uN|vERs|DADE
FEDERAL DE SANTA cATAR|NA
CENTRO TECNOLÓGICO
ADEPARTAMENTO DE
ENGENHARIA
DE
PRODUÇÃO' E
s1sTEMAs
PROGRAMA
DE
PÓSORADUAÇÃO
EM
ENGENHAR|A DE
PRODUÇÃO
A-INÍIÍE
RNET
COMO V
EÍC~ULO~.PARA
AOE-.E-NT$INODALOGÍSTJCA
I
DISSERTACÃO
DE MESTRADO
Evandro
Edson
Etges
UNIVERSIDADE
FEDERAL DE
SANTA
CATARINA
.CENTRO TECNOLOGICO
_ ~DEPARTAMENTO
DE
ENGENI-IARIA
DE
PRODUÇAO
E
SISTEMAS_
PROGRAMA
DE
POS-GRADUAÇAO EM
ENGENHARIA DE
PRODUÇAO
A
INTERNET
COMO
VEÍCULO
PARA
O
ENSINO
DA
LOGÍSTICA
Evandro
Edson
Etges
Orientador:
Prof. Antonio Galvão Novaes, Dr.
Area
de
concentração:LOGISTICA
E
TRANSPORTES
ll
Evandro
Edson
EtgesA
INTERNET
coivio
VEÍCULO
PARA
o
ENsiNo
DA
|_oGisTicA
Esta dissertação foi julgada
adequada
para a obtençãodo
títulode
"Mestreem
Engenharia
de
Produção", e aprovadaem
sua forma final peloPrograma de
Pós-Graduação
em
Engenhariade
Produçãoda
UFSC.
i
Pro E icardo Miranda
B
cia, PhD.Banca
Examinadora:Prof. Antonio Galvao Novaes, Dr.
rientado l
/
Pr . ejandr Martins, r.M
_ bro * Prof.Du
‹ cia ` ruz, Dr. , z l/ _. , OProf.
Andrea
aléria Steil, M.Membro
iii
Para Liane Cristina
l\/
F
AGRADECIMENTOS
A
todaminha
família, principalmentemeu
paiEdmundo, minha
mãe
Noemia
emeu
filho Juliano;À
Maria Meyer, pelas colaboraçõesao
longodo
mestrado.Aos
colegasdo
Laboratóriode
Ensino a Distância: Salésio Eduardo Assi,Katia
Kuelkamp
eWagner
TatsuyaWatanabe
pela colaboraçãona
programaçao;
'
À
Prof.Andrea
Valéria Steil, gerentede
processosdo
LED, pela cessãodo
espaço do
laboratório e pelos toques;Aos
colegasda
Monitoria Internetdo
LED: Carol, Mônica,André
e Flávio,pelo compartilhamento equipamentos e pelo convívio amigável;
À
Leslie Paas, pelaamizade
e pela revisãodo
trabalho.Ao PPGEP,
atravésdo
Prof. Ricardo Miranda Barcia, Ph.D., coordenadordo
programa; . .
Ao
CNPq,
pelo suporte financeiroque
viabilizou esta pesquisa; z « -Ao
Prof. Antonio Galvão Novaes, Dr., pelacondução ao
desenvolvimentodeste trabalho; '_
Ao
Prof. Carlos Taboada, Dr., pelos ensinamentosao longodos
créditos.Ao
Prof. Alejandro Martins, Dr., pelo incentivo e atenção dedicados.SUMÁRIO
LISTA
DE
FIGURAS
... _.LISTA
DE TABELAS
... ._.vi vii
LISTA
DE
SIGLAS
... ._ viiiGLossÁR|o
... _.RESUMO
... _.ABSTRACT
... _.1.
INTRODUÇÃO
... ._1.1 Apresentação do
tema
e problema ... ._1.2 Objetivos ... ... _. 1.2.1 Objetivos gerais ... ._ 1.2.2 Objetivos específicos ... _. 1.3 Procedimentos metodológicos ... _. 1.4 Estrutura
do
trabalho ... _. 2.A
LOGÍSTICA
... _. 2.1 Conceituação ... _. 2.2As
atividades logísticas ... ._ - 2.3A
evoluçãoda
logistica ... _.2.4 Gerenci_ament_o
da
cadeia de suprimentos ... _.3.
EDUCAÇÃO
A
DISTÂNCIA
(EAD). ... _..ix ..x .xi -b(›)(›)I\)I\)-A-\ -lä.-*(2070) 17 3.1 Histórico ... _. 17 ` 19 3.2 Conceituaçao ... _. 3.3 Elementos e características ... ._
22
3.4 Mídia e tecnologia ... ._24
3.5 Aspectos da produção
de
cursos a distância ... ._29
3.6
A
Internet ... ._ 314.
MODELOS
PESQUISADOS
... __36
4.1
DBM
(DrakeBeam
Morin) ... ._36
4.2 Cisco ... ._
39
4.3 Digitalthink ... ..=;.¢ ... ._ 41.
4.4
LED
(Laboratóriode
Ensino a Distância) ... _.44
5.
O
CURSO
"DISTRIBUIÇÃO
DE PRODUTOS"
... _. 515.1 Implementação ... ._ 51 5.1.1
Conteúdo
do curso ... ._ 51 5.1.2 Ferramentas utilizadas ... ._53
5.1.3 Desenvolvimento ... .; ... _.54
5.2 Aplicação ... ._63
~ ~ 6.CONCLUSOES
E
RECOMENDAÇOES...`
... ._70
6.1 Conclusões ... ._70
6.2Recomendações
... ._ 71 7.BIBLIOGRAFIA
... .. ... _.72
```` "
LISTA
DE FIGURAS
Figura 1 -
Mapa
resumido do conceito de logística ... .; ... ._ 7Figura 2 - Processo de gerenciamento logístico ... _. 8
Figura 3 - Fluxo logístico na cadeia
de
suprimento ... ..- ... ._ 9Figura
4
- Relações entre as atividades logísticas primárias ede
apoio e o nívelde
sen/iço almejado ... ... ... ... ... _. 11Figura 5 -
A
evolução da logística ... ... _. 13-Figura 6 -
Os
arranjos logísticos ... ._ 14Figura 7 - Atingindo
uma
cadeiade
suprimentos integrada..._ ... _. 15Figura 8 - Gráfico
do número de
pessoasque têm
acesso doméstico à Internetpor país
(em
milhões) ... ... .. 31Figura 9 - Tela
do
cursoda
DBM
com
a falado
técnico. ... _.37
Figura 10 - Telasdo
cursoda
DBM
com
a respostado
aluno ... ... ..38
Figura 11 - Tela
do
cursoda
Cisco ... ..'39Figura 12 - Tela
com
aopção
quiz» do cursoda
Cisco ... ..40
Figura 13 - Telas
do
cursoda
Digitalthink ... ._42
Figura 14 - Telada
lição de introdução ao conteúdo ... ..42
Figura 15 - Tela quiz do curso
da
Digitalthik ... ..43
Figura 16 - Tela
de
uma
aula online do cursodo
LED
... ..48
Figura 17 - Tela
da
ferramenta "falecom
o professor" ... ._49
Figura 18 - Paralelismo entre canaisde
distribuição e distribuição física ...52
Figura 19 - Tela
do
cursoque
apresentauma
liçãocom
texto eimagem
... ..55
Figura
20
- Telasde
autenticação e de cadastro ... ..56
Figura 21 - Tela
de
uma
avaliaçãodo
curso ... ..58
Figura
22
- Telas dasopções
complementaresdo
curso ... .. 61Figura
23
- Fluxograma do sitedo
curso ... ..62
Figura
24
- Gráfico de respostas ã pergunta 1 ... _.67
Figura25
- Gráfico de respostas à pergunta 2 ... ..67
Figura
26
- Gráfico de respostas à pergunta 3 ... ..68
Tabe
Tabe
Tabe
Tabe
Tabe
Tabe
TabelTabe
Tabe
Tabe
Tabe
TabelTabe
Tabe. TabelTabe
Tabe
LISTA
DE
TABELAS
a 1 - Tendênciasem
logística ... ._ a- 2 -As
gerações deeducação
a distância ... _.a 3 -
Resumo
de
definiçõesde
educação
a distância ... ._a 4 - Ferramentas implementadas para
EAD em
ordem
cronológicaa 5 - Mídias existentes para a
educação
a distância ... _.a 6 -
Comparação
entre Internet e videoconferência ... ._a 7 -
Vantagens
e limitaçõesdo computador
... _.la 8 -
Recursos
oferecidos pelo cursodo
LED
... ._Ia 9 - Lista
de
ferramentas do site ... _.a 10
-
Comparativo das características dos cursos pesquisadosa 11 - Títulos das lições do curso ... _.
