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Relatório estágio profissional

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Academic year: 2021

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(1)

~

R

EGENTE

:

Prof. Doutor Rui Maio

O

RIENTADOR

:

Mestre Catarina Gouveia

2.

ª

F

ASE

J

ULHO DE

2019

A

NO LECTIVO

2018/2019

RELATÓRIO

FINAL

ESTÁGIO PROFISSIONALIZANTE

MESTRADO

INTEGRADO

EM

MEDICINA

(2)

Patrícia M. M. Fernandes | 2013348 2

ÍNDICE

I.

I

NTRODUÇÃO E

O

BJECTIVOS

3

II.

E

STÁGIOS

P

ARCELARES

Cirurgia Geral

3

Medicina Interna

4

Ginecologia e Obstetrícia

5

Saúde Mental

6

Medicina Geral e Familiar

6

Pediatria

7

Estágio clínico opcional – Medicina Interna

8

III.

O

UTROS

E

LEMENTOS

V

ALORATIVOS

8

IV.

R

EFLEXÃO

C

RÍTICA

9

V.

A

NEXOS

11

[na capa: Painéis de azulejos da Sala dos Passos Perdidos, Faculdade de Ciências Médicas, da autoria de Jorge Colaço - “A Ciência afugentando a superstição”.]

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I. INTRODUÇÃO e OBJECTIVOS

A realização do Relatório Final de Estágio que aqui se apresenta pretende, sucintamente, enunciar os objectivos traçados previamente aos estágios desenvolvidos (tendo como base as competências a nível do licenciado em Portugal nas áreas de Medicina Interna, Cirurgia, Medicina Familiar, Pediatria, Obstetrícia e Ginecologia e Saúde Mentalelencadas n’”O Licenciado Médico em Portugal”) ao longo do ano lectivo e que compõem a Unidade Curricular (UC) Estágio Profissionalizante, do 6.º ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), analisando o seu cumprimento ou não à luz das actividades desenvolvidas durante os seis estágios nucleares da UC e o estágio clínico opcional.

Assim, subdivido este relatório: na presente Introdução (I), onde enumero também os objectivos gerais e pessoais a que me propus inicialmente; seguindo-se uma descrição sumária dos estágios parcelares que compuseram o 6.º ano profissionalizante (II); seguida por uma enumeração breve de outros elementos considerados relevantes para a minha formação, formativos e extracurriculares (III); terminando com uma reflexão crítica (IV) deste último ano de curso e, em alguma medida, do próprio curso. Finalmente, sucedem-se os anexos (V), onde incluo uma tabela com os trabalhos referentes aos vários estágios parcelares (Anexo V.1) e os certificados relativos às actividades mencionadas ao longo do relatório.

Pessoalmente, tendo em conta a proximidade iminente do final do curso assumi este último ano como – face ao seu carácter que se pretende profissionalizante – a oportunidade derradeira para: (1) desenvolver o máximo de autonomia na marcha diagnóstica e abordagem terapêutica; (2.1) melhorar a comunicação com os doentes e os seus familiares – não descurando o contexto biopsicossocial que lhes é inerente e que constitui a narrativa única a cada doente -, (2.2) bem como em contexto de equipa com os demais profissionais de saúde; e, finalmente, (3) sistematizar conhecimentos, especialmente os considerados basilares na prática do clínico geral, e identificar, no decorrer dessa prática mais autónoma, eventuais lacunas para poder trabalhar no sentido de estudar e minorar/colmatar essas falhas.

II. ESTÁGIOS PARCELARES

i.

CIRURGIA GERAL | Hospital Beatriz Ângelo, 10/09 a 02/11/2018

O estágio de Cirurgia iniciou-se com uma semana de componente teórica/ teórico-prática (onde se integrou o curso TEAM – Trauma Evaluation and Management), seguindo-se quatro semanas de estágio de Cirurgia Geral, sob a tutoria da Dra. Susana Ourô, intercaladas com duas semanas

