Programa de Cooperação. Territorial do Espaço Sudoeste Europeu (SUDOE)
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(2) FICHA TÉCNICA. TÍTULO Programa de Cooperação Territorial do Espaço Sudoeste Europeu (SUDOE) 2007 > 2013. EDIÇÃO Observatório do QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional Ed. Parque Expo - Av. D. João II, Lote 1.07.2.1 • 1998-014 Lisboa Tel.: (+351) 210 437 300 • Fax: (+351) 210 437 399 http://www.observatorio.pt/. DATA DE EDIÇÃO Novembro de 2008. TIRAGEM 500 exemplares. ISBN 978-989-96035-1-6. DEPÓSITO LEGAL 000000/08. DESIGN UP - Agência de Publicidade. PRODUÇÃO GRÁFICA Estrelas de Papel, Lda.. A edição, o design e a produção gráfica da presente colecção foram financiados pela União Europeia (Programa Operacional de Assistência Técnica ao QCAIII). O conteúdo da presente publicação corresponde, salvo erro tipográfico, à versão do Programa de Cooperação Territorial do Espaço Sudoeste Europeu (SUDOE) que consta no site www.qren.pt.. capas AF_V03nvfundos.indd 34. 19-11-2008 12:17:12.
(3) Índice 1. Introdução: Justificação do Programa Operacional de Cooperação Territorial do Espaço Sudoeste Europeu 2007-2013 2. Diagnóstico socioeconómico e territorial . 2 5. 2.1. A delimitação geográfica do espaço de cooperação transnacional sudoeste europeu 2.2. Descrição das características socio-económicas 2.3. A estrutura produtiva e empresarial 2.4. Desenvolvimento tecnológico e Sociedade da informação 2.5. Emprego e mercado de trabalho 2.6. A posição do SUDOE em relação aos objectivos de Lisboa 2.7. Principais características territoriais do espaço de cooperação 2.8. O ambiente e os recursos naturais e culturais 2.9. Esquema SWOT de fraquezas, ameaças, forças e oportunidades . 6 6 9 14 19 21 21 26 28. 3. Diagnóstico da Cooperação territorial no sudoeste Europeu . 31. 3.1. Lições de experiência 3.2. As vantagens do aprofundamento da cooperação transnacional 3.3. Esquema SWOT Específico da Cooperação . 32 33 34. 4. A formulação estratégica do Programa . 37. 4.1. Os fundamentos regulamentares e conceptuais da formulação estratégica 4.2. A Agenda de Lisboa como orientadora das prioridades da programação 4.3. Metodologia para o exercício de programação 4.4. Os objectivos fundamentais da Programação . 38 39 41 42. 5. As prioridades estratégicas: Os eixos de intervenção . 45. 49 53 56. 5.1. Promoção da inovação e constituição de redes estáveis de cooperação em matéria tecnológica 5.2. Melhorar a sustentabilidade para a protecção e conservação do ambiente e meio natural do SUDOE 5.3. Integração harmoniosa do espaço do SUDOE e melhoria da acessibilidade às redes de informação 5.4. Impulsionar o desenvolvimento urbano sustentável aproveitando os efeitos positivos da cooperação transnacional 5.5. Reforço da capacidade institucional e aproveitamento da assistência técnica 5.6. As metas de programação . 59 63 65. 6. Justificação das prioridades seleccionadas . 71. 72 76 77 81. 6.1. A definição de uma estratégia baseada no consenso 6.2. A coerência com os Quadros Estratégicos Nacionais de Referência 6.3. O contributo para as políticas comunitárias 6.4. A complementaridade do PO SUDOE com outros Fundos e Intervenções comunitárias transnacionais. 7. Plano financeiro . 89. 7.1. Dotação financeira do PO, por anos 7.2. Dotação financeira do PO por eixos prioritários para o período 2007-2013 7.3. Repartição indicativa do plano financeiro por tipologia de despesa . 90 91 91. 8. As disposições de aplicação do Programa . 95. 8.1. Designação das Autoridades do Programa 8.2. Estabelecimento dos sistemas de gestão e controlo do Programa 8.3. O acompanhamento do Programa 8.4. A gestão operacional do Programa 8.5. A gestão financeira do Programa 8.6. Os mecanismos de selecção de projectos e os possíveis beneficiários do Programa 8.7. O sistema de avaliação do Programa 8.8. Os mecanismos de revisão do Programa 8.9. Mecanismos de Informação e Publicidade do Programa 8.10. Procedimento de troca de dados entre a Comissão e os Estados-Membros . 96 99 100 104 105 108 111 113 114 117. 9. Conclusões da Avaliação Ex -Ante e da Avaliação Ambiental Estratégica . 119. 120 122. 9.1. Principais resultados da Avaliação Ex-ante 9.2. Principais resultados da Avaliação Ambiental Estratégica .
(4) 1. Introdução:. Justificação do Programa Operacional de Cooperação Territorial do Espaço Sudoeste Europeu 2007-2013 O artigo 158 do Tratado da União Europeia refere a necessidade de reforçar a coesão económica e social nos países da Comunidade, fixando, como objectivo a redução das disparidades entre os níveis de desenvolvimento das diversas regiões e do atraso das regiões e das ilhas menos favorecidas (incluindo as zonas rurais). O artigo 159 estabelece os parâmetros dessa actuação, apoiada através dos fundos com finalidade estrutural, pelo Banco Europeu de Investimentos (BEI) e restantes instrumentos financeiros existentes. No novo período de programação 2007-2013, a política de coesão deverá contribuir para o incremento do crescimento, da competitividade e do emprego, pelo que é necessário incorporar as prioridades comunitárias do Conselho Europeu de Lisboa. Porém, deve também atender-se aos requerimentos expressos de sustentabilidade ambiental, conforme acordado no Conselho de Gotemburgo. As disparidades económicas, sociais e territoriais (tanto regionais como nacionais), acentuaram-se no espaço comunitário alargado. Como consequência, é necessário incrementar acções favoráveis à convergência, à competitividade e ao emprego em toda a Comunidade. Assim, o aumento das fronteiras terrestres e marítimas da UE e o alargamento do seu território fazem com que seja necessário potenciar o valor acrescentado da cooperação transfronteiriça, transnacional e inter-regional na Comunidade. Na nova etapa de programação 2007-2013, as ajudas no quadro da política de coesão cingem-se ao Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), ao Fundo Social Europeu (FSE) e ao Fundo de Coesão. Com a finalidade de aumentar o valor acrescentado desta política, os seus objectivos foram redefinidos da seguinte forma: > Convergência. > Competitividade Regional e Emprego. > Cooperação Territorial Europeia. O objectivo «cooperação territorial europeia» persegue, por sua vez, três objectivos específicos: > Reforçar a cooperação transfronteiriça através de iniciativas locais e regionais conjuntas. > Fortalecer a cooperação transnacional através de acções dirigidas ao desenvolvimento territorial integrado, relacionado com as prioridades da Comunidade. > Fortalecer a cooperação inter-regional e o intercâmbio de experiências no nível territorial apropriado.. 2. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13.
(5) Deste modo, a Cooperação Territorial Europeia, em conjunto com os restantes objectivos apontados, procura o reforço da coesão económica e social da EU, através da correcção dos principais desequilíbrios regionais. A diferença face às restantes linhas orientadoras prende-se com o facto do objectivo Cooperação Territorial Europeia atender exclusivamente a intervenção do FEDER. Este objectivo procura intensificar a cooperação à escala transnacional por meio de acções dirigidas que visam alcançar um desenvolvimento territorial integrado e de acordo com as prioridades da União adequado. A cooperação territorial assume-se, agora, como um objectivo específico, que incorpora as componentes transfronteiriças e transnacionais, baseando-se numa série de acções concordantes com as Agendas de Lisboa e de Gotemburgo. O novo programa INTERREG III B Sudoeste Europeu 2007-2013, doravante SUDOE 2007-2013, enquadra-se na vertente transnacional do objectivo Cooperação Territorial Europeia. À luz da experiência das zonas transnacionais de cooperação existentes no período de programação 2000-2006, a Comissão Europeia analisou a utilidade e operacionalidade destas áreas, redefinindo-as,. Introdução. Europeia, bem como a criação de redes de cooperação e intercâmbio de experiências ao nível territorial. 1. mantendo o espaço de cooperação transnacional do Sudoeste Europeu, por se tratar de uma zona que demonstrou ser suficientemente coerente e contínua, apresentando interesses e possibilidades comuns que podem ser desenvolvidas no período 2007-2013: > Numa perspectiva geográfica ou territorial, a sua posição privilegiada na abertura marítima face a África e à América, comparativamente à restante UE, constitui um elemento diferenciador que deve ser consolidado no futuro. > Numa perspectiva ambiental, o SUDOE dispõe de um património natural importante, cuja valorização, através dos mecanismos de cooperação que permite o Programa, é um dos desafios para os próximos anos. > Numa perspectiva socioeconómica, a existência de vínculos comerciais e a intensificação dos fluxos de pessoas e mercadorias entre os territórios do SUDOE é um activo a aproveitar, ainda mais num contexto mundial cada vez mais globalizado e competitivo.. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13. 3.
(6) 4. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13.
(7) Diagnóstico socioeconómico e territorial 2.1. A delimitação geográfica do espaço de cooperação transnacional sudoeste europeu . 6. 2.2. Descrição das características socio-económicas . 6. 2.3. A estrutura produtiva e empresarial . 9. 2.4. Desenvolvimento tecnológico e Sociedade da informação . 14. 2.5. Emprego e mercado de trabalho . 19. 2.6. A posição do SUDOE em relação aos objectivos de Lisboa . 21. 2.7. Principais características territoriais do espaço de cooperação . 21. 2.8. O ambiente e os recursos naturais e culturais . 26. 2.9. Esquema SWOT de fraquezas, ameaças, forças e oportunidades . 28. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13. 2. 5.
