UNIVERSIDADE FEDERAL DE
SANTA
CATARINA
`PROGRAMA
DE
PÓS-GRADUAÇÃO
EM ENGENHARIA
ELÉTRICA
ESTUDO
DE
UM
INVERSOR
FULL-BRIDGE UTILIZANDO
A
CÉLULA
DE
COMUTAÇÃO
ZVS-PWM-GEPAE
DIssERTAçÃO SUBMETIDA À
UNIVERSIDADEFEDERAL DE
sANTA
CATARINA
PARA
OBTENÇÃO DO GRAU
DE
MESTRE
EM
ENGENHARIA
ELETRICA
.IÁDER
AMARAL
BRILHANTE
ESTUDO
DE
UM
INVERSOR
FULL-BRIDGE UTILIZANDO
A
CÉLULA
DE
COMUTAÇÃO
ZVS-PWM-GEPAE
JÁDER
AMARAL
BRILHANTE
ESTA
DISSERTAÇÃO
FOIJULGADA
ADEQUADA
PARA
OBTENÇÃO DO
TÍTULODE
MESTRE EM
ENGENHARIA, ESPECIALIDADE
ENGENHARIA
ELÉTRICA
EAPROVADA
EÍVI
SUA
FORMA
FINALPELO
CURSO
DE PÓS-GRADUAÇÃO.
L
2;~
Prof. D izar Cruz Ma ins, Dr.Orientador
Qrwlz, S‹l¿.wL.«
Prof. Roberto de Souza Salgado, Phd Coordenador do Curso de Pós-Gradua- ção em Engenharia Elétrica
BANCA
EXAMINADORA:
~¬
Prof. Ivo Barbi, Dr. Ing.
érof./Amaldo osé Fšerin, Dr. Ing.
Proííšenizar Cruz Martins, Dr.
A
meus
pais :José Brilhante
Macedo
e MariaEmy
Amaral
BrilhanteAGRADECIMENTOS
Ao
prof. Denizar Cruz Martins,que
orientou este trabalhode
maneirasegura e
competente
.Aos
engenheiros Alexandre Ferraride
Souza, Luis Carlos (Bagrinho) eJosé
Renes
Pinheiroque
participaramde
uma
forma decisiva na elaboração deste trabalho, através de críticas e sugestõesde
inestimável valor.Aos
companheiros
Alberto Santander, Álvaro, Cicero, Claudio Duarte,Dennys, Falcondes, Júlio, Márcio CÓ, Paulo e Valdir Noll,
que embora
extremamente
atarefadoscom
seus próprios trabalhos,não
exitaramem
colaborar por diversas vezes no intuito
de
aperfeiçoar esta dissertação.Ao
engenheiro Elias Sebastiãode
Andrade, pelo grande auxiliodispensado durante a implementação dos circuitos
de
comando
e potência.Aos
amigos
MaurícioRocha Osmani
Maia,Marcos
M. G. e TeresaCristina, Marcelo Pazzini, Aldebaro C. Alves Klautau e Polyana, Luis Otávio
Bola Gato, Elieser Jr.,
Eduardo
(GPEB),João
Aberides Arantes, ldimilsonTomé,
Alexandre, Francisco(LABSPOT),
Sérgio Galdino e Adriana, MiguelAnccasi, Iberê,
Fernando
Mussoi, Dalton Vidor, Sica, Argemiro, Claudiner,Marco
Akio, Peter e Leandra, Adriano Peres, Glaucio e tantos outros queatravés
da amizade
ajudaram a minimizar asaudade
dos familiares.Agradeço ao amigo
e conterrâneo Vicente Lima Crisóstomo pelasvezes
em
que
abdicoudo
seusossego
habitual parame
alojar nas "indas e vindas" Florianópolis-Curitiba.Sem
este apoio, terminar estra dissertaçãoteria sido
uma
tarefa impossível.A
Gabriela Desiré Olímpio Pereira, pela correção "gratuita" dos originais e pela grande amizade.Finalmente, quero agradecer
ao
incentivo recebido peloscompanheiros da
Universidade Federaldo Ceará
-UFC,
notadamente
aosiNo|cE
SIMBOLOGIA
... ..vii|RESUMO
... ..ABSTRACT
... ._INTRODUÇÃO GERAL
... ..XiiiCAPÍTULO
| -PRINCÍPIO
DE
OPERAÇÃO
E
ANÁL|SE
DO
CONVERSOR
FULL-BR|DGE
COM
CÉLULA
DE
COMUTAÇÃO
zvs
... .. 1.2 -ANÁLISE
QUALITATIVA
... .. 1.2.1 - Introdução ... _. 1.2.2 - Principiode
funcionamento ... .. 1.3.2 -Equacionamento
básicodas
etapas funcionamento ... .. 1.3.3 - Planode
fase ... _. 1.1-INTRODUÇÃO
... .. 1.2.3 -Formas
de onda
... _. 1.3 -ANÁLISE
QuANT|TAT|vA
... ._ 1.3.1 - Definiçãode
parâmetros e normalizações ... _. .1a 1.4 -CONCLUSÕES
... .. ..xi .XII %¡°°oo:0,oo|×›|\'›Â.L-~ ..9 19CAPÍTULOII-ESTUDO
DA
MODULAÇÃO
PWM
SENOIDAL
A
DOIS
NÍVEIS
E
DETERMINAÇÃO
DE
ÁBACOS
PARA
PROJETO
... ..212.1 -
INTRODUÇÃO
... .. .212.2 -
MODULAÇÃO
PWM
SENOIDAL
A
DOIS
NÍVEIS
... ..212.3 -
INTERVALOS
MÍNIMOS
DE
CONDUÇÃO
... ..252.4 -
DETERMINAÇÃO
DAS
CORRENTES
MÉDIAS
E
EFICAZES
... .. .262.4.1 -
Chaves
de
potência ... ..262.4.2 - Diodos principais ... _. .32 2.4.3 -
Chaves
e diodos auxiliares ... ..352.4.4 - indutor ressonante e autotransformador ... _.
2.5 -
ESFORÇOS NOS COMPONENTES
... ...36 .38
2.5.1 - Corrente
Máxima
... ..382.6 -
DETERMINAÇÃO
DO PARÂMETRO
oi ... ..392.7 -
DETERMINAÇÃO
DA FREQUÊNCIA DE
RESSONÂNCIA
(f0)..412.8 -
DETERMINAÇÃO DOS
PARÂMETROS
RESSONANTES
... ..422.9 -
CONCLUSÕES
... ..4sCAPITULO
III -PROJ.
