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Compacidade e estimativas de De Giorgi-Nash-Moser para pontos de mínimo de funcionais sobre espaços de aplicações

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Academic year: 2017

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(1)

Universidade Federal de Minas Gerais

Instituto de Ciências Exatas

Departamento de Matemática

Dissertação de Mestrado

Compacidade e estimativas de De Giorgi-Nash-Moser

para pontos de mínimo de funcionais

sobre espaços de aplicações

Marcio Fialho Chaves

Orientador: Prof. Marcos Montenegro

(2)
(3)

Universidade Federal de Minas Gerais

Instituto de Ciências Exatas

Departamento de Matemática

Dissertação de Mestrado

Compacidade e estimativas de De Giorgi-Nash-Moser

para pontos de mínimo de funcionais

sobre espaços de aplicações

Dissertação apresentada ao corpo docente de Pós-Graduação em Matemática do Instituto de Ciên-cias Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Matemática.

Marcio Fialho Chaves

Orientador: Prof. Marcos Montenegro

(4)
(5)
(6)

iv

Resumo

Nesta dissertação estudamos a compacidade de minimizadores para o funcional

Φ(U) :=

Z

Ω|∇U|

pdxZ

(x, U)dx

contínuo, definido no espaçoW01,p(Ω,Rk), assim como propriedades de

concen-tração e estimativas do tipo De Giorgi-Nash-Moser para tais minimizadores.

Palavras-chave: Funcional Energia, Minimização, Compacidade de

(7)

v

Abstract

In this work we study the compactness of minimizers for functionals of the form

Φ(U) :=

Z

Ω|∇U|

pdxZ

(x, U)dx

continuous, defined on the space W01,p(Ω,Rk), as well as properties of

concen-tration and De Giorgi-Nash-Moser type estimates.

Keywords: Energy functional, minimization, compactness, concentration

(8)
(9)

vii

Sumário

Introdução geral 1

0.1 Um pouco de história . . . 1

0.2 Panorama geral da dissertação . . . 1

1 Preliminares 7 1.1 O espaço de Sobolev vetorial . . . 7

1.2 A constante Lp-Sobolev Euclideana vetorial ótima . . . . 8

1.3 Lema de Brézis-Lieb generalizado . . . 12

1.4 Princípio de concentração e compacidade generalizado. . . 12

2 Teoria de minimização 13 2.1 Definições . . . 13

2.2 Compacidade dos minimizadores . . . 16

2.2.1 Caso subcrítico . . . 16

2.2.2 Caso crítico . . . 21

3 Estimativa de De Giorgi-Nash-Moser para minimizadores 27 A Definições e resultados importantes 35 A.1 Espaço de Sobolev . . . 35

A.2 Resultados de Análise Funcional . . . 38

A.3 Desigualdades . . . 38

B Teoria da medida 41 C Lema de Brézis-Lieb e princípio de concentração e compacidade 45 C.1 Lema de Brézis-Lieb . . . 45

C.2 Demonstração do lema de Brézis-Lieb generalizado . . . 45

C.3 Princípio de concentração e compacidade . . . 47

(10)

viii

D Existência de minimizadores 55

D.0.1 Caso subcrítico . . . 55 D.0.2 Caso crítico . . . 56

(11)

1

Introdução geral

0.1

Um pouco de história

A Teoria de minimização é muito aplicada em todas as áreas científicas. Na Análise-Matemática é muito utilizada para encontrar soluções para algumas equações diferenciais parciais, através do Método Direto do Cálculo das Variações. Este método consiste na obtenção de pontos críticos para um funcional associado de modo natural ao problema diferencial. Essa idéia de tratar equações diferenciais através de um funcional associado, aparece em meados do século XIX de modo explícito com Peter Gustav Lejeune Dirichlet e Riemann.

Até então, as aplicações do Cálculo das Variações eram desenvolvidas sem o necessário rigor. Em muitos casos, a simples interpretação física da qual problemas matemáticos eram elaborados, já garantia a existência de soluções para os mesmos.

Hilbert foi o pioneiro em utilizar esse método de modo rigoroso. O trabalho de Hilbert, foi sem dúvida um dos fatores que influiram no desenvolvimento da Integral de Lebesgue, da Análise Funcional e da moderna teoria das Equações Diferenciais Parciais.

Na moderna teoria das Equações Diferenciais Parciais, a idéia fundamental de asso-ciar a existência de soluções à existência de pontos críticos de um funcional permanecia inalterada, mas percebeu-se rapidamente que a dimensão infinita dos espaços de funções tornava esta tarefa bem mais complicada. Em um primeiro momento, concentraram-se os esforços na busca de pontos de mínimo para funcionais limitados inferiormente. No início do século XX, foi consolidado o Método Variacional Direto, que permite provar a existên-cia de pontos de mínimo para funcionais que satisfazem certas condições específicas.

0.2

Panorama geral da dissertação

(12)

2 Introdução geral

No artigo [7], Brezis e Nirenberg associou a existência de uma solução u não trivial

para o problema

   

−△u=up+f(x, u) em ,

u >0 em, u= 0 em ∂.

ao fato de encontrar um ponto de mínimo para o funcional

Φ(u) = 1

2 Z

|∇u|2dx− 1 p+ 1

Z

|u|p+1dx

Z

F(x, u)dx.

No artigo [4], Bartsch e Guo ao estabelecer condições para a existência e inexistência de solução não trivial para o sistema

(

(−△)mu

i =fi(u) +Pnj=1aijuj, emi= 1, ..., n,

uiH0m(Ω), i= 1, ..., n,

verificaram que sujeito a algumas hipóteses, a existência de solução se dava pela mini-mização do funcional

Φ(u) = 1

2kuk2− 1

2hAu, uiL2 − 1

2∗

Z

F(u),

o qual pertencia a C1(Rn), neste caso uma restrição deste funcional satisfazia a condição

de Palais Smale, e junto com uma sequência de resultados, mostrou a existência de um minimizador para este funcional.

