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A evolução do lítio em estrelas do tipo-solar através do diagrama HR

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Academic year: 2017

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA DEPARTAMENTO DE FÍSICA TEÓRICA E EXPERIMENTAL

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FÍSICA

A EVOLUÇÃO DO LÍTIO EM ESTRELAS DO TIPO-SOLAR

ATRAVÉS DO DIAGRAMA HR

Sumaia Sales Vieira de Barros

Orientador:Prof. Dr. José Renan De Medeiros

Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte como requisito parcial à obtenção do grau deMESTREemFÍSICA.

(2)

In memoriam

Aos meus amados,

Manoel Vieira,

Samara Sales Vieirae

(3)

“Se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora A presença distante das estrelas!"

(4)

AGRADECIMENTOS

Ao prof. José Renan De Medeiros, pela especial colaboração e estimulante orientação

neste trabalho. E, sobretudo, por mostrar a beleza da ciência e a grandeza do ser hu-mano;

Ao meu querido esposo, Adriano Trindade de Barros, que me guia nos caminhos da

fí-sica e da vida com amor e companheirismo;

Ao meu co-orientador de fato, Bruno Leonardo Canto Martins, pelos pacientes ensina-mentos e acompanhamento nos trabalhos;

Aos meus professores Joel da Câmara Carvalho Filho e José Dias do Nascimento Jú-nior pela atenção e carinho nos ensinamentos de Astronomia;

Aos professores Eudenilson Lins de Albuquerque, Francisco Alexandre da Costa, Carlos

Chesman de Araújo Feitosa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e José Carlos Teixeira de Oliveira, Guido Nunes Lopes, Ijanílio Gabriel de Araújo, Oscar Tintorer Delgado,

Joselito de Oliveira, Gioconda Martinez, Alberto Matinez, Patrício Perez Flores, Fernando Ocello (in memorian) da Universidade Federal de Roraima que contribuíram dentro e fora

(5)

À minha mãe, Ma Emília Sales Vieira, pelo dom da vida e pelos estudos e, à minha avó e

segunda mãe, Vitalina da Silva Sales, por ter me acolhido nos meus primeiros anos e me

educado;

Aos meus irmãos, Arcliton, Sonara, Sorânia, Saloma, Tereza, Mônica e Severina; aos sobrinhos, tios, primos e a todos os meus familiares e amigos pelos incentivos e

compre-ensão da minha ausência;

À família Estelar: Saulo Carneiro, Sânzia Alves, Daniel Brito, Luiz Pinheiro, Izan Leão,

Cristian Cortés, Jefferson Costa, Pedro Paulo Silva, pela ajuda e convivência fraterna;

Aos meus amigos Jaquelígia Brito pelos incentivos, Raquel Huaman, Marcela Langone, Carlos Alexandre, Idaliyn Theodory, Alzeir Ferreira, Antonio Macedo, Ricardo Sarmento,

Ricardo Yvan e Marcos Vinícios, pelos estudos em grupo e pelo companheirismo e, em especial Lurdiana Silva a qual foi companheira numa das mais difíceis escaladas da vida

que enfrentei, onde éramos uma apoio à outra;

A todos os meus amigos da UFRR que torceram pelo meu sucesso. Bem como, Acácia

Duarte, Anna Amélia Casadio, Ana Aguiar, Clélia Barbosa, Manoel Júnior, Márcia Esbel,

MaAntonia Oliveira,Made Nazaré Guedes,MaAuxiliadora Cabral,Mado Socorro Alves,

Oton Melo, Pedro Rômulo Estevam, Railma Salles, Raimundo Nonato, Rosilene Coelho, Rui Paim, Rosinete Patrício, Sebastião Loureto e Zenízio Marcolino;

A todos os funcionários do DFTE em especial a Celina Pinheiro, Jacira B. de Lira e

Deris-cléia Ramos;

À Universidade Federal de Roraima e CAPES pelo apoio financeiro;

E, finalmente, a todos que me influenciaram de alguma forma para eu querer estar onde

(6)

RESUMO

Importantes avanços foram feitos ao longo da década passada no estudo do

comporta-mento do lítio em estrelas do tipo solar. Entre as descobertas mais importantes pode-se salientar a tendência para uma descontinuidade na distribuição da abundância do lítio em

estrelas gigantes do tipo F tardio, paralelamente a um rápido declínio na rotação e um declínio gradual em função da temperatura para as estrelas gigantes vermelhas de tipos

espectrais F, G e K. Diferentes estudos também mostraram que os sistemas binários sin-cronizados com componentes evoluídas parecem reter mais de seu lítio original do que

sistemas não sincronizados. No entanto, a conexão entre a rotação e a abundância do lítio, bem como a função do efeito de maré na diluição do lítio, parecem ser questões mais complicadas, dependendo da massa, da metalicidade e da idade.

O presente trabalho traz um estudo inédito sobre o comportamento da abundância do

lítio para estrelas evoluídas do tipo solar, baseado em uma amostra original de 1067 estre-las gigantes, subgigantes e supergigantes, onde 236 deestre-las apresentam características de

binárias espectroscópicas, com abundância precisa do lítio e velocidade rotacional proje-tada. A conexão lítio-rotação para estrelas evoluídas simples e binárias é agora analisada

(7)

ABSTRACT

Important advances have been made along the last decade in the study of the lithium

beha-vior in solar-type stars. Among the most important discoveries what attracts attention is that the distribution of lithium abundance in the late F-type giant stars tends to be

discontinu-ous, at the same time of a sudden decline in rotation and a gradual decline according to the temperature for giant red stars of such spectral type. Other studies have also shown that

synchronized binary systems with evolved components seem to keep more of their original lithium than the unsynchronized systems. Nevertheless, the connection between rotation

and lithium abundance as well as the role of tidal effects on lithium dilution seem to be more complicated matters, depending on mass, metallicity and age.

This work brings an unprecedented study about the behavior of lithium abundance in solar-type evolved stars based on an unique sample of 1067 subgiant, giant and supergiant stars,

236 of them presenting spectroscopic binary characteristics, with precise lithium abundance and projected rotational speed. Now the lithium-rotation connection for single and binary

(8)

ÍNDICE

Agradecimentos i

Resumo iii

Abstract iv

1 Introdução 1

1.1 A Origem do Lítio . . . 2

1.2 Importância do Estudo do Lítio . . . 3

1.3 O Diagrama Hertzsprung-Russell (HR) . . . 4

1.4 Objetivos deste Trabalho . . . 7

1.5 Plano de trabalho . . . 7

2 Amostra Estelar e Dados Observacionais 8 3 Resultados e Discussões 12 3.1 Comportamento Observacional do Lítio . . . 12

• Estrelas Simples . . . 13

• Estrelas Binárias . . . 16

3.1.1 ALiversusTef f . . . 18

3.1.2 Comportamento do Lítio em sistemas binários com componentes evoluídas . . . 20

(9)

3.3 ALi versuso comportamento da Profundidade da Envoltória Convectiva . . 26

4 Conclusões 28

5 Perspectivas 32

A Estrelas Simples 33

(10)

LISTA DE FIGURAS

1.1 Diagrama Hertzsprung-Russell mostrando a relação entre a

lumino-sidade versus índice de cor e temperatura superficial. Fonte:

http://www.astro.psu.edu/users/saez/Class/class.html . . . 6

2.1 A profundidade (em massa) da envoltória convectiva é mostrada em função da temperatura efetiva (primeiro dredge-up) para 1.0 M⊙ linha (sólida), 1.2

(ponto), 1.5 (pequeno traço), 2.0 (longo traço), 2.5 (ponto-pequeno traço), 3.0 (ponto-largo traço) e 4.0 M⊙linha (pequeno traço-longo traço) e [Fe/H] =

0. A figura apresenta também um zoom da região 3,8≥log Tef f ≥3,74. O

ponto marcado coma indica o fim do primeiro dredge-up (do Nascimento et al. 2000). . . 11

3.1 Distribuição das abundâncias de lítio (ALi) no Diagrama HR, para estrelas simples da presente amostra, usando os traçados evolutivos de Girardi et al. (2001). . . 15 3.2 Distribuição das abundâncias de lítio (ALi) no Diagrama HR, para estrelas

binárias da presente amostra, usando os traçados evolutivos de Girardi et al. (2001). . . 17 3.3 Abundancia de lítio (ALi)versustemperatura efetiva (Tef f) para estrelas

(11)

3.4 Abundância de lítio (ALi)versusPeríodo orbital (Porb) paraestrelas binárias

da presente amostra. . . 22

3.5 Abundancia de lítio (ALi)versusvelocidade rotacional (vsen i), para estre-las simplesda presente amostra. . . 24 3.6 Abundancia de lítio (ALi)versusvelocidade rotacional (vsen i), para

estre-las bináriasda presente amostra. . . 25 3.7 Comportamento da abundância de lítio (ALi) em função da profundidade (em

massa) da envoltória convectivaversustemperatura efetiva (log Tef f), para estrelas simples, considerando as estrelas com massas entre 1 e 4M⊙, da

(12)

LISTA DE TABELAS

3.1 Estrelas simples destacadas nas Figuras (3.1) e (3.7). . . 14

3.2 Estrelas binárias destacadas na Figura (3.4). . . 21

A.1 Parâmetros físicos fundamentais para as estrelas simples da nossa amostra. 34

(13)

CAPÍTULO

1

INTRODUÇÃO

O modelo padrão da cosmologia prevê que o Universo teve uma fase quente em seu iní-cio, a qual é conhecida como "Big Bang". Nesse modelo, quando as temperaturas eram

da ordem de 1028

K, ocorreu um breve período de inflação que aumentou rapidamente o raio do universo. Na sequência, o universo continuou a se expandir a uma taxa menor, e

cerca de10−4

s após o Big Bang a temperatura já era de1013

K. Os prótons e os nêutrons começaram a se ligar para formar o deutério aproximadamente 100 s depois do Big Bang,

quando a temperatura já havia baixado para 109

K. Deu-se, então, o processo da nucle-ossíntese primordial com a produção de Hidrogênio(H), Hélio(He) e, residualmente, 3

He, Deutério(D) e Lítio(Li) através da fusão nuclear. De fato, a abundância observada desses

elementos leves no universo é um dos grandes sucessos da teoria do Big Bang, que prevê, por exemplo, que cerca de 1

4 da massa do universo deveria ser de Hélio.

