Professora Samantha Marques
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Suscintamente, pode-se dizer que o objeto é a prova do fatocontrovertido em determinada ação.
Além disso, também são objetos os fatos pertinentes e relevantes ao caso, sendo importante sopesar se são
importantes ou não.
Muito cuidado:
Art. 77. Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes, de seus procuradores e de todos aqueles que de qualquer forma participem
do processo:
I - expor os fatos em juízo conforme a verdade;
II - não formular pretensão ou de apresentar defesa quando cientes de que
são destituídas de fundamento;
III - não produzir provas e não praticar atos inúteis ou desnecessários à
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Os elementos trazidos ao processo para orientar o juiz na busca da verdade dos fatos são chamados de meios de prova. O Código de Processo Civil elenca como meios de prova o depoimento pessoal (Art. 139 e ss), exibição de documentosou coisa (Art. 396), prova documental (Art. 405 ),confissão (Art.
389 a 395), prova testemunhal (Art. 442), inspeção judicial (Art. 481 e ss) e prova pericial (Art. 464 ss). Ainda:
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Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, para provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz.*
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Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir. Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando: I - não houver necessidade de produção de outras provas;*
Art. 612. O juiz decidirá todas as questões de direito desde que os fatos relevantes estejam provados por documento, só remetendo para as vias ordinárias as questões que dependerem de outras provas.*
Poderes instrutórios e atividades das partes:*
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo. Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a validade das convenções previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos casos de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou em que alguma parte se encontre em manifesta situação de vulnerabilidade.*
* Reza o artigo 373:
* Art. 373. O ônus da prova incumbe:
* I - ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
* II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
* § 1o Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à
impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos
do caput ou à maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
* § 2oA decisão prevista no § 1o deste artigo não pode gerar situação em que a
desincumbência do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.
* § 3oA distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das
partes, salvo quando:
* I - recair sobre direito indisponível da parte;
* II - tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
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O NCPC acrescenta nova regra quanto a distribuição do ônus, o qual deixa de ser estática, na medida em que o §1º do artigo 373 abre a possibilidade de aplicação da teoria da distribuiçãodinâmica do ônus da prova pelo Juiz no caso concreto.
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Por meio desta teoria pode o Juiz, desde que de forma justificada, (re)distribuir o ônus da prova entre os integrantes da relação processual caso entenda existir dificuldade excessiva para determinada parte (aquela que possui originalmente o encargo de produzir a prova), e, de outro lado, verifique maior facilidade da parte adversa em fazê-lo.*
Isto é, nem sempre será exigido do autor que prove os fatos que alega ou que o réu faça prova contrária de tais fatos, podendo haver situações específicas em que o Juiz aplicará a distribuição dinâmica do ônus probatório buscando obter a prova ao menor custo (ônus) e visando a melhor solução para o processo.*
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Seu Roberto te procura, narrando que trabalhou como frentista por mais de 16 anos no posto x. Informa que o posto em questão fechou, informando que o dono faleceu e que não tem mais contato com nenhum dos colegas de trabalho.*
Informa que tentou administrativamente se aposentar mas lhe faltava exatamente este tempo.*
Qual ação?*
O que se junta?*
O que se alega?* 1) O fornecimento de equipamento de proteção individual - EPI ao empregado não afasta, por si só, o direito ao benefício da aposentadoria especial, devendo cada caso ser apreciado em suas particularidades.
* Acórdãos
* AgRg no AREsp 558157/RS,Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA,Julgado em 17/03/2015,DJE 30/03/2015
* 2) É possível a realização de perícia indireta ou por similaridade para fins de comprovação de tempo de trabalho sob condições de especiais.
* Acórdãos
* AgRg no REsp 1422399/RS,Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,Julgado em 18/03/2014,DJE 27/03/2014
* Mais:
http://www.stj.jus.br/SCON/pesquisa_pronta/toc.jsp?materia=%27DIREITO% 20PREVIDENCI%C1RIO%27.mat.
DIREITO
MEDICINA
PERÍCIA MÉDICADOCUMENTOS
MÉDICO-LEGAIS
Informações escritas, por um médico,
por qualquer razão, em que matéria médica
de interesse jurídico é relatada.
São
obrigatoriamente
emitidos
por
profissionais
habilitados,
na
forma
da
legislação vigente e que praticaram os atos
médicos específicos.