Ezequiel Barbosa e Marcos Montenegro, ao estabelecer hipóteses nos teoremas 1.3 e 1.4 do artigo [2], para existência de solução do sistema

(

−△pu=f(u) +g(u), em

u= 0, em ∂,

considerou a minimização do funcional

ΦG(u) =

Z

Ω|∇u|

pdx+Z

G(u)dx

em um subconjunto fechado. Nesse artigo, o fato deste funcional ser diferenciável, foi fundamental na demonstração da existência de um minimizador.

(13)

3

No capítulo 1 vamos definir o espaço

W01,p(Ω,Rk) := W01,p(Ω)×. . .×W01,p(Ω)

| {z }

k vezes

munido da norma

||U||W1,p

0 (Ω,Rk)=

Z

Ω|∇U|

p dx

1

p

.

Em seguida, vamos generalizar a melhor constante Lp-Sobolev Euclideana A

0(p, n), para

a desigualdade

Z

Rn|u|

p

dx

p p

A0(p, n)

Z

Rn|∇u|

p dx. (1)

Obtendo a constanteLp-Sobolev Euclideana vetorial ótimaA

0(p, F, n) para a desigualdade

Z

RnF(U)dx

p p

≤ A0(p, F, n)

Z

Rn|∇U|

p dx, (2)

onde F : Rk R é uma função contínua, positiva e p∗-homogênea. Mostraremos na

proposição seguinte, o valor exato dessa constante, assim como a forma das funções ex-tremais.

Proposição. Para cada 1 ≤p < n, temos que A0(p, F, n) =Mp/p

F A0(p, n), onde MF =

max

Skp−1

F eSk−1

p ={t∈Rk :

Pk

i=1|ti|p = 1}. Além disso,U0 ∈D1,p(Rn,Rk) é uma aplicação

extremal de (2) se, e somente se, U0 =t0u0 para algum t0 ∈ Spk−1 tal que MF = F(t0) e

alguma função extremal u0 ∈D1,p(Rn) de (1).

Finalizamos o capítulo com dois teoremas importantes para demonstração dos resul-tados centrais desta dissertação. O primeiro deles é uma generalização do lema de Brézis-Lieb, e o segundo uma versão do princípio de concentração e compacidade no sentido vetorial.

Teorema. Sejam Ω ⊂ Rn um aberto limitado, e F : Rk R uma função contínua,

positiva e p-homogênea, onde p > 0. Se () é uma sequência limitada em Lp(Ω,Rk) e

U q.t.p em Ω, onde ULp(Ω,Rk), então:

lim

α→∞

Z

Ω(F()−F(U))dx =

Z

(14)

4 Introdução geral

No artigo [4], Bartsch e Guo, demonstraram este teorema assumindo que F pertencia a C1(Rk), mas Ezequiel Barbosa e Marcos Montenegro, mostraram no artigo [1, ?] que o

teorema continua verdadeiro com a hipótese deF ser apenas contínua.

Teorema. Sejam Ω um aberto limitado deRn(n 3),µeν duas medidas não negativas,

F : Rk R uma função contínua, positiva e p∗-homogênea com 1 p < n e (Uα)

W01,p(Ω,Rk) uma sequência tal que ⇀ U em W01,p(Ω,Rk),

|∇Uα|pdx ⇀ µ e F()dx ⇀ ν.

Então existem, um conjunto enumerável τ, uma família de pontos {xj}jτ ⊂ Ω e uma

família de números positivos {µj}jτ e {νj}jτ tal que

µ≥ |∇U|pdx+X

jτ

µjδxj, ν =F(U)dx+

X

jτ

νjδxj,

Com A0(p, F, n)µjν

p p

j ,jτ. ondeδxj é a medida de Dirac.

A hipótese de F ser apenas contínua nos teoremas acima é extremamente importante

para os nossos resultados, já que estamos trabalhando com um funcional apenas contínuo.

No capítulo 2, definimos o funcional

ΦG(U) :=

Z

Ω|∇U|

pdxZ

G(x, U)dx,

onde G : Ω ×Rk R é r-homogênea na segunda variável e contínua. Resultados

re-centes mostram que assumindo algumas hipóteses, este funcional atinge um mínimoC no

conjunto EF :=

n

UW01,p(Ω,Rk) :

R

F(U)dx= 1

o

, onde F : Rk R é s-homogênea,

contínua e positiva. Este resultado é tratado em dois casos, quando s < pe s=p.

Assumindo que é um minimizante para o funcional

Φ(U) :=

Z

Ω|∇U|

pdxZ

(x, U)dx

no conjunto EFα :=

n

UW01,p(Ω,Rk) :

R

(U)dx= 1

o

, onde : Ω × Rk → R é

-homogênea na segunda variável e contínua, : Rk → R é -homogênea, contínua

(15)

5

Teorema. (Caso subcríticos < p). Seja

:= inf UEFα

Φ(U),

onde 1≤ < p∗ e 1< p < n. Assuma queF em Cloc0 (Rk,R) e G em

C0

loc(Ω×Rk,R), ondeF é s-homogênea coms < p∗ eGr-homogênea na segunda variável.

Se Φ é um funcional coercivo e EFα é um minimizante para Φ, então ⇀ U0

em W01,p(Ω,Rk) e C é atingido em EF porU0.

E o próximo caso quandos =p.

Teorema. (Caso críticos=p). Seja

:= inf

UEΦ(U),

onde 1 ≤p∗ e 1 < p < n. Assuma que F em Cloc0 (Rk,R), G em

Cloc0 (Ω×Rk,R), onde F ép∗-homogênea e G p-homogênea na segunda variável. Se ΦG é

um funcional coercivo,EFα é um minimizante de Φ e limα→∞ ≤ A0(p, F, n) −1,

então ⇀ U0 em W01,p(Ω,Rk). Além disso, temos que

(i) U0 = 0 e 90 em Lp

(Ω,Rk), ou

(ii) U0 6= 0 e U0 em Lp

(Ω,Rk), neste caso C é atingido em EF por U0.

Uma condição na qual a convergência-Lp

se comporta no sentido forte, é simplesmente acrescentar na hipótese, o fato de lim

α→∞ <A0(p, F, n)

−1. Neste caso,U

0 6= 0 e U0

em Lp

(Ω,Rk).

