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Expressões faciais e emoções humanas levantamento bibliográfico.

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Academic year: 2017

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EXPRESSÕES FACIAIS E EMOÇÕES HUMANAS LEVANTAMENTO BIBLlOGRAFICO·

Josinete Aparecida da Silva' Maria Júlia Paes da Silva2

RESUMO: Este tra ba l h o tem porobjetivo reg istrar um levantamento bibliográfico feito nas áreas de con heci mento de Enfermagem e Psicologia, sobre as expressões faciais e as emoções h u m a nas. Visa auxiliar os profissionais de saúde a refleti rem sobre a impotância da face nas relações i nterpessoais, mostrando as pesq uisas mais citadas em bibliografia específica , primeiro referente às crianças e depois aos adu ltos.

UNITERMOS: Emoções - Exresão facial - Prática profissional - Equ i pe de assistência

ao paciente 1 . INTRODUÇÃO

o rosto é rico em potencial comunicativo , ocupando o primeiro lugardas zonas do corpo na comunicação dos estados emocionais. Alg uns estudos a legam que isso se deve à nossa primeira infância, quando prestávamos muita atenção aos rostos que atendiam às nossas necessidades; outros, tentam demonstrarque m uitas expressões faciais são inatas, i ndeendem de aprendizagem . Consideramos o rosto como a fonte primária de informações sobre as pessoas e povavelmente formulamos j u ízo acerca de sua personalidade por suas características faciais. Por exemplo, podemos ver u m a pessoa parecida com alguém que já conhecemos, e apenas a patir dessa i nformaçã o , i n fe ri r caracte rísti cas d e personalidade similares a ela . Também pelo rosto, definimos aproximadamente sua idade, etnia e gênero.

Sabemos que o ser humano util iza o rosto como um reg u lador das conversações, abrindo e fechando canais d - c)mu n icação (por exemplo, v i ra n d o o rost ó e d e s v i a n d o o o l h a r) , complementando e qualificando outos sinais não verbais emitidos pelo indivíduo (quando d izemos

"estou triste" e choramos) , e em su bstituição a mensagens verbais, como por exemplo, quando alguém nos pegunta "gostou"e sorrimos, ao invés de falar.

A face humana mostra um g rande número de informações, que são apresentadas através de

sse

s .PaEKMAN(5J, o principal pesquisadosdas expressões faciaisda atualidade, classificou os sinais faciais em q uatro categorias, descritas e seg uir:

a) sinais estáticos- aqueles que não mudam ou mudam pouco d u rante a vida da pesoa , po r exe m p l o , a estru t u ra ósse a , a pig mentação da pele.

b) sinais lentos - são as mudanças que ocorrem com a idade e que se tornam mais evidentes na velhice, por exemplo, rugas, pilosidades faciais, cabelos.

c) sinais rápidos - os que ocorrem em questão de segu ndos e que são , às vezes, mas sutis ou não, por exemplo, o tamanho da pupila, coloração da pele, suor, tônus e contrações muscu lares, posição da caeça. d) sinais atificiais - assim cha m ados por i nte rferi re m n os veícu l os dos si n a i s estáticos e lentos, Excetuando-se os óculos de gra u , a maioria desses sinais são uti lizados para a u mentar a bel eza ou combater os sinais da idad e , por exemplo, cosméticos, tinturas, operações plásticas.

* Trabalho apresentado como Tema Livre no 6° Congresso Brasileiro de Enfermagem. Poto Alegre, 30 de outubro a 4 de novembro de 1 994.

Aluna Monitora do Curso de Graduaçao em Enfermagem da Escola de Enfermagem da USP.

Enfermeira, Proa D' do Depatamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica da Escola de Enfermagem da USP.

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Ekman e Friesen apud KNAPP (8) afirmam que as informações faciais a respeito de emoções podem ser inferidas apenas a patir dos sinais rápidos, destaca ndo-se pri nci palmente os movimentos faciais, o tônus muscular, o tamanho da pupila, a coloração da pele e a posição da cabeça como indicadores emocionais.

É

impotante regitrar que os sinais rápidos também apresentam outros tios de informações, tais como, os movimentos faciais significando doenças, temperamento, atratividade sexual ou até parentesco. Além do que, cetos sinais estáticos e lentos contribuem para que as faces de algumas pessoas se assemelhem com os padrões de algumas emoções.

