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IDENTIFICAÇÃO TEXTUAL VANESSA DE OLIVEIRA

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Academic year: 2021

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IDENTIFICAÇÃO TEXTUAL

VANESSA DE OLIVEIRA

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Texto Dissertativo

O Texto Dissertativo é um tipo de texto argumentativo e opinativo, uma vez que expõe a opinião sobre determinado assunto ou tema, por meio de uma argumentação lógica, coerente e coesa.

Tipos de Dissertação

■ Existem dois tipos de dissertação: a Dissertação Argumentativa

e a Dissertação Expositiva.

(3)

Estrutura do Texto Dissertativo

1. Introdução: Também chamada de "Tese", nesse momento, o mais importante é expor a ideia central sobre o tema de maneira clara.

Importante lembrar que a Introdução é a parte mais importante do texto e por isso deve conter a informações que logo serão desenvolvidas.

2. Desenvolvimento: Também chamada de "Anti-Tese" ou

"Antítese", nessa parte do texto é que se desenvolve a argumentação por meio de opiniões, dados, levantamentos, estatísticas, fatos e exemplos sobre o tema, a fim de que sua tese (ideia central) seja defendida com propriedade.

3. Conclusão: O próprio nome já supõe que é necessário concluir o

texto. Em outras palavras, não deixamos um texto sem concluí-lo e,

por isso, esse momento é chamado de "Nova Tese" por ser uma

momento de fechamento das ideias, e principalmente da inserção

de uma nova ideia, ou seja, uma "nova tese".

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Texto Dissertativo-Argumentativo

■ É um tipo textual que consiste na defesa de uma ideia por meio de argumentos e explicações.

■ Este tipo de texto tem como objetivo central a formação de opinião do leitor. Assim, ele é caracterizado por tentar convencer ou persuadir o interlocutor da mensagem, sendo nesse sentido argumentativo.

■ No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e em diversos

concursos e processos seletivos, esse é o tipo de texto solicitado

aos alunos, cujo tema ronda questões de ordem social, científica,

cultural ou política.

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O planejamento do texto dissertativo- argumentativo

Problema: No momento inicial busca-se o problema, ou seja, os fatos sobre o tema pretendido e, ademais a tese (ideia central do texto).

Opinião: A opinião pessoal sobre o tema reforçará a argumentação, por isso é importante buscar uma verdade pessoal ou juízo de valor sobre o assunto abordado.

Argumentos: O mais importante de um texto dissertativo- argumentativo é a organização, clareza e exposição dos argumentos.

Para tanto, é importante selecionar exemplos, fatos e provas a fim de assegurar a validade de sua opinião, sem deixar de justificar.

Conclusão: Nesse momento, busca-se a solução para o problema

exposto. Assim, é interessante apresentar a síntese da discussão, a

retomada da tese (ideia principal) e, além disso, a proposta de

solução do tema com as observações finais.

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1. Introdução

Na introdução devem ser mencionados os temas que são abordados no texto - ou o problema - de modo a situar o interlocutor.

Esta parte deve compreender cerca de 25% da dimensão global do texto.

2. Desenvolvimento

Todas as ideias mencionadas na introdução devem ser desenvolvidas de forma opinativa e argumentativa nessa parte do texto, cuja dimensão deve compreender cerca de 50% do mesmo.

3. Conclusão

A conclusão deve ser uma síntese do problema abordado, mas com

considerações que expressam o resultado do que foi pensado ao longo do texto.

A sua dimensão contempla cerca de 25% do texto.

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Exemplo de texto dissertativo- argumentativo

É frequente ouvirmos falar sobre os atos violentos na escola. Não bastasse a sua presença nas ruas, os ambientes supostamente seguros - nomeadamente as escolas - são mais do que nunca alvo de ações de violência . Os valores se perdem a ponto de não só entre alunos, mas entre alunos e professores, ou vice-versa, serem inúmeros os casos de agressões noticiados frequentemente.

A força é tomada em detrimento da razão e os conflitos são resolvidos

de forma irracional desde a infância, cujas crianças absorvem cedo

esse tipo de comportamento por influência da sociedade cada vez

mais violenta em que vivemos . A participação dos pais na vida escolar

dos filhos é fundamental para estabelecer normas e restaurar valores

que tem vindo a se perder. A aproximação entre pais e escola é um

dos principais propulsores para a mitigação desse problema.

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Texto Dissertativo Expositivo

■ É um tipo de texto que visa a apresentação de um conceito ou de uma ideia.

