1
INTRODUÇÃO:
Forma Geral dos Relatórios
É muito desejável que seja um caderno
grande (formato A4) pautada com folhas
enumeradas ou com folhas enumeradas e
quadriculadas, do tipo contabilidade, de
capa dura preta, brochura.
Chamaremos
de
Caderno
de
Laboratório, individual.
No verso deste caderno você pode
fazer o rascunho a lápis. Na parte
enumerada fará o relatório com a seguinte
estruturação:
No mínimo, para cada experimento o
Caderno de Laboratório deve sempre conter:
1. Título do experimento data de
realização e colaboradores. Nome do autor.
2. Objetivos do experimento;
3.
Roteiro
dos
procedimentos
experimentais;
4. Esquema do aparato utilizado;
5.
Descrição
dos
principais
instrumentos;
6. Dados medidos;
7. Cálculos;
8. Gráficos;
9. Resultados e conclusões.
O formato de apresentação destes 9 itens
não é rígido. O mais indicado é usar um
formato seqüencial, anotando-se à medida que
o experimento evolui.
Referências:
1.
G.L. Squires,
"Practical Physics"
(Cambridge
University
Press,
1991),
capítulo 10, pp. 139-146; e D.W. Preston,
"Experiments in Physics"
(
John Wiley &
Sons, 1985), pp. 2-3.
2. C. H. de Brito Cruz, H. L. Fragnito,
Guia
para
Física
Experimental
Caderno de Laboratório, Gráficos e
Erros, Instituto de Física, Unicamp,
IFGW1997.
3. D.W. Preston, "Experiments
in Physics" (John Wiley & Sons, 1985),
pp. 21-32; G.L.
4.
C.E.
Hennies,
W.O.N.
Guimarães e J.A. Roversi, "Problemas
Experimentais em Física" 3ª edição,
(Editora da Unicamp, 1989), capítulo V,
pp.168-187.
2
Molas Helicoidais e Lei de Hooke
Teoria
Quando submetemos um corpo a forças
de tração, compressão ou torção, ele sofre
deformação.
Cessando a aplicação, o corpo pode ou
não retornar à sua forma original,
retomando as suas dimensões ou formas
iniciais ou permanecer deformado.
A propriedade que determina como um
corpo retorna às suas condições iniciais
depois da aplicação da força é denominada
de elasticidade.
Tracionando-se
ou
comprimindo-se
certa mola helicoidal, esta irá se deformar
em relação à seu comprimento inicial L0, de
uma deformação x e apresentando-se um
comprimento final L.
0 ( )
L L x t
Figura 1 - Variação do comprimento de
uma mola em função da deformação x(t).
A intensidade da força aplicada na
mola
é
proporcional
à
deformação
observada x(t), dentro de um certo limite
elástico. Essa propriedade é traduzida pela
equação:
F k x
Conhecida como Lei de Hooke.
A constante de proporcionalidade k
é chamada de constante elástica da mola e
sua unidade no sistema internacional é o
N/m (Newton por metro).
O gráfico de F versus x é uma reta
que passa pela origem, com inclinação k.
Material Utilizado
Conjunto montado para experimento
de molas. Massas Aferidas.
Procedimento Experimental
1. Fixar uma das extremidades da
mola no suporte vertical.
2. Aproxime a escala vertical e fixe
o apontador superior, de tal
modo que este indique a posição
da base da mola.
3. Fixe a extremidade livre da mola
a uma massa de valor conhecido.
4. Fixar o apontador inferior, de
modo a indicar a nova posição
da mola.
5. Anote o valor da massa e o valor
do alongamento da mola.
6. Repetir o procedimento para
outros valores de massa.
Dados Experimentais obtidos
i m (kg) P (N) L (mm) x (mm) x (m) k (N/m) 1 2 3 4 5 6 7 8 9Análise
dos
dados
Experimentais obtidos
Gráfico P versus x.
Determinação de k: Faça uma
regressão
linear
dos
pontos
experimentais (xi, P
i).