a 12 -
Quadro de
pontuaçãodo
curso. ... ._a 13 - Placar geral
do
desempenho
dos alunos ... _.a 14 - Resultados dos exercícios ... __
a 15 - Resultados
da
avaliação 1 ... ._a 16 - Resultados
da
avaliação 2 ... ._LISTA
DE
SIGLAS
CAI
-
Computer-Aided InstructionCBT
-
Computer-Based
TrainingCME
-
Computer-Mediated EducationCMI -
Computer-Managed
InstructionEAD
-
Educaçäo
a distânciaEPS
-
Departamentode
Engenhariade
Produção e SistemasHTML
-
HyperTe×tMarkup
Language
LED -
Laboratóriode
Ensino a DistânciaPPGEP
-
Programa de Pós-Graduação
em
Engenharia_deProdução
SQL
-
StructuredQuery
Language
»UFSC
-
Universidade Federaide
Santa CatarinaWWW
-
World
Wide
Web
- . ' z . ó \ Vlll
l\
ei.ossÁR|o
BROWSER
- visualizador de páginasda
Internet.CHAT
-ferramentade
bate-papo.DEMO
- demonstração.DOWNLOAD
- processode
obtençãode
arquivos atravésda
internet.E-,MAIL - correio eletrônico.
E-LEARNING
- ensino eletrônico.FLASH
- software daMacromedia que
permiteanimações
com
sonsespecialmente para a Internet.
HTML
- linguagem hipertexto. “LINKS
- ligações,conexões
com~outros sitesou
arquivos.MESSENGER
-ferramenta para envio e recebimentode mensagens.
SITE
- páginaou
conjuntode
páginasWWW
de
uma
organização ou pessoa.WEB
-idem
aW\NW.
, .›
W\NW
- parte visual (gráfica)da
Internet.\
Resumo
ÀETGES,
Evandro Edson.A
Internetcomo
veículo para o ensinoda
logistica.Florianópolis, 2001. Dissertação (Mestrado
em
Engenhariade
Produção), Universidade Federalde
Santa Catarina.A
educação
a distânciavem
crescendo a taxas elevadasem
todomundo.
A
logisticavem
sendo
consideradacomo
'um
grande diferencial entre as organizações, principalmenteem
tempos de
e-commerce.Buscando
atender à necessidadededäadêmicos
V. -_¶___,,___._.
e profissionaisde
logistica, ávidos por aperfeiçoar.
seus conhecimentos
em
tornodo
assunto, foi desenvolvido o curso (via,/nternet)Distribuição
de
Produtos. 'Inicialmente,
há o
levantamento bibliográfico sobre a logística,que é
o assuntodo
curso, eem
seguida sobreeducação
a distância. Feito isto, há o relatodos
cursos
que
foram pesquisados na Ill __ternet\ eque
serviramcomo
base paraa
elaboração
do
curso proposto por este trabalho.O
curso,que
écomposto
pordoze
lições, três avaliações e quatro exercícios,além das ferramentas complementares, foi implementado pelo autor e aplicado a
um
grupode
alunosdo Programa de Pós-Graduação
em
Engenhariade
Produção da
Universidade Federalde
Santa Catarina.A
implementação ea
aplicação
do
curso estão descritasno
trabalho,bem
como
os resultadosda
aplicação.
\l
ABSTRACT
ETGES,
Evandro
Edson.A
Internetcomo
veículo parao
ensinoda
logística.Florianópolis, 2001. Dissertação (Mestrado
em
Engenhariade
Produção),Universidade Federal de Santa Catarina. _
Distance education has
been
growing at expressive rates in the whole world.Logistics,
on
the other hand, is regarded tobe
a great differentialamong
organizations, mainly in the
e-commerce
era. lntending to respond to theneeds
of the Iogistics professionals,
eagerto
improve their ,knowledge on the subject,this
courseon
Product Distribution (via Internet)was
conceivedand
developed.First, a bibliographical analysis on logistics, the object of the course, is presented in the text. It follows a brief analysis of 'distance education. Next, a description
and
analysis of similar courses in the Internet are presented.These
courseshave
served as references in developing our course.The
teaching model, which iscomposed
by twelve navigable lessons, threeevaluations
and
four exercises, together with the complementary tools,was
implemented by the author in the Internet
and
applied to a group of studentsenrolled in the Pos-Graduated
Program
in Industrial Engineering, atUFSC.
The
text describes the implementation of the course
and
its application, together withan analysis of results.
y
1lNTRoDuÇÃo
Tendo
em
vista o crescimento da importância da logísticacomo
instrumento determinante para o alcance do diferencial competitivo entre
organizações, percebe-se a necessidade
da
difusãodo
seu ensino. Aiiando estanecessidade às facilidades
de comunicação que
a rede mundialde
computadores (Internet) oferece, o curso Distribuição
de
Produtos.1.1
Apresentação
do tema
eproblema
Distribuição
de
produtos éum
dos conteúdos mais abordados porestudiosos e profissionais
da
áreade
logística, tendo relaçõescom
a áreade
marketing inclusive.
O
curso apresentado por este trabalho foi desenvolvidocom
o intuito
de
tornar-se o primeiro passoem
direção' à propagaçãodo
conhecimento
de
assuntos relacionados, a partir da constatação da inexistênciade
cursos via Internet sobre logística após pesquisasem
sitesde
busca. “A
utilizaçãoda educação
a distânciavem
crescendo rapidamenteem
todo o planeta, sobretudoem
paísesde
primeiromundo,
e,de
algumtempo
para cá, verifica-se o
mesmo
fatotambém
no Brasil, atravésde
iniciativascomo
a
do
Laboratóriode
Ensino a Distância da Universidade Federalde
SantaCatarina,
que
oferece cursos para várias organizações e já formou maisde
170.000 alunos
de 1995
até estemomento.