■ Muito comum esse tipo de texto ser abordado no contexto escolar

e acadêmico, uma vez que inclui formas de apresentação, tais

como: seminários, artigos acadêmicos, congressos, conferências,

palestras, colóquios, entrevistas, dentre outros.

(9)

Características dos textos expositivos

■ No texto expositivo, o objetivo central do locutor (emissor) é

explanar sobre determinado assunto, a partir de alguns recursos linguísticos, tais como:

Conceituação: exposição dos conceitos relacionados a um determinado tema.

Definição: explicação e definição sobre os temas relacionados com o assunto abordado.

Descrição: análise mais pormenorizada de aspectos referentes ao tema.

Comparação: relação entre dois ou mais conceitos distintos e que podem se complementar.

Informação: reunião de conhecimentos e dados relacionados com

o tema.

(10)

Tipos de textos expositivos

1. Texto expositivo-argumentativo

■ Nesse caso, além de apresentar o tema, o emissor foca nos argumentos necessários para a explanação de suas ideias.

■ Dessa forma, recorre aos diversos autores e teorias para

comparar, conceituar e defender sua opinião.

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2. Texto expositivo-informativo

■ Nesta ocasião, o objetivo central do emissor é simplesmente transmitir as informações sobre determinado tema, sem grandes apreciações e, por isso, com o máximo de neutralidade.

■ Podemos pensar numa apresentação sobre os índices de violência no país, de modo que o conjunto de informações, gráficos e dados sobre o tema, apresentam informações sobre o problema, sem defesa de opinião.

■ É um texto em que o escritor expõe brevemente um tema, fato ou circunstância ao leitor.

■ Trata-se de uma produção textual objetiva, normalmente em

prosa, com linguagem clara e direta.

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■ Tem como objetivo principal transmitir informação sobre algo, estando isento de duplas interpretações.

■ Ao contrário dos textos poéticos ou literários, que utilizam a linguagem conotativa, o texto informativo utiliza linguagem denotativa.

■ Além de apresentar dados e referências, não há interferência de

subjetividade, ou seja, o texto é isento de sentimentos,

sensações, apreciações do autor ou opiniões.

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Exemplos de textos expositivos

Verbete de dicionário

Significado de Nostalgia (s.f). Tristeza causada pela saudade de sua terra ou de sua pátria; melancolia. Saudade do passado, de um lugar etc. Disfunções comportamentais causadas pela separação ou isolamento (físico) do país natal, pela ausência da família e pela vontade exacerbada de regressar à pátria. Saudade de alguma coisa, de uma circunstância já passada ou de uma condição que (uma pessoa) deixou de possuir. Condição melancólica causada pelo anseio de ter os sonhos realizados. Condição daquele que é triste sem motivos explícitos. (Etm. do francês: nostalgie)

Fonte: Dicionário Online de Português (Dicio)

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Enciclopédia

Cervo-do-pantanal (nome científico: Blastocerus dichotomus), também chamado suaçuetê, suaçupu, suaçuapara, guaçupuçu ou simplesmente cervo, é um mamífero ruminante da família dos cervídeos e único representante do gênero Blastocerus. Ocorria em grande parte das várzeas e margens de rios do centro da América do Sul, desde o sul do rio Amazonas até o norte da Argentina, mas atualmente, a espécie só é comum no Pantanal, na bacia do rio Guaporé, na ilha do Bananal e em Esteros del Iberá.

Fonte: Wikipédia

(15)

ENTREVISTA

Clarice Lispector, de onde veio esse Lispector?

É um nome latino, não é? Eu perguntei a meu pai desde quando havia Lispector na Ucrânia. Ele disse que há gerações e gerações anteriores.

Eu suponho que o nome foi rolando, rolando, rolando, perdendo algumas sílabas e foi formando outra coisa que parece “Lis” e “peito”, em latim. É um nome que quando escrevi meu primeiro livro, Sérgio Milliet (eu era completamente desconhecida, é claro) diz assim: “Essa escritora de nome desagradável, certamente um pseudônimo…”. Não era, era meu nome mesmo.

Você chegou a conhecer o Sérgio Milliet pessoalmente?

Nunca. Porque eu publiquei o meu livro e fui embora do Brasil, porque

eu me casei com um diplomata brasileiro, de modo que não conheci

as pessoas que escreveram sobre mim.

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TEXTO NARRATIVO

■ Texto narrativo é um tipo de texto que esboça as ações de personagens num determinado tempo e espaço.

