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PROCESSO Nº TST-RR A C Ó R D Ã O (8ª Turma) GMDMC/Npf/gl/bm

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Academic year: 2021

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(1)Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. A C Ó R D Ã O (8ª Turma) GMDMC/Npf/gl/bm A) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELO SINDICATO RECLAMANTE. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. HIGIENIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES SANITÁRIAS. ESTABELECIMENTO HOTELEIRO. O agravo de instrumento merece provimento, com consequente processamento do recurso de revista, haja vista que o sindicato reclamante logrou demonstrar a configuração de possível contrariedade à Súmula n° 448, II, do TST. Agravo de instrumento conhecido e provido. B) RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELO SINDICATO RECLAMANTE. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. HIGIENIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES SANITÁRIAS. ESTABELECIMENTO HOTELEIRO. Nos moldes delineados pelo item II da Súmula n° 448 desta Corte Superior, “a higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE nº 3.214/78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano”. Dentro deste contexto, a jurisprudência desta Corte Superior tem se firmado no sentido de que a limpeza e a coleta de lixo de quartos e banheiros de hotéis efetuadas por camareiros ensejam a percepção de adicional de insalubridade em grau máximo, tendo em vista que se enquadram na regra contida no anexo mencionado. Recurso de revista conhecido e provido.. Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007.

(2) Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista n° TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007, em que é Recorrente SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO HOTELEIRO E SIMILARES NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE e é Recorrido M H DE CARVALHO JUNIOR HOTELARIA EIRELI. A Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, por meio da decisão de fls. 695/696 (seq. n° 3), denegou seguimento ao recurso de revista interposto pelo sindicato reclamante, em face da incidência dos óbices insculpidos nas Súmulas nos 126, 296 e 333 do TST e no art. 896, “a” e § 7°, da CLT, bem como por estar a decisão recorrida em harmonia com a jurisprudência pacificada desta Corte Superior, consubstanciada na Súmula n° 448. Opostos embargos de declaração (fls. 701/702 – seq. n° 3), foram acolhidos pela Presidência do Regional, para sanar omissão e denegar seguimento ao recurso de revista no tocante ao tema correlato aos honorários advocatícios (fls. 706/708 – seq. n° 3). Irresignado, o reclamante interpôs o presente agravo de instrumento, alegando que a sua revista deve ser admitida (fls. 715/724 – seq. n° 3). Não foi apresentada contraminuta ao agravo de instrumento, tampouco contrarrazões ao recurso de revista, consoante noticia a certidão de fl. 730 (seq. n° 3). Dispensada a remessa dos autos à Procuradoria-Geral do Trabalho, nos termos do art. 95 do RITST. É o relatório. V O T O A) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA I. CONHECIMENTO O agravo de instrumento é tempestivo representação regular, razão pela qual dele conheço.. e. tem. Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. fls.2.

(3) Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007. II. MÉRITO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. HIGIENIZAÇÃO INSTALAÇÕES SANITÁRIAS. ESTABELECIMENTO HOTELEIRO.. DE. O Regional, no que interessa, negou provimento ao recurso ordinário interposto pelo sindicato reclamante, no tocante ao tema correlato ao adicional de insalubridade, in verbis: “2.1. Adicional de Insalubridade O autor, inconformado, interpôs recurso ordinário, fls. 618 e ss., aduzindo que os trabalhadores do Hotel reclamado e os do Hotel Costa do Atlântico são comuns, em face do qual foi reconhecida a caracterização de atividade insalubre pelo Colendo TST, identidade que pode se verificada, inclusive, compulsando-se as fichas de EPI. Argumenta que não se pode equiparar a limpeza no empreendimento hoteleiro do porte da reclamada, com a mera limpeza em residências e escritórios. Ainda mais, considerando-se o grande porte do empreendimento, tendo em vista que possui 46 unidades habitacionais, a quantidade de pessoas que circula no local é bem superior ao de uma residência ou escritório. Além da circulação em maior quantidade, esta é feita de modo indiscriminado e com grande rotatividade, o que não se observa numa residência, por exemplo. Desse modo, após outros argumentos, requer a reforma da sentença a fim de condenar a ré no sentido de implementar imediatamente nos contracheques dos representados o adicional de insalubridade de 40% para camareiras e ASG‟s. À análise. Na esteira da Súmula 448, I, do TST, não basta à concessão do adicional de insalubridade o seu reconhecimento em laudo pericial, sendo imprescindível, também, o prévio enquadramento da atividade no anexo 14 da NR15 do Ministério do Trabalho, consoante dicção dos arts. 190 e 195 da CLT. In casu, aduz a recorrente que o labor era desenvolvido em condições insalubres diante dos agentes biológicos decorrentes do contato com lixo Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. fls.3.