`A
EAD
torna-se interessante parapessoas
e _org_anizaçõ/es.no
ambiente atual, por evitar o deslocamento de alunos e treinandos até o local
onde
estão os professoresou
instrutores,podendo
assim baixar os gastoscom
educação
e treinamento, atingindo,ao
mesmo
tempo,um
número
maiorde
pessoas.
Mais especificamente, o
chamado
e-/earning (ensino eletrônico viaInternet),
que
vem
sendo
considerado a mais revolucionária formade
educação,abre
cada
vez mais portas para o grande público, possibilitando o acesso prático2
de
possíveis alunosque
necessitam deeducação
e treinamento é grande, bastainiciar o desenvolvimento
de
cursos de qualidade para atender a estademanda.
O
mercado de
e-/earningda
América Latina movimentarános
próximos dois
anos
cercade
um
bilhãode
dólares,sendo
o Brasil. responsávelpor
um
terço desse valor,segundo dados do
Internacional Data Corporation(Você S.A., ago. 2001, p. 13).
Com
o e-/earning é possível treinarpessoas na
mesma
velocidadeem
que
asmudanças
do
ambiente empresarialacontecem
atualmente, tendo muito mais agilidade
que
o ensino tradicional porquepode
serrealizado a qualquer hora e
em
qualquer lugar.Como
foi apresentado,não
faltam motivos para desenvolverestratégias
de
aplicaçõescom
e-/earning. Portanto, o problemaque
a presentepesquisa tenta resolver é o seguinte:
como
o ensinoda
logísticapode
serrealizado utilizando-se a Internet? Neste trabalho é apresentada
uma
alternativade
solução para este problema,que
pode
ser adotada para aeducação a
distância. `.
_ '
Visando a delimitação
do
trabalho,que deve
servir de 'protótipopara posteriores desenvolvimentos
em
tornodo
assunto,não
faz partedo
escopo
'desta pesquisa entrarem
questões pedagógicascomo
teoriasde
aprendizagem e outras
abordagens
teóricas,mas
sim apresentaruma
propostaprática
de
curso a distância,que
foi obtida atravésda
pesquisade
outros cursosjá disponíveis
na
redeque
foram utilizadoscomo
base.1.2 Objetivos z
1.2.1 Objetivo geral
O
objetivo geral deste trabalho científico é desenvolverum
cursovia Internet sobre
um
assuntoda
áreade
logística,que
é a distribuiçãode
3
1.2.2 Objetivos específicos _
Os
objetivos específicos são os seguintes:o Discorrer sobre logística e conceitos relacionados;
o Discorrer sobre
educação
a distância e alguns conceitos envolvidos;o Estudar
algunsmodelos de
cursos existentesna
Internet;o Descrever a implementação e a aplicação
do
curso Distribuiçãode
Produtos. _
'
1.3
Procedimentos metodológicos
Inicialmente foi realizada pesquisa bibliográfica
em
torno dosassuntos logística .e
educação
a distância,com
o intuitode
fornecer oembasamento
teórico a este -trabalho. _' ' l
Concluída a primeira etapa pesquisou-se
uma
amostra intencionalde quatro cursos
web
que
foram alvo de pesquisa telematizada pela Internet.Baseando-se
nesses cursos pesquisadosna
Internet, foi elaboradoo curso "Distribuição
de
Produtos".A
aplicaçãodo
curso foi proposta auma
população
de
25
alunosde
mestrado e doutoradoem
fasede
créditosno
PPGEP-UFSC
que
realizam disciplinasda
áreade
logísticacom
o Prof. AntonioGalvão Novaes,
sendo
adotados osdados de
uma
amostra não-probabilísticaacidental
de
10 alunosque
realizaram-no(40%
da
população).Sob
o pontode
vistada sua
natureza, este trabalho éuma
pesquisa aplicada, pois gera conhecimentos para aplicação prática dirigidos ãsolução
de
problemas específicos (Silva&
Menezes,
2001). Istopode
sertraduzido pela aplicação
do
curso paraum
grupo de alunos, visando atender auma demanda
de
profissionais e estudantesque
necessitam aprender sobrelogística.
Sob
o pontode
vista da formade
abordagem
do
problema, esta pesquisa é qualitativa,ao
descrever os quatro cursosweb
estudados etambém
descrever as críticas e sugestõesda
amostra; etambém
quantitativa,ao
4
traduzir
em
números
as respostas das avaliações e exercícios,e
as opiniões dos alunos (quanto às perguntas fechadasdo
questionário) a respeito do cursorealizado por eles.
Sob
o pontode
vista dos procedimentos técnicos utilizados, trata-se
de pesquisa
experimental, porque determina o curso “Distribuiçãode
Produtos'
como
objeto de estudo e este é analisado atravésde algumas
variáveis selecionadas.
Quanto
aosdados
coletados e analisados, sãodo
tipo primário,através de questionário consistido por quatro perguntas fechadas e
uma
aberta,que
foi aplicado para a amostra acidentalde
dez alunos; edo
tipo secundário, tendocomo
instrumentos os livros, artigos e a rede mundialde
computadores(Internet).
1.4 Estrutura
do
trabalho' " '
A
presente dissertação está estruturadaem
sete. capítulos,incluindo este.
A
seguir a descriçãode cada
um. '>
Capítulo 1 - Introdução: neste capítulo apresentam-se otema da
«_ pesquisa, os objetivos,
a
metodologia e a estruturado
trabalho.>
Capítulo 2 -A
logística: neste capítulo a logística é conceituada,comenta-se sobre a sua evolução e importância, além de termos
relacionados. A
>
Capítulo 3 -A
educação
a distância (EAD): neste capítulo éapresentado
um
breve histórico e aEAD
é conceituada.Também
são
comentadas
as ferramentasque
viabilizam-na, entre elas a Internet.>
Capítulo4
-Modelos
pesquisados: neste capítulosão
descritos algunsmodelos de
curso via Internetque
foram pesquisados atravésda
rede.>
Capítulo 5 - Desenvolvimentodo
curso: neste capítulo está o relatodo
desenvolvimento
do
curso Distribuiçãode
Produtos eem
seguidasua
5
Capítulo
6
- Conclusões e recomendações: neste capítulosão
apresentadas as conclusões
da
pesquisa e oferecidasalgumas
recomendações
para trabalhos futurosque
podem
ser realizados apartir deste.
Capítulo 7 - Bibliografia: neste capítulo são apresentadas as
referências bibliográficas
que
serviramde
base para a elaboração2.
