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Gestão educativa: análise de uma experiência.

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Gestão educativa: análise

de uma experiência

4

Marina Graziela Feldmann*

Maria Luiza Andreozzi**

Resumo

O est udo ref ere- se à implant ação do modelo

estratégico-educativo

de gest ão, propost o e desenvolvido pela Pró- Reit oria de Graduação da PUC- SP, de 2008 a 2012. Discut e conceit os que compreendem os ref erent es administ rat ivos indissociáveis da part icipação acadêmica e da f unção social da PUC- SP. Int erpret a a gest ão como um conjunt o de processos capaz de int erpret ar o dinamismo e a complexidade da PUC- SP, def inindo e execut ando ações que incorporam, em si, ao mesmo t empo, moviment os de avaliação diagnóst ica, de gerência de inf ormações e de dif usão do conheciment o com vist as à f ormação dos envolvidos. Os result ados sugerem uma relação posit iva ent re o modelo

estratégico-educativo

e o alcance das met as propost as no PDI – Plano de Desenvolviment o Inst it ucional.

Palavras-chave

: Gest ão/PUC- SP. M odelo Est rat égico- Educat ivo. Formação.

Educational management: analysis of an experiment

Abstract

The study refers to the deployment of strategic model management-education

proposed and developed by the Dean of graduate studies at PUC-SP, de 2008 a

2012. Discusses concepts that comprise those for academic and administrative

inseparable from participation of the social function of PUC-SP. Interprets as

a set of management processes capable of interpreting the dynamism and

complexity of PUC-SP setting and performing actions that incorporate itself at

the same time, diagnostic evaluation, movements of information management

and dissemination of knowledge with a view to the training of those involved.

The results suggest a positive relationship between the strategic model and

educational-goals proposed in the PDI.

Keywords: Management/PUCSP. Education-Strategic Model. Training.

* Doutora em Educação pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: Currículo da Pontifícia

Universidade Católica de São Paulo – Professora Titular da PUCSP. E-mail: [email protected]. ** Doutora em Educação pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: História, Política e Sociedade

da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – Professora Titular da PUCSP. E-mail: [email protected].

4 A equipe de realização deste projeto contou com a colaboração de Sandra Lucia Ferreira Acosta

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Gestión educativa: análisis de un experimento

Resumen

El estudio se refiere a la implantación del modelo estratégico-educativo de la

gestión propuesto y desarrollado por la Prorrectoría de estudios de graduación

de la PUC-SP (Universidad Católica de San Pablo- Brasil), de 2008 a 2012.

Discute conceptos que abarcan los referentes administrativos inseparables de la

participación académica y de la función social de la PUC-SP. Interpreta la gestión

como un conjunto de procesos capaz de interpretar el dinamismo y la complejidad

de la PUC-SP definiendo y ejecutando acciones que incorporan, en sí, al mismo

tiempo, movimientos con miras a la formación de los implicados. Los resultados

sugieren una relación positiva entre el modelo estratégico-educativo y el alcance

de las metas propuestas en el PDI-Plano de Desarrollo Institucional.

Palabras clave: Administración/PUC-SP. Formación. Modelo estratégico de la

educación

Introdução

A Pró- Reit oria de Graduação (PROGRAD- PUC/SP) é def inida, segundo o Est at ut o e Regiment o da Universidade, PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, (2009a)5, como espaço gest or de polít icas de ensino, pesquisa e ext ensão, implement ação e acompanhament o das polít icas de ensino, pesquisa e ext ensão, aprovadas em colegiados superiores – Conselho de Ensino, Pesquisa e Ext ensão (CEPE), Conselho Universit ário (CONSUN) – e cuja f unção implica as art iculações int ernas e ext ernas à Universidade. A primeira f unção expressa a indissociabilidade ent re ensino, pesquisa e ext ensão, propost a e orient ada pelos Projet os Pedagógicos dos Cursos de Graduação, concret izadores da missão da Universidade. A segunda f unção manif est a essa indissociabilidade nas art iculações int erinst it ucionais. A dimensão ext erna da int egração ent re pesquisa, ensino e ext ensão t ambém se viabiliza nas propost as apresent adas em respost a às necessidades sociais, serviços e pesquisas int erdisciplinares.