Segundo Harwit (1998), determinações espectroscópicas das abundâncias dos elementos

químicos na atmosfera das estrelas podem nos fornecer informações sobre a composição do meio no qual as estrelas foram formadas. A teoria da estrutura estelar mostra que para

(14)

por-em tpor-emperaturas relativamente baixas. Algum deutério que pode ter estado presente pode-ria igualmente ser destruído durante a contração convectiva inicial que mistura o matepode-rial

da superfície da protoestrela para dentro da parte central quente da estrela.

No entanto, podemos encontrar na literatura trabalhos observacionais que não condizem com esta predição teórica, tais como sugeridos por Wallerstein and Sneden, 1982; Brown

et al. 1989; Gratton and D’Antona, 1989; Fekel and Balachandran, 1993; De la Reza and Da Silva, 1995 e De Medeiros et al. 1996. Estudos que deram maior abrangência a este trabalho.

1.1 A Origem do Lítio

Anucleossíntese primordialé uma das formas possíveis para criação do lítio. Foi nesse processo que foram formados os elementos leves, citados acima, a partir da combinação

de prótons, elétrons e nêutrons livres, à época do Big Bang. Os primeiros estudos sobre a nucleossíntese primordial, feitos por George Gamow et al. (1949), mostraram que a

com-posição química do Universo primordial não deveria conter outros elementos diferentes dos anteriormente citados. Posteriormente, a descoberta dos ciclos de reações nucleares nas

estrelas explicou o processo de formação do hélio até o ferro.

As reações no meio interestelar, com interações entre raios cósmicos galácticos, após a formação das galáxias, também começaram a produzir lítio, berílio(Be) e boro(B). Outra possível forma de produção de lítio ocorre nointerior das estrelas(nas fases avan-çadas da vida de algumas delas), através da cadeia (p-p), onde uma parte é destruída rapidamente pelas reações (p, α) e outra parte desse lítio transportada para a fotosfera,

onde as abundâncias de Li são muito inferiores às abundâncias solares. Cameron e Fowler (1971) propuseram um outro mecanismo de geração de lítio que consiste no transporte do

7

Be da base da camada convectiva (onde a temperatura não é suficiente para destruí-lo) até regiões mais internas onde o Li é gerado em reações do tipo,

7

Be + e−

(15)

A nucleossíntese primordial e a nucleossíntese no interior das estrelas são os maiores produtores dos elementos da tabela periódica. A criação de elementos mais pesados que

o boro pode ser explicada pela nucleossíntese estelar, em fases diferentes da vida das estrelas, através de reações termonucleares, de reações de captura de nêutron ou de

par-tículas alfa, e de conjuntos de reações mais complexas. Já as reações decorrentes das fases finais da vida de estrelas de grande massa podem ser explicadas pela nucleossín-tese explosiva.

O lítio terrestre foi descoberto por Johan August Arfwedson em 1817, ao examinar rochas

de minério chamado petalita, coletado em minas da Suécia. Existem 4 isótopos conheci-dos do lítio; dois deles, o 7Li e o6Li, são estáveis e encontrados na natureza. O8Li e o9Li

são isótopos radioativos e têm meias vidas muito curtas. A temperatura de destruição do

6Li é da ordem de 2,2x

106K e para o7Li é da ordem de 2,6x

106K. Normalmente, no interior

estelar a temperatura excede tais valores. Considerando que a razão entre os isótopos

6Li e 7Li é baixíssima, e que o7Li é o mais abundante desses isótopos, daqui para frente

trataremos o7

Li simplesmente como Li.

1.2 Importância do Estudo do Lítio

O estudo dos elementos leves, como o lítio, é muito importante em vários campos da as-tronomia.

Na astrofísica, vários problemas da estrutura e evolução das estrelas estão relacionados

com o comportamento do lítio. De fato, os elementos leves são facilmente destruídos no interior estelar servindo como prova dos processos físicos que ocorrem nas camadas mais

externas da estrelas (Charbonnel et al., 1999; Michaud e Charbonnel, 1991).

Em cosmologia, o 7

(16)

nucleossín-densidade de matéria bariônica.

É importante ainda nos estudos da evolução química das galáxias (D’ Antona e Matteucci, 1991), embora a evolução e a produção de Li nas galáxias ainda não sejam totalmente

compreendidas. Por conseguinte, o problema da dispersão da abundância de Li estelar em certas regiões do Diagrama HR ainda não está resolvido.

Nos últimos anos, com o avanço na descoberta dos chamados exoplanetas, o Li assume também um importante papel. Em particular, o comportamento da abundância de Li em

es-trelas hospedeiras de planetas pode indicar o quanto os processos de formação planetária são diversificados ou não.

1.3 O Diagrama Hertzsprung-Russell (HR)

O Diagrama HR é uma das mais importantes ferramentas em astrofísica, fruto de tentativas bem sucedidas de correlação de parâmetros estelares. O nome Diagrama de

Hertzsprung-Russell deu-se em homenagem a seus dois astrônomos idealizadores, que de forma in-dependente e em épocas e locais diferentes o conceberam. Em 1911, Ejnar Hertzsprung

(Dinamarca, 1873-1967) percebeu um princípio de ordenação ao colocar dados de di-versas estrelas em um gráfico correlacionando luminosidade versus cor (ou temperatura

superficial) onde cada estrela representava um ponto nesse gráfico. Observou-se que as estrelas se distribuem em regiões bem definidas e não uniformes. Tal observação foi tam-bém verificada, em 1913 por Henry Noris Russell (EUA, 1877-1957).

A base de toda a teoria de evolução estelar foi construída com os primeiros estudos do

Diagrama HR. Onde a distribuição das estrelas nesse diagrama apresenta um caráter evo-lutivo mostrando o nascimento e vários estágios de queima do hidrogênio nas estrelas

com diversas massas. A maioria das estrelas distribui-se ao longo de uma faixa estreita na diagonal, do Diagrama HR, que vai do extremo superior esquerdo (estrelas quentes e

muito luminosas) até o extremo inferior direito (estrelas frias e pouco luminosas), chamada

(17)

aproximada-mente 90% de suas vidas. Ou seja, estrelas de menor massa, como é o caso do nosso Sol, passam mais tempo na SP que as de massas maiores. As estrelas deixam a SP quando

possuem aproximadamente 10% do hidrogênio no seu centro, o que indica que seu com-bustível nuclear está se esgotando.

Continuando a distribuição no diagrama, existe um número considerado de estrelas

si-tuadas na região superior direita, acima da SP com classe de luminosidade IV, III e II denominadas Subgigantes, Gigantese Gigantes Brilhantes respectivamente. Existem estrelas bem mais luminosas que essas, as Supergigantes, que pertencem à classe de luminosidade I e estão localizadas no topo do diagrama. Encontramos ainda, na parte inferior esquerda do diagrama, asAnãs Brancasque na verdade são restos da evolução estelar.

Quanto maior a massa estelar, mais rápida é a evolução na SP. Ou seja, dependendo das condições iniciais de massa e composição química, o Diagrama HR nos permite

(18)
(19)

1.4 Objetivos deste Trabalho

Neste trabalho, procuramos entender o comportamento evolutivo do lítio em estrelas evo-luídas através do Diagrama HR, para uma melhor compreensão dos níveis de diluição no

interior estelar. A conexão lítio-rotação para estrelas evoluídas simples e binárias é também estudada, bem como os efeitos da binaridade e da profundidade da envoltória convectiva sobre as abundâncias de Lítio. É neste contexto que se insere o escopo desta Dissertação,

a qual tem como base a maior amostra de dados estelares até então usada nesse gênero de estudo.

1.5 Plano de trabalho

A presente Dissertação segue na forma descrita a seguir.

No capítulo 2, são apresentados os dados observacionais da amostra e características das estrelas, tais como parâmetros físicos e fontes dos dados.

No capítulo 3, são apresentados os resultados e discussões do comportamento obser-vacional do lítio, das relações Lítio versus rotação e Lítio versus binaridade e, por fim, o

cálculo da profundidade da envoltória convectiva.

No capítulo 4, apresentamos as principais conclusões para este trabalho de Dissertação de Mestrado.

Finalmente, no capítulo 5, apresentamos algumas perspectivas de continuidade para este

(20)

CAPÍTULO

2

AMOSTRA ESTELAR E DADOS

OBSERVACIONAIS

O presente trabalho tem como base uma amostra de 1067 estrelas evoluídas, em sua

grande maioria do tipo solar, das quais 236 são sistemas binários espectroscópicos. Tais estrelas distribuem-se ao longo das regiões espectrais F, G e K. A abundância de lítio

(ALi)para nossa amostra está disponível na literatura (Brown et al. (1989); De Medeiros

et al. (2000); Costa et al. (2002); do Nascimento et al. (2003); de Laverny et al. (2003) e Luck R. E. e Heiter U. (2007)). A velocidade rotacional foi obtida a partir dos seguintes

autores: catálogo de De Medeiros e Mayor (1999), Costa et al. (2002), de Laverny et al. (2003) e do catálogo de Nördstron et al. (2004). É importante sublinhar que as precisões

nas medidas da abundância de lítio(ALi)e da velocidade de rotação são as melhores até

então atingidas. Procedimentos de medidas e discussões sobre as precisões são muito

bem apresentados pelos referidos autores.

Paralaxe trigonométrica, π, e a magnitude V foram obtidas a partir da base de dados do

satélite astrométrico HIPPARCOS1 (ESA 1997). As medidas de paralaxe do HIPPARCOS

fornecem uma excelente base para se determinar os parâmetros fundamentais das

estre-las.

(21)

A temperatura efetiva foi obtida utilizando a calibração índice de cor (B-V) versus log

(Tef f) de Flower (1996).

Para determinarmos a luminosidade estelar combinamos a magnitude visual aparente V e a paralaxe π e obtivemos a magnitude visual absoluta,Mv, a partir da equação do

módulo da distância de uma estrela, sem levar em conta o efeito da extinção interestelar, como se segue:

Mv = V + 5−5log(dpc), (2.1)

ondedpcé a distância em parsecs2 sendo igual a 1000/π.