(4) Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007 urbano, haja vista a necessidade da limpeza de banheiros dos quartos do hotel. Com efeito, a jurisprudência trabalhista sedimentou o entendimento de que a higienização de instalações sanitárias poderá ser equiparada ao contato com lixo urbano, o que viabiliza o enquadramento no anexo 14 da NR15 do Ministério do Trabalho. Não obstante, para que seja possível este enquadramento, torna-se necessário que a instalação sanitária seja de uso coletivo de grande circulação, de forma a evidenciar a existência de condições análogas àquelas desenvolvidas por trabalhadores que lidam diretamente com o lixo urbano. Nesse passo, em julgamento de incidente de uniformização de jurisprudência, no qual esta Corte firmou o entendimento de que, diante da pouca rotatividade e as características próprias à atividade econômica, as instalações sanitárias existentes nos quartos de hotéis não podem ser consideradas como de uso coletivo de grande circulação, de forma a equiparar-se a contato com lixo urbano, consoante bem explicita a ementa a seguir transcrita: Incidente de uniformização de jurisprudência. Art. 896, § 4º, da CLT, c/c art. 157 do regimento interno desta Corte Trabalhista. Adicional de insalubridade em grau máximo. Limpeza e higienização de quartos e banheiros de uso público em hóteis e móteis. Equiparação a lixo urbano. Súmula 448, II, do c. TST. 1. As instalações sanitárias dos hotéis não podem ser enquadradas na categoria de uso público ou coletivo de grande circulação, porquanto a rotatividade é menor, em decorrência de: 1) tempo de permanência mínima (24h); 2) estrutura mais diversificada (parques aquáticos, salão de jogos, clube de ginástica, ambiente para crianças etc); e 3) finalidade mais ampla do serviço prestado. O mesmo não pode ser dito das instalações sanitárias de um motel, cujo número de usuários é bem maior, com alta rotatividade, justamente pelas notas distintivas que qualificam tal tipo de empreendimento, a saber: 1) o tempo de permanência mínimo é imprevisível, sendo mais fácil afirmar que o tempo de permanência máximo num motel dificilmente Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. fls.4.

