs
e aluviolrares
quateì.nãrios superpos'tos a i¡asaltos
juro-cnetlcicos
da For^r'nação serraGera
l
ou seus solos de aìteraçã0.0s coluviões são fornlados por al.eia FÍna e mõclìa,
argììo--siltosa,
c{e cor avenllelhada e estão su¡rr:r-postos a basajtos
ouseus produtos de al teração das cotas dc 34 0/350 tìì l)ara cìma. Na
nargeìr de Minas os coluviõcs podem
recobrjr
depõs ìtos
aluvionares,
As espossuras dos col uv iões são variadas" Na região
ingrcrne da vettentc) de São paulo õ da orc{ern dc, 0,S
a
I
m.Na
verte.[te
dc l'1 jtrase
ãreas cl r: re levo suave enr anrbas as nìargens os co¡q.t
0s aluviões são const'i tuídos por areia
fjna
e nrõdja cont intercalações de lentes de cascalho fornrado por sejxos cle quartzi
to,
quartzo,
arenito,
s i Iti to e
cal ceclôn ja,
por ì,,ezes conì ci me¡ tação ferrug'i nosa. 0s seixos dequartzito,
quartzo, s'iltito
earenito no
geral
são l¡enl arredondadose
bernpolìdos,
enquantoque os de calceclônia possuenr variados graus
de
arredondanlentoc
poljnlcnto, ¡loclcndo apresentar*se com fornras arìgulosase
colnnetthulit ()u pouc:os
indícìos
de desgastes. 0saluviões
rccobrenlos basall.os nas varzeas, aflonando
atõ
a cota de 340 mdo
ladopau'ì
ìsta
e
de 350 [r clo laclo mjne'iro.
Na margcnl de l4'inas,
secl.inrento:; a'luvionares nrais anb'i gos sot.opõem-se aos coluv'i Lres, nunla
fajxa
que se inic'ia
aproxjnradamentc na l'i nha de cgta de 350 m e cuja
'largur'a nãofo'i
estabclr:c'ida. As cspessuì"as; sãodaordenldela3nl.
var j adas,0:; strlos cle ali;eração de basallo tônt const'itu'içãc' aret-ìo-s'iltosa a silto-arg'i1osn, cle cores cinza. cinza-esverdc¿rda e
cinza.ave rmelhacJa, quasc senrprc onl r¡tis,tura cotÌt n[ir;'ìeos.; cle ro
cha intemÌlcrizada. As espcssuras vari am de 'ì a l0 m.
Cls l>asal tos apt^cserrtatìt-se fornando grattcles clerrantes rec-o.
nhecíve.is e as esl-t^utur¿is c'ircular'es .ind'icadas na t'itl' 4.
Dentro clos I'inli tes do síti o es t udado as rochas L¡asãl Li cas
aparecen enì extcnsos afloranìentos nos taludes do leìl-o do rio,
jlhas e c¡iì ãreas de dinrensõcs vat'iad¿is espalharJas pe'las vãrzcas
e veri.entes. Na tììargetn cle São Paulo a vert enl.c é ínqrctììe, en
quarrto (ìuLr do l¿rclo oposLo, de l'ljrras; Geraiso õ suaVo, clesfazen
do-s;e etìl vãrzeas de nlajs dc I knl de 'lar'gur¿ì, onde os basalt.os
ou seus solos de alteração estão recobertos por depósitos alu
vionôrcs e por co'l trvião.
0 contato crrtre a 'f,onração basã'l tica e os sedilnentos sull_e
or"es do Grupo Bauru se clã na cr¡ta aproxinlada dc 440 il1, nos a-l
p'l anos ¡rrõxinlos ao va'lc c!o rio, tìtas fora da ãre.r esl.udada.
Tìpos dc basalt;os prescn'i.;cs etn Ãgua Venltclha rl
ri
As
turas e dos na
rocha:; hasálticas reconÌrccjclas crn Ãgua Verntelha tônr te.v:
estruturas variadas, for¡nanclo os 1;ì¡ros de rochas rnostra
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f
1.1^¡ ,*l
Urechas vulcânicas (I'ig. 54, b, c, ram divididas por FISHER (1960) em
seus mecanjsmos de f.ornração:
-
brechas vulcãnicas autoclãst'i cas:quebrados
e
incorporados durar.rte do 'l íqujclo, senrj-sõl icio ou sõlidod).