(8) Considerando as alterações profundas ocorridas nas últimas décadas, de natureza diversa (institucionais, culturais, demográficas, económicas, etc.), a análise da realidade económica, social e territorial do espaço do Sudoeste Europeu constitui um tema de grande interesse, por dois motivos: > Em primeiro lugar, porque permite avaliar o caminho percorrido, nos últimos anos, pelas regiões que o compõem e os progressos conseguidos no processo de desenvolvimento regional, para o qual contribuíram os Fundos Estruturais, tanto através dos Programas Regionais, como de Cooperação Transnacional. Em função da evolução geral observada, será possível actualizar a matriz de fraquezas e forças e determinar os desafios (ameaças e oportunidades) que estas regiões deverão enfrentar nos próximos anos. > Em segundo lugar, porque a futura estratégia de cooperação territorial deverá dar resposta aos principais problemas que continuam a limitar a capacidade de crescimento destas regiões. Desta forma, a definição de áreas prioritárias deve ter presente a realidade em que as regiões se desenvolvem.. 2.1. A delimitação geográfica do espaço de cooperação transnacional sudoeste europeu O novo espaço SUDOE integra regiões pertencentes a quatro estados europeus. A sua configuração inclui: a totalidade do território espanhol, com excepção das Canárias, a totalidade do espaço continental português, as seis regiões do sudoeste de França e Gibraltar. A relação de regiões NUTS II elegíveis é discriminada na tabela seguinte. De acordo com o artigo 21 do Regulamento Nº 1080/2006, alusivo ao FEDER, o Programa poderá intervir em operações localizadas nas zonas NUTS III adjacentes às regiões elegíveis pelo Programa. Tabela 1. Delimitação da zona elegível de cooperação do SUDOE Espanha Galicia Principado de Asturias. França. Portugal. Reino Unido. Poitou-Charentes. Norte. Gibraltar. Aquitaine. Algarve. Cantabria. Midi-Pyrénées. Centro. País Vasco. Limousin. Lisboa. Auvergne. Alentejo. Comunidad Foral de Navarra La Rioja. Languedoc-Roussillon. Aragón Comunidad de Madrid Castilla e León Castilla-La Mancha Extremadura Cataluña Comunidad Valenciana Illes Balears Andalucía Región de Murcia Ciudad Autónoma de Ceuta Ciudad Autónoma de Melilla. 2.2. Descrição das características socio-económicas A análise da situação económica e demográfica do espaço SUDOE, respectiva evolução recente e posição comparativamente ao conjunto da União, através de um conjunto representativo de indicadores, faculta uma primeira leitura dos traços fundamentais que caracterizam esta zona de cooperação.. 6. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13.
(9) Apesar do comportamento dos indicadores globais destas regiões acompanhar o contexto geográfico do país onde estão inseridas, também se observam tendências comuns entre as mesmas, apesar de não corresponderam, no seu todo, a uma imagem totalmente homogénea. A variação recente do PIB da região do SUDOE é superior aos valores médios da União (entre 2,5% e cerca de 4%) na sua taxa de crescimento. Esta evolução, que evidencia uma aproximação aos valores médios da União, foi insuficiente para que o conjunto da região SUDOE alcançasse, no ano de 2003, a média comunitária do PIB por habitante, quer a preços correntes, quer em paridade de poder de compra. regiões que compõem o espaço SUDOE já se encontra acima do nível da UE25. É o caso, por exemplo, da Comunidade de Madrid, Navarra, Catalunha, País Basco, entre outras, em Espanha, de Midi-Pyrénées, em França, ou de Lisboa, em Portugal. Todavia, nenhum dos agregados considerados ao nível do país alcançou os valores médios europeus: > No caso das regiões do SUDOE Francesas, verifica-se que o seu nível médio difere em mais de 15% dos valores médios de França. > O nível mais elevado relativo ao PIB per capita é, no contexto das regiões do SUDOE, apresentado por Gibraltar, com 25.679 € em 2003, acima da média europeia, tanto a 25 como a 15. Mapa 1. PIB por habitante (em paridade de poder de compra) das regiões SUDOE, em 2003 (UE25=100). Diagnóstico socioeconómico e territorial. Não obstante, a comparação em paridade de poder de compra indica que uma parte importante das. 2.
(10) . . No campo demográfico, a densidade populacional do conjunto do SUDOE é inferior à média comunitária, situação que se repete ao nível de cada agrupamento de regiões por país. Neste sentido, observa-se uma clara heterogeneidade, com precampo das baixas densidades, com menos de 100 habitantes por km2. As excepções a esta tendência surgem nos dois lados do estreito, onde tanto Gibraltar como Ceuta e Melilla,. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13. 7.
(11) apresentam valores em milhares de habitantes por km2. No que concerne às restantes regiões, sobressai a densidade das capitais dos Estados português e espanhol: Lisboa (952) e Madrid (702). Tabela 2. PIB e população das regiões que compõem o SUDOE Taxa de variação PIB a preços correntes. PIB PPC UE=100. População (milhares). Superfície (km2). Densidade (hab/km2). 3.881.965. 117,9 85,6. 2001. 2002. 2003. 2003. 2003. 2003. União Europeia – UE 25. 4,0%. 3,7%. 1,4%. 21.740,6. 100,0. 457.822. União Europeia – UE 15. 3,7%. 3,6%. 1,5%. 24.770,4. 109,1. 383.664. Andalucía. 7,9%. 8,0%. 8,5%. 14.135,3. 74,1. 7.503. 87.599. Aragón. 6,8%. 8,4%. 6,9%. 19.841,3. 104,0. 1.223. 47.721. 25,6. Asturias. 7,5%. 6,2%. 5,7%. 15.842,6. 83,0. 1.060. 10.604. 100,0. Baleares. 8,4%. 6,4%. 5,2%. 21.290,4. 111,6. 919. 4.992. 184,1. Cantabria. 8,9%. 8,1%. 6,4%. 17.985,6. 94,3. 542. 5.321. 101,9. Castilla e León. 6,6%. 7,2%. 6,4%. 17.216,5. 90,2. 2.460. 94.225. 26,1. Castilla-La Mancha. 6,9%. 7,3%. 7,0%. 14.512,5. 76,1. 1.807. 79.461. 22,7. 2003. Cataluña. 7,9%. 6,8%. 7,1%. 22.414,5. 117,5. 6.565. 32.114. 204,4. C. Valenciana. 8,7%. 7,2%. 6,9%. 17.516,8. 91,8. 4.342. 23.260. 186,7. Extremadura. 6,7%. 7,1%. 7,4%. 12.173,3. 63,8. 1.064. 41.634. 25,6. Galicia. 6,4%. 6,6%. 6,4%. 14.619,2. 76,6. 2.703. 29.574. 91,4. C. Madrid. 8,6%. 7,3%. 6,9%. 24.583,5. 128,8. 5.639. 8.028. 702,5. Región de Murcia. 8,9%. 9,1%. 8,4%. 15.694,0. 82,3. 1.249. 11.314. 110,4. C. Foral de Navarra. 6,8%. 7,1%. 6,8%. 23.480,9. 123,1. 569. 10.391. 54,7. País Vasco. 7,1%. 6,3%. 6,3%. 23.027,5. 120,7. 2.091. 7.235. 289,1. La Rioja. 6,4%. 6,0%. 7,7%. 20.464,0. 107,3. 285. 5.045. 56,5. Ceuta. 6,3%. 7,8%. 7,3%. 16.367,5. 85,8. 71. 19. 3.759,1. Melilla. 6,8%. 6,9%. 7,6%. 15.885,7. 83,3. 67. 13. 5.138,6 83,0. ESPANHA. 7,9%. 7,2%. 7,1%. 18.582,5. 97,4. 42.005. 505.997. Poitou-Charentes. 4,1%. 4,4%. 3,2%. 21.629,8. 93,9. 1.681. 25.810. 65,1. Aquitaine. 6,7%. 4,4%. 2,0%. 23.353,9. 101,4. 3.035. 41.308. 73,5. Midi-Pyrénées. 7,2%. 4,0%. 2,5%. 22.984,1. 99,8. 2.672. 45.348. 58,9. Limousin. 3,7%. 4,9%. 2,2%. 21.619,3. 93,9. 712. 16.942. 42,0. Auvergne. 2,6%. 3,4%. 2,4%. 21.443,3. 93,1. 1.325. 26.013. 50,9. Languedoc-Roussillon. 5,6%. 3,9%. 5,2%. 20.262,4. 88,0. 2.441. 27.376. 89,2. SUDOE FRANÇA. 5,6%. 4,1%. 2,9%. 22.072,9. 95,8. 11.866. 182.797. 64,9. FRANÇA. 3,9%. 3,4%. 2,4%. 25.650,2. 111,4. 61.800. 543.965. 113,6 174,0. Norte Portugal. 4,9%. 4,7%. 0,1%. 10.374,2. 57,4. 3.702. 21.275. Algarve. 11,3%. 6,3%. 3,7%. 14.223,0. 78,7. 402. 4.992. 80,5. Centro Portugal. 5,6%. 4,8%. 1,3%. 11.088,5. 61,3. 2.361. 28.170. 83,8. Lisboa. 5,8%. 3,9%. 2,0%. 18.849,0. 104,3. 2.727. 2.865. 952,1. Alentejo. 6,6%. 6,5%. 2,8%. 12.006,5. 66,4. 768. 31.466. 24,4. PORTUGAL. 5,8%. 4,7%. 1,5%. 13.171,3. 72,9. 10.441. 91.911. 113,6. Gibraltar. 7,5%. 4,6%. -2,5%. 25.679,2. ND. 29. 6. 4.768,0. TOTAL SUDOE. 7,0%. 6,1%. 5,4%. 18.416,5. 93,3. 62.015. 770.120. 80,5. Fonte: EUROSTAT e elaboração própria. 8. PIB per capita (€). P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13.