A
LoGisTlcA
2.1Conceituação
A
logísticapode
ser definidacomo
sendo
o seguinte: é a ciênciaque
estuda os fluxos de materiais ede
informação da cadeia produtiva,que
vaidesde
o primeiro fornecedor até o consumidor final,buscando
a sua eficiência.Ela envolve o planejamento, a organização e o controle destes fluxos. ~ `
Talvez o conceito
de
logística mais difundido e aceito seja oque
é proposto peloCLM
(Conselhode
Gerenciamento Logístico) dos Estados Unidos,que é
constantemente revisadoe
'atualizado por vários estudiosos especialistasem
logística.A
última definiçãodo
CLM
é esta apresentadaem
seguida."Logística é aquela parte do processo da cadeia de suprimentos que
planeja, implementa e controla o eficiente, efetivo fluxo e armazenagem
de bens, serviços e infomvaçäo relacionada, do ponto de origem para o
ponto de consumo, visando atender às exigências dos cl¡entes."
(Council of Logistics Management, 2001). '
Conforme
Magee
(1977, p. 2), logística é a ciênciaque
estuda o planejamento e as operaçõesde
suprimento,armazenagem
e distribuiçãode
uma
empresa,ou
seja, tratade
todo o fluxo físico e informacional dos materiaisI _
constantes neste sistema.
E
a "artede
administrar o fluxode
materiais e produtosda
fonte para o usuário", 'objetivando osmenorescustos
possíveis.Ballou (1993) traz a seguinte definição...
"A logística empresarial trata de todas atividades de movimentação e
armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de
_ aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como
dos fluxos de informação que colocam os produtos
em
movimento,com
o propósito de providenciar níveis de se/viço adequados aos clientesa
7
'
Coyle (apud Möller, 1994, p. 17) cita
em
sua obraum
conceito bastante difundidoque
ficou conhecidocomo
7R's (ou 7R¡ghts) na línguainglesa. Nele o autor enfatiza a missão
da
logísticaque
`é "assegurar a
disponibilidade do produto certo, na quantidade certa, e na condição certa,
no
lugar certo, no
momento
certo, para o cliente certo, ao custo certo". _Uma
vasta pesquisa conceitual foi desenvolvida por Möller (1994),que
encontrou muitos termos relacionados à logística. Ele desenvolveuum mapa
resumido (Figura 1),onde
apresenta todos estes termos pesquisados, inserindo-os
em
coordenadas
determinadasde
acordocom
seu nível hierárquico (de operacional a estratégico) e seu enfoque (no cliente ou no fornecedor).Figura 1 -
Mapa
resumido do conceito de logística. Foco EstratégicoA
I
Logística Empresarial lntemacional
I _
I
Gerenciamento da Cadeia de Suprimento I _ I A ¡ I Logística de Marketing I I Administração de Materiais , I I Gerenciamento Logístico I ` I Logística Empresarial I Gerenciamento Fornecedores , , _ , _ I Gerenciamento de Distnbulçâo Fisica- I
Gerenciamento de Materiais Controle de Produção Distribuição Física I I
Gerenciamento Integrado de Logística
I I V Manuseio de Materiais I I Engenharia Logistica I V Foco operacional
4
_ `P
Enfoque no fornecedor Enfoque no cliente
Fonte: Möller (1994).
Ao
observar a Figura1 torna-se perceptível a grande amplitudede
conceitos logísticos,-
que
encontram-se dispersosem
várias partesda
organização, tendo envolvimento
com
diversas atividades,desde
simplestécnicas até estratégias complexas, mantendo. relações
com
fornecedores,de
um
lado (à esquerda), ecom
clientes, de outro (à direita), além de interagircom
8
A
representação decomo
acontecem
o fluxo logístico e as inter-relações entre os personagens envolvidos são demonstrados, de maneira
sintetizada,
num
esquema
feito porBowersox
et al.em
1986
(apud Christopher,1997). -
Figura 2 - Processo
de
gerenciamento logístico.Fluxo de materiais
de
valor adicionadoIndústria
I
Clientes Dist. Física
H
FabricaçãoH
Compras
FornecedoresI
A
Fluxo de informaçõesA
sobre as necessidades
Fonte: Bowersox, Closs
&
Helferichapud
Christopher (1997).Pelo
esquema
mostrado na Figura 2, existemapenas
dois fluxoslogísticos - o
de
materiais e o de informações,cada
um
acontecendoem
sentidoúnico, o fluxo material
que
ocorre dos fornecedores até os clientes e o fluxoinformacional
que
acontece dos clientes até os fornecedores.Atualmente, admite-se a presença
de
três fluxosno
gerenciamentologístico: material, informacional e financeiro.
Todos
podem
ocorrercomo
viade
mão
dupla,ou
seja, nos dois sentidos, tanto iniciando no cliente final(consumidor) e terminando no fornecedor quanto iniciando
no
fornecedore
terminando no cliente final (consumidor).
2.2
As
atividades logísticasAs
atividades logísticas são aquelas atividadesque
viabilizam os9
estoques, processamento
de
pedidos, decisãode
localização, previsãode
demanda,
serviçoao
cliente, entre outras. 'Tradicionalmente, as atividades logísticas são relacionadas a
um
\.
dos dois tipos de
movimentação
(Magee, 1977): ->
movimentação
eficientede
materiais da fonte de suprimentosde
matéria- prima até a linha de produçao; e>
movimentação
eficientede
produtosacabados
do finalda
linhade
montagem
de
produçao até o consumidor.Figura 3 - Fluxo logístico na cadeia
de
suprimento.|.oGisT|cA
DE
D|sTR|su|çÃo
suPRiMENTos
A i=ísicA âírâwrwflfiwe .7¶Ê _- si»a
e
®
ise
e
rs cLENTEs CLENTES cLENTEs - Ê* -" _" zz-_¡zz;zzx‹.â.:z,;.=-=. . _ ç ›;;- z;¡â,.›,;-~}.-~,¡,-,__z::-':;z', .z._ ._.~z.¬,.=,.f,=.,-,¿_.ê'z,- ' =;-:z:§.:.f,=‹-.z~z¿::‹zzzl‹:‹1,--fit, ' ¬ ' ' _ ›';;=:_‹§=liI?f,-:Zz`›§:.';=íz'.¬; t › ‹ =_.z,=`z..-'.§:f;_l_-':;;-If _ ...-›\. ..-.__.›,. ., ,.¬ ,. . ..«f. z.z _, - -' f;:;f¿â~;1,=$_'¿›3-1;:¿=?=w'.zngz_zz:zf.',{=¡‹f¿'.éz;z1!»if;,~a¿'-;- ,: :.zâ.mzéz,¢;z.z;z=:â.›=.‹,‹.,›--1-,,z‹_‹.;=..:z=z:fi~:_‹':-tm; _ _‹.z.~›\..- .= ,:.r:.›.-.-.-.-.z-.-fi..‹-z;.=:= 4 ,z `MANUFATURA
' ='”~‹‹=~ t - ___ '_ -Í Í Í"` F OR N EC EDOR
| I ATACADISTA OU VAREJISTAFonte:_ Elaborado pelo autor.
Observando
a Figura 3, percebe-se a divisão clássica da logísticaque
é agrupadaem
dois grandes blocos.O
primeiro,chamado
de
logísticade
suprimentos, é o sistema
que
administra o ,fluxo de entrada na empresa,de
matéria-prima, materiais e insumos para a produção.
