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A Escola Primaria, 1934, anno 18, n. 2, maio, RJ

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(1)

..

ANO

XVIII-N~

2

Num.

avulso 1$200

Maio

de

1934

• REVISTP. MENSAL

..

- - - -- - -- - - · - · · -- - -... - - · - - - -- --·---...

____

_

_ _

Diretor:

ALFREDO

C

.

DE

F

.

ALVI1I

.i

\.SSINA'rURAS

:

Para o Brasil j um ano .... •

l

6 meies . ....

12$000 6$000

REDAÇÃO : RUA SETE DE SETE~IBRO, 174 União Postal ... . .. . 15$000

.

. .

.

.

.

. . . . .

.

..

.

.

Red ...••...•...•.•

Pedro A. Pinto . ... . .... .

Hemete rio dos Santos ..

Othelo Rt:is ... .....•..

A

1\. Paz de Lc li eia

Topicos

Sociedade Pcslatozzi

T..ingua ~Ialerna

Carta a um professor

Países estrangejros

PAZ

SUMARIO

Mestre-Escola .. ... · · · · ~ecl, ... . . . ... . . . CeJina P,1dilha .. .... . Ataria do Carn10 V. P,

'frei-, palav1

inha".-A Quimica na vida cotidiana

O en~ino da Historia Natural nos Es ..

tados Unidos

Pratica da Escola Nova

DE LETICIA

Estrí

,~afificado o acô1·10 JJa1

·

a a

so!zi

-

J

11

/ttito g,,.ato

1z

os

é

as:Ji1za/a1·

aqz1i

a

çflo elo

co

1

t/lito

e

1Lt1·

e

o

P

e

,~,,

e

ti

Colo111bta

.

g

1'a1ld

ez

a

e

la

ta

r

e

fa

e

a 1

"e

leva1zcia do s

e

,·vi-Ao

co1tti11e

1

zte

a11t

e

1·i

c

a ,z

o

-

c

e

1zt1·0

el

e

ço

p1·

es

ta

r

l

o

p

e

la

,

zossa

cliplo1,1acia a

d,tas

1z

ova

s

z

t

l

é

as politicas -

to

ca,

i1z

co

1zt

e

stavel-

1

zações

i1·11zã

s

, 1t

ess

a qzlad,-·a d1

'

a111atica

da

11z

e

1z

te,

a

fa11za lto1t1·o

s

a rl

e

t

e

e

rzco1ztr·ado

1

io

!tistoria

l1ull

1ana

.

a1·bit1

·a1

1z

e

1

zto,

a fó1·11ttzla

111agnifica

pa

,

·a

a

S~ja-1zos

pois pe1·11zitirlo pô,·

e

11z ,,

e

-.

solziçrio

de

sezts

litígios.

1

l

eva

a ftgzz,·a, por ta1ltos titzllos ilust,·e,

tio

J\

7

esse

pa1--tic1lla1·,

le

v

a111os a dea1it

e

i1·a

rí rl

,

·

.

Af

,·a,

iio de

JJ!l

ello F

1·a1

1co, q11e, .fzz1zta,z

-E1t1·01Ja.

rio

es

t

e

a

ozzt

os

assi,zalados

se

r

viços

jtl

A1ti11zados

de

te1tde1z

c

ias pacifi

cas,

e1t-

p,

.. estaclos

ao pai

z

,

as

ce

,

zdez

i

a

1i111a

e11zi

1t

e

1z

c

ia

ga

s

ta11zos

e,

,i ,to

ssa

Co1z,c;tit1iição o

p1·i1lcipio [Jozicas

v

eze

s

ati,zgirla p

elos

1

zossos

l1011i

e

1t

s

civilisado1·

e

o te11zos segziido

i1z

va

,~ia

vel11ze1t

-

!

de

Estado, a,ztigos

ozi

11zod

e

1·1

zos

.

t

e

1

tos a./zlstes

d

e

f1·01zt

e

i1·as

_

iitt

e

r,za_cio,zais:

1

O

tc;

er

z

1io11i

e

t1

1

ans

cede

zi

os

li1;;iit

es

do

E,

para a11zpliar

no

s

sa uzfln

e

!zcta a_pa

z

t

·

1

Bra

s

il, fir,non-se

entre os

d

e

/a1na

nnirer-,

r;,za

r

l

o

,

·a,

JJ1·o

qzl

1·a111os

este

1zcl

e

1:

o

i11ipe1·io

da

sat,

,

·ece

b

e

,

zdo a co

1t

s

a.q1·açiio dos

v

1tltos ,,,ais

7

t

o

1·,

1

~

a

.

b

e

it

e

/t

c

a ao

s

º'

'

t,·o

s

pot

J

OS,

qzz

e

,z

os

e

pr

ese

11tativos de

va

1

1

ias 1ta

cio

1zalidatles.

e· o

,z

v

z

.

z

t 1

z lz a,,

l . ,

t

'd

·

t

·

O

caso de Leticia

co

nfirn!a

q

asserto.

1

f! ,

p

o

rt

a~z .o,

71

1

e

r~

c

t o

e

JU S

o~

1Jto

v~

111

e

1i-Ao

Bra

s

il

co

nb

e

a dita uzszgn

e

de

71

z

e-

to f

e

zto

e

,n

to,

no d_o dtplouzala

lt~~tl

e

a,

ga~o,

dia,z

e

i,

1

o

e

,zt,

·c

as

alta

s

poteitcias

lit(qa,ztes a

c

[a111a11do-o

ca

,zdzdato

tia

A111

e

1 z

ca

a

o

JJI

e

-e

s

e

zz

e.,t:

-

cl1a

1t

ce

ll

e

r

1

,

co

11i

ta1tto tacto

se

11

zz

o

Nob

e

t

lia

Paz·

Jzozit

)e

, q1ie

e11z

lJ1

1

e

ve

a

pa

z

a,11ea

ça

da z

:

olv

e

zi

Da,,1os-llz

e

a 1zo

ssc

t ad

esti

o,

j1i1lta1t-a

zz11t

la,·go t1

1

e

clzo

do

co

1tti1t

e

11t

e

szil

-

a11ze1

·

i-

,

do os

,zoss

os

aplaz1sos ele edz,cadores,

c

a,i

oJ co1

lg1·a

ça

,zdo

os

p

óvos

clesavi,zdos.

af

e

íto

s

tt

ad1111i,

..

a

ção

d

os

1zob,,

es

exe111plares

E

1

zi1Jz

ser·1

;

iço

q1ie

llle

va

i

se,~ c,--

e

ditarlo

ltzl11za1zos

qzi

e

, p

e

la 1zobr

eza

de atitzld

es

e

va-e

1tt, ..

e

os

11zai

o

es

pt·

es

t

ados

A11i

e

ri

ca,

azt· lo,·

de

sezzs

f

e

itos,

são sa,q,·ados

b

e

1z

e

111et·itos

11i

e

1zta11.

c

lo-llze o

p1

'es

t(qio

de

pa

c

ificad

o

r.

1

de sezi

pai

z

e glo,~ia

d

e

sezis co1tte1,1po1·a1zeos.

Toda a correspondencia deve ser dirigida

á

redação : Rua 7 de Setembro, l74

(2)

26

A ESCOLA PRIJ\1ARI.t\

- - - -

·

- - -

---1

TOPICOS

para úutra é, sempre, prejudicial aos inte-

resses do ensino.

N

o

Distrito

federal já viaorou uma dis·

. o

posição de lei que não permitia em certas

zo-nas

,

sob pena d

e

der11issão

,

a transfere11cia

do Diretor de

escola,

antes de quatro anos

N

inguem contesta hoje a importa11cia do d

e

efetivo exercício. Hoje,

caímos e111

ex-_ ex-_

-1

trabalho do

professor

primaria: sua mis- tremo oposto: o cargo de diretor de

esco-sã

o

é

tão nobre quão difícil e e:;pinhosa

.

la passott a

ser

posto sern fixide

z

, exerci.

