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Efeitos do extrato de Agrostemma githago L. no cultivo de pimentão no Estado do Amazonas.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE FITOTECNIA

PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA/FITOTECNIA

DANIELLE FERNANDES DE ALMEIDA

EFEITOS DO EXTRATO DE Agrostemma githago L. NO CULTIVO DE PIMENTÃO NO ESTADO DO AMAZONAS

(2)

DANIELLE FERNANDES DE ALMEIDA

EFEITOS DO EXTRATO DE Agrostemma githago L. NO CULTIVO DE PIMENTÃO NO ESTADO DO AMAZONAS

Dissertação submetida à Coordenação do Curso de Pós-Graduação em Agronomia, da Universidade Federal do Ceará, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre.

Orientador: Prof. Dr. Renato Innecco

FORTALEZA

(3)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação Universidade Federal do Ceará

Biblioteca de Ciências e Tecnologia

A445e Almeida, Danielle Fernandes de.

Efeitos do extrato de Agrostemma githago L. no cultivo de pimentão no Estado do Amazonas. / Danielle Fernandes de Almeida. – 2012.

78 f. : il. color., enc. ; 30 cm.

Dissertação (mestrado) – Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Fitotecnia, Programa de Pós-Graduação em Agronomia/Fitotecnia, 2012. Área de Concentração: Fitotecnia.

Orientação: Prof. Dr. Renato Innecco.

1. Pimentão - Cultivo - Amazonas. 2. Alelopatia. 3. Adubos e Fertilizantes. I. Título.

(4)

DANIELLE FERNANDES DE ALMEIDA

EFEITOS DO EXTRATO DE Agrostemma githago L. NO CULTIVO DE PIMENTÃO NO ESTADO DO AMAZONAS

Dissertação submetida à Coordenação do Curso de Pós-Graduação em Agronomia, da Universidade Federal do Ceará, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre.

Aprovada em 30/08/2012

BANCA EXAMINADORA

___________________________________________ Prof. Dr. Renato Innecco (Orientador)

Universidade Federal do Ceará – UFC

__________________________________________ Prof. Dr. Sebastião Medeiros Filho (Conselheiro)

Universidade Federal do Ceará – UFC

__________________________________________ Dra. Aurilene Araújo Vasconcelos (Conselheiro)

(5)

A todos os agricultores do Norte e Nordeste deste Brasil.

(6)

AGRADECIMENTOS

Agradeço imensamente a Deus pela força e por me guiar durante esse período do

mestrado, como em tudo na minha vida, pois em alguns momentos de dificuldades

durante essa fase, me mostrou que sem ele não sou nada e que posso tirar muitas pedras

do meu caminho e construir uma história de muitas vitórias.

Aos meus queridos e amados pais, que me mostram todos os dias o que

realmente é importante na vida: o amor, o respeito pelo próximo e o conhecimento. Se

eu disser um milhão de obrigado, seria pouco pra agradecer tanta dedicação que vocês

têm por mim e pelos meus irmãos.

Aos meus irmãos que estão perto de mim Athos e Janson, pelo apoio sempre e

ao meu querido irmão Jefersson, que mesmo longe está me iluminando com o seu

carinho.

Ao meu namorado e amigo Ricardo, pelo amor, carinho, compreensão e apoio.

Agradeço por me incentivar sempre.

À Universidade Federal do Ceará pela oportunidade oferecida à realização do

curso.

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico - CNPq,

pela concessão da bolsa de estudos.

Ao Departamento de Fitotecnia e a todos os professores da pós-graduação, por

todo conhecimento passado.

Ao meu grande orientador Prof. Dr. Renato Innecco, pela orientação, amizade e

ensinamentos e pela confiança no meu trabalho.

Ao Coordenador da Pós-Graduação em Agronomia/Fitotecnia Prof. Dr. Marcio

Cleber de Medeiros e Corrêa e ao secretário da Deocleciano Xavier por todas as

informações e ajuda prestadas.

Ao agricultor Sr. Galego e toda sua família que me cederam a área pra execução

de experimento e pela acolhida.

Aos trabalhadores da fazenda, Ricardo, Samuel, Renato, que mesmo não

(7)

A minha amiga Wanderléia, que participou do começo ao fim na execução do

experimento, obrigada pela ajuda e pela sua amizade, pois foi através deste trabalho que

nasceu nossa amizade.

Ao Alexandre e Rafael pela colaboração durante o experimento.

Ao Professor Ferreira pelo apoio, ajuda e principalmente amizade.

As minha amigas de pós-graduação que vão ficar pra sempre no meu coração,

Rafaela, Selma, Tarliane e Alêssa e mesmo com a distância geográfica, nossa amizade é

pra vida toda.

Aos meus amigos de infância, de escola, de faculdade e do trabalho,

(8)

RESUMO

A cultura do pimentão (Capsicum annum L.) apresenta elevado valor comercial no Brasil e a utilização de bioestimulantes favorece incrementos no desenvolvimento vegetal desta hortaliça. O Agrostemin® é um bioestimulante composto por 4% de extrato vegetal concentrado liofilizado de Agrostemma githago L. misturados com 96% de silicato de magnésio. O objetivo deste trabalho é avaliar a influência do extrato vegetal Agrostemma githago L. na cultivar de pimentão Dahra R Sakata. O experimento foi instalado em casa-de-vegetação na Fazenda Goiânia localizada no município de Iranduba – AM. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados com quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos por épocas de aplicação com o produto Agrostemin® (30g/ha-1), dose aplicada nas mudas dois dias antes do transplantio, e quatro tratamentos após o transplantio (5, 15, 30, 5 + 30 dias), além da testemunha, totalizando seis tratamentos. Para os componentes vegetativos foram avaliados altura média das plantas (cm), diâmetro das plantas (mm) e comprimento da raiz (cm) e matéria seca da raiz (g). Para as variáveis dos componentes de produção foram avaliados número de frutos e peso médio dos frutos, com isso sendo calculado a produtividade (kg/parcela), além da qualidade dos frutos, comprimento (CF), diâmetro (DF) e espessura da polpa. Os resultados indicaram que os efeitos da época de aplicação mostrou para variável número de frutos valores superiores na aplicação realizada com 5+30 (cinco + trinta) dias e para a produtividade os tratamentos com aplicação com 5 + 30 (cinco + trinta) dias e o tratamento com 5 (cinco) dias, mostraram-se os melhores resultados. Na variável peso dos frutos não houve diferença significativa na analise de variância, o mesmo resultado foi seguido pelas variáveis comprimento e espessura da polpa, foi observado diferença apenas no diâmetro, o tratamento com aplicação do bioestimulante com 5 + 30 (cinco + trinta) apresentou o melhor resultado. A altura das plantas, o tratamento com 15 (quinze) dias mostrou valores superiores, porém não diferindo estatisticamente dos outros tratamentos com a presença do extrato, já o diâmetro das plantas apresentou melhores desempenhos no tratamento com aplicação com 5 + 30 (cinco + trinta). Para as características da raiz, os tratamentos com 2 (dois), 15 (quinze), 5 + 30 (cinco + trinta), apresentaram os melhores desempenhos para o comprimento da raiz, sendo que a matéria-seca registrou os melhores valores para o tratamento com aplicação com 15 (quinze) dias. As épocas de aplicação do bioestimulante Agrostemin® apresentaram efeitos positivos no crescimento e desenvolvimento nas plantas de pimentão.