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alocadas à Medicina Intensiva, nos Cuidados Intermédios e Intensivos (UCI), sob a orientação do Dr. António Messias, e uma semana nas várias valências do Serviço de Urgência. Neste estágio, defini como objectivos pessoais: reconhecer as principais síndromes cirúrgicas, realizar algumas técnicas do exame objectivo com as quais ainda não estava familiarizada do ponto de vista prático, e melhorar o treino de técnicas de pequena cirurgia. As minhas actividades compreenderam a integração na equipa da Dra. Susana Ourô, tendo a oportunidade de assistir, no bloco operatório, a cirurgias maioritariamente do foro colorrectal, reparações de defeitos da parede abdominal anterior, e algumas cirurgias menores (excisão de massas benignas e corpos estranhos, colocação de cateteres venosos centrais, entre outros), podendo participar pontualmente como 2.ª e 1.ª ajudante. O tempo de estágio de Cirurgia Geral repartiu-se ainda entre as consultas externas – de primeira vez ou de seguimento –, e no acompanhamento dos doentes em contexto pós-cirúrgico na enfermaria. Destaco ainda as sessões clínicas, tanto em Cirurgia Geral como na UCI, a reunião multidisciplinar de oncologia, e a discussão com a Dra. Susana Ourô de alguns temas basilares na Cirurgia Geral – nomeadamente Hemorragia Digestiva, Oclusão Intestinal, Trauma e Patologia

hepato-blio-pancreática. Adicionalmente, colhi e discuti uma história clínica de uma doente que se

apresentou com um quadro de ciatalgia num contexto de fistulização de Doença de Crohn. O estágio terminou com a apresentação, em grupo, do trabalho “Caso clínico – um tumor retrorrectal”

(Anexo V.1).

ii.

MEDICINA INTERNA | Hospital Sto. António dos Capuchos, 05/11/2018 a

11/01/2019

O estágio de Medicina Interna decorreu por um período de oito semanas, no Serviço 2.3 do Hospital Santo António dos Capuchos (HSAC), tendo como tutora a Dra. Sofia Pinheiro. A permanência na enfermaria, com o acompanhamento diário de 1 a 3 doentes, desde a sua observação, à elaboração de registos clínicos (notas de entrada, diários clínicos e notas de alta), execução de alguns procedimentos práticos e requisição de exames complementares e prescrição farmacológica, permitiram-me atingir os objectivos que havia definido inicialmente para este estágio: integrar-me activamente na equipa; primar pelo maior grau de autonomia possível na colheita de dados anamnésicos e do exame físico do doente; sistematizar o raciocínio clínico na marcha diagnóstica e na abordagem terapêutica face a um diagnóstico (confirmado ou presumptivo); aperfeiçoar algumas técnicas práticas comuns no quotidiano do internista; e desenvolver a capacidade de exposição pública de situações clínicas. Não posso deixar de realçar também o confronto com a realidade das altas clínicas sem alta “efectiva”, motivadas por situações precárias do ponto de vista sócio-económico, que afectavam e tomavam uma parte considerável do tempo de enfermaria na tentativa

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de resolução das mesmas. O contacto com o Serviço de Urgência foi, na minha óptica, essencial na contribuição para atingir os objetivos supracitados; em relação à consulta externa, para mim foi o único ponto menos bem conseguido do estágio, uma vez que não tive muitas oportunidades de assistir a consultas tendo em conta as actividades na enfermaria. Destaco ainda a “visita médica”, onde apresentei os doentes a meu cargo e pude conhecer os restantes doentes internados não alocados à tira em que estava integrada, bem como as sessões clínicas semanais do próprio Serviço (onde os internos apresentavam revisões teóricas a propósito de casos observados no internamento, com discussão a posteriori dos mesmos, momentos que, a par da “visita médica”, considero de elevado valor pedagógico enquanto aluna), e os seminários teórico-práticos promovidos pela FCM. Durante este estágio apresentei, individualmente, um trabalho de revisão sobre “Síndroma Febril Indeterminado” (Anexo V.1).

iii.

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA | Hospital São Francisco Xavier, 21/01 a 15/02/2019

