• .. • f
ANNO
.
XIII
• •-
N. 10
. . 1 • •- Numero avulso
1$500- Dezemb~o de 1929
= ~ ~ ~ , , : : ~ ~ = , , e , ~ ~ ~ ~ ~ , ,
-• •
Director: ALFREDO C. DE F. ALVIM
ASSIGNATURA
Para o Brasil - Um anno
... .
15$000
8$000
Redacção : RUA 7 DE SETEMBRO, 1746 mezes
...•..
SUMMARIO
- - Repouso n1ereeido
Francisco Prisco... Tabagisrno
Th. Langgard Menezes... Republica do Pana111á
O. ~-... Conhecer a cidade
Mestre-Escola . . . Tres palavrinhas
Nair Pires ferreira . . . . . . . Pratica da Escola Activa Leontina Machado... Historia Patria
R€ ouso meBet:IDO
·
---c:c :::,,...-.-
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Desdobra-se
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e
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aclá j'ó,·a rio Rio,
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ad»iinist,·açtio elo
e,isirlo
1tãoltav
e
-, .. ia certa-,-,tente
de
1·ec1tsa1·
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collabo,·,i-çcio a obra tão i1rtpo1·ta,zte
eq1te
Jt{io
é,pa, .. a
ella,
caridade 1te111,
de
pl1ila1ttl11·opia
,
11ias de ptll
10 i1lte, ..
esse:
ci
co1tseruaçt7orias
11tachinas,
e
de qzie ad11ti1·aveis 11iaclti1tr1s,
fleque
dependee11t
ztlti,1,a palav,·a tofla
avicto,·ia
ele
szlas
icléa,),
todo o [J1·il}to
tle
.~tla1·ep1ttação . ..
Toda
a
co1~respondencitt
deve
se1'
dirigida á
Redacção:
Rua Sete de Setembro
)
174
•
• •214
·
A
ESCOLA
PR
.
iMAR!A
' , 'TABAGIS
I
O,·ige»i do tabaco -
Desc,·ipção
da planta
-
Nicotina
-Nicotiana
-
Nicotianina -
Ofu,no
no
Brasil-
O
tabaco elJ'i
tl1e1·aqeutica - .
Vias
de eli»iinação do.
veneno
- _
Antidotos-1'abagis11to agudo, _supe1·-agn_d? e chronico
-
.
A.cçcto
do tabaco
sob,·e
aintelligencia
e
a activzdade.
Ainda
não
é
ponto liquido o saber-se
a origem
do tabaco. Dizem uns que
a
planta
é
originaria de
S.
Domingos
(Ulys-ses
Paranhos
);
outros que
é
originaria do
Brasil (Miguel Calmon,
Bu1·ton ...
);
outros
mais que é
originaria das Indias
Occiden-ta
es (01·to
lan)
e
ainda entendem outros que
o tabaco
já
existia
na Europa antes de
1492,
isto
é, em epoca
anterior á viagem
de Christovam Colombo
ás plagas
ameri-canas.
'
Como
quer que é, sô depois do
desco-brimento
da
America,
foi que se vulgarizou
na Europa o uso do tabaco.
E' ponto tambem em duvida quem o
transportou para
a
Europa. Assseguram
estes foi André
.
'l'hevet, que do Rio de
Ja-,
neiro levou
as
sementes; affirmam aquelles
que foi o
embaixador
francês eni Portugal
Jean
N
icot, que disseminou
.
de Lisbôa para
o resto do
continente
o uso do tabaco, e
outros
ainda
afiançam que tal empresa
quem a desempenhou,
em 1560, foi
Fran-cisco
de Toledo.
Litigioso
éainda o
conhecimento
da
origem da palavra tabaco. Ha quem
asse-gure ser
o nome da plânta devido a ter
sido ella encont1·adiça
na ilha de Tabago,
no
archipelago
das Antilhas e ha quom
opine ser o nome originario do masso de
folhas, que os indigenas saboreavam, a tirar
ft1maças, masso
a
que davam a designação
de tabaco ...
A
menos que por palpite, não é
pos-sível dizer
com
·
quem está a verdade.
•
'
E entre dar
um
palpite, mera
hypo
·
these sem f11ndamento,
e relatar apenas
o
que ha de positivo
sobre o assumpto (e
de
positivo aqui
sà
ha
as
opiniões,
todas sem
supporte), não nos
cabe a minima
vacil-lação: só diremos as opiniões
existentes,
sem arriscar nenhuma
po1·
nossa
conta,
que seria, tal as
demais,
tambem
sem
base
e ainda
agrava1·ia o problema
.
, fazendo
delle
um verdadeiro quebra-cabeças
...
O tabaco
é
uma
planta da
familia das
sola11aceas,
tribu das
nicotianeas,
genero
das
nicotinas .
..
E'
a
Nicotiana
tabacum
de
Linneu.
O
genero das plantas
a que
pertence
o tabaco
conta
mais de
30 especies,
tendo
sido a
Nicotiana Langsdo,·ff
a que primei1·0
foi
entre
nós
cultivada.
A
Nicotiana
tabacum
éum
arbusto
de
50
a ~50
centimetros
de
altura,
de
fo-lhas lanceoladas,
grandes,
largas,
verde-escuras. Dá fiôres, que
se dispõem em
pa-niculo: têm
5
estames, insertos no tubo da
co1·olla
e
1pistillo.
As analyses feitas nas folhas do ~umo
revelá1·am nellas
a
presença de
ammontaco,
potassio, calcio, oxydo de n1anganez, oxydo
de ferro, magnesia,
acidos sulfu1·ico,
?hlo-rhydrico, azotico, tannico, prussico,
gall1co
...
além de outras substancias, taes
como
for-mol, collidina, resina
verde,
resina amarela,
nicotiana, nicotianina,
etc.
De tudo, porém, quanto se
encont~a
·
nas folhas do fumo, é
a
nicotina
o que mais
importa.
A
,zicotina,
cuja
formula
chimica
é
•
-A ESCót-A
PRIMARIA
215
1- - -
---~---• .
010
HI4 Az2,
é
um ~lcaloide liquido,
sem
nação dos
petgnegua,·as,
petym, fumo;
cõr, de sabo1· caustico, soluvel na
agua,
.
guara,
comedo1·; petymguara,
comedor
de
no alcool e no ether. Exposta ao ar, torna- fumo.
··
se amarelada e depois
escura.
.