■ Geralmente, ele é escrito em prosa e nele são narrados (contados) alguns fatos e acontecimentos.

■ Alguns exemplos de textos narrativos são: romance, novela,

conto, crônica e fábula.

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Estrutura da Narrativa

Apresentação: também chamada de introdução, nessa parte inicial o autor do texto apresenta os personagens, o local e o tempo em que se desenvolverá a trama.

Desenvolvimento: aqui grande parte da história é desenvolvida com foco nas ações dos personagens.

Clímax: parte do desenvolvimento da história, o clímax designa o momento mais emocionante da narrativa.

Desfecho: também chamada de conclusão, ele é determinado

pela parte final da narrativa, onde a partir dos acontecimentos, os

conflitos vão sendo desenvolvidos.

(18)

Elementos da Narrativa

Narrador - é aquele que narra a história. Dividem-se em: narrador observador, narrador personagem e narrador onisciente.

Enredo - trata-se da estrutura da narrativa, ou seja, a trama em que se desenrolam as ações. São classificados em: enredo linear e enredo não linear.

Personagens - são aqueles que compõem a narrativa sendo classificados em: personagens principais (protagonista e antagonista) e personagens secundários (adjuvante ou coadjuvante).

Tempo - está relacionado com a marcação do tempo dentro da narrativa, por exemplo, uma data ou um momento específico. O tempo pode ser cronológico ou psicológico.

Espaço - local (s) onde a narrativa se desenvolve. Podem ocorrer

num ambiente físico, ambiente psicológico ou ambiente social.

(19)

Enredo

■ O enredo é o tema ou o assunto da história que pode ser contada de maneira linear ou não linear.

■ Tem também o enredo psicológico focado nos pensamentos dos

personagens. A história pode ser narrada de maneira

cronológica, seguindo a ocorrências das ações.

(20)

Narrador

■ O narrador, também chamado de foco narrativo, representa a

"voz do texto". Dependendo de como atuam na narração, eles são classificados em três tipos:

Narrador Personagem

Narrador Observador

Narrador Onisciente

(21)

Narrador Personagem

■ O narrador personagem é um tipo de narrador que participa da história e por isso, recebe esse nome.

■ Ele pode ser o personagem principal (narrador protagonista), ou mesmo um personagem secundário (narrador testemunha). Isso vai depender de sua atuação e aparição na trama.

■ Nesse caso, a história é narrada em 1ª pessoa do singular ou do plural (eu, nós). Portanto, a subjetividade é uma marca fundamental nesse tipo de texto, uma vez que a visão e as opiniões do narrador estarão impregnadas de suas emoções.

■ Assim, quando a narração possui esse tipo de foco narrativo, a

história será contada de forma parcial. Ou seja, ao leitor somente

será oferecido a visão do narrador, não tendo, portanto, contato com

nenhum outro ângulo da trama.

(22)

Exemplo 1

Dentre os tipos de narradores personagens podemos destacar “Memórias Póstumas e Brás Cubas” de Machado de Assis. Nessa obra, o narrador personagem é também o personagem principal, chamado de narrador protagonista.

“Que me conste, ainda ninguém relatou o seu próprio delírio; faço-o eu, e a ciência mo agradecerá. Se o leitor não é dado à contemplação destes fenômenos mentais, pode saltar o capítulo; vá direito à narração. Mas, por menos curioso que seja, sempre lhe digo que é interessante saber o que se passou na minha cabeça durante uns vinte a trinta minutos.

Primeiramente, tomei a figura de um barbeiro chinês, bojudo, destro, escanhoando um mandarim, que me pagava o trabalho com beliscões e confeitos: caprichos de mandarim.

Logo depois, senti-me transformado na Suma Teológica de São Tomás, impressa num volume, e

encadernada em marroquim, com fechos de prata e estampas; ideia esta que me deu ao corpo a

mais completa imobilidade; e ainda agora me lembra que, sendo as minhas mãos os fechos do

livro, e cruzando-as eu sobre o ventre, alguém as descruzava ( Virgília decerto), porque a atitude

lhe dava a imagem de um defunto . Ultimamente, restituído à forma humana, vi chegar um

hipopótamo, que me arrebatou. Deixei-me ir, calado, não sei se por medo ou confiança; mas,

dentro em pouco, a carreira de tal modo se tornou vertiginosa, que me atrevi a interrogá-lo, e com

alguma arte lhe disse que a viagem me parecia sem destino.” (Capítulo VII - O Delírio)

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Narrador Observador

■ O narrador observador é um tipo de narrador que conhece toda a história que será narrada, porém, não participa dela.