(5) fls.5. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007 chega a ser o tempo mínimo de permanência num hotel (24h); 2) a sua estrutura menos diversificada, correlacionada a 3) finalidade do serviço prestado, marcado pela sua especialidade e alta demanda. 2. Logo, os empregados de motel que trabalham na higienização e limpeza das instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação ficam expostos a agentes biológicos nocivos à sua saúde, ensejando o pagamento do adicional de insalubridade em grau máximo, por equiparação aos trabalhadores que lidam com lixo urbano. 3. A fixação da tese jurídica não dispensa a exigência legal de verificação das condições ambientais de trabalho, através de laudo pericial elaborado por técnico (Art. 195 da CLT) cuja avaliação não vinculada à tese jurídica aqui fixada, mas à situação fática avaliada. 4. Incidente de Uniformização da Jurisprudência Regional admitido e provido parcialmente. (TRT 21º Região. Tribunal pleno. Redatora: Maria Auxiliadora Barros de Medeiros Rodrigues. IUJ nº 0000083-50.2016-5-21-0000. Julgado em: 16.05.2016. DEJT de 31.05.2016. Grifo acrescido). Destarte, sendo a atividade desenvolvida pelas camareiras e ASG‟s insuscetíveis de equiparação ao labor com lixo urbano, falece de enquadramento entre as atividades consideradas insalubres pelo anexo 14 da NR15 do Ministério do Trabalho, inviabilizando a pretensão ao adicional legal, nos termos dos arts. 190 e 195 da CLT c/c a Súmula 448, I, do TST. No caso, não houve laudo pericial em relação à demandada devido ao encerramento das atividades em julho de 2017, consoante afirmado pelo preposto em audiência, fato não controvertido. Enquanto a parte autora apresentou provas técnicas de outros estabelecimentos (fls.318/348), a reclamada carreou aos autos parecer técnico do hotel pertencente ao mesmo grupo (fls.539/546), no qual não foi reconhecida a insalubridade. Diante de todo o exposto, não se verifica a existência de labor em condições insalubres, nos moldes no anexo 14 da NR15, razão pela qual não Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(6) fls.6. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007 faz jus os trabalhadores da ré ao adicional de insalubridade vindicado. Mantém-se indene a sentença. Recurso ordinário não provido.” (fls. 648/650 - seq. nº 3) À referida decisão, o sindicato reclamante, pautado em violação do art. 7°, XXII, da CF, em contrariedade à Súmula n° 448, I e II, do TST e em divergência jurisprudencial, interpôs recurso de revista, sustentando que a reclamada deve ser condenada ao pagamento do adicional de insalubridade, tendo em vista que as atividades desenvolvidas estão incluídas na relação do Ministério do Trabalho (NR 15 da Portaria nº 3.214/78 do MTE), pois havia limpeza de instalações sanitárias de uso público (fls. 670/673 e 675/685 - seq. n° 3). Não obstante já tenha me manifestado no sentido de que, à luz do item II da Súmula n° 448 desta Corte Superior, a atividade de arrumação e limpeza de quartos e banheiros de hotéis não se equipara à coleta e industrialização de lixo urbano, por não se tratar de local de grande circulação de pessoas, mas de ambiente de acesso e uso restrito dos hóspedes, razão pela qual somente é devido o adicional de insalubridade na hipótese em que ficar demonstrado que o estabelecimento hoteleiro, de fato, tem muitos quartos e circulação de grande número de hóspedes (conf. TST-AIRR-306-70.2016.5.21.0010, Rel. Min. Dora Maria da Costa, 8ª Turma, DEJT de 26/4/2019; e TST-AIRR-1052-13.2017.5.21.0006, Rel. Min. Dora Maria da Costa, 8ª Turma, DEJT de 30/11/2018), a jurisprudência desta Corte Superior tem se firmado no sentido de que a limpeza e a coleta de lixo de quartos e banheiros de hotéis efetuadas por camareiros ensejam a percepção de adicional de insalubridade em grau máximo, tendo em vista que se enquadram na regra contida no Anexo 14 da NR-15 da Portaria n° 3.214/78 do MTE. Nesse sentido, os seguintes precedentes, in verbis: “EMBARGOS REGIDOS PELA LEI Nº 11.496/2007. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. GRAU MÁXIMO. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DE SANITÁRIOS DISPONIBILIZADOS EM ESTABELECIMENTO HOTELEIRO. ITEM II DA SÚMULA Nº 448 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. Discute-se, in casu, o direito da reclamante à percepção Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(7) fls.7. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007 de adicional de insalubridade, em razão da realização de atividades de limpeza e de higienização de sanitários no hotel em que laborava. Trata-se de decisão proferida pela Turma em 2012, portanto, antes do cancelamento da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SbDI-1 desta Corte, por meio da Resolução nº 194/2014, a qual foi convertida na Súmula nº 448 desta Corte. Na hipótese, a Turma entendeu que a coleta de lixo realizada pela reclamante nas circunstâncias descritas não pode ser equiparada à de lixo urbano, em razão da ausência de previsão no anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego, consoante estabelecido no item II da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SbDI-1 desta Corte, que estabelecia, em seu item II, que „a limpeza em residências e escritórios e a respectiva coleta de lixo não podem ser consideradas atividades insalubres, ainda que constatadas por laudo pericial, porque não se encontram dentre as classificadas como lixo urbano na Portaria do Ministério do Trabalho‟. Contudo, a situação dos autos não envolve atividade de limpeza e recolhimento de lixo em residências e escritórios, mas sim de limpeza em banheiros públicos utilizados por número indeterminado de pessoas, considerando se tratar de um hotel, onde a rotatividade de hóspedes é elevada. Nesse sentido, a Súmula nº 448, item II, desta Corte (antiga Orientação Jurisprudencial nº 4, item II), segundo a qual „a higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE nº 3.214/78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano‟. Constatado, portanto, que a reclamante realizava a limpeza e a coleta de lixo dos banheiros existentes no hotel em que trabalhava e tendo em vista que esses estabelecimentos são utilizados por público numeroso e diversificado, com grande rodízio de hóspedes, tem-se que essa circunstância se equipara à coleta de lixo urbano, sendo devido o pagamento do adicional de insalubridade. Embargos conhecidos e providos.” (TST-E-ED-ARR-815-26.2010.5.04.0352, Rel. Min. José Roberto Freire Pimenta, SDI-1, DEJT de 31/10/2018). Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(8) fls.8. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007 “RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA REGIDO PELA LEI Nº 13.015/2014. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. CAMAREIRA DE HOTEL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 448, II, DO TST. A Súmula nº 448, II, do TST preconiza que „a higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE nº 3.214/78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano‟. O posicionamento que prevalece nesta Corte é de que a regra do Anexo nº 14 da NR-15 da Portaria nº 3.214/78 do Ministério do Trabalho se aplica nos casos em que os camareiros trabalham em estabelecimento frequentado por um número indeterminado de clientes com rotatividade considerável, como se verifica no caso dos autos. Precedentes. Recurso de embargos conhecido e não provido.” (TST-E-RR-503-89.2016.5.23.0003, Rel. Min. Cláudio Mascarenhas Brandão, SDI-1, DEJT de 11/10/2018) “(...). ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LIMPEZA DE BANHEIROS. HOTEL. O Regional indeferiu o adicional de insalubridade, sob o fundamento de que a higienização de banheiros, troca de enxovais e a coleta de lixo em hotéis/motéis, tal como realizado pela reclamante, não se assemelha à higienização de banheiros de grande circulação, como os públicos, onde há trânsito de inúmeras pessoas não identificáveis. Analisando casos semelhantes aos dos autos, o entendimento que tem prevalecido no âmbito desta Corte é o de que as atividades de camareiras e auxiliares gerais de hotéis/motéis, cujas funções consistem, dentre outras, na higienização e coleta de lixos de banheiros, enquadram-se na regra contida no Anexo 14 da NR-15 da Portaria n.º 3.214/78 do então MTE - , já que o estabelecimento conta com a circulação de número indeterminado de pessoas e considerável rotatividade. Decisão em sentido contrário deve ser reformada. Recurso de Revista parcialmente conhecido e provido.” (TST-RR-283800-64.2009.5.12.0034, Rel. Min. Luiz José Dezena da Silva, 1ª Turma, DEJT de 10/5/2019). Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(9) fls.9. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007 “(...). ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. GRAU MÁXIMO. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DE QUARTOS E SANITÁRIOS DISPONIBILIZADOS EM ESTABELECIMENTO HOTELEIRO. ITEM II DA SÚMULA Nº 448 DO TST. Trata-se de pedido de condenação do reclamado ao pagamento de adicional de insalubridade em virtude da atividade desenvolvida pela reclamante como camareira do hotel. Denota-se do acórdão regional que o réu foi condenado ao pagamento do adicional de insalubridade, em razão de o trabalho da autora consistir em limpeza e higienização de quartos e dos respectivos banheiros do hotel reclamado, bem como na coleta do lixo presente nesses ambientes que são frequentados por inúmeros usuários, situação que merece tratamento diferenciado da atividade de limpeza desenvolvida em residência e escritório, ante os malefícios à saúde no ambiente laborativo, em virtude da presença de agentes biológicos agressivos ao organismo humano nos lixos dos sanitários de grande circulação. Sabe-se que o número de usuários dos banheiros de hotel é indeterminado e que há grande rodízio de hóspedes. Registra-se que, antes mesmo da conversão da cancelada Orientação Jurisprudencial nº 4 da SbDI-1 na Súmula nº 448, item II, pela Resolução nº 194/2014, DEJT divulgado em 21, 22 e 23/5/2014, o entendimento deste Tribunal era de que a limpeza de banheiro público ou com grande fluxo de pessoas ensejava a percepção do adicional de insalubridade. Portanto, verifica-se que o Regional decidiu em consonância com o disposto na mencionada Súmula nº 448, item II do TST, in verbis: „A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE nº 3.214/78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano‟. Precedente. Agravo de instrumento desprovido. (...)” (TST-AIRR-1522-45.2016.5.12.0001, Rel. Min. José Roberto Freire Pimenta, 2ª Turma, DEJT de 1°/3/2019) “I - AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DAS LEIS Nos 13.015/2014, 13.105/2015 E 13.467/2017. RITO SUMARÍSSIMO. PROVIMENTO. AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS DE HOTEL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(10) fls.10. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007 LIMPEZA DE BANHEIROS. A contrariedade à Súmula 448, II do TST, encoraja o processamento do recurso de revista. Agravo de instrumento conhecido e provido. II - RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DAS LEIS Nos 13.015/2014, 13.105/2015 E 13.467/2017. RITO SUMARÍSSIMO. AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS DE HOTEL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LIMPEZA DE BANHEIROS DE USO PÚBLICO. As atividades de limpeza de banheiros de uso público e o manuseio de lixo deles oriundo, para além do que disciplina o item II da Súmula 448/TST, enquadram-se no Anexo 14 da NR 15 da Portaria nº 3.214 do Ministério do Trabalho e Emprego. Precedentes. Recurso de revista conhecido e provido.” (TST-RR-11914-55.2017.5.03.0164, Rel. Min. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, 3ª Turma, DEJT de 15/3/2019) “(...) HOTEL. LIMPEZA DE BANHEIROS. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Tendo em vista o disposto na Súmula nº 448, II, do TST, merece ser provido o agravo, para melhor exame do agravo de instrumento. Agravo provido. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. HOTEL. LIMPEZA DE BANHEIROS. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Em razão de provável contrariedade à Súmula nº 448, II, do TST, dá-se provimento ao agravo de instrumento para determinar o prosseguimento do recurso de revista. Agravo de instrumento provido. RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. HOTEL. LIMPEZA DE BANHEIROS. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Em que pese o registro fático realizado pelo e. TRT de que havia a utilização de equipamentos de proteção individual suficientes para neutralizar eventual contanto com agentes químicos e biológicos, este Tribunal Superior vem, reiteradamente, decidindo no sentido de que a higienização de banheiros de apartamentos de hotel, ambiente com grande circulação de pessoas, autoriza o pagamento de adicional de insalubridade, nos termos do item II da Súmula nº 448 desta Corte. Precedentes. Recurso de revista conhecido e provido.” (TST-ARR-958-90.2016.5.21.0009, Rel. Min. Breno Medeiros, 5ª Turma, DEJT de 12/4/2019). Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(11) fls.11. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007 “RECURSO DE REVISTA. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LIMPEZA DE BANHEIROS EM HOTEL. Segundo a Súmula 448 do TST, somente a limpeza de instalações sanitárias em residências e escritórios exclui o pagamento do adicional de insalubridade, não sendo possível o elastecimento do entendimento para outras situações. Logo, constata-se o enquadramento previsto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE 3.214/78 se a função é exercida em local de acesso ao público em geral (caso dos hotéis e motéis). Recurso de revista não conhecido. (...)” (TST-RR-1560-58.2012.5.04.0021, Rel. Min. Augusto César Leite de Carvalho, 6ª Turma, DEJT de 1°/12/2017) “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. RECURSO INTERPOSTO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014 E DO CPC/2015. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. GRAU MÁXIMO. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DE SANITÁRIOS. HOTEL. A higienização de instalações sanitárias de hotel, com fluxo de uma quantidade indeterminada de pessoas não pode ser equiparada ao mesmo serviço exercido em ambiente doméstico ou de escritório. Isso torna devido o adicional de insalubridade em grau máximo, conforme previsão do Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego. Incidência da Súmula nº 448, II, do TST. Precedentes. Agravo de instrumento desprovido.” (TST-AIRR-526-23.2016.5.12.0009, Rel. Min. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, 7ª Turma, DEJT de 25/5/2018) “I - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DA LEI Nº 13.467/2017. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. HOTEL. COLETA DE LIXO. BANHEIRO DE USO COLETIVO. SÚMULA Nº 448, II, DO TST. Vislumbrada contrariedade à Súmula nº 448, II, do TST, dá-se provimento ao Agravo de Instrumento para determinar o processamento do Recurso negado. II - RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DA LEI Nº 13.467/2017. PRELIMINAR DE NULIDADE POR CERCEAMENTO DE DEFESA Prefacial não analisada, na forma do art. 282, § 2º, do NCPC. ADICIONAL DE INSALIBRIDADE. HOTEL. COLETA DE LIXO. BANHEIRO DE USO COLETIVO. SÚMULA Nº 448, II, DO TST. Ressalvado meu Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(12) Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007 entendimento pessoal, esta Eg. Corte tem decidido reiteradamente que a limpeza e a coleta de lixo de quartos e banheiros de hotéis enseja a percepção de adicional de insalubridade em grau máximo, nos termos do item II da Súmula nº 448 do TST, porquanto a atividade amolda-se àquelas descritas no Anexo 14 da NR 15 da Portaria nº 3.214 do Ministério do Trabalho e Emprego. Julgados. Recurso de Revista conhecido e provido.” (TST-RR-915-53.2016.5.21.0010, Rel. Min. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, 8ª Turma, DEJT de 31/5/2019) “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. SUMARÍSSIMO. ADICIONAL DE INSALIBRIDADE. HOTEL. COLETA DE LIXO. BANHEIRO DE USO COLETIVO. A decisão recorrida está em consonância com o item II da Súmula nº 448 do TST. Com efeito, esta Corte vem reiteradamente decidindo que a limpeza e a coleta de lixo de quartos e banheiros de hotéis enseja a percepção de adicional de insalubridade em grau máximo, porquanto a atividade se enquadra naquelas descritas no Anexo 14 da NR 15 da Portaria nº 3.214 do Ministério do Trabalho e Emprego. Agravo de instrumento conhecido e não provido.” (TST-AIRR-10564-47.2016.5.03.0138, Rel. Min. Dora Maria da Costa, 8ª Turma, DEJT de 2/3/2018) “RECURSO DE REVISTA. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DE BANHEIRO E RECOLHIMENTO DE LIXO. HOTELARIA. A jurisprudência do TST tem entendido que a limpeza e a coleta de lixo dos banheiros de hotel ensejam a percepção do adicional de insalubridade, pois se equiparam a higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, enquadrando-se nas disposições constantes no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3.214/78 do MTE. Dessa forma, a decisão regional encontra-se em consonância com a Súmula 448, II, do TST. Recurso de Revista não conhecido. (...)” (TST-RR-147-10.2012.5.04.0021, Rel. Min. Márcio Eurico Vitral Amaro, 8ª Turma, DEJT de 24/4/2017) Dentro deste contexto, tem-se que o Regional, ao concluir pela inexistência do direito ao adicional de insalubridade, Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. fls.12.