As brechas vulcânicas f.otrôs tipos,
de acordo conì osconlpostas
por
fragnìentos nrovinrento de l avas no esta 0t
brechas vulcân'i cas ep'i
clãsticas:
forrnadas por fragmentos pr_o_duzidos por qua'l
qucr
processo de fragmentaçãode rocha
etransportarlos por quaìquer aç.¡ente geonrõrfico elliqên'i co;
brechas vul cãn'i c¿ls p'iroclãstj cas
:
corìs Li tuiciascle
fragnlent.os produzidos, transportadose
depositados por proccssos explos;ìVOS.
Devidc ã raridade de seus afloranrcntos em Ãgua Vermelha,
não foi pr'atjcãvel a clivisão das brechas, segunclo os seus rì'ìeca
ni srnos dr: f crrnraç?Ío. Por cssa razão, foralir c;onsidcr¿clcrs aÌtenas clo j s
gru[)os: o clas brecha:ì vulcânicas crrì gcral, cnglol¡arìdo inci'isi;in
t.anrente as brechas aui.oclãsljcas e e¡r'ir:lãs1,icas, e o das bre
chas piroclãsticas.
As brechas vulcãn'i cas se nros'branr const'i tuidas de fra-onre,t
tos angulosos irrcgLrlares ou f ige'iranrente arredorrdados de ltasal
to vesiculo-anligdaloirlal, corn unì ou outro fragniento de basalt<l conìl)acto, unìclos por unra nratriz ,le naturoza Lr¿sãìtìca, car¡o¡á t.jca ou arcrìosa. A rocha õ coercnte e tr:nt cor cast.anlto-r.ÌVCì^rìle:
l hada. 0s fragnrent.o:; cle basa l to vcsicul o-anrigda lo ida'l, preclonr-i nantenente, Lrossuenì as bordas viLreas e alaranja<Jas pcr t^esfria
nrento rápido e ov.ìdação ao ar. A granulometria é, cle rnoclo g_g_
ral, grossa, predonl'i ttando ltloc;os rna'i orcs que 64 tnnì (llStlIR ,
l96l). [:ragntentos dc tantanhos nrerlorcs, cotìstjt.uin<jo'l a¡tí'ì ì, ap_q
re cem ent qtrant j dacles nrui to pccluenas , d'issenij rì¿ìcios ent.re os l¡l ocos ou ,ntu'it.o nlais ralDnlente,fortitando bolsões Iocaliza<los. As br.ec.lras vulcân.i cas
fot"anr divid'idas crn três grupos, segurrcJo sua nratriz e das de:
a) !fqç_if_q_lÌg:áIt*jço aql.o_ne_r_a_t]ci¡ (t jg. 5a), cje liat
cô, cnì !rcral vesiculada, corìì estrul.ura flu'i clal
forma quc os friicl¡'entos cie basalt.o vosículo-.ami
cleno¡n'i n_a
rtz bas;ã'l ti
c, da tnesnta
l6
a constítuenl, a matr.i
z
apresenta, nos auréolasvitreas e
alaranjadas de resdação ao ar.
i')
!ru_ql,q_!.qL4!!r_rL_gg|gÁ¡1_q (Fig.
5b ) ,const'i tuída esserrcialnterrte de calcita
ljnlites cotn os blocos,
frianrento rãpido e oxj
dc nlatriz carbonãtica,
das predottljnantcttrente por blocos angulares cle basalto vesículo
-atnìgdaloiclal e basalto conìpacto, ora precloni'i nando um ora prect-0.
ntinando outro, o prìmeiro, de mocio gera1, tenclo pequû¡ra quanLi dade de vesíctllas e não cxibìrrclo auróo'las de oxidaç;io ao ar. 0s
blocos tônr cor predotn'i nantr':¡lentc casl;anho-clverrneliracla e são clc granulonret.r'i a gnossa. A cìnlentação õ quase scntpre carbonãtìca, f ornlada por cal ci ta. As brcchas L,asãl t j cas ¡rì roc'ì ls i,'i cas pocjeln
0correl" lla. zot.ì¿r de topo rios derratììes cle Ãgua Vcr"nlelha. l'odiivia,
estão tìpicainctlt.e assocjaclas as esbrr.rturas c'ircu'lar'cs, seja for
c) ßr'echa basã-l tj-ca argll.o-L{ (tig. Uc), de nrai.rjz areno*sj
formada por nraterjal sedinlentar não vulcân.i co.