Durante as quatro semanas do estágio de Ginecologia e Obstetrícia, sob a tutoria da Dra Alexia Toller, o tempo de estágio foi dividido entre as duas áreas, sendo alocadas duas semanas a cada. O tempo de estágio, tanto em Ginecologia como em Obstetrícia, foi repartido entre o internamento, a consulta externa, o bloco operatório e SU, adicionando-se em Obstetrícia as consultas de diagnóstico pré-natal, controlo ecográfico e as consultas de patologia fetal. Objectivamente, pretendia com este estágio: melhorar o exame objectivo ginecológico e obstétrico; aperfeiçoar a interpretação das ecografias ginecológicas/obstétricas e os conhecimentos relativos às diferentes etapas do trabalho de parto, complementado pela participação no bloco de partos. Na consulta externa de Ginecologia, assisti a consultas de patologia do colo do útero e de ginecologia geral, onde pude realizar exame ginecológico; e na consulta externa de Obstetrícia, assisti a consultas de gestações de médio e alto risco, tendo praticado o exame objectivo da grávida. Na consulta de ecografias observei gestantes nos três trimestres, o que me permitiu sistematizar os achados ecográficos relevantes em cada um deles; e, na enfermaria, pude realizar exame objectivo às puérperas. No que concerne ao bloco operatório, observei maioritariamente histeroscopias, histerectomias e laqueações tubárias. No SU observei e pratiquei a execução de vários procedimentos do exame ginecológico e obstétrico, a anamnese e a redacção de notas de observação. No bloco de partos, tive a oportunidade de assistir tanto a partos eutócicos como a partos distócicos (participando como 2.ª ajudante numa cesariana). Na semana final de estágio apresentei, juntamente com um colega, um trabalho de revisão subordinado ao tema

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semanais, conduzidas pelos internos de Ginecologia e de Obstetrícia e pelos internos de MGF em estágio no Serviço.

iv.

SAÚDE MENTAL | Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, 18/02 a 15/03/2019

O estágio decorreu durante quatro semanas, após 2 dias de formação teórico-prática, na Clínica 4 do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (CHPL), sob a tutoria da Dra. Vânia Viveiros, sendo dividido entre o internamento, a consulta externa (no CHPCL e numa extensão em Vila Franca de Xira) e o SU do Hospital de São José. Com este estágio, pretendia, objectivamente, sistematizar a identificação da psicopatologia e melhorar a colheita da história clínica psiquiátrica. Na Clínica 4, acompanhei a minha tutora diariamente nas entrevistas individuais aos doentes, em entrevistas familiares, e nas discussões de equipa; tendo oportunidade de observar doentes com perturbações esquizofrénicas, perturbações afectivas bipolar e depressiva, e perturbações delirantes – destaco aqui a realização de uma história clínica de uma doente com depressão psicótica num contexto de alteração de medicação antiparkinsónica (Anexo V.1), cuja evolução pude acompanhar desde a entrada no internamento até à alta. No SU observei maioritariamente doentes com síndromes ansiosos/depressivos, psicoses associadas à toma de substâncias psicoactivas, e um caso de perturbação delirante. Ao longo do estágio pude também assistir semanalmente às sessões de formação teóricas destinadas aos internos da especialidade, às discussões de equipa – destinadas à discussão de todos os casos das várias clínicas de agudos e outras unidades funcionais do CHPL, e a duas sessões informais sobre psicopatologia e a entrevista psiquiátrica. Adicionalmente, durante este estágio assisti a uma sessão subordinada ao tema “Ansiedade – do sintoma ao síndrome”, no Hospital da Luz, onde se procedeu à exposição de três casos clínicos (perturbação de ansiedade generalizada, perturbação de pânico, e perturbação obsessivo-compulsiva) e posterior discussão sobre cada um deles.

v.

MEDICINA GERAL E FAMILIAR | CS Serpa (Extensão Vila Verde do Ficalho), 18/03

a 12/04/2019

O estágio de Medicina Geral e Familiar (MGF) decorreu durante um mês, sob a tutoria do Dr. Edmundo Sá, em Serpa, mais especificamente nas extensões de Vila Verde do Ficalho (onde se dava a maior parte da actividade clínica do meu tutor) e na extensão de Santa Iria (uma tarde, uma vez por semana). Considero que este foi um estágio muitíssimo proveitoso em muitos aspectos – não só por se tratar de um contexto rural, diferente do estágio prévio do 5.º ano, mas especialmente pelas condições óptimas para a aquisição de um maior traquejo nas várias etapas da consulta -, o que só foi possível tendo em conta a dinâmica estabelecida: a actividade clínica decorria em gabinetes separados, sendo que no final de cada consulta apresentava o doente ao

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meu tutor – quadro de apresentação, achados ao exame objectivo, resultados de exames, etc., explicitava o meu raciocínio, elaborava uma proposta e, depois de recolher a sua própria impressão clínica e de discutir comigo o caso, decidia-se o plano mais adequado ao caso em questão. Destaco também as consultas domiciliárias, parte integrante da actividade clínica na Vila, bem como a proximidade estabelecida entre o médico e os doentes, aqui ainda mais estreitada pelo facto de se tratar do único médico da população, há mais de 20 anos, o que, mesmo indirectamente, foi bastante recompensador do ponto de vista humano. No final do estágio, apresentei, em conjunto com uma colega, um trabalho sobre “Abordagem da Halitose nos Cuidados de Saúde Primários:

proposta de protocolo de actuação” (Anexo V.1).

vi.

