PARECER DEMONSTRATIVO DA SUPERAÇÃO TOTAL DA SÚMULA 111 DO STJ
1 - INTRODUÇÃO
Na grande maioria das ações previdenciárias - aqui incluídas as acidentárias - o trabalho do advogado prossegue após a sentença, seja redigindo peças, acompanhando o andamento dos autos, atendendo e informando o andamento processual ao cliente, realizando sustentação oral, etc.
Apesar disso, diz a súmula nº 111 do STJ:
Os honorários advocatícios, nas ações previdenciárias, não incidem sobre as prestações vencidas após a sentença.
Tal Súmula, e especialmente a interpretação que a jurisprudência recentemente tem dado a ela, vem prejudicando toda a advocacia previdenciária, já que, erroneamente, tem-se aplicado que a verba honorária somente incide sobre as prestações vencidas, considerando-as como aquelas ocorridas até a prolação da sentença.
Notadamente, a Súmula 111 do STJ contraria a Legislação, sobremaneira os ditames introduzidos pelo art. 85 e seguintes do CPC, e a Jurisprudência até então aplicada sobre a matéria, bem como os princípios da razoabilidade/equidade e outros que informam a noção de sucumbência, motivo pelo qual não pode prevalecer.
Nada obstante, tendo em vista o conflito de interesses que certamente iria gerar, os advogados acabam não recorrendo das decisões que aplicam referido verbete sumular.
Diante disso, e no cumprimento de seu dever institucional, a Comissão de Direito Previdenciário Regime Geral da OAB/SC, manifesta-se, através da presente nota técnica, sobre os pontos que entende relevantes sobre a Súmula 111 do STJ, a fim de demonstrar sua superação, conforme segue:
2 PONTOS RELEVANTES
2.1 Precedentes de deram origem à Súmula 111 do STJ
A Súmula 111 do Superior Tribunal de Justiça, inicialmente publicada no DJ em 13 de outubro de 1994, trouxe o seguinte enunciado:
Os honorários advocatícios, nas ações previdenciárias, não incidem sobre prestações vincendas.
O objetivo da Súmula, ao que tudo indica, era limitar o valor dos honorários sucumbenciais por não se aplicar a hipótese do art. 20, § 5º, do CPC de 1973.
A seguir, os precedentes que deram origem à Súmula 111:
REsp 45206-6 - 06/06/1994; REsp 54845-4 decisão 19/10/1994; REsp 53163-2 - 14/09/1994; REsp 45542 - 06/06/1994; REsp 48335 - 06/06/1994.
Destacamos trechos do REsp 45206-6:
EMENTA
PROCESSO CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. A jurisprudência mais recente das Turmas não admite a incidência de honorários advocatícios sobre prestações vincendas, em ações previdenciárias. Precedentes. Recurso provido.
VOTO
O SR. MINISTRO ASSIS TOLEDO (RELATOR): Este Tribunal, pelas suas 5ª e 6ª Turmas, vêm ultimamente dando provimento a recursos do INSS para excluir, do cálculo da condenação em honorários, as prestações vincendas, por não se aplicar, à hipótese do § 5º do art. 20 do CPC.
Eis alguns precedentes: REsp 45.541-3, Rel. Min. Jesus Costa Lima, DJ 02/05/94; REsp 45.550-2, Rel. Min. José Dantas, julgado em 04/05/94; e REsp 45.589-8, Rel. Min. Adhemar Maciel, DJ 09/05/94.
Assim, pondo-me, agora, de acordo com esse entendimento, dou provimento ao recurso para excluir a incidência de honorários sobre prestações vincendas.
É o voto.
2.2 Precedentes que subsidiaram a modificação da súmula 111
Apreciando o projeto de Súmula nº 560, na sessão de 27/09/06, a Terceira Seção deliberou pela MODIFICAÇÃO da Súmula nº 111, que passou a ter a seguinte redação:
Os honorários advocatícios, nas ações previdenciárias, não incidem sobre as prestações vencidas após a sentença.
Abaixo elencamos os precedentes que sustentaram a modificação da Súmula 111:
REsp 195.520-SP (3ª S, 22.09.1999 — DJ 18.10.1999); EREsp 198.260-SP (3ª S, 13.10.1999 — DJ 16.11.1999); EREsp 202.291-SP (3ª S, 24.05.2000 — DJ 11.09.2000); REsp 329.536-SP (5ª T, 04.10.2001 — DJ 04.02.2002); REsp 332.268-RS (5ª T, 18.09.2001 — DJ 15.10.2001); REsp 392.348-RS (6ª T, 05.03.2002 — DJ 1º.04.2002); REsp 401.127-SP (5ª T, 19.03.2002 — DJ 29.04.2002). Destacamos trechos do EREsp 187.766-SP:
Nas ações previdenciárias, os honorários advocatícios devem ser calculados somente com base nas prestações vencidas. excluindo-se as vincendas. Isso é o que determina o enunciado da Súmula n. 111-STJ:
Os honorários advocatícios, nas ações previdenciárias, não incidem sobre as prestações vincendas.
Esse entendimento foi firmado por se entender que nesse tipo de demanda não se aplica o disposto no art. 20, § 5º, do Código de Processo Civil, pois este se refere, exclusivamente, aos casos de indenização por ato ilícito contra a pessoa.
A questão agora é outra, é saber o momento a partir do qual as prestações deixam de ser vencidas e passam a ser vincendas para efeito de fixação da verba honorária.
As duas turmas que compõem a Terceira Seção têm divergido nas soluções para o caso. Na Quinta Turma, o eminente Ministro José Arnaldo da Fonseca, citando precedente da relatoria do eminente Ministro Cid Flaquer Scartezzini, decidiu que se deve considerar às prestações vencidas até o momento da prolação da sentença (REsp n. 172.171-SP, DJ 14.09.1998, p. 111).
Já o eminente Ministro Edson Vidigal acolheu a tese (REsp n. 136.032- SP, DJ 25.05.1998, p. 128) no sentido de que o marco final para a apuração das prestações vencidas deve ser o trânsito em julgado da decisão judicial.
Na Sexta Turma também houve controvérsias. O eminente Ministro Vicente Leal adotou entendimento pelo qual às prestações vencidas são aquelas devidas até a data da elaboração da conta de liquidação (REsp n. 112.027- SP, DJ 07.04.1997, p. 11.216). Assim também decidiu o eminente Ministro William Patterson no REsp n. 145.730-SP, DJ 20.10.1997, p. 53.163.
O eminente Ministro Luiz Vicente Cernicchiaro, dando como pacificada a matéria na Terceira Seção, julgou ser o trânsito em julgado da sentença condenatória o termo final para o cômputo das prestações vencidas (REsp n. 180.330-SP, DJ 09.11.1998, p. 197), citando precedentes relatados pelos Ministros William Patterson e Edson Vidigal.
Com a devida vênia aos entendimentos contrários, deve prevalecer a tese de que as prestações a serem consideradas na fixação dos honorários são aquelas vencidas até o momento da prolação da sentença. O argumento principal é o de que, se assim não for,
cria-se um conflito de interesses inevitável entre o advogado, para quem a protelação do fim da causa, torna-se vantajosa, e a parte, cujo interesse, normalmente, é pela mais rápida solução do litígio.
Tomando-se o marco final das prestações vencidas como o trânsito em julgado da decisão, tem-se uma situação inusitada, na qual a morosidade no término do processo reverte em maiores ganhos ao patrocinador do segurado.
Conclui-se, portanto, que os honorários devem ser fixados considerando apenas às parcelas vencidas até o momento da prolação da sentença.
Ante o exposto, rejeito os embargos. 2.3 Superação da Súmula 111
Conforme acima exposto, temos que a Súmula 111 do STJ teve origem em 1994, a partir de condenações que determinavam o acréscimo de um ano de prestações vincendas após a liquidação da sentença, o que é genuinamente incorreto.
Em outros precedentes que originaram a Súmula, a procedência do pleito inicial ocorreu somente quando do julgamento da apelação, já que a sentença de primeiro grau julgou o pedido improcedente.
Na sessão de 27/09/06, a Terceira Seção do STJ deliberou pela modificação da súmula nº 111, uma vez que restavam dúvidas sobre “o momento a partir do qual as prestações deixam de ser vencidas e passam a ser vincendas para efeito de fixação da verba honorária.”
Decidiu-se, portanto, que “As prestações vincendas excluídas não devem ser outras que não as que venham a vencer após o tempo da prolação da sentença, até porque, entender em contrário, é viabilizar a conflitante situação resultante da oposição entre a morosidade do processo, que amplia o valor da verba honorária e a celeridade da justiça, que a impele para o justo.” (EREsp 202.291-SP)
Porém, o principal fundamento que deu norte a nova redação da súmula é absurdo, porque o processo segue e persiste na grande maioria das vezes por persistência e resistência do réu sucumbente, que interpõe infindáveis recursos, aí, sim, protelando a solução da lide.
Se o réu não recorresse e deixasse transitar em julgado a decisão, não haveria a protelação, e os ganhos seriam enormes para os beneficiários.
Dessa forma, quando há procedência de ação, determinando o pagamento de prestações continuadas, no momento da execução definitiva da decisão judicial, para o cálculo da condenação, deveriam ser contadas, como vencidas, todas as prestações devidas até o trânsito em julgado, e não apenas até a sentença de 1º grau.
Não há sentido de tal verba incidir apenas sobre as prestações vencidas até a data da sentença, pois tal entendimento consubstancia-se em verdadeiro estímulo à interposição de recursos sucessivos e protelatórios pela parte devedora, uma vez que o trâmite recursal do processo não acarretaria em qualquer acréscimo sucumbencial.
Pelo exposto, resta claro que a súmula 111 do STJ está superada, devendo ser cancelada, para que seja aplicado o entendimento de que “para o cálculo da condenação em honorários sucumbenciais nas ações previdenciárias, devem incidir sobre o valor do proveito econômico obtido pela demanda, não se limitando à sentença”, conforme determina o art. 85 do CPC de 2015.
2.4 Aplicação da Súmula 111 e a não recepção pelo CPC 2015 (art. 85) Além da superação demonstrada nas razões retrocidadas, a aplicação da Súmula 111 do STJ não se sustenta com a entrada em vigor do CPC de 2015, haja vista que o novo diploma legislativo não limita os honorários da forma que a súmula limitava.
Assim, à luz do Código de Processo Civil e dos princípios da razoabilidade/equidade, deve haver a consequente adequação da Súmula 111 do STJ à norma legal vigente, para que a condenação aos honorários advocatícios incidam sobre o valor do proveito econômico obtido pela demanda, não se limitando à sentença, prestigiando o primado da lei e a verdadeira intenção do legislador de remunerar adequadamente o hercúleo trabalho dos que honram o mandato outorgado.
Diz-se isso porque o art. 85, §2, do CPC, que derrogou o art. 20, §3 do antigo código, assim estabelece:
§ 2o Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos:
Logo, diferentemente do Código anterior, que estabelecia somente a fixação de honorários sobre o valor da condenação (Art. 20, § 3º do CPC de 1973), o código atual (2015)
estabelece a fixação de honorários sobre o valor da condenação ou sobre o PROVEITO ECONÔMICO OBTIDO que, no caso em discussão, alberga todos os recebimentos da parte (Art. 85, § 2º e § 3º, I-IV).
Notadamente, a condenação em honorários advocatícios deve seguir o critério do Código de Processo Civil, devendo ser fixada no momento da liquidação da sentença e não mais abstratamente na sentença ou no acórdão, pelo que, a Súmula 111 do STJ deixou de ter substrato legal para aplicação.
A fim de apurar-se os honorários, na fase da liquidação, deve ser considerado todo o proveito econômico obtido com o processo, incluindo os benefícios recebidos após a sentença, inclusive aqueles em tutela provisória, já que o benefício não existiria sem o trabalho do advogado, independentemente de ser antes ou depois da sentença.
Por óbvio, o advogado deve receber o pagamento pelo serviço que presta, e os honorários sucumbenciais deles decorrentes, que lhe pertencem.
O trabalho do advogado vai desde o aforamento da ação até a efetiva e real liquidação, que se configura pelo pagamento, e não só até a sentença de primeiro grau. Não pode a Justiça fixar honorários apenas até a sentença, porque a obrigação do advogado vai até sua liquidação efetiva.
Não fosse assim, poderia o advogado deixar de acompanhar o processo após a sentença e executar os honorários fixados em sucumbência. É claro que sua tarefa não se encerra aí, porquanto deve acompanhar o feito até o trânsito final em julgado, bem como na fase de liquidação e cumprimento da decisão.
Todas essas fases processuais estão ainda sujeitas a recursos, impugnações, o que atrasa o efetivo recebimento dos honorários, que só podem ser executados após o trânsito final em julgado da sentença.
Por tudo isso é que se pode dizer que a interpretação dada à Súmula 111 do STJ é ilegal após a vigência do CPC, porquanto fere o disposto no art. 85 do referido Codex, na Lei 8.906/94 e até mesmo a Constituição Federal, em seu art. 133.
2.5 Natureza alimentar dos honorários advocatícios
A Lei 8.906/1994 prevê a autonomia e o caráter alimentar dos honorários advocatícios, tanto os contratuais, quanto os sucumbenciais:
Art. 23. Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou sucumbência, pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo para executar a sentença nesta parte, podendo requerer que o precatório, quando necessário, seja expedido em seu favo Apesar disso, a jurisprudência era divergente no que diz respeito ao caráter alimentar dos honorários advocatícios.
Situação que foi resolvida após a edição da Súmula Vinculante n. 47 do STF, a partir de quando não pairam mais dúvidas de que os honorários advocatícios, assim entendidos os contratuais, sucumbenciais ou por arbitramento judicial, consistem na remuneração do advogado como contraprestação do trabalho desempenhado por ele e, portanto, possuiem caráter alimentar.