Amagnitude absoluta bolométricada estrela, Mbol, foi obtida a partir da magnitude visual

com a introdução da correção bolométrica BC. Para o cálculo dessa correção, utilizamos a calibração log (Tef f)versusBC obtida por Flower (1996), dada por:

Mbol = Mv +BC. (2.2)

De modo que, Mbol foi convertida em luminosidade estelar, log (L/L⊙). A partir de Allen

(1973), temos que:

log(L/L⊙) =

4,72−Mbol

2,5 . (2.3)

Os valores da temperatura efetiva, velocidade rotacional e abundância de lítio para nossa amostra de estrelas simples são apresentados na Tabela (A.1) do Apêndice A e para as

binárias são apresentadas da Tabela (B.2) do Apêndice B.

De posse dos valores da luminosidade e da temperatura efetiva, o cálculo damassa (vari-ando de 0.9 a 12 M⊙) de cada estrela da nossa amostra foi efetuado localizando-se

preci-samente a estrela no diagrama HR, usando os traçados evolutivos de Girardi et al. (2001).

Os parâmetros orbitais, excentricidade (e) e período orbital (Porb), para as estrelas

(22)

et. al (1990), totalizando uma amostra de119 estrelas binárias evoluídas com parâmetros disponíveis.

Os valores do período orbital e excentricidade para uma parte da nossa amostra de

es-trelas binárias são apresentados nas Tabelas (B.1) do Apêndice B.

Para uma estimativa da profundidade da envoltória convectiva (em massa)

MZC/MEstrela, sabendo a posição da estrela no diagrama HR, isto é, de posse dos

va-lores da massa e da temperatura efetiva (log Tef f) - utilizamos o procedimento proposto

por do Nascimento et al. (2000), Figura (2.1), para as estrelas da nossa amostra com me-talicidades tipicamente solares, e consideramos estrelas com massas entre 1 a 4 M⊙e log

Tef f somente entre 3,8 a 3,6.

(23)

3.81 3.75 3.7 3.65 3.6 0.8

0.6 0.4 0.2 0

Figura 2.1: A profundidade (em massa) da envoltória convectiva é mostrada em função da tem-peratura efetiva (primeiro dredge-up) para 1.0 M⊙ linha (sólida), 1.2 (ponto), 1.5 (pequeno traço), 2.0 (longo traço), 2.5 (ponto-pequeno traço), 3.0 (ponto-largo traço) e 4.0 M⊙linha (pequeno traço-longo traço) e [Fe/H] = 0. A figura apresenta também um zoom da região 3,8≥log Tef f ≥3,74. O

(24)

CAPÍTULO

3

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Como sublinhado na Introdução, o estudo do comportamento do Lítio em diferentes regiões do Diagrama HR tem recebido grande atenção ao longo dos últimos 50 anos. O esforço

desenvolvido nessa dissertação pretende ampliar nossa visão sobre tal comportamento, porém, com base na mais ampla amostra de dados já utilizada nessa linha de estudo.

Esse fator se reveste de grande importância, sobretudo por nos oferecer uma base estatís-tica sólida para explorar novos aspectos no comportamento do Lítio ao longo do Diagrama

HR, em particular para estrelas evoluídas do tipo solar, onde estudamos as relações entre Li e parâmetros estelares diversos, buscando confirmar, ou não, resultados até agora pre-sentes na literatura.

3.1 Comportamento Observacional do Lítio

A diminuição da abundância de Li e da velocidade rotacional com o avanço da idade es-telar é uma das propriedades mais conhecidas na astrofísica. Entretanto, até o momento

não se tem uma explicação sólida sobre os mecanismos ou processos que controlam esse comportamento, assim como as relações entre a abundância de Li e a evolução do

(25)

Segundo Skumanich (1972), se a ALi de uma estrela estiver correlacionada com a sua

idade, consequentemente deve-se esperar alguma associação com a velocidade rotacio-nal, pelo menos para estrelas de tipos espectrais iguais. Em conformidade com tal fato,

diversos autores (Zahn 1992; Pinsonneault et al. 1989, 1990) postularam que o decres-cimento de ALi, em estrelas simples de tipos tardios, se deve simplesmente à perda de

momentumangular.

Brown et al. (1989), estudaram uma amostra de 644 estrelas gigantes, onde 99% delas

tinham uma abundância superficial de lítio considerada normal e o restante apresentava uma abundância superficial elevada. Esses autores também observaram um

decresci-mento gradual deALi com a Tef f.

Estrelas Simples

Na Figura (3.1), mostramos a distribuição da abundância do lítio no diagrama HR para uma amostra de 831 estrelas simples evoluídas. Os valores de ALi, como já sublinhado,

foram obtidos de Brown et al. (1989); De Medeiros et al. (2000); do Nascimento et al. (2003); Laverny et al. (2003) e Luck R. E. e Heiter U. (2007). Claramente, observamos

aqui o decrescimento gradual da ALi com a Tef f, porém com detalhes bem mais

revela-dores sobre o comportamento da ALi em função de Tef f. Até uma Tef f ≈ 3,7,

corres-pondendo aproximadamente a tipos espectrais em torno de F8-G0, o comportamento da

ALi depende fortemente da massa estelar, variando entre valores próximos da abundância

cósmica ALi ≈ 3,0e valores muito abaixo, comALi ≈ 0,0. Tal resultado tem fortes

con-seqüências, pois mostra que na região das baixas massas existem estrelas que deixam o

turn-off1já comALi muito abaixo do valor predito pela teoria padrão da evolução estelar.

Na tabela (3.1), apresentamos cinco estrelas que estão destacadas na Figura (3.1) e que

(26)

serão discutidas mais detalhadamente na Figura (3.7).

Tabela 3.1:Estrelas simples destacadas nas Figuras (3.1) e (3.7).

HD log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC TE

[K] (km/s)

9746 3,650 8,7 2,70 1,7 0,838 K1III

39853 3,594 3,1 2,80 2,2 – K5III

112127 3,641 1,6 2,70 1,0789 0,753 K2IIICN+„,

194937 3,673 1,0 3,41 1,71 0,834 G9III

(27)
(28)

Estrelas Binárias

Na Figura (3.2), mostramos a distribuição da abundância do lítio no Diagrama HR para uma amostra de 236 estrelas binárias evoluídas. Os valores de ALi foram retirados de

Brown et al. (1989); De Medeiros et al. (2000); Costa et al. (2002); do Nascimento et al.

(2003); de Laverny et al. (2003) e Luck R. E. e Heiter U. (2007). Essa figura exibe na região quente, ou seja, para log (Tef f) maiores do que cerca de 3,74, uma tendência de repetir o

que se observa para as estrelas simples. Entretanto, pela primeira vez, um estudo revela uma tendência para não existência de estrelas binárias com componentes evoluídas ricas

em lítio, nos mesmos padrões usados para definir uma estrela evoluída rica em Li, ou seja

ALi ≈ 3,0e localização na região espectral G tardia ou K. Porém, tal resultado deve ser

visto com cautela, devido às limitações da amostra em questão, podendo ser isso apenas o resultado de um efeito de seleção. Nesse sentido, a estrela binária HD 216489, (B-V) = 1,132, log Tef f = 3,663 e tipo espectral K1III, apesar de apresentarALi= 1,424, portanto,

bem abaixo da abundância cósmica, poderia, em princípio, ser considerada rica em lítio. Tal estrela merece, por isso, um estudo particular sobre suas propriedades, para confirmar

(29)
(30)

3.1.1 A

Li

versus

T

ef f

Na Figura (3.3) apresentamos a abundância de lítio (ALi) em função da temperatura efetiva

(Tef f) tanto para estrelas simples, representadas por círculos fechados vermelhos, como

para os sistemas binários espectroscópicos, representados por circulos fechados: azuis,

para período orbital menor que 250 dias e excentricidade menor que 0,10, pretos para período orbital menor que 250 dias e excentricidade maior ou igual a 0,10 e verdes para

período orbital maior que 250 dias. Um aspecto marcante nessa figura é a confirmação do bem estabelecido decrescimento gradual daALicom a temperatura efetiva, ou seja, ao

longo dos tipos espectrais F, G e K, confirmando os resultados de Herbig e Wolff (1966), Alschuler (1975), Boesgaard (1976), Brown et al (1989) e De Medeiros et al. (2000),

evi-denciando uma diluição de lítio, onde o material da camada superficial, rico em Li, é es-palhado e misturado ao material pobre em Li quando a envoltória convectiva se aprofunda em direção às regiões mais internas da estrela. É importante destacar, também, que as

estrelas binárias apresentam o mesmo decrescimento gradual deALicom Tef f exibido

pe-las estrepe-las simples. Outro aspecto relevante aqui é a clara ausência de estrepe-las binárias

ricas em Li, como já sublinhado na seção anterior.

Em sistemas binários interagindo gravitacionalmente, a dissipação viscosa do efeito de maré, dependente do tempo, pode produzir uma sincronização do movimento de rotação

com o movimento orbital, bem como uma circularização da órbita do sistema (Zahn, 1977), ou seja, a interação de maré reduz a excentricidade da órbita da estrela. Esses efeitos da interação gravitacional também retardam a diluição do Li em estrelas frias. Mas esse

retardamento não é suficientemente intenso para que ao longo da evolução as estrelas bi-nárias, a uma determinada temperatura e idade, tenham abundâncias superiores àquelas

(31)

Figura 3.3: Abundancia de lítio (ALi) versus temperatura efetiva (Tef f) para estrelas evoluídas

(32)

3.1.2 Comportamento do Lítio em sistemas binários com

componen-tes evoluídas

A maioria dos sistemas binários com componentes evoluídas e períodos orbitais menores que 250 dias apresentam uma sincronização entre a rotação e o movimento orbital

(Mid-delkoop e Zwaan, 1981). De fato, para esse tipo de sistema, Giuricin et al. (1984) e De Medeiros et al. (2002) também observaram a mesma tendência.

