Cubesats e oportunidades para o setor espacial brasileiro
Apresentação adaptada do artigo:
Villela, T; Brandão, A.; Leonardi, R. Parcerias Estratégicas, v. 21, n. 42, p. 91, 2016
Rodrigo Leonardi Outubro 2016
SERFA 2016, São José dos Campos
CONTEÚDO
Uma breve revisão do panorama mundial de cubesats (e.g.
estatística de objetos lançados, países envolvidos, produção técnico-científica).
Algumas reflexões sobre oportunidades para o atendimento de
necessidades de interesse do setor espacial brasileiro.
Nanossatélites desenvolvidos de acordo com especificação técnica de domínio público descrita no documento CubeSat Design Specification
Interface de lançamento (P-POD)
Requisitos mecânicos
Requisitos elétricos
Requisitos operacionais
Requisitos de testes e qualificação
Possibilidade de modularização
CUBESATS
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos
MUDANÇA DE PARADIGMA
Tradicional
• Metodologias estabelecidas (e.g. ECSS)
• Aversão ao risco
• Requisitos rigorosos de confiabilidade
• Uso de equipamentos qualificados para a atividade espacial & série extensa de testes
• Maiores custos & prazos & equipes Lean
• Metodologias não tradicionais
• Tolerância ao risco
• Requisitos flexíveis de confiabilidade
• Uso extensivo de COTS &
otimização de testes
• Menores custos & prazos &
equipes
Cubesats → possibilitam novas estratégias & modelos de negócios
CUBESATS: LINHA DO TEMPO
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos
Dados atualizados até junho de 2016 cf. Swartwout, M., JoSS, 2, 2, 2013
CUBESATS: LINHA DO TEMPO
Xi-IV, 2003
Universidade de Tókio, Japão
Perseus, 2005
Laboratório Nacional de Los Alamos, EUA Lemur, 2014 Spire, EUA
Dados atualizados até junho de 2016
CUBESATS: PAÍSES ENVOLVIDOS
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos cf. Swartwout, M., JoSS, 2, 2, 2013
CUBESATS: PAÍSES ENVOLVIDOS
Atualização: dados no primeiro semestre de 2016 +41 (EUA)
+2 (Rússia) +2 (Índia)
+1 (Alemanha) +1 (Bélgica) +1 (Dinamarca) +1 (Itália)
cf. Swartwout, M., JoSS, 2, 2, 2013
AESP-14 (ITA)
Fev 2015, Falcon 9/EEI Órbita: 350km
Tecnológico (educacional)
Teste de subsistemas Obs.: Não operou devido a falha na abertura de uma antena
NanosatC-Br1 (INPE) Jun 2014, Dnper Órbita: 600km
Científico (tecnológico)
Estudar AMAS
Testar CIs projetados no Brasil
Serpens (AEB)
Set 2015, H-2B/EEI Órbita: 400km
Tecnológico (educacional)
Testar transponder digital para coleta de dados
CUBESATS BRASILEIROS
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos
PANORAMA NA AMÉRICA DO SUL
Argentina
CubeBug-1, civ, 2U, 2013 CubeBug-2, civ, 2U, 2013 Peru
PUCP-SAT 1, uni, 1U, 2013 UAPSat, uni, 1U, 2014 Chasqui 1, uni, 1U, 2014
Brasil
NanosatC-BR1, civ, 1U, 2014 AESP-14, uni, 1U, 2015
Serpens, civ, 3U, 2015
Uruguai
ANTELSAT, uni, 2U, 2014 Equador
NEE 01, civ, 1U, 2013 NEE 02, civ, 1U, 2013
Colômbia
Libertad 1, uni, 1U,2007
13 cubesats lançados até 2015
cf. Swartwout, M., JoSS, 2, 2, 2013
CUBESATS: VEÍCULOS LANÇADORES
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos
Outros:
EUA: SPARK, Delta, Shuttle, Falcon-1 Japão:, H-2A, H-2B China: Long March Itália: Vega Rússia: Rokot-KM, Soyuz, Kosmos-3M Em 2015, a NASA anunciou U$17 milhões em contratos para o desenvolvimento de veículos lançadores e estratégias de lançamento de cubesats (e.g.