O pont o de part ida da PROGRAD- PUC/SP surgiu da implant ação do novo Est at ut o e Regiment o da Universidade, PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO (2009a), expresso nos document os of iciais, que indicou para a PROGRAD- PUC/SP a responsabilidade pela implant ação da Câmara de Graduação def inida como um colegiado de Coordenadores de Cursos assim def inido:

Art . 35. As Câm aras são órgãos de carát er consult ivo e nat ureza t ransversal, cuja f inalidade é assessorar o CEPE nas quest ões de sua compet ência, f oment ando a indissociabilidade

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ent re ensino, pesquisa e ext ensão. (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, 2009b, p. 91).

Assim, a organização da gest ão educat iva da PROGRAD- PUC/SP – 2008- 2012 – est rut urou a criação e implement ação desse colegiado que se compunha de prof essores coordenadores e de represent ant es discent es que deviam at uar conf orme o conjunt o normat ivo de ações do Regiment o Geral da Universidade:

A Câmara de Graduação é presidida pelo Pró- Reit or de Graduação e t em a seguint e composição:

I. Coordenadores de Cursos de Graduação;

II. 01 (um) represent ant e discent e dos Cursos de Bacharelado; III. 01 (um) represent ant e discent e dos Cursos de Licenciat ura; IV. 01 (um) represent ant e discent e dos Cursos Tecnológicos.

Tendo como base a sua f inalidade e para viabilizar o seu f uncionament o, a Pró-Reit oria de Graduação dividiu a Câmara de Graduação em Subcâmaras:

Subcâmara de Avaliação;

Subcâmara de Projet os Pedagógicos de Curso; Subcâmara de Projet os, Programas e Pesquisa; Subcâmara de Est udos e Demandas;

Subcâmara de Planejament o e Gest ão Acadêmicos.

Para a realização dessa dinâmica, f oi preciso, ent ão, def inir objet ivos para cada uma das cinco subcâmaras, def inidas em parceria com os 54 Coordenadores dos Cursos de Graduação.

Subcâmara de Avaliação:

(a)apreciar os relat órios das avaliações inst it ucionais e de cursos; e(b)promover a aut oavaliação dos Cursos de Graduação das Faculdades, encaminhando ao CEPE os relat órios;

Subcâmara de Projetos Pedagógicos de Curso:

(a)dar parecer sobre Projet os Pedagógicos de Cursos e propost as de alt eração a serem submet idos ao CEPE; (b) subsidiar e supervisionar o desenvolviment o dos Projet os Pedagógicos dos Cursos, zelando pela observância dos mesmos; e (c) acompanhar a implement ação de novos Projet os Pedagógicos de Cursos;

Subcâmara de Projetos, Programas e Pesquisa:

(a)propor ao CEPE as normas e orient ações t écnicas para elaboração e t ramit ação de programas e projet os de ensino das Faculdades; e (b)emit ir pareceres de mérit o sobre projet os de ext ensão ligados à Graduação;

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sócio-ocupacionais e das t ransf ormações na esf era do conheciment o, orient ando as f aculdades para a proposição de mudanças curriculares ou de novas modalidades de Graduação;

Subcâmara de Planejamento e Gestão Acadêmica:

promover planejament o e organização acadêmica (calendário, mat rículas, inf raest rut ura, logíst ica, et c.).