(9)

ABSTRACT

The culture of pepper (Capsicum annum L.) has a high commercial value in Brazil and the use of biostimulation favors increases in plant development of this vegetable. The Agrostemin® is a bio-stimulant composed of 4% of plant extract concentrated lyophilized Agrostemma githago L. mixed with 96% magnesium silicate. The objective of this study is to evaluate the influence of plant extract Agrostemma githago L. in cultivating chili Dahra R Sakata. The experiment was set up inside a greenhouse in the farm in the municipality of Goiânia Iranduba - AM. The experimental design was a randomized block with four replications. The treatments consisted of application time with product Agrostemin® (30g/ha-1) dose applied to seedlings two days before the transplant, and four treatments after transplanting (5, 15, 30, 5 + 30 days), plus control, six treatments. For the vegetative components were evaluated average plant height (cm), diameter of plant (mm) and root length (cm) and root dry matter (g). For variables of yield components were evaluated fruit number and average fruit weight, it is calculated productivity (kg / plot), and fruit quality, length (FL), diameter (DF) and flesh thickness. The results indicated that the effects of application time showed variable number of fruits higher values in the application performed with 5 +30 (five + thirty) days and productivity treatments with application 5 + 30 (five + thirty) days and Treatment with five (5) days, showed the best results. In the variable weight of fruit was no significant difference in the analysis of variance, the same result was followed by variable length and thickness of the pulp was observed only difference in diameter, treatment with application of plant growth regulator with 5 + 30 (thirty five +) showed the best result. Plant height, treatment with 15 (fifteen) days showed values higher, but not statistically different from other treatments with the extract, since the diameter of the trees showed better performance in the application to treatment with 5 + 30 (thirty five + .) For root characteristics, treatments with two (2) fifteen (15) 5 + 30 (thirty five +), showed the best performance for root length, and dry-matter recorded the best values for the treatment application with fifteen (15) days. The application time biostimulating Agrostemin ® showed positive effects on growth and development in sweet pepper plants.

(10)

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1: Localização da Fazenda Goiânia, Iranduba – AM. ... 34

Figura 2: Casa-de-vegetação preparada para receber as mudas de pimentão Dahra R. Iranduba – AM, 2011. ... 36

Figura 3: Mudas de pimentão em bandejas de isopor com 14 dias de semeadura. Iranduba – AM, 2011. ... 36

Figura 4. Planta unida ao fitilho por meio de alceamento. Iranduba – AM, 2011 ... 37

Figura 5: Avaliação da altura de planta de pimentão por meio de trena, após 50 dias de transplantio. Iranduba – AM, 2011 ... 38

Figura 6: Coroamento das plantas de pimentão, com o objetivo de não danificar o sistema radicular no momento da retirada das plantas. Iranduba–AM,

2011... 39

Figura 7: Colheita da produção de pimentão Dahra R. Iranduba – AM, 2011... 40

Figura 8: Detalhe da planta e dos frutos da cultivar Dahra R. no ponto de colheita. Iranduba –

AM, 2011... 40

Figura 9: Pesagem de fruto de pimentão em balança analógica (A) e avaliação da espessura da polpa do fruto de pimentão com o auxílio de paquímetro digital (B).

Iranduba – AM, 2011. ... 41

Figura 10: Gráfico demonstrando a evolução do número de frutos para as quatro colheitas realizadas. Iranduba – AM, 2011... 43

Figura 11: Modelos de regressões quadráticas para o número de frutos. Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (2) dias antes transplantio (T2), sob quatro

(11)

Figura 12: Modelos de regressões quadráticas para o número de frutos. Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) dias após transplantio (T3), sob quatro

avaliações... 45

Figura 13: Modelos de regressões para o número de frutos do pimentão. A – Testemunha (T1) x Tratamento com quinze (15) dias após o transplantio (T4); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com trinta (30) dias após transplantio (T5), sob quatro

avaliações... 46

Figura 14: Modelos de regressões quadráticas para o número de frutos. Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) + trinta (30) dias após transplantio (T6), sob quatro

avaliações... 46

Figura 15: Modelos de regressões para a produtividade. A – Testemunha (T1) x Tratamento com dois (2) dias antes do transplantio (T2); B - Testemunha (T1) x

Tratamento com cinco (5) dias após transplantio (T3), sob quatro avaliações.

... 47

Figura 16: Modelos de regressões para a produtividade. A – Testemunha (T1) x Tratamento com quinze (15) dias após o transplantio (T4); B - Testemunha (T1) x

Tratamento trinta (30) dias após transplantio (T5), sob quatro

avaliações... 48

Figura 17: Modelos de regressões quadráticas para a produtividade. Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) + trinta (30) dias após transplantio (T6), sob quatro

avaliações... 49

Figura 18: Modelos de regressões lineares para o peso dos frutos de pimentão, A – Testemunha (T1) x Tratamento com dois (2) dias antes do transplantio (T2); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) dias após transplantio (T3), sob três

(12)

Figura 19: Modelos de regressões lineares para o peso dos frutos de pimentão, A – Testemunha (T1) x Tratamento com quinze (15) dias após transplantio (T4); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com trinta (30) dias após transplantio (T5), sob três

avaliações... 51

Figura 20: Modelos de regressões lineares para o peso dos frutos de pimentão. Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) + trinta (30) dias após transplantio (T6),

sob três avaliações... 51

Figura 21: Modelos de regressões lineares para o comprimento dos frutos de pimentão, A – Testemunha (T1) x Tratamento com dois (2) dias antes do transplantio (T2); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (15) dias após transplantio (T3), sob três

avaliações... 52

Figura 22: Modelos de regressões lineares para o comprimento dos frutos de pimentão, A – Testemunha (T1) x Tratamento com quinze (15) dias após transplantio (T4); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com trinta (30) dias após transplantio (T5), sob três

avaliações... 53

Figura 23: Modelos de regressões para o comprimento dos frutos de pimentão. Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) + trinta (30) dias após transplantio (T6),

sob três avaliações... 54

Figura 24: Frutos de pimentão (CAPSICU ANNUM L.), oriundos de plantas submetidas aos efeitos do Agrostemin® nos tratamentos com dois (2) dias antes do

transsplantio, cinco (5), quinze (15) e trinta (30) e e o tratamento com cinco (5) e trinta

(30), comparado ao tratamento sem aplicação do bioestimulante. Iranduba – AM.

2011... 54

Figura 25: Frutos de pimentão oriundos de plantas submetidas aos efeitos dos tratamentos com aplicação do produto Agrostemin® com dois (2) dias antes do

transsplantio, cinco (5), quinze (15) e trinta (30) e e o tratamento com cinco (5) e trinta

(30), comparado ao tratamento sem aplicação do bioestimulante. Iranduba – AM. 2011.

(13)

Figura 26: Modelos de regressões para o diâmetro dos frutos de pimentão, A – Testemunha (T1) x Tratamento com dois (2) dias antes do transplantio (T2); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) dias após transplantio (T3), sob três

avaliações... 56

Figura 27: Modelos de regressões para o diâmetro dos frutos de pimentão, A – Testemunha (T1) x Tratamento com quinze (15) dias após transplantio (T4); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com trinta (30) dias após transplantio (T5), sob três

avaliações... 57

Figura 28: Modelos de regressões para o diâmetro dos frutos de pimentão. Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) + trinta (30) dias após transplantio (T6),

sob três avaliações... 57

Figura 29: Modelos de regressões para a espessura da polpa de frutos de pimentão, A – Testemunha (T1) x Tratamento com dois (2) dias antes do transplantio (T2); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) dias após transplantio (T3), sob três

avaliações...58

Figura 30: Modelos de regressões para a espessura da polpa dos frutos de pimentão. Testemunha (T1) x Tratamento com quinze (15) dias após transplantio (T4), sob três

avaliações... 59

Figura 31: Modelos de regressões para a espessura da polpa de frutos de pimentão, A – Testemunha (T1) x Tratamento com trinta (30) dias após transplantio (T5); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) + trinta (30) dias após transplantio (T6),

sob três avaliações... 60

Figura 32: Detalhe da espessura dos frutos de pimentão: A – Testemunha (T1); B - Tratamento com aplicação do bioestimulante Agrostemin® com dois (2) dias antes do

transplantio (T2); C - Tratamento com cinco (5) dias após transplantio (T3); D -

Tratamento com quinze (15) dias após o transplantio (T4). Iranduba – AM. 2011

(14)