DO
CIRCUITO
DE
POTÊNCIA
E
SIMULAÇÕES
... ..443.1
-INTRODUÇÃO
... ..443.2 -
PROCEDIMENTO
PARA PROJETO
... ..443.3 -
EXEMPLO
DE
PROJETO
... ..473.3.1 - Espeoificações
de
projeto ... ..483.3.2 - Cálculo
dos
parâmetrosdo
inversor ... ..483.4 -
DIMENSIONAMENTO
DOS
COMPONENTES
... ..523.4.1 - Transistores Principais ... ..52
3.4.2 - Transistores Auxiliares ... ..53
3.4.3 - Autotransformador ... ..54
3.4.4 - indutor
Ressonante
... ..583.4.5 - Capacitor
Ressonante
... ..603.5 -
ESTUDO POR
SIMULAÇÕES
... ..603.5.1 - Estudo
da
Comutação
nos Interr.pr¡ncipais ... ..613.5.2 - Estudo
da
Comutação
nos Interrup. Auxiliares ... ..623.5.3 - Estudo
do
Comportamento
da Correntenos
Diodos Principais ... ..643.6 -
CONCLUSÕES
... ..66CAPITULO
IV -DEFINIÇÃO
E
PROJETO DOS
CIRCUITOS
DE
COMANDO
CONTROLE
... ..674.1
-INTRODUÇÃO
... ..674.2 -
GERAÇÃO
DO
SINAL
PWM
SENOIDAL
A
DOIS
NIVEIS(BL.1).68 4.3 -COMANDO
DOS
INTERRUPTORES
PRINCIPAIS(BLs.1
e 2)...7O 4.4 -COMANDO
DOS
INTERRUPTORES
AUXILIARES(BL.
3) ... ..704.5 -
CIRCUITO
DE DISPARO
DO
INVERSOR
(BLOCO
4) ... ..72~ 4.5.1 - Circuito
de
Drive ... ..724.5.2 - Circuito para
Operação
dos
Interruptores Principaisno
Modo
Tiristor-Dual ... ..734.6 -
DIAGRANIA
ESQUENIÁTICO
COMPLETO
DO
CIRCUITO
DE
CONTROLE
... ..74CAPÍTULO
V
-RESULTADOS
EXPERIMENTAIS
... ..79
5.1
-INTRODUÇÃO
... ..795.2 -
ANÁLISE
DAS
COMUTAÇÕES
... ..79 5.2.1 - Interruptores Principais ... ..f.79 5.2.2 - interruptores Auxiliares ... ..81 5.2.3 - Diodos Principais ... ..825.3 -
COMPORTAMENTO
DO
INVERSOR
OPERANDO
COM
TENSÃO
E
CORRENTE
NOMINAIS
... ..845.4 -
ESTUDO DO
RENDIMENTO
... ..86 5.5 -CONCLUSÕES
... ..õ7CONCLUSÕES
GERAIS
... ..89REFERENCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
... ..91APEND
CE
A
... ..94APEND
CE
B
... ..97APEND
CE
C
... ..1o2APEND
C
E
D
... ..1oôAPÊND
CHEE
... ..1108
aN,N
Ae
Aw
CR
fs fo f1 oDn
Mn
LR
ÍsnDn
LR
Sn
ÍefsSIMBOLOGIA
Relação
de
espirasdo
autotransformadorEnrolamento primário e secundário
Área
da perna centraldo
núcleoÁrea
da janelado
carretelCapacitância
Ressonante
Freqüência
média
de
modulação
Freqüência de ressonância
Freqüência fundamental
da
tensãode
saída Valorde
picoda
corrente nominalCorrente instantânea no diodo "n"
II II
Corrente instantânea
no
MOSFET
nCorrente instantânea
no
indutor ressonante Corrente instantanea nachave
nCorrente normalizada
no
diodo "n"Corrente Normalizada
no
indutor ressonanteCorrente Normalizada na
chave
"n"efd '
mds
' lmdd - leo ' pef -Lrmáx
í-ao
Dax.máx
.._í_-_*-iiSax.máx
J _Ka?
-Kp
-KW
-LR
-M
_NS
-NpAi
- Volt) -VMn
-VS1
-Valor eficaz de corrente no diodo Valor
médio
de corrente nachave
Valor
médio
de corrente no diodo Valor nominal da correntede
cargaCor. eficaz no primário
do
autotransformadorCor.
máxima
normal. no ind. ressonanteCor.
máxima
normal. nos diodos auxiliares Cor.máxima
normal. naschaves
auxiliaresDensidade de corrente no condutor
Índice
do
picode
corrente nachave
auxiliarFator de utilização
do
primárioFator
de
utilização da áreado
enrolamentolndutância ressonante
Fator
de Modulação
,NQ
de
pulsos por semi-períodode modulação
NQ
de
esp. do primáriodo
autotransformadorTensão
senoidalde
controleTensão
instantânea sobre oMOSFET
"n" Amplitude máx.da
tensão senoidalde
controleVm
- Vsi1 -V1
ef ' VCn(Í) -VPat
-W
_zo
-a
_ 5 _AB
-mn
- Afmín ' Ats -Valor
de
pico daonda
portadoraAmplitude da tensão fundamental
de
saída Valor eficaz da tensão fundamentalde
saídaTensão
instantâneano
capacitor "n"Tensão
máx. no primário do autotransformadorEnergia
armazenada
no núcleoImpedância característica
Condutância normalizada
Comprimento
do entreferroVariação da densidade de fluxo magnético
Intervalo entre os instantes "n" e "(n-1)"
Menor
intervalode modulação
RESUMO
Este trabalho apresenta o estudo detalhado de
um
inversor monofásicode
tensão tipo full-bridgeoperando
com
comutação
ZVS
emodulação
PWM
senoidal a dois niveis.
O
objetivo é conseguirum
conversorcom
altorendimento e baixas perdas
de
comutação,onde
a tensão sobre osinterruptores
do
mesmo
sejam
limitadas na tensão do barramentode
entrada,diminuindo-se substancialmente os esforços adicionais
de
corrente nosinterruptores
de
potência.A
comutação não
dissipativados
interruptoresdo
conversor é obtidaatravés
da
associaçãode
uma
célulade comutação
ressonanteaos
braçosinversores
do
mesmo.
Esta célula atuacomo
um
snubber
não
dissipativo, pois proporcionauma
comutação
ZVS
dos interruptoresde
potênciasem
introduzir perdas adicionais
ao
sistema.Após
uma
análise matemática da operaçãodo
inversor, faz-seum
estudo por simulação numérica objetivando validar os resultados obtidos matematicamente.
Com
base
nos resultados obtidos, apresenta-se o projetode
um
protótipode 1K\N
e20KHz.
'ABSTRACT
This
work
presents the detailed study of a full-br¡d9emonophase
voltage inverter working with
ZVS
commutationsand
a two levels sinusoidalPWM
modulation.The
goal is to get a converter with high efficiency and lowcommutation
loss, so that the voltage between the switches bebound
in the"link DC", reducing substancially adittional current stress in the
power
switches.