PEDIATRIA |Hospital D. Estefânia, 22/04/2019 a 17/05/2019

As quatro semanas do estágio parcelar de Pediatria foram passadas na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCIP), sob a tutoria do Dr. Anaxore Casimiro. Como objectivos para este estágio defini: sistematizar as principais patologias da criança e adolescente e o manejo das mesmas; melhorar as capacidades de comunicação com a criança/adolescente e a família, bem como a execução do exame físico, adequado à idade. O estágio foi repartido entre o internamento na UCIP, o Serviço de Urgência Geral, e num dia em Cardiologia Pediátrica (Hospital Santa Marta). No internamento, acompanhei o meu tutor e/ou outros médicos da equipa, desde a observação dos doentes, à discussão e abordagem dos casos consoante a evolução dos mesmos. Destaco, especialmente neste contexto da Pediatria Intensiva, a importância da comunicação entre os diversos profissionais da equipa, e destes últimos com os familiares; bem como da gestão de expectativas face a casos difíceis e de prognósticos reservados (lembrando, por exemplo, um caso de uma lactente com uma infecção gastrointestinal – situação bastante comum – que se complicou numa mielite transversa cervical). No SU pude realizar anamnese e exame objectivo, revendo as principais patologias, o seu diagnóstico e abordagem terapêutica. No dia em que estive na Cardiologia Pediátrica, assisti à passagem dos doentes, acompanhei a equipa na observação dos doentes internados (que a par da discussão dos casos na passagem teve, para mim, maior interesse do ponto de vista didáctico, podendo consolidar conhecimentos em relação a algumas cardiopatias, e.g. tetralogia de Fallot e transposição dos grandes vasos), e observei dois procedimentos de encerramento de forame oval patente. Assisti ainda a uma aula teórico-prática de Imunoalergologia e a um período de consulta, onde pude observar doentes com as principais patologias desta especialidade e sistematizar a abordagem das mesmas. Semanalmente, assisti, ainda, às reuniões de serviço e às sessões clínicas hospitalares, tendo ainda a oportunidade de participar num

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grupo – “O meu filho não anda!” -, a propósito de um caso clínico de pseudoparalisia do membro inferior num lactente, secundário a hipovitaminose C (Anexo V.1).

vii.

ESTÁGIO OPCIONAL EM MEDICINA INTERNA | Hospital São Francisco Xavier, 20/05/2019 a 31/05/2019

A escolha pelo estágio opcional em Medicina Interna, na equipa do Dr. Hugo Moreira, conquanto as oito semanas realizadas previamente no Serviço 2.3 do HSAC, seguiu não só o meu interesse pessoal pela especialidade e a vontade de conhecer outras realidades hospitalares nesta área em específico, mas também como uma oportunidade suplementar de poder assistir a consultas externas de Medicina Interna (de forma a ter uma visão mais fidedigna do trabalho de um internista), e de observar doentes não só na enfermaria como também na Unidade de Cuidados Intermédios. Destaco alguns casos de abordagem menos consensual, como foi o caso de uma doente internada com uma hemorragia retroperitoneal grave, secundária a anticoagulação oral, tendo como antecedente médico fibrilhação auricular; bem como um caso de óbito de uma doente imunocomprometida em contexto de uma neoplasia hematológica, com pneumocistose, sem evolução favorável com a terapêutica, cuja dificuldade na abordagem se devia muito à complexidade em perceber o que era progressão da doença neoplásica vs patologia infecciosa (e dentro desta, o quê, em específico).