(12) Diagnóstico socioeconómico e territorial. Mapa 2. Densidade populacional nas regiões do SUDOE, em 2003. Fonte: elaboração a partir de dados do Eurostat. Menos de 30 hab. / Km2 Entre 30 e 75 hab. / Km2 Entre 75 e 150 hab. / Km2 Mais de 150 hab. / Km2. 2. 2.3. A estrutura produtiva e empresarial A estrutura económica do SUDOE difere, de um modo geral, da estrutura da UE. Assim, o SUDOE apresenta valores significativamente mais elevados quanto à importância do sector primário (agricultura, criação de gado e pesca) e da construção. Em ambos os casos, o peso destas actividades quase duplica o peso observado na União. Pelo contrário, a indústria e os serviços de mercado apresentam uma menor importância em relação à média europeia, enquanto que nos restantes serviços a situação é muito semelhante aos valores médios. Como se observa na Tabela 3, a graduação deste comportamento, nas diferentes regiões, difere em cada caso: > A importância do sector primário, nas regiões francesas, é maior e mais homogénea entre elas. A presença da indústria, nestas regiões, é todavia menor que a média do SUDOE e das regiões espanholas e portuguesas. A construção alcança maior importância nas regiões espanholas, sendo em todas elas superior à importância média no conjunto do SUDOE, salvo na Comunidade de Madrid, onde praticamente é igual). > No conjunto de regiões, a Comunidade de Madrid é a que oferece um comportamento mais diferenciado, com um peso residual da agricultura e onde os serviços de mercado atingem um nível muito superior à média europeia. Do mesmo modo, nesta região, o peso dos serviços não mercantis é inferior aparece abaixo da média do SUDOE e da União Europeia.. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13. 9.
(13) Tabela 3. Distribuição do valor acrescentado bruto produzido nas regiões SUDOE. Ano 2003 Total VAB Agricultura. Indústria. Construção. Serviços Mercado. Serviços Não Mercantis. eu15 União Europeia. 100,0%. 2,0%. 21,2%. 5,6%. 48,9%. 22,2%. es Espanha. 100,0%. 3,7%. 19,1%. 10,0%. 46,5%. 20,8%. es11 Galicia. 100,0%. 5,6%. 20,6%. 11,7%. 39,5%. 22,6%. es12 Principado de Asturias. 100,0%. 2,6%. 23,0%. 12,4%. 40,6%. 21,4%. es13 Cantabria. 100,0%. 3,9%. 21,2%. 12,1%. 43,4%. 19,4%. es21 Pais Vasco. 100,0%. 1,6%. 29,6%. 8,5%. 40,0%. 20,2%. es22 Navarra. 100,0%. 3,6%. 29,7%. 9,3%. 36,8%. 20,6%. es23 a Rioja. 100,0%. 8,6%. 27,1%. 9,8%. 35,9%. 18,5%. es24 Aragón. 100,0%. 5,5%. 25,3%. 9,4%. 39,5%. 20,3%. es3 Comunidad de Madrid. 100,0%. 0,2%. 14,2%. 8,8%. 56,4%. 20,3%. es41 Castilla e León. 100,0%. 8,1%. 21,3%. 10,1%. 37,9%. 22,7%. es42 Castilla-la Mancha. 100,0%. 12,0%. 20,0%. 11,9%. 33,2%. 22,9%. es43 Extremadura. 100,0%. 12,4%. 10,7%. 13,2%. 34,4%. 29,4%. es51 Cataluña. 100,0%. 1,7%. 25,0%. 8,5%. 47,7%. 17,0%. es52 Comunidad Valenciana. 100,0%. 2,8%. 21,1%. 10,6%. 46,6%. 18,9%. es53 Illes Balears. 100,0%. 1,5%. 7,4%. 9,8%. 62,8%. 18,6%. es61 Andalucia. 100,0%. 6,7%. 12,7%. 12,0%. 44,7%. 23,9%. es62 Región de Murcia. 100,0%. 7,7%. 17,8%. 10,2%. 42,7%. 21,8%. es63 Ceuta (ES). 100,0%. 0,3%. 6,8%. 7,3%. 33,4%. 52,1%. es64 Melilla (ES). 100,0%. 1,0%. 4,5%. 8,8%. 33,5%. 52,3% 25,6%. fr França. 100,0%. 2,6%. 15,9%. 5,6%. 50,2%. fr53 Poitou-Charentes. 100,0%. 5,6%. 16,2%. 6,7%. 43,8%. 27,7%. fr61 Aquitaine. 100,0%. 5,2%. 14,3%. 6,7%. 46,8%. 27,0%. fr62 Midi-Pyrénées. 100,0%. 3,2%. 14,8%. 7,0%. 47,4%. 27,5%. fr63 Limousin. 100,0%. 5,0%. 16,0%. 6,8%. 41,5%. 30,6%. fr72 Auvergne. 100,0%. 3,8%. 19,7%. 6,3%. 42,0%. 28,2%. fr81 Languedoc-Roussillon. 100,0%. 4,3%. 10,1%. 6,5%. 50,5%. 28,5%. SUDOE França. 100,0%. 4,5%. 14,6%. 6,7%. 46,4%. 27,9%. pt Portugal. 100,0%. 4,1%. 17,9%. 6,4%. 45,7%. 25,9%. pt11 Norte. 100,0%. 3,0%. 26,0%. 7,1%. 38,0%. 25,8%. pt15 Algarve. 100,0%. 8,7%. 4,9%. 7,8%. 54,7%. 23,8%. pt16 Centro (PT). 100,0%. 5,8%. 24,2%. 7,6%. 35,2%. 27,2%. pt17 Lisboa. 100,0%. 0,8%. 11,6%. 5,3%. 57,7%. 24,6%. pt18 Alentejo. 100,0%. 18,0%. 18,0%. 4,8%. 32,4%. 26,8%. Gibraltar SUDOE. ND. ND. ND. ND. ND. ND. 100,0%. 4,0%. 18,3%. 8,8%. 46,0%. 22,8%. Nota: Os dados de Espanha e Portugal incluem os arquipélagos não incluídos no sudoeste europeu. Fonte: elaboração a partir de dados da Eurostat. A produtividade, em termos de PIB por activo, no conjunto do SUDOE, apresenta uma evolução positiva, ainda que todavia permaneça abaixo da média da UE-25. Os valores mais elevados correspondem às regiões francesas, todas elas acima da média da UE-25, com excepção de Poitou-Charentes e Limousin que, não obstante, estão muito próximas desse valor. No extremo oposto, encontram-se as regiões portuguesas, das quais o Norte e o Centro, que não atingem 50% da produtividade média da UE-25.. 10. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13.
(14) Diagnóstico socioeconómico e territorial. Mapa 3. Percentagem do VAB do sector serviços nas regiões do SUDOE, em 2003.
(15) . . 2. Mapa 4. Produtividade das regiões do SUDOE (2003). Fonte: elaboração a partir de dados do Eurostat. Inferior a 50% Entre 50% a 75% Entre 75% a 100% Superior a 100%. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13. 11.
(16) Tabela 4. PIB por activo (milhares de euros e percentagem da UE 15) 2001. 2003. 2001. 2003. eu25 União Europeia (25 países). 49,45. 51,48. 100,0%. 100,0%. eu15 União Europeia (15 países). 55,70. 57,76. 112,6%. 112,2%. es61 Andalucia. 37,52. 40,37. 75,9%. 78,4%. es24 Aragón. 42,80. 46,98. 86,5%. 91,3%. es12 Principado de Asturias. 41,02. 43,62. 83,0%. 84,7%. es53 Illes Balears. 44,35. 45,48. 89,7%. 88,3%. es13 Cantabria. 40,92. 44,50. 82,8%. 86,4%. es41 Castilla e León. 41,16. 45,20. 83,2%. 87,8%. es42 Castilla-la Mancha. 36,06. 38,11. 72,9%. 74,0%. es51 Cataluña. 45,52. 48,99. 92,1%. 95,2%. es52 Comunidad Valenciana. 38,52. 41,18. 77,9%. 80,0%. es43 Extremadura. 32,79. 35,76. 66,3%. 69,5%. es11 Galicia. 33,77. 36,95. 68,3%. 71,8%. es30 Comunidad de Madrid. 51,06. 53,88. 103,3%. 104,7%. es62 Región de Murcia. 35,88. 38,09. 72,6%. 74,0%. es22 Comunidad Foral de Navarra. 47,68. 52,79. 96,4%. 102,5%. es21 Pais Vasco. 48,60. 52,78. 98,3%. 102,5%. es23 a Rioja. 45,65. 48,04. 92,3%. 93,3%. es63 Ciudad Autónoma de Ceuta (ES). 42,63. 46,76. 86,2%. 90,8%. es64 Ciudad Autónoma de Melilla (ES). 41,57. 47,38. 84,1%. 92,0%. es Espanha. 42,11. 45,13. 85,2%. 87,7%. fr53 Poitou-Charentes. 56,63. 50,64. 114,5%. 98,4%. fr61 Aquitaine. 53,74. 64,65. 108,7%. 125,6%. fr62 Midi-Pyrénées. 55,33. 55,74. 111,9%. 108,3%. fr63 Limousin. 54,18. 50,74. 109,6%. 98,6%. fr72 Auvergne. 54,45. 54,59. 110,1%. 106,0%. fr81 Languedoc-Roussillon. 61,55. 60,89. 124,5%. 118,3%. fr Francia. 61,99. 64,06. 125,4%. 124,4%. SUDOE França. 55,93. 57,54. 113,1%. 111,8%. pt11 Norte. 20,10. 21,41. 40,6%. 41,6%. pt15 Algarve. 28,36. 29,89. 57,3%. 58,1%. pt16 Centro (PT). 19,50. 20,29. 39,4%. 39,4%. pt17 Lisboa. 37,06. 39,87. 74,9%. 77,4%. pt18 Alentejo. 25,85. 27,18. 52,3%. 52,8%. pt Portugal. 25,30. 26,87. 51,2%. 52,2%. Gibraltar. 51,70. 47,64. 104,6%. 92,5%. SUDOE. 41,31. 43,99. 83,5%. 85,4%. Nota: Os dados de Espanha e Portugal incluem os arquipélagos não incluídos no sudoeste europeu Fonte: EUROSTAT, Gabinete de Estatística do Governo de Gibraltar.. No que se refere à estrutura empresarial (Tabela 5), observa-se que, excluindo os estabelecimentos agrícolas, a maioria das empresas concentra-se no sector dos serviços. Por outro lado, a dimensão empresarial, que indica o rácio de empresas por activo, é mais baixa no caso das regiões espanholas, enquanto as regiões do SUDOE francesas são as que apresentam maior dimensão.. 12. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13.