Exemplificando, algumas pessoas possuem sobrancelhas distantes dos olhos (sinal estático) e rugas horizontais na testa (sinal lento) - sinais que caraterizam a surpresa(8. 9).

Esse tipo de coincidência pode levar o obsevador a cometer erros ao tentar julgar qual emoção está preente em uma determinada face, incialmente se a avaliaão for feita porfotgraia. Quando o julgamento é feito na vida real, ou através de. filmes, é provável que a inteferência dos sinais estáticos e lentos seja menor , pois em pouos momentos o obsevador pode distinguir a

-inha e base" facial do obsevador (13).

Até hoje, existem pelo menos seis emoções que parecem erossíveisde serem identifiadas pela expressão facial, em qualquer cultura já estudada. São elas: a cólera, a tristeza, o medo, a supresa, a felicidade e o desprazer2•22). Cetas esquisas sugerem que. a identlcaçJo das exessJes faciais de emoJes podem ajudar­ nos a ever condutas posterioes que a pessoa ode aesentar oiginadas pela emoJes nela existente. Como identificamos a emoção, às vezes, antes da rópria pessoa tomar conciência dela, podemos conduzir a interação de maneira mais ou menos efetiva. AGO et alo (17) afirmam que, quando a omunicação enfeleir-paciente é inefetiva , o paciente pode compotar-se passivamente, o que pode levar à falsa impressão de laxamento, e quando ete insite na tilização de um tipo de comunicação e a mensagem não

t

captada pelo enfermeiro , o paciente pode apresentar reações psicológicas negativas, agravando ainda mais a sua recuperação.

As expressões faciais das emoções têm sido equisdas om diferentes ojetivos, que pdem ser classificados em quatro categorias: (13, 15, 16).

1-categoia - experimentos que procuram evidenciar quais sinais faciais são carateríticos dos diferentes estados emocionais. A maior difiuldade dese tipo de estudo está relacionada com a procura de estimulos que evoquem as emoções, ou as habilidades dos sujeitos para exeutar as expresões faciais soliitadas, Quanto mais a situação, diante da qual a expressA0 facial é mostrada, aproxima-se de uma situação real ou natural, mais aceitáveis são os resultados dos estudos.

�ateia - exerimentosque se preoupam com o problema da fdedignidade de julgamentos das expressões faciais de emoções, Embora a literatura nAo apresente estatísticas quanto às percentagens dos diferentes tipos de etudos nessa área, aparentemente esta modalidade de pesquisa é a mais freqüente, pois até há poucos anos atrás havia controvésias a respeito da u niversa lidade das expressões faciais de emoções.

Y' cateoia -experimentos que estudam os fatores que influenciam ou acompanham as difeençs nas hailidades paa julgarcoetamete expressões faciais de emoções e a possibilidade de melhorar essas habilidades através de treinamento. Os estudos realizados neta área verificam que há correlação entre uma gande número de variáveis e a sensibilidade para a comunicação não vebal. Os estudos que tentam apefeioara apaidde de julgamentodosjuízes, atavés de treinamento, são ainda muito ecentes e inconclusivos.

4-cateoia -experimentos que verificam os sinais faciais de cada emoção e as contibuições musculares para a podução desses sinais. A desoeta dessas unidades faiais de ação talvez possa ser comparada à descobeta de que toda a infinidade de palavras de uma língua é composta de um número batante reduzido de sons. Esses ons dem ser combinados e duzirum númeo quase ilimitado de palavras, rases, tc. Essetipo de pequisa exige equipamentos sofisticados e consome batante tempo.

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que as outras pessoas?

Para os proissionais de saúde, que entendem o ser humano como alguém que sem pre se a pres e nta co m a s p e ctos b i o - psico-sócio­ espiritua is, identificar e entender a emoção presente no paciente , pde ajudá-lo a compreender suas ações e seu com potamento , visto que o mesmo é orig inado, pri ncipalmente, pôr suas emoções.

O prese n te t ra b a l h o p rete n d e a uxi l i a r os profissio nais d e saúde a refleti rem sobre a impotância da face nas relações interpessoais, fazendo um levantamento bibligráfico e gupando várias pesqu isas q u e refletem sobre o tema .