A

e

sc

ola

é

Ltma

grande

oficina; o pro- do

em

c

omi

ss

ão

,

em carater lJortanto,

pro-fessor

,

o operaria. Materia prima, a cri- viso rio.

ança

;

produto

-

o cidadão

,

mais zeJ0

5,

o de

'

O Dr. Anisio Teixeira

,

ilustre

e

escla-seus dever~s

que

dos pr?1)rios direit

os

. recido Diretor Geral do D

e

parta111ento de

O

salar10

desse orJerar10

,,

1:ore1n, n~o

I

Educação

,

diante das solicitaçõe, e

suges-corr

es

ponde

absolutamente

a 1n1portanc1a tões qL1

e

lhe t

ê

n1

sido

diriaidas estudando

da obra. M

es

mo n

a

Capital da Republi· carinhosamente o asstti~to

'

e!1contrará

ca

,

o profes

so

r ~rimarío

;

nos

primeiros

certamente,

a

formula que 11

1

a d

e

concilia;

anos

?e

sua

carreira,

ganha

menos que a a

conveniencia

do en

s

ino com o

respeita-guardtã, qL1e a enfermeira,

que o proprio vei interesse do lJrofessor.

servente.

o es

ses

os 11ossos votos.

RESUL

'

rADO

: a falta

que se

observa

de profe

ss

ores

,

q

t

te desertam para ot1tras

• • • • • • •

• • • •

e,o~••••••

•+4

carreira

s

,

m

e

n

os

trab

a

lhosas e melhor

re-mu11eradas.

-' .

..

..

~

-A

Assoc

iaç

ão

de

P

rofessores

Prima-rios

solicítou

do S

r

.

Diretor

do Dep

a

r-tamento de

Ed

ucaç

ão,

fossem

a

s

vaga

s

existen

tes

n

o

q

t

1

ad

ro

dos diretores de

e<;coict preenchid

.

as,

ob

se

rvando-se

a lista

de cla

s

s

i

f

i

c,:\ção,

por merecimento,

orga-nizada

em

p

rinci

p

io

çio a1

1

0

pa

ssa

do.

Parece-

no

s

que conviria

m

a

i

s

aos

i11-teres

ses

do e11sino e

i

sso

está

m

ais

d

e

acôrdo

com a

p

raxe

adotada-a revisão da

aludi-da

cla

s

s

ifi

cação

permitindo-se novas

in

s-cri

ções

afim

de

que

sur

jam outr

os e

l

emen-tos

que

tambem

se

vên1

e

s

f

o

r

çando

cô m O

ju

st

o

objetivo de a\ca11

.:;

ar o

cu1ne da

nobre

carreira

.

-

- -

-

·

-

-

-

- - -

- -

· - - -

- --

-Efeti,,a<;ão

c,los di1

·

e

t

or

·

es

e:scola

de

U1

n

a

das

co

n

dições

es

s

e

nc

iaes ao

exit

0

da n1issão

do p

rofe.;

,

or

re

s

id

e

na

stra perfeita

adatação

do meio

em

que

age.

Qu

a

nto

mais

es

tr

e

it

as

e

n1ai

s co

r

·

deaes

as

sua

s

r

e

l

a

ções

corri as familias dos

pequeni

no

s

d

i

sc1pu\o

:;

,

q

L

1ant

o

,nais esti·

mado

se fizer,

n1ai

s ef

i

cie

nt

e

s

serã

o sett

s

serviços,

1

nais

certo

o tr

i

unfo.

A

111uda11ça do

m

es

tre

de

uma escola

Sociedade JJestalozzi

.. •

Na

c

1,ilta

c

idacl

e

de B

e

lo !io

1

·i

~

o

1

tte

,

e

.x:ist

e

!ta

a1to

s

,

1t111a i1tt

e

e

s

s

a11t

e

so

c

i

e

rlacle

d

e.

ed1t

c

ado

r

e.s, qti

e

se

desti11a a JJ1·ot

e

g

e

as

e

ta11

ç

a

s

soczal

111

e

1z

t

e

cl

e

sr

t111pa1·

aclas

.

Co1

1t

ess

e

s

11

ob

1

·es e el

e

varlo

s ú

bj

e

ti

vos

ve

,11 a

s

o

c

i

e

llad

e

JJ1·

es

ta

1

1clo o

s

11

1ais a

ss

i11a

·

'

ltt

c

l

os s

e

v

os

.