O tubo de fumar,
o
cachimbo,
era
o
A nicotina, que
é encont1·ada
no fum~
petymbau,
combinada
ao acido
malicu ( 0
4H
60
5 ),foi
Era tambem o fun10 emp1·egado pelos
preparada
pela
primeira
vez
por Vauquelin, selv
·
agens em cerimonias
1·eligiosas, a modo
em 1809.
·
·
de incenso e e1·a signal de amizade e de
E' substancia
extremamente
venenosa, tregua a passagem de mão em mão do
pe-sendo
20millig1·aman1as
a
dose mortife1·a
tyrrt~au,
de que cada q11al por sua vez se
para
cada
kilo de
anin1ai.
See considera-f\
se1·v1a.
na classe dos
venenos vasc11lo
-
cardiacos.
Os ir1digenas da Amer·ica
ainda
ti-A
quantidade de
nicotina
varia segundo
nham
·
o
-
tabaco como a1·ma de guerra.
Scien-o terrenScien-o
em que é cultivado
o fumo
e
tes de que
encerra
um veneno,
elles
embe-varia
tamben1
de a
c
cordo con1
a mat111·i- biam em s11cco concentrado de tabaco
a
dade
·
das folhas: quanto mais madura a ponta de suas . flechas.
folha, tanto maior a quantidade de nico-
Em quas1 todos os nossos estados se
tina que
enc
e
rra.
cultiva o fumo, occupando os primeiros
111-},.s
foll1as do fumo são revestidas de gares na escala da producção Pará, Bahia,
p
,
ellos
gland11lares,
dos quaes,
ao
parecer S. Paulo, Goyaz e Minas.
·
de Semler, transuda un1 liquido
.
viscoso,
Ttn1
·
o Bràsil o 3°
lugar
no mundo
pe1·ceptivel
ao
tacto,
e
que terr1 grande im- como produ.ctor de fumo.
portancia, porque serve para distinguir
o
O
fumo
brasilei1·0 que_ goza de ma~o_r
.
fumo verdadei1·0 do que o não é, pois, ate fama
é
o ori11ndo
de
S. Fel1x e de Mur
·
1t1-.
hoje, os falsificadores nao conseguiram ba, na Bahia. De Minas, é ap1·eciado o
obter
esse
liquido
·
nas folhas
.
do f11mo fa
· fumo
de Barbacenà.
•
bricado.
·
A
1zicotia,za
é tamben1 um alcaloide
'
O TABACO EM THERAPEUTICA
existente nas
.
folhas do tabaco. E' um
cor-po liquido, tem a côr an1arelada e é i11soluvel .
"
·
Assim.que
descoberto
,
grande
enthu-na agua; no alc0ol e no ether. Fo1·ma com
'
s1asmo
'
~usc1to? ()
tabaco,
com? capaz de
os acidos saes incrystalizaveis, iusoluveis ve1·dade1ros milagres en1 n1ater1a
de
the1·a-e
insípidos,
decompondo-se, porém,
pela
,
pe11ti~a.
.
.
. . .
.
ammonia
,
e pelo
calo1·.
. ·
IIav1do a
pr1nc1p10
como remed10 para
A
nil
:
otianirta
é
outro alcaloide do fumo. todos
os
male
'
s, não
ta
,
rd!o11 que
em
pe-Pouco soluvel na agua, dissolve-se, no en- 1·igos
immensos
se
tra
,
nsfo1·?1.ªsem os até
tanto, 110 alcool e no
,
etber.
então surpreendentes benef1,:1os do fumo.
,
J
ayme
I
escreveu contra elle; Isabel, de
O
FU1'10 NO BRASIL
·
Inglaterra;
Richelieu;
o Sultão ; o Shah
...
prohibiram o uso do fu~o;
até
os
papas,
Logo depois do descobrimento,
foi
a Urbano VIII
.e
lnnocenc1~
XII ª?~aram que
cultura do f11mo
iniciada
ent1·e nós
·
:(>elos era cas? de excommunhao
o
v1c10 de
f11-europeus.
·
mar.
·
.
.
Da Bahia foi q11e para os out1·os pon-
,
.
Tudo,
pore~,
foi
em l)u1·a pe:·da. Os
tos do te1·rito1·io pat1·io se
ir1·adiou
essa
;
jesu1tas da
Polon1a
1·ef~taram o l1vr~ . de
cultu1·a.
.
Jayme I; o papa
Bened1cto
XIII,
o
p1·1s10-.
J{t os nossos
indige11as
'
faziam
11so
'.
nei1•0 de Avi11hão, anul.1011 as b11llas de
do
tabaco,
pet1,11n
ou
petym.
Ensinà·nos Urbano
VIII_
·
e
I11nocen.c1?
XII
..
Theodoro Sa
,
mpaio q11e houve
um
·
a nação
Oatha1·1na
de
.
Med1ce_s
foi.
a grande
guer1·eira na Pa1·ahyba
.
, cujos
índios
tinham protecto1·a
do f11mo, que veio ate
a se
cha-o habitcha-o
de t1·azer u111a folha de
fumo na
ma1· a
a,·vo,·e
da
'
rainlza.
bocca,
entre os labios e os
·
dentes. Era a
·
Oo
'
nta Dubois
q11e, sob
o reinado
.
de
'
'
• • • ••
'
1
2i6
A
ESCOLA
PRiMARiA
Luiz
XIV, era
de bom tom
.
apparecer
.
em
.
mais
prej11dicial
ao
pr_oprio
in~ividuo .
do
todos na
alta sociedade de
narjz lambusado
q,u.e
ásua descend_enc1a
.
.
Assim, P.oi·em,
com tabaco. E
foi
a.ssim se generalizando
.º
não
-
e~tende Gal~p1n, pa1·a qu~m
deixa o
uso do
fumo,
e
o
seu emprego, aomo
medi-
tabagismo chronico
traços
mais ou menos
camento se tornou quasi
universal... .
profundos .
~m todas as gerações
duma
Foi
o
fumo preconizado
para debelai· mesma
familia, gerações e~ervadas e
m?r-as mais variadm?r-as entidades
mo1·bidas :
co-
tas
em estado
.
e~bryona_r10
ou
em baixa
queluche, erysipela,
doenças de pe~le,
epi...
idade .Pela.
me~1n~ite. e
_mil _011tras doenças
lepsia
,
hysteria, paralysia,
.
11neumon1a,
rheu- propr1as
a pr1me1ra
infanc1a.
matismo, etc.
Na
mulher
ainda mais grave é
o
sulco
Entre nós,
foi
muito corriq~eii·o
~em- deixado pelo tabagis~o.