Esta condição junto com o teorema acima, mostra que se 0 em W01,p(Ω,Rk),

então → A0(p, F, n)−1. Usando essa observação mostramos o seguinte teorema.

Teorema. Se 0 em W01,p(Ω,Rk), então () tem um único ponto de concentração

x0 ∈Ω.

E finalmente no capítulo 4, vamos mostrar a seguinte estimativa do tipo De Giorgi-Nash-Moser para minimizadores com p= 2,

Teorema. Seja Ω ⊂Rnum domínio limitado e suave, n 3. Considere funçõesFα eGα

(16)

6 Introdução geral

e . Se → A0(2, F, n)−1, então dadas constantes q > 2∗ e ℓ, K > 0, existe uma

constante positiva c0, dependendo somente den,q,,K e Ω, tal que para qualquerδ >0,

qualquer ponto x0 ∈Ω e qualquer minimizador EFα para satisfazendo

||Uα||Lq(B(x

0,2δ)∩Ω,Rk)≤K,

temos

sup

B(x0)∩Ω

|Uα| ≤c0δn/ℓ

Z

B(x0,2δ)∩Ω

|Uα| dx

!1/ℓ

para α grande.

Se 0 em W01,p(Ω,Rk), vamos usar a estimativa dada pelo teorema acima e o fato

de ter um único ponto de concentração, para mostrar o seguinte teorema.

Teorema. (Estimativa Uniforme). Seja Ω ⊂ Rn um domínio limitado e suave, n 3.

Considere funções e convergentes ao caso crítico com ≥ 2. Seja o nível

de energia mínima associado a e e EFα um minimizante. Se 0 em

W01,p(Ω,Rk) e limα→∞ ≤ A0(2, Fα, n)−1, então → A0(2, F, n)−1 e

→0 em Lloc(Ω\ {x0},Rk),

onde x0 ∈Ω é o único ponto de concentração de ().

Sex0 ∈Ω, uma ilustração do comportamento de cada , pode ser visualizado na figura

(17)

7

CAPÍTULO 1

Preliminares

1.1

O espaço de Sobolev vetorial

Sejam Ω⊂Rn um aberto limitado , 1p <+ek 1 um número inteiro. Denotemos

porW1,p(Ω,Rk) o espaço de Sobolev vetorial

W1,p(Ω,Rk) := W1,p(Ω)×. . .×W1,p(Ω)

| {z }

k vezes

munido da norma

||U||W1,p(Ω,Rk)=

Z

Ω|∇U|

p dx+Z

Ω|U|

p dx

1

p

,

onde

U = (u1, . . . , uk),

Z

Ω|∇U|

p dx=Xk i=1

Z

Ω|∇ui|

p dx ,

Z

Ω|U|

p dx=Xk i=1

Z

Ω|ui|

p dx .

Com as mesmas hipóteses de Ω ⊂ Rn um aberto limitado , 1 p < + e k 1 um

número inteiro. Denotemos por W01,p(Ω,Rk) o espaço vetorial

W01,p(Ω,Rk) := W01,p(Ω)×. . .×W01,p(Ω)

| {z }

k vezes

munido da norma

||U||W1,p

0 (Ω,Rk)=

Z

Ω|∇U|

p dx

1

p

(18)

8 Preliminares

Agora se 1≤p < +∞e k ≥1 um número inteiro. Denotemos porD1,p(Rn,Rk) o espaço

vetorial

D1,p(Rn,Rk) :=D1,p(Rn)×. . .×D1,p(Rn)

| {z }

k vezes

munido da norma

||U||D1,p(Rn,Rk)=

Z

Rn|∇U|

p dx

1

p

.

Também definimos Lp(Ω,Rk) o espaço vetorial

Lp(Ω,Rk) := Lp(Ω)×. . .×Lp(Ω)

| {z }

k vezes

munido da norma

||U||Lp(Ω,Rk) =

Z

Ω|U|

p dx

1

p

.

1.2

A constante

L

p

-Sobolev Euclideana vetorial

ótima

Definição 1.1. Definimos F :Rk R uma função contínua, positiva e p-homogênea, se

F(λt) = λpF(t) para todo λ >0 e t Rk tal que t6= 0.

Lema 1.1. Seja F : Rk R uma função contínua, positiva e p-homogênea, então a

desiguadade

F(t)≤MF k

X

i=1

|ti|p

!pp

é verdadeira para todo t∈Rk, onde MF = max

Skp−1

F e

Sk−1

p ={t ∈Rk:

Pk

i=1|ti|p = 1}.

Demonstração. Dado t = (t1, ..., tk) ∈ Rk, defina em Rk a norma ktkk = Pki=1|ti|p

1

p,

pela continuidade deF temos que é atingido MF = max

Skp−1

F, logo

F t

ktkk

!

MF

F(t)

ktkpk∗ ≤MFF(t)≤ ktk

p

k MF

Para 1≤p < n, n ≥2, a desigualdade de Lp-Sobolev Euclideana ótima afirma que, para

(19)

1.2 A constante Lp-Sobolev Euclideana vetorial ótima 9

Z

Rn|u|

p

dx

p p

A0(p, n)

Z

Rn|∇u|

p dx, (1.1)

O número realA0(p, n)é chamado de melhor constante deLp-Sobolev Euclideana e é igual

a

A0(p, n) = sup

uD1,p(Rn), ||u||p∗=1

Z

Rn|∇u|

p dx .

Proposição 1.1. Seja F : Rk R uma função contínua, positiva e p-homogênea com

1≤p < n, então existe uma constante A >0 tal que

Z

RnF(U)dx

p p

A

Z

Rn|∇U|

p dx (1.2)

para todoUD1,pRn,Rk.

Demonstração. Pelo lema (1.1) e pela p-homogeneidade de F, tem-se

F(t)≤MF k

X

i=1

|ti|p

!pp

para todot∈Rk. Pela desigualdade de Minkowski (teorema A.11) emLp

p (Rn) vale

   Z Rn k X i=1

|ui|p

!pp dx    p p∗ ≤ k X i=1 Z

Rn|ui|

p

dx

p p

.