Nesse sent ido, os Coordenadores dos Cursos de Graduação possuem a liberdade para decidir em qual subcâmara suas cont ribuições poderiam ser mais signif icat ivas. Assim, cada uma das subcâmaras f oi compost a por um grupo de Coordenadores de Cursos, cuja f unção est aria relacionada à abordagem das t emát icas específ icas de cada Subcâmara. Os cinco grupos se organizaram com a presença de um Coordenador de Subcâmara, eleit o para exercer a f unção de organizador do t rabalho da Subcâmara, por sua vez, vinculada ao t rabalho da própria Câmara de Graduação.

Dessa maneira, a PROGRAD/PUC- SP – 2008- 2012 – t rabalhou, e ainda t rabalha, com um modelo de gest ão que permit e a part icipação de t odos os sujeit os envolvidos no processo de t omadas de decisões, desenvolvendo- se como ação colet iva diant e de proposições, met as e desaf ios.

A const rução da Câmara de Graduação, dadas a sua complexidade e a crescent e ampliação das t aref as educat ivas específ icas da f ormação inicial dos alunos, não podia ser encerrada como responsabilidade exclusiva da gest ão superior. Part imos, ent ão, do ent endiment o que se f az necessário à adoção de prát icas int erat ivas, part icipat ivas e democrát icas, com a marca da dialogicidade, em que t odos são responsáveis pela empreit ada educat iva em reconst rução permanent e.

Nesse cenário, a Coordenação de Cursos passou a ser valorizada, t ornando- se assim o núcleo est rut urant e da Graduação, agora com lugar específ ico def inido no Est at ut o e Regiment o da Universidade, PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO (2009a), uma vez que, embora t ivesse a responsabilidade de implant ar e zelar pelos projet os pedagógicos de cursos, nem sempre obt inha o reconheciment o pela inst it uição.

A PROGRAD- PUC/SP – 2008- 2012 –, de forma simultânea ao trabalho de implantação da Câmara de Graduação, iniciou seu plano com a realização de uma avaliação diagnóst ica das prát icas acadêmicas e o acompanhament o das várias dimensões inst it ucionais já exist ent es reveladas pelos document os of iciais. Essas dimensões f oram assim compreendidas: (1) a est rut ura e a organização dos cursos de graduação; (2) a dinâmica dos f luxos de t rabalho int erno; (3) as polít icas de f ormação docent e; (4) ident if icação dos percursos do aluno egresso e sua inserção no mercado de t rabalho.

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f oram pont os nevrálgicos para a busca de um modelo que consubst anciasse as caract eríst icas para o binômio

estratégico-educativo

de gest ão.

A estrutura do modelo estratégico-educativo

O m odel o

estratégico-educativo

de gest ão f oi propost o com base n o ent endiment o dos aspect os execut ivos da PROGRAD- PUC/SP e dos result ados do est udo diagnóst ico. A criação do modelo

estratégico-educativo

t eve como pano de f undo exigência de t ransf ormação da PUC- SP, em direção a um aperf eiçoament o da gest ão que f osse capaz de subsidiar o planejament o e a execução de ações volt adas, principalment e, para o desenvolviment o e o aprimorament o dos Projet os Pedagógicos dos Cursos de Graduação (PPC) e, ao mesmo t empo, pudesse of erecer condições para aaprendizagem polít ica dos envolvidos.

Nest e sent ido, o enf oque f oi dado à cooperação como f ont e básica

para a f ormação dos sujeit os def inidos como aqueles que:

[...] se educam com o out ro, quando produzem a sua exist ência relacionada com a exist ência do out ro, em um processo permanent e de apropriação, mediação e t ransf ormação do conheciment o mediant e um projet o exist encial e colet ivo de const rução humana (FELDM ANN, 2009, p. 72).

A def inição do modelo f oi baseada t ambém numa concepção de gest ão que f osse capaz de capt urar, por meio de uma visão ampliada, o dinamismo e a complexidade da PUC/SP. Nesse sent ido, o modelo vem sendo implement ado de modo a direcionar, de f orma indissociável, duas dimensões de ações: as est rat égicas e as educat ivas.