Drysdale
enco~-p1·ego do tabaco em
lavagens 1ntestinaes trou
,
a nicotina
no
leite
de
m11lhe1·es
mani-contra os
asca,·ides
lombricoides.
.
puladoras de fumo, mulheres
em cujo
meio
Ainda sob a
forma de
clysteres,
foi
écommum o
aborto.
o tabaco muito prec?nizado
no tratamento
Stolz
achou
forte
cheiro
de tabaco no
do tetan~ e, ao
,que dizem, c~m alg;um ne~ul- liquido ammiotico, a
.
ffi1·mando que as
cri-tado. HoJe,
porem,
~om
o soro ant1-tetanico, anças nascidas
em taes condições
poucos
não vale a pen~ a1·:1sca1·-se_
a gente com
ª
dias tinham de
vida.
Infelizmente não fez
exdruxula
medic_açao tabagica.
Stolz a analyse
do amnio,
de modo que não
Tan:ibem
foi,
larga mamu,
usado so:ti
ª
'
verificou se nelle havia, de facto, nicotina.
forma de
loções, pomadas,
etc., com
o 1n-
.
.
tuito de combater affecções cutaneas.
Hoje,
'llabagzsmo
-
O tabag_ismo pode
ser
porém, mercê dos envenenament~
que ha-
:
agudo, super~agudo
e chronico.
bitualmente
provocam, taes praticas for
,
am
Otabagismo agudo
raramente
apr~-relegados.
senta gravidade. Denuncia-se _por
vert_1-Citam
os
auctores
casos de morte gens,
cephaléa, sensações
de frio, depo1s
produzidas
por fumigações
de tabaco, com suores frios nas faces
e
nas mãos, nauseas
o intuito
de acalmar
dores hem01·rhoidarias; e vomitos. Em seguida
apparece
o somno:
casos
de morte provocadas por lavagens com
-
o doente dorme longamente. Quando
acor-infusões
de
tabaco
e
innumer
~outros,
·
da
.
está fatigado,
ainda com
dores d-e
Cla-por
onde
se
demonstra
a
absorpÇão por
"\sia
• i
beça e sente que ha pertu~açõe~ para os
cutanea.
Ia:dos
do
apparelho
gast1·0-1ntest1nal,
per-Isto
serve
de provar que deve o taba- turbações que persistirão por muito tempo.
co ser proscripto
do nosso receituario, sob
o
tabagismo
supe,·-a_qudo
apresenta
a fo:ma de
loções,
cataplasmas,
pomadas,
·
phenomenos mais serios, de que i·es11lta a
fum1gações,
etc.
morte do
enfermo. Segundo
Rénon, ha
VIAS DE ELIMINAÇÁ0 DO VEJNENO
A
pelle, os pulmões
e
os rins são
as
,
vias
,
na;.
turaes
de
eliminação
da nicotina, eliminação
que
se
faz mui~o lentamente. V.erific_ou
Straub
que depois de ter fumado um urr1co
cha
,
1·uto, o organismo
elimina, em
media,
d11rante
oito
longas horas, grandíes
quanti-dades de nicotina.
Antidotos da 1zicoti1za.
-
Os
antido-tos da nicotina
são as
substancias
alcooli-cas
e
tambem o
café
que, a precipita, graças
ao
tannino que contem.
Heredita,·iedade
E' opinião d
·
e
Ape1·t
que
o uso immoderado do tabaco é
duas phases de intoxicação
_
.
Na primeira, em que prevalecem as
perturbações di_gestiva~, ha vom_itos, dia1··
rhéa, cephalalg1a, vertigens, pall1dez, .
con-tracção pupilla1·; na segund~, pred?minam
os accidentes ne1·vosos, agitação intensa,
tremores, convulsões, e~torpeciment?. Ha
depois dilatação das pup1llas, a 1·esp1ração
torna-se mais fraca, o pulso fica tenso,
so-brevêm prof11sos suo1·es e,
como
remate,
a mo:ct
.
e.
·
.
,.
.
'O
tabagis11io
elironzco
e
o mais
im-portante pelos males que produz na prole.
Entende Rénon que elle ra1·amente ~e
apresenta como intoxicação unica: as
mais
-'
A ESCOLA
PRIMARIA
217
das vezes conconita com o alcoolismo, o
Ca1·rion põe-nos ao par dun1a
expe-absinthismo, o saturnismo, etc.
riencia feita
por Baumberger e Ma1·tin em
Quando fuma o individuo respira acido varios
telegraphistas,
experiencia pela q11al
cai·bonico oxydo' de carborno
hydrogenio chegaram
áconclusão de que nos fumantes
sulfurado; oxydo cyanhydrico,
nic0tina,
o resultado
do trabalho
é
de começo
excel-bases py1·idicas.
. .
len~e,
mas, para a ta1·de, a
fadi~a
os colhe
As bases a pyridicas são, ao pa1·ece1·
de
.
mais
cedo, de modo qne,, nas ~lt1n1as ~oras,
Roger, as mais perigosas. São corpos to·
,
o
resultado
do trabalho e muito med1oc1·e.
xicos
e paralysantes. São tambem corpos
toxicos, cuj,1,
respi1·aç
,
ão é ~1·andement~ p1·e-
!
F,·ancisco P,· isco.
j11dicial
ao org1·nismo o acido . carbonico,
o
1oxydo
de ca1·bono
o
hyd1·ogenio sulfur.ado,
Do liv1·0
Taba,qisrno,
em p1·epa1·ação.
' 1 .
t
1etc. de onde se pode cone
u11·
com acer
o
que' o vicio de fumar é, em ulti~a analy~e,
,1 • • • • • • • • • • •11>~
~
' " 'unia
intoxicação
lenta d,o o1·gan1smo,
cuJas
REPUBLICA DO PANAMA'
1·eservas
de energia tahto
deprime, que
acaba por extinguir.
A Republicado
Panamá fez
asua
Ho11ve tempo ~m
que o alcool
~0 ta-
·
independencia a 3 de novembro de
baco eram preconizados como excitaíntes,
1903,tendo antes
sido
um
Departa-capazes de facilitar o trabalho cerebral.
mento da Columbia, está fadada
a
um
Riant
éde opinião q11e em dose
mode- futuro maravilhoso, pois o seu
clima,
o
rada em verdade o tabaco é propicio ao
seu territorio, çis suas possibilidades
trab~lho
intellect11al;
11zais l' abu_s dzz _tabac
em fim são extraordinarios.
p1·oduit
~'an~a,ztissemer~t ~e l'~1~telligenc~
o'
territorio da Repuqlica
compre-et
a_bqu_tzf fznale1ne,zt
a
l
abolzt101z
de l
'
hende a faixa continental que
forma
o
actzvtte
z,ztellectitelle.