III. OUTROS ELEMENTOS VALORATIVOS

a) ACTIVIDADES FORMATIVAS

Durante o MIM tive, por diversas vezes, oportunidade de participar em diversos congressos/ conferências que contribuíram para uma melhor compreensão de algumas áreas da Medicina, e, por outro lado, que permitiram explorar áreas não abordadas no currículo ou olhar de uma forma mais inovadora para temas abordados amiúde ao longo do curso. Este ano, tendo em conta, outras prioridades face ao futuro a curto-prazo (em específico a preparação em paralelo para a PNA), optei por só participar em actividades que de alguma forma constituíssem um contributo activo para o estágio que estivesse a realizar no momento e/ou que me permitissem sistematizar conhecimentos gerais, e não conhecimentos muito específicos e circunscritos a uma área em particular. Destaco, no que diz respeito à Saúde Mental, a participação numa sessão sobre “Ansiedade – do sintoma ao

síndrome”, bem como uma visita ao Hospital Miguel Bombarda, a título pessoal, integrada numa

actividade da Câmara Municipal de Lisboa; e em Cirurgia Geral, a participação no XXXIX Congresso de Cirurgia Geral, com um poster a propósito de um caso clínico de um teratoma retrorrectal (sobre

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o qual incidiu também o trabalho apresentado nesse mesmo estágio parcelar). Destaco também a possibilidade de poder assistir à totalidade do curso ATLS (Advanced Trauma Life Support), no 5.º ano do MIM, por ter participado enquanto modelo físico nas avaliações dos instruendos. Igualmente, não em específico deste ano, mas por reconhecer a importância do seu papel ao longo do percurso de pré-graduação, destaco a realização de um estágio de Verão no 3.º ano, em Cirurgia Geral no Hospital de S. José, bem como vários rastreios à periferia ao longo dos anos clínicos do curso.

b) ACTIVIDADES EXTRACURRICULARES

Como principal actividade extracurricular, não posso deixar de realçar a colaboração com a Revista Frontal, nos formatos digital e físico, como membro da equipa editorial, publicando maioritariamente na secção cultural – e que constituiu, muito provavelmente, uma das actividades mais enriquecedoras a título pessoal “extracurso”, não só pela redacção dos próprios artigos, mas também na pesquisa subjacente e na troca de experiências e discussões com os meus colegas, nesse mesmo contexto. Adicionalmente, destaco a participação na iMed crew do iMed Conference® 7.0 Lisbon, enquanto oportunidade de fazer parte dos “bastidores” de um evento de dimensões consideráveis, trabalhando em equipa em prol de um projecto de estudantes, para estudantes.

IV. REFLEXÃO CRÍTICA

Findo o estágio profissionalizante, construído como o encerramento de um ciclo sobre as competências e conhecimentos básicos adquiridos nos cinco anos prévios, é importante reflectir sobre o seu papel no final da formação pré-graduada e se este permitiu atingir os objectivos delineados a priori. De uma forma geral, penso que os objectivos pessoais a que me propus foram atingidos, transversalmente a todos os seis estágios.

Medicina Interna e Medicina Geral e Familiar foram os estágios mais exigentes mas mais recompensadores do ano, que me permitiram não só integrar conhecimentos teóricos mas também sentir-me verdadeiramente parte integrante de uma equipa, sempre num ambiente privilegiado de estimulação do raciocínio clínico e da construção de uma prática mais autónoma. Em Ginecologia e Obstetrícia, reconheço o esforço para garantir uma visão bastante completa da especialidade num espaço de tempo tão reduzido, bem como a possibilidade de melhorar o exame objectivo ginecológico e obstétrico (técnicas que não realizava com a segurança que considero necessárias e essenciais a qualquer clínico). O estágio de Saúde Mental, embora reconheça que, pelas suas

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especificidades, teve um carácter mais observacional, permitiu-me contactar com as principais síndromes psiquiátricas, adquirir mais traquejo na entrevista psiquiátrica e no que concerne à psicopatologia, bem como desmistificar o estigma atribuído à patologia mental. Em Cirurgia, pude contactar mais de perto com a realidade da especialidade e consolidar conhecimentos práticos e teóricos, destacando ainda o acompanhamento de doentes desde a primeira consulta até ao pós-cirúrgico. O último estágio nuclear do ano, Pediatria, não obstante se passar maioritariamente na UCIP, permitiu-me rever as principais patologias pediátricas, ao mesmo tempo que contactei com situações clinicamente graves, a colocar em evidência a importância do trabalho de equipa e da comunicação com a família e entre pares.