Figura 33: Detalhe da espessura dos frutos de pimentão : A – Testemunha (T1); B - Tratamento com aplicação do bioestimulante Agrostemin® com trinta (30) dias após

transplantio (T4) ; C - Tratamento com cinco (5) + trinta (30) dias após transplantio

(T5). Iranduba– AM. 2011 ... 61

Figura 34: Modelos de regressões quadrático para a altura das plantas de pimentão, A – Testemunha (T1) x Tratamento com dois (2) dias antes do transplantio (T2); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) dias após transplantio (T3), sob seis

avaliações... 63

Figura 35: Modelos de regressões quadráttico para a altura das plantas de pimentão, Testemunha (T1) x Tratamento com quinze (15) dias após transplantio (T4), sob seis

avaliações... 64

Figura 36: Modelos de regressões para a altura das plantas de pimentão, A – Testemunha (T1) x Tratamento com trinta (30) dias antes do transplantio (T5); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) + trinta (30) dias após transplantio (T6),

sob seis avaliações... 65

Figura 37: Modelos de regressões para o diâmetro das plantas de pimentão, A – Testemunha (T1) x Tratamento com dois (2) dias antes do transplantio (T2); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) dias após transplantio (T3), sob seis

avaliações... 66

Figura 38: Modelos de regressões quadrático para o diâmetro das plantas de pimentão, Testemunha (T1) x Tratamento com quinze (15) dias após transplantio (T4), sob seis

avaliações ... 67

Figura 39: Modelos de regressões para o diâmetro das plantas de pimentão, A – Testemunha (T1) x Tratamento com trinta (30) dias após transplantio (T5); B -

Testemunha (T1) x Tratamento com cinco (5) dias + trinta (30) após transplantio (T6),

(15)

Figura 40: Comprimento da raiz de plantas de pimentão em relação a diferentes épocas de aplicação ... 69

(16)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 : Atributos químicos do solo antes da instalação do experimento, Iranduba- AM, 2011 ... 34

Tabela 2: Tratamentos realizados na cultivar Dahra R. Iranduba - AM, 2011... 35

Tabela 3: Número médio dos frutos da cultivar de pimentão Dahra R. submetida a aplicação

do extrato Agrostemma githago L. Iranduba – AM, 2011 ... 44

Tabela 4 : Altura média das plantas de pimentão da cultivar Dahra R. submetida a aplicação

do extrato Agrostemma githago L. Iranduba – AM, 2011... 62

Tabela 5: Número médio dos frutos da cultivar de pimentão Dahra R. submetida a aplicação do

(17)

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ... 18

2. REVISÃO DE LITERATURA ... 20

2.1. Pimentão (Capsicum annum L) ... 20

2.1.1.Origem e dispersão ... 20

2.1.2. Botânica ... 21

2.1.3. Importância Econômica ... 21

2.1.4. Valor Nutricional ... 22

2.1.5. Cultivares ... 23

2.2. Alelopatia ... 24

2.3. Hormônios ... 25

2.3.1. Auxinas ... 25

2.3.2. Citocininas ... 26

2.3.3. Giberilinas ... 27

2.4. Bioestimulantes ... 29

2.5. Agrostemma githago L. ... 31

3. MATERIAL E MÉTODOS ... 34

3.1. Instalação do experimento em casa-de-vegetação ... 34

3.2. Avaliações realizadas ... 38

3.2.1.Componentes vegetativos ... 38

3.2.2. Componentes de produção ... 39

3.3. Análise estatística ... 41

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES ... 42

4.1. Número de frutos ... 42

4.2. Produtividade ... 47

4.3. Peso ... 49

4.4. Características Agronômicas dos frutos de pimentão ... 52

4.4.1. Comprimento médio dos frutos de pimentão ... 52

4.4.2. Diâmetro médio dos frutos de pimentão ... 55

4.4.3. Espessura da polpa dos frutos de pimentão ... 58

(18)

4.5.1. Altura das plantas de pimentão ... 62

4.5.2. Diâmetro do colo das plantas de pimentão ... 65

4.6. Características da raiz ... 68

4.6.1. Componentes da raiz ... 68

(19)

1.

INTRODUÇÃO

O pimentão (Capsicum annuum L.) destaca-se entre as solanáceas por ser

consumido em grande quantidade e está entre as cinco hortaliças mais consumida e com

maior área cultivada no Brasil e no mundo (HALFELD-VIEIRA et al., 2005), além de

possuir uma importância econômica, no Brasil e no exterior, principalmente nos Estados

Unidos, México, Itália, Japão e Índia (SILVA et al., 1999).

A produção da cultura do pimentão é influenciada pelos fatores ambientais

e suscetível ao ataque de várias pragas e doenças, que aumentam o custo de produção da

cultura (HALFELD-VIEIRA, B. de A. et al, 2005).

O alto rendimento das variedades e de seus híbridos é atribuído ao uso de

vários agentes químicos, tanto os fertilizantes minerais para a nutrição de plantas, como

os agentes químicos para a proteção de plantas em geral. A aplicação não-profissional

ou excessiva desses agentes, ao longo de muitos anos, resultou em várias desordens do

equilíbrio biológico (AGROSTEMIN, 2010).

Segundo Molisch, alelopatia é "a capacidade das plantas, superiores ou

inferiores, produzirem substâncias químicas que, liberadas no ambiente de outras,

influenciam de forma favorável ou desfavorável o seu desenvolvimento” (Soares, 2000).

Os recentes avanços na química de produtos naturais, por meio de métodos modernos

de extração, isolamento, purificação e identificação, têm contribuído bastante para um

maior conhecimento desses compostos secundários, os quais podem ser agrupados de

diversas formas (Ferreira, Áquila, 2000).

Os bioestimulantes são complexos que promovem o equilíbrio hormonal das

plantas, favorecendo a expressão do seu potencial genético, estimulando o

desenvolvimento do sistema radicular (ONO et al, 1999). O emprego de bioestimulante

como técnica agronômica para aperfeiçoar as produções de diversas culturas é cada vez

mais comum (Dourado Neto et al, 2004). Os órgãos vegetais das plantas são alterados

morfologicamente pela aplicação de bioestimulantes, de forma que o crescimento e o

desenvolvimento deles são promovidos ou inibidos, o que influência ou modifica os

processos fisiológicos e exerce controle da atividade meristemática.

A Agrostemma githago L. é uma erva daninha dos campos europeus

(20)

na sua presença as plantas mais próximas morrem, porém, antes da morte há um

desenvolvimento nas plantas. O produto comercial Agrostemin® é composto por 4% de

extrato vegetal concentrado liofilizado de Agrostemma githago L. misturados com 96%

de silicato de magnésio. As substâncias do Agrostemin® simulam um ataque por ervas

daninhas e quando a planta percebe a presença das substâncias ativas são

desencadeadas, em seu interior, uma série de reações bioquímicas ainda não

completamente elucidadas. Estudos comprovam que o Agrostemin® atua no

metabolismo tanto a nível de órgãos e tecidos como a nível de células. Ele influencia

nos processos de crescimento, desenvolvimento e reprodução da planta. Todas as

reações provocadas pelo Agrostemin® produzem uma série de efeitos positivos na

planta, entre eles podemos listar: aumenta no teor de clorofila a e b e da taxa

fotossintética, maior desenvolvimento das raízes, maior desenvolvimento da parte aérea,

maior vigor de germinação das sementes, maior resistência a pragas e doenças e danos

climáticos (geada, seca e etc), melhoria na qualidade de frutos, grãos e outros órgãos

comestíveis em resumo aumento significativo da produtividade e qualidade.

No início do século XXI, de acordo com a avaliação dos peritos e cientistas

do mundo inteiro o aumento de rendimentos na produção de plantas, estará baseado nos

biorreguladores do crescimento de origem natural, na bioengenharia, nas novas

variedades de plantas e, principalmente, em uma fotossíntese mais eficiente.