The
non-dissipative commutation of the converters switches is obtainedby
mean
of associations of a resonant commutation cell to its inverters leg.The
cellwork
as a non-dissipative snubber,because
it provides aZVS
commutation
of thepower
switches without intruducing adittional losses to thesystem.
After a mathematical analysis of the inverter operations, a study by
numerical simulations is
done
in order to validate the results obtainedmathematically.
Based
on the results, the design of a prototipe of1KW
and
20
KHz
islntroduçao Geral
A
miniaturização dos aparelhos eletrônicosem
geral,notadamente
oscomputadores
portáteis e os equipamentosde
telecomunicações,bem
como
a crescente necessidade
do
processamentode
potência in lococomo
é ocaso
de aplicações aeroespaciais,tem
levado aum
grande
esforço dentro daeletrônica
de
potência no sentido de se obter conversoresde
energia maiscompactos
atravésda
elevação da densidadede
potênciados
mesmos.
As
metodologias maisempregadas
no intuitode
diminuirvolume
epeso
dos conversoresatuam
em
duas
frentes: A)A
primeira busca através do estudoda
fisicade
estado sólido e microeletrônica, descobrir novas tecnologiasque
possibilitem a obtençãode
semicondutoresde
elevadapotência
com
pequenas
dimensões; B)A
segunda
pretende por intermédiodo
desenvolvimentode
novas
topologias, obter conversoresque
possam
operarem
elevadas frequências ecom
isto tornar possível a diminuiçãode
transformadores, indutores e capacitores [1].
Quando
se analisa o desenvolvimentode novas
topologias nos últimosanos, verifica-se
o
grande esforço por partedos
pesquisadores objetivandoconseguir elaborar conversores
que
operem
com
modulação
PWM
epossuam comutação
não
dissipativa.A
modulação
PWM
clássica estáconsagrada
devido suas característicasde
propiciar o controle dos parâmetrosde
saídados
conversores (tensãoou
corrente)de
uma
maneirabastante simples.
Os
conversoresPWM
convencionais(com comutação
dissipativa)operam
em
um
modo
de chaveamento onde seus
interruptores controladosbloqueiam
e entram
em
condução
sob corrente totalde
carga, acarretandochaveamento
com
elevadas perdasde
comutação que
aumentam
linearmentecom
a frequênciade
chaveamento.Além
disso, devidoaos
altos di/dt e dv/dtcausados
durante as transiçõesdos
interruptores, ocorreum
crescimento da interferência.eletromagnética (EMI) [2].Os
problemas anteriormente descritos estão intimamente relacionadoscom
os elementos parasitasdo
circuito, taiscomo,
capacitânciade
junçãodos
semicondutores, indutânciade
dispersãodo
transformador e recuperação reversa dos diodos, e é devido a estesproblemas
que
se torna inadequada a operaçãodos
conversoresPWM
convencionais
em
frequências mais elevadas.comutação
não
dissipativa foi desenvolvidaem
1986
com
o aparecimento doconversor
DC
LinkRessonante
[3,5]. Este circuitoalém de
apresentaruma
sobretensão excessiva nos semicondutores,
não
possui efetivamenteuma
modulação
PWM
verdadeira e simuma
modulação
PWM
integral (IPWM).No
ano
seguinte foi desenvolvido o RPI (Resonant Pole lnverter) [4]. Este inversor operacom
modulação
PWM
verdadeira,sem
"stress"de
tensão, apresentando "stress" de corrente na faixa de 2-2,5 pu.A
classedos
conversoresQuase-Resonantes
(QRC)
controlados pormodulação
PWM
com
o usode
interruptores auxiliares apresentadosem
[6,7,8]
impõe
elevado "stress"de
tensão no grupoZVS
e "stress" adicionalde
corrente
no
grupoZCS, quando comparados aos
conversores similarescom
comutação
dissipativa.Objetivando reduzir o "stress" adicional
de
corrente nos conversoresRPI
eQRC-ZCS,
surgiram outrasduas
topologias:ARCP
(Auxiliary ResonantCommutate
Pole) [9] e TruePWM-ZVS
Pole [10].Ambas'
apresentamcaracterísticas semelhantes,
sendo
asegunda
possuidorade
um
menor
nívelde
"stress".O
conversor TruePWM-ZVS
Pole [10] foi idealizadoem
1989
pelosprofessores lvo Barbi e Denizar Cruz Martins e pesquisado durante todo
ano
de 1990
pelo grupoGEPAE.
Em
1991 este trabalho foi apresentado noPESC'91
em
Boston(EUA)
e introduziu o conceitode snubber
não
dissipativo.
Apenas
em
1992 surge a família de conversoresZ\/T-PWM
(Zero- Voltage-Transition) [11]que
apresenta as seguintes caracteristicas: A) Tantoos interruptores
comandados
quanto osque
comutam
naturalmente,operam
com
chaveamento
sob
tensão nula; B)Todos
os interruptores estão sujeitos a "stresses"mínimos de
tensão e correntequando comparados
às dos conversoresPWM
convencionais correspondentes; C)A
operação
PWM
pode
ser mantida para grande variaçõesde
cargasem
adulterar a natureza dascomutações. .
Posteriormente, a partir
da modificação
da
filosofiade
comando
do
conversor " True
PWM-ZVS
Pole ", foi desenvolvida a célulaZVS-PWM-
GEPAE
paracomutação
sob tensão nulados
interruptores principais dosconversores convencionais [12]. Esta célula
quando
associada aosconversores
PWM
com
comutação
dissipativa, possibilitaque
estesmantenham
asmesmas
características descritas para a famíliade
conversores
ZVT,
com
a diferençaque
nocaso da
célula, o circuitode
simples pelo fato
de
se utilizá-los nomodo
tiristor-dual.'Este trabalho
tem
por objetivo o estudo e utilizaçãode
um
inversorde
tensãodo
tipo full-bridgede
alto rendimento, operandoem
altas frequências, utilizando o principiode
operação da célulade comutação
ressonante paraobtenção
de
comutação
ZVS
dos interruptores principais ecomutação
ZCS
dos
interruptores auxiliares, utilizando-semodulação
PWM
senoidal.No
primeiro capítulo será feito o estudo qualitativo e quantitativodas
etapas
de
funcionamentodo
inversor, objetivando analisarsuas
principais característicasde operação
e principalmente elaborarum
equacionamento
matemático que
possibilite a determinaçãodas
grandezas elétricas maisimportantes.
Será objetivo
de
estudodo segundo
capítulo a operaçãodo
conversorproposto atuando
com
modulação
PWM
senoidal a dois niveis. Atravésda
análise
doconversor
edas equações
mostradas no capítulo 1, será possíveldeterminar
uma
sériede ábacos
importantes para o projetodo
circuitode
potência.
No
capítulo três, será feitoum
exemplo de
projetodo
inversor full-bridge
com
célulade comutação ZVS.