(17) Tabela 5. Estrutura empresarial da região SUDOE. Ano 2003 Serviços. Empresas por 1000 activos. Indústria. Construção. es Espanha. 100,0%. 8,8%. 14,5%. 76,7%. 129,8. es1 Noroeste. 100,0%. 7,9%. 19,2%. 72,9%. 134,0. es2 Nordeste. 100,0%. 10,3%. 18,5%. 71,2%. 133,9. es3 Comunidad de Madrid. 100,0%. 6,4%. 10,4%. 83,2%. 130,9. es4 Centro (ES). 100,0%. 9,1%. 22,6%. 68,2%. 136,5. es5 Este. 100,0%. 10,4%. 12,6%. 77,0%. 134,5. es6 Sur. 100,0%. 8,1%. 11,7%. 80,1%. 116,2. es11 Galicia. 100,0%. 8,9%. 15,8%. 75,3%. 126,2. es12 Principado de Asturias. 100,0%. 6,3%. 20,9%. 72,8%. 150,1. es13 Cantabria. 100,0%. 6,3%. 31,2%. 62,5%. 144,5. es21 Pais Vasco. 100,0%. 11,1%. 8,7%. 80,2%. 118,1. es22 Navarra. 100,0%. 9,7%. 24,2%. 66,1%. 144,9 207,6. es23 a Rioja. 100,0%. 9,7%. 46,5%. 43,8%. es24 Aragón. 100,0%. 9,7%. 20,6%. 69,7%. 139,5. es41 Castilla e León. 100,0%. 7,9%. 21,6%. 70,4%. 142,2. es42 Castilla-la Mancha. 100,0%. 11,7%. 23,9%. 64,4%. 134,0. es43 Extremadura. 100,0%. 7,6%. 22,9%. 69,5%. 127,4. es51 Cataluña. 100,0%. 10,7%. 11,9%. 77,5%. 137,9. es52 Comunidad Valenciana. 100,0%. 10,8%. 12,5%. 76,6%. 125,6. es53 Illes Balears. 100,0%. 6,9%. 18,0%. 75,1%. 150,2. es61 Andalucia. 100,0%. 8,1%. 9,1%. 82,8%. 113,3. es62 Región de Murcia. 100,0%. 9,3%. 19,8%. 70,9%. 124,5. es63 Ceuta (ES). 100,0%. 1,5%. 40,9%. 57,5%. 189,4. es64 Melilla (ES). 100,0%. 1,2%. 48,1%. 50,7%. 201,2. fr França. 100,0%. 12,3%. 15,2%. 72,4%. 92,2. fr53 Poitou-Charentes. 100,0%. 14,1%. 18,9%. 67,0%. 79,0. fr61 Aquitaine. 100,0%. 12,6%. 17,8%. 69,6%. 97,7. fr62 Midi-Pyrénées. 100,0%. 13,5%. 18,8%. 67,7%. 90,1 75,7. fr63 Limousin. 100,0%. 15,0%. 19,0%. 66,0%. fr72 Auvergne. 100,0%. 15,4%. 17,8%. 66,8%. 84,1. fr81 Languedoc-Roussillon. 100,0%. 11,2%. 18,3%. 70,5%. 124,4. SUDOE França. 100,0%. 13,1%. 18,3%. 68,6%. 94,8. pt Portugal. 100,0%. 13,9%. 18,4%. 67,7%. 108,3. pt1 Continente (PT). 100,0%. 14,1%. 18,4%. 67,5%. 109,1. pt11 Norte. 100,0%. 19,8%. 16,6%. 63,6%. 100,6. pt15 Algarve. 100,0%. 6,6%. 22,7%. 70,7%. 142,4. pt16 Centro (PT). 100,0%. 13,9%. 22,5%. 63,6%. 105,1. pt17 Lisboa. 100,0%. 9,3%. 16,3%. 74,4%. 120,3. pt18 Alentejo. 100,0%. 12,6%. 18,1%. 69,4%. 107,8. ND. ND. ND. ND. ND. 100,0%. 10,3%. 15,8%. 73,9%. 115,9. Gibraltar SUDOE. Diagnóstico socioeconómico e territorial. Estabelecimentos por sectores Total. 2. Nota Os dados de Espanha e Portugal incluem os arquipélagos não incluídos no sudoeste europeu Fonte: Eurostat. Finalmente, a Tabela 6 põe em evidencia a diferente especialização turística de cada agrupamento de regiões no conjunto do SUDOE. Espanha apresenta uma maior especialização na indústria hoteleira, com menor importância dos parques de campismo e um peso superior à média nos apartamentos turísticos. As regiões do SUDOE francês tem uma maior presença de parques de campismo e menor de alojamento hoteleiro que, todavia, se aproxima dos valores médios por habitante da UE.. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13. 13.
(18) Tabela 6. Indicadores turísticos nas regiões do SUDOE Hotéis. Parques de Campismo. Apartamentos. Outros. Camas. Por hab. Lugares. Por hab. Camas. Por hab. Camas. Por hab. 5.066.439. 13. 8.287.172. 22. ND. ND. ND. ND. es Espanha. 766.952. 19. 786.495. 20. 588.763. 15. 86.592. 2. es11 Galicia. 38.019. 14. 3.247. 15. 2.174. 1. 5.384. 2. eu15 União Europeia. es12 Principado de Asturias. 13.637. 13. 29.226. 27. 2.580. 2. 6.223. 6. es13 Cantabria. 12.139. 23. 34.703. 65. 3.683. 7. 5.898. 11. es21 Pais Vasco. 11.068. 5. 11.487. 6. 341. 0. 2.525. 1. es22 Navarra. 5.589. 10. 10.301. 19. 663. 1. 3.225. 6. es23 a Rioja. 3.120. 12. 6.634. 25. 132. 0. 646. 2. es24 Aragón. 17.920. 15. 31.924. 27. 2.050. 2. 5.597. 5. es3 Comunidad de Madrid. 42.783. 8. 18.561. 4. 4.598. 1. 1.813. 0. es41 Castilla e León. 31.423. 13. 43.481. 18. 395. 0. 14.458. 6. es42 Castilla-la Mancha. 16.521. 10. 14.053. 8. 1.073. 1. 4.842. 3. es43 Extremadura. 9.269. 9. 8.831. 8. 626. 1. 2.520. 2. 135.657. 22. 344.002. 55. 88.661. 14. 9.418. 2. 60.619. 15. 76.895. 19. 89.065. 22. 7.314. 2. es53 Illes Balears. 160.579. 192. 3.975. 5. 101.941. 122. 3.119. 4. es61 Andalucia. 123.254. 17. 94.564. 13. 50.990. 7. 7.549. 1. 9.311. 8. 16.277. 14. 7.329. 6. 2.447. 509. 7. es51 Cataluña es52 Comunidad Valenciana. es62 Región de Murcia es63 Ceuta (ES) es64 Melilla (ES) fr França. 507. 8. 633.162. 10. 0. 0. 0 2.803.926. 46. 0 461.094. 8. 2 0 0. 293.112. 5. fr53 Poitou-Charentes. 15.965. 10. 183.522. 111. 6.760. 4. 15.117. 9. fr61 Aquitaine. 30.016. 10. 322.539. 109. 39.811. 14. 43.233. 15. fr62 Midi-Pyrénées. 40.297. 16. 123.039. 48. 10.526. 4. 16.307. 6. 5.315. 7. 36.777. 52. 283. 0. 6.883. 10. fr63 Limousin fr72 Auvergne. 16.939. 13. 70.899. 54. 947. 1. 13.672. 10. fr81 Languedoc-Roussillon. 27.398. 12. 360.666. 154. 41.032. 18. 30.642. 13. SUDOE França. 135.930. 12. 1.097.442. 95. 99.359. 9. 125.854. 11. pt Portugal. 112.659. 11. 170.539. 17. 0. 8.694. 1. pt11 Norte. 15.424. 4. 27.069. 7. 0. 1.389. 0. pt15 Algarve. 36.816. 97. 29.543. 78. 0. 1.247. 3. pt16 Centro (PT). 16.505. 7. 57.417. 25. 0. 2.880. 1. pt17 Lisboa. 22.494. 8. 34.267. 13. 0. 2.160. 1. pt18 Alentejo. 4.340. 6. 20.143. 26. 0. 373. 0. ND. ND. ND. ND. ND. ND. ND. ND. 923.433. 15. 2.050.042. 34. 455.660. 8. 216.881. 4. Gibraltar SUDOE. Nota Os dados de Espanha e Portugal incluem os arquipélagos não incluídos no sudoeste europeu Fonte: Elaboração a partir de dados do Eurostat. 2.4. Desenvolvimento tecnológico e Sociedade da informação 2.4.1. A inovação e o desenvolvimento tecnológico como elemento-chave da competitividade do sistema socioeconómico do SUDOE O nível de esforço em matéria de I&D do conjunto de regiões que compõem o SUDOE situa-se em torno de 1%, aproximadamente metade do nível médio da União e muito distante do nível de 3% fixado nos objectivos de Lisboa para 2010.. 14. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13.