Assim, usando as desigualdades de Minkowski e a desigualdade deLp-Sobolev Euclideana

ótima (1.1), encontramos para qualquerUD1,p(Rn,Rk),

Z

RnF(U)dx

p p

MFp/p

   Z Rn k X i=1

|ui|p

!pp dx    p p

MFp/pk

X

i=1

Z

Rn|ui|

p

dx

p p

(1.3)

MFp/pA0(p, n)

Z

Rn

k

X

i=1

|∇ui|p dx=Mp/p

F A0(p, n)

Z

Rn|∇U|

p dx .

Daí, segue imediatamente que

(20)

10 Preliminares

A melhor constanteAassociada à (1.2) é definida como a constanteLp-Sobolev Euclideana

vetorial ótima

A0(p, F, n) = inf{A∈R: (1.2) é válida}.

A desigualdade de Lp-Sobolev Euclideana vetorial ótima afirma que

Z

RnF(U)dx

p p

≤ A0(p, F, n)

Z

Rn|∇U|

p dx (1.4)

para todo UD1,p(Rn,Rk).

Proposição 1.2. Para cada 1≤p < n, temos

A0(p, F, n) = Mp/p

F A0(p, n),

onde MF = max

Skp−1

F e Sk−1

p ={t ∈Rk :

Pk

i=1|ti|p = 1}. Além disso, U0 ∈D1,p(Rn,Rk) é

uma aplicação extremal de (1.4) se, e somente se, U0 =t0u0 para algumt0 ∈Skp−1 tal que

MF =F(t0) e alguma função extremal u0 ∈D1,p(Rn) de (1.1).

Demonstração. Pela proposição 1.1, segue que

A0(p, F, n)≤A=Mp/p

F A0(p, n) .

Por outro lado, escolhendo U0 =t0u0 com t0 ∈Skp−1 tal que MF =F(t0) e u0 ∈D1,p(Rn)

uma função extremal de (1.1), temos

Z

RnF(U0)dx

p p

= Z

RnF(t0u0)dx

p p

=Z

Rn|u0|

p

F(t0)dx

p p

= MFp/p

Z

Rn|u0|

p

dx

p p

=MFp/pA0(p, n)

Z

Rn|∇u0|

pdx

= MFp/pA0(p, n)

k

X

i=1

|tio|p

Z

Rn|∇u0|

pdx

= MFp/pA0(p, n)

k

X

i=1

Z

Rn|t

i

o|p|∇u0|pdx

= MFp/pA0(p, n)

k

X

i=1

Z

Rn|∇t

i

ou0|pdx

= MFp/pA0(p, n)

Z

Rn|∇(t0u0)|

pdx

= MFp/pA0(p, n)

Z

Rn|∇U0|

p dx .

(21)

1.3 A constante Lp-Sobolev Euclideana vetorial ótima 11

A0(p, F, n) =Mp/p

F A0(p, n)

e que aplicações da formaU0 = t0u0, como construídas acima, são aplicações extremais.

Portanto, resta mostrarmos que toda aplicação extremal de (1.4) tem essa forma. De fato, seja UD1,p(Rn,Rk) uma aplicação extremal de (1.4). Nesse caso, kUk

D1,p(Rn,Rk) = 1 e

U satisfaz (1.3) com igualdades no lugar das três desigualdades.

Z

RnF(U)dx

p p

=MFp/p

   Z Rn k X i=1

|ui|p

!pp dx    p p

=MFp/p

k

X

i=1

Z

Rn|ui|

p

dx

p p

=MFp/pA0(p, n)

Z

Rn

k

X

i=1

|∇ui|p dx=Mp/p

F A0(p, n)

Z

Rn|∇U|

p dx .

Agora, observe que a segunda igualdade corresponde à desigualdade de Minkowski. Isso implica pelo teorema A.11 que existemt∈Rk euD1,p(Rn) tal queU =tu.

Da terceira igualdade segue que

MFp/p

k

X

i=1

Z

Rn|tiu|

p

dx

p p

=MFp/pA0(p, n)

Z

Rn

k

X

i=1

|∇tiu|pdx

k

X

i=1

|ti|p

Z

Rn|u|

p

dx

p p

= A0(p, n)

Z

Rn

k

X

i=1

|ti|p|∇u|pdx

= Xk

i=1

|ti|pA0(p, n)

Z

Rn|∇u|

pdx

cancelando Pk

i=1|ti|p, temos que u é uma função extremal de (1.1) com kukD1,p(Rn) = 1.

Além disso

kUkD1,p(Rn,Rk) = 1 ⇒

k

X

i=1

|ti|pkukD1,p(Rn)= 1

k

X

i=1

|ti|p = 1 ⇒ tSpk−1

finalmente das duas primeiras igualdades, segue que

F(t)p/p

Z

Rn|u|

p

dx

p p

= Z

RnF(tu)dx

p p

=MFp/p

k

X

i=1

Z

Rn|tiu|

p

dx

p p

= MFp/p

k

X

i=1

|ti|p

∗Z

Rn|u|

p

dx

p p

=MFp/p

k

X

i=1

|ti|p

Z

Rn|u|

p

dx

p p

(22)

12 Preliminares

1.3

Lema de Brézis-Lieb generalizado

O próximo teorema é uma versão do lema de Brézis-Lieb (teorema C.1) para o espaço vetorial Lp(Ω,Rk).

Teorema 1.1. Sejam Ω⊂ Rn um aberto limitado, e F :Rk R uma função contínua,

positiva e p-homogênea, onde p > 0. Se () é uma sequência limitada em Lp(Ω,Rk) e

U q.t.p em Ω, onde ULp(Ω,Rk), então:

lim

α→∞

Z

Ω(F()−F(U))dx=

Z

F(U)dx

Uma demonstração simples deste teorema pode ser vista no Apêndice.

1.4

Princípio de concentração e compacidade

generalizado.

O próximo resultado é uma versão do princípio de concentração e compacidade no sentido vetorial.

