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O XP FIA BDR NÍVEL I é um Fundo de Ações que tem como objetivo proporcionar ganhos de capital no longo prazo a seus cotistas, através de gestão ativa no mercado acionário internacional, via programa de BDRs. Para tanto, a equipe de Gestão se dedica à composição de uma carteira concentrada em Ações, selecionada com base em criteriosa Análise Fundamentalista, buscando superar o retorno em reais do índice S&P 500.

O programa de BDRs não patrocinadas permite ao investidor brasileiro acessar mais de 70 das principais em- presas americanas, por meio da negociação dos recibos na Bovespa. Ao comprar o recibo de Ações Americanas, o investidor recebe a variação das Ações nos EUA, com todos os dividendos e as bonificações emitidas pelas empresas no exterior, beneficiando-se da valorização do dólar em relação ao real.

O XP FIA BDR NÍVEL I teve retorno de 11,19% no 3T14 contra 11,97% do S&P 500, em reais. Neste mesmo período, o dólar valorizou 10,45% contra o real. Desde o início, em 06 de setembro de 2013, o XP FIA BDR NÍVEL I acumula retorno de 23,22% contra 27,10% S&P 500, em reais.

Análise do Trimestre

Nos Estados Unidos, o mercado continua aguardando sinalização do Fed de quando os juros serão erguidos. O banco central mantém as taxas de curto prazo próximas a zero desde dezembro de 2008, numa tentativa de estimular a economia baqueada pela crise financeira. De acordo com indicações de membros do comitê do Fed, 2015 será o ano de início do aumento das taxas.

Na conferência com jornalistas, ao fim da reunião do banco, em setembro, Janet Yellen reforçou a mensagem de que essa política dependerá da performance da economia americana nos próximos meses.

Embora o 3T14 tenha sido marcado pela contínua melhora do nível de desemprego, o Fed persiste errando nas projeções de crescimento do PIB e as revisando para baixo. A redução da população americana no mercado de trabalho, devido a aposentadoria

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XP FIA BDR Nível 1 | 3T14 Na Renda Variável, o trimestre foi marcado por mais uma forte temporada de resultados corporativos. A divulgação de balanços

pelas empresas americanas do S&P 500, referentes ao 2T14, surpreenderam positivamente com 65% das empresas superando ven- das e 75% apresentando lucro por ação acima da expectativa do mercado.

Os setores que mais contribuíram para o resultado do XP FIA BDR no trimestre, em termos absolutos, foram Information Tech- nology, Financials e Consumer Discretionary, conforme detalhado no gráfico abaixo.

Onde acertamos

APPLE

Um dos destaques no trimestre foi o lançamento do iPhone 6 no início de setembro. Como já era esperado pelo mercado, a empresa apresentou o novo iPhone com as telas maiores, de 4,7 polegadas e 5,5 polegadas. A grande novidade foi o lançamento do Apple Pay e do Apple Watch, que fizeram a ação subir 3% no dia do evento.

O lançamento do Apple Pay marca a entrada da Apple no segmento de pagamento eletrônico com um produto que pode rev- olucionar o setor ao viabilizar o pagamento via mobile. Os maiores benefícios do uso desta tecnologia são o aumento da segurança para os donos de cartão de crédito e a redução do risco de fraude para os bancos emissores. Ao contrário das tentativas frustradas de outras empresas no lançamento de tecnologias de pagamento via mobile, a Apple surge com uma solução estruturada, através

Pharmaceutical

Energy Industrials Consumer Staples Consumer Discretionary Information Techonology

Financials

1,00%

1,50%

2,00%

2,50%

3,00%

3,50%

0,50%

0,00%

-0,50%

-1,00%

4,00%

4,50%

ATRIBUIÇÃO DE PERFORMANCE 3T14

1 Variação Cambial Performance em Dólar

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| 3T14 Com a notícia do Apple Watch, a Apple dá início à sua participação no mercado de wearables, podendo alavancar um segmento

que até agora não ganhou força com o lançamento de produtos de seus concorrentes. Com o lançamento programado somente para 2015, os relógios inteligentes da Apple se destacam pelo diferencial estético, com edições sport e luxo, e pela interface de acesso aos aplicativos.

As vendas nos primeiros três dias dos iPhones 6 e 6+ bateram todos os outros lançamentos da história da empresa. O último lançamento dos iPhones 5S e 5C havia alcançado 9 milhões de unidades vendidas. O dos iPhones 6 e 6+ superou a expectativa de mercado com mais de 10 milhões de unidades vendidas nos 3 primeiros dias. Esse resultado foi obtido mesmo sem a disponibilidade dos aparelhos para a venda no mercado chinês.

Ao mesmo tempo, a Samsung, principal concorrente da empresa no segmento de smartphones, vem perdendo espaço para a Apple e para os fabricantes chineses de aparelhos de baixo custo. Mesmo com o aumento de competição, a Apple tem conseguido manter margens saudáveis através de sua estratégia para o segmento de produtos premium.

Na nossa visão, os novos lançamentos reforçam o ecossistema da empresa, ao mesmo tempo em que mostram que a Apple sem Steve Jobs ainda pode ser uma empresa inovadora e líder de tendências.