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Atestado
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Relatório (prontuário)
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Parecer
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Quando o documento médico-legal é o resultado do pedido de pessoa interessada é designado atestado ou parecer.*
Se for em cumprimento a encargo definido pela autoridade competente é designado como laudo, isto é, é a descrição minunciosa de uma perícia.Segundo a Professora Maria Helena Diniz, em seu Dicionário Jurídico, Laudo em Direito Processual é o parecer escrito de árbitro ou perito, expondo a perícia realizada, respondendo aos quesitos propostos pelo magistrado ou pelos interessados e consignando o resultado de um exame pericial.
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Laudo Judicial é o parecer escrito e fundamentado do perito sobre a matéria submetida à sua apreciação, contendo exposição das objeções e ocorrências da diligência, respondendo aos quesitos formulados e apresentando suas conclusões.*
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É uma afirmação simples e por escrito de um fato médico e suas conseqüências.*
Não se exige maior formalidade para sua obtenção, bastando que o interessado o solicite ao profissional que tenha praticado o correspondente procedimento médico. Deve ser sempre emitido seguindo as normas emanados de Resolução CFM 1658/2002.*
para fins previdenciários e similares*
atestados para intervenção compulsória;*
atestados para abonos de faltas laborais ou escolares,*
atestados de aptidão física,*
atestados de comparecimento à consulta médica (também chamados de declaração de comparecimento)*
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Art. 1º O atestado médico é parte integrante do ato médico, sendoseu fornecimento direito inalienável do paciente, não podendo importar em qualquer majoração de honorários.
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Art. 2º Ao fornecer o atestado, deverá o médico registrar em fichaprópria e/ou prontuário médico os dados dos exames e tratamentos realizados, de maneira que possa atender às pesquisas de informações dos médicos peritos das empresas ou dos órgãos públicos da Previdência Social e da Justiça.
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Art. 3º Na elaboração do atestado médico, o médico assistenteobservará os seguintes procedimentos:
I - especificar o tempo concedido de dispensa à
atividade, necessário para a recuperação do paciente;
II - estabelecer o diagnóstico, quando expressamente
autorizado pelo paciente;
III - registrar os dados de maneira legível;
IV - identificar-se como emissor, mediante assinatura e
carimbo ou número de registro no Conselho Regional de
Medicina.
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Parágrafo único. Quando o atestado for solicitado pelopaciente ou seu representante legal para fins de perícia médica deverá observar:
I - o diagnóstico;
II - os resultados dos exames complementares; III - a conduta terapêutica;
IV - o prognóstico;
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VI - o provável tempo de repouso estimado necessário
para a sua recuperação, que complementará o parecer
fundamentado do médico perito, a quem cabe
legalmente a decisão do benefício previdenciário, tais
como: aposentadoria, invalidez definitiva, readaptação;
VII - registrar os dados de maneira legível;
VIII - identificar-se como emissor, mediante assinatura e
carimbo ou número de registro no Conselho Regional de
Medicina.
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Assistentes Técnicos apresentam Pareceres Técnicos*
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Res. 1931/2009*
É vedado ao médico:Art. 73. Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por motivo justo, dever legal ou consentimento, por escrito, do paciente.
Parágrafo único. Permanece essa proibição: a) mesmo que o fato seja de conhecimento público ou o paciente tenha
falecido; b) quando de seu depoimento como testemunha. Nessa hipótese, o médico comparecerá perante a autoridade e declarará seu impedimento; c) na investigação de suspeita de crime, o médico estará impedido de revelar segredo que possa expor o paciente a processo penal.
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É vedado ao médico:Art. 76. Revelar informações confidenciais obtidas quando do exame médico de trabalhadores, inclusive por exigência dos dirigentes de empresas ou de instituições, salvo se o silêncio puser em risco a saúde dos empregados ou da comunidade.
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É vedado ao médico:Art. 80. Expedir documento médico sem ter praticado ato
profissional que o justifique, que seja tendencioso ou que não corresponda à verdade.
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É vedado ao médico:Art. 82. Usar formulários de instituições públicas para prescrever ou atestar fatos verificados na clínica privada. Art. 85. Permitir o manuseio e o conhecimento dos
prontuários por pessoas não obrigadas ao sigilo profissional quando sob sua responsabilidade.