2. CAMINHO METODOLÓGICO

Foi feito u m levantamento no sitema Med Li ne que contém periódicos das diferentes áreas de saúde do mundo tdo , a pesarde não ter indexadas todas as revistas do m u ndo, no período de 1 987 a 1 993. Por considera rmos esse levantamento parcial , pois o r exemplo, na área de enfermagem a única revista brasileira indexada no sistema é a Revista da Escola de Enfermagem da USP, uti lizamos também l ivos, teses, outros periódicos e os ANAIS de três Simpósios Brasi leiros de Comu nicação em Enfermage m , acontecidos nos anos de 1 988, 1 990 e 1 992.

Pelo levantamento feito n o Sistema MedLine, encontramos dois atigos pu bl icados sobre o tema em 1 987, nenhum n os a nos de 1 988 e 1 989, três em 1 990, quatro em 1 99 1 , cinco em 1 992 , dez em 1 993, total izando 24 a tigos. Porém, não foi possível consultar todos esses atigos - a maioria da área de Psicologia - pois alguns estão em revistas que não se e ncontram no Brasil , ( além de estarem em alguma outra l íngua que não a espan hola , i ng lesa , francesa ou italiana) , ou estão co m a refe rê n c i a i n co rreta n o S i ste m a , i m possi b i l it a n d o seu ped i d o pe lo C O M U T (Programa de Com utação Bibliográfico da USP) . Percebe-se , pelos atigos mais recentes, que existe um crescente i nteresse pelas pesq uisas quetraalham om o reconhecimento das emoções nas expressões faciais a pós treinamento, em cu lturas diferentes e com deficientes mentais.

Nos ANAIS dos 3 Simpósios Brasileiros de Comunicação em Enfermagem só encontramos um atigo que cita a face omo eguimento corpóreo onde os enfe rm e i ros pode m i d e ntifi ca r as m e n sa g e ns (se nt i m e n t os) dos p a c i e ntes

entu bados em UTI 'S(17).

Procu rou-se ressaltar, no próxi mo item deste trabalho, as peq uisas ma is citadas nos d iferentes estudos consultados, apresentando primeiramente os dados referentes às crianças e depois aos ad u ltos. Registrou-se ta mbém as pesqu isas que auxiliaram na compreensão da face , enquanto seguimento do copo resonsável pela transmisão e demonstração das emoções huma nas.

3. DESCRiÇÃO DAS PESQUISAS

O impota nte natura l ista Charles Dawin -elaborador da Teoria da Evol ução - considerava que as expressões facia is de emoções são et iologicam ente dete rm i n adas, ou sej a , são comuns em toda espécie humana, independente da cultura ou origem soci a l . Ele identificou sete estados emocionais mais com u ns em crianças, acompanhados de expressões faciais distintas: raiva , medo, afeição, aleg ria , i ncômodo, ci úme, tim idez. Em obsevações posteriores relatou sobre vergonha, embaraço , mágoa e resignação (1). Outros pesq u isadores tam bém tra balharam com crianças, especialmente as mais jovens, pois nestas podiam observa r melhorar as influências da hereditariedade e da aprendizagem na fomação das expressões faciais h u m a nas (1. 2, 4).

H e rza a p u d C H A R L E S W O R T H & KREUTZER(l), fotografando 38 bebês de uma hora a duas semanas de vid a , obsevou que logo após o nasci m ento , já aprese nta ra m expressões variadas como bocejos, sorrisos, choro, atenção visual, com grande mobilidade facial e organização neurom uscular, sugeri ndo que muitas expressões faciais são controladas em g rande extensão pela hereditariedade ou fatores não a p rendidos. CHARLESWORTH & KREUTZER (1) relatam que as expresões faciais podem ocorrer nas primeiras horas de bebês nascidos a termo, assim como nos prematuros; também considerara m o choo, o sorriso e a g a rg a l hada as três expressões compota mentais que ocorrem mais cedo no ser humano e o acompanham até a mote.

Popularmente, o choro tem a função de sinalizar um incômodo. Dor, incômodo gera l , i nterrupção da alimentação, retirada de um brinquedo ou afastamento de um adulto, podem prod uzir o choro na criança ; o choro é u m sinal de ang ústia . A presença do choro pode serta mbém um sinal de

medo; Stirnimann apud CHARLESWORTH &

KREUTZER(l), descreveu que o choro e o medo

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são expressos pela criança no pato , quando o oxigênio está escasso .