Teorema 1.2. Sejamum aberto limitado de Rn (n 3), µ e ν duas medidas não

negativas, F : Rk R uma função contínua, positiva e p-homogênea com 1 p < n e

()⊂W01,p(Ω,Rk) uma sequência tal que

⇀ U em W01,p(Ω,Rk)

|∇Uα|pdx ⇀ µ em M(Ω)

F()dx ⇀ ν em M(Ω)

Então existem, um conjunto enumerável τ, uma família de pontos {xj}jτ ⊂ Ω e uma

família de números positivosj}jτ ej}jτ tal que

µ≥ |∇U|pdx+X

jτ

µjδxj,

ν =F(U)dx+X

jτ

νjδxj,

A0(p, F, n)µjν

p p

j ,jτ.

Onde A0(p, F, n) é a Constante em (1.4), e δxj é a medida de Dirac definida por

δxj(E) =

(

1, se xjE

0, se xj/ E

para todo E ⊂Ω mensurável. Também chamamos a medida δxj de medida atômica e xj

de átomos.

(23)

13

CAPÍTULO 2

Teoria de minimização

Neste Capítulo, vamos definir o funcional energia ΦG. Recentemente, Leandro Leme

em sua dissertação de mestrado [20], mostrou a existência de minimizadores para este funcional específico, sujeito a algumas hipóteses, dividindo a demonstração em dois teo-remas, abordando o caso sub-crítico e o caso crítico. Enunciamos estes resultados em nosso apêndice (veja os teoremas D.1 e D.2). Vamos aproveitar este desenvolvimento para estudar a compacidade destes minimizadores. Também dividiremos a demonstração em dois teoremas, abordando o caso sub-crítico e o caso crítico. Começaremos com algu-mas definições importantes.

2.1

Definições

Denotaremos por Ek o espaço vetorial W01,p(Ω,Rk), e por ΦG :Ek→R o funcional

ΦG(U) :=

Z

Ω|∇U|

pdxZ

G(x, U)dx,

onde G: Ω×Rk R é r-homogênea na segunda variável e contínua. Também definimos

o subconjunto fechado EF de Ek como

EF :=

UEk:

Z

F(U)dx= 1

,

onde F :Rk R é s-homogênea, contínua e positiva.

Definição 2.1. O funcional Φ é dito coercivo se existe uma constante positiva c tal que

Φ(U)≥ckUkpEk

para todoUEk.

Proposição 2.1. Se 1≤r < p, rs pe 1< p < n, então Φ

(24)

14 Teoria de minimização

Demonstração. Seja o compacto Ω×Sk−1

r , ekUk=

Pk i=1|ui|r

1

r

, então

|G(x, U

kUk)| ≤MG

logo

|G(x, U)| ≤MG k

X

i=1

|ui|r

Usando o teorema de Rellich-Kondrachov, temos que

G(U)| ≤ kUkpEk+

Z

Ω|G(x, U)|dx

≤ kUkpEk+MG

Z

k

X

i=1

|ui|rdx

= kUkpEk+MGkUkrLr(Ω,Rk) <∞.

Lema 2.1. Se 1≤ r < p, r s pe 1 < p < n, então Φ

G é limitado inferiormente

em EF.

Demonstração. Com efeito, (teoremas A.4 e A.5) UEF implica que ULs(Ω,Rk),

além disso, cada|ui|rL

s

r(Ω) e 1∈Lq(Ω) onde 1

q+ r

s = 1, pela limitação de Ω e usando

a desigualdade de Holder, temos que Z

k

X

i=1

|ui|rdxk

X

i=1

Z

Ω|ui|

sdx r s Z Ωdx 1 q

| {z } e

C

.

Agora, procedendo como no lema 1.1, temos que

mF k

X

i=1

|ui|sF(U).

Logo

mr/sF

Z

k

X

i=1

|ui|sdx

!r s

Z

F(U)dx

r s

.

Finalmente usando a desigualdade (1.4), temos que

ΦG(U)≥ −MG

Z

k

X

i=1

|ui|rdx≥ −CMe G k

X

i=1

Z

Ω|ui|

sdx

r s

≥ −CMe Gk

Z

k

X

i=1

|ui|sdx

!r s

≥ −CMe GkmFr/s

Z

F(U)dx

r s

| {z }

=1

(25)

2.1 Definições 15

Proposição 2.2. Seja

C := inf

UEF

ΦG(U).

Se C é atingido em EF por U0, então para toda ϕC1(Rn), U0 satisfaz

p

Z

ϕ|∇U0|

pdx+pXk i=1

Z

Ω|∇u

i

0|p−2∇ui0(ui0∇ϕ)dxr

Z

ϕG(x, U0)dx

=C0

Z

ϕF(U0)dx

onde C0 = (pRΩ|∇U0|pdxrRΩG(x, U0)dx).

Demonstração. Para toda ϕC1(Rn), defina

W(t) = U0+tϕU0

(RF(U0+tϕU0)dx)

1

s

.

Claramente para |t| pequeno, W(t)∈EF e

W′(0) = ϕU0−U0

Z

ϕF(U0)dx.

Por comodidade vamos definir os funcionais Φ1

G =

R

Ω|∇W(t)|pdxe Φ2G =

R

G(x, W(t))dx.

Como d dU

R

Ω|∇u|pdx.h=p

R

Ω|∇u|p−2∇u∇hdx com hC0∞(Ω) temos que

d

dWΦ

1

G(W(0)).W′(0) = p k X i=1 Z Ω|∇u i

0|p−2∇ui0∇(ϕui0)dx

−p k X i=1 Z Ω|∇u i

0|p−2∇ui0∇(ui0

Z

ϕF(U0)dx)dx

= p k X i=1 Z Ωϕ|∇u i

0|pdx+p

k X i=1 Z Ω|∇u i

0|p−2∇ui0(ui0∇ϕ)dx

−p

Z

ϕF(U0)dx

k X i=1 Z Ω|∇u i

0|pdx

= p

Z

ϕ|∇U0|

pdxpZ

ϕF(U0)dx

Z

Ω|∇U0|

pdx +p k X i=1 Z Ω|∇u i

0|p−2∇ui0(ui0∇ϕ)dx.