■ Assim, ele conhece os fatos, mas não atua como um personagem da trama.

Esse narrador é, portanto, objetivo e imparcial quanto ao desenrolar dos acontecimentos.

■ Por esse motivo, esse texto é narrado em 3ª pessoa do singular (ele, ela) ou plural (eles, elas).

■ Vale lembrar que o texto narrativo é normalmente escrito em prosa, sendo que sua estrutura está dividida em: introdução, desenvolvimento, clímax e conclusão.

■ Além disso, seus principais elementos são: enredo, narrador (foco narrativo),

personagens, tempo e espaço.

(24)

Exemplo

CAPÍTULO LXXVIII

Rubião é que não perdeu a suspeita assim tão facilmente. Pensou em falar a Carlos Maria, interrogá-lo, e chegou a ir à Rua dos Inválidos, no dia seguinte, três vezes;

não o encontrando, mudou de parecer. Encerrou-se por alguns dias; o Major

Siqueira arrancou-o à solidão. Ia participar-lhe que se mudara para a Rua Dois de Dezembro. Gostou muito da casa do nosso amigo, das alfaias, do luxo, de todas as minúcias, ouros e bambinelas. Sobre este assunto discorreu longamente,

relembrando alguns móveis antigos. Parou de repente, para dizer que o achava aborrecido; era natural, faltava-lhe ali um complemento.

— O senhor é feliz, mas falta-lhe aqui uma coisa; falta-lhe mulher. O senhor precisa

casar. Case-se, e diga que eu o engano. ( Quincas Borba)

(25)

Narrador Onisciente

■ O narrador onisciente, também chamado de onipresente, é um tipo de narrador que conhece toda a história e os detalhes da trama.

■ Além disso, ele tem conhecimento sobre seus personagens, desde sentimentos, emoções e pensamentos.

■ Nesse tipo de foco narrativo, a história é geralmente narrada em terceira pessoa e, portanto, o narrador não participa das ações.

■ No entanto, por vezes, a trama pode ser narrada em primeira

pessoa. Já que esse narrador sabe de tudo, ele apresenta alguns

pensamentos ou fluxos de consciência de seus personagens.

(26)

Classificação

■ Narrador Onisciente Intruso

■ O narrador onisciente intruso recebe esse nome pois ao mesmo tempo que narra a história, critica os personagens e insere juízos de valor sobre algumas ações.

■ Assim, ele é livre para julgar e se posicionar sobre os fatos da trama e, portanto, apresenta sua opinião.

“Mas já são muitas ideias, — são ideias demais; em todo caso são ideias de

cachorro, poeira de ideias, — menos ainda que poeira, explicará o leitor. Mas a

verdade é que este olho que se abre de quando em quando para fixar o espaço,

tão expressivamente, parece traduzir alguma coisa, que brilha lá dentro, lá

muito ao fundo de outra coisa que não sei como diga, para exprimir uma parte

canina, que não é a cauda nem as orelhas. Pobre língua humana!”

(27)

Classificação

■ Narrador Onisciente Neutro

■ O nome já indica que, diferente do intruso, esse narrador é neutro e, portanto, não insere observações sobre a trama.

■ Aqui, ele se ocupa somente das descrições dos personagens e da narração da história. Sendo assim, seu relato é imparcial e não influencia o leitor.

“Depois de casado viveu dois ou três anos da fortuna da mulher, comendo bem, levantando-se tarde, fumando em grandes cachimbos de porcelana, só voltando para casa à noite, depois do espectáculo, e frequentando os cafés. O sogro morreu e deixou pouca coisa; ele indignou-se com isso, montou uma fábrica, perdeu nela algum dinheiro e retirou-se para o campo, onde pretendeu desforrar-se. Mas, como não entendia mais de agricultura do que de chitas, e porque montava os cavalos em vez de os pôr a trabalhar, bebia sidra às garrafas em vez de a vender em barris, comia as melhores aves da capoeira e engraxava as botas de caçar com o toucinho dos porcos, não tardou a aperceber-se de que mais valia abandonar toda a especulação.”

(Madame Bovary, Gustave Flaubert)

(28)

Classificação

■ Narrador Onisciente Múltiplo

■ Esse narrador possui opiniões e visões diversas sobre os fatos. Ele influencia o leitor para que este tome alguma posição. Trata-se de um narrador seletivo onde prevalece o discurso indireto livre.