O
segundo
sistema,de
distribuição física, é responsável pelo fluxo
de
saida dos produtos acabados,10
Ballou (1993) define, caracteriza e, classifica as atividades
logísticas
em
dois grupos: primárias e de apoio.As
atividades primárias são astrès descritas a seguir:
1. Transportes: esta atividade refere-se aos vários
métodos
para se movimentar`
produtos e
também
à elaboração de roteiros ede
cálculosde
capacidadede
carga dos veículos.
O
transportepode
ser realizado pelos modais rodoviário, ferroviário, aeroviário, aquaviário, ou dutoviário.2.
Manutenção de
estoques: atividadeque tem
por função manter os níveisde
estoque tão baixos quanto possível,
ao
mesmo
tempo
deve provera
disponibilidade desejada pelos clientes.
3.
Processamento
de pedidos: é a atividade responsável por dar início àmovimentação
dos produtos a partir do pedidodo
cliente,sendo
consideradacomo
elemento críticocom
relação aotempo de
entrega.4 . -
As
outras atividades logísticas são consideradas por Ballou (1993)como
atividades de apoio.São
elas:>
Armazenagem:
é responsável pela administraçãodo espaço
necessário para manter os estoques.
>
Manuseio
de materiais: tratada movimentação
dos produtosno
localda armazenagem.
' `>
Embalaqem
de proteção: refere-se fáo planejamentode embalagens
adequadas
para facilitar amovimentação
etambém
para protegeraos
produtos. `
>
Obtenção: cuida dos suprimentosda
empresa, faz a seleçãode
fornecedores e elabora aprogramação de
compras.>
Programação do
produto: lidacom
a distribuição dos produtos,ou
seja, trata do fluxo
de
saída da empresa. .>
Manutenção
de informação:dá
suporte a todas as outras atividades,ll
Figura
4
- Relações entre as atividades logísticas primárias ede
apoio e o nívelde serviço almejado. a¿\'¿\5 6075 ‹‹×** ae 50 ~9s _ é\° 'bo' \>5 , .zàsfffíf!šš=1¿§ff\'àf;4»ši‹àz›, 9,0
W9
'br - ; ›- f~.-‹:'.-:.f .=- -i'-¿‹^:.~:i Jz 9 _ 530 *~ *› frTfaflSpOIÍeSb';'_=3~v:t Programação do produto z 2*-;`-f,`ç~z.f:1;=‹,-"=i"z".z' ' \ fÍ;~:› _ :¿.fÉ?'~:`-Z ._ *o -.lki ›-if:-_ '_'.;':'ff;~;~'-fÉ:t1-ii Ífefífâí-° _ Obtenção " _-. ø1,0, _ '/ãaflôe ' ›'.';`z. :`z“.-'_'1-"T*'.~' , ^;.*. -.""'-PF:-;,-.` _'z',;`; - -_ «ais os Nivel de z ' "I"~'=""¬"" ,_f'¡Íz'z;zÍ"` - SBÍVIÇOg
,N ^= f, k, ¿ ` .¡, ~ i.;›‹¡ «J ' . _ . › ; \,¿‹_¿,z§‹§:'f-,._:',`:;¡f 3,,-.¿', _€‹ ‹ '.'‹_ 31 _f.iz_'àf_'«zÍ ff. ';_\,.¡-"_\ ‹- _' - '"s¿I'}`3-?í';-'fÊ';%"¡`¬' ^"I-Í.-21': ff"=f-' 'II' i
V. 44 .__”*=f_.‹r§¿;‹êa,%.š?zfäâé '- _ z ' Hzfl _ ~»..:-»'v= 5 .-,-~=' ~;,~'*=.~.-;‹:f¬.¢' _ z›' z 6/;¿`¡ "'=;Êi‹*í;›âfi;¢;é:-fffifájâfië: \f.¢=Q`.'.,¡-_â;›,_z~=' ._ '-_ 1. - .=.=_ Q _ ~'.";.-mz.-_-‹¢:.-›._.‹_j:i -A., tz-‹1¿:,:--'f ‹ . ,. _ L L '..f.,-~'.-";›',.~`,§¡'7-šfz, ¬-';;_'§‹-;›_:.-'f ' .¿-, ~. -z ._ 6' Fonte: Ballou (1993).
A
Figura 4 demonstra as atividades primáriasbem
como
asatividades
de
apoio ao redor,que
juntas almejam prover o mais alto nívelde
serviço ao consumidor, situado
ao
centro.2.3
A
evolução da
logísticaz
Os
fatores condicionantesda
logística são tidoscomo
complexos,dinâmicos e incertos.
O
conceitode
logística desenvolveu-secomo
conseqüência das
mudanças
do
ambiente, o focoda
logística veiotransformando-se conforme o foco empresarial
mudava
(Tabela 1).Segundo
Möller (1994), o papelque
a logísticadesempenha
vem
mudando
na atual situação industrial, devido a fatorescomo
competição, globalização e novas tecnologias.A
importânciada
logística cresceu tantoque
está
sendo
consideradacomo
um
e|emento~chave proativoda
estratégiadas
organizações,
ao
contráriode
antesquando
era vistaapenas
como
uma
12
Tabela 1 - Tendências
em
logística.Década
Ambiente
Foco
Foco
logísticoindustrial
1950
Volume
de
produção Custos , Estoques1
960
Vendas~Marketing Serviço Distribuição1970
Desenvolvimentode
capital Rentabilidade Produção1980
Compras
ProduçãoVendas
Competição
Qualidade1
990
ProcessoEmpresarial Globalização; Parcerias;
Tempo
Ecologia Z ,
Fonte: Möller
&
Johansen apud
Möller (1994).1.
2.
3.
4.
Novaes
(1999), divide a evoluçãoda
logísticaem
quatro fases:Fase da
atuação segmentada: produtos padronizados,adoção
loteeconômico
e preocupaçãocom
a reduçãode
custos.,Os membros
da
cadeia
de
suprimentoagiam
isoladamente;Fase da
integração rígida: racionalizaçãode
processos, diversificaçãode
produtos,pouca
flexibilidade, ênfase no planejamento atravésda
introdução
de
sistemasMRP
com
conseqüente reduçãode
custosde
estoque;
Fase
da integração flexível: integração dinâmica operacional, tantoi
interna quanto entre a indústria e seus fornecedores e clientes,
permitindo maior flexibilidade
de
programação, possibilitada pela revolução da informática; 'Fase da
integração estratégica: integração estratégica entre todos osmembros
da cadeiade
suprimentos dentrodo
conceito de SupplyChain
Management.
, .Möller (1994) faz
um
breve quadro descritivo sobre a evoluçãoda
logística nos últimos cinqüenta anos,começando
por mostrar as funçõesagrupamento
delas, até chegarao
conceitode
logística integrada (2000),que
vem
sendo
implementado nos dias atuais (Figura 5).Figura 5 -
A
evolução da logistica. 1950 1960 Previsão de Demanda Compras Embalamento 1970 Gerenciamento de Materiais 1980 1990 2000 Manuseio de Materiais ArmazenagemPlaneiflmemv de Pedidvs eerzflzizmenm Løgísfiezz .