Com as inovações trazidas pelo CPC de 20165, o legislador deixou clara sua intenção em atribuir aos honorários advocatícios o caráter alimentar:
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. (...)
§ 14. Os honorários constituem direito do advogado e têm natureza alimentar, com os mesmos privilégios dos créditos oriundos da legislação do trabalho, sendo vedada a compensação em caso de sucumbência parcial.
2.6 Atual entendimento adotado pelo STJ
Convém ressaltar que, apesar da Súmula 111 estar superada, seja pela ineficiência de sua aplicabilidade, seja em razão das recentes alterações trazidas pelo CPC, conforme demonstrado nos tópicos antecedentes, o STJ e demais Tribunais continuam aplicando-a:
PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. BASE DE CÁLCULO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS: PRESTAÇÕES VENCIDAS ATÉ A SENTENÇA. SÚMULA 111/STJ. NÃO CABEM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA QUANDO A JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SE FIRMOU NO MESMO SENTIDO DO ACÓRDÃO EMBARGADO (SÚMULA 168/STJ). OS PARADIGMAS COLACIONADOS APRESENTAM ORIENTAÇÃO SUPERADA NO ÂMBITO DESTA CORTE. AGRAVO REGIMENTAL DO SEGURADO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Não se encontram evidenciados os requisitos de admissibilidade dos Embargos de Divergência, porquanto o entendimento firmado pelo acórdão embargado encontra-se em consonância com orientação jurisprudencial sumulada desta Corte segundo a qual os honorários advocatícios, nas ações previdenciárias, não incidem sobre as prestações vencidas após a sentença, nos termos da Súmula 111/STJ.
2. Nos termos na Súmula 168/STJ, não cabem Embargos de Divergência, quando a jurisprudência do Tribunal se firmou no mesmo sentido do acórdão embargado.
3. Agravo Regimental do Segurado a que se nega provimento. (AgRg nos EREsp 1348861/ SP)
Ante o exposto, nego provimento ao recurso especial. E, quanto ao ônus da sucumbência recursal, em observância ao artigo 85, § 11, do CPC/2015 e Enunciado Administrativo 7/STJ, majoro os honorários de advogado para 11% sobre o valor da condenação. Observadas as Súmulas 111 e 204 do STJ. (REsp 1831803)
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. SUSPEIÇÃO DO PERITO. INEXISTÊNCIA.
CONSECTÁRIOS LEGAIS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
1. Não há falar em suspeição do perito, porquanto o fato de ter o médico nomeado pelo magistrado atuado em processos diversos, ajuizados por pessoas estranhas ao autor do presente feito, não implica em subjetivismo ou pré-conclusão em relação à particular
condição clínica da parte autora neste feito.
2. Honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor da condenação, consideradas as parcelas vencidas até a data da sentença (Súmula 111 do STJ). 3. As teses relativas ao percentual de juros e o índice de correção monetária devem ser diferidas para a fase de execução, de modo a racionalizar o andamento do presente processo de conhecimento. (TRF4, APELAÇÃO CIVEL 5005283-67.2015.4.04.7202) 2.7 Direito Processual
O Regimento Interno do STJ determina que:
Art. 125. Os enunciados da súmula prevalecem e serão revistos na forma estabelecida neste Regimento Interno.
(...)
§ 3º A alteração ou o cancelamento do enunciado da súmula serão deliberados na Corte Especial ou nas Seções, conforme o caso, por maioria absoluta dos seus membros, com a presença de, no mínimo, dois terços de seus componentes.
Dispõe o artigo 3º da Lei 11.417 /06, in verbis:
Art. 3° São legitimados a propor a edição, a revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante:
(...)
V - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
Dessa forma, resta clara a possibilidade de cancelamento de enunciados do STJ, bem como a legitimidade da OAB para fazer tal proposição.
Ante as razões acima expostas, restou devidamente demonstrada a imperiosa necessidade de cancelamento do enunciado da Súmula n° 111 do STJ, seja pela ineficiência de sua aplicabilidade, seja em razão das recentes alterações trazidas pelo CPC.
Para tanto, a Comissão de Direito Previdenciário Regime Geral da OAB/SC recomenda que seja enviado ofício ao CFOAB, com cópia do presente parecer e requerimento de atuação da entidade para oficiar o colendo STJ, pleiteando o cancelamento da Súmula 111 daquela Corte de Justiça, na forma estabelecida pelo art. 125, § 3°, do RISTJ.
Florianópolis, 15 de maio de 2020.
Jorge Luiz S. Mazera
Presidente da Comissão de Direito Previdenciário Regime Geral da OAB/SC
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