Os
resultados obtidossão
verificadosnumericamente
por intermédiode
simulações .O
capítulo quatro trata da elaboração eexecução de
um
circuitoeletrônico
capaz
de
controlarcom
simplicidade e eficiência o inversor propostono
capitulo 1.Finalmente,
no
último capítulo (quinto),um
protótipodo
inversorprojetado no capítulo três é implementado
em
laboratório,de
tal maneiraque
cAPíTu|.o
|PRINCÍPIO
DE
OPERAÇÃO
E
ANÁLISE
DO
COQIVERSOR
FULL-BRIDGE
COM
CELULA
DE
COMUTAÇÂO
ZVS
1.1 -
|NTRoDuçÃo
zA
necessidadede
se elevar a densidadede
potência dos conversoresestáticos
de
energia fezcom
que
se buscasse,cada
vez mais, a elevação dafreqüência
de chaveamento
e eficiência dosmesmos.
Os
inversoresde
tensão convencionaisdo
tipo half-bridge e full-bridge,
bem
conhecidos na literatura [1 31, são inadequadosao
funcionamentoem
freqüências elevadas, jáque
operam
com
comutação
dissipativadas
chaves de
potência.A
propostada
associação da célulade
comutação
ZVS
-PWM
-GEPAE
[12] a estes inversores, tendo esta a funçãode
atuarcomo
snubber
não
dissipativodas chaves
em um
braçode
um
inversor, possibilita oaparecimento
de
uma
nova
famíliade
conversores que,operando
em
altas freqüências,apresentam
características decomutação não
dissipativa (ZVS)e por conseguinte
menores
perdas decomutação
e interferênciaseletromagnéticas (EMI).
Esta célula é apresentada a seguir na figura 1.1 1
21
É3
Ê3
.L
L
LR
aN
1 1 1f I I I UL. (32
Ê4
-D
6
s4
.L L.
Q
IFig. 1.1 - Célula
de
comutação
ZVS
-PWM
-GEPAE
Para o caso
de
um
braçodo
inversor, a célula écomposta de duas
chaves
auxiliarescom
diodos reversosem
paralelo (S3,S4,D3,D4). doisdiodos auxiliares (D5,D5),
um
autotransformador (ATR)com
relação de transformação (1:1la) (onde a5
1),um
indutor ressonante (LR) e doiscapacitores ressonantes (C1 ,C2).
A
inclusão deste circuito no braço inversor eum
comando
adequado,determinam
o funcionamento conforme as características esperadas, ou seja,comutação
sob
tensão nuladas
chavesdo
braço inversor, e acomutação sob
corrente nula
das chaves
auxiliares,sem
a ocorrênciade
stress adicionalde
tensãoou
corrente naschaves
principais.Neste trabalho, será analisado o funcionamento
de
um
inversorde
tensão, utilizando a célula
de comutação
ressonante,com
potênciade
saídanominal
de
1,0KW,
freqüência de 20KHz
ecom
modulação
PWM
senoidal.Tendo
em
vista que, para amesma
tensãode
carga, o conversor full-bridge apresenta
metade
do
valorda
tensão nas chavesde
potênciaquando
comparado
ao
half-bridge, resolveu-se adotar o primeirocomo
maisadequado
para amontagem
de
um
protótipo.O
conversor full-bridgecom
célula ressonante paracomutação
ZVS
pode
ser vistoesquematicamente
na flgura 1.2 :SÃI
D3
31
U1
A
A
Io
AU><1uAR Au›<u_iARE
e
D2
D4
S2
Â
S
4
A
Fig. 1.2 -
Conversor
full-bridgecom
célulacomutação
ZVS
-PWM
-GEPAE
1.2 -ANÁ|.|sE
QuAL|TAT|vA
~
1.2.1 -
lntroduçao
Conforme
foi dito na seção anterior, optou-se pelaimplementação
de
experimental seja feito sobre
um
protótipodo
tipo full-bridge, a análise qualitativa será feitatomando
por base a topologia half-bridge mostrada nafigura 1.3, já
que
esta requeruma
análise mais simples,sem
perdade
generalidade, tendo
em
vistaque
os dois braços funcionamde
maneirasimilar.
O
conversor da figura 1.3 apresenta os seguintescomponentes:
S1,S2
-Chaves
Principais -S3,S4
-Chaves
AuxiliaresD1,D2
- Diodos PrincipaisD3,D4,D5,D6
- Diodos AuxiliaresC1,C2
- CapacitoresRessonantes
LR
- lndutorRessonante
ATR
- AutotransformadorIO - Corrente
de
Saidado
InversorV¡n1
=
V¡n2=
E/2 -Tensão
das fontesde
entrada| V|n1 S1
D1
|C1
S3
D3
D5
R
aN
-
-
'°Ã
¶ fiiàr"
D2
D4
D6
ViI"I2 2C2
T
S
É
T
si
Fig. 1.3 -
Conversor
Half-Bridgecom
célulade comutação
ZVS
-PWM
-GEPAE
1.2.2 - Princípio
de Funcionamento:
Com
o intuitode
simplificar a análise, fez-seas
seguintesconsiderações :
a)
Todas
aschaves
principais são ideais, unidirecionaisem
corrente,com
tempo
de chaveamento
nulo esem
queda de
tensão por condução;b)
O
fatorde
qualidadedo
circuito ressonante é infinito;c)
A
tensãodo
barramentoDC
(E) é considerada constante durantetodo
o
periodode chaveamento;
período
de chaveamento,
tendoem
vistaque
a frequência fundamentalda
mesma
é muitasvezes
menor
que
a frequênciade
chaveamento;e) Analisar-se-á
somente
a situaçãoonde
a correntede
carga émáxima
no
semi-ciclo positivo, pelo fatodo
semi-ciclo negativo tercomportamento
similar;t)
O
autotransformador é ideal,com
indutânciade
magnetização Lmag.As
etapasde
funcionamento são descritas a seguir,sendo
mostradasesquematicamente
na figura 1.4 (a)-(h).1ê
Etapa
(tQ,t1): Etapade
Roda
Livre - Fig. 1.4 (a)Durante este intervalo o diodo
D2
conduz
praticamente toda a correntede
carga.Os
diodosD4
eD5
conduzem
uma
pequena
correntede
valor desprezívelem
relação a lo.Os
demais componentes
encontram-sebloqueados.
2.3.
Etapa
(t1 ,t2): iê Etapa Linear - Fig. 1.4 (b)A
chave
S3
écomandada
à entrarem
condução
no instante t=t1.A
corrente
no
indutor ressonanteLR
e no diodoD5
crescem
linearmente.A
correnteem
D2
decresce namesma
proporçãoem
que
l|_Raumenta, até
que no
instante t=t2, I|_R é igual a IQ e ID2=0. 3ê.Etapa
(tz,t3):1ê
EtapaRessonante
- Fig. 1.4 (c)No
instante t=t2, o diodoD2
bloqueia sob tensão nula, iniciando-seassim o
estágio ressonante.A
corrente ILR passa a terum
comportamento
senoidal devido a carga e descarga
dos
capacitoresC2
e C1
respectivamente.