Assim, o modelo propost o se const it uiu a part ir dessas duas dimensões, e se consolidou como

estratégico-educativo,

assumindo, port ant o, a quest ão da indissociabilidade como t raço int rínseco desse binômio; um modelo que pode ser caract erizado como abrangent e e diversif icado. E isso se just if ica, porque, algumas vezes, aproximou- se da propost a de regulação e, dessa f orma, t omou como ref erência carát er mais f uncional e inst rument al, indicando a necessidade organizacional da gest ão volt ada para a coordenação e a normat ização. Out ras vezes, o modelo enf at izou a dimensão polít ica que se t raduziu em ações menos normat ivas para ampliar e dar mais consist ência ao debat e sobre o processo decisório no âmbit o da Universidade, valorizando o papel das ideias e do conheciment o.

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De um lado, consideramos est rat égico o t rabalho que part iu de uma propost a cont ext ualizada e com prom et ida pela gest ão educat iva, orient ada por dois pressupost os previament e est abelecidos: (1) a manut enção da qualidade acadêmica; e (2) a ampliação t ant o da part icipação da comunidade int erna como da f unção social da Inst it uição de Ensino Superior (IES). Nesse sent ido, o modelo em paut a reconhecia a gest ão como at ividade que art icularia vários set ores de ação da Universidade e, por conseguint e, vários at ores com dif erent es f unções e, port ant o, com vist as diversas em relação aos propósit os inst it ucionais.

De out ro lado, t omamos como educat ivo

,

a busca da gest ão da PROGRAD- PUC/ SP – 2008- 2012 – orient ada pela art iculação dos at ores em t orno de uma propost a comum de t rabalho, pressupondo que t odos devessem se envolver enquant o sujeit os na elaboração e naexecução de um projet o amplo. Um projet o que devia ser capaz de est imular o prot agonismo dos sujeit os envolvidos e de lhes of erecer reconheciment o pelos result ados obt idos.

Desse modo, a concepção de envolviment o dos sujeit os devia est ar art iculada à compreensão de que os processos de f ormação caminham junt o à produção de uma IES. Isso ocorrendo por meio de ações colet ivas, desde a gest ão, as prát icas curriculares e as condições concret as de t rabalho vivenciadas, que são revist as em f unção da dinâmica universit ária. Para t ant o f oi necessário compreender a PUC- SP como uma comunidade educat iva, compost a de:

[...] vários act ores e agent es locais [...], ligados ent re si por relações de parceria, de programas conjunt os, de prot ocolos de colaboração, cont ribuindo para a const rução de um espaço educat ivo congruent e que result a da aplicação de uma det erminada polít ica educat iva, [...] envolvendo grande diversidade de act ores e moviment os (FERNANDES, 2005, p. 193).

Previst o para ser desenvolvido no período 2008/2012, o modelo

estratégico-educativo

viabilizou- se por meio de um abrangent e e diversif icado conjunt o de conceit os e inst rument os. De f at o, os sujeit os responsáveis por essa gest ão da Graduação opt aram por t rabalhar simult aneament e com as duas dimensões, a organizacional e a polít ica dos cursos de Graduação ao encaminhar avaliação e normat ização dos cursos por meio da ampliação da part icipação da comunidade universit ária – gest ores, prof essores e est udant es.

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de coordenação dos Cursos de Graduação, t razendo assim oport unidades para ref lexões em base colet iva, valorizando e incorporando o dinamismo da vida universit ária, com vist as a responder e propor prioridades para o Plano Pedagógico Inst it ucional (PPI) e, por consequência, para o Plano de Desenvolviment o Inst it ucional (PDI).

O t rabalho propost o part iu de uma ideia cont ext ualizada e compromet ida de gest ão, orient ada por pressupost os e objet ivos previament e est abelecidos, como: (1) manut enção e ampliação da qualidade acadêmica dos cursos; (2) ampliação da part icipação da comunidade universit ária; (3) aument o da capacidade inst it ucional para responder às demandas sociais e educacionais relacionadas à sua missão.