(19) Tabela 7. Despesas em I&D na região SUDO, ano 2003 Distribuição por sectores de despesa Empresas. Sector Público. Universidades. eu25 União Europeia. 188.222. 1,9%. 64,1%. 13,0%. 21,9%. ISFLSH 1,1%. eu15 União Europeia. 184.702. 2,0%. 64,4%. 12,7%. 21,8%. 1,1% 0,2%. es Espanha. 8.213. 1,1%. 54,1%. 15,4%. 30,3%. es11 Galicia. 338. 0,9%. 39,9%. 12,1%. 47,9%. 0,0%. es12 Principado de Asturias. 113. 0,7%. 40,7%. 15,9%. 43,4%. 0,0%. es13 Cantabria. 44. 0,5%. 38,6%. 25,0%. 36,4%. 0,0%. es21 Pais Vasco. 667. 1,4%. 76,8%. 3,9%. 19,3%. 0,0%. es22 Navarra. 178. 1,3%. 71,9%. 4,5%. 23,6%. 0,0%. es23 a Rioja. 37. 0,6%. 62,2%. 13,5%. 24,3%. 0,0% 0,0%. es24 Aragón. 170. 0,7%. 57,6%. 14,7%. 27,6%. 2.346. 1,7%. 56,8%. 25,2%. 17,6%. 0,4%. es41 Castilla e León. 367. 0,9%. 52,9%. 9,0%. 38,1%. 0,0%. es42 Castilla-la Mancha. 111. 0,4%. 42,3%. 15,3%. 42,3%. 0,0%. es43 Extremadura. 80. 0,6%. 12,5%. 18,8%. 68,8%. 0,0%. 1.875. 1,3%. 66,3%. 9,1%. 24,3%. 0,3%. es3 Comunidad de Madrid. es51 Cataluña es52 C.Valenciana. 632. 0,8%. 34,7%. 12,0%. 53,2%. 0,2%. es53 Illes Balears. 46. 0,2%. 15,2%. 17,4%. 67,4%. 0,0%. es61 Andalucia. 903. 0,9%. 38,1%. 17,1%. 44,7%. 0,1%. es62 Región de Murcia. 134. 0,7%. 44,0%. 14,9%. 41,0%. 0,0%. es63 Ceuta (ES). 2. 0,2%. 0,0%. 0,0%. 100,0%. 0,0%. es64 Melilla (ES). 0. 0,0%. 0,0%. 0,0%. 0,0%. 0,0%. 34.569. 2,2%. 62,6%. 16,7%. 19,4%. 1,3%. 279. 0,8%. 52,7%. 9,1%. 38,2%. 0,0%. fr61 Aquitaine. 1.104. 1,6%. 70,6%. 5,9%. 23,5%. 0,0%. fr62 Midi-Pyrénées. Fr França Fr53 Poitou-Charentes. 1.935. 3,2%. 56,9%. 24,8%. 18,3%. 0,0%. fr63 Limousin. 110. 0,7%. 63,1%. 2,0%. 34,9%. 0,0%. fr72 Auvergne. 692. 2,4%. 79,2%. 8,4%. 12,3%. 0,0%. fr81 Languedoc-Roussillon. 1.001. 2,0%. 27,0%. 42,5%. 30,5%. 0,0%. SUDOE França. 5.123. 2,0%. 56,9%. 20,7%. 22,5%. 0,0%. pt Portugal. 1.020. 0,7%. 33,2%. 16,9%. 38,4%. 11,5%. pt11 Norte. 246. 0,6%. 34,7%. 4,5%. 42,8%. 17,9%. pt15 Algarve. 14. 0,2%. 6,4%. 9,4%. 81,3%. 2,9%. pt16 Centro (PT). 167. 0,6%. 33,1%. 5,5%. 50,5%. 10,8%. pt17 Lisboa. 532. 1,0%. 34,4%. 25,6%. 30,1%. 9,9%. 41. 0,4%. 29,8%. 19,7%. 49,5%. 1,0%. pt18 Alentejo Gibraltar SUDOE. ND. ND. ND. ND. ND. ND. 14.166. 1,2%. 54,1%. 17,2%. 27,7%. 0,9%. Diagnóstico socioeconómico e territorial. Tot. despesas % I&D do PIB. 2. Nota (*):Os dados de Espanha e Portugal incluem os arquipélagos não incluídos no sudoeste europeu Os dados das regiões do SUDOE francesas foram estimados através da repartição do ano 2000, sobre o total de França de 2003. Fonte: Eurostat. Dentro deste nível geral, existe uma grande heterogeneidade de resultados, dado que, enquanto que a média das regiões espanholas se situa em 1,1% e a de Portugal em 0,7%, as regiões do SUDOE francês alcançam o nível médio da União com 2%, apesar de ligeiramente abaixo da média nacional de França, que atinge 2,2%.. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13. 15.
(20) Mapa 5. Percentagem de investimento em I&D sobre o PIB das regiões do SUDOE (média 2000-2003).
(21) . . No que se refere à distribuição segundo os sectores de I&D, observa-se um menor peso do privado comparativamente à média da União. Este facto ocorre, particularmente, nas regiões portuguesas e espanholas. Por sua parte, ainda que a média das regiões do SUDOE francesas também estar muito abaixo da média da União, surgem várias regiões onde o nível é superior à referida média, como é o caso da Aquitaine ou Auvergne que, com a zona Nordeste de Espanha, são as únicas onde a importância do sector privado é superior a 70%. Deste modo, o esforço de investimento em I&D nas regiões do SUDOE oscila o seu centro de gravidade, em maior grau que a média Europeia, no sector público, ou seja, nas Universidades e diferentes órgãos da Administração. Dado o esforço de investimento observado anteriormente, a Tabela 8 reúne o emprego relacionado com I&D e a presença de estudantes universitários na zona de cooperação, como medida de evolução do nível de formação nestas regiões. No conjunto das regiões SUDOE, o número de empregos relacionados com I&D não atinge os 100.000, traduzindo uma relação entre activos em I&D de 3,6 por cada 1.000 activos, número que se reduz para 2 por 1.000 nas regiões portuguesas, e duplica para 4 na média das restantes regiões. Esta relação entre regiões não é a mesma nos alunos universitários na população total, uma vez que aqui são as regiões do SUDOE de França as que têm um menor peso destes alunos no total da população.. 16. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13.
(22) Tabela 8. Emprego em I&D e estudantes universitários na região SUDO, ano 2003 Alunos Universitários. Por 1.000 activos. Total. Por 1.000 hab.. es Espanha. 71.661. 4,0. 1.840.607. 43,8. es11 Galiza. 4.003. 3,7. 111.991. 41,4. es12 Principado de Asturias. 1.778. 4,6. 45.214. 42,6. es13 Cantabria. 958. 4,3. 17.218. 31,7. es21 Pais Vasco. 5.012. 5,4. 90.989. 43,5. es22 Navarra. 39,4. 1.157. 4,4. 22.433. es23 a Rioja. 494. 3,8. 8.989. 31,5. es24 Aragón. 2.361. 4,4. 47.567. 38,9. es3 Comunidad de Madrid. 13.230. 4,9. 296.836. 52,6. es41 Castilla e León. 4.050. 4,2. 113.895. 46,3. es42 Castilla-la Mancha. 2.006. 2,8. 40.695. 22,5. es43 Extremadura. 1.167. 3,1. 31.727. 29,8. 12.356. 4,0. 241.469. 36,8. es51 Cataluña es52 Comunidad Valenciana. 6.966. 3,6. 175.074. 40,3. es53 Illes Balears. 1.258. 2,8. 16.707. 18,2. es61 Andalucia. 10.065. 3,6. 300.998. 40,1. 1.819. 3,4. 48.202. 38,6. es62 Región de Murcia es63 Ceuta (ES). 74. 3,1. 1.398. 19,6. es64 Melilla (ES). 87. 3,7. 1.216. 18,2 34,3. fr França. 101.984. 4,1. 2.119.149. fr53 Poitou-Charentes. 2.551. 3,6. 45.330. 27,0. fr61 Aquitaine. 4.399. 3,7. 94.655. 31,2. fr62 Midi-Pyrénées. 4.808. 4,1. 108.621. 40,7. fr63 Limousin. 1.315. 4,2. 20.820. 29,2. fr72 Auvergne. 1.758. 3,2. 40.536. 30,6. fr81 Languedoc-Roussillon. 3.272. 4,0. 88.317. 36,2. SUDOE França. 18.103. 3,8. 398.279. 33,6. pt Portugal. 10.283. 2,0. 400.831. 38,4. pt11 Norte. 2.746. 1,5. 122.427. 33,1. 416. 2,1. 11.331. 28,2. pt15 Algarve pt16 Centro (PT). 1.934. 1,5. 81.352. 34,5. pt17 Lisboa. 4.272. 3,3. 162.287. 59,5. pt18 Alentejo. 568. 1,7. 16.693. 21,7. Gibraltar. ND. ND. ND. ND. 96.881. 3,6. 2.404.987. 38,8. SUDOE. Diagnóstico socioeconómico e territorial. Activos I+D Total activos. 2. Os dados de Espanha e Portugal incluem os arquipélagos não incluídos no sudoeste europeu Fonte: Eurostat e QUASAR. É preciso indicar que as características do espaço do Sudoeste europeu dificultam uma caracterização mais pormenorizada do sistema de ensino superior (pesquisa, centros de transferência de tecnologia, etc.). O facto de que 2 dos países que integram este espaço de cooperação tenham dois sistemas administrativos diferentes: um com um modelo centralizado e outro com uma estrutura bastante descentralizada, nomeadamente em matéria de I&D, junto com outras 6 regiões pertencentes a um terceiro país, dificulta, enormemente, um estudo exaustivo sobre esta matéria. No entanto, diversos estudos realizados recentemente confirmam o diagnóstico descrito neste item, (European Inovation Scoreboard, etc.), pudendo destacar, como elementos principais deste diagnóstico, os seguintes: > Desde o ponto de vista do ensino superior e a I&D: Existe uma heterogeneidade nas estruturas com alguns âmbitos de excelência, em particular em Midi-Pyrénées e na Comunidade de Madrid, e uma relativa debilitação geral em comparação com o norte de Europa. Existem dificuldades. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13. 17.