Para estrelas subgigantes, De Medeiros et al. (1997) e Randich et al. (1999) encontraram que os sistemas binários com períodos curtos parecem reter mais o lítio que os sistemas

do mesmo tipo espectral com períodos longos.

Na Figura (3.4), apresentamos o comportamento da abundância de lítio em função do período orbital onde os sistemas binários com componentes evoluídas estão segregados

entre os que apresentam períodos orbitais menores que 250 dias (e excentricidades me-nores que 0,10), órbitas ditas circularizadas, representados por círculos fechados azuis,

sistemas com períodos orbitais menores que 250 dias (e excentricidades maiores e iguais que 0,10), órbitas aproximadamente circularizadas, representados por círculos fechados verdes, e sistemas com períodos orbitais maiores que 250 dias, representados por

círcu-los fechados vermelhos. Percebemos os efeitos da interação gravitacional sobre a diluição do conteúdo do lítio em torno desse período orbital. Para Porb menores que 250 dias

confirmamos a existência de uma zona de inibição, primeiro observada por Costa et al.

(2002), ou seja, a inexistência de componentes evoluídas com ALi menores do que um

determinado valor crítico, neste caso, em torno de 0,9. Costa et al. (2002) sugeriram a existência da tal zona de inibição para períodos orbitais menores do que cerca de 100

dias. Entretanto, como bem ilustrado na Figura (3.4), o fenômeno da inibiçãona diluição

do lítio parece começar em torno de Porb ≈ 250 dias. A intensidade desse fenômeno

parece aumentar gradativamente com a diminuição do período orbital. Um outro aspecto

importante na Figura (3.4) é um claro aumento da dispersão na relação ALi versus Porb

com o aumento do período orbital. Observa-se que para Porb >250 dias, ALi apresenta

(33)

ou mais de sistemas binários com períodos orbitais longos apresentando ALi tão elevado

quanto os valores encontrados para o sistema de períodos muito curtos. Tal fato pode

es-tar associado a um processo de retenção de Li durante uma fase de pseudo-sincronização como aquela discutida por Canto Martins et al. (2006).

Seis sistemas binários parecem fugir à regra ou tendência dos outros sistemas ilustrados

na Figura (3.4). São eles: HD 65626, HD 99028, HD 123999, HD 137052, HD 144070 e HD 196524 - classificados a seguir na tabela (3.2). Esses sistemas apresentam os valores de

ALi mais elevados da presente amostra de binárias, porém, excentricidades maiores que

0,10. Duas dessa estrelas, HD 65626 um sistema RS CVn com tipo espectral F9IV+G5IV, e HD 123999 com tipo espectral F9IV, encontram-se no estágio evolutivo das estrelas

sub-gigantes, onde a sincronização entre rotação e movimento orbital é esperada para o valor de Porbpor elas exibidos. Um aspecto que chama a atenção, no entanto, é esses sistemas

ainda não terem órbitas circularizadas (e>0,10). Seriam esses casos também um resul-tado dos efeitos de pseudo-sincronização sobre a diluição do Li? É interessante sublinhar

que Canto Martins et al. (2006) sugerem a pseudo-sincronização como processo efetivo para inibição da diluição do Li exatamente para uma estrela subgigante (S1242, sistema binário do aglomerado aberto M67).

Tabela 3.2: Estrelas binárias destacadas na Figura (3.4).

HD log(Tef f) vseni ALi Porb e TE

[K] (km/s) (dias)

65626 3,778 12,9 3,10 11,06803 0,11 F9IV+G5IV

99028 3,821 16,0 3,25 192 0,54 F2IV

102713 3,808 11,5 3,10 32,864 0,09 F5IV

123999 3,786 12,7 2,40 9,6045 0,19 F9IV

137052 3,812 10,2 3,00 226,95 0,68 F5IV

144070 3,734 19,4 2,8 44,7 0,75 F5IV

(34)
(35)

3.2 Lítio

versus

Rotação

As Figuras (3.5) e (3.6) apresentam as distribuições de ALi em função da velocidade de

rotação vsenipara estrelas simples e binárias da amostra, respectivamente.

A presente análise, com base numa amostra estatisticamente mais robusta, confirma os resultados de estudos anteriores (ex.: De Medeiros et al., 2000). Para rotações

meno-res que 10 km/s as abundâncias de Li apmeno-resentam uma dispersão de cerca de 5 ordens de magnitude, tanto para estrelas simples quanto para estrelas binárias. Diferentemente,

para rotações maiores do que cerca de 10 km/s, a dispersão na relação ALi versus vseni

diminui. A correlação entre abundância de lítio e velocidade rotacional se manifesta

so-mente pelo fato de que estrelas com rotações elevadas tendem a apresentar abundâncias elevadas de litio, seja para estrelas simples ou para as estrelas binárias. Entretanto, não é

possível estabelecer uma relação matemática simples entreALi e rotação, provavelmente

devido ao fato de que outros parâmetros estelares influenciam tal relação. É importante sublinhar que De Medeiros et al. (2000) já haviam apontado para tal aspecto, sugerindo

mesmo que a massa estelar deve ser o parâmetro com maior influência na relação ALi

(36)
(37)
(38)

3.3 A

Li

versus

o comportamento da Profundidade da

En-voltória Convectiva

Nesta seção, apresentamos uma análise pioneira sobre o comportamento de ALiem

fun-ção da Tef f, agora levando em consideração o papel da massa da envoltória convectiva.

Até o presente, apenas do Nascimento et al. (2000) haviam efetuado um tal estudo, dedi-cado às estrelas subgigantes. A importância desse gênero de análise é bastante clara: ao

se colocar estrelas num contexto “ALiversusprofundidade da envoltória convectivaversus

Tef f", é possível identificar as anomalias em ALi face ao desenvolvimento da mistura ou

diluição convectiva.

A Figura (3.7) ilustra a distribuição de ALi versus Tef f, porém, levando em consideração

a profundidade (em massa) da envoltória convectiva de cada estrela. A grande maioria das estrelas segue o padrão previsto pela teoria da evolução: a maioria das estrelas com

ALi elevada encontra-se na região da Tef f onde a envoltória convectiva ainda não se

de-senvolveu e, em uma outra direção, a maioria das estrelas com abundâncias ALi baixas

encontra-se na região da Tef f onde a envoltória convectiva atingiu sua profundidade (em

massa) máxima. Dois grupos de estrelas, no entanto, não seguem a regra anterior. O primeiro desses é composto por estrelas com baixas ALi, com temperaturas log (Tef f) >

3,74. O fato dessas estrelas encontrarem-se num estágio onde a envoltória convectiva ainda não se desenvolveu indica que o comportamento de “pobres em lítio"dessas

estre-las não está associado ao processo padrão de diluição, devido ao aumento da envoltória convectiva. O outro grupo de estrelas com comportamento anômalo na relaçãoALiversus

Tef f, face à profundidade da envoltória convectiva, é constituído pelas estrelas

apresen-tando log (Tef f)<3,7 e abundâncias elevadas de lítio, variando tipicamente entre 1,4 e a

(39)
(40)

CAPÍTULO

4

CONCLUSÕES

Foi efetuada, nesse trabalho, a análise do comportamento da abundância de lítio em fun-ção da temperatura efetiva para uma ampla amostra de 1.067 estrelas evoluídas, dentre

as quais 236 são sistemas binários espectroscópicos, tipicamente estrelas de classes de luminosidades III e IV ao longo da região espectral F, G e K. Foram analisadas também as

relações entre rotação e abundância de lítio, bem como o papel da binaridade no compor-tamento do lítio.

Em relação ao comportamento observacional do lítio para as estrelas simples, além de observarmos um decrescimento gradual da abundância de lítio com a temperatura efetiva,

verificamos que para estrelas com temperaturas em torno de 3,7, ou seja, aproximada-mente tipos espectrais em torno de F8-G0, o comportamento da ALi depende fortemente

da massa estelar, variando entre valores próximos da abundância cósmica ALi ≈ 3,0, e

valores muito abaixo, com ALi ≈ 0,0. Tal resultado tem conseqüências importantes, ao

mostrar que na região das baixas massas existem estrelas que deixam o turn-off comALi

muito mais abaixo do que prevê o modelo padrão da evolução estelar.

O nosso estudo revelou, pela primeira vez, que, em princípio, não existem ou são muito raras estrelas binárias com componentes evoluídas “ricas em lítio", nos mesmos padrões

(41)

localiza-ção na região espectral G tardia ou K.

Confirmamos os resultados de Herbig e Wolff (1996), Alschuler (1975), Boesgaard (1976), Brown et al (1989), De Medeiros et al. (2000) e do Nascimento et al. (2000), isto é, o

decrescimento gradual da ALi com a temperatura efetiva ao longo dos tipos espectrais F,

G e K, evidenciando uma diluição de lítio onde o material da camada superficial, rico em

Li, é espalhado e misturado ao material pobre em Li quando a envoltória convectiva se aprofunda em direção às regiões mais internas da estrela. Destacamos ainda que as es-trelas binárias apresentam o mesmo decrescimento gradual deALicom Tef f exibido pelas

estrelas simples.

Estabelecemos, com mais clareza, os efeitos da interação gravitacional sobre a diluição do conteúdo do lítio em sistemas binários com componentes evoluídas. Para Porbmenores

que 250 dias, confirmamos a existência de uma zona de inibição anunciada por Costa et

al. (2002), ou seja, inexistência de componentes evoluídas com ALi menores do que um

determinado valor mínimo, neste caso, em torno de 0.9. Realmente, Costa et al. (2002) sugeriram a existência dazona de inibiçãopara períodos orbitais menores do que cerca de

100 dias. Entretanto, observamos que o fenômeno na diminuição do lítio parece começar

em torno de Porb ≈250 dias. A intensidade desse fenômeno, por sua vez, parece

aumen-tar gradativamente com a diminuição do período orbital. Um outro aspecto importante a ser

salientado é um claro aumento de dispersão na relação ALi versusPorb. Observa-se que

para Porb >250 dias aALi apresenta uma dispersão de aproximadamente 3,5 ordens de

magnitude, com cerca de uma dezena ou mais de sistemas binários com períodos orbitais longos apresentandoALi tão elevada quanto os valores encontrados para os sistemas de

períodos muito curtos. Tal fato poderia estar associado a um processo de retenção de Li durante uma fase de pseudo-sincronização como aquela sugerida por Canto Martins et al.