Assim, o modelo reconhecia a gest ão da Graduação como uma inst ância que art iculava vários set ores da Universidade e, port ant o, int egrava os vários at ores e suas dif erent es f unções, com vist as ao desenvolviment o de projet os comuns que pudessem responder a propósit os inst it ucionais, bem como à criação de possibilidades de t ransf ormação, à medida que se desvelassem signif icat ivas no cont ext o.

Pudemos observar que todo esse movimento, de deslocamento de concepção de gestão de um modelo estático para um modelo dinâmico, participativo- democrático, em que os sujeitos se formam no processo, requeria o entendimento da instituição, como uma realidade, em si mesma, inacabada, e, portanto, em constante criação, recriação e transformação.

Em sínt ese, o modelo propost o compreendia o sujeit o como realizador de sua própria hist ória, reconhecendo- o na gest ão universit ária como at or in loco para const it uição do sujeit o social e da ação social. Além disso, o modelo se inseria na realidade da PUC/SP e se moviment ava no sent ido de ser reconhecido enquant o part e de uma est rut ura universit ária, ou seja, enquant o part e de uma realidade específ ica.

Diant e desses desaf ios, o modelo

estratégico-educativo,

adot ado pela gest ão da Graduação, desenvolveu- se na mesma ocasião em que a universidade est ava (e ainda est á) implant ando o Redesenho Inst it ucional, com vist as a at ender e equacionar problemas inst it ucionais inicialment e diagnost icados, como: (1) desart iculação ent re unidades responsáveis por ensino, pesquisa e ext ensão; (2) f ragment ação, paralelismo e isolament o de set ores do pont o de vist a das f unções e dos f luxos; (3) mult iplicação de inst âncias que burocrat izam os processos; (4) modelo de f inanciament o cent rado em mensalidades; (5) inadequação das est rut uras acadêmico- administ rat ivas do pont o de vist a da sust ent abilidade f inanceira; (6) incoerências e inconsist ências do at ual est at ut o, que f oram sendo cont ornadas por port arias, resoluções e deliberações.

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(2) a educação humanist a e o compromisso social; (3) a indissociabilidade ent re ensino, pesquisa e ext ensão; e (4) a dimensão plural, crít ica e part icipat iva da comunidade universit ária.

A dinâmica da gestão com base no modelo

estratégico-educativo

A dinâmica da gest ão com base no modelo

estratégico-educativo

ocorreu como uma f orma f avorecedora para implant ar a PROGRAD- PUC/SP – 2008- 2012 –, por meio do desenvolviment o de projet os/ações capazes de int eragir com dif erent es set ores da Universidade, propiciando um espaço int ersubjet ivo de obt enção, criação, t roca e divulgação de conheciment os que, ao f inal, at endessem aos int eresses dos Cursos de Graduação com vist as à produção de um t rabalho mais ef icient e, ef icaz e com inf ormações mais precisas. Algo que t eve (e ainda t em) como desaf io o invest iment o na f ormação de prof issionais envolvidos, reconhecendo a capacidade e a responsabilidade de t odos em consolidar e avançar um projet o colet ivo a part ir do int erior dest a Universidade.

Para t ant o, os dif erent es projet os da PROGRAD- PUC/SP – 2008- 2012 – assent am- se em t rês procediment os est rat égicos que f oram t rabalhados de f orma art iculada. São eles: (1) a avaliação, (2) a gerência da inf ormação e (3) a dif usão de conheciment o.

No que t ange à avaliação, sabemos que se t rat a de uma ação f undament ada em valores humanos, exercida por meio de conheciment os cient íf icos, f ilosóf icos, cult urais; e que é paut ada, por sua vez, pela busca do aperf eiçoament o humano. Trat a- se de procediment o est rat égico imprescindível à pot encialização de recursos disponibilizados e bast ant e necessários à implement ação da polít ica de educação da Universidade e a resolução de problemas. Tem o propósit o de revelar quest ões que, de out ra f orma, não poderiam ser ident if icados; iluminar aspect os que demandam mudanças e esclarecer os envolvidos da necessidade dessas mudanças. Possui como propósit o, ainda, inf ormações conf iáveis para a t omada de decisão com vist as ao aperf eiçoament o do t rabalho desenvolvido nos Cursos de Graduação.