Isthmo. a sua estructura
é
a de um
O. D1·.
Ulyss~s
Paranhos,
de
accoi·do
arco estendido entre as duas Americas,
com
R1chet, _cons1de1·a
Oalc?ol e_
0 fu!Ilo cujo seio
,
constitue o Grande Golfo de
como ve1·da~eii·os venenos da
1ntelligenc1a. Panamá, dentro do qual se encontra o
Ne~ outro
e tambem o pensamento
d~ Eu.
_
famoso archipelago das Perolas, assim
~en10 9eorge, quando assevera que a
intel- denon1inado pela abundancia dessás
l1genc1a
soffi·e p1·ofundas p~1·t~rbações
_sobª preciosas excrescencias marinhas, que
acção do tabaco.
A~ estatzsticas
1netzczzlo·
a Ili se produzem.
sas
dos
D,·s.
Bertillol'z e Goube,·t
p,·ova-,
Está situado entre
6º,50'e
9°,41',·am
qzzé e111,
Pa,·_is,
e1zt1·e ostzzda,ztes
d~
de latitude norte e
77º,14'45''e
83º,32,Escola
Polgteclzntca e 4a Escola ele
Mi-
de longitude oéste do meridiano de
r
itas, as notas de
ap1·_ovetta11zerito e
de
exa-
Gree
·
nwich.
,nes
daz1a1ft
a
col'zszde,·avel va1ttage11z
de
Em
·
toda a sua longitude, que é,
40
°!0aos não fu11za1ztes.
em linha recta, de approximadamente
O
que é fóra
de duvida
éqL1e: tal qual
250kilometros qesde o ponto extremo
o alcool, o fumo,
em
dose 1noderada,
cons_ti-
da fronteira Colombiana até os confins
tue um
excitante cerebi·al,
n1as de
effeito
com Costa Rica,
é
atravessado por uma
transitorio. Em
pouco, com a continuaçã
,
? Serra cujo cume mais alto é
de11omina-do vicioi
o resultado
é, ao envês,
depr1- do Vulcão de C}líriqui, com a altitude
mente
acabando po1· embotar
de todo as
-
fa- de 3.433 metros sobre o nivel do mar.
culda
,
des
intellectuaes.
Essa Serra derrama as suas vertentes
Sabe-se
que
em ge1·al
ac~b~m . o~ fu- sobre ambos os Oceanos, com declive
mantes
po1· soff1·er grande
d1m1nu~çao no suave, formando planicies, como a~ de
seu vocab11lario,
esquecem
o
no1ne as cou-
Anton, Boquette e Potrerillos de clima
sas, têm
a
me1noria
sobrecar
,
regada de ameno, que são regiões ideaes para o
grande
deficit.
cultivo do café.
•
;
•
218
.A.
ESCOLA PRIMARIA
.---
- - -
-- - - -
- - - -
--
- - - - -
- - - - -
-Esse territorio tem uma extensão ri genes, • O, 9 º10 d e cl1i nezes e i 11 d ús e o
superftcial de 87 .480 kilomettos qua- re>=tante, ou seja 71 º10 de mesclas das
drados. Uma faixa de 5 milhas de cada diversas · raças, nas mesmas
propor-lado do Canal, isto é, de
16
kilometros ções.de largura approxin1adamente, está _ar- O actual Presidente da Rept1blica ,
rendado por 99 annos ao governo dos .
E t d s a os n1 os a U ·d d A mer1ca, para a er-· b sr. Don t . t
f.
H.
d Arosemena. d muito setura e exploração da grande via inter- em ,n e~essa 0 , 0 que e resto
ta,n-.
s
b ''Zo · d. 1 C betn o fizeram os seus antecessores,ocean1ca. o re essa na e a- · _ . ,
n l'' a R;:i ublica de Panamá não exer- 1 pela construcçao _continua d~ estradas
ª ·' ·
d. p ã 'm co se a be Ide rodage11s, quas1 todas de cimento ouce iuris icç 0 , pore , n rva so · macadame betuminoso, o que tem
con-ranta. · , corri o 1mmensamen e para o gran e ·d · t- d
O clima da Republica e, natural- JJrogresso automobilistico, que
actual-mente tropical, .porém, a temperatura menre se verific:1.
varia segundo a altura do terreno,
des-de 36° em alguns pontos das costas a Os Correios e os Telegraphos
es-15" e menos, nas partes mais eleva:- tão admiravelmente bem installados em
das. : Edificios arejados, grandes e modernos.
Politicamenteª Republica do Pàna- , A instrucção publica merece e tem
má está dividida em nove · Provi11cias e sempre merecido, por parte do
gover-um Territorio de lndigenas, _chamado· no o mais acce11tuado carinho. Para
San-Blas. As Provincias,segundo su:1 im- se fazer uma idéa desse interesse é
portancia são: - Panamá 1 Colon, Chi- bastante dizer-se que 2Sºr das rendas
riqui, Veraguas, Coclé, Los Santos, nacionaes são çonsumidls com a
edu-Herrera, Bo,cas d~I Toro e Dar!en. cação publica, pagando o Estado 11m
Panam a. capital da Republica, com corpo docente prirnario composto de
uma. população apenas de 60.000 habi- l ·. 400 professores de ambos os sexos e
tantes, já possue 4. 000 automoveis, <J um corpo de professores de educação
que dá perfeitamente uma idéa do movi- secur1daria e profissional de 300
unida-mento commercial da cidade: . des, egualmente de · ambos os sexos.
O primeiro Presidente da Repubii- O mais alto estabelecimento educativo ca foi o dr. M. Amador Guerrero, que da Nação é o Instituto Nacional, que
com Espinosa Baptista, Frederico . Boyd, consta da Escola Normal, Lyceu,
Es-José Agostin Arango, Thomas Arias, colas de Direito, de Pharmacia, de
Domingo Diaz, Carlos A .. Mendoza, Oeodesia, de Commercio e uma Escola
Pedro A. Diniz e outros grandes pa- Primaria a11nexa, onde se aperfeiçoam_
triotas, levélram avar1te, não po.upando os estudantes da Escola Normal
duran-sacrificios a Independencia de Panamá, te os dois ultimos annos de estt1dos. O
que, apen'as com 26 annos já possue .l Instituto está alojado em um magnifico
lindas cidades, com ruas .e avenidasJ_edificio constante de oito Pavilhões
s~-modernissimas, lojas e .Hoteis · q_e pr!- J parados, que occupam uma. á_rea de ·
meira classe.