(AGROSTEMIN, 2010).

A produção de olerícolas sem utilização de produtos químicos tem crescido

consideravelmente, principalmente devido à preocupação com a questão ambiental e o

fato de consumo de alimentos mais saudáveis. Contudo, a maioria dos estudos estão

voltados para a utilização de produtos químicos, sendo importante avaliar estimuladores

vegetais naturais, biofertilizantes, etc.

São inúmeras as pesquisas realizadas com a interferência de reguladores

vegetais na agricultura, onde apresenta ganhos na produtividade e qualidade,

destacando-se as áreas de floricultura, olericultura, e fruticultura (KLAHOLD, 2005),

no entanto os resultados são bastantes divergentes quanto ao efeito bioestimulante sobre

o cultivo dos produtos hortícolas, sendo necessárias mais pesquisas dos efeitos destes

produtos na cultura do pimentão.

Diante do exposto este trabalho tem como objetivo avaliar os efeitos do

bioestimulante na cultura do pimentão e fornecer subsídios aos produtores sobre os

(21)

2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1. Pimentão (Capsicum annum L.)

2.1.1. Origem e dispersão

O centro de origem do pimentão, assim como das pimentas cultivadas e

silvestres é o continente americano. Depois do descobrimento das Américas, as

pimentas foram introduzidas em diferentes áreas e hoje encontram-se dispersas pelo

mundo. No entanto, há de se esclarecer que, depois de selecionadas nas áreas originais

(centros primários), estas plantas podem (e muitas vezes o foram) ser introduzidas em

áreas diferentes, onde, pelo processo de seleção, continuam gerando novos tipos

morfológicos. Por esse motivo, as novas áreas são consideradas centros secundários

(RIBEIRO, 2010)

Assim, o centro primário de diversidade de C. annuum var. annuum (a

forma domesticada mais variável e largamente cultivada, a qual pertence o pimentão)

inclui México e América Central; centros secundários existem no sudeste e centro da

Europa, África, Ásia e partes da América Latina. Foi substancial a contribuição

histórica brasileira na dispersão destas plantas pelo mundo, eficientemente feita pelos

portugueses e pelos povos que eram transportados em suas embarcações. As rotas de

navegação no período de 1492-1600 permitiram que as espécies picantes e doces de

pimentas viajassem o mundo. As pimentas foram então, introduzidas na África, Europa

e posteriormente na Ásia. A China e a Índia cultivam anualmente cerca de 1.000.000 ha

(22)

2.1.2 Botânica

A espécie Capsicum annum é uma solanácea perene, porém cultivada como

cultura anual. A planta é arbustiva, com caule semilenhoso, que pode ultrapassar 1 m

de altura, com folhas de tamanho variável (1,5 – 12 x 0,5 - 7,5 cm) suporta uma carga

leve de frutos, mas exige tutoramento nos híbridos, devido à alta produtividade

(FILGUEIRA, 2008).

As flores são hermafroditas, solitárias, com corola branca, cálice sem

constrição na junção com o pedicelo, corola campanulada-rotada, profundamente 5 - 6

partida, com 6 estames inseridos perto da base corola, anteras azuladas, descente

longitudinalmente. O ovário é bilocular, podendo ser múltiplo, estilo simples, branco ou

púrpuro, estigma capitada. As flores permanecem abertas de 2 a 3 dias. São plantas de

auto fecundação, embora possa ocorrer uma certa porcentagem de polinização cruzada e

os frutos apresentam polpa firme e sementes de coloração palha (CASALI & COUTO

apud, FELIX, 2009). O fruto de pimentão tem forma de baga oca, alongada ou cúbica

de coloração verde, amarela vermelha ou roxa. Pela ausência do alcalóide capsicina não

apresenta o sabor picante característico das diversas pimentas do gênero Capsicum L

(FELIX, 2009).

No pimentão as raízes são axonomorfas da qual se ramificam um conjunto

de radicelas laterais, posteriormente, se forma uma densa borda de raízes. O peso do

sistema radicularvaria de 7 a 17% do peso total da planta, em função do tipo varietal e

das condições de cultivo. Nas plantas de pimentões jovens a proporção relativa do

sistema radicular em relação à biomassa total é maior que nas plantas adultas (SOMOS,

1984).

2.1.3. Importância econômica

O pimentão está entre as dez hortaliças mais consumidas e entre as cinco

hortaliças com maior área cultivada no Brasil e no mundo Nos grandes centros urbanos

do país o volume de comercialização é bastante expressivo (HALFELD-VIEIRA et al.,

2005).

A produção de pimentão existe em todos os estados da federação, mas

(23)

aproximadamente 5.000 ha, com considerável produção de 120 mil toneladas. Somente

o mercado nacional de sementes de pimentão movimenta US$ 1,5 milhão.

O cultivo de pimenta ocorre praticamente em todas as regiões do país e é

um dos melhores exemplos de agricultura familiar e de integração pequeno

agricultor-agroindústria. A área anual cultivada é de 2.000 ha e os principais estados produtores

são MG, GO, SP, CE e RS (RIBEIRO, 2010).

Estima-se que dos 13 mil ha de área cultivada no Brasil, 1.000 ha sejam

destinados ao cultivo protegido. (CNPH, 2001).

2.1.4. Valor nutricional

O fruto do pimentão é consumido em grande parte in natura, sendo também

utilizado na indústria de processamento de alimentos devido à presença de pigmentos

naturais na polpa, os quais são utilizados em corantes de sopas instantâneas e embutidos

de carnes (REIFSCHNEIDER, 2000).

Os frutos de Capsicum são fontes importantes de três antioxidantes naturais:

a vitamina C, os carotenóides e a vitamina E. Podem atingir cerca de 180 mg de ácido

ascórbico por cada 100g de fruto, sendo mais ricos em vitamina C que as frutas cítricas

(FILGUEIRA, 2003). Segundo Hornero-Méndez et al. (2000) os teores de carotenóides

em pimentão variam com relação a cultivar ou variedade avaliada. Há evidências de que

os antioxidantes previnem doenças degenerativas como o câncer, doenças

cardiovasculares, catarata, mal-de-Parkinson e mal-de- Alzheimer, por seqüestrarem

radicais livres.

As pimentas doces e os pimentões possuem alto teor de vitamina C;

algumas variedades de pimentão possuem até 340 miligramas por 100 gramas. Um fruto

de pimentão vermelho possui quantidade de vitamina C (180 miligramas por 100

gramas) suficiente para suprir as necessidades diárias de até seis pessoas. É importante

ressaltar que, na secagem, os frutos perdem praticamente toda a vitamina C, e no

cozimento a perda é de cerca de 60%.

Os frutos de Capsicum são também fontes de vitaminas do complexo B

(tiamina, riboflavina, niacina, B-6 e ácido fólico) e de vitamina A. O pimentão

vermelho contém 650 microgramas (µg) de retinol por 100 gramas de parte comestível,

(24)

microgramas. Algumas variedades podem apresentar de 3 a 10 miligramas de vitamina

E por 100 gramas de parte comestível (as necessidades nutricionais de vitamina E foram

fixadas em 10 miligramas para pessoa adulta) (REIFSCHNEIDER, 2000).

Os frutos maduros de diferentes variedades de pimentas concentram altas

quantidades de carotenóides. As pimentas doces são amplamente usadas como corantes

naturais, na forma de extratos concentrados (oleorresinas) e de pó (colorau ou páprica).

A pimenta vermelha é uma das hortaliças mais ricas em betacaroteno e

betacriptoxantina, carotenóides com importante valor nutricional devido à provitamina

A.

Os frutos de Capsicum são, ainda, fontes importantes de fibras, elementos

essenciais no processo de digestão e que previnem problemas intestinais e reduzem o

desenvolvimento de divertículos e de câncer do intestino grosso ((REIFSCHNEIDER,

2000).