Na maioria d os estudos, a gagalhada aparece mais tardiamente que o sorriso , ocorrendo em bebês mais freqüentemente pela estim ulação tátil e social (cócegas por pessoas conhecidas) . Com o temo, há uma espota mais efetiva a estímulos sociais (essoa sorri ndo, brincando). Para Dawi n a p u d CHARLESWORTH & KRE UTZER(l), a aq u i si çã o g ra d u a l d a expressão fac i a l d a g a rg a l h a d a , d e v e - s e à n e c e ss i d a d e d e desenvolvimento d o apaelho neuromuscular, para aticulação de sons e movimentos da boca .

Outros pesq u isadores procurara m analisar a capacidade do bebê em reconhecer expressões faciais e com potamentos das outras pessoas. C o n c l u í ra m q u e provave l me n t e , a l é m d a estimulação auditiva e táti l da pessoa q u e fala o u toca a criança , o con hecimento do contexto e d e com potamento anteriores contribuem para o reconhecimento da emoção (1. 3, 4, 8).

Buhler e Hetzer apud CHARLESWORTH & KREUTZER (1), conclu íram que crianças a patirde 5 m eses, são ca pazes de d i sting u i r faces sorridentes e vozes amigáveis, de faces e vozes raivosas e que, após o oitavo mês, d iscriminam os gestos afetuosos dos ameaçadores.

C H A R L E S WO R T H & K R E U TZ E R ( 1 ) , obsevando a resposta d e quarenta bebês (de 4 a 1 0 meses) a u m experimentadorque representava expessões de aiva, alegia, tristee e neutalidde, a companhadas de vocal ização a propriadas , conclu íram que as crianças a patirde seis meses, d iscri m i navam as expressões, respo nde ndo adequadamente . Consideraram que a falta de i nd ícios com potamentais nas primeias semanas não significa que os bebês desta idade são incapazes de reconhecer emoções. Bebês com alguns minutos de vida i m itam expressões faciais

de outras pessoas; para PEASE (lO), a imitação é

u m modo detransmitirque se está de acodo com as atitudes d o outro , que ele nos agrada , é uma forma de empatia. Esses estudos referem que crianças até seis meses podem ter a capacidade de reconhecer as emoções, contudo apresentam também pouco desenvolvimento neur0!uscular, ou há ausência d e metodologia adeq uada para pesquisar o reco nhecimento das suas emoções. De fato, parece que a metodologia utilizada tem sido m uitas vezes barreira para o estudo do reconheimento das expessões faciais. Dawi n e

Gates apud CHARLESWORTH & KREUTZER(1)

defendiam que a capacidade de reconhecimento em crianças a patir de 3 anos aumentava com a idade, pois a metodologia que util izaram exigi a q u e as crianças, a o verem as fotog rafias, verbalizassem seu julgamento a respeito das expressões faciais; as crianças com menor idade ti nham maior d ificuldade de se expressarem ve rbalmente, e portanto , menor aceto das respostas.

Ekman e Friesen apud EKMAN (4) descreveram estórias sim ples a 1 30 crianças de um gru po prim itivo da Nova Guiné e depois solicitaram que apontassem uma entre suas fotografias com expressões faciais de emoções humanas. Esta técnica reduziu o papel da verbalização e houve aceto de 90% em média, sem d isti nção entre idade de 6 a 1 5 anos.

O conteto tem tam bém u m papel impotante na interpretação das expressões faciais. As cores quentes e brilhantes tendem a predispor o afeto para valores positivos, enquanto cores sombrias produzem um efeito contrário (2, 8). Um interessante estudo d esenvolvido por H o n kavaara apud CHARLES WORTH & KREUTZER (1) relatou que m a is d e 50% das · crianças d e 3 a 4 anos identificaram uma menina com expressão facial trite e vestido vermelho como sendo uma "menina alegre".

Uma característica facial pode ter vários significados, por isso n unca deve ser analisada isoladamente ; a presença do rubor facial pode exprimir raiva , vergonha ou alegria. A expressão facial está sempre aompanhada de outros sinais não-verbais, como entonação das palavras, posição d o tronco e membros em relação a algo ou alguém, e d istância existente entre as pessoas. Esses sinais tam bém d evem ser considerados para a decod ifiação correta do estado emocional predominante nas pessoas. (2, 3, 8, 20).