No
instante t=t3, a tensãoVQ1
= 0.4ê
Etapa
(t3,t4): Etapade
Grampeamento
da
Tensão
- Fig. 1.4 (d)No
instante t=t3,VC2
=
E
(tensão no barramentode
entrada).O
diodoD1
entraem
condução
mantendo
a tensãono
capacitorC2
constante.A
correnteno
indutor decresce linearmente enquantoo
diodoD1
estáD1.
5ê.
Etapa
(t4,t5):2ê
Etapa Linear - Fig. 1.4 (e)Quando
t=t4, a corrente no indutor ressonante é igual a Io e a chaveS1
começa
a conduzirsob
tensão nula.A
corrente nachave
S1aumenta
Iinearmente namesma
proporçãoque
ILR decresce, até o pontoem
que
S1assume
praticamente toda a correntede
carga.6.3.
Etapa
(t5,t5): Etapade
desmagnetizaçãodo
autotransformador - Fig. 1.4 (f)No
instante t5, achave
S3
e o diodoD5
deixam
de
conduzir.A
correnteno
indutor ressonante l|_R está reduzida à correntede
magnetizaçãodo
autotransformador e achave
S1conduz
toda a correntede
carga mais a correntede
magnetização.Os
diodosD3
eD5
entramem
condução
viabilizando adesmagnetização do
autotransformador,que
ocorre totalmenteno
instante t=t5.Somente
a partirde
t=t5 éque
o sinalde
comando
da chave
S3
deve
ser desativado.7ê
Etapa
(t5,t7): Etapade
transf.de
Energia - Fig 1.4 (g)Durante este intervalo, a
chave
S1conduz
a correntede
carga e osdemais
semicondutores encontram-se bloqueados.Deve-se
ressaltarque
o processode
transferênciade
energia à cargacomeça
a ocorrer na quarta etapa, entretanto caracterizou-se a sétimacomo
sendo
ade
transferênciade
energia pelo fatode
ser nesta etapaonde
este processoé
significativo.8ê
Etapa
(t7,t0):2ê
EtapaRessonante
- Fig. 1.4 (h)A
chave
S1 é' bloqueada sob tensão nulano
instante t=t7. Nestemesmo
instante achave
S4
écomandada
à conduzir,passando
a fluiruma
corrente senoidal através damesma
edo
diodo D5.Durante este inten/alo, ocorre a carga e a descarga
dos
capacitoresC1
e
C2, respectivamente, atéque
no
instante tgVC2=0,
fazendocom
que
osdiodos D2,
D4
eD5
entremem
condução
reiniciandoo
períodode
-Ê-I s1 D1 c1| S3 oa os Io Lr aN N I D ' 1 I
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Fig. 1.4 - Etapas
de
funcionamento1.2.3
Formas
de
Onda
As
principais formasde onda são
vistas a seguirna
figura 1.5. Nestafigura, deve-se entender
cada
semicondutorcomo
sendo
composto
pelachave
propriamente dita e pelo diodo reverso, talcomo
ocorrecom
osMOSFET's.
Na
base
da figura, estão mostrados, esquematicamente, os intervaloscomando
ficará ainda mais simplificadocom
a operaçãodos
semicondutoresprincipais
no
modo
tiristor-dual.Pode-se
verificartambém,
o detalhedas comutações
em
cada chave
econstatar o caráter
não
dissipativodas
mesmas.
Observa-se,
do
pontode
vista teórico,que
em
momento
algum, qualquer stress adicionalde
tensão ou corrente.ocorre nos interruptoresde
potência, eque
o maior valor de tensão noscomponentes
é igualao do
barramento
DC.
É
IQ______i_
______ '-Í" ›E
\/S2
lc:J
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E
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t112
-ta14 ts ts
tv
to
1.3
ANÁ|.isE
QuANT|TAT|vA
1.3.1 -
Definição
de Parâmetros
e Normalizações:
Com
o intuitode
se estabeleceralgumas
grandezas importantesdo
circuito
em
questão, taiscomo:
capacitáncias ressonantes, indutânciasressonantes e
tempo
de
duraçãode cada
etapa, faz-se necessário determinar oequacionamento que
explicita a evoluçãodas
principaisgrandezas
elétricas.Para efeito
de
simplificação utilizar-se-ão alguns parâmetros deflnidosmatematicamente
a seguir:Seja a impedância característica definida por:
2,,
=
Jší-
(1.1)onde
:LR
- indutância ressonateCR
- capacitância ressonanteA
freqüênciade
ressonância(em
rad/seg.) é definida por:1
w0=_--_=2zzf0
(12)
'\Í
LR
CR
E
a condutância normalizadadada (oi)dada
por:=
2010
a
--E. (1.3)onde
: IQ - CorrenteMáxima
de
carga_ E¡
-
Tensão
de
Normalização (Adota-se E¡com
valor igual atensão
do
barramentoDC)
Considerando-se os parâmetros
acima
deflnidos, é possível normalizartodas as
equações de
tensão e corrente noscomponentes
do
circuitoda
figura 1.3 pelaconvenção
a seguir: z_
-
V
V=-L
,Ei
(L4)
onde
: -V×
__Tensão normalizada nocomponente
xV×
-Tensão
nocomponente
x- Para a normalização
da
corrente a notação adotada é:-
Ixa
1,
_
_-I: (1.5)onde: lx - corrente normalizada
que
flui nocomponente
x. lx - corrente fluindo atravésdo
componente
x.1.3.2 -
Equacionamento
Básico das Etapas
de
funcionamento:
Nesta seção, será feita
uma
análise matemáticade cada
etapade
funcionamento, ressaltando-se as grandezas mais relevantes:.1§_
Etapa