2.1.5. Cultivares

Existe uma grande variedade de pimentões disponíveis para os produtores e

consumidores de todas as regiões do país, com grandes variações quanto ao formato e

tamanho dos frutos e, principalmente, de cores. O pimentão verde continua sendo o

mais importante em volume comercializado, mas os pimentões vermelhos e amarelos,

com sabor mais suave e melhor digestibilidade, também tem mercado cativo.

No mercado brasileiro de sementes de pimentão existe um predomínio de

híbridos, que se caracterizam pela resistência múltipla a doenças, alto vigor,

produtividade, precocidade de produção e uniformidade. Além de cultivares de frutos

verdes (quadrados ou cônicos) e vermelhos quando maduros, existe no mercado um

grande número de híbridos de pimentões coloridos, em cores que variam do marfim à

cor púrpura, passando pelo creme, amarelo e laranja e podem também apresentar

resistência a diferentes doenças. A área cultivada com estes híbridos ainda é pequena, e

as sementes importadas correspondem a 1% do volume total de sementes de pimentão

comercializadas no Brasil, sendo normalmente cultivadas em estufas. O mercado

(25)

2.2. Alelopatia

A alelopatia pode ser definida como a interferência positiva e negativa que

composto do metabolismo secundário produzidos por uma planta exercem sobre os

outros organismos (plantas, fungos, insetos e algas) (LOVETT & RYUNTYU, 1992;

FERREIRA, 2004), ou alterando as propriedades físicas e químicas do solo no local

onde se encontra a planta alvo (AIRES apud INDERJIT, 2007).

As plantas têm capacidade de produzir aleloquímicos em todos os seus

órgãos, no entanto sua concentração depende de diversos fatores, como solo,

temperatura e pluviosidade, e essa produção tem fundamental importância no que diz

respeito à autodefesa (MACÍAS et al., 2007). A alelopatia está fortemente associada

com a competição existente entre os organismos por recursos naturais do meio, tais

como, água, luz e nutrientes. Os aleloquímicos produzidos por uma planta, por exemplo,

podem influenciar a vegetação de um local, a sucessão de plantas, a indução de

dormência e a preservação de sementes, a germinação de sementes e de esporos de

fungos, a produtividade de culturas etc (EINHELLIG, 1995).

De acordo com Miller (1996), os metabólitos de plantas e seus produtos são

importantes em todos os agroecossistemas. O autor ressalta os conceitos de

autotoxicidade e heterotoxicidade que são tipos de atuações alelopáticas. A

autotoxicidade ocorre quando a planta produz substâncias tóxicas, que inibem a

germinação e o crescimento de plantas da mesma espécie. Enquanto a heterotoxicidade

ocorre quando substâncias fitotóxicas são liberadas pela lixiviação e exsudação das

raízes e decomposição de resíduos de algum tipo de planta sobre a germinação de

sementes e o crescimento de outra planta.

Os efeitos benéficos de uma planta sobre outra não devem ser desvinculados

do conceito de alelopatia, uma vez que em um dado composto químico pode ter efeito

inibitório ou estimulante, dependendo da concentração do mesmo no ambiente

(GOLDFARB et al, 2009).

A atividade dos aleloquímicos tem sido usada como alternativa ao uso de

herbicidas, inseticidas e nematicidas (defensivos agrícolas). A maioria destas

substâncias provém do metabolismo secundário, porque na evolução das plantas

(26)

outros patógenos ou predadores, seja inibindo a ação destes ou estimulando o

crescimento ou desenvolvimento das plantas (WALLER et al, 1999).

2.3. Hormônios

Os hormônios são mensageiros químicos, produzidos em uma célula ou em

um tecido, que modulam os processos celulares em outra célula, interagindo com

proteínas específicos denominados receptores (TAIZ & ZAIGER, 2009). Outros

hormônios agem dentro do mesmo tecido onde são produzidos. Em ambos os casos,

esses sinais químicos carregam informações sobre o desenvolvimento ou estado

fisiológico das células, dos tecidos e, em alguns casos, de sistemas de órgãos

extensamente separados.

Salisbury e Ross (1969) esclarece que os hormônios vegetais, podem agir

sobre a regulação do crescimento e desenvolvimento das plantas, agindo através de

processo de natureza química, o qual deve ser reavaliada. Sendo que, à ação de um dado

hormônio não depende somente de sua estrutura química. Pois o mesmo pode ocasionar

várias respostas em partes da planta ou em diferentes fases do desenvolvimento.

O desenvolvimento vegetal é regulado por seis tipos principais de

hormônios: auxinas, giberilinas, citocininas, etileno, ácido abscísico e brassinosteróides

(TAIZ, 2009).

2.3.1. Auxinas

Segundo Castro, Kluge e Peres (2005), as auxinas exercem diversos efeitos

sobre o crescimento das plantas, os quais incluem alongação celular, fototropismo,

geotropismo, dominância apical, iniciação e alongação radicular, produção de etileno,

crescimento de frutos, abscisão e partenocarpia.

Ao nível celular, as auxinas promovem a expansão da célula, pois estão

envolvidas na incorporação de materiais na parede celular, afetando a expansão celular,

através do aumento da plasticidade da parede celular. Este efeito de estimular a

expansão celular se traduz num estímulo ao crescimento, na escala macroscópica. O

(27)

auxina se eleva, dentro de uma gama de valores relativamente largos, desde que não se

verifiquem outros fatores limitantes. A gama de concentrações ótimas para o

alongamento celular varia bastante com o tipo de tecido vegetal, uma vez que diferentes

órgãos vegetais possuem diferentes sensibilidades a concentrações de auxina. Quando

se aplica auxina a órgãos isolados, ocorre um aumento de resposta paralelo ao aumento

da concentração até certo máximo, após o qual ocorre efeito inibitório (VALIO, 1985;

CASTRO; VIEIRA, 2001).

Os principais centros de síntese auxínica são os tecidos meristemáticos de

órgãos aéreos, tais como gemas em brotação, folhas jovens, extremidades de raízes,

flores ou inflorescências de ramos florais em crescimento e sementes em

desenvolvimento (RUIZ, 1998; MEYER et al., 1983; CASTRO; VIEIRA, 2001; COLL

et al., 2001). A concentração de auxina pode variar bastante de um tecido para outro; as

concentrações mais elevadas encontram-se geralmente nos tecidos onde a auxina é

sintetizada e armazenada (MEYER et al., 1983; COLL et al., 2001).

As auxinas sintéticas são bastante eficientes, pois não são metabolizadas

pelas plantas tão rapidamente quanto o IAA. Um grande número de auxinas sintéticas já

foi produzido em laboratório, como as substâncias indólicas, os derivados dos ácidos

fenoxiacéticos e ácido benzóico e os tiocarbamatos (TAIZ; ZEIGER, 2004), como por

exemplo o ácido naftalenacético (NAA), ácido 2,4-diclorofenoxiacético (2,4-D) e o

ácido indolilbutírico (IBA) (CASTRO; VIEIRA, 2001).

Neste grupo de reguladores vegetais é onde encontram-se as substâncias

mais eficazes no aumento do tamanho final dos frutos, as chamadas auxinas de síntese.

Várias evidências sugerem que a auxina está envolvida na regulação do

desenvolvimento dos frutos. A auxina é produzida no pólen, no endosperma e no

embrião de sementes em desenvolvimento e o estímulo inicial para o crescimento do

fruto pode resultar da polinização. Entre outras funções, as auxinas são utilizadas

objetivando promover o florescimento e o estabelecimento dos frutos (COLL et al.,

2001; TAIZ; ZEIGER, 2004).

2.3.2. Citocininas

As citocininas, de maneira geral as maiores concentrações são encontradas

em regiões meristemáticas, órgãos em crescimento como folhas jovens, sementes em

(28)

divisão celular e formação de órgãos, germinação de sementes, iniciação de crescimento

radicular, desenvolvimento de gemas e brotações, retardamento da senescência e

estímulo da translocação de nutrientes e substâncias orgânicas e movimento estomático

(CASTRO; KLUGE; PERES, 2005).