(2006).

Os sistemas HD 65626, HD 99028, HD 123999, HD 137052, HD 144070 e HD 196524

(42)

tipo espectral F9IV+G5IV, e HD 123999 com tipo espectral F9IV, encontram-se no estágio evolutivo das estrelas subgigantes onde a sincronização entre rotação e movimento orbital

é esperada para o valor de Porb por elas exibidos. Esses sistemas ainda não têm orbitas

circularizadas (e>0,10). Então, seriam esses dois casos também um resultado dos

efei-tos de pseudo-sincronização sobre a diluição do Li? Deve-senotar que Canto Martins et

al. (2006) sugerem a pseudo-sincronização como processo efetivo para inibição da

dilui-ção do Li exatamente para uma estrela subgigante (S1242, sistema binário do aglomerado aberto M67).

Confirmamos os resultados de estudos anteriores sobre as relações ALi versus Rotação

(ex.: De Medeiros et al., 2000), porém com base numa amostra estatisticamente mais

ro-busta. Para rotações menores que 10 km/s a abundância de Li apresenta uma dispersão de cerca de 5 ordens de magnitude, tanto para estrelas simples quanto para estrelas

bi-nárias. Diferentemente, para rotações maiores do que cerca de 10 km/s a dispersão na relação ALi versus v sen i diminui. Estrelas com rotações elevadas tendem a apresentar

abundâncias elevadas de Lítio, seja para estrelas simples ou para as estrelas binárias.

A maior parte das estrelas estudadas seguiu o padrão previsto pela teoria de evolução

estelar: estrelas com ALi elevada encontram-se na região de Tef f onde a envoltória

con-vectiva ainda não se desenvolveu e, numa outra direção, estrelas com abundâncias ALi

baixas encontram-se na região da Tef f onde a envoltória convectiva atingiu sua

profundi-dade (em massa) máxima. Dois grupos de estrelas, no entanto, não seguiram essa regra.

O primeiro, composto por estrelas com baixas abundâncias ALi e com temperaturas log

(Tef f) > 3,74. Essas estrelas encontram-se num estágio onde a envoltória convectiva

ainda não se desenvolveu, indicando que o comportamento delas de “pobres em lítio"não está associado ao processo padrão de diluição, devido ao aumento da envoltória

convec-tiva. Muito provavelmente, elas já deixaram a sequência principal com esta deficiência em Li, cuja causa deve estar associada a alguma fase precoce na vida da estrela. O outro grupo de estrelas, com comportamento anômalo na relaçãoALiversusTef f, face à

profun-didade da envoltória convectiva, é constituído pelas estrelas apresentando log (Tef f)<3,7

(43)
(44)

CAPÍTULO

5

PERSPECTIVAS

• Pretendemos adicionar a este estudo os efeitos de mais outros parâmetros estelares,

tais como idade e indicadores da atividade estelar.

• Estudar o comportamento particular das estrelas evoluídas com anomalias na

abun-dância de lítio, em especial o comportamento no infravermelho.

• Estudar o comportamento de outros elementos leves, correlacionando-os com o

com-portamento do lítio e da velocidade rotacional em estrelas evoluídas.

• Estudar o comportamento do lítio e de outros elementos leves, tais como o Berílio

e o Boro, em estrelas evoluídas de aglomerados abertos, dentro de sequências de

idades e massas.

• Estudar o comportamento do lítio e de outros elementos leves face às medidas de

(45)

APÊNDICE

A

ESTRELAS SIMPLES

Apresentamos na Tabela (A.1) parâmetros físicos fundamentais para a amostra de 853 estrelas simples - subgigantes e gigantes de tipos espectrais F, G e K. A legenda desta

tabela está descrita como a seguir:

• HD: número de identificação da estrela no catálogo de Henry Draper; • TE: tipo espectral da estrela;

• Tef f: temperatura efetiva da superfície da estrela;

• vsen i: velocidade rotacional projetada em relação ao Hidrogênio;

• ALi: abundância de Lítio; • M/M⊙: massa da estrela;

(46)

Tabela A.1:Parâmetros físicos fundamentais para as estrelas simples da nossa amostra.