(23) para assegurar a transferência de conhecimentos entre a pesquisa e o tecido empresarial; também existe uma evidente falta de vínculos entre o âmbito académico e o mundo económico. > Os governos e as estruturas regionais implementaram políticas públicas de incentivos para a criação de “clusters” destinados a atenuar estes deficit. Independentemente das distintas denominações utilizadas (“pólos de competitividade” em França, “clusters” em determinadas regiões espanholas, etc.), e as diferenças de escala existentes, os objectivos são bastante similares: por uma parte, constituir redes de empresas com interesses comuns e, por outra, fomentar uma melhor colaboração com os centros de I&D e de ensino superior. > Finalmente, num contexto de grande competência internacional, que faz da economia do conhecimento um elemento essencial para se manter a posição de Europa, esta constatação sobre o Sudoeste europeu justifica que se porfie particularmente na constituição de redes de actores nestes âmbitos: a partir de agora foi identificado um certo número de temas de interesse comum, que estão compilados na estratégia do presente Programa. Por conseguinte, estes temas não podem nem devem ser objecto de uma predefinição, já que a sua eficácia depende da real mobilização dos actores. Para favorecer o surgimento de projectos estratégicos nestes âmbitos, serão necessárias acções de sensibilização e de ajuda na articulação dos agentes interessados, no âmbito de uma promoção adequada dos objectivos do Programa. 2.4.2. As novas tecnologias de informação e comunicações A Sociedade da Informação converteu-se num factor chave de competitividade, baseado na capacidade de conseguir e partilhar informação em tempo real e desde qualquer ponto geográfico, graças à utilização das NTICs. A despesa realizada em NTICs, como percentagem do PIB, destaca um menor esforço relativo em relação aos valores da UE-25. Concretamente, só a França ultrapassa a média comunitária, que se situa em 3% (Tabela 9). Tabela 9. Gasto em NTICs (% sobre o PIB) 2003. 2004. UE-25. 3. 3. 2005 3. UE 15. 3,1. 3. 3,1. Espanha. 1,8. 1,7. 1,7. França. 3,3. 3,3. 3,4. Portugal. 2,2. 2,1. 2,2. Fonte: Eurostat. No âmbito da população em geral, observa-se uma aproximação mais intensa aos valores médios europeus. Embora a situação actual divirja ainda de tais níveis, resulta evidente a crescente conscientização da sociedade do sudoeste europeu em relação à importância do papel das novas tecnologias nos avanços socioeconómicos futuros (Tabela 10). Tabela 10. Acesso a Internet (% sobre o total de lares) 2002. 2003. 2004. 2005. UE-25. ND. ND. 42. 48. 2006 51. UE 15. 39. 43. 45. 53. 54. Espanha. ND. 28. 34. 36. 39. França. 23. 31. 34. ND. 41. Portugal. 15. 22. 26. 31. 35. Fonte: Eurostat. De facto, a população parece ter encaixado, dentro da sua vida quotidiana, os elementos novos da sociedade da informação, mostrando a sua predisposição a assimilar, progressivamente, a mudança tecnológica que se está a produzir na actualidade. Assim, a percentagem de lares com acesso à Internet aumentou desde 2003 em mais de 10 pontos em Espanha, França e Portugal.. 18. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13.
(24) Do mesmo modo, a aplicação das novas tecnologias pelo tecido empresarial revela um desejo de superação dos níveis actuais de atraso relativo, que destaca pela redução do diferencial inicial existente em indicadores tão significativos como a utilização do comércio electrónico. Tabela 11. Utilização do comércio electrónico pelas empresas (% sobre o total de vendas) 2003. 2004. 2005. ND. ND. 2,1. 2,7. 2006 4. UE 15. 0,9. 1,1. 2,2. 2,8. 4,1 4,5. Espanha. 0,3. 0,3. 0,4. 0,6. França. ND. ND. ND. ND. 3,7. Portugal. 0,6. 0,6. 1,3. ND. ND. Fonte: Eurostat. Finalmente, tendo em conta a situação descrita, é preciso que o Programa contribua a consolidar a implantação dos princípios da Sociedade da Informação em todas as esferas da vida económica e social. Para isso, é preciso não deixar ninguém fora e garantir as mesmas possibilidades para todos os cidadãos e agentes socioeconómicos, independentemente da sua situação geográfica ou social. Isto significa avançar no terreno da acessibilidade através das redes de telecomunicações e das auto-estradas da informação.. 2.5. Emprego e mercado de trabalho O SUDOE apresenta taxas de actividade e de emprego menores que as da União e uma maior taxa de desemprego. Não obstante, o seu comportamento foi, em geral, mais positivo que aquele que a UE conseguiu atingir, o que permitiu reduzir, em parte, o diferencial negativo que todavia conserva relativamente à média comunitária. Mapa 6. Taxa de desemprego das regiões do SUDOE, em 2004.
(25) . Diagnóstico socioeconómico e territorial. 2002 UE-25. 2. . P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13. 19.
(26) O comportamento mais positivo ocorreu na evolução da taxa de actividade que, se na média da UE apenas aumentou em 3 décimas, no SUDOE aumentou em 2,5 pontos. Um comportamento similar teve a taxa de emprego. Enquanto a UE matinha as suas taxas entre o período 2001‑2004, no SUDOE produziu-se um aumento dessa taxa. No caso do desemprego, a taxa de desemprego do conjunto das regiões SUDOE mantém uma relação constante em relação à média europeia, num contexto de crescimento de ambas as taxas. No contexto deste espaço transnacional, destaca-se a situação favorável destas taxas em Portugal, com uma boa evolução da taxa de actividade que não é correspondida pelas taxas de emprego e de desemprego, que apesar de apresentarem um retrocesso neste período, conservam, todavia, níveis mais favoráveis que os da União. No restante conjunto, evidencia-se um melhor comportamento da taxa de desemprego nas regiões do SUDOE francês, onde é mais invulgar encontrar taxas de desemprego superiores a 10%, facto mais comum no caso das regiões espanholas. Tabela 12. Taxas do mercado de trabalho da região SUDOE (anos 2001 a 2004) Taxa Actividade. Taxa de Emprego. 2004. 2001. 2004. 2001. eu25 União Europeia. 56,3. 56,6. 51,4. 51,4. 8,6. 9,2. eu15 União Europeia. 56,2. 56,8. 52,0. 52,1. 7,5. 8,3. es61 Andalucia. 49,3. 52,9. 40,1. 43,8. 18,7. 17,1. es24 Aragón. 49,6. 53,7. 47,1. 50,7. 5,0. 5,6. es12 Principado de Asturias. 41,7. 46,0. 38,5. 41,2. 7,7. 10,4. es53 Illes Balears. 58,1. 62,3. 54,6. 56,6. 5,9. 9,1. es13 Cantabria. 49,0. 52,6. 44,7. 47,1. 8,7. 10,5. es41 Castilla e León. 47,1. 50,0. 42,4. 44,6. 10,1. 10,7. es42 Castilla-la Mancha. 48,0. 51,4. 43,5. 46,5. 9,5. 9,5. es51 Cataluña. 57,3. 60,1. 52,3. 54,3. 8,6. 9,7. es52 Comunidad Valenciana. 54,5. 57,6. 49,3. 51,6. 9,4. 10,4. es43 Extremadura. 45,7. 50,0. 39,1. 41,4. 14,5. 17,2. es11 Galicia. 49,2. 52,6. 43,8. 45,5. 11,0. 13,6. es30 Comunidad de Madrid. 56,3. 59,4. 52,0. 55,4. 7,6. 6,7. es62 Región de Murcia. 53,2. 57,5. 47,5. 51,3. 10,6. 10,7. 2004. 5,5. es22 Comunidad Foral de Navarra. 54,7. 56,7. 52,0. 53,5. 4,9. es21 Pais Vasco. 53,5. 55,8. 48,3. 50,4. 9,8. 9,7. es23 a Rioja. 49,8. 54,3. 47,5. ND. 4,5. 5,6. es63 Ceuta (ES). 45,2. 48,0. 42,0. ND. ND. 10,7. es64 Melilla (ES). 45,1. 55,0. 43,7. 45,6. ND. 17,0. es Espanha. 52,3. 55,7. 46,8. 49,6. 10,5. 11,0. fr53 Poitou-Charentes. 53,1. 54,8. 48,5. 50,2. 8,5. 8,4. fr61 Aquitaine. 53,1. 53,8. 47,6. 48,2. 10,3. 10,5 7,2. fr62 Midi-Pyrénées. 54,4. 56,4. 49,7. 52,3. 8,8. fr63 Limousin. 51,1. 54,0. 47,3. 49,7. 7,4. 7,9. fr72 Auvergne. 51,9. 54,8. 48,0. 50,5. 7,5. 7,8. fr81 Languedoc-Roussillon. 43,4. 43,4. 41,8. 43,4. 13,5. 11,5. fr França. 55,4. 56,0. 50,4. 50,6. 9,1. 9,6. SUDOE França. 52,2. 53,7. 47,1. 48,9. 9,8. 9,1. pt11 Norte. 62,8. 62,6. 60,5. 57,8. 3,7. 7,7. pt15 Algarve. 57,6. 59,8. 55,4. 56,5. 3,8. 5,5. pt16 Centro (PT). 65,6. 66,0. 63,7. 63,2. 2,8. 4,3. pt17 Lisboa. 60,7. 60,2. 57,6. 55,6. 5,1. 7,6. pt18 Alentejo. 52,9. 56,5. 49,2. 51,6. 6,9. 8,8. pt Portugal. 61,6. 62,0. 59,1. 57,8. 4,0. 6,7. Gibraltar. ND. ND. 62,2. ND. ND. ND. SUDOE. 53,8. 56,3. 48,8. 50,7. 9,2. 9,9. Nota (*): Os dados de Espanha e Portugal incluem os arquipélagos não incluídos no sudoeste europeu. Fonte: Eurostat. 20. Taxa de Desemprego. 2001. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13.