A
população da Repµbl1- 1 8. 000 metros qttadrados, ex1st1ndo aoca é de 600.000 almas, 'tendo um .ter-j lado. um terreno das mesmas ditnensões
ritorio de 87 .400 kilometros ·quadrados, para fins desportivos. Existe ainda
o que dá 1 kilometro para cada 7 habi- · un1a outra Escola Normal, para
senho-tantes. Ethnicamente, a gr.ande . maio- rinhas, que aloja actual1nente 500 alu- ·
ria da população do Isthmo é mestíç~,. mnas, e ainda uma E~cola Profissi~nal,
como succede em quasi, todos os pai: egua'lmente para meninas, .que all1
re-zes sul-americanos. . . . cebem cursos de commerc10, de
tele-Existe uma media de 15 º1 0,de bràn- graphia, de modas
e
de economia do·cos, 9 °10 de negros, 5 º10 ~e in<;ljos,.abor . . mestica,
•
•
•
A
ESCOLA
PRIMARI~
219
-Além desses collegios, ~uja instru- As principaes exportações da
Re-cção, quer primaria . ou .s ecun?aria, . é publica são:
gratuita, sendo a primari.a obrigatoria, ''Bananas, cõcos, borracha, batata,
existem boas Es;colas particulares, como salsaparrilha, pelles de caiman, plumas
o Collegio
S.
José para meninas .e · 0 de garça, conchas, pero las e madeiras,La Salle para meninos· ExiS tem em para cujas transacções possue o paiz
Panamá orphanatos da primeira
º
rdem, bancos fortes e apparelhados para esseonde as creanças . se aperfeiçoam em
t·
1m.diversos officios.
A Cruz Vermelha do Panamá é Em conclusão: - Panamá é uma
uma organização perfei!a, onde as crean- pequena Republica, jovem, governada ças pobres, são protegidas s?b todos com patriotismó e acerto, em um
terri-os pontterri-os de vista e onde existe uma torio fertil e rico em mineraes,
gozan-Mater11idade Modelo. do um bom credito nos mercados
fi-Panamá abunda em bosques que nanceiros e com ums situação
geogra-possuem arvores seculares, de mãdeiras phica unica no mundo.
preciosissimas e a sua exploração e in- \
dustrias derivadas, constituem uma de
suas industrias mais prosperas. Rio de Janeiro, novembro de 1929.
-
Theodor Langgaard de Menezes,
con·As perolas e madre-1Jerolas são
va-liosíssimas. sul,
•
•
·"-"º"·"4t"-"8"·"«·"~-~~~~-"9
"·"9"-~
PREPARE-SE PARA TER UM
FIM DE ANNO SOB OS
ME-LHORES AUSPICIOS :
• • • ' • •AS MELHORES COMPRAS DO
FIM DO ANNO SÃO AS QUE
FIZER NO
•
Aproveitem as suas vantagens
•
•
1ncomparave1s
••
• ' \220
A
tSCOL_I\ PRIMARIA
- - - -
=
·
-·---Conhecer
a
cidade
as palavr,ls 1·aras, po1·tanto entre as
qt1e t1ma pessoa culta está exposta a
encontrai· pela p1·imei1·a vez, depois
.
q~e
Coisa que tem ·
sido injustan1ente
'
dei- ~ossue
farto
vocabularío, a g1·and~ ma1o_r1a
xada de lado nos ultimos ten1pos, nas a
,
u-1
e na v~1·dade das proparoxytona_s, dah1 a
las
prin1arias, é o co1!hecimento da ~idade gene1·al1zação, que nem. sempre
da
ce1·to.
e
do Districto, por meio de
longas
v!agens
Com o vocabulo
Nzobe,
nome
da
my:
simuladas ou figuradas, por meio da ~hologia, raro, mas que se encontrou aqui
planta.
e ali algumas vezes,_ dá-se
?
facto.
E' pi·eciso
realmente,
fazer it geogra-
E na
Anthologia Nacio11al
de
T.
Ba1·-pl1ia districtal, do pepuenino toi·i·ão en1 que
1·eto
e
Laet
que se_ enc?ntra o ~xcerpto de
se vive, poi·em não apenas como pretexto Octaviano qt1e assim diz: «A Niobe
~a
f~-para enti·ar -
pela geologia a de1!tro ot1
iner-
bula
foi
punida ~o
orgul~o
que
lhe
insp1-crulha1· na historia e
11a
c
,
hronica. E
.
11e- 1·ava a sua
fecundidade,
viu mor1·er todos
os
~essario tamb
.
em, e muito, que á criança das seus
filhos,
e a dõ1· a conve1·tet1 em
ro-escolas diurnas e ao adolescente ou ao chedo. »
adulto dos cursos
nocturnos
se offe1·eça
Pois é q11asi
infallivel:
o alumno, ao
meio de co11hecerem a cidade,
os
arrabal-
te1·
esse t1·echo, pronuncia
Niobe,
accento
des os povo,tdos
da zona rural,
os mo1·ros,
o
i.
as pi·aias, as ilhas,
os meios
de
viação·.
Tanto pela
accent11ação grega como
Os passeios e as excu!sões, s~~u1~do
pela latina
a ve1·dadeira p1·on11ncia é a _qu~
a planta,
da1·âo um
esplendrdo e
ut~l1ss1mo
faz paroxytona a palavra. O q1;1e vai·!~ e
conhecimento aos alum11os, que p1·ec1sam
de o timbre do
o,
.
pois uns
pronunciam
Niobe,
saber
lscomove1·-se.
En1 meu tempo de es-
Nióbe.