Da111

os,

abai

x

o

,

o

es

1t11io

elo qtte s

e

p

c

t

ssot

t

c

1

1t

sita 1zlti111a Ass

e

11

1bl

é

a G

e

,

·al

,

·

e

a

-li

.

~

a

r

la

e

111

2

7

el

e

JJ!a

ç

o ztlti,110,

e

11t

11111

d

os

s

al

õ

e

s

rl

,;i,

R

e

it

o

1

·

i

1

i

ela U

1

1iv

e

siclaá

e

el

e J

1fi,za

s

Ge

,

·a

es, so

b a

7J1·

e

sid

e

1

i

c

ia d

e

,qi·a11rl

e e

rl1zca-do1·a

b

e

lga

J

J

!acla111

e

H

e

l

e

1ta

A

,

ztipoff, p,·

o

f

es

·

so

,·a

co

1

zt

atada

ria

Escol

c

t r

l

e

Ap

e

1·/

e

i

ço

a-111

e

1

z

t

o

el

e

B

e

lo Iio

1·i

?-·

0

1

1t

e

:

A

pr

esidente, abrindo a sessão

,

fez

li

ge

ir

as

considerações em

tor110

das

ativi-dad

e

s

de

s

e

nvolvida

s

pela sociedade,

n

i

ano

pr0x

imo

fi

n

c

lo. Referiu-se

ao tr

aball10

r

e

aliz

ado

rias

c

la

ss

e

s

es

1)

ecia

is dos

diver-sos

g

r

t1pos

da

Capital

pela professora

Nai

-tres

l~e

z

:!nde,

trab

a

ll10

que consistiu,

con-for,11e relatorio

aprese11tado

1n

omentos

após,

pela

professora, em

reuni

ões

no

Ja-boratorio de

Psico

lo

g

ia

da

Esc

ola de

Aper

-feiçoamento

,

ás

qu

intas-f

e

ira

s;

visit

as

e

orientação direta dada ás professoras

atra-vés de aulas tnodelo;

mat

eria

l

fornecido

á~

cla

sses; a11

licaçã

o

de

t

estes

e

pesqt1i-sas

par

a

conl

1e

ci

n1e

nto

dos alunos.

• • • •

'

'

27

A

E'.)C

ü

l~

A

l'l~ll\

·

lARIA

- -

- - - -

- - - -

-

- - - -

-

-

- -

-

-

-

- - -

---Sa

\

i

e

nta11do o valor dos

exercícios

de

ortopedia

n

ie

11tal

1 d a

ginastica,

do canto,

<le

se

nho

,

trab

a

lhos ma11uais, mostrou a

pro

f

e

ssora.

110

sett

relatorio

,

como foram

esse

s

tneios

educativos

aplicados.

servações, traduções, monografias de

ca-sos estudados.

Concluiu

elogia11do

o i11teres

s

e e o

esforço da

s

professoras das referidas cla

s

-ses

,

cujos bons resultados. no fim do ano,

.

foram devidos, em parte

,

a elas

,

e ao aLI·

xilio dispensado pela

«S

ociedade

P

esta-~ozzi.

Ref

e

riu

-

se tambe1n

á

exposição do fim

do ano. r

e

a

l

izada 11a

Es

cola de Aperfei·

.;oamento

e aos premios conferidos, pela

.S

oci

e

dade

Pestalozzi

>

,,

ás classes que maís

se di

;

tin

gu

iram

,

pre1nio

s

esses des\i11ados

aqui

s

ão

de material de traball10 para as

me

s11

1as

classes.

O

premio foi de

200$000

em

di-nt1eiro e os otrtros Ires de

100$000

cada

u

.

m.

H

ave

ndo

a

professora

N

aitr

e

s

termi-nado

·

a leitura do rela

t

ori

·

J

, a presid

e

nte

prestoti inf

o

rmações

sobre

o trabalho de

s

envolvido p

e

lo Const1ltorio Medico

Peda-g

og

ico,

s

ob a direçã

o

graciosa

do

s

drs.

lago

P

in1

e

nt

e

l,

A

urelia110 Tavares

B

asto

s

,

Affonso

d

e

M

e

ll

o

Sa11tos, professora lris

Rezende

,

Est

her

Asst1111pção

e

Na

itre

s ~e

-zend

e

.