Deixo também um apontamento para o rácio aluno/tutor de 1:1 em todas as especialidades, exceptuando Cirurgia Geral, o que foi inequivocamente importante para garantir a oportunidade da prática de determinados gestos e técnicas, bem como para a transmissão de conhecimentos. Adicionalmente, uma breve nota em relação aos anos prévios de curso, tendo em conta serem estes os alicerces do 6.º ano profissionalizante: conquanto reconheça a importância do envolvimento precoce do estudante de Medicina com a prática clínica, penso que é necessário privilegiar o tempo alocado às ciências básicas nos três anos iniciais face a estágios de duração discutivelmente excessiva tendo em conta a sua produtividade; por outro lado, a prioritização da maior rotatividade por um grande número de especialidades em detrimento do tempo alocado a cada uma destas é, a meu ver, contraproducente para a aquisição de conhecimentos e integração nas equipas. Fará sentido alguns alunos passarem uma semana em Cirugia Cardiotorácica, mas não terem estágio de Cardiologia e Pneumologia? Não será mais vantajoso um modelo de ensino pré-graduado que se foque nas áreas basilares da Medicina, formando clínicos gerais, ao invés de mini especialistas? Termino o ano satisfeita com aquilo que atingi, mas consciente das minhas limitações. Mesmo considerando este ano o ápice do curso em relação ao aprofundar de conhecimentos e como ponte para a prática clínica, essa mesma prática colocou em evidência o facto de que esta será sempre uma aprendizagem incompleta, que não existe um ponto tangível a alcançar – porque este está sempre em movimento – e que caber-me-á a mim persegui-lo constantemente. Ainda assim, encaro com enorme vontade (e, não nego, algum temor) o desafio que será o começo da vida profissional (não raras vezes, e em crescendo ao longo do curso, urgia a vontade de fazer fast forwad para esse momento), esperando saber reconhecer sempre os meus limites e expandi-los, nunca esquecendo a bidireccionalidade e o principal elemento do binómio médico-doente (e não médico-doença).

Como nota final, não posso deixar de agradecer a professores e tutores, por tudo o que me transmitiram - do ponto de vista científico e humano -, e pelos exemplos do que é ser Médico que moldaram a minha ideia e me fizeram aspirar a tentar ser sempre melhor; bem como à família e amigos que também o são, pelo apoio e companheirismo constantes ao longo destes seis anos.

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V. ANEXOS

V.1. Tabela sumária dos trabalhos desenvolvidos ao longo do estágio profissionalizante:

ESTÁGIO PARCELAR TRABALHOS DESENVOLVIDOS

Cirurgia Geral Seminário: “Caso clínico – um tumor retrorrectal” (Ana Luís

Falcão, Frederico Oliveira, Patrícia Fernandes) História clínica

Medicina Interna Revisão de tema: “Síndrome Febril Indeterminado” (Patrícia

Fernandes)

Ginecologia e Obstetrícia Revisão de tema: “Endocervicites, DIP, e o seu rastreio”

(Patrícia Fernandes e Tiago Oliveira)

Saúde Mental História clínica

Medicina Geral e Familiar Revisão de tema: “Abordagem da Halitose nos Cuidados de

Saúde Primários: proposta de protocolo de actuação” (Daniela

Encarnação e Patrícia Fernandes)

Pediatria Seminário: “O meu filho não anda!” (Gonçalo Soares, Patrícia

Fernandes, Ricardo Rolim Oliveira e Rui Nascimento)

LISTA DOS CERTIFICADOS POR ORDEM:

V.2. Certificado: Colaborador da Revista FRONTAL

V.3. Certificado: Membro da iMed crew do iMed Conference® 7.0 Lisbon

V.4. Certificado: Participação no curso TEAM – Trauma Evaluation and Management

V.5. Certificado: Colaboração no 240.º curso ATLS – Advanced Trauma Life Support

V.6. Certificado: Participação na sessão “Ansiedade – do sintoma ao síndrome”

V.7. Certificado: Participação num rastreio à periferia em Abrantes

V.8. Poster: Participação no XXXIX Congresso de Cirurgia, “Tumores retrorrectais – a propósito de um caso clínico”

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V.8. Poster: Participação no XXXIX Congresso de Cirurgia, “Tumores retrorrectais – a propósito de um caso clínico”

Referências

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