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Avaliação e seus processos no Ensino Superior

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Academic year: 2021

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V.7,N.1(2018) Página 84

Linha editorial: Pesquisa Científica

Avaliação e seus processos no Ensino Superior

Thiago Augusto Kuhn (FCSGN)1 Sueli Sanches2

Hidelvani Nunes Silva3 Ana Paula Ferreira de Almeida4

Alex Zopeletto da Silva5 Julio Cesar Santin6 Humbelina Silva Siqueira Lopes7

Keylla Mara Cardoso de Sousa8 Aline Akemi Ishikawa9

Resumo: O ato de avaliar durante o processo de educação sempre se fará necessária

não importando a forma pelo qual será empregada ou por qual modelo estará baseado. A necessidade de se avaliar o conhecimento não se pode ser esquivada e se fará presente desde a educação básica até o ultimo nível de ensino. Portanto, a avaliação ganha um certo destaque nas discussão atuais que configuram o cenário da educação. Percebe-se uma movimentação no sentido da necessidade de inovação nas metodologias, métodos e práticas de avaliação e no fazer pedagógico de forma geral. Para tanto realizou-se uma pesquisa de forma bibliográfica sobre as formas e metodologias de avaliação, com o objetivo de entender, compreender e sanar nossas possíveis dúvidas sobre o assunto.

Palavras-chave: Avaliação; Educação; Ensino Superior.

Abstract: The act of evaluating during the education process will always be

1 Licenciado em Letras na universidade do estado de Mato Grosso-MT UNEMAT

[email protected]

2 Licenciada em Química pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Arapongas - Paraná (1984).

[email protected]

3 Graduação em fisioterapia. faculdade de ciências Sociais Aplicadas de Sinop, FACISAS, Brasil.

[email protected]

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Possui graduação em Agronomia pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2009). E-mail: [email protected]

5Bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, Brasil (2014) mestre em

Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, Brasil

(2017). [email protected]

6Graduado em Agronomia - Escuela de Agricultura de La Región Tropical Húmida (1998) Costa Rica,

América Central. E-mail: [email protected]

7 Doutora em Ciência do Solo, Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC.

Email: [email protected]

8Pós graduação stricto sensu em Ciências Odontológicas Integradas, pela Unic Cuiabá.

[email protected]

9 Doutora em Ciências pelo Programa de Pós - Graduação em Toxicologia da USP de Ribeirão Preto

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necessary regard les soft he form which will employ it or which del will base it. The need to evaluate knowledge cannot be avoided and will be present from basic education to the last level of education. The reform, the evaluation gains ascertain prominence in the current discussions that configure the education scenario. There is a movement towards the need for innovation in methodologies, methods and practices of evaluation and pedagogical practice in general. To do so, we will carryout bibliog. graphical research on the evaluation form sand methodologies, in order to distend, understand and heal our possible doubts about the subject.

Keywords: Evaluation; Education; Higher education.

1. INTRODUÇÃO

Ao falarmos sobre avaliação, devemos ressaltar que a sua utilização se faz presente desde os tempos antigos até a atualidade, e como passar dos anos vem sofrendo algumas modificações em sua metodologia, assim como na sua aplicabilidade. Cabendo ao professor reconhecer e identificar esses processos históricos e metodológicos, afim d desenvolver a capacidade dos seus alunos, podendo ajudá-los a superar suas dificuldades e continuar caminhando ao avanço de sua aprendizagem. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica, trazendo teóricos para a discussão sobre os modelo se metodologias de avaliação, como intuito de entender, compreende e sanar possíveis dúvidas sobre o assunto.

Dentre as práticas aplicadas no processo de ensino e aprendizagem, temos como método muito recorrente as avaliações. Ao refletirmos sobre educação superior e ponderarmos em relação a avaliação precisamos definir valores e os conhecimentos que serão desenvolvidos, e fazer uma relação com o Projeto Político da Instituição vigente.

Na grande maioria dos casos ao tratarmos de educação superior, encontramos alunos que trazem consigo marcas positiva sou negativas de metodologias ou métodos de avaliação, que por muitas vezes repetem-se na própria sala de aula da universidade, de forma autoritária.