A primei1·a é mais cor·i·ente enti·e
cola e não se
falava
em tanta
moder-
pessoas cultas.
nice'. eu aprendi a andar na ~idad_e pela
Alarde. -
A verdadei1·a palav1·a
planta. Se1·vii·-se das plantas e cois,1, es- em portuguez é
ala,·do,
que significa
re-sencial para o hon1en1 e sen1 embargo como Aista de
forças militares, tambem
ostenta-é
raro
encontrai· quem o faça sen1 emba- ção, apparato.
raço
! . . .E11cont1·amos hoje
a toda
l101·a
as
ex-Pelos passeios
figu1·ados
com rtt1x1l10
pressões
«por alarde», «fazer alarde»
,
mas
dri ca1·ta,
pois impossivel
é fazel-os todos c1·eio que se
poderá ir
tentando a corre,
effectivamente, palmilhando t·uas, praças e cção, por se t1·ata1· apenas de
~ma
vogal-estradas, muito
.
conhecin1ento accessorio se
não
accentuada, pouco
pe1·ceb1d
:
1 n,t
pro-adquire: o dos monumentos e do que elles
1·ep1·esentam,
a
historia;
o
funccionamento
das a
.
ssembléas e
das 1·epa1·tições
que estão
installadas nos edificios,
isto
é, a
instrucção
• •
ClVlCà.
De tal so1·te,
o
ma11ejo da planta é
co-nhecimento por si
p1·oprio e
meio de
acqui;
sição
impo1·t,intissimo,
que
nunca se
pod~ra
desdenhai·.
•
O.
R.
TRES PALAVRINHAS
•
nu11c1a.
L1.--.str·e
e
lust1.~o.
-
Ocaso é
simples e
bem
sabido:
lzzst,·e
significa
o
brilho
ou
polin1ento, a gloria, a
fama,
e
tambem o
candelab1·0 que se suspende ao
tecto;
lust,·o
é
o pe1·iodo de
cinco a11nos
.
Emprega
o
povo freque~temente
lzi~t,·o
tambem
no
sentido
de
JJoli11ze1zto,
mas
isso
não
é abonado pelas
pessoas
c11ltas. O q~e
é
raro, mas
encontrei
ha dia~ .
em
,um
dia-rio
lJem
informado
e mal
red1g1do
e
lrtstre
no
sentido
de
pe,·iorlo
de ci1zco
art,zos.
Era
unia noticia
ci1·cumstanciada, com
photo-Niobe. -
A
p1·es11mpçíto de p1·0-
graphia,
da f~sta
que
haviam
_1·ealizad?
paroxytono é
facto observado
em
~ossa alg~ns
bachare1s, em co_mmemo1·açao
do
prz-lingua. Quando
ás
pessoas de aprecrav~l
11-iez,·o lzzst,:e
de
sutt vida foren~e.
Ol~s-cultu1·a. se apresenta
palavra
que
~unca an-
·
t~e.
não foi qualque1·
g1·ande
tr1u~pho
JU·tes encontrára,
tendem
ellas
muito natu r1d1co, mas apenas o
tempo decorrido.
, .
ralmente
a
pronúncial-·a proparoxytona,
si tiver tres
ou mais
syllabas,
E'
que
entre
•
Mestre-Escola,
• • 1A
ESOOJ...A
·
PRIMARIA
221
- - - · - - - · - ·
- -
·- --
·
---
-·-
-Pratica da Escola Activa
.
,•
-Centro de interesse; Alimentação
e vestuario
•
1.
0ANNO
1 hir a attenção da criança associar a ma teria que rnais f)ossa atra-e ao mesmo
de tempo que lhe en_riq~eça o ~erebro, dando-lhe noções 1nd1spensave1s a sua vida presente e futura.
De acôrdo com o p,ogramma
idéas associadas, encaradas sob o pon-to .de vista dos interesses capitaes _da criança, foi organizado o centro_ de in-teresse. « Alimentação e vestuar10 >,
No desenvolvimento do assumpto, visou-se a vida diaria de um pequeno escolar.
Sentindo-se o principal agente, es-tando sempre em fóco a sua individua-lidade, ora só, ora em contacto com o meio em que vive, observando_ o seu
Pequeninos exercícios de lingua-gem, arithmetica e desenho, feitos pe-los alumnos do
1.
0anno do Grupo Escolar Basílio da Gama, mostrarão como foi desenvolvido, de acôrdo co1n o centro de interesse, a parte de expres-são, quer abstract-a quer concreta.
1.
0t\NNO
proprio eu, comparando a sua vida com 1 • • •
a dos collegas, a criança, naturalmente, . Centro de interest._e . é levada a interessar-se pelas aulas. mais comrnuns e vestuar10.
Nosso intuito, neste trabalho, foi Schema geral:
A crea.nça. La.va-se, veste-se, alimenta-se segue
desperta para a escola
Voltit a criança da esco l,i Troca de vestuario Lava as mãos Almoça Brinca
Após o brinquedo a creanç.a sente fome
1
)IerendaA criança vê chegar o pa11ae
de volta do tra.bal ho
A criança sente somno
•
Preparo para o jantar
Janta
/ mil.os
lava.-se
cientes
troca ele roupa deita-se ., adormece arranjo de ca • bellos, mãos a roupas Alimentos
Nota: As professoras que trabalharem e~ 2. tur110 ou em turno 1uixta farão_ ligeira moclificação
na or<lem df) qf)senvolytment9 <lo <19 centr9 de 1nteresse; adaptarão este ao re~1me de v1d a de se1.1s a,lum11os,
•
•
222
ESCOLA PRIMARIA
· - - - - ~ - - - -
-
-
- - - · - - - -
-Desenvolvimento
Uniforme - ( exame das peças devestuario que o compõem.) Despertar da criança - ( gestos de
espreguiçar, bocejo.) Limpeza de roupas e sapatos.
Modo de vestir-se : Cuidados no
Asseio corporal- banho ( quente t· d · · - ·
f · ) Lt' mp d d t h ves tr e esptr para nao rasgar a roupa.
ou rto eza e e11 es, un as,
ore-lhas e cabeça. 1 • Trato da r_oup~: O que a estraga:
(fazer a criança lavar os dentes e
I J?gal -a ao chao~ ttral-.a bruscamente,
mãos; emprego da escova, do sabão e , limpar nella as maos su1as, etc.
da toalha.) j O que a conserva: escovai-a,
pas-Vestt1ario para ir á escola: í sal-a a ferro, pendurai-a no armario:
1
Grossos de
TECIDOS DAS
ROUPAS
CONFORME AS ESTAÇÕES
lã (carne iro) algodão (planta) Capotes Agasalhos • no inverno frio meiado do anno ; marihãs, neblina.
Dias e noites comparados aos 'de verão
Chuvas, trovoadas, innundações.
Leves de
linho (planta)
\ no verão - calor
seda leve (a11imal) ·,
Fim e principio do anno
Perigos de insolação
Banhos de· sol, de mar.
' .