(13) Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007 contrariou a diretriz do item II da Súmula n° 448 desta Corte Superior, segundo o qual “a higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE nº 3.214/78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano”. Pelo exposto, demonstrada a configuração de possível contrariedade à Súmula n° 448, II, do TST, dou provimento ao agravo de instrumento, a fim de determinar o processamento do recurso de revista. B) RECURSO DE REVISTA I. CONHECIMENTO Preenchidos os pressupostos comuns de admissibilidade recursal, passa-se ao exame dos específicos do recurso de revista. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. HIGIENIZAÇÃO INSTALAÇÕES SANITÁRIAS. ESTABELECIMENTO HOTELEIRO.. DE. Conforme consignado por ocasião da análise do agravo de instrumento, o recurso de revista tem trânsito garantido pela demonstração de contrariedade à Súmula n° 448, II, do TST. Pelo exposto, conheço do recurso de revista por contrariedade à Súmula n° 448, II, do TST. II. MÉRITO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. HIGIENIZAÇÃO INSTALAÇÕES SANITÁRIAS. ESTABELECIMENTO HOTELEIRO.. DE. Como consequência lógica do conhecimento do recurso por contrariedade à Súmula n° 448, II, do TST, dou provimento à revista para reformar o acórdão regional e condenar a reclamada ao pagamento aos Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. fls.13.

(14) Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. PROCESSO Nº TST-RR-1474-82.2017.5.21.0007 substituídos do adicional de insalubridade, no grau máximo (40% incidente sobre o salário mínimo), com reflexos, observada a prescrição bienal e quinquenal reconhecida pela sentença, e ao pagamento dos honorários advocatícios à luz do item V da Súmula n° 219 do TST, no montante de quinze por cento, os quais devem incidir sobre o valor líquido da condenação, apurado na fase de liquidação de sentença, sem a dedução dos descontos fiscais e previdenciários, nos termos da Orientação Jurisprudencial n° 348 da SDI-1 do TST. Incidem juros de mora, correção monetária e descontos fiscais e previdenciários, nos moldes das Súmulas nos 200, 368 e 381 do TST. Custas processuais, em reversão, pela reclamada. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade: a) conhecer do agravo de instrumento e dar-lhe provimento para determinar o processamento do recurso de revista; e b) conhecer do recurso de revista, por contrariedade à Súmula n° 448, II, do TST, e, no mérito, dar-lhe provimento para reformar o acórdão regional e condenar a reclamada ao pagamento aos substituídos do adicional de insalubridade, no grau máximo (40% incidente sobre o salário mínimo), com reflexos, observada a prescrição bienal e quinquenal reconhecida pela sentença, e ao pagamento dos honorários advocatícios à luz do item V da Súmula n° 219 do TST, no montante de quinze por cento, os quais devem incidir sobre o valor líquido da condenação, apurado na fase de liquidação de sentença, sem a dedução dos descontos fiscais e previdenciários, nos termos da Orientação Jurisprudencial n° 348 da SDI-1 do TST. Incidem juros de mora, correção monetária e descontos fiscais e previdenciários, nos moldes das Súmulas nos 200, 368 e 381 do TST. Custas processuais, em reversão, pela reclamada. Brasília, 25 de setembro de 2019. Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001). DORA MARIA DA COSTA Ministra Relatora. Firmado por assinatura digital em 25/09/2019 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 100277AF3780D9DBD8.. fls.14.

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