A citocinina está ligada à abertura dos canais de cálcio da membrana

plasmática, promovendo o aumento da concentração de cálcio no citoplasma, o qual é

utilizado na síntese de pectatos de cálcio na parede celular, promovendo o alongamento

celular e atua como mensageiro secundário, promovendo a ativação de proteínas

quinase e a ligação com a calmodulina. Citocinina é responsável pela citocinese (divisão

do citoplasma) durante o processo de divisão celular. A concentração de citocinina nas

plantas pode variar em função do órgão, estado de desenvolvimento da planta e das

condições ambientais. De maneira geral, as maiores concentrações de citocininas são

encontradas em regiões meristemáticas ou em órgãos em crescimento com alta taxa de

divisão celular, como folhas jovens, sementes em desenvolvimento, frutos e raízes. O

meristema apical da raiz, no entanto, é o principal local de síntese de citocininas em

plantas e estas são translocadas via xilema para a parte aérea da planta; quando se

encontram nas folhas, são relativamente imóveis. Portanto, quando aplicadas em folhas,

exercem um efeito localizado (SRINIVASAN; MULLINS, 1980; CASTRO; VIEIRA,

2001; COLL et al., 2001; TAIZ; ZEIGER, 2004).

A denominação de citocinina é devido à ação desta substância sobre a

citocinese (COLL et al., 2001). A zeatina foi a primeira citocinina natural identificada

em vegetais, em endosperma de milho, no ano de 1963. Anteriormente, em 1954, a

cinetina tinha sido isolada de esperma de arenque. A partir do isolamento da cinetina,

citocininas sintéticas foram produzidas em laboratório, pela modificação na cadeira

lateral na posição N-6 da base da adenina (METIVIER, 1979).

2.3.3. Giberilinas

Atualmente são conhecidos mais de cento e vinte giberelinas (ácidos

giberélicos), definidas de acordo com suas estruturas químicas, algumas das quais são

encontradas apenas no fungo Gibberella fujikuroi. Embora as giberelinas tenham se

tornado conhecidas pelos cientistas americanos e britânicos na década de 50, já haviam

sido descobertas muito antes pelos cientistas japoneses, quando rizicultores asiáticos

(29)

estiolamento de plantas de arroz e estas não produziam sementes. Os fitopatologistas

descobriram que tal doença era induzida por uma substância química secretada pelo

fungo G. fujikuroi, que deu origem ao nome desse grupo de comiberilinas apostos

(METIVIER, 1979; COLL et al., 2001; TAIZ; ZEIGER, 2004).

As giberilinas afetam vários aspectos do crescimento e desenvolvimento

vegetal, embora sejam mais conhecidas pelo seu efeito marcante no alongamento de

entrenós em alguns tipos de plantas, como em espécies anãs ou em roseta e gramíneas.

Outros efeitos fisiológicos das GAs incluem funções na determinação da sexualidade da

flor, na promoção do crescimento do fruto e na germinação de sementes. As giberilinas

possuem várias aplicações comerciais, sobretudo no aumento do tamanho de uvas sem

sementes e na maltagem da cevada para indústria de bebidas. Os inibidores da síntese de

GAs são usados como agentes de nanismo (TAIZ; ZEIGER, 2009).

Provavelmente são sintetizadas nas regiões de crescimento, sementes e

embriões em desenvolvimento, endosperma, frutos imaturos, folhas em

desenvolvimento e ápices de caules. Estão presentes por toda a planta, podendo ser

detectadas em folhas, caules, raízes, sementes, embriões e pólen. Em geral, os tecidos

reprodutivos contém maiores quantidades de giberelinas e nas raízes são encontradas

em menor concentração. Ao nível intracelular, no retículo endoplasmático e no

citoplasma, os plastídeos são os sítios de biossíntese (METIVIER, 1979; COLL et al.,

2001).

A translocação de giberelinas exógenas é realizada junto com os produtos

resultantes da fotossíntese, movendo-se em todas as direções no simplasto das plantas.

O movimento das giberelinas, tanto exógenas quanto endógenas, parece não ser

polarizado, podendo ocorrer tanto pelo floema como pelo xilema (METIVIER, 1979;

COLL et al., 2001). Essas substâncias são moléculas extremamente ativas podendo

incrementar tanto o alongamento como a divisão celular conforme evidenciado pelo

aumentos do comprimento e do número de células, em resposta à aplicação de

giberelinas.

Dentre as várias hipóteses sobre o mecanismo através do qual as giberelinas

estimulam a expansão celular, destaca-se a hipótese da hidrólise do amido. Elas podem

estimular a produção de α-amilase que hidrolisa o amido, incrementando a produção de

(30)

que possibilita a entrada de água na célula, elevando assim a pressão osmótica no suco

celular, tendendo a expandi-la (PIRES, 1998; PIRES; BOTELHO, 2001).

Fatores como luz, temperatura e outros hormônios, influenciam nos níveis

de giberelina (COLL et al., 2001).

2.4. Bioestimulante

Os reguladores vegetais são definidos como substâncias naturais ou

sintéticas que podem ser aplicadas diretamente nas plantas para alterar seus processos

vitais e estruturais, com a finalidade de incrementar a produção, melhorar a qualidade e

facilitar a colheita (LACA- BUENDIA, 1989). Os efeitos dessas substâncias sobre as

plantas cultivadas têm sido pesquisados com o intuito de melhorar qualitativa e

quantitativamente a produtividade das culturas (ALEONI et al , 2000).

A mistura de dois ou mais reguladores vegetais ou a mistura destes com

outras substâncias de natureza bioquímica diferente (aminoácidos, nutrientes,

vitaminas), resulta em um terceiro produto designado de bioestimulante. Esse produto

químico pode, em função da sua composição, concentração e proporção das substâncias,

incrementar o crescimento e desenvolvimento vegetal estimulando a divisão celular,

diferenciação e o alongamento das células, podendo também, aumentar a absorção e a

utilização de água e nutrientes pelas plantas (CASTRO; VIEIRA, 2001; VIEIRA,

2001).

A aplicação dos reguladores pode ser diretamente nas plantas, (folhas,

semente, frutos, caules e raízes) interferindo em processos como germinação,

enraizamento, floração, frutificação e senescência (CASTRO; MELOTO, 1989,

MONTAS, 2007). Os bons resultados da aplicação dependem de uma série de fatores,

desde a região e espécie de planta, até situações como o processo de absorção do

produto, associado com a condição da planta, como também, equipamentos e métodos

de aplicação que podem ser influenciados pelas condições do ambiente (MONSELISE,

1979; GALAN, MENINI, 1987). Por serem produtos que atuam em concentrações

muito baixas, qualquer alteração pode modificar o resultado esperado.

Casillas et al. (1986) estudaram os efeitos dos bioestimulantes, Agrostemim,

Ergostim, Agrovitae e Vitamina C, na cultura de Raphanus sativus L. (rabanete).

Avaliaram a porcentagem, velocidade e energia de germinação, altura das plantas,

(31)

Agrovitae, Agrostemin e Ergostim, ocorreram aumentos na porcentagem e velocidade

de germinação das sementes. A massa verde e seca, tanto da parte aérea como da

radicular, foram incrementadas quando o solo foi fertilizado e procederam

aplicaçõesdos bioestimulantes. O maior índice de colheita foi obtido no tratamento com

Agrovitae, sem fertilização do solo.

Os reguladores de crescimento ácido naftaleno acético (ANA) e ácido

giberélico (AG3) foram os melhores estimulantes ao enraizamento de embriões de

Citrus sinensis, enquanto o ácido indol butiríco (IBA), essencial ao enraizamento,

apresentou efeitos nocivos aos embriões oriundos de calos nucelares (PASQUAL &

ANDO, 1991). Por outro lado, os ácidos indol acético (AIA), ANA e nitrato de prata em

concentrações crescentes, proporcionaram um aumento no número de vagens/planta,

peso seco de sementes/planta e peso seco de plantas, quando aplicados no florescimento

do feijoeiro (Vicia faba) (EL-ABD et al., 1989).