Antes da partida para
a escola
,
:
A refeição matinal : o café • De que se compõe leite café
1
café pão manteiga com leiteObjectos que se collocam á mesa: toalha, guardanapos, 'chícaras, pires, talheres, cesta de pão, manteigueira, assucareiro, leiteira, cafe teira.
Serventia desses objectos: forma. Preparo caso seja possível de uma mesa de café. Confecção em classe, de café. Gosto : amargo, doce côr do leite, café, manteiga.
Proveniencia dos principaes ali- pão-trigo (planta.)
manteiga-leite ( vacca.) • mentos da 1. ª refeição: leite-vacca (animal.) café-cafeeiro (planta.) assucar-canna ( _planta.)
Acabada a 1
°.
refeição,1
Reco1nendações1 a partida para a escola 111aternas
'
•
A
·
·
ESCOLA
.
PRIMAR1.Ã.
223
•
•
De
valta da
esc
ola
ao
11teio
dia
,
cltega,iclo a casa
:
Troca de. vestuario · roupa de casa limpa, e1nbora mais usada
Ilygiene das mãos : perigo das mãos sujas
limpeza ao ,,oltar da
rua e antes ele qual-quer refeição.
'
toalhas
guarda11apos
• talheres
Pre1iaro da mesa copos pratos • Jarras • mor1ngues Limpeza e arrumação
2ª refeição: o al1noço Como se deve comer
Bastante, mas não em excesso Mastigar bem os alimentos
Comer a horas certas
Alimentos mais communs ao almoço
Carne feijão arroz farinha ovos legumes frutas •
Animaes de onde provêm os
ali-mentos.
mercado de peixes, etc.
Comparação e11tre bipedes e
qua-drupedes. ( Visita, se possivel, a um açougue,
Vacca Boi Gallinha l'eixe Carneiro Perú Pata •
·-
> 5 "' "' "O"'
"O·--
....
-" :::, leiteanimal que serve para puxar o arado ovos
comer mosquitos lã
ovos-pen nas
Vegetaes de onde provê1n os
ali-carne-mi udo1-chi f re-cou ro
>
,,
•
> carne carne carne carne carne mentos.Legumes couve, bertalha, abobora, ch11chú
Cereae$ ) trigo - pão
Frutas
( Visita a uma horta ou á feira.)
lara11ja,s
bananas
tangerinas
abacates mangas
'fan1.anl10, forma, irosto, cl1eiro
cõr, maciez ou aspereza da casca.'
Logar onde se encontram : poma-res-hortas- quintaes;
qui-ta11das, feiras, mercados.
Nomes de algumas arvores frutí-feras .
•
) arroz
Como são vendidas :
). peso (Kgr.)
Uma a uma Preç,os differentes
A duzia
Durante o dia, das 2 ás 3 horas, a
mamãe prepara a 3.ª refeição : balho, reunião da A' noite, ao voltar familia o papae do tr a-para a 4.'
re-, Café com leite Pão
Doces
A Jllerenda
Frqtas
feição: o jantar. ·
Preparo da mesa : novos objectos collocados - sopeira, pratos fundos.)
•
• J
•
224
A
ESCOLA PRIMARIA
_
________________
_:_______
- - - -
-
- - - - -
-sopa
Alimentos mais co1umuns ao jantar carne assada
gallinha
legumes
fru tas (perigo das frutas vP.rdes e quente
. . b d s
, go1a a a
Sobremesa doces jpecegadij,
!marmelada
queijo (leite-nata)
agua ( agua 111ineral )
Bebidas cerveja 1 . .
vinho I 1nconven1entes
A 's 8 horas -- preparo da criança para dormir.
Hygiene da bocca e das mãos.
Hygiene do q11a,rto
Troca de vestuario
Hygiene da respiração
camas indi viduaes
asseio da roupa de cama
Vestuario da 11oite camisola Quarto betn arejado - ar puro J anellas abertas.
Dormir com a bocca fechada 1
Expressão
abstracta
Palestras: Lev qr a cria11ça a falar, co11tand0 na sua ling t1a ge n1 singela o seu acordar, o banl10 n1atinal, seu ves .
tuario, suas primeiras refeições.
Lavo minha s unhas com a escova
de unhas.
Go sto de lavar minhas mãos.
Depois do banho visto meu uni-form e.
Vi sto meu uniforme IJara ir á es-cola.
Mett uniforme é bonito.
A's qt1i11tas- feiras e domingos não visto meu uniforme.
A saia do 1neu unif arme é de lã azul.
A blusa de meu uniforme é de li-nho branco.
etc.
.
Express
ã
o abstracta-escripta.
Copia de phrases que se prendam ao centro trata do.
( illttstral-as com desenhos. )
' Dictado de phrases.
Recomposição de phrases desor-denadas.
F~rmação de phrases com ele-mentos dados.
Completar phrases. F azel-a descrever co·mo se prepara.
Iniciação mathen1atica.
uma mesa para café, almoço ou jantar. •
Pedir-lhe para dizer a serventia Arithmetica.
do~ principa~s objectos e dos animae_s Contagem de objectos encontra-mais c<:nhec1dos, ~mpregados na al1- Idos á mesa, de animae-s que figurem
mentaça~. . . ' em gravuras ; de numero de patas de
Recitação de quadrtnhas, relacto- animaes.
nadas com o assumpto. No a- d d b t d
L ·t
o
· -
d b ç o e o ro e me a e.qu e se pren am ao cen ro e tn eresse. taset urad- rgaiitz~çaod : Pt rases Pequenas vendas simuladas de
fru-1 le a umes etc.
( phrases curtas. ) "' '
Exs. Acordo e vou tomar banho. Conhecimento de moedas de 100 rs, Tomo banho tados os dias. 200 rs, 400 rs, 500 rs e 1$000 rs.
No verão tomo banho frio. Pequenos problemas oraes - ( 4 Tomo b;;nho quente no inverno. operações dentro da 2.ª dezena.)
Loto de numeras até 100.
Lavo meus dentes todos os dias· Geometria.
Lavo bem meus dentes com a es- ' Pela comparação da forma das
cova. frutas tornar conhecida .a esphera.
1 • • ' ' • ' ' • • ' ' ' ' '
A
E
Séü
l
A
PR
IM
A
R
í
A
• .225
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-' F]xpressão concreta Recorte e collagem ' 1 1
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Desenho1 Copia do natural - peças elo vest11ario
objectos de 1uesa
(
Frutas Vegetaes Animaes •Trabalhos de imaginação :
cl1icara
pratos
bules
copos
•
O alumno escovando os dentes
Uma menina toma11do café
Um escolar indo 11ara a escola.