Encontramos no meio acadêmico por meio dos educadores uma crescente necessidade de pesquisar e desenvolver uma prática metodológica

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diferenciada ao tratar de avaliação. Porém não existe uma fórmula simples para isso, o que nos leva a encontrar dificuldades nesse itinerário, sendo por parte da sociedade ou do próprio graduando.

Devemos ter em mente que o processo de avaliação não resume-se em apenas provas de múltipla escolha, que tem por finalidade a atribuição de notas, avançando ou retendo o aluno (graduando) em determinada disciplina curricular. Que esse processo deve levar em conta todos os instrumentos que se tornam necessários a aprendizagem significativa do educando, que forneça subsídios ao trabalho docente, levando em consideração o esforço durante o processo de ensino e aprendizagem, melhorando a prática pedagógica e o método didático utilizado em sala de aula.

2. OBJETIVOS E FUNÇÕES DO PROCESSO DEAVALIAÇÃO

A construção do contexto de avaliação dá-se por meio de uma série de fatores, situações/objetivos, que se constrói de maneira coletiva e interativa. Buscando-se um meio pelo qual possamos contemplar a participação de todos os envolvidos no processo,deixando de lado a necessidade de apontar modelos ou métodos já existentes que não façam isso de fato, segundo Hoffmann (1998, p.9) “uma ação mediadora não promove o diálogo a relação no trabalho pedagógico, ela é um processo interativo, dialógico, existente enquanto relação, enquanto confluência de ideias evidências”.

Percebemos que a necessidade de mantermos sempre uma relação dialógica baseada pelo diálogo e a interação, nós é apresentada como uma ferramenta pedagógica, que nos permite um trabalho enquanto docente de maior relevância e significado. Segundo Hoffmann:

A avaliação, enquanto relação dialógica, vai conceber o conhecimento como apropriação do saber pelo aluno e também pelo professor, como ação-reflexão-ação que se passa na sala de aula em direção a um saber aprimorado, enriquecido, carregado de significados, de compreensão. Dessa forma, a avaliação passa a exigir do professor uma relação epistemológica com o aluno - uma conexão entendida como reflexão aprofundada a respeito das formas como se dá a compreensão do educando sobre o objeto do conhecimento. (HOFFMANN,1991, p.56)

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Ao configurarmos esse ambiente em sala de aula, pautado na relação dialógica, empregamos meios pelo qual o aluno posso aprimorar o seu conhecimento, sendo ele mais enriquecedor, tomado de significados, tendo como resultado uma melhor compreensão por parte do aluno. Em consequência o professor reflete sobre o seu modo de ensinar, fazendo uma ação- reflexão das suas metodologias. Onde no final tudo será transformado em objeto de compreensão e conhecimento.

Segundo Luckesi (2011), aprender a avaliar é aprender conceitos teóricos sobre avaliação, mas, concomitantemente a isso, aprender a praticar a avaliação, traduzindo-a em atos do cotidiano. Aprender conceitos é fácil, o difícil mesmo é passar da compreensão para a prática.

Quando tratamos da sistematização dos processos de avaliação, assim como as atividades cobradas em sala de aula pelos professores, devemos ter consciência de que esse processo por muitas vezes não está delimitado de forma temporal, podendo ser desenvolvido ao longo de todo o processo de aprendizagem desse aluno. Para reforçar essa linha de pensamento, trago a citação de Hoffmann.

No sentido de sua sistematização,devem-se programar tarefas avaliativas, tempos de análise de tarefas e devolução aos alunos, estratégias interativas decorrentes, etc. Mas tratando-se a avaliação de um processo, como se defendeu de início, é contínua e evolutiva, não podendo ocorrer por etapas delimitadas. Bimestres, trimestres, semestres, anos letivos, no que se refere aos registros escolares, não podem ser determinantes da sistemática de avaliação. O processo avaliativo se desenvolve concomitante ao desenvolvimento das aprendizagens dos alunos. Anotações sobre seu desempenho bimestral, por exemplo, são pequenas “paradas” de um trem em movimento, ou seja, momentos de o professor dar notícias sobre o caminho percorrido pelo aluno até aquele momento. Da mesma forma, o significado essencial desses registros é servirem de pontos de referência para a continuidade das ações educativas, do próprio professor ou de professores que lhe sucederem, quando são feitos ao final de anos letivos. (HOFFMANN,1991,p.57).