JOHNSON & JOHNSON

O setor de Health Care nos últimos anos vem passando por um momento de forte pressão nas receitas das grandes farmacêuti- cas, em função da maior concorrência com genéricos e da busca cada vez maior por redução de custos pelos agentes do sistema de saúde. Os principais destaques do setor têm sido as empresas de biotecnologia com lançamento de medicamentos mais eficientes, focados em tratamentos mais complexos e de maior custo.

Dentro desse contexto, a Johnson & Johnson vive um momento diferenciado em sua unidade farmacêutica. Com um modelo de negócios focado no desenvolvimento de inovação em cinco áreas terapêuticas principais, escala na cadeia de suprimentos, acesso aos mercados globais e força de vendas especializada, a empresa vem se destacando nos níveis de crescimento de receita em relação aos peers.

A empresa lançou 14 novos produtos desde 2009, e possui um pipeline com mais 10 medicamentos já em fase final antes do lançamento e mais de 25 extensões de linha com expectativa de lançamento até 2017. Essas características fazem da Johnson &

Johnson a maior empresa em termos de geração de receita proveniente de novos medicamentos nos últimos 5 anos e a segunda melhor em performance na relação de valor gerado com novos produtos e despesas com P&D comparada às farmacêuticas tradi- cionais. Vale destacar que a maior parte dos lançamentos são produtos da linha de biotecnologia, com vantagens competitivas características a esse tipo de desenvolvimento, e que apresentam um portfólio diversificado, reduzindo o risco de concentração em um único produto.

Além da unidade farmacêutica, a Johnson & Johnson conta com mais duas unidades de negócio, as unidades de Medical Devices

& Diagnostic e Consumer. No segmento de Devices, a empresa ocupa posição de destaque com mais de 70% de seus produtos, sendo a primeira ou segunda colocada na indústria.

Nossa tese de investimento na empresa está fundamentada na estabilidade da receita com baixo risco de concentração em um único produto, no potencial de crescimento diante de um pipeline diversificado em estágio avançado de aprovação e na capacidade da empresa de lançar e distribuir novos produtos em mercados globais.

Iniciamos com uma posição no início de setembro no papel e até o momento as Ações valorizaram +2,76% contra -1,55% do S&P 500. Nossa expectativa é que a empresa apresente uma expansão de múltiplos em função da recuperação de margem e receita na linha de Over The Counter, na unidade Consumer, e consiga manter sua performance de crescimento no segmento farmacêutico, mesmo diante das ameaças dos biosimilares ao Remicade, seu maior produto em faturamento com cerca de 9% da receita total da empresa.

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XP FIA BDR Nível 1 | 3T14

Perspectivas

No cenário externo, seguimos acreditando na manutenção das políticas não convencionais de estímulo adotadas no pós-crise pelos países desenvolvidos. O Fed prepara-se para terminar o programa de compras mensais de ativos e ainda mantém uma visão díspar em relação ao próximo passo: a alta dos juros básicos. Acreditamos que a economia americana ainda precisa entregar da- dos que comprovem um crescimento genuíno e não assistido. Porém, entendemos que a tendência é de ajuste, por conta de um dólar mais forte globalmente, o que necessariamente leva a uma tendência de abertura de taxas de juros nos EUA e um processo de correção de preços de ativos de carry-trade, como normalmente é o caso dos ativos de mercados emergentes.

Com a expectativa de que a alta de juros melhore a rentabilidade do setor de Financials, adicionamos ao portfólio a posição em Citibank e aumentamos exposição a Bank of America, Wells Fargo e American Express. Hoje, o setor tem o segundo maior peso na carteira do Fundo, conforme o gráfico abaixo.

Em Energia, encerramos a posição em Chevron e diminuímos posições de Exxon e Conoco Philips, em função de uma expecta- tiva menor de cotação de petróleo e aumento do custo de produção, dado a dificuldade de exploração de novos poços. Adiciona- mos no setor de Energia a ação da Halliburton, uma das principais fornecedoras e prestadora de serviços na cadeia de Petróleo e Gás. A Halliburton se beneficia do aumento do custo de produção, mas não é impactada diretamente com a queda do petróleo.

Em setembro, iniciamos um novo Fundo de Ações Americanas, o XP BDR NÍVEL I HEDGE FIA. Este novo Fundo é gerido pela mesma equipe com a mesma filosofia de investimento. Ao contrário do XP BDR NÍVEL I FIA, este fundo é “hedgeado”, ou seja, não está exposto ao câmbio.

Ao fazer o hedge do dólar, o fundo apropria-se do diferencial das taxas de juros no Brasil e nos EUA. A rentabilidade do XP BDR NÍVEL I HEDGE FIA será composto por uma parcela de Renda Fixa somada à rentabilidade das Ações da carteira, menos o custo do produto. No cenário de juros atual no Brasil e nos EUA, a parcela de juros será muito próxima do CDI.

O novo Fundo completa nossa grade de produtos de BDR, ao oferecer a possibilidade de investir em Ações Americanas em veículo local, diversificado com ou sem exposição ao dólar.

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Referências

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