Vieira (2001) estudou o efeito de diferentes dosagens, produto a base de

reguladores vegetais (auxinas, giberelinas e citocininas), nas culturas da soja, feijão e

arroz, obtendo aumentos expressivos sobre a produtividade das plantas, quando o

produto foi aplicado diretamente sobre as sementes.

Oliveira et al. (1994) relataram que os reguladores de crescimento são

essenciais para a produção de calos a partir de anteras de flores de feijão, que são

importantes para o melhoramento genético e que as auxinas 2,4-D (ácido 2,4 –

diclorofenoxiacético) e ANA, foram mais favoráveis à produção de calos e as

citocininas BAP (6-benzillaminopurina) e cinetina (6-furfuridaminopurina),

proporcionaram o enraizamento deles.

Raghava & Raghava (1994) verificaram o efeito de diferentes reguladores

vegetais na produção de frutos de espécies selvagens de tomate, concluindo que IAA

200 mg/L aumentou-a notavelmente. Hathout et al. (1993) observaram que a

pulverização de IAA 10 mg/L induziu a floração e a frutificação em plantas de

tomateiro e aumentou o número e a massa dos frutos.

Segundo Martins & Castro (1997), a aplicação dos biorreguladores

giberelina (KGA 2%, Gibrel), também denominada de GA3e ; auxina (NAA 20%,

(32)

2.5. Agrostemma githago L.

O bioestimulador Agrostemin® foi preparado através de pesquisas feitas na

área de alelopatia positiva e através de experimentos chegou-se a várias categorias de

correlações entre espécies de plantas (culturas e ervas daninhas) quando vivem em

diferentes tipos de terra. Espécies ecologicamente parecidas (trigo – Agrostemma

githago L.) foram separadas para obter várias diferentes formas de relações

interespecíficas. Como forma mais importante, tendo em vista o proveito para o homem,

na produção de biomassa, foi a correlação onde foi obtida a estimulação (trigo –

Agrostemma githago L.) e inibição (Agrostemma githago L. -trigo). Como parte das

pesquisas mencionadas, foram estudadas também as relações de outras espécies de

culturas (milho, girassol, soja etc.) e Agrostemma githago L. a como também de outras

espécies de ervas daninhas das combinações características para os grupos de plantas –

fitocenose. Todas as pesquisas mostraram efeitos alelopáticos positivos para as culturas

e negativos para as ervas daninhas. As relações alelopáticas estabelecidas em

comunidade mista que são útil para as culturas e danosas para as ervas daninhas, foram

transformadas em forma abiótica em monoculturas de plantas cultivadas.

As relações fenológicas e bioquímicas da cultura pura em macro e micro

condições como também condições absolutamente controladas, realizadas com

fundamento no complexo de mediadores químicos de origem natural, são denotadas

como alelopatinas. Estas substâncias formam o preparado Agrostemin®.

(AGROSTEMIN, 2010).

O bioestimulador natural Agrostemin®, tem sido aplicado por muitos anos

no campo, em plantações de grãos, hortaliças, fruteiras e de vinhedos. Agrostemin®

responde estatisticamente por aumentos de rendimento por meio de melhorias

significativas da qualidade biológica das frutas. A aplicação deste produto provou ser

economicamente bastante justificável (AGROSTEMIN, 2010).

O produto não é tóxico para plantas, animais, seres humanos, abelhas e nem

para o meio ambiente; não deixando quaisquer efeitos residuais nos mesmos. (RUSOV,

1978).

Analisando os efeitos alcançados no período de crescimento, incluindo o

período de surgimento do fruto, determinou-se o seguinte: aumento da clorofila a,

(33)

intensidade da fotossíntese e da respiração e aumento do conteúdo de nitrogênio nas

folhas de trigo (JOST, 1986).

Além de aumentar os rendimentos das plantas, também foi determinada uma

melhor qualidade biológica das frutas, a qual é significante em termos de nutrição

humana, já que fornece um alimento de mais saudável de melhor qualidade para as

pessoas e outros organismos vivos.

As investigações de bioteste em plantas da família Lemnaceae nas

condições de dias longos e curtos (KRANJCIC B. 1987) têm mostrado um efeito

favorável de Agrostemin® nas percentagens de florescimento, bem como rendimentos

de matéria seca em plantas de dias curtos e longos e em plantas neutras ao fotoperíodo.

Tudo isso leva à conclusão de que Agrostemin®, igualmente, tem um

impacto biostimulatório em outras plantas fotoperiodicamente neutras, tais como em

algumas variedades de trigo, de milho, de girassol, etc., e em plantas de dias curtos, tais

como o milho branco, a soja, o arroz e algumas outras variedades de milho.

Quando, sementes de cultivos variados são tratadas com Agrostemin®,

observa-se o seguinte: aumento da viabilidade de germinação e da germinação total,

brotamento mais acelerado, crescimento inicial mais rápido, um número maior de raízes

longas e aumento da matéria seca (JOST, 1986).

Com a analise química mostrou-se que além de outros componentes, estes

bioestimuladores naturais contêm dois complexos de componentes: Complexo ativo:

aminoácidos, ácidos orgânicos e seus derivados, complexo fitohormonal: giberelinas,

citocininas e auxinas (JANJIC, 1980).

Segundo GAJIC & VRBASKI (1972), relatarem que o estimulante vegetal

aumentou o crescimento, tanto da raiz, como da parte aérea de trigo.

Estudo realizado com pulverização de Agrostemin® na prefloração em soja

"Davis" verificou-se que a substância promoveu aumento na área foliar e na taxa

assimilatória líquida, revelando que o ganho em produtos da fotossíntese por unidade de

área foliar foi maior nestas plantas, mostrando o efeito estimulatório desse biorregulador

(CASTRO & VELLO, 1981).

Plantas de tabaco pulverizadas com Agrostemin® à 100g/ha, num estágio de

desenvolvimento onde apresentavam de 4 a 5 folhas, mostraram um aumento no peso

total da planta, na área foliar e no número de folhas em relação à testemunha

(34)

CASILLAS et al. (1986), tratando sementes de rabanete (Raphanus sativus

L. cv. Red Prince) com Agrostemin®, observaram que houve aumento significativo na

altura do vegetal.

FERNANDES et al (1993), avaliou o efeito do Agrostemin® sobre a altura

e o número de folhas de plantas de soja (Glycine Max (L.) MERRILL cv. IAC-8), as

plantas que receberam o produto via semente ou via foliar a 500 ppm, apresentaram

maiores valores para altura e número de folhas. No entanto quando aplicado via semente

mais via foliar a 500 ppm, promoveu decréscimo, tanto na altura como no número de

(35)

3. MATERIAL E MÉTODOS

3.1. Instalação do experimento em casa-de-vegetação

O experimento foi desenvolvido no período de janeiro a julho de 2011, na

Fazenda Goiânia localizada no município de Iranduba - AM, com coordenadas

geográficas 03º 12' 49,13640'' (S) e 60º 10' 06,39120'' (W) (Figura 1).

Figura 1: Localização da Fazenda Goiânia, Iranduba – AM.

O solo foi classificado segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa

Agropecuária, como Latossolo Amarelo distrófico típico, A moderado, hipodistrófico,

álico, caulinítico. Antes da instalação do experimento foram coletados amostras de solo

da área experimental para determinar as características químicas, na camada de 0-0,20

m, de acordo com o método proposto por Raij et al. (2001). Os resultados da análise do

solo encontram-se na Tabela 1.

Tabela 1 - Atributos químicos do solo antes da instalação do experimento. Iranduba, AM, 2011.