· A sala de jantar .
etc.
, o bej ectos de mesa
frutas
'
· 1fodelag·e111 vegetaes mais comrnun• s
an1maes
'
um escolar indo para a escola
, um pequeno sentado á 111esa do a\1uoço
Expressão concreta : obj ectos de mesa · fructas vegetaes • an1maes·
peças do vestltario infantil
organização . de quad ros e alb11ns
trabalho collectivo
ou individual
Alinhavos Em cartões peaccôrfurrdo co1ados, 11 o centro de representando inobtejecrestsos e anie n1aes de.
Jogos motores
•
Põr 11111a 111esa
Imitar como se
' toma banl10
\ veste
come; c01no se descasca 11ma fru ta
senta
anda
ÍJoto de palav ras
Separação ele palavras e111 pl1rases dadas e r
e-composiçãs de phrases .
Jogos de Jeitur,t e rle calculo
Co llocação de tampas de caixas co111 etiquetas
-- ( ca-ixas ele phosphoros, contenrlo assnca r, ·
feijão, arroz, etc.
Loto de n11meros até 100.
Loto elas quatro operações dentro <la 2.1í e 3.ª
dezenas.
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.Segr1en1-se do11s t rabalhos de aluu1nos:
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226
ESCOLA
PRIMÁRIA
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-Historia Patria
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llegaignon,
co11ten1plando
tt G L1anaba1·aEm meio á bahia, no ameno verdor,
U 01 templo ergueremos, na paz do Senl1or,
Que tenha da França na torre o pendão,
De mestra e rainha dos mares d'além,
Emqu\l,nto mil povos ?º~vados r~têm Despojos sagrados de 1m1ga naçao !
Do orgulho dos lusos o jugo execrando
Nas forças tamoyas sustento buscando Os campos e as selvas iremos varrer.
E quando da França, na pr~ia a ba~deira Subir sobre as azas da gloria altaneira,
Trophéo de victoria iremos erguer.
Cidade orgulhosa I Dormido a teus pés
Terás o selvagem, rincão dos pagés;
E quando Henriville seu povo acclamar,
Teu canto de guerra fazendo terror, Aos poucos vencidos levando o pavor,
Os francos soberbos te irão adorar! •••
FRANCEZES
coií
ENTHUSIA.S~IO''Pela França e seu pendão, Todo o nosso coração.
Wittega~q,1.011, rto rltef e 'l'r1111oyo
Trazei- me, Tamoyo, da força o poder· Iremos unidos vencer ou morrer .
•
'
CH!~FE T.~i\fOYO Sou filho das selvas,
Na matta cresci.
Do luso cruento O jugo senti!
'IVIL,LEGAIGNON Queres co1n os francos lactar,
E os ltisos exterminar?
CHEFE 'l'A!l'IO'YO
1
, i\íeu odio é de morte
De morte cruel !
Aos lusos desejo
Venenos e fel! 2
Meu dardo certeiro
Não vacillará.
4
Jacy apparece
Nos 1non tes, além ; Na volta da lua
Não viva ninguem l
G
O grito da guerra/
Tamoyos, soltai !
•
A setta partindo
A morte dará ! 'l'amoyos, Ao campo voltai ! d.os lusos, .
3
Valentes Tamoyos,
Vencer ou morrer!
Chegou a vinganç.a, Q,11em pode temer ?
•
.
GRITO DOS TAllfOYOS
Guerra! Guerra! Tnpan ! (,issobios). l~ormam uma roda e danç,a.m uma dança cabalística.
. .. ..
.
•
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •• • • • • •• •• ••
~[l<~M DE SÁ 1'011te111pla11do o 111ovi1ne11to
dos tr, 111oyos
Eis que ha dois lustros hei deixado a terra E aqui soffrendo a mingua, á tua espera. Dos franc~s e tamoyos alliados
Nada consigo. Fortes sii.o temidos / Valentes quaes panth~ras elo dese;to
1
J ámais em !neta alguma sã.o vencido~ !
•
'
•
,
.
.
,ESTAGIO DE SA
Da luzitana gente, és varão forte,
Descendente de quem não teme a morte,
Ao campo de batalha, portuguezes !
Mais uma vez da patria eleve o non1e
Aquelle que por ella se consome
Nas luctas destemidas com os francezes !
• ~1EM DE SA' 1 J '
A
ESCOLA
PRIMAÍ<ÍÁ
As armas portuguezas
Dos mares têm a gloria,
Dos feitos portentos os
Cheg·aram á. victoria,
Cidade, és tu fundada
Com sangue e sacrificio.
1\lil vidas se perde11do
·Para o teu beneficio .
O CAPITÃO-Af OR a,1,11111icia ct 111,011/e de
Estctcio de Sá
Povo, a quem Deus concedeu
Domar ó povo viril
Das selvas incomparaveis
Do bello e grande Brasil.
•
CAPITÃO
A fina flor da lusitana raça
A' sombra da cruz de Christo.
Seus filhos cl1ristanisar ·
E da terra brasileira
· Esvahida em seu sangue, sen1 conforto,
Eis que do céo á porta está batendo!
- Brasil ! Por teu amor. . . Estacio é morto !
Estacio, o fundador deste portento, ,
Desta linda cidade o pioneiro,
O protestante expulsar· Eis que por ti, Brasil, calmo e sere110
' A vida deu no Rio de Janeiro!
ESTAGIO DE SA'
Ao largo, irmão, eis as frotas
Do francez e do tamoyo.
Ao Santo desta cidade,
Peça1nos clemencia, apoio.
(ajoelham-se)
Começa o combate entre portuguezes, francezes ·
e ta1noyos (settas, tiros, etc .)
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....
Uma setta atravessanclo o ar, fere Estacio <le
Sá no rosto. Gritos, lamentos, carregam-no.
• • • • •1 • • • • • • • • • • • • • • • • • ••• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
Termina o com bate.
l\JE1'I DE SA', rli1·1.11i11flo-se á cidade tio Rio
clP .Trt11eiro : •
•
Portuguezes e brasileiros chora1n.
A CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Adeus, (ias luctas companheiro ingente !
Nós, braRileiros, que por tl choramos
'l'eu nome eleva.reinos na legenda,
Como un1 altar na alma, levantamos ! ,
CAE O PANNO
Leontina Machado
Do Grupo Fiscolar Joaquim Nabuco
•
I