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Tribunal de Justiça de Minas Gerais

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Academic year: 2022

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Tribunal de Justiça de Minas Gerais

1.0079.07.367470-1/001

Número do Númeração 3674701-

Des.(a) Geraldo Augusto Relator:

Des.(a) Geraldo Augusto Relator do Acordão:

28/04/2009 Data do Julgamento:

29/05/2009 Data da Publicação:

EMENTA: ADMINISTRATIVO - SERVIDOR PÚBLICO - VANTAGENS DO CARGO - CONDENAÇÃO DO MUNICÍPIO - JUROS DE MORA - TAXA.Em se tratando de condenação da Administração Pública ao pagamento de determinada vantagem ao servidor, a taxa de juros de mora a ser aplicada é de 6% ao ano, a teor do disposto no art. 1º, F, da Lei 9.494/97.

APELAÇÃO CÍVEL N° 1.0079.07.367470-1/001 - COMARCA DE CONTAGEM - APELANTE(S): MUNICÍPIO CONTAGEM - APELADO(A)(S):

MARIA DA CONCEIÇÃO SEVERINO DE OLIVEIRA - RELATOR: EXMO.

SR. DES. GERALDO AUGUSTO ACÓRDÃO

Vistos etc., acorda, em Turma, a 1ª CÂMARA CÍVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, incorporando neste o relatório de fls., na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigráficas, à unanimidade de votos, EM DAR PROVIMENTO.

Belo Horizonte, 28 de abril de 2009.

DES. GERALDO AUGUSTO - Relator NOTAS TAQUIGRÁFICAS

O SR. DES. GERALDO AUGUSTO:

VOTO

Conhece-se do recurso ante a presença dos requisitos exigidos à admissibilidade.

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Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Tratam os autos da ação promovida por Maria da Conceição Severino de Oliveira contra o Município de Contagem, com pretensão, em resumo, de anulação do ato que decotou de seus vencimentos o adicional por tempo de serviço já averbado.

A sentença (fl.145-155) julgou procedente o pedido e anulou o ato administrativo que cancelou o 2º qüinqüênio adquirido pela autora, determinando ao Município que proceda ao pagamento do referido adicional, relativo a serviço prestado ao Estado de Minas Gerais, com a determinação de restituição dos valores descontados, desde novembro de 2006, com correção monetária a partir de cada mês de desconto e com juros de mora à base de 12% ao ano, a partir do trânsito em julgado da sentença, mais custas processuais e honorários advocatícios de 10% sobre o valor da causa.

Em apelação (fl.160-162) o Município se insurge quanto à taxa de juros estabelecida na sentença, anotando que o mesmo deve ser estabelecido em 0,5% ao mês, na forma do art. 1º, F, da Lei 9494/97.

Examina-se o recurso.

De plano, há de ser salientado que não foi impugnado pelo Município sobre o direito propriamente dito à vantagem reclamada pela servidora.

A apelação se restringe a reclamar sobre a taxa de juros aplicada pelo Sentenciante, à razão de 1% ao mês.

E, neste ponto, assiste razão ao apelante.

O entendimento então predominante neste Tribunal e nesta Câmara era no sentido de que, em se tratando de crédito cuja natureza é alimentar, deveriam ser fixados à taxa de 1,0% ao mês, por previsão da Lei 4.414/64 e, contados a partir da citação válida, a teor do disposto na Súmula nº204, do STJ.

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Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Contudo, o Superior Tribunal de Justiça, no que tange ao percentual, firmou orientação no sentido de que, com a edição da Medida Provisória nº2.180-35, de 24/08/2001, a qual acrescentou o art. 1º-F à Lei nº9494/97, a fixação dos juros de mora nos casos em que for sucumbente a Fazenda Pública, são devidos no percentual de 6% ao ano, se proposta a ação após a vigência da referida MP, mormente em se tratando débito com servidor público.

Neste sentido,

"Recurso Especial - Processual Civil - Dívida de Natureza Alimentar - Juros de Mora - Percentual - Medida Provisória nº 2.180-35 - Ajuizamento da Ação Posterior Vigência da MP. Aplicabilidade - Reforma da Decisão.

Ainda que se trate de dívida de natureza alimentar, o fato é que a presente ação foi ajuizada posteriormente à vigência da referida MP, que determina que os juros devem incidir no percentual de 0,5% ao mês. Precedentes.

Recurso Provido". (RESP 601.688/SC, 5ª Turma. Rel. Min. José Arnaldo da Fonseca, DJ de 22/03/2004).

No Mesmo sentido o Recurso Especial 601.223/SC, 5ª Turma, Rel. Min. Félix Fischer, DJ de 08/03/2004 e no RESP 686.857-MG, provido de plano pelas mesmas razões (Rel. Min. Laurita Vaz, J. 26/11/2004).

Assim, como na hipótese, a ação foi ajuizada sob a égide das alterações introduzidas na legislação federal pela MP nº 2.180-35, a taxa a ser utilizada é de 6% ao ano, devendo ser contada na forma estabelecida na sentença posto que contra o termo "a quo" de incidência dos juros não houve insurgência.

Com tais razões, DÁ-SE PROVIMENTO AO RECURSO para reduzir os juros de mora ao percentual de 6% ao ano.

Votaram de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es): VANESSA VERDOLIM HUDSON ANDRADE e ARMANDO FREIRE.

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Tribunal de Justiça de Minas Gerais

SÚMULA : DERAM PROVIMENTO.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CÍVEL Nº 1.0079.07.367470-1/001

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Referências

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