Encontre:
Utilizando o modo estatístico da
calculadora, encontre:
A média de k:
1 N i i k k N3
2 1 N i i k k k NO erro associado à média:
k k
N
A apresentação do resultado com
dois
ou
um
algarismos
significativos para o erro
N
k m
k k
Conclusões
Verificar os resultados obtidos de
acordo com a Lei de Hooke.
Discutir a influência do material,
geometria, confecção da mola, para
a determinação de sua constante
elástica.
Discutir a influência dos erros nos
resultados obtidos.
4
Relatório I - Oscilações
Pêndulo simples
Teoria utilizada Pêndulo simples
Figura 2 – Parâmetros necessários
para medir a gravidade g utilizando um pêndulo simples de massa m: ângulo inicial de lançamento, (t): ângulo num instante t; l: comprimento do pêndulo.
l (t) Pcos h s Psen 2 2
d s
F
ma
Psen
m
mgsen
dt
2 2 2 2d
l
d
m
mgsen
l
gsen
dt
dt
2 2d
g
sen
dt
l
2 20
d
g
sen
dt
l
3 53!
5!
sen
2 20,1
sen
d
g
0
dt
l
2 2 20
g
d
l
dt
0cos
t
2
2
g
l
T
T
l
g
Procedimento Experimental Admitir amplitudes pequenas. Medir o período sempre considerando 10 oscilações completas.
Medir o período para o mesmo L com uma certa amplitude e em seguida para uma outra amplitude diferente.
Medir os períodos correspondentes a diversos comprimentos.
Dados Experimentais obtidos
i L (m) (°) T (s) T2 (s2) 2 2 4 l g T 1 2 3 4 5 6 7 8 1 0Análise
dos
dados
Experimentais obtidos
Construir um Gráfico T versus L.
Construir um Gráfico T
2versus L.
Calcule, com base na inclinação
da reta do gráfico anterior, o valor da
aceleração da gravidade g.
2 24
T
l
g
2 2 4 4 tg g g tg Utilizando o modo estatístico da
calculadora, encontre:
A média de g:
1 N i i g g NO desvio padrão populacional:
2 1 N i i g g g N5
g g
N
A apresentação do resultado com
dois
ou
um
algarismos
significativos para o erro
2
m
g s
g g
Compare com o valor obtido de g
do gráfico, pela regressão linear dos
pontos experimentais ( L
i, T
i2).
Conclusões
Referências:
Apêndice
Discussão - Pêndulo simples: Caso de qualquer ângulo inicial
Analisando com a conservação da energia mecânica: 2
1
2
m c pE
E
E
mv
mgh
(para os pontos = 0 e = 0°) Como: 0cos
cos
h l
l
e( )
ds
d l
d
v
l
dt
dt
dt
Substituindo, teremos: 2 01
cos
cos
2
d
m l
mgl
dt
2 2 0 2 01
cos
cos
2
2
cos
cos
d
ml
mgl
dt
d
g
dt
l
02
cos
cos
d
g
dt
l
{1}Se invertermos a relação {1}, teremos:
0
1
1
2
cos
cos
dt
l
d
g
01
1
2
cos
cos
l
t
d
g
O período será dado, portanto, por:
4
T
t
0 0 04
1
2
cos
cos
l
T
d
g
Como 2 2 2 2 2 1 2 21 cos
2
cos
1
2
2
sen
sen
0 2 1 0 2 2cos
1
sen
0 0 2 2 1 1 0 2 2 2 24
1
2
1
1
l
T
d
g
sen
sen
6
0 0 2 2 0 2 24
1
2
1
2
l
T
d
g
sen
sen
0 0 2 2 0 2 21
4
l
T
d
g
sen
sen
Fazendo a mudança de variável:
0 1 1 0
2 2 2
cos
2 2 2cos
sen
sen sen
d
sen
d
0 2 2
cos
cos
sen
d
d
Observe que: 0 2 2arc sen
sen
sen
. Assim, quando0 2
0
0
Substituindo, teremos: 0 0 0 0 2 2 2 2 2 0 2 2 1 4 cos cos sen l T dg sen sen sen
0 0 0 2 2 2 0 2
1
4
cos
cos
1
sen
l
T
d
g
sen
sen
0 0 0 2 2 2 0 1 4 cos cos cos sen l T d g sen 0 2 01
4
cos
l
T
d
g
0 2 0 21
4
1
l
T
d
g
sen
0 0 2 2 0 24
1
l
d
T
g
sen
sen
2 0 2 2 0 24
1
l
d
T
g
sen
sen
Como: 2 2 2 01
d
K k
k sen
2 0 0 2 2 2 2 01
2d
K k
sen
sen
sen
2 2 2 2 0( , )
1
d
K k
F
k
k sen
Série: 2 2 2 2 4 6 1 1 3 1 3 5 1 2 2 2 4 2 4 6 K k k k k 0 0 0 0 2 2 2 2 4 6 2 2 2 2 1 1 3 1 3 5 1 2 2 2 4 2 4 6K sen sen sen sen
Abramowitz & Stegun – Handbook of Mathematical functions – 9a Ed..17, pg. 589.