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

360 G8III: 3,679 – -0,20 2,0 0,813

400 F8IV 3,797 5,6 2,30 1,25 0,0013

448 G9III 3,678 1,7 -0,25 2,26 0,789

645 K0III 3,685 1,8 0,50 1,704 0,58

787 K4III 3,604 1,9 1,80 2,32 0,842

1406 K3III 3,654 – 0,00 1,5 0,722

1522 K2III 3,649 – 0,00 3,74 0,728

1671 F5III 3,815 46,5 2,80 1,7 0

2151 G2IV 3,765 6,0 2,50 1,38 0,011

2910 K0III 3,673 1,5 0,30 2,0 0,85

3229 F5IV 3,815 5,0 1,30 1,59 0

3303 K0IV 3,685 1,0 0,40 1,79 0,625

3346 K5III 3,580 – -1,50 2,25 –

3411 K2III 3,657 1,0 0,08 2,5 0,849

3712 K0II-IIIvar 3,657 5,1 0,00 4,9 –

3817 G8III 3,705 1,7 0,70 2,89 0,115

3856 G9III-IV 3,678 1,7 1,20 3,0 0,518

4128 K0III 3,682 – 0,20 3,189 0,511

4188 K0IIIvar 3,686 – 0,30 2,48 0,519

4627 G8III 3,668 1,2 0,00 3,2 0,675

4656 K5III 3,600 1,4 -1,00 1,64 0,781

4730 K3III 3,631 – -0,50 1,26 0,775

4732 K0III 3,695 – 0,26 1,69 0,371

4813 F7IV-V 3,794 3,9 2,80 1,13 0,005

4817 K5Ib 3,366 – 0,90 – –

4928 K0III 3,673 1,0 0,00 2,0 0,85

(47)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

5234 K2III 3,649 1,1 0,50 3,0 0,831

5268 G5IV 3,701 1,9 0,40 2,5 0,313

5343 K3III 3,622 1,1 -0,10 1,499 0,781

5395 G8III-IV 3,693 – 0,20 2,5 0,512

5437 K4III 3,599 – 0,10 1,74 0,798

5526 K2III 3,680 1,0 0,50 2,5 0,741

5575 G6III 3,672 – 1,00 4,0589 –

5608 K0 3,685 – 0,50 1,5 0,55

5722 G7III 3,694 – -0,16 2,49 0,518

6037 K2/K3III 3,654 – -0,22 1,09 0,775

6186 K0III 3,694 1,0 0,20 2,6 0,452

6203 K0III-IV 3,667 – 0,00 2,6 0,8

6211 K2 3,610 – -1,00 2,89 0,86

6269 G8IIICN„, 3,697 – 0,90 2,3 0,35

6301 F7IV-V 3,815 20,3 1,00 1,3 0

6497 K2III„, 3,654 1,2 -0,20 1,249 0,79

6559 K1III 3,672 – 0,33 2,0 0,85

6805 K2III 3,658 – 1,10 1,87 0,848

6903 G0III 3,746 70,0 2,70 2,7 0,0025

6953 K5III 3,607 – -0,50 1,0 0,704

7087 K0III 3,681 – 1,20 3,99 0,225

7106 K0III-IV„, 3,670 1,0 -0,20 1,89 0,845

7578 K1III 3,658 1,0 0,24 1,53 0,826

7623 K2 3,645 – -0,40 1,5 0,722

7647 K5 3,579 – -1,30 1,25 –

8126 K5III 3,619 – 0,40 1,5 0,794

8512 K0III 3,674 – -0,20 1,099 0,75

(48)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

8705 K2III 3,647 – -0,40 2,099 0,852

8763 K1III 3,667 2,1 -0,20 2,0 0,85

9057 K0III 3,685 2,0 0,20 2,5 0,513

9138 K4III 3,623 1,0 -0,20 2,0 0,833

9352 K0Ib+... 3,612 – 0,90 6,89 –

9408 K0III 3,687 1,1 -0,85 2,8 0,435

9562 G2IV 3,760 4,2 2,40 1,19 0,012

9712 K1III 3,665 6,5 -0,20 1,71 0,834

9746 K1III 3,650 8,7 2,70 1,7 0,838

10110 K5III 3,574 2,1 -1,20 1,12 –

10142 K0III 3,677 2,5 1,10 2,0 0,813

10486 K2IV 3,682 1,0 -0,20 1,25 0,65

10761 K0III 3,695 2,1 -0,67 3,3 0,159

10975 K0III 3,690 1,5 -0,21 2,2 0,525

11037 G9III 3,690 – 0,34 2,32 0,575

11428 K1III 3,633 – 0,50 2,5 0,861

11624 K0 3,657 – 0,10 2,0 0,851

12235 G2IV 3,768 5,2 1,30 1,2 0,007

12438 G8III 3,706 – -0,72 2,59 0,151

12583 K0II/III 3,691 1,5 0,40 2,4 0,547

13004 K1III 3,661 – -0,30 1,24 0,795

13363 K4III 3,624 – 0,20 2,58 0,859

13421 G0IV 3,779 9,9 1,30 1,41 0,002

13520 K4III 3,605 – -1,00 2,51 0,858

13982 K3III 3,656 1,0 -0,20 2,04 0,851

14129 G8III 3,692 – -0,21 2,65 0,475

14373 K0 3,648 – -0,30 – –

(49)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

15524 F6IV 3,825 70,0 3,35 1,6 0

15656 K5III 3,606 2,1 -1,00 1,51 0,781

15866 G0III 3,755 – 1,97 1,37 0,01

15920 G8III 3,704 2,5 1,07 2,59 0,3

16187 K0 3,676 – 0,20 2,485 0,748

16327 F6III 3,801 46,8 2,86 1,74 0

16417 G1V 3,756 2,0 1,80 1,1 0,009

17361 K1III 3,666 1,6 -0,30 2,0 0,85

17709 K5III 3,589 – -1,50 1,89 –

17713 K0III 3,686 – -0,32 2,22 0,525

17824 K0III 3,702 – 1,31 2,46 0,341

18262 F7IV 3,804 9,9 2,10 1,48 0,0005

18449 K2III 3,646 1,9 0,30 2,89 0,835

18482 K2 3,611 – -0,70 2,42 0,85

18650 K1III 3,678 – 0,31 2,0 0,813

18907 G8/K0V 3,724 1,2 1,10 1,25 0,125

18970 K0II-III 3,682 – -0,10 2,25 0,789

19121 K0III 3,677 1,9 -0,67 2,03 0,813

19270 K3III 3,670 1,4 0,45 2,19 0,848

19476 K0III 3,689 1,1 0,40 2,11 0,65

19656 K1III 3,666 2,0 0,00 3,0 0,7

19787 K2IIIvar 3,680 1,1 0,80 2,35 0,789

20468 K2II 3,602 5,9 0,10 7,0 –

20825 G5III 3,668 8,0 1,20 4,89 –

21017 K4III 3,653 – -0,20 1,276 0,8

21530 K2III 3,668 – 0,25 2,19 0,848

21552 K3III 3,624 1,0 -0,10 2,5 0,862

(50)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

22764 K4Ib 3,518 – -1,50 – –

22796 G6III: 3,697 – 0,30 3,0 0,18

23183 G8III 3,686 2,0 0,02 2,2 0,625

23249 K0IV 3,700 1,0 0,90 2,19 0,386

23526 G9III 3,687 1,3 0,76 2,35 0,561

24802 K0 3,623 – 1,00 3,2 0,841

24843 K1III: 3,671 – 1,00 2,0 0,85

25274 K2III 3,591 2,2 -1,20 1,6 –

25602 K0III-IV 3,688 1,0 0,20 2,0 0,652

25604 K0III 3,674 1,3 0,00 2,0 0,85

25621 F6IV 3,797 15,3 3,01 1,5 0,0002

25627 K2III 3,665 – -0,46 1,5 0,824

25877 G8II 3,666 1,0 0,30 4,0 0,365

25975 K1III 3,695 1,4 0,00 1,42 0,329

26546 K0III 3,671 1,0 0,39 1,69 0,832

26625 K0III 3,691 – 0,54 2,05 0,651

26923 G0IV„, 3,778 4,3 2,80 1,12 0,0005

27022 G5III 3,719 1,0 1,34 2,75 0,055

27348 G8III 3,694 1,8 0,50 2,499 0,518

27371 G8III 3,688 1,0 0,70 2,6 0,487

27382 K1III 3,660 1,0 -0,20 2,5 0,849

27536 G8IV: 3,703 1,0 1,20 1,8 0,375

27971 K1III 3,688 1,2 0,30 2,3 0,574

28305 K0III 3,683 2,4 1,20 2,2 0,798

28322 G9III 3,682 1,3 0,52 2,18 0,798

28479 K2III 3,649 – -0,43 1,5 0,722

29065 K4III 3,607 – -1,00 1,509 0,781

(51)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

29613 K0III 3,676 1,0 1,50 1,699 0,784

30454 K2III 3,663 1,1 0,00 1,57 0,829

30504 K4II 3,610 1,6 0,10 2,5 0,858

30557 G9III 3,683 1,0 0,19 2,41 0,759

30736 F7V 3,782 15,2 1,51 1,5 0,0014

30814 K0III 3,687 – 0,68 2,45 0,522

30834 K2.5III 3,617 2,7 1,80 3,0 0,842

31579 K4III 3,607 1,6 0,60 1,99 0,821

32393 K3 3,650 – -0,30 1,5 0,722

32887 K4III 3,608 – -0,20 2,43 0,85

33021 G1IV 3,764 2,0 2,00 1,22 0,012

33618 K2III-IV 3,655 1,0 -0,20 1,3 0,818

33844 K0III 3,678 – 0,32 1,25 0,65

34538 G8IV 3,697 – 0,40 1,709 0,374

34559 G8III 3,696 2,1 0,65 2,44 0,327

34642 K0/K1III/IV 3,687 6,9 0,30 1,51 0,55

35186 K4III 3,611 2,5 -1,00 2,75 0,859

35369 G8III 3,695 – 0,23 2,59 0,289

35519 K2 3,609 – -0,10 1,69 0,811

35521 K0 3,660 – 0,40 1,68 0,829

35620 K4IIIp 3,618 1,6 -0,80 1,85 0,829

35984 F6III 3,805 44,9 2,61 1,8 0

36040 K0IIIp 3,666 1,0 0,00 2,13 0,418

36167 K5III 3,579 – -1,20 1,83 –

36994 F5III 3,812 56,1 3,11 1,7 0

38358 K0 3,626 – -0,40 2,0 0,842

38527 G8III 3,705 2,4 -0,34 2,5 0,152

(52)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

38751 G8IIIvar 3,682 – 0,20 4,1 0,759

39003 K0III 3,663 1,0 0,00 2,51 0,849

39853 K5III 3,594 3,1 2,80 2,2 –

40020 K2III 3,666 1,0 0,11 1,77 0,839

40083 K2III 3,652 1,0 0,10 1,5 0,722

40801 K0III 3,689 – 0,27 1,81 0,626

40827 K1III-IV 3,666 1,8 1,60 2,0 0,85

41467 K0III 3,651 1,8 -0,20 3,25 0,808

41597 G8III 3,669 1,5 -1,05 2,49 0,825

41636 G9III 3,678 3,8 0,20 1,06 0,517

41700 G0IV-V 3,793 16,1 2,80 1,16 0,0002

42341 K2III 3,660 – 0,70 1,289 0,814

42466 K1III 3,676 1,4 0,20 2,3 0,789

42621 K1III 3,673 – -0,60 2,21 0,831

42633 K3III 3,629 2,2 -0,60 2,42 0,859

43023 G8III 3,701 – 0,43 2,49 0,325

43039 G8IIIvar 3,682 – 0,20 2,24 0,798

43386 F5IV-V 3,818 18,8 3,30 1,09 0

43429 K1III 3,675 – -0,33 1,43 0,735

44708 K4III 3,592 2,9 -0,20 2,5 –

45415 G9III 3,679 1,3 0,22 2,22 0,798

45466 K4III 3,610 – -0,70 1,509 0,781

45512 K2III-IV 3,660 2,1 -0,10 1,24 0,795

46184 K1III 3,641 – -0,40 2,1 0,847

46709 K4III 3,599 3,5 0,60 5,0 –

47174 K3III 3,646 1,0 -0,10 3,0 0,831

47205 K1III+... 3,679 – 0,00 1,249 0,631