(t0,t1) :Conforme
foi visto na seção 1.2.2, nesta etapa, estão conduzindo osdiodos D2,
D4
e D6.Como
a correnteque
flui atravésde
D4
eD5
tem
um
valor muitopequeno, pode-se desprezá-la
sem
qualquer prejuízo à análise matemática.Posto isto, deve-se entender a etapa
de
funcionamento,como
está mostradana
figura 1.6. '1 1
É.. 2
Io
D F
Fig. 1.6 - Primeira etapa de funcionamento
ID:
z
10(Ló)
O
intervalode
tempo
At1 é definido pelo instantede
disparoda chave
S3,
que
é funçãoda modulação
adotada..2ê
Etapa
(t1,tz) :O
circuitoque
representa esta etapa está mostrado a seguir:%
Ílisa
V'-R
EÍLR
'° LR ' au N › Y Y Y YG
M
‹.=i‹)«_~¡‹1‹.‹5
2Fig. 1.7 -
Segunda
etapade
funcionamentoNesta etapa, a tensão sobre o indutor ressonante é constante e vale:
VLR
=(1-a)E
(1.7)onde: a - relação
de
espirasdo
autotransformadorA
correnteno
indutor ressonante édada
por:IL 2:
=--
dz (1.s)N
É 0-\ O"1¡~ KS 2:E
ILR=
(1-
zz)_z
(1.9)LR
Y-L:
:
(1"
a)Ú¡otA
corrente normalizada no diodoD2
édada
por:IDZ
=
a
__ ILRE
asdemais
correntes:7I›Í=fl7z.Í
Iss= (1"
a)ILR-
Determinação do
intervalo Atz:Este intervalo termina quando, na expressão (1.9), I|_R=lQ. Isto implica
que
l|_R= oz . Logo, substituindo na expressão (1 .10) seobtém
(1.1o) (1.11) (1.12) (1.13) '
Ar
zi;
(1.14) 0) 2 (1_
3) o .3§.Etapa
(tz,t3) :A
etapa ressonantepode
ser representada pelo seguinte circuitosimplificado visto
na
figura 1.8. o'oYoYoYoL
R
-_--_›
I
L
R
(1-a)E
C2
lo
9
Fig. 1.8 - Terceira etapa de funcionamento
As
equações de
tensão e corrente nos elementos ressonantespodem
ser obtidasde
[13] esão
escritasda
seguinte forma:VC2 (I)
= (1-a)E-[(1-a)E-
VC0]cosú)0t+
Z0(I¿o-I0)sen
wot (1. 15)JLR (z)
z
10 +(1L0-
10)‹z0sw0z+
/-%-[(1-a)E-
VC0]senwoz
(1.1ó) ROnde
:VC0
-tensão inicial no capacitorC2
IL0 - corrente inicial no indutor ressonante
LR
Como
para estecaso
VCg=0
e I|_Q=lQ, tem-se que:VC2(t)=(1-a)E(1-cos
coot) (1.17)/C
.1LR(z)=
-L¿(1-a)Esen w0z+10
(1.1s)R
Que
normalizadas são:í7¿:=
(1- a)(1-
coswoz)
(1.19)í=a+(1-a)sen
co0t+Io
(l.20)
-
Determinação do
intervalo At3:Pela
equação
(1 .19), pode-se verificarque
quando VC2-1,
tem-se:1=(1-a)(1-cos
wozxzs)
.(1.21)
1 __
At3
=
2)--cos l(í-_Ê-Ã)(l.22)
0 fazendo :.3=
cos "(í-liaa)(L23)
Aza
=
Â
(1.24)wo
.4êEtapa
(t3,t4) :Nesta etapa, a corrente no indutor ressonante decresce Iinearmente e
o excesso
de
correntede
carga circula pelo diodo D1, até o instante t4,quando
I|_R=I0, conformepode
ser visto na figura 1.9.E
ID1
I ||_|:z
lIS3
Í0 LR an _ - N
A
ioeí
Fig. 1.9 - Quarta etapa
de
funcionamento E"2-
A
correnteno
indutor ressonante para o intervalo At4 , vale:IL R
=
IL R(z3)1-
É-Ê: (1.25)LR
Pela
equação
(1 .18), tem-se que:/c
1LR(z3)
= -L¿(1-
a)E
sen wozxzs+
10 (1.2ó) RNormalizando-se as
equações
(1 .25) e (1 .26)e
utilizando-se o valorde
At3 visto naequação
(1 .24), tem-se que:Í:R_=
a+(l-a)sen,B-acoot
(l.27) - Corrente normalizada nos semicondutores:`
Tzzz
ai:
s (1.2s)r_,¿=(_1_-;a)1LR (1.29)
-
Determinação do
intervalo At4:Ao
final desta etapa, a corrente no indutor ressonante vale Ig, oude
forma normalizadaz
ILR
_
a
(1.31)Fazendo
mm)
=
oz e t = At4 na expressão (1 .27) se obtém:a=
a+(1-a)scnfl-aa›oAt4
(l.32) 1._ Az,=
É--Ílsen
/3(133)
acao Fazendo:y=(1-a)sen,B
(l.34) Az,=
Ei-
(1.35) 0 .5êEtapa
(t4,t5) :No
intervalo At5, o diodoD1
deixade
conduzir,passando
a conduzir achave
S1.A
figura 1.10 representa esta etapa: E |S1l|S3
1ILR
|° LR eu N I: ¬2_ IDÕÍFig. 1.10 - Quinta etapa
de
funcionamento4ê
e5ê
são
idênticos,com
a diferençade que
na5ê
etapa, S1conduz
acorrente IQ-I|_R.
A
correnteno
indutor ressonante é obtida a partirda
seguinte expressão:ILR
=
10-
*Liz (1.3ó) RSendo
aequação
(1.34) normalizada, conforme expressão (1.5), seobtém:
ILR
=
a-acuot
(1.37)As
correntes normalizadas nosdemais componentes são
vistas a seguk:-Chave
S1: `T;
=
zz-
TL:
(1.3s) -Chave
S3:TS`;`=(1-a)T,:
(1.39) - Diodo D5:Í6`=
aí;
(1.4o)- Determinação
do
intervalo At5:No
instante t=t5, a corrente no indutor ressonante é nula. Substituindo I|_R(t5)=0 e t=
At5 na expressão (1 .34) e normalizando, obtém-se:oz
a-azúozsfs
(1.41)Azs
=
Zi-
(1.42) 0.Gê
Etapa
(t5,t5) :Nesta etapa, estão conduzindo a chave S1 e os diodos
D3
e D5,conforme pode
ser vistona
figura 1.11:3 É 5 'Ê'
IS1l
|D3Í
¡D5Í
,ILR
R aN Io L N 1 r v f _ __ Y‹G
Hi '.u)....(‹.~.~Fig. 1.11 - Sexta etapa de funcionamento
As
correntes nos diodosD3
eD5
são desprezíveis ecorrespondem
adesmagnetizaçäo
do
autotransformador.A
correnteem
S1pode
ser aproximada por:18!