M u ito se tem estudado também sobre o papel da aprendizagem e da cultura na aquisição e demonstração das expressões faciais. Estudos com "cinas sevgens", queforam abandonadas pelos pais e cuidadas por animais, relatam que esta têm expressões faciais semelhantes às das c ri a n ça s s o c i a l i z a d a s , co m d i sto rçõ e s com pota mentais sig n ificativas, a s quais não podem ser totalmente compreendidas por não haver alguém que se omunique com a criana na mesma linguagem(4).

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congên itas , con cl u i u q u e estas apresentam expressões faciais de emoções, com decrésci mo da atividade facial em sorriso e gargalhada , proporci o n a l m e nte a o a u me nto d a i d a d e . C u ri o sa m e nt e , A m b rose e G ewi rtz a p ud CHARLESWORTH & KREUTZER(1), expondo crianças i nstitucionalizadas exclusivamente a cuidadores que se apresentavam somente com faces neutas, obsevam que essas sorriram mais tardiamente e menos vezes que as que 'estavam com a fam íl ia. Assim , concluíam que o reforço ou retri buição socia l interfere m no tempo d e aparecimento e freqüência das expressões faciais. As crianas cegas, tendo diminuída a possibilidade reforço social (aprovação e retribuição das outras pessoas) a suas expressões, red uzira m a freqüência de sorrisos e gargalhadas.

Estudos com adultos envolvem maiorcontrole m etod o l óg i co e co n h e c i m e n t o s o b re o compotamento individual e cultura , pois maior é a possibilidade de haver controle da aparência visual , med i a nte m ecan ismos cu ltu ralmente

aprendidos omo emblemas e exosção e regras

(2. 6. 7. 12. 13)

Exposição de regras são as normas culturais

com relação à aparência facial eseada e detemina quando uma expressão facial deve ser moderada ,

exagerada , d isfarçada ou supri m ida. Emblemas

são os atos não verbais que têm sign ificado comum aos membros de uma cultu ra , envolvem mais comumente as mãos, e são usados nas interações sociais, especialmente quando não se pode usar as palavas, quando há necessidade de silêncio ou distância (4. 5). Assim , para alguns africanos, a surpresa e o embaraço são expressos por uma risada (em blema) , ou em um fu neral, os orientais permanecem com uma face neutra , diminuindo a expressão de tristeza (uma regra socialmente aprendida) .

. Outro exemplo do papel da exposição de

regras pode ser demonstrado por uma pesqu isa realizada om etudantes u nivesitários japoneses e . a m e ri ca n o s , os q u a i s ass i st i a m fi l m es estessantes e depois relatavam suas impressões. Os dois gu pos alteraram suas expressões faciais para mais neutra quando na presença dos pesquisadores; e os japoneses relataram mais sentimentos positivos que negativos (3, 4).

Segundo EKMAN(4), quando uma emoção é experenciada, há m udanças na expressão facial se a exposição d e regras não i ntevém, ou seja, para cada emoção há u m padrão de expressão

facial, Outras sensações físicas, afi rmações ve rbais, movimentos corporais e atividades autônomas são cu ltura lmente variáveis. Por exe m p l o , co m ra i v a , u m a pess oa at a ca verbalmente, outra corporalmente, outra i roniza ou se deprime, de acordo com os hábitos próprios ou da cultura .

A s expressões faciais são menos voluntárias que os emblemas, as pessoas odem não ere­ las até que outro chame sua atenção, enquanto os emblemas são voluntários, as pessoas sabem quando e como usá-los (5, 7, 12).

D u m a s a p u d C H A R L E S W O R T H &

KREUTZER(1),obsevando 33 cegos congênitos, de 1 2 a 20 anos, percebeu que apresar de terem expressões faciais de emoções semelhantes às das pessoas que vêe m , eram incapazes de descrevê-Ias quando q u estionados, dando a expressão de emoção u m caráter mais corporal (bater palmas quando se está feliz, por exemplo) . Este experi mento demonstrou que m u itas vezes as expressões faciais não passam pelo nível consciente do indivíduo, mas pdem ser ecebidas pelos que as obsevam .

