Dados do Projeto Resultados para Cíntia Schierenbeck da Rosa Pontuação desta tentativa: 13 de 13
Enviado 22 nov em 23:07
Esta tentativa levou 112 minutos. CONCEPÇÃO Pergunta 1 0 / 1 pts
1/13 - Qual o nome do seu projeto? Você respondeu LIBRAS NA ESCOLA LIBRAS NA ESCOLA nome do projeto Pergunta 2 1 / 1 pts
2/13 - Faça uma breve descrição dele para nós.
Conte-nos sobre a relevância do seu projeto para a educação brasileira. Sua Resposta:
A Secretaria Municipal de Novo Hamburgo, defende uma educação que visa o desenvolvimento do ser humano em todos os seus aspectos, garantindo o direito individual e coletivo ao exercício da cidadania.
Visto nessa perspectiva e com o aumento de alunos surdos e/ou deficientes auditivos ingressando na Rede, o Setor de Inclusão e Psicossocial em consonância com a BNCC, propõe um projeto que objetiva construir um espaço bilíngue de educação e socialização para os alunos surdos matriculados na RME, pois realizar a educação na perspectiva inclusiva implica em potencializar o ser humano de tal modo que este se torne apto para viver e conviver num determinado ambiente.
Os surdos possuem uma língua própria e para seu desenvolvimento enquanto cidadão se faz necessário uma convivência com pessoas que também conheçam sua língua, pois são nas trocas, nas práticas de socialização, que se constroem, se mantêm e se
transformam saberes, conhecimentos e valores.
Sejam essas transformações afetivas, sociais, emocionais, cognitivas e culturais, a escola é um importante espaço de valorização das diferenças.
Atenta as dificuldades linguísticas que os surdos enfrentam e a falta de profissionais habilitados, o Setor de Inclusão e Psicossocial lança o desafio de um projeto piloto que reorganiza os espaços escolares de forma que a Língua Brasileira de Sinais seja ensinada diretamente nas salas de aula de duas escolas que possuem alunos surdos matriculados. As mudanças na educação – e na escola – dependem de todos que fazem parte da comunidade escolar. Com uma gestão mais aberta, composta por profissionais que
entendem o processo pedagógico; com professores que assumem um compromisso com o processo educativo, abrindo o espaço necessário para o protagonismo discente; com familiares que facilitem a organização para a aprendizagem, buscando o diálogo com a escola; com funcionários conscientes de seus papéis no processo educativo; e com alunos curiosos e motivados. Pergunta 3 1 / 1 pts
3/13 - Seu projeto foi criado para resolver qual questão da sua sala de aula? Ele atende qual demanda do currículo?
Faça uma breve descrição do seu projeto, ressaltando a consonância do mesmo com a BNCC.
Sua Resposta:
A BNCC ressalta que o sistema de ensino deve ter foco na equidade, que pressupõe reconhecer que as necessidades dos estudantes são diferentes.
De forma particular, um planejamento com foco na equidade também exige um claro compromisso de reverter a situação de exclusão histórica que marginaliza grupos, nesse caso, os surdos que utilizam a língua de sinais como forma de comunicação e que possuem uma cultura construída pelo visual.
Os sistemas de ensino devem manter o compromisso com os alunos com deficiência, reconhecendo a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas e de diferenciação
curricular, conforme estabelecido na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).
Os surdos possuem uma língua própria e para seu desenvolvimento enquanto cidadão se faz necessário uma convivência com pessoas que também conheçam sua língua, pois são nas trocas, nas práticas de socialização, que se constroem, se mantêm e se transformam saberes, conhecimentos e valores.
Sejam essas transformações afetivas, sociais, emocionais, cognitivas e culturais, a escola é um importante espaço de valorização das diferenças.
Atenta as dificuldades linguísticas que os surdos enfrentam e a falta de profissionais habilitados, lança-se o desafio de criar um projeto que reorganiza os espaços escolares de forma que a Língua Brasileira de Sinais seja ensinada diretamente nas salas de aula.
Sempre atentos às questões que envolvem não somente os alunos de inclusão, mas a todo corpo discente, a RME/NH realiza diversas ações que visam a qualificação dos
profissionais da educação.
O Projeto de Libras oportuniza aos professores o ensino e aprendizagem da língua de sinais em suas salas de aula. Com essa estratégia de trabalho, os professores e alunos vivenciam um constante processo de trocas, seguindo naturalmente um fluxo de aprendizagem com retorno imediato em suas proposições pedagógicas.
São por meio de ações como essas apresentadas, que pode-se realizar uma grande diferença na vida não somente das crianças, mas também dos professores, funcionários, familiares e a
outros membros da comunidade escolar, pois esse projeto vai muito além dos muros da escola
A BNCC coloca como competências básicas o exercício da empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
E esta é a base do trabalho, o desenvolvimento da língua como um processo inclusivo social e escolar para os alunos surdos.
Pergunta 4 0
/ 1 pts
4/13 - Em que tipo de espaço é possível aplicar o seu projeto? Você respondeu Escola pública Você respondeu Escola particular Biblioteca Você respondeu Laboratório Makerspace Museu Parque
Você respondeu Internet Pergunta 5 0 / 1 pts
5/13 - Qual o público-alvo da sua proposta?
Alunos do infantil (3-5 anos)
Você respondeu
Alunos do Fund.I (6-10 anos)
Você respondeu
Alunos do Fund.II (11-14 anos)
Alunos do Ensino Médio (15-18 anos)
Pergunta 6 0
/ 1 pts
6/13 - Qual a quantidade ideal de participantes? Você respondeu
30 por oficina
30 por oficina
quantidade ideal de participantes
Pergunta 7 1
/ 1 pts
7/13 - Valorização da diversidade e da inclusão na sala de aula.
Conte-nos sobre as articulações do projeto que valorizem a diversidade e a inclusão na sala de aula.
A diversidade é um componente do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade. Ela se faz presente na produção de práticas, saberes, valores, linguagens, técnicas artísticas, científicas, representações do mundo, experiências de sociabilidade e de aprendizagem. Trabalhar a Diversidade, permite pensar nos sujeitos em suas singularidades, dentro de um contexto coletivo. A realização de questionamentos sobre a presença desses
conceitos/ideias no cotidiano de nossas práticas profissionais e nas relações que envolvem a todos no espaço escolar, permitiu que se repensasse e fortalecesse a definição de
princípios de convivência: o respeito mútuo, alicerce de todas as relações de convivência humana, a solidariedade e o diálogo, o trabalho colaborativo e a ampla participação de todos.
A educação é fundamentalmente um processo de comunicação e de informação, de troca de informações entre as pessoas. Educar é colaborar para que professores e alunos transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagens.
É ajudar os alunos na construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional, do seu projeto de vida, no desenvolvimento de habilidades de compreensão, emoção, comunicação que lhe permitam encontrar seus espaços pessoais, sociais, profissionais e se tornarem cidadãos realizados e produtivos.
Para a criança surda esses processos são ainda mais desafiadores devido aos entraves da comunicação. Não basta colocar os alunos na escola, temos de oferecer-lhes uma educação estimulante, instigadora, provocativa, dinâmica, ativa desde o começo e em todos os níveis de ensino.
O processo educativo deve valorizar o protagonismo autoral dos envolvidos, assumindo que os conhecimentos e saberes passam pela experiência vivida e compartilhada. Por isso, mais do que oferecer os conteúdos, cabe ao professor desenvolver atitudes comunicativas e afetivas favoráveis e algumas estratégias de negociação com os alunos.
Este é um projeto voltado para a valorização e o ensino da língua e da cultura surda. APLICAÇÃO Pergunta 8 0 / 1 pts
8/13 - Quantas horas/aula são utilizadas? Você respondeu 1h/ 25 dias 1h/ 25 dias horas/aula Pergunta 9 1 / 1 pts
Registre aqui o passo- a-passo de aplicação do seu projeto, incluindo as atividades que são desenvolvidas em cada fase.
Sua Resposta:
Essa apresentação é o produto das minhas práticas e experiências vivenciadas entre abril à novembro de 2019, em duas escolas com realidades acadêmicas e financeiras bem
diferentes.
Neste momento, elas serão nomeadas como escola “A” e escola “B”. São realizados registros em Diário de Campo para análise contínua do Projeto e dos dados susceptíveis de serem interpretados.
O primeiro passo do Projeto é conhecer a escola, os alunos surdos e o contexto em que estão inseridos. De posse dessas informações, realiza-se uma reunião com a equipe pedagógica para que juntos, possamos construir um plano de ação.
Realizo uma entrevista com o responsável pela criança surda para apresentar o Projeto e conhecer o cenário familiar.
A turma que possui o/a aluno/a surdo/a recebe oficinas semanais de Libras e as demais seguem cronograma, em sua maioria, quinzenal, pois o objetivo é alcançar o maior número de alunos possíveis no espaço escolar.
A criança surda participa das Oficinas ao meu lado, tornando-se protagonista no ensino da Libras para os colegas. Ao mesmo tempo, avalio constantemente o domínio que esse aluno possui frente à sua língua, o currículo e conhecimentos gerais sobre a vida e a sociedade. A assessoria aos professores, quanto às peculiaridades e especificidades de cada criança, ocorre durante as oficinas ou em encontros na hora atividade. Os professores participam ativamente junto com os alunos durante as Oficinas.
Reuniões com as coordenadoras pedagógicas ocorrem sistematicamente para avaliação do projeto, reorganização do cronograma, para falar das dificuldades e das conquistas dos alunos surdos.