0 2 2
4
l
T
K k
sen
g
A expansão em série para a integral elíptica de primeira espécie K(z) fica:
2 3 4
9
25
1225
( )
1
2
4
64
256
16384
k
k
k
k
K k
0 0 0 0 2 2 2 2 4 6 2 2 2 2 1 1 3 1 3 5 1 2 2 2 4 2 4 6K sen sen sen sen
2 2 0
( , )
1
d
F
sen
sen
( , )
( )
2
F
k
K k
O período então será dado por:
0 0 0 2 2 2 2 4 6 2 2 2 1 1 3 1 3 5 1 3 5 2 1 2 2 4 2 4 6 2 4 6 l
T sen sen sen
7
Relatório II - Dilatação dos sólidos Dilatação Térmica Introdução e Teoria:
Acima de variações de temperatura, a natureza linear de expansão térmica conduz a relações de expansão para duração, área, e volume em termos do coeficiente de expansão linear.
Material Coeficiente 0C-1 x10-6
Expansão fracional por grau
°F x10-6 Vidro, (comum) 9 5 Vidro (pyrex) 4 2.2 Quartzo (fundido) 0.59 0.33 Alumínio 24 13 Metal 19 11 Cobre 17 9.4 Ferro 12 6.7 Aço 13 7.2 Platina 9 5 Tungstênio 4.3 2.4 Ouro 14 7.8 Prata 18 10
Acima de pequenos valores de temperatura, a expansão térmica fracionária de objetos lineares uniformes é proporcional o a mudança de temperatura.
A expansão térmica é descrita pelo coeficiente de expansão linear. A expansão linear é dada por:
)
1
(
0 0L
L
L
L
Analogamente, se tivermos uma expansão térmica em um material bidimensional, teremos para a área a uma certa temperatura:
)
1
(
0 0S
S
S
S
Um material tridimensional expandindo-se termicamente, terá volume a uma certa temperatura dada por:)
1
(
0 0V
V
V
V
A relação entre os coeficientes de dilatação superficial , o coeficiente de dilatação volumétrica e o linear é dada por:
3
2
1
Objetivos:
Estudo sobre a dilatação linear de um material, determinação do coeficiente de dilatação linear, determinação da variação do comprimento devido a variação da temperatura.
Material utilizado:
Conjunto montado para experimento de dilatação em sólidos.
Aquecedor elétrico. Termômetro
Haste metálica com garra. Balão de vidro.
Procedimento Experimental
Posicionar o relógio comparador e acertar o zero.
Colocar 50 ml de água no balão.
Determinar o comprimento inicial L0 do
tubo.
Determinar a temperatura 0 inicial.
Ligar a fonte e tapar o recipiente até a água ferver.
Medir a temperatura da água em ebulição.
Tapar o balão e esperar o líquido percorrer o bulbo.
Aguardar alguns segundos e anotar a temperatura de equilíbrio térmico F.
Calcular a variação de temperatura sofrida pelo tubo: F 0.
Determinar a dilatação L do tubo, indicada pelo relógio comparador.
Calcular o coeficiente de dilatação linear .