Todo o processo sistematizado permite uma metodologia mais ampla, possibilitando um resultado de maior compreensão por parte do aluno, onde ele poderá encontra o caminho mais seguro e confiável para ser avaliado, não excluindo nenhuma das possibilidades. Sendo assim possível desenvolver o processo de avaliação comitente ao desenvolvimento de aprendizagem dos alunos,

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possibilitando a continuidade das ações educativas ao longo do processo de educação.

Outro ponto levado em consideração é quando o aluno se torna apenas receptor de conteúdos, tornando os seus argumentos/respostas falhas e incompletas, o que se configura como um dado de passível reprovação. Quando nos encontramos nessa situação podemos trabalhar o “erro” como problemática de uma perspectiva dialógica e construtivista, onde o erro passa a ser fecundo e positivo, fundamental à produção de conhecimento pelo ser humano.

Segundo a autora Hoffmann:

Se o aluno é considerado um receptor passivo dos conteúdos que o docente sistematiza, suas falhas, seus argumentos incompletos e inconsistentes não são considerados senão algo indesejável e digno de um dado de reprovação. Contrariamente,se introduzimos a problemática do erro numa perspectiva dialógica e construtivista, então o erro é fecundo e positivo, um elemento fundamental à produção de conhecimento pelo ser humano. A opção epistemológica está em corrigir ou refletir sobre a tarefa do aluno. Corrigir para ver se aprendeu reflete o paradigma positivista da avaliação. Refletir a respeito da produção de conhecimento do aluno para encaminha-lo à superação, ao enriquecimento do saber significa desenvolver uma ação avaliativa mediadora. (HOFFMANN,1991,p.57)

Utilizando essa estratégia como apoio pedagógico e introduzindo uma perspectiva dialógica e construtivista, o ato de corrigir a produção equivocada do aluno nos reflete a um paradigma positivista da avaliação. Reflete-se também a respeito da produção dos conhecimentos dos alunos, e assim encaminhá-los a superação, em consequência o desenvolvimento significativo da aprendizagem.

Outra estratégia segundo, Vasconcelos (1996) sugere que se estabeleça uma articulação entre a realidade empírica e o grupo de alunos, com suas redes de relações, visão de mundo, percepções, linguagem, de modo que se possa estabelecer um diálogo entre o mundo dos alunos e o campo a ser conhecido. Assim, reafirma a importância de se considerar a prática social existente.

O processo de verificação de aprendizagem de conteúdos e atividades, não devem limitar-se apenas por meio de provas e notas, por mais que façam parte desse

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processo. Tornando esse processo claro, contemplando uma concepção mais ampla, baseada na formação e apreciação de aspectos qualitativos. Sendo uma ação reflexiva do processo de aprendizagem, no qual se configura como um instrumento no desenvolvimento social, cognitivo e afetivo.

Segundo Hoffmann, avaliarn esse novo paradigma é dinamizar oportunidades de ação- reflexão, num acompanhamento permanente do professor e este deve propiciar ao aluno em seu processo de aprendizagem, reflexões acerca do mundo, formando seres críticos libertários e participativos na construção de verdades formuladas e reformuladas (HOFFMANN, 2002,p.12)

Entendemos nesse sentido que devemos verificar antes de avaliar, no qual o professor propicia ao aluno em seu processo de aprendizagem, o tornando um ser pensante e crítico, noqual participa na construção das verdades de reflexões sobre o mundo.

A estima em relação a avaliação assim como os seus procedimentos vem sofrendo modificações no decorrer dos tempos, influenciadas pela época, a ciência e as tecnologias. Na atualidade, a avaliação é um dos resultados do ensino aprendizagem, e não apenas o único meio para avaliar o desempenho do aluno. Sendo essa uma reflexão crítica e continua das práticas pedagógicas, das funções sociais que se relacionam com a educação e sociedade.