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seguro. Uma vez sist emat izadas e operacionalizadas as inf ormações, const it uíram import ant es f ont es de consult a e de conheciment o, indispensáveis às at ividades de análise de result ados, monit orament o e t omadas de decisões.

Em relação à adoção da dif usão de conheciment o, quisemos gerar a aproximação ent re os t rabalhos desenvolvidos pela administ ração de inf ormações. A dif usão do conheciment o requereu planejament o t écnico para sua execução, que, por consequência, demandava a adoção de princípios para f inalizar e iniciar, ao mesmo t empo, um processo cíclico de ação, no qual o conheciment o devia ser devolvido para a comunidade (legit imação) que, ao avaliá- lo, iniciava um novo processo avaliat ivo, a ser aperf eiçoado pela administ ração de novas inf ormações. A dif usão do conheciment o, como princípio, implicava a necessidade de criação de processos de validação, pela comunidade, que part icipava de f orma ref lexiva, reit erando os est udos realizados ou indicando a necessidade de out ros est udos.

A t ít ulo de exemplif icação, segue abaixo a apresent ação de dois projet os, desenvolvidos pela PROGRAD- PUC/SP – 2008- 2012 –, concebidos e realizados a part ir da art iculação dos t rês eixos, que incorporam f undament alment e nossa proposição.

Projetos Pedagógicos dos Cursos:

acompanhamento e normatização

O acompanhamento dos trabalhos de conversão da carga horária de horas-aula para horas-relógio proporcionou a oportunidade para que a PROGRAD-PUC/SP pudesse desenvolver simultânea e articuladamente os processos de avaliação e normatização dos Cursos de Graduação da PUC-SP, de acordo com sua concepção de gestão educativa e participativa.

De f at o, os PPCs não são apenas document os que f ormalizam uma propost a de curso orient ada pelas Diret rizes Curriculares e subordinada à legislação. Além disso, eles podem e devem ser a expressão da f orma como os proponent es e at ores inst it ucionais concebem e desenvolvem o processo de produção e dif usão do conheciment o; ent endem e prat icam a art iculação ent re t eoria e prát ica; desenvolvem a int erdisciplinaridade, a pesquisa, o ensino, a ext ensão; e ent endem as relações ent re Universidade e Sociedade.

Por out ro lado, os PPCs implicam a exist ência de um complexo sist ema inst it ucional que deve at ender t ant o às necessidades específ icas do desenvolviment o de cada curso, quant o do conjunt o deles, no cont ext o da PUC- SP e de sua propost a, concent rada em: est rut uras relacionadas ao regist ro acadêmico, à gest ão acadêmica e à f inanceira.

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de acordo com sua natureza, os PPCs informam todo o processo de realização dos cursos, apresentando- se como um grande desafio para a comunidade universitária, ao garantir a participação específica de todos os atores na construção do projeto de formação e integrar a dinâmica da participação ao fluxo e ao registro de informações – do vestibular à certificação.

Durant e o período de 2009 a 2011, a PROGRAD- PUC/SP coordenou o t rabalho dos dif erent es set ores envolvidos na at ualização dos PPCs dos 54 Cursos de Graduação. Além de realizar dif erent es modalidades de ajust es nos projet os pedagógicos, com vist as à normat ização dos cursos e suas propost as acadêmicas, o processo proporcionou a oport unidade para o diálogo ent re os set ores acadêmico, administ rat ivo e f inanceiro da inst it uição. Em t odos os set ores f oram f eit os ajust es de f uncionament o para garant ir clareza e precisão das inf ormações, de t al f orma que os PPCs, ent endidos em sua dinâmica acadêmica, cont ribuíram para a discussão de set ores específ icos, que se compromet eram a realizar ajust es com vist as a orient ar processos int ernos – revisão do

Manual do Vestibular

, do

Registro Acadêmico

, das páginas dos sit es das Faculdades, das propost as e veículos de divulgação do dif erencial PUC, da cert if icação – e subsidiar processos ext ernos – credenciament o, recredenciament o, avaliação e f inanciament o.