LauncherOne, Virgin Galactic).
cf. Swartwout, M., JoSS, 2, 2, 2013
CUBESATS: INICIADORES
e.g. Mil: Aerospace Corporation, Los Alamos National Laboratory, Air
Force Institute of Technology, Naval Postgraduate School
e.g. Civ: NASA Ames, NASA JPL
e.g. Uni: California Polytechnic State University
e.g. Com: Planet Labs, Boeing
cf. Swartwout, M., JoSS, 2, 2, 2013
CUBESATS: DESEMPENHO
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos cf. Swartwout, M., JoSS, 2, 2, 2013
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CUBESATS: SENSORIAMENTO REMOTO
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos
Até junho 2016, foram lançados 191 cubesats para uso em sensoriamento remoto (40% do total)
Todos esses cubesats foram iniciados nos EUA
190 foram destinados a fins comerciais. Empresas:
175 cubesats da Planet Labs (CA); 13 cubesats da Spire (CA), 2 outros
Exemplos de aplicações: agricultura, defesa,
monitoramento de infraestrutura, meio ambiente,
meteorologia, desastres naturais
CUBESATS: POTENCIAL PARA SENSORIAMENTO REMOTO
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos
Satélite CBERS4 (INPE) Dove (Planet)
Instrumento MUX Telescópio + câmera CCD
Bandas “RGB” (nm) 630-690 520-590 450-520
630-714 515-610 424-478
Órbita (km) 778 620
Resolução no solo (m) 20 (6) 4
Swath (km) 120 25
Massa (kg) 2080 5,2
Dimensões 1,8 x 2,0 x 2,2 m
310 x 10 x 30 cm
3Volume 7200U 3U
INTELIGÊNCIA TECNOLÓGICA:
FERRAMENTAS DO CGEE
CUBESATS: CONTRIBUIÇÕES TÉCNICO- CIENTÍFICAS
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos
CUBESATS: DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
CUBESATS: ÁREAS DO CONHECIMENTO
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos
CUBESATS: PATENTES
CUBESATS: PESQUISA & DESENVOLVIMENTO
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos
CUBESATS: REDES DE CONHECIMENTO
66 doutores 27 mestres 4 especialistas
31 graduados 29 estudantes de
graduação
CUBESATS: ALGUNS FATOS & NÚMEROS
Os dados aqui apresentados (número de objetos, produção técnico-científica, patentes, países envolvidos) mostram que o interesse nesse tipo de artefato tem aumentado de forma significativa nos últimos anos.
Os cubesats deixaram de ser desenvolvidos para fins meramente educacionais. Em 2005, 100% dos cubesats foram desenvolvidos por universidades. Em 2015, 62% dos cubesats foram desenvolvidos por empresas para fins comerciais.
Em 2015, os cubesats foram responsáveis por dobrar a participação da indústria dos EUA na construção dos satélites lançados, que saltou de 32% para 64%, embora tal fato não tenha se traduzido em aumento significativo de receita (o aumento foi menor que 1%) (cf. SIA 2016).
Recentemente, o setor vem sendo impulsionado por aplicações comerciais em sensoriamento remoto.
Existe um potencial inovador disruptivo que permite acesso ao espaço a novas instituições e países e que exige novas estratégias e modelos de negócio.
Tal tendência cria oportunidades no uso de aplicações espaciais para atender a diferentes demandas, assim como oportunidades de negócios para empresas privadas.
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos
CUBESATS: O CENÁRIO BRASILEIRO
No decorrer dos últimos anos, diversas iniciativas têm acontecido no Brasil (e.g., AEB, INPE, ITA, UFRGS, UFSM, UnB, UNIFESP, Instituto Mauá de Tecnologia, ...).
Atualmente, o Brasil segue os passos que os EUA deram no início da era desses pequenos satélites com ênfase em projetos de desenvolvimento tecnológico e educacionais.
Ainda não há patentes brasileiras sendo depositadas.
Não há empresas brasileiras dedicadas ao desenvolvimento de cubesats.
Os cubesats possuem grande potencial para atender demandas nacionais
por aplicações espaciais e oferecem oportunidades para a inserção de
empresas brasileiras nesse mercado.
CUBESATS: OPORTUNIDADES
Há uma sinergia com o projeto VLM – motivação para o desenvolvimento do VLM
Nicho de mercado para o VLM
Grande potencial para uma “nova MECB”
Treinamento constante de recursos humanos
Domínio de tecnologias críticas para o PEB (proporciona testes de hardware e software em voo)
Atendimento rápido de algumas demandas do PEB
Cadência de contratos para as empresas & incentivo à inovação em várias áreas ligadas ao setor espacial (eletrônica, sensores, atuadores, etc.)
R. Leonardi, SERFA2016, outubro 2016, São José dos Campos