z
10 (1.43)O
intervalode
tempo
Atôé
bastantepequeno
edepende
da
indutânciade magnetização do
autotransformador. -.7ê
Etapa
(t5,t7) :Durante esta etapa
somente
a chave S1 encontra-se conduzindo,conforme pode
ser visto na figura 1.4 - (g).A
correnteem
S1 édada
por:181
=
11, (1.44)S4,
que
é funçãoda
modulação
adotada..8ê
Etapa
(t7,t0) : =De
maneira similarao
que
ocorre na3ê
etapa, o inten/alo Atgpode
serrepresentado por
um
circuito simplificado, visto a seguir:' ' 'b
I
%___.íi-
VC1
Fig. 1.12 - Oitava etapa de funcionamento
As
equações de
tensão e corrente nos elementos ressonantessão
obtidasde
[13] e estão descritas a seguir:VG (z)
=
[Vq -E(1-a)]‹z0sw0z +z(,1%geme: +
E(1-a)
(1.45)ILR (t)
= -
1%-[VCO-
E(1-
a)] sen foot+
ILO coswot (l.46)R
Como
V(;0=0 e
I¡_Q=0, tem-se que:VCl(t)=-E(1-a)cos a›0t+E(l-a)
(1.47)1LR(:)
=
J-f:E(1
-
a)sen wo: (1.4s)Que
normalizadas são:Í,:=
(1-a)sen
cúot (l.50) -Determinação do
intervalo Ata:Pela
equação
(1.47) e figura 1.5, pode-se verificarque
no instanteem
que
VC1=1
esta etapa encontra-seem
sua metade. Desta forma, substituindo este valorem
(1 .47), obter-se-a:1=
(1-a)(1-cosmo-1%*-)
(1.51)Logo:
Ara
=
ÂÊ
(152)
wo
1.3.3 -
Plano
de
Fase
Com
base nas equações de
tensão e corrente obtidas nos elementosressonantes,
nas
etapas descritas anteriormente, é possível traçarum
planode
fasecapaz
de
apresentardados
bastante relevantes acercado
funcionamento
do
conversorem
questão.Este plano
de
fase está mostrado na figura 1.13, vista logo a seguir:AÍ3
AÍ4 |LRl,f`z'6AIS
Io\rÍo :> '> › I At6.At7)L.__.4
O ã- E(1-3) 1 VC2Através
da
análiseda
primeira etapa ressonante (3.ê etapade
funcionamento), pode-se constatar
que
o semi-círculo superiordo
planode
fase,da
figura 1.13,tem
centro no ponto [(1-a)E,l0(LR/CR)1/21,[13]. Fica claroque
a etapa ressonantenão
se completará se o ponto centraldo
semi-círculonão
ultrapassar ametade
do
plano de fase,ou
seja, só haverácomutação
não
dissipativa se:(1-a)E>-gl
(1.53)o
que
implicaque
o valorde
a deve, necessariamente, encontrar-se noseguinte intervalo:
O<a<š
(1.54)Uma
maneirade
secompreender
qualitativamente a necessidadeda
relação
de
espiras ado
autotransformador estar limitada pelo referido intervalo,é
a seguinte: Durante a 1ê etapa ressonante,o
capacitorC1
encontra-se
em
processode
descarga.Só
haverácomutação
Z\/S, se este capacitor descarregar completamente,ficando
submetido à tensão nula.A
análisedo
planode
fase mostraque
o limiteno
qual isto ocorre, dá-secom
uma
relaçãode
espiras a=0,5 , portanto,uma
escolha inadequadade
a,levaria a
uma
oscilaçãode
tensão sobre os capacitores ressonantes,sem
haver possibilidade
de
uma
comutação não
dissipativadas chaves
principais.1.4 -
coNc|.usõEs
zNeste capítulo, foi apresentada a célula
de
comutação
ZVS-PWM-
GEPAE
como uma
alternativa para obtençãode
comutação
não
dissipativa(ZVS)
de
conversoresPWM
convencionais.Foram
verificadas, através da análise teóricade
um
inversor tipo half-bridge
com
célulade comutação ZVS,
formasde
onda de
tensão e corrente nos principaiscomponentes do
circuito,podendo-se
constatar o seguinte: A)tensão nula (ZVS)
desde
carga nula até carga nominal; B)A
comutação das
chaves
auxiliares ocorre sob corrente nula (ZCS); C)Nenhum
stressde
tensãoou
corrente adicional nas chaves principaisem
relaçãoaos
conversoresPWM
convencionais ocorre; D)A
menos
das
transiçõesressonantes,
que são extremamente
rápidas, todas as formasde onda de
tensão e corrente nas chaves são tipicamente oriundas
da
modulação
PWM.
Atravésde
uma
análise matemática, determinou-se a evoluçãodas
grandezas mais
relevantesem
cada
modo
de
funcionamento,sendo
destaforma possível expressar os intervalos
de
tempo
em
cada
etapa.Tendo
porbase
estes resultados, estabeleceu-se o planode
fasedo
conversor
em
questão e atravésdo
mesmo
foi possivel determinar a faixade
variação
da
relaçãode
espirasdo
autotransformador paraque
o inversorpossa
operarcom
comutação não
dissipativa. Ficou estabelecidoque
onúmero de
espirasdo
secundáriodeve
serno minimo duas vezes
maiorcAPiTuLo
iiESTUDO DA
MODULQÇÃO
PINM
SENOIDAL
A
DOIS
NÍVEIS
E
DETERMINAÇAO
DE
ABACOS PARA
PROJETO
2.1 -
|NTRoouçÃo
zFoi visto
no
capítulo anterior o princípiode operação de
um
conversorPWM
convencionalquando
associado à célulade comutação
ZVS
apresentada
na
figura 1.1.Neste capítulo será estudada a operação
do
inversor tipo full-bridgecom
célulade comutação ZVS,
atuandocom
uma
modulação
por largurade
pulso
(PWM)
senoidal, visando determinar grandezas importantes taiscomo:
valores
eficazes de
corrente nas chaves e diodos principais,bem
como
correntes
de
picomáximas
nas chaves auxiliares e indutor ressonante.Dentre os diversos tipos
de modulação
existentes para inversoresde
tensão, optou-se pela
modulação
por largurade
pulso senoidal a dois níveis,devido
ao
fatodo
inversor proposto na figura 1.2 operarem
alta freqüência, oque
provoca o deslocamentoda
ordem
das
harmônicasdas
formasde onda
de
saída para valores elevados,que são
mais fáceisde
filtrar.2.2 -
MODULAÇAO
PWM
SENOIDAL
A
DOIS
NÍVEIS
2Este tipo
de modulação
aplicada aum
inversorde
tensãotem
por objetivo produziruma
formade onda de
tensãona
cargaque
se aproximede
uma
senoide,ou
seja,deve
possuirsomente harmônicas de
ordem
elevada(com excessão da
fundamental),com
pequeno
valorde
amplitude.A
modulação
PWM
senoidal a dois niveis é obtidada
seguinte forma:Um
sinalde
controle senoidal VC(t),numa
determinada freqüência f1, écomparado
com uma
formade onda
triangular,conforme pode
ser visto na85 VBI vpt ¡° ~ | i l Z
.4Il|lÍl|l\'h.,,,
~= sillll'l¡lll|lIl|.'l
-10 r ii , -sã 15 . .O . ¿àO. i .V .O . ¿2B. i l .O . ¿80. . . .O .¿3B (H) SH E Vai! l SO z ` I \ f ` 5 'I \` O \ O \ I _5 \` 'ø \` 'I -ao “ ' I I I I ' I I I _$g. 85 O.¿EO i O.¿2Bl Í . ¡O.¿V3O' 1 'V .D.¿3B (b)Fig. 2.1 -
Formas de Onda
daModulação
PWM
senoidal a dois niveis: (a)Sinais
de
Controle; (b)Tensão
de
saída.A
freqüênciada
formade onda
triangular ,(tambémchamada
de
freqüência portadora) estabelece a freqüência
média da modulação
PWM
senoidal a dois niveis (fg), para
uma
amplitudedo
sinal triangular (\/pt) constante.O
sinalde
controle VC(t) éusado
paramodular
a taxade
chaveamento
e
tem
freqüência f1que
é
a freqüência fundamental desejada para a tensãode
saídado
inversor. (f1também
échamada
de
freqüência moduladora).A
amplitudedo
sinal VC(t) ê variável,sendo
que, por intermédio desta variação,é feita a regulação
da
amplitude daonda de
tensão fundamentalde
saída.A
figura 2.1-(b) mostra a formade onda de
tensãode
saída,bem como
a
sua
componente
fundamental.Pode-se
verificar na figura 2.2 o espectroharmônico
típicoda
formade
VSi1
1.0
E
0.6
0.8
0.4
I
I
0.2
1g;›>fTmft.Í_g:*Í2
T*
,(mf+2)
(mf+1)
Fig. 2.2 - Espectro
Harmônico
típico da formade
onda de
saídade
uma
modulação
PWM
senoidal a dois níveis.,A partir
das
figuras 2.1 (a)-(b) e 2.2 pode-se fazer as seguinteconsiderações,
desde que
a portadora opereem
alta freqüência :[2]1)
A
amplitudeda componente de
freqüência fundamental V3¡1 éM
vezes
a tensãodo
barramentoDC, onde
M
é definidocomo
fatorde
modulação.