P|a"°Íam°m° da P'°d"9ã° Cgntfoie da produção Adminbtração de Materias Logistica Integrada Estooue Itens de Producão ¡_°g¡s¿¡ca Empräarm
Estoque Produtos Acabados '"
Planeiamento de Distribuição
Processamento de Pedido
Transporte Distribuição Fisica 'Serviço ao consumidor
Fome;
iviõiier (1994).No
paradigmada
logística integrada, o fluxo completode
materiais,desde
a matéria-prima até o produto final chegar nasmãos
do
consumidor,que
passa por várias empresas,
deve
ser administradocomo
se acontecesseem
uma
organização só,como
se fosseuma
única entidade controlando o fluxototal.
A
Figura 6 tenta demonstrar a transformação ea
evolução da aplicaçãoda
logistica, a
passagem
do
conceito da eficiência interna para o conceitoda
efetividade,
também
apassagem
de
transações para relacionamentos eparcerias entre organizações.
14
Figura 6 -
Os
arranjos logísticos.Figura 6(a) -
O
arranjo logístico tradicional..
l Logística ]
A
UÂÍ
7~›Í>‹~›“Í7~›C>
Fomecedor
ManufaturaCunsumidor
Figura 6(b) -
O
arranjo da logística integrada.Lo
ístic \~
Fornecedor Manufatura Consumidor»
Fonte: Möller (1994).
Na
figura anterior pode-se observarcomo
era a visãoque
se tinhada
logística dentroda
organização (a)e
após, a visãomoderna de
logística,extrapolando os limites
da
organização (b).2.4
Gerenciamento da
cadeiade
suprimentos
O
gerenciamentoda
cadeiade
suprimentos, conhecidointernacionalmente
como
Supply_. ChainManagement
(SCM) pode
ser definidocomo
a integraçãode
todos os elementosda
cadeia produtiva,desde o
primeirofornecedor até o consumidor final - da matéria-prima
ao
produtoacabado
-visando obter melhores resultados.
É
chamado
de
cadeia suprimentos ou cadeiade
abastecimento,em
virtude
de
partir-seda
visãodo
cliente,do
consumidor,que
pretende ter suasnecessidades atendidas, supridas,
desencadeando
a partir daí todo o processode
abastecimento.Dentro
da
filosofiado
SCM
a lógica da integração extrapola os15
"A cadeia de suprimentos representa
uma
rede de organizações,através de ligações nos dois sentidos, dos diferentes processos e
atividades que produzem va/or na forma de produtos e sen/íços que são
colocados nas mãos do consumidor final." (Christopher, 1997, p. 13).
O
gerenciamento desta cadeia é representado pela integraçaode
seusmembros
e
respectivo alinhamentoem
tornodo
objetivocomum
a todos:atender e satisfazer
ao
seu consumidor final.Figura 7 - Atingindo
uma
cadeiade
suprimentos integrada.Estágio 1: linha básica
Fluxo de I . Serviço ¡ materiais ao cliente comrolfãde
@d_L-:fã
Distribuiçãoà
Ma*°"aÉEstágio 2' integração funcional
H HH ENE M E Fluxo de Serviço materiais ao cliente Gerenciamento Gerenciamento D¡str¡bu¡Ção âäfiãä ""*`t°"a'S ÉÉÉÉÉ Fa°"°aça° äëäãã šãäšä
Estágio 3: integração interna
Fluxo de
1 Serviço |
materiais '
ao cliente
Gerenciamen Gerenciamen _ . _ _
mg Materiais
.
Fabricação.
D'$mbu'ça°ãfl&fw Eâšš
Estágio 4: integ raçao externa
Fluxo de Serviço '
materiais ao cliente
Fonte: Stevens
apud
Christopher (1997).Conforme
a Figura 7,no
primeiro estágiocada
função daempresa
é exercida isoladamente das outras, formando seu próprio estoque.
No
estágio2, ocorre
uma
integração funcional, apesarde
ainda isolados, reduz-sede
cincopara très blocos funcionais, diminuindo
consequentemente
o nívelde
estoques.No
terceiro estágio, os três blocos deixamde
ser isolados e acontece-tô
internamente
uma
integração total,com
formaçãode
estoques na entrada e nasaída
da
empresa
apenas.No
estágio 4 atinge-se o nívelde
SCM,
existindouma
integração externa
com
as outras organizações envolvidas, melhorando oserviço ao cliente e a lucratividade
da
cadeia, além da propostade
não formarestoques.
A
O
Supply ChainManagement
difere significativamenteda
administração
de
materiais clássica e do gerenciamento industrial clássicoem
quatro aspectos (Möller, 1994):
1.
Vê
a cadeiade
provisãocomo uma
única entidadeem
lugar de banir aresponsabilidade fragmentada por vários
segmentos na
cadeia;9
2. Fabricação
de
decisão estratégica;3. Perspectiva diferente
em
inventários;4.
Requer
uma
abordagem
nova para sistemas: integração,não
simplesmente interface, é a chave. '
A
cadeiade
provisão (ou cadeiade
suprimentos) é introduzidacomo
uma
entidade abstratanova
e éusada
para criaruma
perspectivadiferenciada na administração
de
logistica entre as companhias.Segundo
Möller(1994) o conceito
de
cadeiasde
provisão tornou possível explicar ofenômeno
3.
EDUCAÇÃO
A
D|sTÀNc|A
(EAD)
3.1 HistóricoA
trocade
informação e idéias promovida por Platão atravésde
seus escritos para seus discípulos e demais pensadores na Grécia hâ cerca
de
quatrocentos
anos
antesde
Cristo é considerada por alguns autorescomo
sendo
o inícioda educação
a distância. Outros autores validamcomo
primeirarealização
de EAD,
as cartas deSão
Paulo Apóstolo enviadas a seusseguidores
de
outras cidades para difundir o Cristianismo (Gomes, 2000). zDe
maneira formal, as primeiras experiênciascom
educação
adistância
começaram
a se concretizarem
1728,quando
no jornal Gazetade
Boston
(EUA)
oferecia-se,em um
anúncio,um
cursode
taquigrafia por correspondência (Laaser, 1997). Este é o primeiroregistroque
se tem notícia.V '
` '
Ainda conforme Laaser (1997), mais
de
um
século depois,na
década de
1840,um
homem
conhecido por Sr. Pitman,que
era onome
maisfamoso
no ensinoda
taquigrafia,começou
a realizar cursos regulares por correspondência incluindo neles acomunicação
bidirecional.Logo
após,houve
uma
grandepropagação de
cursos por correspondência nosEUA
e Europa.Os
soviéticos,em
1920,promoveram
uma
estrutura inovadora esofisticada para a
educação
a distância. Cursos por correspondência foramintegrados a cursos universitários regulares
e
também
a cursos técnicos. Foiuma
grande evolução para aeducação
a distância, entretanto, era obrigatóriaa
freqüência ocasional
em
salade
aula (Laaser, 1997).O
modelo de
EAD
desenvolvidona
União Soviética foi o precursorda
mais tradicional efamosa
universidade aberta domundo
- a BritishOpen
University. Ela introduziu novos
métodos de
estudo, novos tipos de organização,novas
categoriasde
corpo acadêmico,novas
tarefas para professores e conferencistas enovas
abordagens para o ensino e a aprendizagem a distância (Laaser, 1997).Seguindo o
exemplo
britânicode
universidade aberta, surgiram,na
18
UNED,
na Espanha; a Fern Universitat, na Alemanha; e a Everyman's University,em
Israel; entre outras.Já, na
década de
90,com
as facilidadesde comunicação
proporcionadas pela grande evolução tecnológica, espalharam-se mais centros
de
educação
a distância ao redor domundo
que
começaram
a usar aspossibilidades oferecidas pelo computador, tendo
em
vistasua
popularização, epela Internet,
que
interligou todo o planeta.Além
destesnovos
meios, outros,explorados anteriormente, continuaram
sendo
utilizadosde
maneira integradacom
os demais.Segundo
Gomes
(2000), atualmente...“...são milhões de cidadãos no mundo tendo acesso ao conhecimento
por meio da educação a distância, oferecido por Instituições
exclusivamente a distância, Instituições presenciais que possuem
'
departamentos de
EAD
e- até Instituições que não possuem -nenhum~ departamento para este
fim
mas que o realizam,em
parcerias comoutras" (Gomes, 2000, p. 67).