Além disso, calculando

d

dWΦ

2

G(W(t)).W′(t) =

d dt

Z

(1 +)rG(x, U

0)

(RF(U0+tϕU0)dx)

r sdx

no ponto t= 0, temos que

d

dWΦ

2

G(W(0)).W′(0) =r

Z

ϕG(x, U0)dxr

Z

ϕF(U0)dx

Z

(26)

16 Teoria de minimização

ou seja

d

dtΦG(W(t))|t=0 = p

Z

ϕ|∇U0|

pdx+pXk i=1

Z

Ω|∇u

i

0|p−2∇ui0(ui0∇ϕ)dx

−r

Z

ϕG(x, U0)dx

Z

ϕF(U0)dx

p

Z

Ω|∇U0|

pdxrZ

G(x, U0)dx

| {z }

C0

.

Como W(0) =U0 é um ponto crítico do funcional ΦG, temos que se a derivada existe ela

é nula nesse ponto ou seja d

dtΦG(W(t))|t=0 = 0.

2.2

Compacidade dos minimizadores

Vamos estender um pouco a definição de ΦG.

Seja Φ :Ek→R o funcional

Φ(U) :=

Z

Ω|∇U|

pdxZ

(x, U)dx,

ondeGα: Ω×Rk →Rérα-homogênea na segunda variável e contínua. Também definimos

o subconjunto fechado EFα de Ek como

EFα :=

UEk :

Z

(U)dx= 1

,

onde :Rk →R é sα-homogênea, contínua e positiva.

2.2.1

Caso subcrítico

Para facilitar a leitura dos resultados, sempre que F em Cloc0 (Rk,R) e G em

C0

loc(Ω×Rk,R), onde F é s-homogênea e G r-homogênea na segunda variável, considere

que s e r.

Teorema 2.1. Seja

:= inf

UEΦ(U),

onde 1≤ < pe 1< p < n. Assuma que F em Cloc0 (Rk,R) e G em

C0

loc(Ω×Rk,R), onde F é s-homogênea coms < pe Gr-homogênea na segunda variável.

Se Φ é um funcional coercivo e EFα é um minimizante para ΦGα, então ⇀ U0

(27)

2.2 Compacidade dos minimizadores 17

Antes de demonstrar este teorema vamos apresentar alguns lemas para facilitar a demon-stração.

Seja () uma sequência, tal que para cada α >0, EFα seja o minimizante de ΦGα.

De maneira análoga a demonstração do lema D.2, temos que as sequências(mFα)e (MGα)

são convergentes.

Lema 2.2. Φ() = C.

Demonstração. Fixe uma aplicação UEk não identicamente nula. Para cada α > 0,

temos

≤Ψα(U) ,

onde

Ψα(U) =

R

Ω|∇U|p dx

(R(U)dx)p/sα

R

(x, U)dx

(R(U)dx)rα/sα

.

Usando as hipóteses de convergências da e da em Cloc0 , é fácil ver pelo teorema da

convergência dominada de Lebesgue que

Ψα(U)→Ψ0(U) =

R

Ω|∇U|p dx

(RF(U)dx)p/s

R

G(x, U)dx

(RF(U)dx)r/s .

quando α→ ∞. Portanto,

lim sup

α→∞ αlim→∞Ψα(U) = Ψ0(U) .

Tomando o ínfimo em U no lado direito acima, segue que

lim sup

α→0 C .

Por outro lado, seja

λ0 =

Z

F(U)dx

1/s

e λα =

Z

(U)dx

1/sα

Observe que R

(x, U)dx

λrα

α

=Z

(x,

U λα

)dx≤ |Ω|sαrαrαkMG αm

rα/sα

K1

e R

G(x, U)dx

λr

0

(28)

18 Teoria de minimização

Além disso, pela desigualdade de holder e pelo lema 2.5, dado η >0, temos

λp α

λp0 =

Z

(

U

(RF(U)dx)1/s)dx

!p/sα

Z

(

U

(RF(U)dx)1/s)

s/sα dx

!p/s

|Ω|p(s)/ssα

Z

Ω(1 +η)F(

U

(RF(U)dx)1/s)dx

!p/s

|Ω|p(s)/ssα (1 +η)p/s|| p(s)

ssα

Como η é dado, segue que

λp α

λp0

≤ |Ω|p(sssα)

Usando a hipótese de coercividade obtemos

0≤Ψ0(U) =

R

Ω|∇U|p dx

λp0

R

G(x, U)dx

λr

0

= λpα

λp0

R

Ω|∇U|p dx

λpα

R

(x, U)dx

λrα

α

! + λpα

λp0

R

(x, U)dx

λrα

α

R

G(x, U)dx

λr

0

= λpα

λp0Ψα(U) + λp

α

λp0

R

(x, U)dx

λrα

α

R

(x, U)dx

λrα

α

+ R

(x, U)dx

λrα

α

R

G(x, U)dx

λr

0

≤ |Ω|p(sssαα(U) +K1| |Ω| p(s)

ssα −1|+

R

(x, U)dx

λrα

α

R

G(x, U)dx

λr 0 .

Pela 0-homogeneidade do último termo, temos que

C ≤ |Ω|p(sssαα(U) +K1| |Ω| p(s)

ssα −1|+ sup UEk, kUk∞=1

( R

(x, U)dx

λrα

α

R

G(x, U)dx

λr 0 ) . Como inf

UEk/{0}

Ψα(U) =, temos

C ≤ |Ω|p(sssα)Cα+K1| |Ω| p(s)

ssα −1|+ sup UEk, kUk∞=1

( R

(x, U)dx

λrα

α

R

G(x, U)dx

λr 0 ) .

Finalmente, tomando lim inf

α→∞ de ambos os lados, temos que

lim inf

α→∞ C .

Lema 2.3. () é limitada em EK. Consequentemente ⇀ U0 a menos de

(29)

2.2 Compacidade dos minimizadores 19

Demonstração. A desigualdade

Z

(x, Uα)dx

MGα|Ω|

kmrα/sα

Z

()dx

| {z }

=1

C2

mostra que a sequência (R(x, Uα)dx) é limitada, além disso a sequência (Φ()) é

limitada pois é convergente, logo (R|∇Uα|pdx) é limitado, ou seja () é limitada em

EK. ComoEk é reflexivo temos que ⇀ U0 a menos de subsequência.

Lema 2.4.

Z

(x, Uα)dx

Z

G(x, U0)dx.