Ekman apud DAVIS(3) estudou o j u lgamento de emoções através de expressões faci ais

"micomomenfáneas", as quais acontecem em frações de segu ndos. Com a aj uda d e um taq uitoscópio, projetava fig uras a uma velocidade de 1 /1 00 de segundo, e as pessoas de estudo d iziam não enxergar nada, além d e uma tela branca , dando seu parecer por "pura conjetura" . .

O número de acetos nos julgamentos foi muito alto, indicando que mesmo a essa velocidade, a percepção humana capta expressões faciais de emoções. Menor aceto foi conseg uido para expressões desagradáveis, como nojo ou raiva , levando Ekman a i nferir que possivelmente as

pessoas tinham u m bloq ueio à percepção ou verbalização dessas expressões .

Normalmente , uma expressão facial acontece de 3/4 a 1 /2 segundo e se engloba em expressões precedentes e osteriores, bem como movimentos corporais e manifestações verbais. Podem existir misturas de emoções, quando duas ou mais emoções coexistem ou quando o hábito as co mbi n a ; a raiva, por exem plo , pod e estar associada ao medo , ou o medo à su rpresa (3).

A região dos olhos é quase sem pre controlada i nconscientemente, em especial , as pupi las. Hess apud DAVIS(3) demonstrou que as pupilas,diante de fig uras, gostos e até sons agradáveis, d i latam,

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enquanto que nas situa ções d esag radáveis, contraem-se. Quando obsevamos os olhos d e alguém, segu ndo esse a utor, inconscientemente, procuramos o g ra u d e d ilatação pupilar. Pessoas cujas pupilas estão dilatadas são consideradas mais atraentes, sim páticas. A fixação d o olhar com a pupila dilatada demonta inteesse, atração, necessidade d e transmitir afeto ou senti-lo(3).

Trabalhos m u ito i nteressantes têm sido , desenvolvidos a fim d e se obsevar, registrar e analisar o com portamento facial em d iversas cu ltu ras. Ekman e F ri ese n a pud KNAPP(8) ofereceram fotg rafias de note-americanos com expressões faciais d e felicidad e , tristeza , medo, raiva, surpresa e nojo a pessoas d e 5 países (Japão, Brasil, EUA, Chile e Agentina), solicitando que fornecessem j u lga mento a respe ito das expressões; o índice de aceto/concordância em todos os países foi m u ito alto, atingindo uma médi a d e 85% . Repetindo o experimento com pessoas de u ma comu nidade não alfaetizada na Nova Guiné, sem i nfluência da cultura note­ america n a , obtiveram resultados semelhantes, sug e ri n d o q u e estas expressões facia is d e emoções são u niversais, ou seja, possuem o mesmo significado em variad as culturas.

Izad a pud KNAPP(8) também realizou estudos com pessoas d e 9 países distintos acerca de demonstração e d ecodificação das expressões faciais de excitação , alegri a , surpresa, angústia, nojo e vergonha, concluindo que não houve diferenças significativas nas d iversas culturas.

Consideramos petinente registrar também neste trabalho um resumo das d escrições feitas em bibliografias consultada sobre a demontração de algumas emoções através das expressões faciais, com o i ntuito de auxiliar o enfermeiro e outros profissionais d e saúde a entenderem o paciente e os eleme'ntos d e sua equipe, no d ia-a­ dia(2, 3, 4, 8, 1 1, 14).

Descrição de expressões faciais de emoções:

· Afeião/Am. fixaão do olharcom pupila

d ilatada , "olhar bilhante': "endretameno" do nariz.

· Alegria/Praze. ru bor facia l , l evantar

pálpebras, oio, gagalhada, beijos, "olhr bilhante".

· Ansiedae: suorna rgião frontal , pal idez,

rugas na fronte, mordiscar os lábios ou cutícula.

· Dor/lnc6modo: choro , olhos fechados,

rug a s na testa , l á b i o s com p ri m id o's, aumento da rig idez facial, com issura da boca para baixo, suor frio.

· Dúvida : "lábios em bico ", i n cl i n a r

latera l m e nte a ca beça , e rg u e n d o as sobrancelhas.

· Interesse: olhar na direção do objeto ou da pesoa, sorriso, meneio ositivo da aeça.