As
[f¡:jll_!¡5_1t[ci1¡_
nìroclãsricas (r--ig.bd),
sãonrando parte de seu pÍ.e(ìncli'irrerrl,r.r, seja corìs.Lituinclo o topo
derranle A nas suas pnoxjntjclades.
E¡:¡]lo_-v_qjiçrtl 9_:g!_|.qq-il q_Lga1 ( r, i
g.
bc,
f),
quase sempreì tos a ,
f o rnr a
clo
de
cor cast.anho-avcv'r;lcl hacla, ¡rodcnclo äs vezes apresentar-se na cor
castanho..acitrzentada ou cinza. É cornunl possu'i r p'i grnentação ve.r
de de nla'i or ou nlenor intc:nsìdade, resultanl;c de nlincna'l ização sg
cLilldãria. /rs amigrla'l as são pr.er,rrrc.lr icras por ca'ì cjta, qua¡l,zo,caì
cedõrlia e nl'i tler'ais clos grupos clas zcóli'Las e das nro¡tnlori'l o¡ri
tas. 0 basalto vesiculo-anrìgda'l o'i cla.l l)assa gyadacionalnlentc p¡r:
ra basalto compact.o por dinrìnu'i c?ro clas vcsículas e anrígdalaS,F_g
cebendc.r as denomìnaçócs clc basa rto pouco ve s'i cuìar, quanclo ain
da conserva a aparência dc ves'i cu'l ar, c basalto conrp¿rcto com
aìgtttttas vesículas e arrrígclaìas, Qrra¡1(¡¡ jã t.enl caracterist.icas cle
basalto cornpacto. Afloramcntos clc l¡asalto ves;iculo-anrigdalo.idal
são pouco conluns enì Agua Vernrelha, cs'Lanclo restrjtos ãs esirut_{
ras circularcs e a Pequcrìas ijlras a ntonLanfe cla Caclioeira clos
f nd'i os.
(f''ig. L;g, lt), clc.¡ cores cluc ¡loclcm var-iar dc cas
tanho-avenmelhado a
cinza,
cinza-preto, cjnza-esvercleado ou cinza-azülado, dependcndo do c¡erranìe a que pertence.
pode
apresentar
pìgnrentação verde decot'rente cle rnjneraljzação secundãr^ìa,deintensidade
variãvcl,
depe.ndendo do nrajor ou ntenor estado de alteração. Basalto compacto é
a
rocha nlais representativado
local
estuclarlo, com exl,ensos afloramentos nos talucles, ithas,
uuatentr¡s e vãrzeas do
rio.
Descrìção clos derratìlcs
.
ltlos talvcgues e vert"entcs do rio,
na ãreaestudada,
forantidentif icaclos
sejs
derranres basã'ìtìcos,
desigrrados de Aä
[--, cle bajxo para c'inla, para fins. de clesl"'i ção.!q1t3.1lq__4
-
cuja es¡lessuì"a nãofo'i
detcr"nri n.¡rcla conì se!lurirl-rÇa,Po'is não
foi
a't,ravessado pelas sondaqensrotativas (Fios.
6e 7). A nlaior espL.ssura verificada cn sc¡ncl0getls fo'i na sll-34
(Fig, 2), qLle penetrou 32,4 n'ì ncs:;e derramc. lla vãrzea da ma.t"
getn cljre'ita., fora da ãrea de fLr¡rclação cla barrcìgcrij, o derrarne A
fo'i atravessaclo pelo poço tubu'l ar par'a abastec'i nren'Lo d'ãgua nQ
PA-4 (Fig. 2), execuLaclo a pcrcussão, conr cinìostragcnt dct
lha, apreserntando no local a espessura der 58 nì. A zona cio
cleo e fortna<la por basalbc.r cotnpacto c'itrz;r, não alf,ã
rado nt'ineraìogicantente. A zorì¿ì clo topo e conrposta lror basalto
vcsículo-arn.i gcla'l oìcla.l , castanho-avernt::lha<Jo oLr castanho-acinze.n
tado, por^ vezes conr p'ignrentação verdc. As arnígdalas são prc(ìt
chidas por rrrinr-:ral esverdeado e/ou calc'i''ba. Sobre¡rosta ao
basal-to vesiculo-arnigdalo'i dal ocorrc un'ìa carnada de I a 2 metros de
espessura. cle brecha basãl ti ca ag lonler'ãti ca e/ou brecha basãl ui.