Ao enf rent ar o desaf io de rever prát icas crist alizadas e at ualizá- las à luz das diret rizes inst it ucionais, a comunidade acadêmica, como um t odo, dinamizou- se persist indo na t aref a de garant ir a coerência ent re regist ros (int ernos e ext ernos), a prát ica acadêmica e educat iva, a excelência na f ormação e os direit os dos alunos.

Projeto de Autoavaliação de Cursos de Graduação

O Projet o de Aut oavaliação de Cursos f oi elaborado pela PROGRAD- PUC/SP, por meio da Subcâmara de Avaliação, para at ender, assim, t ant o às prioridades def inidas por ela mesma, como para acat ar as exigências est at ut árias da PUC- SP.

O objet ivo era buscar o conheciment o dos dif erent es Cursos de Gradação, procurando ident if icá- los nas caract eríst icas, além de promover a correção de rumos e no invest iment o para melhoria dos desempenhos. Nesse sent ido, como hipót ese, os result ados avaliat ivos iriam subsidiar o t rabalho desenvolvido pelos Cursos de Graduação, por meio da ident if icação dos desaf ios e no encaminhament o de soluções alt ernat ivas de problemas de dif erent es nat urezas.

À realização do projet o, os objet ivos f oram assim def inidos:

subsidiar e acompanhar o t rabalho avaliat ivo das Coordenações de Cursos nas suas dif erent es et apas (elaboração, sensibilização e implement ação do processo avaliat ivo, divulgação dos result ados e monit orament o da t omada de decisão); desencadear o processo de inst it ucionalização da aut oavaliação dos Cursos de

(11)

Considerando o t rabalho avaliat ivo como uma t aref a para a comunidade colaborat iva, nos dif erent es segment os que t rabalham junt os com o objet ivo de melhoraria cont ínua na Universidade, a Subcâmara de Avaliação buscou conhecer inicialment e a experiência da Comissão Própria de Avaliação (CPA- PUC- SP) que, desde 2005, vem realizando a Aut oavaliação Inst it ucional, respondendo, inclusive junt o ao INEP, sobre os result ados desse processo. Nesse t rabalho de Aut oavaliação Inst it ucional, a CPA reconheceu que a

[ ...] aval i ação é i m presci n dível ao desen vol vi m en t o dos Proj et os Pedagógi cos de Cu rso (PPC) de Gradu ação da u n i versi dade, i n depen den t em en t e da f ase em qu e est es se en con t ram , porqu e el a deve ser con si derada com o u m a n ecessi dade i n t r ín seca dos proj et os edu caci on ai s (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, 2009c, p. 257).

A parcer i a en t re a PROGRAD- PUC/ SP, por m ei o da su a Su bcâm ara de Avaliação, e a CPA para o desenvolviment o de um t rabalho conjunt o reaf irma uma preocupação previst a no Sist ema de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Propõe int egrar à Aut oavaliação Inst it ucional o desenvolviment o da Avaliação de Curso, com a m et a de apreender “a qualidade do curso no cont ext o da realidade inst it ucional no sent ido de f ormar cidadãos conscient es e prof issionais responsáveis e capazes de realizar t ransf orm ações sociais”. (Inst rum ent o de Avaliação de cursos de graduação) CONAES (2010, p. 10).