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É vedado ao médico:Art. 86. Deixar de fornecer laudo médico ao paciente ou a seu representante legal quando aquele for encaminhado ou
transferido para continuação do tratamento ou em caso de solicitação de alta.
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É vedado ao médico:Art. 87. Deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente.
§ 1º O prontuário deve conter os dados clínicos
necessários para a boa condução do caso, sendo
preenchido, em cada avaliação, em ordem cronológica
com data, hora, assinatura e número de registro do
médico
no
Conselho
Regional
de
Medicina.
§ 2º O prontuário estará sob a guarda do médico ou da
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É vedado ao médico:Art. 88. Negar, ao paciente, acesso a seu prontuário, deixar de lhe fornecer cópia quando solicitada, bem como deixar de lhe dar explicações necessárias à sua compreensão, salvo
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É vedado ao médico:Art. 89. Liberar cópias do prontuário sob sua guarda, salvo quando autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou para a sua própria defesa.
§ 1º Quando requisitado judicialmente o prontuário
será disponibilizado ao perito médico nomeado pelo
juiz.
§ 2º Quando o prontuário for apresentado em sua
própria defesa, o médico deverá solicitar que seja
observado o sigilo profissional.
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É vedado ao médico:Art. 90. Deixar de fornecer cópia do prontuário médico de seu paciente quando de sua requisição pelos Conselhos Regionais de Medicina.
Art. 91. Deixar de atestar atos executados no exercício profissional, quando solicitado pelo paciente ou por seu representante legal
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Resolução CFM 1638/2002*
Art. 1º - Definir prontuário médico como o documento únicoconstituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo.
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Art. 2º - Determinar que a responsabilidade pelo prontuáriomédico cabe:
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I. Ao médico assistente e aos demais profissionais que compartilham do atendimento;*
II. À hierarquia médica da instituição, nas suas respectivas áreas de atuação, que tem como dever zelar pela qualidade da prática médica ali desenvolvida;*
III. À hierarquia médica constituída pelas chefias de equipe,chefias da Clínica, do setor até o diretor da Divisão Médica e/ou diretor técnico.
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Art. 5º - Compete à Comissão de Revisão de Prontuários:*
I. Observar os itens que deverão constar obrigatoriamente do prontuário confeccionado em qualquer suporte, eletrônico ou papel:*
a. Identificação do paciente – nome completo, data de nascimento (dia, mês e ano com quatro dígitos), sexo, nome da mãe, naturalidade (indicando o município e o estado de nascimento), endereço completo (nome da via pública, número, complemento, bairro/distrito, município, estado e CEP);*
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b. Anamnese, exame físico, exames complementares solicitados e seus respectivos resultados, hipóteses diagnósticas, diagnóstico definitivo e tratamento efetuado;*
c. Evolução diária do paciente, com data e hora, discriminação de todos os procedimentos aos quais o mesmo foi submetido e identificação dos profissionais que os realizaram, assinados eletronicamente quando elaborados e/ou armazenados em meio eletrônico;*
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d. Nos prontuários em suporte de papel é obrigatória a legibilidade da letra do profissional que atendeu o paciente, bem como a identificação dos profissionais prestadores do atendimento. São também obrigatórias a assinatura e o respectivo número do CRM;*
e. Nos casos emergenciais, nos quais seja impossível a colheita de história clínica do paciente, deverá constar relato médico completo de todos os procedimentos realizados e que tenham possibilitado o diagnóstico e/ou a remoção para outra unidade.*
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Assegurar a responsabilidade do preenchimento, guarda e manuseio dos prontuários, que cabem ao médico assistente, à chefia da equipe, à chefia da Clínica e à Direção técnica da unidade.*
Fundamentação Legal
CPC:
• Art. 156. O Juiz será assistido por perito quanto a
prova do fato depender de conhecimento técnico
ou científico.
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Fundamentação Legal
CPC:
• Art. 465. O juiz nomeará o perito especializado no
objeto da perícia e fixará de imediato o prazo para a
entrega do laudo.
§ 1o Incumbe às partes, dentro de 15 (quinze)
dias, cont
ados da intimação do despacho de nomeação do perito:I – arguir o impedimento ou a suspeição do perito, se for o caso;
II – indicar assistente técnico;