8
Dados Experimentais obtidos
Material: Cobre i L (mm) 0 (°C) F (°C) (°C) (°C-1) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Material: Latão i L (mm) 0 (°C) F (°C) (°C) (°C-1) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Material: Aço i L (mm) 0 (°C) F (°C) (°C) (°C-1) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Análise dos dados Experimentais obtidos
Encontre os valores médios, os desvios padrão populacional e os erros associados à média para o coeficiente de dilatação linear em cada material estudado.
1 N i i N 2 1 N i i N N Material 0 1 (C) 0 1 ( C) 0 1 ( C) Cobre Latão Aço
Apresente o resultado para o coeficiente de dilatação linear de cada material utilizando 2 algarismos significativos para o erro associado à média:
1 0 C Material 0 1 C Cobre Latão Aço
Com os dados obtidos, faça um gráfico de dispersão dos N pontos experimentais:
( F, L) L versus F.
Represente matematicamente a relação existente entre L versus L0.
0 L L 0 F 0 L L 0 F 0 0 L L L
y
B x
A
F y L x 0 0 A L 0 B L Faça a regressão linear utilizando o modo reg de regressão nas calculadoras, obtendo assim os parâmetros A(coeficiente linear) , B(coeficiente angular) e coeficiente de correlação r. 1 1 1 2 2 1 1 N N N i i i i i i i N N i i i i
N
x y
y
x
a
N
x
x
9
2 1 1 1 1 2 2 1 1 N N N N i i i i i i i i i N N i i i ix
y
x
x y
b
N
x
x
2 1 1 1 2 2 2 2 2 1 1 1 1 / / / n n n i i i i i i i n n n n i i i i i i i i x y x y n r x x n y y n Encontre o coeficiente linear da reta e encontre o coeficiente de dilatação linear experimental. Em seguida, compare com o coeficiente de dilatação linear dado na tabela da teoria. Material A (coeficiente linear) B (Coeficiente angular) r (correlação) Cobre Latão Aço 0 0 0 0 A A L L 0 0 B B L L Material 0 1 0 0 (C) A L 0 1 0 ( C) B L Cobre Latão Aço
Comparar os resultados obtidos pelo cálculo do coeficiente de dilatação linear pela regressão com a apresentação do resultado..
Conclusões
Questionário
Qual a importância em se conhecer o coeficiente de dilatação linear dos materiais?
Existe influência devido a estrutura molecular de cada material?
Dê alguns exemplos.
Faça uma pesquisa, sobre efeito Peltier. Referências:
Apêndice:
Modo Estatístico das calculadoras. Casio fx-82MS
Comando Função
on Liga
Mode 2 Entra no modo sd (statistical data) Shift CLR 1 = Limpa memórias Dado 1 M+ Inseri dado 1
Shift 2 Entra no s-var Shift 2 1 = Dá a média Shift 2 2 = Dá o DPP Shift 2 3 = Dá o DPA Shift CLR 3 = Limpa tudo
Mode 3 Entra no modo reg 1 (regressão linear) x1,y1 M+ Inseri ponto (x1,y1) Exemplo: 1.879EXP(-)5,2.456EXP4 M+ Insere o ponto (1.879.10-5, 2.46.104) Shift 2 1 = Dá a média de x Shift 2 2 = Dá o DPP de x Shift 2 3 = Dá o DPA de x Shift 2 1 = Dá a média de x Shift 2 2 = Dá o DPP de x Shift 2 3 = Dá o DPA de x Shift 2 1 = Dá o coeficiente linear A Shift 2 2 = Dá o coeficiente angular B Shift 2 3 = Dá a correlação r
10
Série HP
Recursos estatísticos:
Σx, Σx2, Σy, Σy2, Σxy
Desvio padrão de amostra, média Desvio padrão de população Regressão linear
Combinações, permutações Média ponderada
Editar, gravar, nomear, listar
Ajuste de curva ( LIN, LOG, EXP, POW ) Plotagem de dados estatísticos
Testes de hipóteses Intervalos de confiança Comando Função Single-var Entra no modo estatístico Edit Entra no modo de
edição. Escolha a coluna que inserirá os
dados
population Dpp
sample Dpa
chk Marque para mostrar o valor
Fit data
Entra no modo de ajuste de curvas Edit Insira os dados (x,y)
nas colunas 1 e 2, por exemplo
Valeu, carinha ?