(27) 2.6. A posição do SUDOE em relação aos objectivos de Lisboa As três prioridades básicas estabelecidas na Agenda de Lisboa, fomentar o conhecimento e a inovação, melhorar a atractividade dos territórios para investir e trabalhar, e criar mais e melhor emprego, traduziram-se, por sua vez, na quantificação de um conjunto de objectivos, através de uma bateria de indicadores, cujo cumprimento foi fixado em 2010. Ainda que, no âmbito da cooperação transnacional, não se exija o cumprimento de referidos objectivos, passados mais de cinco anos de vigência da Estratégia de Lisboa, e coincidindo com o novo período de programação, parece que é o momento oportuno para avaliar o nível de avanço conseguido nestes obA posição do Sudoeste Europeu em relação aos Objectivos de Lisboa, dadas as limitações de informação estatística, só se pode completar com o rigor necessário, de forma parcial: o emprego e a I&D. Nos dois casos, sobressai a existência de uma importante lacuna entre a situação desejada e a actual. Tabela 12. Grau de cumprimento actual dos Objectivos de Lisboa e situação prevista em 2010 para o SUDOE Objectivo Previsão 2010 2010 (*). OBJECTIVOS DE LISBOA. Últimos dados disponíveis. Ano 2000. Emprego Taxa de emprego total (*). 70. 55. 50,8 (2004). 47,9. Taxa de emprego feminina (**). 60. 48. 36,8 (2004). 36,8. 50. 49. 37,8 (2004). 37,8. Taxa de emprego grupo 55-64 anos. Inovação e investigação e sociedade do conhecimento Despesa total em I&D sobre o PIB. 3. 1,5. 1,17 (2003). 1,17. Participação da despesa privada. 66. 57,8. 53,10 (2003). 53,10. 100. ND. ND. ND. Implantação plena do plano de acção de serviços financeiros em 2005. ---. ND. ND. ND. Transposição para a legislação nacional de directivas comunitárias sobre o mercado interno europeu. 98,5. ND. ND. ND. Transposição para a legislação nacional de directivas comunitárias sobre o mercado interno europeu. 15,0. ND. ND. ND. Escolas conectadas à Internet Reforma Económica. Diagnóstico socioeconómico e territorial. jectivos por parte do SUDOE.. 2. Coesão social População que atingiu o nível de ensino secundário ou superior. 85. ND. ND. ND. Titulares de habilitações superiores em estudos científicos e técnicos. 653. ND. ND. ND. 10. ND. ND. ND. Emissão de gases com efeito de estufa (menores emissões que nos anos 90). 5,2. ND. ND. ND. Sustentabilidade do sistema de transporte e do uso do território. Percentagem de tráfego por estrada (Menor Percentagem de estrada que no ano de 1998). 97,7. ND. ND. ND. População que abandona prematuramente os estudos Ambiente. (*) Previsão realizada por Quasar Consultores tendo por base a análise das tendências regionais.. 2.7. Principais características territoriais do espaço de cooperação 2.7.1. Características fundamentais do sistema territorial O sistema interno de cidades e o tecido urbano que compõem um território tem, em geral, diversas formas de articulação, em função da hierarquia dos centros populacionais que se estabeleçam e da tipologia do tecido populacional que se aglutina em seu redor. A configuração última deste desenho depende de múltiplos factores, entre eles, o económico e o planeamento e ordenamento do território, dentro dos quais a rede de transportes assume um papel muito importante. Por isso, torna-se difícil demonstrar, num indicador sintético, as características deste sistema. Não obstante, a evolução da densidade populacional, reflectida na Tabela 13, pode lançar algumas juízos de valor sobre esta ordenação. A informação da Tabela 13 consta a existência de diversas áreas de carácter metropolitano nas regiões do SUDOE, cujos expoentes mais claros são as Comunidades de Madrid e de Lisboa.. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13. 21.
(28) Em último grau, a configuração do esquema de ordenamento territorial é feita em função das relações que se estabelecem entre os diferente tipos de áreas: as áreas ou centros metropolitanos, as cidades médias e grandes, as cidades pequenas e as zonas rurais e de montanha. O desenho do ordenamento territorial do agrupamento de regiões que conformam o espaço SUDOE tende a tecer uma malha de cidades médias e grandes que, como em grande parte do modelo europeu ocidental, são a base do desenvolvimento económico regional e o principal substrato social das regiões, além de que proporcionarem um elevado potencial de expansão, ligado, em muitos casos, a uma crescente especialização sectorial, sobretudo nos serviços. Não obstante, dentro do SUDOE, aparecem também uma série de áreas ou centros metropolitanos que, no caso de algumas regiões, como Madrid ou Lisboa, são quem marca o desenvolvimento e ordenamento territorial, elevando a densidade populacional destes territórios para níveis notáveis em áreas que, em valores absolutos, não são superficialmente pequenas. O ordenamento territorial do SUDOE também não é alheio a outras áreas classificadas pelos seus critérios demográficos e funcionais. Tabela 134. Evolução da densidade populacional nas regiões que compõem o SUDOE 2000. 2001. eu15 União Europeia. 2003 117,5 83,0. es Espanha. 79,6. 80,5. 81,6. es11 Galicia. 91,0. 91,1. 91,2. 91,4. es12 Principado de Asturias. 100,3. 100,2. 100,1. 100,0. es13 Cantabria. 100,0. 100,3. 101,0. 101,9. es21 Pais Vasco. 286,6. 287,4. 288,2. 289,1. es22 Comunidad Foral de Navarra. 52,8. 53,3. 53,9. 54,7. es23 a Rioja. 53,4. 54,3. 55,4. 56,5. es24 Aragón. 25,1. 25,2. 25,4. 25,6. es3 Comunidad de Madrid. 651,5. 666,5. 685,1. 702,5. es41 Castilla e León. 26,1. 26,1. 26,1. 26,1. es42 Castilla-la Mancha. 21,8. 22,0. 22,3. 22,7. es43 Extremadura. 25,4. 25,4. 25,5. 25,6. es51 Cataluña. 194,7. 196,6. 199,9. 204,4. es52 Comunidad Valenciana. 173,8. 177,1. 181,6. 186,7. es53 Illes Balears. 167,5. 172,6. 178,2. 184,1. es61 Andalucia. 83,0. 83,7. 84,6. 85,6. es62 Región de Murcia. 102,4. 104,6. 107,5. 110,4. es63 Ciudad Autónoma de Ceuta (ES). 3.748,5. 3.761,3. 3.762,4. 3.759,1. es64 Ciudad Autónoma de Melilla (ES). 5.032,0. 5.091,4. 5.122,0. 5.138,6. fr França. 111,5. 112,2. 112,9. 113,6. fr53 Poitou-Charentes. 64,0. 64,4. 64,7. 65,1. fr61 Aquitaine. 71,3. 72,0. 72,8. 73,5. fr62 Midi-Pyrénées. 57,0. 57,6. 58,3. 58,9. fr63 Limousin. 42,0. 42,0. 42,0. 42,0 50,9. fr72 Auvergne. 50,5. 50,6. 50,8. fr81 Languedoc-Roussillon. 85,5. 86,8. 88,0. 89,2. SUDOE França. 63,2. 63,8. 64,3. 64,9. pt Portugal. 111,3. 112,0. 112,8. 113,6. pt11 Norte. 170,7. 171,8. 173,0. 174,0. pt15 Algarve. 76,0. 77,6. 79,1. 80,5. pt16 Centro (PT). 82,3. 82,8. 83,3. 83,8. pt17 Lisboa. 925,9. 933,6. 942,8. 952,1. pt18 Alentejo. 24,3. 24,3. 24,4. 24,4. 4.506,0. 4.707,2. 4.753,8. 4.768,0. 77,8. 78,5. 79,5. 80,5. Gibraltar SUDOE. Nota (*): Os dados de Espanha e Portugal incluem os arquipélagos não incluídos no sudoeste europeu. Fonte: Eurostat. 22. 2002 116,9. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13.
(29) Pode comprovar-se a existência de um número importante de pequenas cidades que, em meio rural, estabelece o grau de ordenamento do interior do território. O grande problema destas cidades é a sua interligação com outras áreas e cidades de maior dimensão e identidade, assim como a manutenção da dinâmica de desenvolvimento económico e demográfico, para além do seu próprio potencial endógeno. Por último, encontram-se também zonas rurais e mais se focalizam e são mais visíveis as políticas tradicionais dos fundos comunitários, com o fim de proporcionar um apoio adicional à sua diversificação económica, desde uma especialização muito marcada dentro do complexo agrícola a outro conjunto de. 2.7.2. Dotação de infra-estruturas de transporte Para além das conclusões que podem retirar-se da Tabela 14 sobre a dotação média de infra-estruturas no conjunto do SUDOE, o principal problema em matéria de infra-estruturas é a reduzida articulação terrestre com o centro da Europa. A sua posição geográfica periférica no quadro europeu e a condição de “fronteira exterior” da UE, a insuficiente articulação com as redes de transporte transeuropeias e a elevada dispersão territorial, que acentua as necessidades de mobilidade da população, requere um esforço para equilibrar o território do SUDOE e a comunicação entre as suas localidades, de forma a que haja uma adequação entre o investimento nas grandes redes viárias e nas redes de nível inter-comarcal ou local. Certamente, a aplicação dos Fundos Estruturais permitiu uma notável melhora da dotação de infraestruturas no sudoeste europeu. Em particular, o FEDER encorajou importantes projectos de modernização e de nova construção de grandes infra-estruturas de transporte, nomeadamente nas zonas interiores de baixa densidade de população dos três países (o Maciço Central francês, as Beiras em Portugal, Castela e Leão em Espanha…). No entanto, estes investimentos não foram suficientes para a evolução das necessidades de transpor-. Diagnóstico socioeconómico e territorial. actividades mais orientadas para o sector dos serviços, como o turismo.. 2. tes de passageiros e mercadorias dentro do Espaço do SUDOE e deste com o resto de Europa continue. Os fluxos de transporte, sempre em aumento, que revelam, ao mesmo tempo, as necessidades de comunicação e desenvolvimento das regiões do Espaço Sudoeste Europeu, unidos ao papel estratégico que a ordenação do território tem no aproveitamento das oportunidades induzidas por novos eixos infra-estruturais, justifica seguir avançando na melhora da acessibilidade física do SUDOE. Tabela 145. Principais indicadores de infra-estruturas na região SUDOE (2003) Vias navegáveis km. Vias ferroviárias. Por Km2. km. Dupla via ferroviária. Por Km2. km. Auto-estradas. Outras estradas. Por Km2. km. Por Km2. km. Por Km2 304,9. es Espanha. 0. 0,0. 12.828. 25,4. 3.887. 7,7. 10.299. 20,4. 154.285. es1 Noroeste. 0. 0,0. 1.283. 28,2. 75. 1,6. 1.165. 25,6. 23.732. 521,6. es2 Nordeste. 0. 0,0. 1.943. 27,6. 693. 9,8. 1.254. 17,8. 19.955. 283,5. es3 Comunidad de Madrid. 0. 0,0. 650. 80,9. 471. 58,7. 644. 80,2. 2.620. 326,4. es4 Centro (ES). 0. 0,0. 4.331. 20,1. 1.464. 6,8. 2.803. 13,0. 57.111. 265,2. es5 Este. 0. 0,0. 2.137. 35,4. 864. 14,3. 1.975. 32,7. 20.780. 344,2. es6 Sul. 0. 0,0. 2.485. 25,1. 321. 3,2. 2.254. 22,8. 25.989. 262,7. es11 Galiza. 0. 0,0. 942. 31,8. 4. 0,1. 735. 24,9. 16.558. 559,9. es12 P. Astúrias. 0. 0,0. 219. 20,7. 70. 6,6. 262. 24,7. 4.771. 449,9. es13 Cantabria. 0. 0,0. 122. 22,9. 0. 0,0. 168. 31,6. 2.403. 451,6. es21 Pais Vasco. 0. 0,0. 301. 41,7. 218. 30,1. 419. 57,9. 3.845. 531,4. es22 Navarra. 0. 0,0. 249. 23,9. 56. 5,4. 234. 22,5. 3.661. 352,3. es23 a Rioja. 0. 0,0. 113. 22,3. 0. 0,0. 144. 28,5. 1.728. 342,5 224,7. es24 Aragão. 0. 0,0. 1.280. 26,8. 419. 8,8. 457. 9,6. 10.721. es41 Castilla e León. 0. 0,0. 1.916. 20,3. 624. 6,6. 1.515. 16,1. 30.723. 326,1. es42 Castilla-la Mancha. 0. 0,0. 1.627. 20,5. 840. 10,6. 968. 12,2. 17.867. 224,9. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13. 23.