ca ca'l cãria, de coI'castanho*avenn¡elhada, que passarr trarrs'i cio
na.lnrente cle rtnra para outra, forrnanclr.r bo'l sões. Não foi cotlstata da a presença de brcchas de nraterjal scdinrentar no topo do d.I rarììc A. 0 contato conl o derranìc B, na vcrtente csqucr'da, ocor
re rìa cot.a aproxjnracla de 300 nì (l--'i g. 6).
!Sll.:rltL,i--D - tem unra espcssura to'[al cle 44 rrì c cons1.'i tui o
leito e vãr'zcas do ri o. A zona dc basc, coln cspcssura dc cerca
de 0,5 rìl , õ fornracla de basalto pouco \,/esiculo-anli gdalojdal, conl
unìa faìxa inferior corrs'['i tuída por vesículas-'caclr i¡nbo (pipe ve
c-a
?_o
sicles).4 parede superi or do contato pôssui aurõola da ordenr cle
5 cnr.de espessura de basalto vîtreo alaranjaclo. A zona de nú
cleo collst'i tui-se de três horizontes: o horizonte inferior tenl de 2 a 3 rn de espessura e u forma<jo por basalto conlpacto cinza
com p^i çrnrentação vcrde; o ho.izonte 'i ntermediãrio, constituído
por h¡asa'l to compacto, cillza, não alterado mincralogicanlente,po_!_
sui um diaclasanìc'nt.o colunar se¡rarando colunas cla ordern de
50 cnr de [:ase; e l)or fjrn, unr horizont,c superi or , de basalto ciI za-azulado tanlbðln tlão alteraclo nrirrcralog'icailìenLr:, oncle o cjjacla
samento desenvolve co'lunas cle l0 a'2.0 cnt c.le base. As colunas do horjzotlte supcrior não nlantêtn un'i fornt'i clacle cle at'i tucles, ìlr
clinando-se para runtos d'i vcrsos (f.ig. S).
A zotla de ttLtc'leo do clerratne ß e cortaclo llor lìuntcrcsa:; jurt
tas*f alhas (GUIDlciNI, lgTg) forrnarrcio, por vczcs, unl cntrelaça rnento anastonrosa<.lo (Fig. 9).
A zona dc.- topo
õ
consl.'itrrirla por^ basaltoìoi{aì
e l)or Lrrcch¿i l:asãl1.ica ¿ìrenosa.vcsiculo-arnìgda
0 basalto vesiculo-arnì¡tda'l oida'l tenr cor castanho*avernlelh.a
di,, corn pigmentação esverdcada. As vcsiculas são parci¿rl ou t-o
talnletl'Lc pì^eenchidas por nri ne:ra'i s sercunrlãr'i os,como qLtanlzcto ca.l
cedôn'i ao caìcita, zcõ'l itas c mir¡erais clo grupo das nrontnrorilo
n'i tas. lla vãrzea da nìaI'gcnì clineli ta e leito do rjo a zona dc to po foi quase tod¿ erod'i dao restando al)enas ern algunrtrs pequûnas jlhas a nlorttante cla cachoeira e na ver,'t"ente da ntai'getn esquercta"
A Lrrccha basãlt'ica arenosa, casl.anlio-averrlelhacJa, 6 tornra
da l)or blocos de [:asalto vesiculo-arn.iqclalojda'l e por vezes
Lr.g-salto cotttpttcton scndo os fragnrr,:nl,os clc. basalto vesicular geral
nlente aì'reclonclaclos e conì auröol¿rs al¿rr^an,jaclas clr: oxiclação ao âr, eln llistut'a conì matcr'ial s'i lto..arcnoso de rratureza sedinicntar.
As cs[)essur'as cla brccha areno:ìa são pe)queÍras c l'rreguìares, da orclenr de 0,?- a 0,5 rn.
0 cont.ato etltre os clet't'arìres U c C, na vcr.tente e:jquerda, se
rJã na col.a apro>lirnacla cle 34S nì (fig. l).