Tive a oportunidade de traduzir/interpretar uma hora cívica na escola “A” e dois conselhos participativos.
O Projeto “Libras na Escola” beneficia semanalmente cerca de 170 pessoas, entre professores, funcionários e alunos. Além das Oficinas, sempre que a agenda permite, participo de planejamentos coletivos, reuniões de pais, conselhos participativos, eventos escolares e assessorias eventuais em outras escolas da Rede para deliberar alguma demanda específica.
AS OFICINAS
Na escola “A”, são oferecidas oficinas nos turnos da manhã e tarde, pois o aluno surdo, que chamaremos ficticiamente de Cauã, também frequenta o MOVE – Movimentos e Vivências na Educação Integral. No turno da manhã, é oferecido um projeto no contraturno para alunos dos 4ºs aos 9ºs anos de 1h30 e para o MOVE de 1h20.
No turno da tarde da escola “A” a oficina dura entorno de 1h20 na turma do Cauã, 1 hora para as demais turmas, seguindo cronograma. Alguns professores procuram mais pelo projeto, sendo oportunizado a eles um número maior de encontros. É dado preferência para as turmas dos 4ºs e 5º anos, pois Cauã está no 4º ano.
No primeiro semestre, merendeiras, funcionários administrativos e da limpeza, também participaram de oficinas semanais.
Na escola “B”, são realizadas três oficinas por tarde, uma vez por semana, com 1 hora de duração. Na turma do aluno surdo, que chamaremos de Léo, as oficinas são semanais e nas demais ocorrem de forma quinzenal, seguindo cronograma.
As metodologias utilizadas nas turmas, variam conforme cada perfil, mas sempre de forma lúdica, por meio de músicas, dramatizações, esquetes, traduções de frases, contação de histórias, atividades diferenciadas que instigam os alunos a pensarem sobre a língua, brincadeiras que envolvem expressões e que são fundamentais para a compreensão do diálogo com a pessoa surda.
O ensino que foi em comum em ambas as escolas foi o do hino da cidade, para que possam propagar para a comunidade uma interpretação/tradução do hino em Libras. Foram 25 oficinas realizadas nas turmas do Cauã e do Léo no decorrer do ano.
Pergunta 10 1
/ 1 pts
10/13 - Com quais competências, habilidades e conteúdos o seu projeto propõe trabalhar? Sua Resposta:
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural, aprendendo a colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual e sonora;
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais; 4. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos
e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
5. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes,
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
6. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
AVALIAÇÃO Pergunta 11 1 / 1 pts
Sua Resposta:
A avaliação do projeto junto aos professores e equipes diretivas, será feita de forma qualitativa, em relação ao grau de satisfação e de aproveitamento das aulas durante o mês de dezembro.
Quanto aos alunos, a avaliação tem como base observações no desempenho durante as atividades propostas e uma testagem com ditado de sinais para obter uma perspectiva quantitativa do trabalho executado.
Na escola de Cauã foi realizado um curta metragem para a 8ª Mostra de Curta Metragens: Curta, Inclusão e Diversidade de N.H., dramatizando uma música conhecida do povo gaúcho para que os surdos também possam ter acesso por meio de imagens e da tradução em Libras. Esse trabalho pode ser encontrado no site da Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo com o título: “Vida é diversidade em Libras” ou no YouTube.
Na escola de Léo, a finalização do trabalho ocorrerá em uma apresentação de
encerramento no mês de dezembro, com várias turmas fazendo suas apresentações em Libras.
O projeto “Libras na escola”, também poderá ser visto no site da PMNH e no YouTube, pois também resultou em um documentário apresentado na Mostra de Curtas de NH. Pergunta 12 1 / 1 pts
12/13 - Como você avalia o desempenho dos alunos? Sua Resposta:
O resultado obtido por meio de um um ditado em língua de sinais, proferiu que 25% dos alunos obtiveram mínimo aproveitamento, 35% obtiveram aproveitamento parcial e 40% obtiveram um bom aproveitamento.
Esses dados foram comuns nas duas escolas, mas a maioria dos alunos que não obtiveram bom aproveitamento, também possuem dificuldades ou desinteresse por outras áreas do conhecimento.
Avalio que para um primeiro contato com a língua de sinais, com cerca de 25 horas trabalhadas durante o ano, o resultado foi positivo.
MATERIAL COMPLEMENTAR Pergunta 13 1 / 1 pts
13/13 - Anexe aqui arquivos que nos façam entender melhor seu projeto ou visualizar detalhes
Você respondeu
Olhares e perspectivas de uma prática inovadora na RME de N.V. Projeto Libras na Escola Cíntia Schierenbeck da Rosa.doc
Pontos onde ainda é possível corrigir o exame:
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