Falou sobre

a

cri

a

ç

ã

o da

classe

de

surdos n

1

udos, na Escola de

A

p

e

rfeiçoa-rnento,

c

uja direç

ã

o está confiada á

pro-fessora E

s

ther

Assa

mpção.

Disse que, além

da criação

desta

clas-se, fora apresentado ao Secretario

da

Edu-caç

ã

o 11m p

ed

ido rio

sentido de

se

cons-truir um

predio para

séde

de um in

s

tituto

de

st

inado

ao

tr

ata

rne11to d

e

crianças

anor-mai

s

de

vari

as

especies, e

que

serão corno

q11e un1

Centro de estudos para

medicos

,

1

professores

e

estag

io pára

fLtturos

espe-cia lista

.

s.

O

Secr

e

t

ar

io,

con1preende11do o

al-cance

da iniciativa da

«

So

ciedade

Pest

a

·

1ozzi

>>

,

accedet1 ao

pedido e

a construção

<io prPdio,

cuja planta foi

apresentada pela

~sociedade»

, v

a

i

se

pr

ocessan

do

rapida-1

mente.

A

inda com relaç

ã

o

ás

a

t

ividade

s

de-senvolvidas pela

«

Soc

iedade

Pestatozzi»,

falou sobre

a pttblicação do Boletim n.

12,

dizendo

e

,

tar em

vias

d

e

publicação

o 2

°

fascict1!0

do

mesmo r.oletim

,

\)edindo

para

ele,

o conc

t

1rso

dos

soc

i

os

presen·

tes,

com

algum

trab

a

lho interessante, ob·

Disse da proxima publicação, pela

lmprensa Oficial, por ordem do Secretario

da

Educação,

de 1.

000

exemplares da

tradttção da obra

«

Education des enfants

arrierés», de madame Descoendres.

Considerando o apoio moral

dispen-sado

á

«

S

ociedade Pesta!ozzi

»

pelo

Secre-tario da

Educação,

·

dr. Noraldino Lima

propõe que

se

o aclamem presidente de

honra da

«

Sociedade» com o que a

assem-biéa unanirne1nente concorda.

Continuando

,

a presidente falou da

necessidade de se fazer algo em prol da

inf ancia socialmente abandonada e propõe

á

a

s

sembléa a seguinte modificação no

artigo I, capitulo I

,

dos estatutos em vigor

de acordo con1 a faculdade qtte ll1es

con-fere o artigo

25,

dos mesmos estatutos:

<<Fica

instituida nesta Capital, sob a

denominação

de

«

Sociedade

Pestalozzi»,

uma associação civil, destinada a proteger

é)

infancia socialmente abandonada e

anor-mal, preservando a sociedade dos

ele-1nentos associais e a raça das influe11cias

11ocivas

da

anormalidade mental.

Con

s

idera-se

socialmente

abandonada

a

criança

·

não

amparada

pelos pais

,

tt1to-res

ou

instituiç

õ

es e que não disponha de

meios d

e

subsistenciás

para se manterem,

a não

ser

o exercício da mendicidade, ou

trabalhos exaustivos

,

incompativeis coin a

idade.

·

i

\.crescentar.se

á nova letra ao artigo

IV

:

!'

A

organi

za

ção

e

manutenção de

ca-s

as

e abrigos proprios

ao amparo

n1ate-rial

e

moral

da cria11ça,

cuidando-se 11ele

da higiene,

edt1caçã

·

o

e

orientação

profis-s

ional

tios

menores socialmente

abando-11ados

,

.

P

rose

gu

in

do

nas

sttas

consideraç

i'í

es,

diss

e

a

presidente que

111uitas crianças

,

jor-naleiros por

exemplo,

têm um nivel

men-tal

sttperior

ao

se

rviço que d

ese

mpenham

e,

dai,

a neces

sid

ade de se a

1

1exar

á

Casa,

oficinas

de rre-

ap

rendizagem

f)rofissional,

onde

eles

poss

~

m

orientar-se.

Postas em discttssão,

as propostas são

un

n

nin1em

e

nte

aprovadas,

sob palmas

de

as

se

m biéa.