(53)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

47731 G5Ib 3,670 – 0,90 4,89 –

47914 K5III 3,604 2,2 -1,00 1,25 0,753

48432 K0III 3,691 1,0 0,15 2,09 0,651

48433 K1III 3,657 1,0 -0,44 2,5 0,849

48737 F5IV 3,815 70,0 3,30 1,6 0

49161 K4III 3,619 2,5 -0,30 2,64 0,851

49878 K4III 3,624 1,4 -0,70 1,12 0,738

51440 K2III 3,649 1,0 -0,40 2,5 0,858

52005 K3Ib 3,564 – -0,10 15,1 –

52960 K3III 3,620 2,0 -0,20 3,82 0,825

54131 G8III 3,682 1,0 0,80 2,41 0,759

54719 K2III 3,642 1,0 -0,39 2,5 0,851

54810 K0III 3,682 – -0,03 2,22 0,798

55052 F5IV 3,829 75,0 2,00 2,21 0

55730 G6III 3,684 2,2 -0,83 2,42 0,758

57264 K0III 3,671 1,0 0,19 2,0 0,85

57669 K0III 3,644 4,5 1,50 4,0 0,784

58207 G9III+„, 3,681 1,5 0,10 2,0 0,815

58898 K2III 3,648 – -0,05 1,23 0,789

59294 K2III 3,639 1,7 0,50 4,0 0,784

59311 K5III 3,602 – 0,40 5,89 –

59381 K5III 3,572 – -1,10 – –

60341 K0III 3,665 – 0,30 1,78 0,842

60522 K5III 3,592 – -0,80 1,48 –

60532 F6IV-V 3,792 8,1 1,60 1,64 0,0003

60986 K0III 3,699 1,1 0,07 2,5 0,313

61064 F6III 3,815 30,1 3,41 1,84 0

(54)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

61603 K5 3,587 – -0,80 4,09 –

61630 K0 3,620 – -0,60 3,0 0,842

61772 K3III 3,591 2,2 -0,50 2,899 –

61935 K0III 3,681 – 0,20 2,37 0,759

62141 K0III 3,698 1,0 1,00 2,15 0,385

62285 K5III 3,593 – 0,00 2,0 –

62345 G8III 3,697 1,6 0,50 2,75 0,249

62412 K1III 3,687 – 0,20 2,899 0,377

62509 K0IIIvar 3,687 1,0 0,60 2,14 0,65

62576 K5III 3,567 – -0,50 4,899 –

62902 K5III 3,622 – -1,00 0,981 0,721

63208 G2III+„, 3,778 5,7 1,00 3,8 0

63352 K0 3,624 – 0,50 2,0 0,833

63697 K3III 3,638 – -0,50 1,69 0,822

63752 K3III 3,610 – 0,20 5,12 –

64106 K2III: 3,663 – -0,50 2,53 0,847

64144 K4III 3,607 – -0,30 1,72 0,813

64152 K0III 3,693 – 0,50 2,42 0,549

64307 K3III 3,614 2,0 1,20 2,87 0,859

65066 K0III 3,685 1,4 0,00 2,0 0,652

65345 K0III 3,697 1,0 0,40 2,499 0,322

65522 K2 3,631 – -0,50 0,999 0,725

65714 G8III: 3,682 – 0,20 4,9059 –

65735 K1III 3,667 1,0 -0,02 1,7 0,834

65801 K0 3,586 – -1,00 1,27 –

66011 G0IV 3,778 13,6 1,20 1,4999 0,0015

66242 G0III 3,766 6,9 -0,42 2,0 0,0012

(55)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

68290 K0III 3,696 – 1,03 2,43 0,325

68312 G8III 3,705 – -0,30 2,79 0,124

68375 G8III 3,703 1,3 -0,30 2,51 0,311

69267 K4III 3,604 2,1 -0,80 2,499 0,855

70272 K5III 3,590 – -1,20 2,1 –

70522 F7III 3,792 12,0 3,29 1,49 0,0005

70647 K5III 3,579 2,5 0,00 3,0 –

71088 G8III 3,690 1,2 0,75 2,25 0,581

71093 K5III 3,615 1,3 -0,80 1,499 0,781

71243 F5III 3,824 28,6 3,51 1,504 0

72292 K3III 3,643 1,0 -0,20 1,709 0,824

72324 G9III 3,680 2,7 1,00 2,0 0,813

72505 K0III 3,655 1,5 0,80 1,24999 0,8

72561 G5III 3,674 6,0 0,50 12,0 –

72779 G0III 3,750 90,0 3,30 2,51 0,0035

73108 K2III 3,655 1,0 0,65 2,25 0,85

73192 K2III: 3,666 – 1,20 2,1 0,847

73471 K2III 3,649 1,9 0,34 3,0 0,831

73599 K1III 3,672 1,0 0,00 2,5 0,825

73840 K3III 3,616 – -0,80 1,99 0,832

73898 G5III 3,703 1,1 -0,58 2,61 0,289

73971 G8III 3,688 2,4 0,60 2,4 0,545

74137 K0IIICN... 3,674 – 0,00 2,1 0,809

74442 K0III 3,671 1,0 0,00 2 0,85

74485 G5III 3,697 6,6 1,00 2,58 0,289

74739 G8Iab: 3,684 – 0,70 3,81 0,291

74918 G8III 3,703 – 0,30 3,0 0,188

(56)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

75523 K0III 3,646 1,0 0,10 2,34 0,853

75556 K0III 3,643 1,2 -0,40 2 0,845

76294 G8III-IV 3,689 2,3 0,50 3,13 0,335

76813 G9III 3,701 2,7 0,39 2,91 0,22

77250 F3IV+„, 3,666 1,6 0,00 3,5 0,531

77353 K0III 3,658 – -0,20 3,178 0,792

77445 K3III: 3,668 – 1,30 3,235 0,675

77912 G8Ib-II 3,679 12,0 1,00 5 –

78154 F7IV-V 3,801 5,8 1,10 1,25 0,0013

78235 G8III 3,705 2,7 0,80 2,5 0,152

78668 G6III 3,696 – 1,30 3,1 0,175

78715 G8III 3,705 2,0 0,50 2,75 0,125

79181 G8III 3,689 – -0,33 2,31 0,575

80499 G8III 3,698 – 1,10 3,24 0,165

80956 G5III-IV 3,711 2,0 0,50 3,1899 0,057

81146 K2III 3,648 1,9 0,10 1,999 0,852

81169 G8III 3,705 – 0,38 2,49 0,161

81799 K1III 3,659 – -0,20 1,69 0,83

82074 G6IV 3,715 2,1 0,30 1,69 0,125

82087 G8III: 3,680 – 0,20 2,89 0,531

82395 K0IIIvar 3,677 1,1 0,20 2,25 0,789

82543 F7IV-V 3,767 4,8 1,60 2,39 0,0006

82635 G8III 3,700 – 0,17 2,49 0,325

82734 K0III 3,681 3,8 1,10 2,85 0,576

82741 K0III 3,687 1,7 0,50 2,45 0,522

83087 K0/K1III 3,686 – -0,82 1,69 0,589

83425 K3III 3,633 1,2 0,19 1,97 0,841

(57)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

83805 G8III 3,694 1,2 0,47 2,52 0,511

84117 G0V 3,788 5,6 2,50 1,13 0,0005

85440 G8III 3,707 – 1,25 1,57 0,226

85444 G6/G8III 3,700 – 1,45 3,45 0,129

85503 K0III 3,648 1,2 0,20 1,514 0,722

86513 G9III: 3,675 – 0,50 2,0 0,813

87682 K1III 3,696 1,2 0,89 2,25 0,365

87837 K4III 3,610 – -0,40 1,6 0,811

89396 K2 3,623 – -0,30 4,5 –

89414 K3III: 3,664 – -0,20 2,41 0,85

89449 F6IV 3,812 17,3 1,30 1,35 0

89962 K3III 3,665 1,0 0,00 1,25 0,777

90040 K1III 3,654 – 0,80 2,47 0,856

90432 K4III 3,609 – -1,00 1,79 0,817

91550 K5III 3,578 – -0,50 – –

91612 G8II-III 3,699 1,5 0,60 3,0 0,18

92424 K2IIIvar 3,650 1,0 -0,20 1,5058 0,722

92523 K3III 3,617 10,0 -1,00 2,0 0,833

92588 K1IV 3,707 1,0 1,00 1,25 0,179

93102 K4III 3,650 1,0 -0,20 2,478 0,857

93244 K1III: 3,665 – -0,20 1,69 0,832

93257 K3III 3,663 – -0,20 1,5 0,825

93291 G4III: 3,702 – 0,50 1,51 0,351

93636 K0 3,661 – -0,20 2,52 0,852

93813 K0/K1III 3,646 – -0,40 2,1 0,852

93833 G8III: 3,673 – 0,00 2 0,85

94084 K2III 3,666 3,1 1,16 1,5 0,824

(58)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

94247 K3III 3,626 1,1 0,20 3,5 0,845

94264 K0III-IV 3,678 1,0 0,00 1,714 0,788

94386 K2III 3,656 1,0 0,20 1,089 0,769

94497 G7III: 3,680 – 0,10 2,0 0,813

94600 K1III 3,668 1,3 0,00 2,0 0,85

94669 K2III 3,664 1,0 0,05 1,7 0,831

94720 K4III 3,590 – -1,00 1,37 –

94747 K0 3,679 – 0,00 1,69 0,784

95272 K1III 3,672 – 0,00 2,44 0,828

95345 K1III 3,661 1,0 -0,20 2,75 0,828

95808 G7III... 3,696 – 0,30 2,53 0,311

95849 K3III 3,649 1,5 -0,20 2,89 0,835

96436 G9IIICN„, 3,693 2,3 0,20 1,899 0,648

96833 K1III 3,661 1,1 1,10 2,76 0,828

97605 K3III 3,664 2,2 -0,50 1,34 0,818

97989 K0III: 3,668 – 1,20 2,47 0,827

98430 K0III 3,666 – 0,00 2,89 0,725

98579 K1III 3,664 – -0,11 1,25 0,8

98839 G8II 3,686 4,0 0,70 3,92 0,611

98960 K3 3,607 – -0,80 1,72 0,813

99167 K5III 3,588 – -1,20 1,5 –

99283 K0III 3,687 1,5 0,26 2,48 0,519

99491 K0IV 3,727 2,6 1,40 0,799 0,054

99998 K4III 3,594 – -1,00 1,68 –

100006 K0III 3,676 1,9 1,20 2,3 0,789

100470 K0III 3,675 1,0 0,00 2 0,813

100615 K0III 3,680 1,0 0,00 2,59 0,731

(59)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

101013 K0p... 3,674 2,0 0,50 2,48 0,826

101133 F5IIIs 3,827 35,5 2,50 2,0 0

101151 K2III 3,631 1,0 -0,60 2,0 0,842

101321 K0III 3,687 – 0,05 1,75 0,611

101484 K1III 3,688 1,7 0,67 2,15 0,625

101673 K3III 3,641 1,2 -0,40 3,3 0,848

101980 K5III 3,593 2,4 -1,00 2,45 –

102224 K0III 3,655 1,1 -0,20 2,5 0,849

102328 K3III 3,639 1,1 -0,40 1,089 0,753

103596 K4III 3,600 – -1,00 1,25 0,753

103605 K1III 3,668 2,4 0,52 1,99 0,849

104055 K2IV 3,642 2,0 0,20 2,13 0,847

104304 K0IV 3,731 2,0 0,90 – –

104356 G8III: 3,651 – 0,80 2,47 0,856

104819 K2III 3,660 – 0,34 – –

104985 G9III 3,680 2,7 -0,09 2,25 0,789

105639 K3III 3,665 1,0 0,00 1,5089 0,825

105678 F6IV 3,795 29,6 1,60 1,6789 0,0003

105707 K2III 3,631 – 0,80 4,15 –

106714 K0III 3,693 1,7 0,50 2,51067 0,513

107295 K0III+„, 3,718 3,7 0,50 2,899 0,041

107328 K1III 3,656 1,3 -0,20 2,0 0,851

107383 G8III 3,683 1,2 0,50 3,3 0,481

