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1. Analgésicos De ação periférica De ação central

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Academic year: 2021

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São substâncias ministradas ou prescritas ao pacientes com o intuito de controlar, prevenir ou erradicar a sensação dolorosa, inflamações, infecções, o medo e a ansiedade. Os medicamentos são administrados aos pacientes através de algumas vias:

 Tópica: Efeito local; a substância é aplicada diretamente onde se deseja sua ação.  Enteral: Efeito sistêmico; recebe-se a substância via trato gastrointestinal.

 Parenteral: Efeito sistêmico; a substância é aplicada por outra forma que não pelo trato gastrointestinal.

1. Analgésicos

São agentes que aliviam a dor, elevando o seu limiar (lembrando que a medicação pode ter ação diferente de um paciente para outro, devido o limiar de dor que varia de pessoa para pessoa).

São indicados para dor pós cirúrgica de baixa ou moderada intensidade; cirurgias de baixo grau de complexidade.

Os analgésicos apenas apresentam ação sintomática, não inibem dor e edema. Temos 2 grupos de analgésicos:

De ação periférica

o Indicados para dores leves e moderadas.

o Estes deprimem diretamente o nociceptor, sensibilizado através do bloqueio da entrada de Ca2+ nas terminações nervosas livres.

 Paracetamol (não causa irritação gástrica, não inibe a agregação plaquetária como o ácido acetilsalicílico; seus efeitos adversos limitam-se a casos de superdosagem; Dose indicada é de 2 a 3g ao dia-500mg 6/6).

 Dipirona (Atividade analgésica e antipirética, suas contraindicações estão relacionadas à

hipersensibilidade e discrasia sanguínea; a dose recomendada é de 2g por dia, 500mg de 6/6h).

 OBS: EVITAR NOS 3 PRIMEIROS MESES E NAS ULTIMAS 6 SEMANAS EM GESTANTES E EM PACIENTES HIPOTENSOS, POIS PODE AGRAVAR A HIPOTENSÃO.

De ação central

o A ação dos opióides tem relação com a depressão dos mecanismos centrais envolvidos na nocicepção, ou seja, afetam a percepção e a reação aos impulsos que atingem o SNC.

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o São indicados nos tratamentos de dores agudas intensas, onde analgésicos de ação periférica não apresentaram eficácia.

o Efeitos colaterais: depressão respiratória, boca seca, hipotensão, retenção urinária.

 Tramal: 50mg 6/6h.  Tylex: 30mg 4/4h.

o Sua prescrição deve ser feita em receituário controlado, pois seu uso prolongado pode causar dependência. Para dor leve usamos:

 Dipirona.  Paracetamol.  Toragesic. Para dor severa usamos:

 Tylex (paracetamol + codeína).  Tramal (Tramadol).

2. Antiinflamatórios

A dor e a inflamação são fenômenos biológicos importantíssimos para a defesa do organismo, porém são extremamente desconfortáveis para o indivíduo acometido. Em um processo inflamatório a região atingida fica avermelhada e quente. Isso ocorre devido a um aumento do fluxo de sangue e demais líquidos corporais migrados para o local. Na área inflamada também ocorre o acúmulo de células provenientes do sistema imunológico (leucócitos, macrófagos e linfócitos), com dor localizada mediada por certas substâncias químicas produzidas pelo organismo.

Em resumo, os eventos celulares e vasculares da inflamação resulta em um aumento do calibre de capilares responsáveis pela irrigação sanguínea local, produzindo mais hiperemia e aumento da temperatura local (calor). O edema ou inchaço ocorre a partir do aumento da permeabilidade vascular aos componentes do sangue, o que leva ao extravasamento do líquido intravascular para o espaço

intersticial extra-celular. A dor, outro sintoma característico da inflamação, é causada primariamente pela estimulação das terminações nervosas por algumas destas substâncias liberadas durante o processo inflamatório, por hiperalgesia (aumento da sensibilidade dolorosa) promovida pelas prostaglandinas e pela bradicinina, mas também em parte por compressão relacionada ao edema.

Portanto esse grupo de fármacos são utilizados para prevenir dor e edema decorrentes do extravasamento de líquido intersticial do interior dos vasos sanguíneos (vasodilatação). Logo são indicados para cirurgias com médio grau de traumatismo (onde já se tem a expectativa de ocorrer dor, calor, rubor edema e limitação da função).

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Indicações:

- Devem ser prescritos por até 5 dias, pois o uso prolongado pode causar imunossupressão, além de poderem favorecer a desagregação plaquetária. - Não devem ser usados em cirurgias infectadas (nesse tipo de cirurgia prescreve-se antibiótico e analgésico).

- Em cirurgias longas e traumáticas podemos prescrever AIES (hormonais), onde o organismo não esteja respondendo com dor e edema progressivos, pois estes minimizam o edema mais rápido, porém os mais usados são os AINES (não hormonais).

o AINES

 Apresentam eficácia comprovada; podem causar distúrbios gastrointestinais devido a inibição da cox-1.

 Diclofenaco Sódico e Potássico – 50mg 8/8h.

 Nimesulide – 100mg 12/12h.  Ibuprofeno – 600mg 6/6h.  Piroxicam – 20mg /dia (junto das

refeições). o AIES

 São definidos como hormônios sintéticos, e minimizam a ação do cortisol endógeno; seus efeitos são devido a supressão dos mecanismos envolvidos na resposta inflamatória (causando diminuição dos níveis de mediadores químicos pró-inflamação).

 Em altas doses e suo prolongado podem causar hiperglicemia e queda na secreção de corticoides endógenos; além dos pacientes estarem mais propensos a instalação de infecções.

 Seu uso é contra-indicado para pacientes com doenças fúngicas, herpes simples, tuberculose ou com hipersensibilidade à droga.

 Seus uso pode ser pré ou pós cirúrgico, sendo 4mg 1h antes do procedimento ou no pós da seguintes formas:

 Dexametasona – 4mg /dia.  Betametasona – 2mg 12/12h. OBS: O Meloxicam (AINE) apresenta seletividade 10x maiorpara cox-2 do que os diclofenacos.

OBS: Os AINES seletivos de Cox-2 (COXIBS) foram criados com o intuito de diminuírem os efeitos colaterais provindos da inibição da cox-1, sendo o principal deles os

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distúrbios gastrointestinais, porém estão caindo em desuso, pois são mais indicados para tratamentos mais longos.

OBS: Não se deve prescrever anti-inflamatório em cirurgia infectada ou local com infecção, pois este fármaco causa a diminuição da permeabilidade vascular para evitar edema; logo, um local infectado (que está localizado fora do vaso sanguíneo) necessita da presença de antibiótico para atuar contra as bactérias, porém este vem através dos vasos sanguíneos, e assim ficará retido no interior do vaso, devido a diminuição da permeabilidade vascular, diminuindo assim sua atuação contra a infecção.

3. Antimicrobianos

Medicamentos empregados para tratamento e prevenção de qualquer ocorrência infecciosa. Podem ser usados no pré e pós operatório, os mais usados comumente são os antibióticos e os bochechos.

3.1 – Antibióticos

Podem ser usados de maneira profilática (cirurgias que envolvem tecido ósseo) ou curativa (cirurgias infectadas).

 Indicações:

o Infecções odontogênicas.

o Bacteremia (presença de bactérias no sangue). o Sepse de feridas cirúrgicas.

Os pacientes podem apresentar algumas reações aos medicamentos, dentre elas:

 Alergia.  Intoxicação.  Lesão Nervosa.

 Super-infecção (efeito rebote, o fármaco mata as bactérias mais fracas e permite a proliferação das mais resistentes).

Portanto devemos avaliar o risco-benefício na hora de prescrever. o Presença de infecção?  Sinais Locais :  Dor.  Edema.  Eritema Superficial.  Secreção.  Limitação de movimentos.

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 Sinais sistêmicos:  Febre.  Mal estar.

 Leucocitose (Homens e Mulheres: 5.000 a 10.000/mm³; Aumento do número de leucócitos, indicando presença de infecção).

 Linfadenopatia (enfartamento dos linfonodos).

Classificação das Cirurgias o Limpa

 Em pele; não existe contaminação do campo cirúrgico.

 Utiliza-se antibiótico de forma profilática, usando a dose de ataque.

o Contaminada

 Cirurgias intra-orais são contaminadas, pois estão em contato com a saliva, porém não há infecção e sim contaminação.

 Utiliza-se antibioticoterapia de forma profilática (dose de ataque) e por 5 dias em dose usual.  OBS: Dependendo do tamanho da cirurgia pode

prescrever antibiótico junto de anti-inflamatório, pois não há infecção.

o Infectada

 Aqui há presença de secreção (pus); Devemos realizar a antibioticoterapia de 7 a 10 dias, onde a droga escolhida deve ser bactericida e ativa sobre GRAM + (pois há secreção e essas bactérias causam 80% das infecções orais – STREPTOCOCUS GRAM +) .

 Penicilina (BACTERICIDA β-LACTÂMICO). o Atua na parede celular das

bactérias (é a mais efetiva). o Apresenta poder bactericida de

amplo espectro. o Amoxicilina  500mg 8/8h (curativo).  2g  1h antes do procedimento (profilático).

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 Eritromicina(BACTERIOSTÁTICO - MACROLÍDEO)

o 500mg 6/6h. (curativo). o Não tem ação em pacientes

imunodeprimidos (HIV, transplantados, diabéticos desconpensados), pois a droga apenas inibe o crescimento bacteriano, como o paciente não tem um bom sistema imunológico eficiente esse fármaco não irá surtir efeito.

o Não deve ser usado de modo profilático (pois não é bactericida).  Azitromicina (BACTERIOSTÁTICO –

MACROLÍDEO).

o 500mg de 24/24h por 3 dias.  Cefalexina (BACTERICIDA - β-LACTÂMICO).

o 500mg 6/6h (curativo). o 4 comp = 2g 1 h antes do

procedimento (profilático).  Prevenção de Endocardite infecciosa

o Amoxicilina 500mg – 2g (4 comp.) 1h antes do procedimento. o Cefalexina 500mg – 2g (4 comp.)

1h antes do procedimento. o Clindamicina 300mg – 600mg (2

comp.) 1h antes do procedimento. [PACIENTE ALÉRGICO À

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ANALGÉSICOS

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AINES

AIES

Referências

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