“Realmente para eles era bem pequeno, mas afirmavam que era grande - e

marchavam, meio confiados, meio inquietos. Olharam os meninos, que olhavam os montes distantes, onde havia seres misteriosos. Em que estariam pensando?

zumbiu Sinha Vitória.

Fabiano estranhou a pergunta e rosnou uma objeção. Menino é bicho miúdo, não pensa. Mas Sinha Vitória renovou a pergunta - e a certeza do marido

abalou-se. Ela devia ter razão. Tinha sempre razão. Agora desejava saber que

iriam fazer os filhos quando crescessem.” (Vidas Secas, Graciliano Ramos)

(29)

Tipos de narrativa

Conto: narrativa curta que gira em torno de um acontecimento real ou fictício.

Crônica: narrativa informal que tem como tema o cotidiano.

Fábula: narrativa que transmite mensagem de cunho moral.

Novela: narrativa longa que se desenvolve em torno de um personagem principal.

Romance: narrativa longa que envolve várias tramas.

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TEXTO DESCRITIVO

■ O texto descritivo é um tipo de texto que envolve a descrição de algo, seja de um objeto, pessoa, animal, lugar, acontecimento, e sua intenção é, sobretudo, transmitir para o leitor as impressões e as qualidades de algo.

■ Em outras palavras, o texto descritivo capta as impressões, de forma a representar a elaboração de um retrato, como uma fotografia revelada por meio das palavras.

■ Para tanto, alguns aspectos são de suma importância para a

elaboração desse tipo textual, desde as características físicas e/ou

psicológicas do que se pretende analisar, a saber: cor, textura,

altura, comprimento, peso, dimensões, função, clima, tempo,

vegetação, localização, sensação, localização, dentre outros.

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Características do texto descritivo

■ Retrato verbal

■ Ausência de ação e relação de anterioridade ou posterioridade entre as frases

■ Predomínio de substantivos, adjetivos e locuções adjetivas

■ Utilização da enumeração e comparação

■ Presença de verbos de ligação

■ Verbos flexionados no presente ou no pretérito (passado)

■ Emprego de orações coordenadas justapostas

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Estrutura Descritiva

A descrição apresenta três passos para a construção:

Introdução: apresentação do que se pretende descrever.

Desenvolvimento: caracterização subjetiva ou objetiva da descrição.

Conclusão: finalização da apresentação e caracterização de algo.

(33)

Tipos de Descrição

Conforme a intenção do texto, as descrições são classificadas em:

Descrição Subjetiva: apresenta as descrições de algo, todavia, evidencia as impressões pessoais do emissor (locutor) do texto. o aspecto opinativo não é só contemplado, como muito valorizado.

Exemplos são os textos literários repletos de impressões dos autores.

Descrição Objetiva: nesse caso, o texto procura descrever de

forma exata e realista as características concretas e físicas de

algo, sem atribuir juízo de valor, ou impressões subjetivas do

emissor. Exemplos de descrições objetivas são os retratos falados,

manuais de instruções, verbetes de dicionários e enciclopédias.

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Características da descrição subjetiva

■ Interferência emocional

■ Transmissão de visão pessoal

■ Utilização de muitos adjetivos

■ Utilização de substantivos abstratos

■ Utilização da função poética da linguagem, de sentido conotativo

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Exemplos

Descrição Subjetiva

“Ficara sentada à mesa a ler o Diário de Notícias, no seu roupão de

manhã de fazenda preta, bordado a sutache, com largos botões de

madrepérola; o cabelo louro um pouco desmanchado, com um tom

seco do calor do travesseiro, enrolava-se, torcido no alto da cabeça

pequenina, de perfil bonito; a sua pele tinha a brancura tenra e láctea

das louras; com o cotovelo encostado à mesa acariciava a orelha, e,

no movimento lento e suave dos seus dedos, dois anéis de rubis

miudinhos davam cintilações escarlates.” (O Primo Basílio, Eça de

Queiroz)

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Descrição Objetiva

“A vítima, Solange dos Santos (22 anos), moradora da cidade de

Marília, era magra, alta (1,75), cabelos pretos e curtos; nariz fino e

rosto ligeiramente alongado .“

(37)

Características da descrição objetiva

■ Descrição objetiva

■ Descrição direta, neutra

■ Valorização da imparcialidade

■ Transmissão dos detalhes com exatidão

■ Utilização de substantivos concretos

■ Utilização da função referencial da linguagem, de sentido

denotativo

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EXERCITANDO

Qual das alternativas abaixo contém somente gêneros textuais?

a) romance, descrição, biografia

b) autobiografia, narração, dissertação

c) bula de remédio, propaganda, receita culinária d) contos, fábulas, exposição

e) seminário, injunção, declaração

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GABARITO

■ Alternativa C bula de remédio, propaganda, receita culinária

Os gêneros textuais são estruturas peculiares que surgem dos cinco tipos de textos:

narrativo, descritivo, dissertativo, expositivo e injuntivo.