Derr'¿ìtììes C a - tlìln espcssLtras, tla vertcnl;e csqucrcla, cle
7 , l0 c / nl. A espcssura c.lr.¡ clerrarilc F repre t'enlanesccnl;e clc basalto c(rlìl)rrc_to, pois que
l"e spect i v¿r¡nein l-e 17 ,
l>aso
e¡tre os dois horizontes ã a base da primeira bancada. 0 hori
z-onte superior é dej cor cinza-azulada, com colunas de inclinã'
ções variadas. 0 hcirizonte inferior, ðinza, com èolunas'maiõ
nes e dispostas na lvertical.
2?
seu topo fo
j
totalmente erodjdo.
0s t'i pos I jto'lõgicos desses quatro
derranles bem como as respecti vas espessunas nãc puderam serdefin.idos conì seguranç4, devido ao avançado grau cle Íntenrperizq
ção'das rochas na
fajxa
investigada.A base do clerramc B tenl unl nlergulho regional para
B nl/km, e direção N 66ol,J. llos estudos levados a efeito
S l,l
na
de ãrca
não forant not,aclos quaisquer incli.iäi de falhamerltos. As djver
sas zanas 'i tit.cnsanlente fr"atut'adas su[:-hori zon'Laìs, observadas
prìncipalnlettte no derrarne B, são rclac'í onaclas ãs juntas* falhas
de GUIDICINi (.ì979) e iã referidas. Diaclasarnento colunar é
multo bent desenvolv.ido no dcrrarrre B af'loi'ante nô ãrea, corìfornle
jã nrencionado.
Descrição das estruturas cj rcul arcs
As est.rtll-uras c'ircu'lares s?Ío recorrllecidas nos derranres ba
sãlticrrs A e ß (Fiqs. 4, 6, 7,10, ll e ì2). Rocel>cranr csia dg
nom'ìtração dtlrante os esLuclos levados a cl'c'ito para a 'irl¡.r1ant1
ção da barragenl , en¡ v'i rtucle cle sua fornrð aprox'irn¡rrJamente cit.cu
lar (ARAIJJ0 r'L alií, 1.c)7./; KAI'lJl cL, ct.l,.i..í, '1917; If![:ANTi e KAl,lJI, l97B; ßJÕRNUERG eb u'\.'i.t..,.l9S0). [:oranr jc]ent.if icaclas 'll est.rul-uras nunlô
ãrea de ceI'c¿r dc 6 kr¡rt (otn. 4). aLraviís cje fotogr^afìas aörcas, observaçõr:s de superfîcie e sonclagens. Para rnajor faciljcladr: cle
descriçäo, âs estruLur"as foram rlunrcraclas rle I a ll (t- jg. 4). As nlcThol"es condições cle observaçäo foran er¡contraclas nas estrut.u ras l, 2 e 3, sittradas na ãrca c¡'rsccacla p¿ìr'a a ccl if icação cla bar
ragerlì e na cle trg 6, localizada errr cachoe'i r.a cle braço do r.io que
teve stla vaz-ão mujLo dinl'i nuîc.la clurante o dcsvjo clo rio. À exce
ção da est.rttt'urð ?-, cl'ís¡lõe-se cle jnforrnações cle sulisuperfic.ic-:
de toclas as outras, por sondagenr rotatjva com arìrostragem conti
nua 0u l)0r anìostragent de calha cm poço tuLrular cJe abastecjnrentr.r
de ãgua. As clcscr'i ções que se scguem estão baseac.las ¡lrinc'i paì
nlente em obscrvações nas estrutrlr.as l, Z, 3, 4 e 6.
As estruturas tôlrr fornras variancJo cle perfeitamente c.i rcula res a elipt'i c;as, coltl diârnctt"os cle B0 a 340 rrr , confornre qrratlro
aba'ixo:
FIGURA
tl -
Vista aérea daMostra as estruturas 1, 2,
cam regiões mais pro.fundas.