· Medo: pálpebras fechadas rapidamente,

ou abrindo-se excessivamente, expressão "seria" e rígida, franzi menta dos lábios . •

· Rav/Ódio: ruorda fae, dentes e maxilar

cerados, potusão dos lábios, enugamento da pele ao redor dos o lhos, olhar fixo no objeto da raiva , com pupila contraída.

· Surpresa: abetura da boca e dos olhos,

erguendo as sobrancelhas.

· imideVergonha: u bo r na face, abaixar

os olhos, mudança do foco do olhar, leve protrusão da língua, obsevação através d os cílios.

· Tisteza: com issu ra da boca voltada para

ba ixo , sobra nce l h as o b l íq u a s , "olhar

cabisbaixo", choro .

4 . CONSIDERAÇÕES FINAIS

É impotante lembrar novamente que a face, apesar d e ser a zona princi pal de demonstração d as emoções, d eve ser contextualizada n o conj u nto d a s outras expressões n ã o verbais d o ser humano. Nosso sentimentos estão tam bém expressos em nosso atos, em nossos corpos, ass i m com o os d os nossos cl i e ntes estão expressos,nosdeles. Potanto, é etinente lembrar que > estudo das expressões faciais de emoções deve sernecesaiamente aompanhado do estudo d e t o d a a comunicaçlo nlo verbal. O profissional d e saúde deve pois, estar apto a decodificar e utilizar as expressões não verbais,

a fim de etabeleer um plano teaêutico individual

e coerente com a p e rcepção co rreta d os sentimentos e necessidades expressas verbal e não verbalmente pelos seus clientes, bem como ser capaz de estabelecer uma comunicação terapêutica com esses, já que crianças e adultos reconhece m as expressões faciais e o utras expressões não verbais, daq u e l es q u.e l h es prestam assistência.

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interferem na sua pesqu isa , como a ausência de estudos l o ng itud i n a i s (q u e aco m p a n hem o desenvolvimento do i ndivíduos da i nfância à fase adulta), dificuldade das pessoas em verbalizarem os próprios sentimentos ou de se comunicarem co nsci e n t e m e n t e n ã o - v e rba l m e nt e ( 1 ) . Os interesados nessa área, aqu i no Basil, enfrentam ainda a d ificu ldade de saber que, apesar de pesqu isas relatara m a existência de expressões faciais de emoções u niversais, também existem diferenças culturais na demonstração de muitas outras. Essasdiferenças dificultam a transposição l iteral das conclusões de experimentos realizados fora do país, todavia os dados conseg u idos até o m o m e nt o n ã o pod e m ser ig n o rados pe l a enfemagem.

Apesar dessas d ificu ldades, existem dois cursos que visam contri buir para a melhoria da capacidade de j u lgamento das emoções através da face: o Unmasking lhe face, de Ekman e Friesen e o Max-Afex, de Izard(3. 8. 13). Esses

cursos não são m inistrados no Brasil e apenas u m

deles foi testado com u nivesitáios brasileiros por SI LVA (13). Parece que as evidências mais fotes de que eles realmente são eficazes, são derivadas d a s bases cienfíti ca s uti l izad a s nas suas e l aborações e n a s coi n cid ê n ci as d e seus conteúdos, apesar de terem sido desenvolvidos independentemente. U m aspecto i m po tante desses resultados para a enfermagem é que os sujeitos treinados melhoraram a capacidade de julgamento com poucas horas de treinamento, ou seja, é possível se i mplantar um cu rso assim nos prog ra m as de e d u ca çã o c o nt i n u ad a d a s instituições de saúde.

Ainda não existem resultados concl usivos q uanto a estabil idad e tem pora l pa ra j u lg a r expressões faciais (duração deste onhecimentos na memória) , aceitando-se que variáveis como motivação, atenção e condições físicas, podem alterar essa habilidade nos indivíd uos. Porém, u ma vez e nsi nado, n ão esta m os d a ndo a oport u n id a d e d o profiss i o n a l uti l izar essas informações sempre que for possível pelo menos?

ABSTRACT: The present work intendsto divulge some Nusing and Psycholgy'publications about human facies and emotions. I ntends do help the health professional thinking about the facial expressions of emotion in the i nterpersonal relationsh i ps, showing the researches more cited at specific bibliography, first regarding to children and to adults.

KEWORDS: Emotions - Facial expression - Professional practice - Patients care team

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Referências

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