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A Figura abaixo most ra de f orma sint ét ica a propost a descrit a:

Figura 1 – Aut o- avaliação dos cursos de graduação - Prograd - 2009- 2010

CURSOS DE GRADUAÇÃO

Coordenação de curso Comissão de

Coordenação Didática

Subcâmara de avaliação

Conselho de Faculdade

Órgãos colegiados de deliberação e consulta

Órgãos de direção e supervisão

Órgãos deliberativos superiores

Coordenadorias

PROJETO DE AUTOAVALIAÇÃO

DE CURSO

Dinâmica de autoavaliação de cursos de graduação

Proposta da Subcâmara de Avaliação e CPA - 2010

PROPONENTE: PRÓREITORIA DE

GRADUAÇÃO

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL - INTERNA E EXTERNA

CPA

Font e: Relat ório da Comissão de Avaliação da Câmara de Graduação da Pró Reit oria de Graduação sobre a aut o- avaliação dos cursos de graduação, 2010, p.8.

As est rat égias para o desenvolviment o do Projet o de Aut oavaliação podem ser assim vistas, ressaltando a necessidade de integrar as ações avaliativas no sistema organizacional da Universidade, de modo a gerar um processo que art icule at ividades analít icas às de gest ão, permit indo que a avaliação subsidie, cada vez mais, decisões part icipat ivas.

Além dos result ados subjet ivos evidenciados com o m aior m ot ivação dos coordenadores e alunos, ref orçando assim a ideia de pert enciment o no processo de avaliação, vimos igualment e uma melhoria signif icat iva não apenas em relação às mudanças ef et ivas em t odos os cursos (vide sit e PUC- SP / Graduação), como na respost a f ormalizada por part e do INEP/M EC, quando da avaliação

in loco

dos ref eridos cursos, apresent ando 80% no pat amar ent re “muit o bom” e “excelent e”.

Considerações finais

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O desaf io hoje para a PROGRAD- PUC/SP é cont inuar reest rut urando t oda uma base produt iva const it uída a part ir da implant ação do modelo em t ela, seguindo os t rês grandes objet ivos propost os no seu Plano de Desenvolviment o Inst it ucional: (1) ampliar o nível de excelência acadêmica da Universidade; (2) f ort alecer ações de compromisso social; (3) aprimorar a gest ão acadêmica, administ rat iva e f inanceira.

Nest e sent ido, é que se elabora uma série de ref lexões novas, ref orçando a import ância do uso dos result ados já obt idos at é ent ão, quant o à avaliação e ao desenvolviment o do t rabalho realizado, sobre as bases de um modelo que se most rou como alavanca propulsora t ant o para t omadas de decisões no âmbit o das ações inst it ucionalizadas, como para o at endiment o às especif icidades dos dif erent es Cursos de Graduação na perspect iva de seu aprimorament o.

Referências

CONAES.

Instrumento de Avaliação de cursos de graduação

. Brasília, DF: INEP, 2010, p. 10.

FELDM ANN, M . G. Formação de prof essores e cot idiano escolar. In: FELDM ANN, M . G. (Org.).

Formação de professores e escola na contemporaneidade

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FERNANDES, A. S. Cont ext os da int ervenção educat iva local e a experiência dos municípios port ugueses em João Formosinho. In: FERNANDES, A. S.; M ACHADO, J; FERREIRA, F. I.

Administração da Educação: lógicas burocráticas e lógicas de

mediação

. Port o: Edições Asa, 2005. p. 193- 221.

M ATUS, C. Polít ica: planejament o e governo. Brasília, DF: Edit ora IPEA, 1993.

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO.

Estatuto da Pontifícia

Universidade Católica de São Paulo.

São Paulo: PUC, 2009a.

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Regimento Geral da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

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Relatório Comissão Própria de Avaliaç

ão: (CPA): aut oavaliação inst it ucional da PUC- SP: Ciclo 2007/2008. São Paulo: PUC, 2009c.

Recebido em:

21/03/2012

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Figura 1 – Aut o- avaliação dos cursos de graduação -  Prograd -  2009- 2010

Referências

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