Demonstração. Pelo teorema de Rellich-Kondrachov, U0 em Ls(Ω,Rk),

conse-quentemente ui

αui0 em Ls(Ω), além disso o teorema A.6 diz que a menos de

sub-sequência (i) ui

αui0 q.t.p em Ω, ou seja uiαui0 em Ω a menos de um conjunto de medida

nula Ω0.

(ii) |ui

α| ≤hi(x) q.t.p em Ω e hiLs(Ω).

Fixado x∈Ω\Ω0, consideremos o compacto K ={Uα(x), U0(x)} ⊂ Rk para todo α >0,

por hipótese, dadoδ >0, |Gα(x, Uα)−G(x, Uα)| ≤δ para todoα > α0, logo

lim

α→∞(x, Uα) = limα→∞((x, Uα)−G(x, Uα)) + limα→∞G(x, Uα) =G(x, U0),

ou seja, (x, Uα) → G(x, U0) q.t.p em Ω. Além disso, pela desigualdade de Young,

temos que|Gα(x, Uα)| é dominada por

|Gα(x, Uα)| ≤ MGα

k

X

i=1

|uiα|

MGα

k

X

i=1

sr

α

s +

s |u

i α|s

Mf

k

X

i=1

1 +|uiα|s

Mf k+

k

X

i=1

|uiα|s

!

Mf k+

k

X

i=1

hs i

!

L1(Ω).

Pelo teorema da convergência dominada de Lebesgue, temos que

lim

α→∞

Z

(x, Uα)dx=

Z

(30)

20 Teoria de minimização

Demonstração do Teorema 2.1:

Afirmação:

ΦG(U0)≤lim inf

α→∞ Φ().

Para mostrar essa afirmação, observamos primeiro que o funcional f(U) = RΩ|∇U|pdx

é convexo e contínuo, e os teoremas A.7 e A.8 garantem que também é fracamente se-quencialmente semicontínua inferiormente em EF ou seja ∀ ()⊂Ek tal que Uα⇀ U0,

tem-se R|∇U0|pdx≤lim inf

R

Ω|∇Uα|pdx, então

lim inf

α→∞ Φ() = lim infα→∞

Z

Ω(|∇Uα|

pG

α(x, Uα))dx

≥ lim inf

α→∞

Z

Ω|∇Uα|

pdx lim α→∞

Z

(x, Uα)dx

Z

Ω|∇U0|

pdxZ

G(x, U0)dx= ΦG(U0).

Para concluírmos a demonstração basta ver que U0 ∈ EF. De fato, pelo teorema de

Rellich-Kondrachov, U0 em Ls(Ω,Rk), consequentemente uiαui0 em Ls(Ω), além

disso, o teorema A.6 diz que a menos de subsequência (i) ui

αui0 q.t.p em Ω, ou seja uiαui0 ema menos de um conjunto de medida

nula Ω0.

(ii) |ui

α| ≤hi(x) q.t.p eme hiLs(Ω).

Fixado x ∈ Ω\Ω0, consideremos o compacto K = {Uα(x), U0(x)} ⊂Rk para todo α >0,

por hipótese, dado δ >0, |Fα()−F()| ≤δ para todo α > α0, logo

lim

α→∞() = limα→∞(()−F()) + limα→∞F() = F(U0),

ou seja, ()→F(U0) q.t.p emΩ. Além disso, pela desigualdade de Young, temos que

() é dominada por

() ≤ MFα

k

X

i=1

|uiα|

MFα

k

X

i=1

ss

α

s +

s |u

i α|s

M k+

k

X

i=1

hsi

!

L1(Ω).

Pelo teorema da convergência dominada de Lebesgue, temos que

1 = lim

α→∞

Z

()dx=

Z

F(U0)dx

(31)

2.2 Compacidade dos minimizadores 21

2.2.2

Caso crítico

Lema 2.5. Considere F, Fα : Rk → R, p-homogêneas, contínuas e positivas, tal que

F em Cloc0 (Rk,R). Então, dado η >0, temos que

(t)≤(1 +η)F(t).

Demonstração. Seja o compacto Spk∗−1, para t ∈ Rk denotemos ktkk = Pki=1|ti|p ∗1/p

, logo pela hipótese de convergência, dadoδ >0 existe α0 tal que para todo α > α0

t ktkk

!

F t

ktkk

!δ.

comoF kttkkMF, temos que

|Fα(t)−F(t)| ≤δktkk

δ MF

F(t).

Tomandoη= Mδ

F temos que

(t)≤(1 +η)F(t).

Teorema 2.2. Seja

:= inf

UEΦ(U),

onde 1 ≤pe 1 < p < n. Assuma que F em Cloc0 (Rk,R), G em

C0

loc(Ω×Rk,R), onde F é p-homogênea e G p-homogênea na segunda variável.

Se ΦG é um funcional coercivo, EFα é um minimizante de Φ e limα→∞

A0(p, F, n)−1, então ⇀ U0 em Ek. Além disso, temos que

(i) U0 = 0 e 90 em Lp

(Ω,Rk), ou

(ii) U0 6= 0 e U0 em Lp

(Ω,Rk), neste caso C é atingido em EF por U0.

Demonstração. Seja () uma sequência, tal que para cada α > 0, EFα seja o

minimizante de Φ. Os lemas 2.2 e 2.3, mostram queC e () é limitada em Ek,

logo ⇀ U0 emEk. SeU0 = 0 e →0 emLp

(Rk,R), entãoui

α →0 emLP

(Ω), além disso o teorema A.6 diz que a menos de subsequência

(i)ui

α →0 q.t.p em Ω, ou sejauiα →0 em Ω a menos de um conjunto de medida nula

Ω0.

(ii) |ui

α| ≤hi(x) q.t.p em Ω e hiLP

(32)

22 Teoria de minimização

Fixado x ∈Ω\Ω0, consideremos o compacto K ={Uα(x),0} ⊂ Rk para todo α > 0, por

hipótese, dado δ >0,|Fα()−F()| ≤δ para todo α > α0, logo

lim

α→∞() = limα→∞(()−F()) + limα→∞F() = F(0) = 0,

ou seja, () → 0 q.t.p em Ω. Além disso, pela desigualdade de Young, temos que

() é dominada por

() ≤ MFα

k

X

i=1

|uiα|

MFα

k

X

i=1

ps

α

p∗ +

p∗|u

i α|p

∗ !