ãrea ensecada do.rio Grande para a
3 e 4 (ver mapeamento geolõgico na consirução Fíg. 12, p..?ír. da barragem As letrasde Ãgua
a,becríndi
Vermelha.poucc v€sícuLc _ ar{lGcALo¡¡AL
sasalTo co$iPi,ÇTo
-:,.¡SALÌO CCvPACÌO COü CONJUNÍOS
FUSTFOR-À1:S D5 vesr'cuins
a aE cH¡, e¡s¡l_-lca P;RocLA'STtca
coNTATo ir;ctdorco
LII,,IITE C€ ES:RUÏURA CTRCULAR
CIîUE CE ]'¿åTERIAL CLA,STI'O SEDITilE¡i?AR
0IQUE Ðe SAS¡,LîO COitpACTO CO¡,i DTSJUNçA-O
COLiJNAR
CONTÂCÌC ENTRE DARRAIIIES
ENS=CACCIRA
ATg PRC
ESTRUTURA CIRCULAR 1
I- vl
ru
5tr
/,JVV VVVV /VVV VVVV \.\'vvv\.\ ùVV,J \')t ,\."\vv'rt:\i
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H.
ne fctcgrafia rja Fìgui..a C.'^,,*^ r a
Estrutuna Di aproxlnladoãmetro . (nr)
340 (rna'ior)
I 70 (nterror i
Forma
EI pti ca
Circular Circular
__ Ç_iryulqq_
! ig. ¡ rarnente e'l ì'pt'i
Circular'
J-i u irarlgrrle 91i¡rtI.g
!1Se i ralnen_te eì i¡,,1. i ca l- l_se !rar19_r1!g e 1
íptì
caCircular 90 ?59 150 q_ _5_ 6 CA o () 9 159
- I 00 _ _rq0 1?0 150 l0
1i
100
Dinlensões e forrna não conhe¡c:.i-das,¡tois (ìue foranl jclc:¡li.ificada:; por
sondagens r0't atjvas e peri.ìIa
(letìl ell-ítri c¿r. Tõnl , ôparentcllren te, car'ãt.ci' I jnear.,
Conrcl caracterist'í cas gera.i s, as estrrrturrrs
cjrcular.es
pos suetn:a) urn lrrecttchjntento corìstituicto pot^ brechas pìroclãst'icas e cicr
ranìes basãlticcts, conì dinrolsöcs e padrão estrutur^al diteren
tes daqrrcles exib'idos pe'las enca.ixantcs;
b) utn conl.ato brusco cont as rochas enca.i,xanl;es;
c) diquers anc'larcs cnt sua voì1.;i, fornlaclos por t;asalto contilacto reconhoc'idos pelo seu diaclasamento colunan nluito bem clcsr:n
volvido, cotìl r:olunas d'í spostaS na hori zontal;
d). unr s js1.r:ma de
fraturas
anelarese
r.acl'iais
afetarrrlo as xantcs;e) uilì sjstcr¡ra dc dìrlucs anclarcs de nratci^iais c'l ãsb'i cos t.arcs ou de mincrajs de dcpos'ição secunclãr ja.
0s clorr^¿unes basãltjcos do intenior cias cstruturas ros são constituicfos de basa'l 1.os afaníticos, cre cor ca
avcrnìelhada e l)ossucrìì o:ìl)essUr"as que var.'i anr de l)oucos 1.ros (lìg:;. 13 c l4) a l)orJco:; ¡rg1.ros, cont utìta nlõdja dc 3
encal.
sr:d ilrrcn
c'i rcu1I
st¿irrho-r:cnt.ille
Figura 13
-
Lava emderrame em lava em
borda de derrame de
ra 3).
corda e borda de derrame. Superficie de
conda e, no canto superior direito da foto,
poucos centimetros de espessura (estrutu
Figura ì4
-
Mergulho de derrames" Derrames da ordem de 40cmde espessura nreigu-lhando par"a
i
esquerda da foto. Notar vesi2B
dernames são descontinuos e freqüentemente se acunham e ternlinam
de maneira brusca. Tôm at'i tudc sub-horizontal (t';g- ls), nìas 'l
o,
calmente podem apresetttar onduìações, mergul hos acentuados (l'igs l4 e 16) ou serenì cortaclos por diques de basalto que não afetarn
todo o pacotc, nas aÌ)enas alguns dcrrarnes (rigs. 17 e 1B). 0 to
po dOs derratnes aPì^esenl.arn estruturas tais conìo lava em corda (t-ìgs. 'l 3 e l9) e superf icie firanrentosa (r'ig. 20). Nos
topos
desses derranles não foranr encontr¿lclos inclícios de intenrper-iz¿r.