(30) Vias navegáveis km. Por Km2. Vias ferroviárias km. Por Km2. Dupla via ferroviária km. Auto-estradas. Por Km2. km. Por Km2. Outras estradas km. Por Km2 204,7. es43 Extremadura. 0. 0,0. 788. 18,9. 0. 0,0. 320. 7,7. 8.521. es51 Cataluña. 0. 0,0. 1.368. 42,6. 577. 18,0. 964. 30,0. 11.142. 347,0. es52 C. Valenciana. 0. 0,0. 769. 33,1. 287. 12,4. 954. 41,0. 7.531. 323,8. es53 Illes Balears. 0. 0,0. 0. 0,0. 0. 0,0. 57. 11,4. 2.107. 422,1. es61 Andaluzia. 0. 0,0. 2.226. 25,4. 306. 3,5. 1.914. 21,8. 22.563. 257,6. es62 Región de Murcia. 0. 0,0. 260. 23,0. 16. 1,4. 340. 30,1. 3.426. 302,8. es63 Ceuta (ES). 0. 0,0. 0. 0,0. 0. 0,0. 0. 0,0. 28. 1.473,7. es64 Melilla (ES). 0. 0,0. 0. 0,0. 0. 0,0. 0. 0,0. 30. 2.307,7. 5.607. 10,3. 31.740. 58,3. 15.906. 29,2. 9.773. 18,0. 986.632. 1.813,8. 0. 0,0. 1.248. 48,4. 530. 20,5. 271. 10,5. 51.415. 1.992,1. fr61 Aquitaine. 121. 2,9. 1.681. 40,7. 737. 17,8. 488. 11,8. 72.028. 1.743,7. fr62 Midi-Pyrénées. 195. 4,3. 1.709. 37,7. 476. 10,5. 501. 11,0. 82.451. 1.818,2. 0. 0,0. 935. 55,2. 216. 12,7. 188. 11,1. 31.955. 1.886,1. fr França fr53 Poitou-Charentes. fr63 Limousin fr72 Auvergne. 53. 2,0. 1.434. 55,1. 277. 10,6. 319. 12,3. 50.107. 1.926,2. fr81 Languedoc-Roussillon. 388. 14,2. 1.400. 51,1. 522. 19,1. 486. 17,8. 45.515. 1.662,6. SUDOE França. 757. 4,1. 8.407. 46,0. 2.758. 15,1. 2.253. 12,3. 333.471. 1.824,3. pt Portugal. 0. 0,0. 2.818. 30,7. 522. 5,7. 2.002. 21,8. 10.587. 115,2. pt1 Continente (PT). 0. 0,0. 2.818. 31,7. 522. 5,9. 2.002. 22,6. 10.587. 119,3. pt11 Norte. 0. 0,0. 486. 22,8. 84. 3,9. 405. 19,0. ND. ND. pt15 Algarve. 0. 0,0. 180. 36,0. 0. 0,0. 158. 31,6. ND. ND. pt16 Centro (PT). 0. 0,0. 968. 34,3. 211. 7,5. 471. 16,7. ND. ND. pt17 Lisboa. 0. 0,0. 253. 88,4. 188. 65,5. 645. 225,2. ND. ND. pt18 Alentejo. 0. 0,0. 932. 29,6. 39. 1,3. 323. 10,3. ND. ND. 757. 1,0. 24.053. 31,2. 7.167. 9,3. 14.350. 18,6. 494.245. 641,8. Gibraltar SUDOE. Nota: (*): Os dados de Espanha e Portugal incluem os arquipélagos não incluídos no sudoeste europeu (**). Os dados correspondentes a França referem-se ao ano 2000 Fonte: Eurostat. Neste contexto, destaca a diferença dos indicadores das regiões do SUDOE de França com o conjunto deste país, apresentando uns valores sensivelmente inferiores em todos os aspectos e, adicionalmente, também inferiores aos do conjunto do SUDOE. Por contra, não existindo uma diferença significativa entre os indicadores analisados das regiões espanholas e portuguesas, oscilando aos valores médios do conjunto do espaço transnacional, ressalta a grande fragilidade dos países ibéricos em termos de infra-estruturas ferroviárias. Esta discrepância em relação à França e ao resto da Europa, destaca por um factor de natureza técnica: o modelo diferente de rede ferroviária ibérica e europeia. Este dado condiciona bastante, por exemplo, a evolução do transporte de mercadorias ferroviárias (um meio de transporte mais sustentável desde o ponto de vista do ambiente), entre Europa e os portos atlânticos e mediterrânicos ou as grandes aglomerações urbanas da Península Ibérica. Uma componente particular deste problema é a conexão terrestre entre a Península Ibérica e a França. A fronteira natural, formada pelos Pirenéus, é agora insuficientemente coberta em diversos nós, cuja expansão e potenciação não esteve de acordo com o incremento de tráfego experimentado pelos postos fronteiriços. De facto, desde que Espanha e Portugal se integraram na União Europeia, o tráfego de mercadorias através dos Pirenéus regista uns aumentos de quase 10% anuais. Desta forma, se em 1985, atravessavam os Pirenéus diariamente entre 3.000 e 4.000 camiões, em 1998 as cifras foram aproximativamente de 15.000 camiões diários (um camião cada seis segundos). As previsões sobre o volume de mercadorias que vai atravessar os Pirenéus, previsto para os próximos 15 ou 20 anos, será de 120 a 150 milhões de toneladas.. 24. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13.
(31) Por outra parte, tanto a rede de alta velocidade francesa, como a rede de alta capacidade, não têm como eixos prioritários a interligação da rede da Península Ibérica com o conjunto da rede francesa e europeia. Este problema global traduz-se, no contexto da região do SUDOE, na desconexão entre as regiões do sul da França em relação às restantes regiões do SUDOE europeu. Ao ponto anterior, há que juntar, por outro lado a ausência de vias navegáveis interiores nas regiões espanholas e portuguesas do SUDOE. Todas estas razões justificam a necessidade de progredir na consolidação de uma visão partilhada do território europeu. Em termos gerais, o conhecimento dos sistemas territoriais de outras partes do gens aplicadas para orientar o desenvolvimento. Constitui um notável factor de enriquecimento para os técnicos e os responsáveis da ordenação do território. Mas também, devido às trocas de experiencias e num plano mais concreto, aparecem como razões para actuar sobre a necessidade de melhorar a permeabilidade dos Pirenéus, já reconhecida pelo Livro Branco da União Europeia no segundo capítulo “Supressão dos pontos de estrangulamento”. 2.7.3. Aproximação ao modelo territorial do SUDOE As regiões que compõem o espaço SUDOE apresentam uma manifesta heterogeneidade socio-económica. A fraquezae demográfica, consequência da escassa capacidade de crescimento natural, expressa territorialmente em baixas densidades demográficas, é a característica comum mais saliente. Isto traduz-se, por sua vez, na importância territorial da ruralidade, que se manifesta entre dois pólos opostos: o despovoamento, próprio das zonas montanhosas e de interior e a urbanização, característica das zonas peri-urbanas e litorais. As zonas rurais, como consequência dos dois processos referidos, apresentam uma situação claramente instável, o que justifica, por sua vez, a pertinência dos desafios importantes que, em matéria de. Diagnóstico socioeconómico e territorial. espaço europeu, das diferenças existentes, assim como das culturas de gestão territorial e as foca-. 2. sustentabilidade, competitividade e articulação do território, enfrenta o Sudoeste europeu, e que se concretizam em aspectos tais como a dualidade rural-urbano, o policêntrismo urbano ou a intensificação das relações campo-cidade. Tendo por base as variáveis consideradas no diagnóstico anterior, com um considerável esforço de síntese e assumindo os riscos associados à simplificação, propõe-se o modelo territorial que seguidamente se descreve e cuja utilidade e aplicação fica estritamente limitada às necessidades operacionais da presente programação: > A área mais desenvolvida concentra 27,45% da população num território que apenas representa 6,52% do território total; a densidade demográfica desta área é de 338,8 habitantes/Km2, o que representa mais de 4 vezes o valor médio do conjunto do espaço SUDOE. > No extremo oposto, a área menos desenvolvida inclui 18,86% dos recursos demográficos totais, num território que corresponde a uma quarta parte do total (24,52%); a densidade demográfica é de 61,9 habitantes/km2. > Entre ambas, fica a área intermédia que, com uma densidade demográfica de 62,7 habitantes/km2, fixa pouco mais de metade da população total, num extenso território que cobre praticamente três quartas partes do conjunto do espaço. Esta zona intermédia apresenta, não obstante, diferenças económicas regionais muito significativas, embora apresente, de forma muito clara, e fortemente marcada, a fraquezae demográfica que caracteriza o conjunto do SUDOE. A área mais desenvolvida concentra as componentes urbanas mais salientes, entre as quais se encontram as capitais dos Estados espanhol e português. Nas restantes duas áreas, são mais perceptíveis as componentes rurais.. P.O. COOPERAÇÃO TERRITORIAL SUDOE 2007’13. 25.
(32) Mapa 7. Modelo territorial do espaço de cooperação transnacional do SUDOE. .
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