A

presidente

deu,

então, a nalavra

ao

dr. Tavares Basto

s,

que

passot1 a ler o seu

relatorio, cujo resun10

e,

mais ou menos.

o

seguir,te

:

(3)

'

'

28

... i\.

ESCOLA

PR1tv11\J,

J .:\

'

O Consultorio

Medico Pedagogico

Descreve o clássico jest1ita grande

atendeu a

91

crianças,

nãa

só da Capital~ ternporal e diz

:

''

... houve·se por

mila-como de

outras

proéedencias.

gre não

ca

s

sar a

s

âncoras

,

p

ôs

to que

ii-Os

des

c

endentes de alcoolatras f

i

gu- ves

s

em lançadas tôdas quantas levavam.

''

raram nesses caso5 com a maior freqt1en- (fôlha n.

443. 2ª

col.

)

eia. Foi curioso notar se a pequenez da

O

franc

ês

conservou ca

s

ser e ou

t

ras

cifra dos descendentes de tuberculo

s

os. palavras da raiz, ex. gr.

cass

zz,·

e

:

ca

ssa

r,

Come

ç

am a revelar-se os dados sobre os de casso, subsiste na

s

expre

s~

ôe

s

ca

ssar

casos de alienação mental. Os casos de

direitos

,

cassar licença

,

cas

s

ar procura

ç

ã

o.

nervosismo t

ê

n1 como origen1, em geral

·

,

os côrte de cassação

,

etc. etc.

erro

s

educaci

o

11ais em familia.

Caçar, com ç

,

é

a

s

sim defini

d

o

-p

er-'

E

'

comum surgir uma situação morbi-

1

sigt1ir os ani111ai

s

silvestres

a

fim de os n

1

a-da

pelos processos caseiros Je

'

rigor ex-

1

tar ot1 de os apanhar vivo

s'

'

cessivo, tolerancia den1asiada, etc.

E

m sentido figurado empre

g

a

-s

e

ca-Fica assim patt 11teada a

necessidade

çar no lugar de apanhar

,

c

o

lher, r

e

colh

e

r

,

de urna

campanha

social vasta e pratica, capturar, captar.

que possa esclarecer os educadores em

Como os documentos

,

no c

aso,

de

familia.

que se trata, n

ã

o f

o

ram anulado

s e

ape-Termin

.

ando, o dr.

-

Tavares Bastos a nas aprendid

o

s, talv

ez

seja

m

e

s

1110 pr

e

fe-Ieitura do 1elat

o

rio, a presidente teceu ai- rivel e

s

crever-

s

e c

a

çar

,

do lati

m popula

r

guns comentari

a

s em

torno

do mesmo e

c

aptiar

e

o

u do latim clá

s

si

co

·

c

apta

,

·e,

ib

faz salient

a

r que o trabalho da Soci

e

dade

es

t

,

prender, procurar para J

Jre

n

der

.

Pestalozzi foi bastante eficiente e c

o

ncita

No sentido de caç

a

r, no d

e

ve

1

1a

1

"i,

os

s

ocios pre

s

entes, dados os fins huma- de apanhar a caça, t

e

m o anti

g

o

p

roven-nitarios da

S

ociedade, a

conseguiren1

o çal

cassa

;

mas o it

a

li

a

no e

sc

r

e

ve cas

si

are

maior nun1ero pas

s

ivei

de socios para a e o castelhano cazar.

me

s

n1a.

Da raiz de c

a

ptia

,

a

caça

,

é

o adj

e

cti-vo

capcioso

,

q

ue

s

i

g

nifi

c

av

a o

a111

an

te

... , . . 111111111111111llfl"'"'" . . . . u,11u1u•""' . . " " . " " " " " ' " " '11"'º .. "º"""'11""•

d

a arte v ena t ó

ri

a~

o ca ça

d

o r . . .

H

oje e

a-Língua

·

Materna

_

p

c

i o

s

o

é

en

g a

nad

a

r

,

fal

s

o

, s

o

físti

co

.

Ca

-ptio

é

ar

m

a

d

ilh

a

.

J

á

e

m lat

i

11

1 c

ssi

co

cap

t

io

s

us

e

ra

e

n

-ganad

o

r,

nocivo. prejt1dicial

.