O processo avaliativo deve ser contínuo e qualitativo, que é exigido pela LDB (Lei9394/96) tanto a instituições públicas ou privadas, sendo elas escolas ou universidades. O que por muitas vezes acontece é o não acompanhamento desses processos, tanto por parte de alunos quanto professores, diante dessa situação, a LDB torna obrigatório que deveria ser tido como meta o envolvimento nesse processo de aprendizagem, a sua reflexão, observação, re-planejamento, tendo por base os resultados obtidos por meio de avaliações e tarefas realizadas.

Ao assumirmos esse compromisso enquanto educadores, e realizarmos a prática de reflexão dos processos de aprendizagem do qual nossos alunos são inseridos, talvez possamos mudar a realidade, e tornarmos cada vez mais significativa os processos de avaliação, assim como a nossa própria prática docente como um todo.

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V.7,N.1(2018) Página 90 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dentre os modelos de avaliação escolar em pleno desenvolvimento de atuação escolar, a prova/avaliação é sem dúvida uma das mais utilizadas como instrumento avaliativo, sendo de suma importância para a construção do desenvolvimento escolar. Portanto, devemos ponderar alguns pontos dessa avaliação, e conduzi-la de uma forma reflexiva, identificando as carências do aluno, e solucioná-las no decorrer do período letivo. Essencial para realizar as modificações necessárias para as modificações das metodologias de ensino, chegando a obtenção dos objetivos do qual foram planejados.

A partir do primeiro ano do ensino superior deve-se ter uma visão voltada aos processos qualitativos em relação aos métodos de avaliação, proporcionando as oportunidades necessárias e orientando a construção do conhecimento de um aspecto amplo, se necessária realizando as adequações que proporcionam essas oportunidades, adotando novas posturas e atitudes.

As avaliações que oportunizam todas as possibilidades permitem uma melhor construção do conhecimento do aluno, baseiam-se não apenas nos conteúdos programados, mas também na

Postura e nas atitudes por parte dos professores. São focadas no intuito de sanar melhorar as dificuldades que o aluno possa apresentar, assim como no que se pretende ensinar, aperfeiçoando o ensino e as suas metodologias.

Precisamos mudar alguns conceitos ou padrões que estão ligadas ao modelo de avaliar somente por notas, não será apenas com a criação de uma determinada lei que conseguiremos mudar esta realidade, mais sim com uma reflexão conjunta por parte dos professores/educadores, para alcançarmos uma formação profissional produzindo conceitos sociais e educacionais.

As estruturas de avaliação devem averiguar principalmente, a qualidade do ensino e os processos de ensino-aprendizagem, e as suas diversas abordagens, metodologias

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e métodos de ensino, apresentando as dificuldades dos alunos e orientando os processos de trabalho dos educadores. Não descartando totalmente a avaliação quantitativa, mas incrementando a qualitativa, tendo o cuidado de não tornar o educando um simples copiador de conteúdos e acumulador de informações, mas sim um ser pensante e reflexivo baseado pelo senso crítico e analítico.

O aluno deve ser visto como um ser pensante, social e crítico, suas experiências e seus consensos devem ser levados em consideração, possibilitando o seu total desenvolvimento. Apenas uma metodologia adequada de avaliação possibilitará o pleno desenvolvimento crítico e autônomo do aluno. Em consequência a melhoria dos modelos avaliativos, das metodologias e práticas educacionais.

REFERÊNCIAIS

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de dezembro de 1996.

HOFFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora: Uma Prática em Construção da Pré-Escola à

Universidade. Porto Alegre : Mediação, 1998.

Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação,2002.

HOFFMANN, Jussara M.L. Avaliação: mito e desafio-uma perspectiva construtivista. Educação e

Realidade, Porto Alegre, 1991.

LUCKESI, CIPRIANO Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22ª edição. São Paulo: Cortez Editora, 2011.

VASCONCELLOS,Celso dos Santos. Construção do Conhecimento em Sala de Aula. São Paulo, Libertad, 1996 (CadernosPedagógicos do Libertad, 2).

Referências

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