Não devemos confundir os tipos de textos e os gêneros textuais que podem ser:

romance, biografia, autobiografia, bula de remédio, propaganda, receita culinária,

contos, fábulas, seminário e declaração.

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EXERCITANDO

São características da dissertação:

a) Defesa de uma tese através da organização de dados, fatos, ideias e argumentos em torno de um ponto de vista definido sobre o assunto em questão. Nela, deve haver uma conclusão, e não apenas exposição de argumentos favoráveis ou contrários sobre

determinada ideia.

b) Os eventos são organizados cronologicamente, com uma estrutura que privilegia os verbos no pretérito perfeito e predicados de ação relativos a eventos que se referem à primeira ou à terceira pessoa. Presença de enunciados que sugerem ação e novos estados.

c) Predominância de caracterizações objetivas (físicas, concretas) e subjetivas

(dependem do ponto de vista de quem as descreve) e uso de adjetivos. Os tipos de verbos mais comuns na estrutura do texto são os verbos de ligação.

d) Tipo textual marcado por uma linguagem simples e objetiva, sendo que um dos

recursos linguísticos marcantes desse tipo de texto é a utilização dos verbos no

imperativo, típicos de uma atitude coercitiva.

(41)

GABARITO

■ Alternativa “a”. A dissertação argumentativa implica a defesa de uma tese, cuja

finalidade é a de convencer ou tentar convencer o leitor através de evidências

presentes em bons argumentos.

(42)

MACKENZIE

"Acho que não pode haver discriminação racial e religiosa de espécie alguma. O direito de um termina quando começa o do outro. Em todas as raças, todas as categorias, existe sempre gente boa e gente má. No caso particular dessa música, não posso julgar, porque nem conheço o Tiririca. Como posso saber se o que passou na cabeça dele era mesmo ofender os negros? Eu, Carmen Mayrink Veiga, não tenho ideia. Mas o que posso dizer é que se os negros acharam que a música é uma ofensa, eles devem estar com toda razão."

(Revista Veja) a) A argumentação, desenvolvida por meio de clichês, subtende um distanciamento entre o

eu/enunciador e o ele/negros.

b) A argumentação revela um senso crítico e reflexivo, uma mente que sofre com os preconceitos e, principalmente, com a própria impotência diante deles.

c) A argumentação, partindo de visões inusitadas, mas abalizadas na realidade cotidiana, aponta para a total solidariedade com os negros e oprimidos.

d) O discurso altamente assumido pelo enunciador ataca rebeldemente a hipocrisia social, que mascara os preconceitos.

e) Impossível conceber, como desse mesmo enunciador, essa frase: "Sempre trabalhei como uma

negra", publicada semanas antes na mesma revista.

(43)

GABARITO

■ Alternativa “a”. Contrariando os pressupostos que regem a escrita de uma boa dissertação argumentativa, os argumentos do enunciador são frágeis e pouco

embasados, o que denota um certo desconhecimento sobre o assunto em questão

(discriminação racial) e o distanciamento entre o eu/enunciador e o ele/negros.

(44)

EXERCITANDO

Sobre o texto dissertativo, é correto afirmar que:

a) Trata-se de um tipo de texto que descreve com palavras o que se viu e se

observou. Tipo textual desprovido de ação, em que o ser, o objeto ou o ambiente são mais importantes. Valorização do substantivo e do adjetivo, que ocupam

lugar de destaque na frase.

b) Tem como principal objetivo contar uma história, seja ela real ou fictícia e até mesmo mesclando dados reais e imaginários. Apresenta uma evolução de

acontecimentos, ainda que sem linearidade ou relação com o tempo real.

c) Tipo de redação escrita em prosa sobre determinado tema, sobre o qual deverão ser apresentados argumentos, provas e exemplos a fim de que se chegue a uma conclusão para os fatos abordados.

d) Tipo de texto que indica para o leitor os procedimentos a serem realizados.

Nesse tipo de texto, as frases, geralmente, estão no modo imperativo

.

(45)

GABARITO

■ Alternativa “c”. a/ descrição – b/ narração – d/injunção.

Referências

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