.

.

C

a

ssa

, tecido

,

11

a

d

a

t

en,

co

n

,

caça

,

nem corn ca

ss

ar

e

é

de o

ri

g

em

1

na

l

a

i

a.

~i

on

se

nh

o

r Dal

ga

do en

si

1

1a

;

··

C

ass

a

.

se est

á

certa

(

mal-Ka

s

a

)

Tecido transpare

n

t

e

de

a

!g

o-«

A

Inspecto

r

ia de

.

veículos mandou

caçar

os

documentos do motorneiro.

»(

De

um

de nos

s

o

s

rnatuti11os)

Per

g

unta-me uma aluna

a

grafia de caçar.

dão ou de

linho

que vi

n

h

a a

nt

ig

a

11

1e

r

1

t

e

do ori

e

nte.

C

a

s

s

e em fr

a

11

s

'

·

,

em portu

g

uês, cassar, do

latim

qiza

ss

a,

·e,

bater, agitar

,

quebrar,

destruir

e

cassar

,

de

casso,

as, are, tornar

nulo,

-

O

verbo quat

e

re d

e

u c

o

m

r

o

s

t

os.

sern efeito,

cancelar, riscar...

com

ctrtere

e cu

ss

t1111, ql

1e a

1

1

ar

e

c(1

11 e

n1

Cassar

,

no primeiro sentido,

de

que- muitas palavras poriu

g

ue

s

a

s

- di

sc

utir

,

d

i

s-brar

,

se

arcaizou. Regista

o

Bluteau um cutivel, repercutir

,

repercu

s

s

ã

o, p

e

r

c

t1tir

,

exemplo,

cto

P

adre

Lucena, de

''cassar_

a percussão,

concus

s

ão, concu

s

sio1

1

á

rio

,

co

n

-âncora'',

no

sentido

de

quebrá-la. HoJe,

ct1tir ...

em linguagem

r,áutica,

cassar

a

vela

é

Disctttir

é

agitar un1a qt1estão, revi

-recolh

ê

-la.

rá-la.

Repercutir

,

literaln1ente, é

ferir

011

Eu

se

desse com o exemplo de Lu- bater

em

redor; percutir

é

bater

;

conc11s-cena

sem

a nota do dicionarista

,

tornaria

são

é

comoção

forte,

extorsão, p

e

culato

talvez

''cassar

a

âncora'',

por colh

ê

-la, e concussionário

é

o

que pratic

a

a

con-suspendê-la

e

é

provável que depois de cussão.

.

,

conhecido o sentido escrevesse

'

'

cassarem

Concutir e

o mesmo

que

abalar

,

faze,

as âncoras

'

',

Mas, conferi a cita e na

I

extremecer. Camilo usou o verbo

em mais

edição princeps, de 1600, de facto está de um passo! ex. gr. ~este ...

'' frei

José-c:ssar.

de Jesus Maria. frade CUJO nome

faz

con

-•

.

~l\.

ESCO

L

A

PRI

1V

I

A

RI

A

cutir as abóbad

a

s do

i11ferno,

raivoso da

inexorável guerra que lhe fêz

.

..

,

,

.

A B

ruxa

de Monte Córdova. Pág.

11.

200.

Ed. 5

ª

.

·

-E

111 vez de mot

o

rneiro devia

di-zer-se motoreiro. De rnotor e o sufixo

eiro. f a I

s

a ana

l

ogia co111

torneiro

gerott

a

for111a

e

rr

ô

n

e

:i

,

de trso espa

l

l1ado e

talvez

i

nconsert

á

v t.

l.

P

E

DRO

A

.

PINTO.

Carta

a uma professora

_

MINHA

COLLEOA.

Ot1vi

as stias queix

as

,

110 bilhete qtte

m

e

envio11

pelo

seu afill1adinho

,

e

vi

e

senti as s11as dores

:

ellas

minhas são

tambem. E

fiquei

sen1 saber o que

fazer,

e chorei

,

co1n

os soluços

do

Bilac.