Moore
&
Kearsley ressalvam a divisãoda
história daeducação
adistância
em
três gerações,como
vê-se de forma resumida'na
tabelaa
seguir.Tabela 2 -
As
geraçõesde educação
a distância.GERAÇÃO
ÉPOCA
CARACTERÍSTICAS
.Estudo por correspondência,
no
qual o principalPrimeira Até
4970
meiode comunicação eram
materiais impressos,geralmente
um
guia de estudo,com
tarefas ououtros exercícios enviados pelo correio.
Surgem
as primeiras Universidades Abertas,com
design e implementação sistematizadas
de
cursosSegunda
1970 a distância, utilizando, alémdo
material impresso, transmissões por televisão aberta, rádio e fitasde
áudio e vídeo,
com
interação por telefone, satélitee
TV
a cabo.Esta geração é
baseada
em
redesde
conferênciaTerceira
1990
por computador e estaçõesde
trabalhomultimídia.
19
Na
primeira geração,onde
acomunicaçao
entre instituiçao e alunoera realizada basicamente através
de
correspondência, a interação era bastantereduzida.
Na
segunda
geração a interação é maior, tendoem
vista a evolução tecnológica, e os meiosde comunicação
audiovisuais sãoempregados
de
maneira integrada a outros. Rádio e televisãotêm
sua utilização intensificadanesta geração. .
Na
terceira geração ocorre acombinação
de redes computacionais e estações multimídia.Além
das ferramentas provenientesda
informática,são
utilizadasde
maneira integrada as mais variadas mídias _(antigas e maisrecentes),
como
material impresso, fitas cassete de áudio, audioconferência,televisão educativa, teleconferência, vídeo-aulas
e
videoconferência._3.2
Conceituação
'
Assim
como
a maioria dos termos acadêmicosque sao
pesquisados,
há
vários conceitos paraeducação
a distância. Alguns autores centram suas definições na separação física entre asduas
partes - professor ealuno, - outros sustentam
como
característica principalda
EAD
a auto-didática.Na
Tabela 3 pode-se observarum
quadro-resumo de
definiçõessegundo
diversos autores.
A
legislação brasileira, atravésdo
Decreto n° 2.494, de 10de
fevereiro
de
1998, defineeducação
a distânciacomosendo:
'“Uma forma de ensino que facilita a auto-aprendizagem, com a
mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados,
apresentados
em
diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios decomunicação” (Diário Oficial da União, 11/fev./1998, seção 1, p. 1).
A
definição brasileira oficial éuma
fusão,de
forma condensada,20
Tabela 3
-
Elemento principalde
definiçõesde
educação
a distância por autor.AUTOR
CONCEITO
ANO
Dohmen
Auto-estudo 1967Peters Ensino industrializado
1973
'
Keegan
Separação
física 1980Perry
&
Rumble
Comunicação
de dupla via 1987 WillisSeparação
física 1995Moore
&
KearsleySeparação
física 1996Holmberg
Estudo 1997Legislação brasileira Auto-aprendizagem
1998
Fonte:
Baseado
em
Keegan apud
Oliveira (2000).Uma
das definições aceitas por muitos estudiosos da área é aque
foi proposta por
Desmond
Keegan
em
1980: _"O ensino a distância é o tipo de método de instrução
em
que ascondutas docentes acontecem à parte das discentes, de tal maneira
que a comunicação entre professor e aluno se possa realizar mediante
textos impressos, por meios eletrônicos, mecânicos ou por outras
técnicas" (Keegan apud Nunes, 2001).
Para
Moore
&
Kearsley (1996, p. 2)...'"Educaçäo a distância é o aprendizado planejado que normalmente
ocorre
em
lugar diverso do professor e como conseqüência requertécnicas especiais de planejamento de curso, técnicas instrucionais
especiais, métodos especiais de comunicação, eletrônicos ou outros,"
bem
como estrutura organizacional e administrativa específica”.Laaser (1997, p. 20), coloca
que
"o termoeducação
a distância éusado
para abranger variadas formas de estudo,em
todos os níveis, nas quaisos estudantes
não
estejamem
contato diretocom
os seus professores". Esteconceito,
bem como
os dois anteriores, enfatiza a separação física e destaca a21
Outro conceito bastante difundido é o
que
foi proposto por G.Dohmen
que
é mais detalhado e extenso,como
se vê a seguir."Educação a distância (Femstudium) é uma forma sistematicamente
organizada de auto-estudo onde o aluno se instruí a partir do material de estudo que lhe é apresentado, e onde o acompanhamento e a
supen/isão do sucesso são levados a cabo por
um
grupo deprofessores. Isto é possível de ser feito a distância através da aplicação
de meios de comunicação capazes de vencer longas distâncias.
O
oposto de 'educação a distância' é a 'educação direta' ou 'educação face-a-face'.'
um
tipo de educação que tem lugar com o contato diretoentre professores e estudantes". (Dohmen apud Schneider, 1999, p.
41).
Neste último conceito vê-se claramente a ênfase na auto-didática
porparte
do
aluno. Porém, o autornão
deixade
se referir à separação fisicacomo
condição obrigatóriana
caracterizaçãoda educação
a' distância,chegando-se
ao consenso
deque
esteé
fator primordial para o conceitode
EAD.
Preti (1996) destaca
que
aEAD
deve
ser reconhecidacomo
uma
maneira
de
educar ede
democratizar o conhecimento, nãoapenas
como
um
conjuntode
ferramentas e tecnologiasde comunicação
disponíveis.Em
sua
definição, exposta na seqüência, além
de
citar a auto-aprendizagem, fazreferência à motivação e
também
à maturidadecomo
pré~requisitos paraa
realização
da educação
a distância. ~..."é
um
conjunto de métodos, técnicas e recursos, postos à disposiçãode populações estudantis dotadas de
um
mínimo de maturidade e demotivação suficíente, para que,
em
regime de auto-aprendizagem,possam adquirir conhecimentos ou qualificações a qualquer níveI." (Preti, 1996, p. 27).