Ção, acunluìações do brecltas, nenr qualqLler ou1.ro tipo de
cleposi-tr¡ itlt.et"dernalne.. 0 contato entre os clei^ranres õ ¿e moclo geraì
soldaclo, colìì urn cert.o conjunto dc derramcs 1'orlnanclo utìl monolito
(Figs. 21 e 2?). tntretatrtb, corn a intem¡:eri zação cla rocha eal.ï
vjo de ¡lressão devido ã erosã0, ocorì^e o cle:;col,anrento dos derrg
mes' forntanclo í'r:ndas no con't al.o e rlil lanri nação de flùxo que c:.o.
nlumc-n1.e àpareccnì na base cle clerranì{-rs de lava (Fig. z3),.
l]r: Llm nroclo qcrraì, cicvido ã stra pequena espessrr:u, quase t.o_
dos os derranìes das cstru'Lur'as são conpo:;tos por basal to vcsîcu. lo-anri gciaìo'idal, faltanclo o basarto conìpac1.o" A quantjda<le ¿c
vesículas aunienta para o t.opo. A incl'ivir1ua'l ização cle cacla clerr-a
me 6 c¡uase senlpl"e nluito fãcil, clc'vicio a urna dcscont.'inu jdacle rilu.i
to ev'idente entre e'l es. A'lõnr clìsso, a base õ bem nrarcada por rÃ
stículas-cach'imbo e o topo p0r unìa zona nlu'i bo vesicular (Fìcs.
15, 21 e ?-?-), Entretanto, erri certas ãreas; oncle os clerrames s¿io
nlajs (]slressos, e'les poclcm constit.uir*se quase que t.ot.¿illllente de
bas;al1.o pouco \/es'icu'lar e nlesnto, nlais rar¿lrnente, de basalto cotìt
pacto' casos cnl que o contato õ nrarr:ado apenas pot^ Ltnì al.i nha
nretrl"o de ve:;iculas*car;[r inlbo (tjçl . ?4),
A estrutura 3 foi contada pelo carìal ¡na'is profundo clo r.-io,
próxinro ao I inr-i ta dc sua porção no).tr:, na clircÇao apro>r.inrarla t-|,J.
No restante cla zona dr: l'inri te clessa estr"utrrra ocorrc um canal
marginaì alle'lar, no qual existenr 3 regiões nra-is proflr¡clas, de
fornla circular a al)roxjrn¡lclanrente cjrcular,des'i gnaclas pe'l as le l.ras a) b, c' (ltig. ll). 4 dcprr:ss;?io b ¡rossu'i prolurrcljclaclc rlc
Fiqura l6
-
Ondul3ções e mergulho desub-horizontais são topos de dcrranles
direjta da foto (estrutura ì).
Figura 17
-
Dique detrutura 3.
i
basal to compacto cortando derrames da es
Figura l8
-
Dique de basaìto da estrutura 3. As vesícuias cuìarmente nas suas bordas.32
FIGURA 2l
-
Empilhamento dederrames com contactossolda
dos.0 contato
é
assinaladõpela concentração de vesícu las nas zonas de topo
e
bãse dos derrames (estruturã
3).
FIGURA 22
-
contato de derranres_soldado (suìco indicadopela
lapiseìra). Detarhe da f-oto da Fig. 21. ñãiu.-u.rrcuras
numero
sas e de pequenas dimensões no to[o do aerrire'inferior e vesi cul as nra j ores e enì nìenon núnrãio, na base do- äÀrrane
s uperi oî
FIGURA 24
-
Vesículas-cachimbo ranìes, em basaìto compacto coln(estrutura ì ).
marcando o contato entre der
34
Fig.
256
uma seção geolõgica esquemãtica Nt,l por essa depressão,mostrando o empi I hamento de derrames dc pequena
espessuna,
dopreench jmcnto da
estrutura, e o
basalto
compacto 0,. i_erior,
doderrame
ll.
Na parteinfenior
da panede interna ocorre unt afloramento de peqLtena ãrea de breclra basãl Lica
piroclãstica.