107418 K0III 3,677 – 1,10 1,89 0,811

107610 K2III 3,666 – -0,01 1,51 0,825

107950 G7III 3,707 6,6 0,50 2,75 0,125

108063 G4IV 3,757 5,4 1,41 1,49 0,011

(60)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

108381 K2IIICN+„, 3,664 1,6 0,10 1,99 0,851

108471 G8III 3,697 4,1 2,00 3,289 0,165

108722 F5III 3,814 100,0 3,30 1,82 0

108861 G8III-IV 3,687 1,3 0,30 2,5079 0,513

108985 K5 3,595 – 0,30 1,89 0,819

109317 K0IIICN„, 3,683 1,8 0,40 2,249 0,789

109345 K0III 3,676 1,0 0,30 2,069 0,81

109379 G5II 3,704 4,2 0,80 3,4 0,145

109492 G4IV 3,738 4,2 2,81 1,48 0,045

109996 K1III 3,669 1,7 0,00 1,7089 0,834

110014 K2III 3,645 – -0,50 1,89 0,826

111028 K1III-IV 3,687 1,5 0,00 1,4967 0,549

111067 K3III 3,627 1,2 -0,80 1,7 0,821

111295 G8III 3,695 1,9 -0,17 2,48 0,326

112127 K2IIICN+„, 3,641 1,6 2,70 1,0789 0,753

112357 K0III 3,705 – -0,16 1,51 0,226

112570 K0III-IV 3,683 1,4 0,40 2,0 0,813

112989 K1IIIp 3,657 11,0 0,90 5,4389 –

113092 K2III 3,638 2,1 -0,30 2,789 0,851

113226 G8IIIvar 3,697 2,3 1,51 2,75 0,249

113847 K1III 3,662 1,3 -0,20 2,51 0,849

113996 K5III 3,604 1,8 -1,00 1,375 0,766

114038 K2III 3,662 – -0,30 2,37 0,85

114092 K4III 3,625 2,1 -0,60 1,13 0,749

114113 K3III 3,655 – -0,20 2,0 0,851

114149 K0III 3,677 – 0,30 2,0 0,812

114256 K0III 3,681 1,2 1,03 2,41 0,759

(61)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

114642 F6V 3,810 13,3 3,15 1,5189 0

114724 K1III 3,684 2,5 0,20 2,50489 0,7141

114960 K5III 3,621 – 0,10 1,21 0,756

115004 K0III 3,675 5,8 0,90 3,99 0,225

115202 K1III 3,683 – 0,20 1,489 0,773

115310 K0III 3,692 – 0,20 2,489 0,525

115319 G8III 3,690 2,4 1,10 1,84 0,627

115478 K3III 3,634 1,7 -0,40 1,5 0,812

115659 G8III 3,699 4,0 1,30 3,149 0,161

115723 K4.5III 3,624 – 0,30 1,59 0,796

116010 K1III 3,651 1,4 -0,40 2,568 0,852

116292 K0III 3,687 – 1,50 2,52 0,511

116957 K0III: 3,688 – 0,30 2,489 0,516

116976 K1IIICN... 3,669 – 0,70 2,5 0,825

117261 G8III 3,698 3,0 0,00 2,4879 0,325

117404 K5 3,606 – -1,00 1,99 0,821

117710 K2III 3,672 2,7 -0,20 1,6 0,831

118536 K1III 3,656 1,9 1,20 1,99 0,851

119081 K3III 3,633 1,3 -0,50 1,2499 0,773

119126 G9III 3,684 1,3 0,20 2,87 0,575

119992 F7IV-V 3,802 8,3 2,70 1,2109 0,0014

120048 G9III 3,694 3,0 1,00 2,54378 0,519

120164 K0III+„, 3,679 1,0 0,50 2,76 0,624

120420 K0III 3,680 1,0 0,30 2,76 0,624

120452 K0III 3,675 – 0,00 2,45 0,759

120477 K5IIIvar 3,596 2,2 -1,50 1,5 0,779

120602 K0 3,703 – 1,90 2,59 0,3

(62)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

121115 F3V 3,815 – 0,60 1,7 0

121299 K2III 3,669 – 0,00 2,0 0,85

121710 K3IIIvar 3,611 1,3 1,30 3,0 0,861

121980 K5III 3,613 1,9 -0,70 1,5508 0,809

122744 G9III 3,698 3,2 1,00 2,5078 0,325

123173 K2III 3,576 – 0,00 1,12 –

123977 K0III 3,681 1,4 0,20 2,0 0,813

124186 K4III 3,642 1,0 -0,40 1,49 0,816

124294 K3III 3,631 – 0,10 1,89 0,831

124570 F6IV 3,787 5,6 2,80 1,35 0,001

124850 F7V-IV 3,795 14,8 2,06 1,5 0,0005

124897 K2IIIp 3,645 1,0 -0,80 2,5 0,859

125184 G5IV 3,740 1,3 0,80 1,0589 0,031

125451 F5IV 3,832 46,0 1,80 1,36 0

125454 G9III 3,681 – 0,20 2,59 0,731

125560 K3III 3,647 1,0 0,50 1,489 0,722

126035 G7III 3,687 – 0,28 2,11 0,65

126218 K0III 3,692 – 0,40 3,1 0,348

126265 G2III 3,774 6,0 1,04 1,26 0,0061

126400 K0III 3,696 1,4 0,30 1,7089 0,374

127243 G3IV 3,710 3,6 0,60 2,59 0,15

127665 K3III 3,635 1,3 -0,40 1,7 0,824

127700 K4III 3,613 1,9 -1,00 2,137 0,831

127740 F5III 3,802 45,0 2,35 1,7 0

127986 F8IVw 3,792 5,7 1,60 1,6409 0,0003

128000 K5III 3,594 – -1,00 1,7 –

128198 K5III 3,622 – -0,80 1,75 0,822

(63)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

128750 K2III: 3,668 – 0,00 2,0 0,85

128853 G8III 3,695 – 1,28 1,58 0,365

128899 K5III 3,613 – -0,80 3,4 0,838

129245 K3III 3,633 1,5 -0,50 1,5 0,812

129312 G8IIIvar 3,687 6,5 0,70 4,3 –

129336 G8III 3,696 2,6 0,50 2,8923 0,216

129502 F2III 3,832 30,0 3,14 1,57 0

129972 K0III 3,690 – 0,50 2,52 0,511

130025 K0 3,714 – 0,70 2,87 0,123

130705 K4II-III 3,642 – -0,40 1,53 0,818

130945 F7IVw 3,803 18,7 2,30 1,5099 0,0002

130952 G8... 3,687 – 0,20 2,4 0,549

130970 K3III 3,619 2,1 -0,30 1,25 0,759

131040 F5IV 3,827 29,2 2,70 1,41067 0

131507 K4III 3,624 1,6 -0,50 1,867 0,83

132132 K1III 3,663 2,0 0,00 1,99 0,851

132146 G5III: 3,694 – 0,30 3,65 0,211

133124 K4III 3,599 1,6 -1,00 1,6 0,781

133165 K0III 3,681 – 0,00 2,41 0,759

133208 G8III 3,693 2,5 1,20 3,8 0,165

133392 G8III: 3,681 – 0,00 2,0 0,813

133484 F6IV 3,813 21,2 2,70 1,409 0

133485 G8III-IV 3,682 1,6 0,20 2,4289 0,759

133582 K2III 3,645 1,6 -0,60 2,0 0,852

133670 K0III 3,678 – -0,63 1,26 0,651

133774 K5III 3,580 – -1,50 – –

134190 G8III 3,693 – 0,40 2,48 0,525

(64)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

134493 K0III 3,677 1,8 -0,30 2,0 0,813

135402 K2III: 3,649 – -0,30 1,73 0,838

135482 K0III 3,670 1,5 0,50 3,0 0,7

136028 K5III 3,599 – -0,90 2,78 0,852

136064 F9IV 3,784 5,0 2,00 1,25 0,0002

136202 F8III-IV 3,787 4,8 1,00 1,24099 0,0015

136479 K1III 3,677 – 0,50 2,09 0,809

136512 K0III 3,683 2,0 0,20 2,0 0,813

136643 K0 3,642 – 0,70 1,99 0,841

136726 K4III 3,624 1,5 -0,60 2,0 0,833

137071 K4III 3,569 – -0,60 9,0 –

137390 K2III 3,650 1,0 1,40 2,0 0,852

137443 K4III 3,633 – -0,60 1,6 0,819

137704 K4III 3,617 1,0 -0,10 1,889 0,831

138383 K0 3,660 – -0,20 1,27 0,811

138481 K5III 3,580 4,2 -0,50 3,789 –

138716 K1IV 3,685 – 0,00 1,49 0,549

138852 K0III-IV 3,689 1,2 0,30 2,4199 0,547

138905 K0III 3,684 – 1,20 2,489 0,748

139063 K3III 3,625 – 0,30 2,0 0,842

139074 G8III: 3,690 – 0,30 2,5 0,513

139284 K2 3,634 – -0,60 2,1 0,843

139329 K0III 3,672 – -0,25 1,89 0,845

139357 K4III: 3,654 – -0,20 1,89 0,85

139663 K3III 3,635 – -0,40 2,19 0,85

139777 G8IV-V+„, 3,753 5,4 3,00 0,92489 0,011

139778 K1III: 3,669 – 1,20 2,19 0,848

(65)

HD TE log(Tef f) vseni ALi M⋆/M⊙ MZC

[K] (km/s)

140573 K2III 3,657 1,6 0,00 1,7 0,831

140716 G9III: 3,672 – 0,60 1,77 0,839

141472 K3III 3,618 – -0,80 3,44 0,839

141680 G8III 3,682 1,9 0,20 2,395 0,759

141714 G5III-IV 3,724 – 1,20 2,41 0,081

141832 K0III 3,687 – 0,38 1,71 0,589

141992 K5III 3,593 – -1,00 1,7 –

142198 K0III 3,685 – 0,20 2,455 0,522

142531 G8III: 3,690 – 0,40 2,49 0,513

143107 K3III 3,647 1,0 -0,30 2,35 0,854

143787 K3III 3,646 – -0,10 1,49 0,722

144585 G5V 3,755 3,7 1,50 1,09 0,011

145000 K1III 3,662 1,0 0,00 2,0 0,851

145001 G8III 3,697 9,9 0,50 3,4 0,137

145148 K1+„, 3,687 1,0 0,00 1,1 0,365

145892 K5III 3,606 – -1,00 1,48 0,763

145897 K3III 3,619 – -0,80 1,98 0,831

146084 K2III 3,660 1,4 -0,11 1,5 0,825

146388 K3III 3,664 1,6 0,60 1,89 0,85

146537 K2 3,629 – -0,60 1,499 0,809

146791 G8III 3,691 – 0,30 1,49 0,549

147266 G8II 3,696 1,2 0,40 2,41 0,328

147352 K6III 3,624 – 0,10 2,11 0,835

147677 K0III 3,690 1,6 0,40 2,24 0,579

147700 K0III 3,686 – 0,30 2,26 0,574

147767 K5III 3,595 3,1 0,30 1,71 0,798

148228 G8III 3,674 1,6 0,00 2,09 0,848

Imagem

Figura 1.1: Diagrama Hertzsprung-Russell mostrando a relação entre a luminosidade versus índice de cor e temperatura superficial
Figura 2.1: A profundidade (em massa) da envoltória convectiva é mostrada em função da tem- tem-peratura efetiva (primeiro dredge-up) para 1.0 M ⊙ linha (sólida), 1.2 (ponto), 1.5 (pequeno traço),
Tabela 3.1: Estrelas simples destacadas nas Figuras (3.1) e (3.7).
Figura 3.1: Distribuição das abundâncias de lítio ( A Li ) no Diagrama HR, para estrelas simples da
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