M k+

k

X

i=1

hpi

!

L1(Ω).

Pelo teorema da convergência dominada de Lebesgue, temos que

1 = lim

α→∞

Z

()dx=

Z

F(0)dx= 0.

Absurdo. Agora se U0 6= 0 o lema D.5 mostra que a menos de subsequência, as medidas

|∇Uα|pdx e F()dx convergem fracamente no sentido de medida em M(Ω). Então a

menos de subsequência temos

⇀ U0 em Ek,

|∇Uα|pdx ⇀ µ em M(Ω),

F()dx ⇀ ν em M(Ω).

Seja a família de pontos {xj}jτ ⊂Ω do teorema 1.2. Fixe kτ e defina ϕδC0∞(Ω),

satisfazendo

ϕδ(x) =

    

1, se xB(xk, δ)

0, se xB(xk,2δ)c

0≤ϕδ ≤1 caso contrário

com |∇ϕδ| ≤ cδ1, ondec1 não depende deδ. Para cadaα >0, a proposição 2.2 diz que

: = C0α

Z

ϕδFα()dxp

Z

ϕδ|∇Uα|

pdxpXk i=1

Z

Ω|∇u

i

α|p−2∇u(uiα∇ϕδ)dx

+

Z

ϕδGα(x, Uα)dx= 0

onde

0 =p

R

Ω|∇Uα|pdx−rαRΩ(x, Uα)dx. ComoC = lim α→∞

Z

Ω|∇Uα|

pdxZ

(x, Uα)dx

temos

lim

α→∞

Z

Ω|∇Uα|

pdx =C+ lim α→∞

Z

(33)

2.2 Compacidade dos minimizadores 23

logo, pelo lema 2.4

lim

α→∞C

α

0 = pαlim→∞

Z

Ω|∇Uα|

pdx lim α→∞

Z

rαGα(x, Uα)dx

= Cp+ (pp)Z

G(x, U0)dx=Cp

Além disso procedendo como no lema 2.4, temos que

lim

α→∞

Z

ϕδGα(x, Uα)dx=

Z

ϕδG(x, U0)dx,

logo

lim

α→∞ = Cpαlim→∞

Z

ϕδFα()dxp

Z

ϕδdµ

+p

Z

ϕδG(x, U0)dxlim→∞

k X i=1 Z Ω|∇u i

α|p−2∇u(uiα∇ϕδ)dx= 0.

Mas lim α→∞ k X i=1 Z Ω|∇u i

α|p−2∇u(uiα∇ϕδ)dx →0

quando δ → 0. De fato, aplicando a desigualdade de Holder, o teorema 1.2 e fazendo δ→0.

lim α→∞ k X i=1 Z Ω|∇u i

α|p−2∇u(uiα∇ϕδ)dx ≤ lim α→∞ k X i=1 Z Ω|∇u i

α|p−1|u||∇ϕδ|dx

≤ lim α→∞ k X i=1  Z Ω|∇u i α|pdx

(p−1)/p Z

B(xk,2δ)\B(xk,δ)

|∇ϕδ|ndx

!1/n Z

B(xk,2δ)\B(xk,δ)

|uiα|pdx

!1/p∗

c2

cn

1

δnvol (B(xk,2δ)\B(xk, δ))

1/n lim α→∞ k X i=1 Z

B(xk,2δ)\B(xk,δ)

|uiα|pdx

!1/p

c3αlim→∞

Z

B(xk,2δ)\B(xk,δ)

|Uα|p

dx

!1/p

c4αlim→∞

Z

B(xk,2δ)\B(xk,δ)

F()dx

!1/p

c4

  Z

B(xk,2δ)\B(xk,δ)

F(U0)dx+

X

jτ

νjδxj(B(xk,2δ)\B(xk, δ))

 

1/p

→0

quando δ→0. Além disso lim

α→∞

Z

ϕδFα()dx

Z

ϕδdν. Com efeito pela desigualdade

de Holder, pelo lema 2.5 e pelap∗-homogeneidade de ()

p

temos dois casos:

Caso 1: < p∗.

Z

()ϕδ dx=

Z

()ϕ

sα/p

δ ϕ

1−sα/p

δ dx

Z

()

p/s

αϕ

δ dx

sα/p∗Z

ϕδdx

(34)

24 Teoria de minimização

(1 +η)

Z

F()ϕδ dx

sα/p∗Z

ϕδ dx

1−sα/p

Z

ϕδ

quando α→ ∞, uma vez que η é arbitrário.

Caso 2: =p∗.

Z

()ϕδ dx≤(1 +η)

Z

F()ϕδ dx

Z

ϕδ dν.

quando α→ ∞, uma vez que η é arbitrário.

Logo lim

δ→0αlim→∞ mostra que

µkC.νk.

Pelo teorema 1.2, e pela coercividade de ΦG, temos

µk

νkp/p∗ A0(p, F, n)

µ

p/p

k

A0(p, F, n).Cp/p

,

ou seja,

µp/nk ≥ 1

A0(p, F, n).Cp/p

.

Portanto

µk

1

A0(p, F, n)n/p.Cn/p

.

Como a medidaµé limitada, o conjuntoτ é finito. Afirmamos queτ =∅, caso contrário,

se kτ, então

C = lim

α→∞

Z

Ω|∇Uα|

pdx lim α→∞

Z

(x, Uα)dx

Z

Ω|∇U0|

pdx+X kτ

µk

Z

G(x, U0)dx

> µk

1

A0(p, F, n)n/p.Cn/p

.

Portanto

C > 1

A0(p, F, n)

.

Mas por hipótese, temos que C≤ A0(p, F, n)−1. Logo µk= 0 ∀k∈τ. Então

C

Z

Ω|∇U0|

pdxZ

G(x, U0)dx= ΦG(U0)

Para finalizarmos a demonstração, basta verificarmos que U0 ∈ EF. Pelo teorema da

imerssão contínua, segue que () é limitado em LP

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