0
funcloda dcpressão
õ
fortnado por unr basalto conlpacto c'inza,
cle fortepigmentação verclc, no quaì
existe
uma quantjdadenluito
grarrdede agrupanìentos de arnigdaì
as,
f ornlando corrjuntos enl f ornlacle
f uso de seção transver:;al c'ircular ou el íptìca (Fjg. 26). As extl"enridades dos fusos estão dis¡lost..-:s na
vcrtjcal.
0
¡;rcenchinlentodas
arnigclalas õ
constjtuidr.¡ por zeõl iLas, quartzoe
calcr:clõn.ia.ßasal'bo contl)¿icl.o conì
fortcl
pignìcrìtacão vcrde conl conjunt.os fusiformes clc anrigdalas ocorrc tanrbénr no carìalda bortla
n6rteda estrtttura
3.
Cr-rniuntos fus'iformes clc anrígdalassõ
for..alll ob servados ¡lcsscs <io'is locais.cor As
(m) $E
330-[.;] oosor-to vcsícuLo-At'ttcDAt-otoÀL Ii;-^l nnt:cHn onsíultc¡ ptRoct-d:;rtca |Iu-îl uns¡lro cot.,! rAcro
lvvl
.i, r rl'^SAI TO COllP¡1ClO COM CON,I TJNTOS
I'ii ¡rl ¡.¡s'ÉoHlI s t)t. auf co¡uns
3?0-3lC
-50 IOO or
t"iûUiÌA 25 - Seçao geoìó(lica esqucrrr;1tica N30oW ¡rcla cleprcssão b cla cstru
FIGURA 26
-
Conjunto fusiformeto cinza, de forte pigmentação de verde vesículas (estrutura'3).em basalto comþac
l
'i
As brechas existentes nos condutos são as brechas basãl
ti
cas aglomerãticas e
piroclãsticas,
predominando asúltimas.
A;brechas basãl
ti
cas ag'l omerãti cas tãm caracteristicas
semel hantes
ãs existentes no topo do derrame A e são de granulometriagrossa.
As brechas basãlticas
piroclãsticas
são tamb6m grossas,fol
madas
por
blocos
predominantemente maioresde
64 ffiffi, comconcentrações I ocal i zadas de fragmentos com dimensões menores, constituindo
ìapíìi
(Figs.
27e
2B). Noglobal
a granurometriae grossa.
Não f,oram encontradas bombas
estrati
fi
cação nas brechase
nenrde fragmentos
classificãveis
comovu'l cãnicas, nem
indicios
de acumul ações,
mesmo I ocal i zadas,36
FIGURA 27
-
Brecha basãltica pirocìãstica de grã nuìação grossa
Exame mi croscõpi co de seções del gadas de
trechos de
brecha de granuìometria mais
fi
na mostrg qye os fragmentos constituintes
dessas brechas têm predominantemente tamanhos maiores que 2 mm. Não são rarosçjetos
menores de 2 mm, constituindo cin zas vulcânicas (FISHER,l96l;
MACDONALD,lglz),
mas seriam volu m6tri camente pouco representati vos.Todos os fragmentos, bl ocos ou I apit i
,
são denatureza
basã'ltica,
tendo sido observadas diversas variedades de basaltos:intergranulares,
intersertais, porfiriticos, vitrõfinos e
taquiliticos,
ora mais ora menos vesiculares, brechõides(Fig.
zg)
,pal agoni
ti
zados ou nãoe
com vari ados graus de pi gmentação por õxi dos de ferro.A grande maioria dos fragmentos
pode ser
classificada
co-mo acessõrìos, por
aparentar
. rochas vul cãni cas arrancadas dasparedes de u_m conduto ou
cratera.
Uma pequena porcentagem de ejetos magnrãti cos taì vez se "consti
tuísse
de material juveni'l
ouessenciaì, especialmente fragmentos
quase totalmente
vîtreos(agora paì agoni
ti
zados).
Não se detecta.ram'lascas
provenientesdô embasamento subvu I cân'i co (f ragmentos aci dentai s ).
Blocos maiores, especialnrente os majs compactos
ou
menosvesículo-amigdaloidais, tendem a se arredondar, notando-se, po
.rêm, superficies muito irregulares ao
microscõpìo..
Fragmentosmenores' conl preferência para os de basalto
vítreo
ou nrais vesl'culares são angulosos conro "g'lass-shards" (ìascas ou esquírulas