“
García Aretio (1995) demonstra
em
seu conceito a presençada
comunicação
bidirecional etambém
destaca a independência e a flexibilidade.22
"um sistema tecnológico de comunicação bidirecional que pode ser
massivo e que substitui a interação pessoa/ na sala de aula entre o
professor e aluno como meio preferencial de ensino pela ação
sistemática e conjunta de diversos recursos didáticos e o apoio de
uma
organização e tutoria que propiciam uma aprendizagem independente e
flexível." (García Aretio, 1995, p. 58).
Resumindo, para conceituar
EAD,
são fatores essenciais: aseparação física, a auto-aprendizagem, e a
comunicação
bidirecional atravésde
algum
tipode
tecnologia,como
rádio, televisão ou Internet, por exemplo.Ressalta-se que,
após
anos de debates,educação
a distância é o termoque
foi julgado maisadequado do que
os termos ensino a distância eaprendizagem a distância. Considera-se
que
ensino é voltado à instituição eaprendizagem
voltada ao aluno.A
palavraeducação
tratade
ensino-aprendizagem
e engloba ambos.3.3
Elementos e
característicasConforme
Preti (1996), os elementosque
constituem aeducação
adistância
são
os seguintes:>
A
separação física entre professor e aluno;>
Otestudo individualizado e independente; ->
Processode
ensino mediatizado; '>
O
usode
tecnologias;>
A
comunicação
bidirecional.Além
disso,segundo
omesmo
autor, são característicasda
educação
a distância: a abertura, a flexibilidade, a adaptação, a eficácia, a23
A
recepçaodo
conteúdo pelo aluno a distânciapode
ser realizadasob várias formas.
Segundo
Saraiva (apud Rodrigues, 1998) existem 5modalidades:
>
Livre: Reoebida de forma individual, poruma
clientela ilimitada, diversificada,não
definida previamente.l
>
Isolada:O
aluno inscreve-se no programaou
curso, recebe amensagem
(radiofônica, televisiva, impressa ou computadorizada). Estuda sozinho.Submete-se
à avaliação forado
processo.O
materialde
apoio, sobretudo o impresso, é elemento indispensável para os alunos de recepção isolada.O
controle restringe-se
ao número de
envolvidos inscritos e à distribuiçãodo
material.
>
Controlada: Permite oacompanhamento,
o controle e a avaliaçãoda
clientela,
que não
necessita estar reunidaem um
mesmo
local.Periodicamente
um
monitorou
uma
equipe reúne-secom
os alunos,individualmente ou
em
grupo, para tirar dúvidas, resolver problemas, prestarorientação - ou então esta tutoria poderá ocorrer a distância através
de
um
orientador
de
aprendizagem, utilizando o correio, .o telefoneou
o fax.A
avaliação é contínua e ocorre no processo. Este é o caso
da
maioriadas
universidades abertas.
>
Integrada:É
aquela na qual aprogramação
(radiofônica, televisiva,computadorizada) integra-se às atividades» educativas, apoiando-as,
reforçando-as ou enriquecendo-as. Já existe
uma
estruturamontada
(sa-lade
aula). Faz-se necessáriaapenas
uma
adaptaçãoem
funçãodo meio
utilizado.
>
Organizada: Caracteriza-se pela presença constante epermanente do
orientador
de
aprendizagem,que
dinamiza e orienta as atividadesda
tele-sala, facilitando a aprendizagem, exercendo a
mediação
pedagógica, o24
Complementando,
Rodrigues (1998) sugere mais duas formasde
recepção,não mencionados
anteriormenteque
são relacionados a tecnologias mais recentes (videoconferência e Internet):Informatizada:
Os
alunosrecebem
os materiais especialmentemodelados
para o curso, impressos, videos,
CD-ROMs,
links e interagemem
tempo
realatravés
de
discussõesem
chatscom
o professor e os outros alunos.A
comunicação
também
pode
ser assíncrona,com
trocade mensagens
por e-mail. Trabalhos, avaliações, seminários são conduzidos através
da
Internet,usando
as ferramentas disponíveis nos equipamentos.Também
podem
ocorrer encontros presenciais (ocasionalmente).
`
'
As
aulas são conduzidas através de videoconferência, por
Interativa.
exemplo,
onde
o professor e os alunospodem
se comunicar' atravésde
áudioe
vídeoem
tempo
real. Periféricos permitem apresentar vídeo,documentos
eH
imagens de
computador.A
estruturada
recepção interativapode
ser 'incorporada. Raros encontros presenciais. Trabalhos, avaliações e
orientação ocorrem durante as aulas,
que
exploram o potencialdos
periféricos. ~
.
Há
de
se destacar ainda,como
esclarecimento,que
apesarde
professor e aluno estarem realizando
um
processo de ensino-aprendizagem adistância, portanto fisicamente separados,
não
é impedida a realizaçãode
encontros presenciais entre eles.
A
`presencialidade'pode
ser adotadaou não
dependendo da
estratégia adotada pela instituição.3.4 Mídia e tecnologia
Para superar as barreiras
da
separação físicaque
estão presentesnos sistemas
de educação
a distância, se faz necessário a utilizaçãode
uma
tecnologia e
de
uma
ou mais mídias.Para
Moore
&
Kearsley (1996) mídia é toda forma de apresentação25
uma
tecnologia.As
mídiaspodem
ser textos, figuras, sons, vídeos, etc.As
tecnologias são os meios
de
distribuição das mídias,ou
seja, a tecnologiaviabiliza a entrega
da
instruçao ao usuário.São exemplos
de tecnologia ocorreio, o telefone, o rádio, a televisão e as redes
de
computadorescomo
a Internet.Depois
da
utilização,em
larga escala,do
material impressoenviado por correspondência,
que
é o meio mais tradicional para a realizaçãoda
educação
a distância, outras ferramentas foram surgindocom
o passar dosanos
e a evolução tecnológica progressiva.Laaser (1997) fez
uma
listagemque
mostra, cronologicamente,como
sedeu
a introduçãode
novas ferramentas para aeducação
a distância (Tabela 4).Tabela
4
- Ferramentas implementadas paraEAD em
ordem
cronológica.ANO
FERRAMENTA
1975
Material impresso (à máquina) ~ '~› -
1976
Audiocassetes1978
Videocassetes *1980 Primeiros processadores
de
texto1983
Emissões
educativas de televisão1
986
Videotexto interativo (BTX) _1988
Software para o ensinoem
formade
disquetes para computadorpessoal `
_
1990
Uso
de
satélites para transmitir programas a nível europeusistemas
de
conferências porcomputador
(Portacom) 1991 Videoconferência1993
Desenvolvimentode
software multimídiaem
forma integrada1
995
Cursos multimídiaem
CD-ROM
1
996
Seminários virtuaisFonte: Laaser (1997).