M.O. pH P K Ca Mg Al H+Al SB CTC V

(g/kg) (H2O) (mg/dm3) --- cmolc/dm3--- %

(36)

O delineamento experimental utilizado foi de blocos ao acaso com quatro

repetições. Os tratamentos foram constituídos por seis épocas de aplicação listadas

abaixo, através da aplicação do bioestimulante composto por dois complexos de

componentes, complexo ativo (aminoácidos, ácidos orgânicos e seus derivados) e

complexos fitohormonal (giberilinas, citocininas e auxinas) e disponível com o nome

comercial de Agrostemin.

Tabela 2 - Tratamentos realizados na cultivar Dahra R. Iranduba (AM), 2011.

Tratamentos Épocas de

Aplicação

Estágio das plantas (dias)

01.Testemunha - -

02.T2 02 dias antes do transplantio 22

03.T3 05 dias após transplantio 29

04.T4 15 dias após transplantio 39

05.T5 30 dias após transplantio 54

06.T6 05 e 30 dias após transplantio 29 e 54

O cultivar Dahra R é do tipo lamuyo, frutos de coloração verde/vermelho

escuro, de excelente qualidade devido às paredes lisas, além de ótimo peso em função

da espessura de parede. Os frutos são bem protegidos contra queimaduras de sol devido

ao alto vigor de planta (SAKATA, 2012).

O experimento conduziu-se em uma casa de vegetação com tamanho de

301 m2 (43x7m), com teto em forma de capela, coberta com filme de polietileno

transparente de 100 µm de espessura e pé direito de 2,8 m de altura (Figura 2).

As parcelas foram constituídas por 15 plantas, sendo utilizadas fileiras

simples espaçadas com 1,10 m entre fileiras e 0,40 m entre plantas, sendo considerada

como área útil as oito plantas centrais.

A área experimental foi previamente limpa com o auxílio de uma roçadeira

costal, já que existia no local infestação de plantas daninhas. Os sulcos foram formados

e a adubação de semeadura foi a mesma em todos os tratamentos, sendo incorporado

aos sulcos 25 Kg de adubo orgânico (esterco de gado e carneiro) quinze dias antes do

plantio e a adubação mineral aplicada 40Kg de adubo mineral da fórmula 04-18-12

(37)

Figura 2: Casa-de-vegetação preparada para receber as mudas de pimentão Dahra R. Iranduba –

AM, 2011.

As sementes do cultivar Dahra R foram semeadas em bandejas de

poliestireno expandido (isopor) com 128 células (Figura 3), contendo o substrato

comercial Tropstato HT à base de casca de pinus, turfa, vermiculita expandida,

enriquecido com macro e micronutrientes. A transferência das mudas para o local

definitivo de plantio ocorreu após 24 dias de semeadura.

Figura 3: Mudas de pimentão em bandejas de isopor com 14 dias de semeadura. Iranduba – AM, 2011.

O controle das plantas daninhas foi realizado mediante capina manual,

(38)

30 dias de transplantio, tutoramento com fitilhos (Figura 4) e a fertirrigação através do

sistema de gotejamento aplicando os seguintes macronutrientes [(fósforo (P), magnésio

(Mg) e cálcio (Ca)] e o micronutriente Boro (B). Os tratamentos fitossanitários foram

realizados empregando-se os produtos comerciais dos seguintes ingredientes ativos:

Abamectina, Deltametrina, Imidacloprido, Mancozeb, Metamil/Etanol e Óleo Mineral,

para o controle de ácaros, percevejo, vaquinha, broca, lagarta, tripes, pulga-verde e

mosca branca.

Figura 4. Planta unida ao fitilho por meio de alceamento. Iranduba – AM, 2011.

As aplicações do bioestimulante foram realizadas via foliar utilizando um

pulverizador costal com capacidade para 20L, dotado de um bico do tipo leque 8,0 m

3VK, sempre no final da tarde, sendo que o tratamento dois foi aplicado através de

béquer, pois o mesmo se encontrava na bandeja de isopor.

A quantidade utilizada em cada aplicação foi de 30 g.ha-1 do produto

comercial, preparou-se a solução prévia com 200 mL de água misturando o produto por

quinze minutos e em seguida acrescentou o restante da água até completar a solução

(39)

3.2. Avaliações realizadas.

3.2.1. Componentes vegetativos:

As avaliações foram iniciadas após quinze dias de transplantio, sendo medidas mensalmente:

Altura média das planta: na área útil das parcelas, foram medidas as plantas com o auxílio de uma trena (Figura 5), a partir do colo até o ápice (ponto de

inserção da última folha), exprimindo-se valores médios em cm.

Diâmetro do caule: na área útil das parcelas, foram medidas diâmetro do caule na altura do colo das plantas, com o auxílio de um paquímetro digital com

capacidade de 0 a 150 mm, exprimindo-se valores médios em mm.

Figura 5: Avaliação da altura de planta de pimentão por meio de trena, após 50 dias de transplantio. Iranduba – AM, 2011.

Massa seca e comprimento das raízes: No final do ciclo de produção foram removidas as plantas, sendo necessário fazer um coroamento para facilitar a

retirada das mesmas e diminuindo os danos causados no sistema radicular (Figura 6).

(40)

campus da Universidade Federal do Amazonas e lavadas em água corrente e em seguida

foram feitas medidas de comprimento com o auxílio de uma régua. Para determinação

da massa seca, só foi possível realizar do sistema radicular, devido ao ataque da doença

Cercosporiose nas plantas, ocorreu queda acentuada de folhas mesmo com o tratamento

fitossanitário, mascarando assim os dados. As raízes foram secas em estufa, com

circulação de ar forçado, a 70ºC por um período de 72 horas em seguidas pesadas em

balança de precisão.

Figura 6: Coroamento das plantas de pimentão, com o objetivo de não danificar o sistema radicular no momento da retirada das plantas. Iranduba – AM, 2011.

3.2.2. Componente de produção:

A produção também foi avaliada em quatro colheitas realizadas entre os

meses de abril a junho (Figura 7 e 8). Os frutos foram retirados dos ramos, cortando

seus pedúnculos com a tesoura de poda e acondicionando cada parcela em sacos

(41)

Figura 7: Colheita da produção de pimentão Dahra R. Iranduba – AM, 2011.

Figura 8: Detalhe da planta e dos frutos da cultivar Dahra R. no ponto de colheita. Iranduba – AM, 2011.

Número de frutos e peso médio dos frutos: Após o termino de cada colheita foram contados o número de frutos de cada parcela e realizado a pesagem total

com o auxílio de uma balança analógica (Figura 9) e a partir daí calculou-se a

(42)

Qualidade dos frutos: Utilizaram-se técnicas de avaliação morfológicas baseados em estudos de espécies vegetais da família Solanaceae. Os seguintes

caracteres dos frutos foram observados após o corte transversal nos frutos: comprimento

(CF), diâmetro (DF) e espessura da polpa (EP), sendo medidos através de paquímetro

digital, exprimindo-se os valores médios em mm (Figura 9).

Figura 9: Pesagem de fruto de pimentão em balança analógica (A) e avaliação da espessura da polpa do fruto de pimentão com o auxílio de paquímetro digital (B). Iranduba – AM, 2011.

3.2. Análise Estatística

As análises foram realizadas com o intuito da determinação da diferença

significativa entre as respostas as aplicações dos tratamentos para as diversas variáveis e

sua resposta polinomial através de curvas representativas.

Imagem

Figura 2: Casa-de-vegetação preparada para receber as mudas de pimentão Dahra R. Iranduba –  AM, 2011
Figura 4. Planta unida ao fitilho por meio de alceamento. Iranduba – AM, 2011 .
Figura  5:  Avaliação  da  altura  de  planta  de  pimentão  por  meio  de  trena,  após  50  dias  de  transplantio
Figura  6:  Coroamento  das  plantas  de  pimentão,  com  o  objetivo  de  não  danificar  o  sistema  radicular no momento da retirada das plantas
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