Porque

o ei;crever-tanta pericia

,

Tar1ta reqtrer,

Que

officio

tal ... nem J1a noticia

De

ot1tro

qualquer.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

'

Vêr esta lingtta,

que

cultivo,

Sem ot1ropeíi:,

Mirrada

ao

halito nocivo

Dos infieis

!

...

1

29

,·apa

z

, f

ez

, f

e

liz, ,·

e

t,·o

z

e

c

1·1t

z

. ..

todos,

em

fim

...

Que

se

ha de fazer

?

çsperar.

. .

Ha

brigas diarias

no

D

e

pa1·ta,11

e

1it

o

de

Edtz

c

a

ção

,

da Prefeitura,

com o

en1prego

do

verbo 110

infinitivo.

«

Os

professores

convidam os alumnos

da

escola. . . para

a

s

sisti;·

aos jogos

de

f

o

ot-b

a

ll

,

e

...

não para

assi

s

ti,

·

e

,11 ..

Dei licença aos meninos para

b1·i1

zc

a1

·

,

e

não ... para

bri1icó1·

e

11l

E só

... Não se

gaste

papel

,

com

ba-nalidades.

Do collega

HE

i\

lETERIO DO:::i

S

ANTOS.

14 Maio

9

3

4.

Paizes estrangeiros

ALBANIA

P1·on11ncia do n0me em nossa

lingua:

alb

â

nia.

Nom

e

com que d

e

signam

o

pais os

natu1·ais:

S

lzqipe,tia.

Nome que damos aos

natu1·ais:

a!ba11

ê

ses.

. _ , 1

Reino constitucional, sit11ado na

.

Eu1·opa.

Eu

não_

sei

porque razao e

1

les

escre-

Rei dos albanês

e

s,

.zo.qzi

J,

.

n,tscido em

vem.

-

ri,t

c

t

a

corn

~

-

: Jodas as

·

pala vr~s

l

189!'>,

e

leito p1·esidente en1 1

.

925, proclamado

ter1111nadas

em

a,z

c

ta,

e

1t

c

to, 01tc10

e

1J1z

c

ta,

e

i

em

19:28.

todas

se escreven1

com

-

e

-

e porque

A Alba11ia ab1·1111°·e a a11tiO'a p1·ovincia

·

ã - . ?

E

- ?

º

b

n o

a.nc1.a

-

. ·

~cepçao

· .

eJa turca de Scutari e pa1·tes de I{ossovo e

Ya-qualquer

d1cc1onar10 de rimas,, e leia os

nina, e

s

tá situada a Oeste da peninst1la

bal-nossos

p_o~tas de raça,

e

vera corno se

cânica, banl1ada p

e

lo

Ad1·iatico.

1orn_am r1d1culos_os versos que. deite~

se

Ai·

e

a total de cerca

de

25.000

quil-0n1e-cop1ar_en1

a

;;

a,t

c

ta

s,

con1

s.

escr1ptos ....

t1·os qu

1

td1·ados.

População,

pot1co mais de

Brl~c.

o ptrro e caprichoso. desco- 1

milhão.

nhecera :

A Albania declarou

·

Se

independente

em

O

l

lem

O m:>

ld

e

ac ara para

h

,

ª

edxptredss

ão 1912, mas

sofr-eu

numerosos

acidentes

em

sua

7

'

vida de estado soberano, até que

em

1928

se

e

ti o .

fi

l

f .

d

.

Ai

I

quen, ha de dizer

as

a,z

c

ias

infinitas

rmtouta

ªatua

orn1a e gove1·no, que se vai

Do sonho

?

e

O ,

f

,

ã

ue

sus en an o.

ceo

que

oge

ª

1

m

O

{

7

1

De

religião,

são os albadeses

na n1aioria

se

evan

ª ·

·

musulmanos,

hitvendo tambem ade1·entes,

da

-

·

religião

g1·ega cisn1atica

e dn

católica.

Os

nomes e verbos terminados em

Capital,

Tira1ta,

peque11,L cidade com

agudos

(oxytonos

)

. com os sons

az,

ez,

iz,

cerca

de 30.000 habitantes apen:-is. Outrr.s sào:

oz

e

te

z

,

sempre se

escreveram co,n

z,que

\

Scuta,·i, Có,·tclia,

Elbasa,e,

Gjino

!{astro,

Referências

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