O
fatorde modulação
M
estabelece a proporção entrea
amplitudemáxima
da
tensãode
controleV51
e o valorde
pico da tensão triangular Vpt,conforme
a seguinte expressão:M
z
fiz. (2.1)VP,
. Esta é
uma
característica muito importanteda
modulação
PWM
senoidal a dois niveis, já
que
através dela torna-se possívelo
controle linearda
tensão fundamentalde
saída;2)
O
conteúdo harmônicoda
formade onda de
tensão na saídado
inversoraparece
como
bandas de
freqüência situadasao
redorda
harmônicas
mf, 2mf,3mf
e assim por diante,onde mf
é a relação entre afreqüência fg
e
a freqüência fundamentalda
formade onda de
saida f1,dada
pela seguinte expressão:mf
zfã-
(2.2)Este padrão geral
permanece
verdadeiroem
todos os valoresde
M
nointervalo
de
0 a 1;3)
É
vantajoso escolherum
valor inteiro para mf, pois assimprocedendo obtém-se
uma
formade onda de
saídaque
apresenta simetriade
meia onda e
quartode
onda, oque
simplifica consideravelmente a análisede
Fourierda
tensão.A
formade onda de
tensãode
saída, vistana
figura 2.1 (b),pode
serdecomposta
em
uma
sériede
Fourier apresentada a seguir:ÍM8
V(¢z)z
= [zz,Szfrmz)+b,z0s(nztz)] (zz) onde: zz, =_;j(f”V(«z)Szzrr,zÚz)zz(Ú.z) (z.4) b,z.š.[j(f”V(úz)z0S(nÚz)d(az) (25)Devido V(wt) possuir simetria de meia
onda
tem-seque
an=0
ebn=0
para todo n par. Por simetria
de
quarto de onda,bn=0
para todo n. Portanto, só existem os termosan
para todo n ímpar.O
valorde
an édado
por [14,15] :onde: n
=
1, 3, 5,...m
-número
de
pulsos pormeio
períodode modulação
ak
- ângulosde
transição damodulação
PWM
senoidal a dois níveiscompreendidos
em
um
quartode onda
[0°,90°]Portanto , V(wt) é
dado
por:mz)
z
Ei
zz,Senrmz)
(21)
n=l
onde:
n=
1, 3,2.3 -
rNTERvAr.os
Mímrvros
DE
coNouÇÃo
(Atmm):
A
modulação
PWM
senoidal a dois níveis,tem
como uma
de
suas caracteristicas o fatode
possuir pulsoscom
intervalosde condução
variáveis,dependentes dos
instantesde
intesecçãodas ondas
portadora e moduladora.Analisando-se a figura 2.1 (a)-(b), constata-se a existência
de
diversosintervalos
de
condução, dentre os quais, algunsde pequena
duração. Torna-se importante determinaro
menor
intervalode condução
(Atmín) parauma
dada
freqüênciamédia de modulação
e fatorde modulação
M, objetivandoestabelecer condições
de
projetoque
permitam a operaçãoadequada
do
conversor
em
qualquer destes intervalos.Devido a grande quantidade
de
pulsos requerida pelamodulação
PWM
senoidal a dois níveis,quando
se operaem
freqüência elevada, foi elaboradoum
programa
computacionalque
relaciona a freqüênciade média de
modulação
com
o intervalode tempo mínimo
(Atmín), paracada
fatorde
modulação
M. Esteprograma
está apresentadoao
final deste trabalho,no
apêndice A.
O
resultadodo
programa,acima
referido, está apresentadosob
a formade
um
ãbaco
na figura 2.3. Nesta figura, pode-se determinar o valordo
menor
intervaloda modulação
PWM
senoidal a dois níveis,como
funçãoda
freqüência
média de modulação
(fs) e para diferentes valoresdo
fatorde
×1o'5 0.7 TEMPOKBJ ._ ~‹ «_ M=o 75 0.5 O 5 M=0 B O 4 M=0 B5 0 3 M=0.9 O 2 1 1 1 1 | -1 1 1 1 1 1 1 1 1 ¡ 1 1 1 1 1 18000 19000 20000 21000 22000 FREGUENCIAÍHZI
Fig. 2.3 -
Ábaco
para determinaçãodos
menores
intervalosde
condução
dos
interruptores
com
amodulação
PWM
senoidal a dois níveis.2.4 -
DETERMINAÇÃO
DAS
CORRENTES
MÉDIAS
E
EFICAZES
:2.4.1 -
Chaves
de
Potência
:A
fim
de
se dimensionar os semicondutores, é necessário oconhecimento dos
valoresmédios
e eficazesde
corrente nosmesmos.
Em
um
inversor regulado poruma
modulação do
tipoPWM
senoidal, o cálculodos
valoreseficazes
emédios de
corrente se torna complexo,uma
vezque
estes
dependem
dos
instantesde comutação das
chaves.Na
figura 2.4, tem-se representada a tensão e a correntede
saída parauma
modulação
com
15 pulsos por período (Np=15).A
tensãode
saída é definida pela expressão (2.7).A
correntede
saidado
inversor estádeterminada
matematicamente
em
[14] epode
ser expressada
seguinteforma: