R ESUMO DAS C OMUNICAÇÕES
31º CONGRESSO DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DA BAHIA
S ALVADOR - BA
Brasil
Aguinaldo Figueiredo de Freitas Junior – Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia GO – Brasil
Alfredo José Mansur – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), São Paulo, SP – Brasil
Aloir Queiroz de Araújo Sobrinho – Instituto de Cardiologia do Espírito Santo, Vitória, ES – Brasil
Amanda Guerra de Moraes Rego Sousa – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia/Fundação Adib Jatene (IDPC/FAJ), São Paulo, SP – Brasil
Ana Clara Tude Rodrigues – Hospital das Clinicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), São Paulo, SP – Brasil
André Labrunie – Hospital do Coração de Londrina (HCL), Londrina, PR – Brasil Andrei Carvalho Sposito – Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP – Brasil
Angelo Amato Vincenzo de Paola – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP – Brasil
Antonio Augusto Barbosa Lopes – Instituto do Coração Incor Hc Fmusp (INCOR), São Paulo, SP – Brasil
Antonio Carlos de Camargo Carvalho – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP – Brasil
Antônio Carlos Palandri Chagas – Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP – Brasil
Antonio Carlos Pereira Barretto – Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP – Brasil
Antonio Cláudio Lucas da Nóbrega – Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro, RJ – Brasil
Antonio de Padua Mansur – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), São Paulo, SP – Brasil
Ari Timerman (SP) – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC), São Paulo, SP – Brasil
Armênio Costa Guimarães – Liga Bahiana de Hipertensão e Aterosclerose, Salvador, BA – Brasil
Ayrton Pires Brandão – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ – Brasil
Beatriz Matsubara – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), São Paulo, SP – Brasil
Brivaldo Markman Filho – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE – Brasil
Carlos Eduardo Rochitte – Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (INCOR HCFMUSP), São Paulo, SP – Brasil Carlos Eduardo Suaide Silva – Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP – Brasil
Carlos Vicente Serrano Júnior – Instituto do Coração (InCor HCFMUSP), São Paulo, SP – Brasil
Celso Amodeo – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia/Fundação Adib Jatene (IDPC/FAJ), São Paulo, SP – Brasil
Charles Mady – Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP – Brasil Claudio Gil Soares de Araujo – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ – Brasil
Cláudio Tinoco Mesquita – Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro, RJ – Brasil
Cleonice Carvalho C. Mota – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG – Brasil
Clerio Francisco de Azevedo Filho – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ – Brasil
Dalton Bertolim Précoma – Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/
PR), Curitiba, PR – Brasil
Dário C. Sobral Filho – Universidade de Pernambuco (UPE), Recife, PE – Brasil Décio Mion Junior – Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), São Paulo, SP – Brasil
Denilson Campos de Albuquerque – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ – Brasil
Djair Brindeiro Filho – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE – Brasil
Domingo M. Braile – Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), São Paulo, SP – Brasil
Edmar Atik – Hospital Sírio Libanês (HSL), São Paulo, SP – Brasil Emilio Hideyuki Moriguchi – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Porto Alegre, RS – Brasil
Enio Buffolo – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP – Brasil
Eulógio E. Martinez Filho – Instituto do Coração (InCor), São Paulo, SP – Brasil Evandro Tinoco Mesquita – Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro, RJ – Brasil
Expedito E. Ribeiro da Silva – Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP – Brasil
Editor-Chefe
Carlos Eduardo Rochitte Coeditor Internacional João Lima
Editores Associados Cardiologia Clínica Gláucia Maria Moraes de Oliveira
Cardiologia Intervencionista Pedro A. Lemos
Cardiologia Pediátrica/
Congênitas Ieda Biscegli Jatene Arritmias/Marca-passo Mauricio Scanavacca
João Luiz Cavalcante Pesquisa Básica ou Experimental Marina Politi Okoshi Epidemiologia/Estatística Marcio Sommer Bittencourt Hipertensão Arterial Paulo Cesar B. V. Jardim
Ricardo Stein
Primeiro Editor (1948-1953)
† Jairo Ramos
Conselho Editorial
Rio de Janeiro, RJ – Brasil
Hans Fernando R. Dohmann, AMIL – ASSIST. MEDICA INTERNACIONAL LTDA., Rio de Janeiro, RJ – Brasil
Humberto Villacorta Junior – Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro, RJ – Brasil
Ines Lessa – Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA – Brasil Iran Castro – Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (IC/FUC), Porto Alegre, RS – Brasil
Jarbas Jakson Dinkhuysen – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia/Fundação Adib Jatene (IDPC/FAJ), São Paulo, SP – Brasil
João Pimenta – Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE), São Paulo, SP – Brasil
Jorge Ilha Guimarães – Fundação Universitária de Cardiologia (IC FUC), Porto Alegre, RS – Brasil
José Antonio Franchini Ramires – Instituto do Coração Incor Hc Fmusp (INCOR), São Paulo, SP – Brasil
José Augusto Soares Barreto Filho – Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, SE – Brasil
José Carlos Nicolau – Instituto do Coração (InCor), São Paulo, SP – Brasil José Lázaro de Andrade – Hospital Sírio Libanês, São Paulo, SP – Brasil José Péricles Esteves – Hospital Português, Salvador, BA – Brasil
Leonardo A. M. Zornoff – Faculdade de Medicina de Botucatu Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Botucatu, SP – Brasil Leopoldo Soares Piegas – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia/Fundação Adib Jatene (IDPC/FAJ) São Paulo, SP – Brasil
Lucia Campos Pellanda – Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Porto Alegre, RS – Brasil
Luís Eduardo Paim Rohde – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS – Brasil
Luís Cláudio Lemos Correia – Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), Salvador, BA – Brasil
Luiz A. Machado César – Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), Blumenau, SC – Brasil
Luiz Alberto Piva e Mattos – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC), São Paulo, SP – Brasil
Marcia Melo Barbosa – Hospital Socor, Belo Horizonte, MG – Brasil Marcus Vinícius Bolívar Malachias – Faculdade Ciências Médicas MG (FCMMG), Belo Horizonte, MG – Brasil
Maria da Consolação V. Moreira – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG – Brasil
Mario S. S. de Azeredo Coutinho – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópilis, SC – Brasil
Maurício Ibrahim Scanavacca – Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP – Brasil
Max Grinberg – Instituto do Coração do Hcfmusp (INCOR), São Paulo, SP – Brasil Michel Batlouni – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC), São Paulo, SP – Brasil
Murilo Foppa – Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS – Brasil
Nadine O. Clausell – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS – Brasil
Orlando Campos Filho – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP – Brasil
Otávio Rizzi Coelho – Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP – Brasil
Otoni Moreira Gomes – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG – Brasil
Paulo Andrade Lotufo – Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP – Brasil
Protásio Lemos da Luz – Instituto do Coração do Hcfmusp (INCOR), São Paulo, SP – Brasil
Reinaldo B. Bestetti – Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), Ribeirão Preto, SP – Brasil
Renato A. K. Kalil – Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (IC/FUC), Porto Alegre, RS – Brasil
Ricardo Stein – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Porto Alegre, RS – Brasil
Salvador Rassi – Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM/
GO), Goiânia, GO – Brasil
Sandra da Silva Mattos – Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco, Recife, PE – Brasil
Sandra Fuchs – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS – Brasil
Sergio Timerman – Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (INCOR HC FMUSP), São Paulo, SP – Brasil
Silvio Henrique Barberato – Cardioeco Centro de Diagnóstico Cardiovascular (CARDIOECO), Curitiba, PR – Brasil
Tales de Carvalho – Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Florianópolis, SC – Brasil
Vera D. Aiello – Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da (FMUSP, INCOR), São Paulo, SP – Brasil
Walter José Gomes – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP – Brasil
Weimar K. S. B. de Souza – Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FMUFG), Goiânia, GO – Brasil
William Azem Chalela – Instituto do Coração (INCOR HCFMUSP), São Paulo, SP – Brasil
Wilson Mathias Junior – Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), São Paulo, SP – Brasil
Exterior
Adelino F. Leite-Moreira – Universidade do Porto, Porto – Portugal Alan Maisel – Long Island University, Nova York – Estados Unidos Aldo P. Maggioni – ANMCO Research Center, Florença – Itália
Ana Isabel Venâncio Oliveira Galrinho – Hospital Santa Marta, Lisboa – Portugal Ana Maria Ferreira Neves Abreu – Hospital Santa Marta, Lisboa – Portugal Ana Teresa Timóteo – Hospital Santa Marta, Lisboa – Portugal
Cândida Fonseca – Universidade Nova de Lisboa, Lisboa – Portugal Fausto Pinto – Universidade de Lisboa, Lisboa – Portugal
Hugo Grancelli – Instituto de Cardiología del Hospital Español de Buenos Aires – Argentina
James de Lemos – Parkland Memorial Hospital, Texas – Estados Unidos João A. Lima, Johns – Johns Hopkins Hospital, Baltimore – Estados Unidos John G. F. Cleland – Imperial College London, Londres – Inglaterra Jorge Ferreira – Hospital de Santa Cruz, Carnaxide – Portugal
Manuel de Jesus Antunes – Centro Hospitalar de Coimbra, Coimbra – Portugal Marco Alves da Costa – Centro Hospitalar de Coimbra, Coimbra – Portugal Maria João Soares Vidigal Teixeira Ferreira – Universidade de Coimbra, Coimbra – Portugal
Maria Pilar Tornos – Hospital Quirónsalud Barcelona, Barcelona – Espanha Nuno Bettencourt – Universidade do Porto, Porto – Portugal
Pedro Brugada – Universiteit Brussel, Brussels – Bélgica
Peter A. McCullough – Baylor Heart and Vascular Institute, Texas – Estados Unidos
Peter Libby – Brigham and Women's Hospital, Boston – Estados Unidos
SBC/DA – Maria Cristina de Oliveira Izar SBC/DCC – João Luiz Fernandes Petriz SBC/DCC/CP – Andressa Mussi Soares SBC/DCM – Marildes Luiza de Castro SBC/DECAGE – Elizabeth da Rosa Duarte SBC/DEIC – Salvador Rassi
SBC/DERC – Tales de Carvalho
SBC/DFCVR – Antoinette Oliveira Blackman
SBC/DHA – Rui Manuel dos Santos Povoa SBC/DIC – Marcelo Luiz Campos Vieira SBCCV – Rui Manuel de Sousa S. Antunes de Almeida
SOBRAC – Jose Carlos Moura Jorge SBHCI – Viviana de Mello Guzzo Lemke DCC/GAPO – Pedro Silvio Farsky DERC/GECESP – Antonio Carlos Avanza Jr DERC/GECN – Rafael Willain Lopes
DERC/GERCPM – Mauricio Milani DCC/GECETI – Luiz Bezerra Neto DCC/GECO – Roberto Kalil Filho DEIC/GEICPED – Estela Azeka DCC/GEMCA – Roberto Esporcatte DEIC/GEMIC – Fabio Fernandes DCC/GERTC – Juliano de Lara Fernandes DEIC/GETAC – Silvia Moreira Ayub Ferreira José Wanderley Neto
Presidente-Eleito Marcelo Queiroga Diretor Científico Dalton Bertolim Précoma Diretor Financeiro
Denilson Campos de Albuquerque Diretor Administrativo
Wolney de Andrade Martins
Diretor de Relações Governamentais José Carlos Quinaglia e Silva
Diretor de Tecnologia da Informação Miguel Antônio Moretti
Diretor de Comunicação Romeu Sergio Meneghelo Diretor de Pesquisa Fernando Bacal
Diretor de Qualidade Assistencial Evandro Tinoco Mesquita
Weimar Kunz Sebba Barroso de Souza Diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular – SBC/Funcor Fernando Augusto Alves da Costa Editor-Chefe dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia
Carlos Eduardo Rochitte
Editor-Chefe do International Journal of Cardiovascular Sciences
Claudio Tinoco Mesquita
Presidentes das Soc. Estaduais e Regionais SBC/AL – Edvaldo Ferreira Xavier Júnior SBC/AM – João Marcos Bemfica Barbosa Ferreira SBC/BA – Emerson Costa Porto
SBC/CE – Maria Tereza Sá Leitão Ramos Borges SBC/DF – Ederaldo Brandão Leite
SBC/ES – Fatima Cristina Monteiro Pedroti SBC/GO – Gilson Cassem Ramos SBC/MA – Aldryn Nunes Castro
SBC/MT – Roberto Candia
SBC/NNE – Maria Alayde Mendonca da Silva SBC/PA – Moacyr Magno Palmeira
SBC/PB – Fátima Elizabeth Fonseca de Oliveira Negri
SBC/PE – Audes Diógenes de Magalhães Feitosa SBC/PI – Luiza Magna de Sá Cardoso Jung Batista
SBC/PR – João Vicente Vitola
SBC/RN – Sebastião Vieira de Freitas Filho SBC/SC – Wálmore Pereira de Siqueira Junior SBC/SE – Sheyla Cristina Tonheiro Ferro da Silva SBC/TO – Wallace André Pedro da Silva SOCERGS – Daniel Souto Silveira SOCERJ – Andréa Araujo Brandão SOCERON – Fernanda Dettmann SOCESP – José Francisco Kerr Saraiva
Presidentes dos Departamentos Especializados e Grupos de Estudos
Os anúncios veiculados nesta edição são de exclusiva responsabilidade dos anunciantes, assim como os conceitos emitidos em artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores, não refletindo necessariamente a opinião da SBC.
Material de distribuição exclusiva à classe médica. Os Arquivos Brasileiros de Cardiologia não se responsabilizam pelo acesso indevido a seu conteúdo e que contrarie a determinação em atendimento à Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 96/08 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que atualiza o regulamento técnico sobre Propaganda, Publicidade, Promoção e informação de Medicamentos. Segundo o artigo 27 da insígnia, "a propaganda ou publicidade de medicamentos de venda sob prescrição deve ser restrita, única e exclusivamente, aos profissionais de saúde habilitados a prescrever ou dispensar tais produtos (...)".
Garantindo o acesso universal, o conteúdo científico do periódico continua disponível para acesso gratuito e integral a todos os interessados no endereço: www.
arquivosonline.com.br.
Av. Marechal Câmara, 160 - 3º andar - Sala 330 20020-907 • Centro • Rio de Janeiro, RJ • Brasil
Tel.: (21) 3478-2700 E-mail: [email protected] www.arquivosonline.com.br
SciELO: www.scielo.br
Departamento Comercial Telefone: (11) 3411-5500 e-mail: [email protected]
Produção Editorial SBC - Tecnologia da Informação e
Comunicação Núcleo Interno de Publicações
Produção Gráfica e Diagramação SBC - Tecnologia da Informação e
Comunicação
Núcleo Interno de Design
31º CONGRESSO DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DA BAHIA
SALVADOR - BAHIA
Papel do nt-probnp na predição de disfunção ventricular direita em pacientes com tromboembolismo pulmonar, em hospital de referência de Salvador, BA RAFAEL FREITAS, DANIELA SANTOS CAIRES ALVES, LARAH GOMES LORDELO e PEDRO HENRIQUE CORREIA FILGUEIRAS
Hospital São Rafael, Salvador, BA, BRASIL.
Fundamentos: A disfunção do ventrículo direito (VD) possui papel primordial no prognóstico da embolia pulmonar (EP) aguda, portanto, sua avaliação é essencial na estratificação de risco. Já foi demonstrado que a EP é uma das causas de elevação do NT-ProBNP. Ademais, é sugerido na literatura que o NT-ProBNP apresenta associação com disfunção do VD. Objetivo: Testar a hipótese de que o NT-ProBNP apresenta capacidade de predizer disfunção ventricular direita. Métodos: Através de uma coorte retrospectiva analisou-se dados de prontuários de pacientes diagnosticados com EP e submetidos à medição sérica do NT-ProBNP. Foram incluídos pacientes com EP confirmada por angiotomografia e que possuíam dosagem de NT-ProBNP nas primeiras 72 horas do diagnóstico. Ao ecocardiograma, foi considerado disfunção de VD quando esta foi laudada utilizando parâmetros objetivos ou subjetivos. Através do teste de Mann Whitney, comparou-se o valor do NT-ProBNP entre os grupos com e sem disfunção de VD. Posteriormente, avaliou-se a capacidade do NT-ProBNP em predizer disfunção de VD a partir da área abaixo da curva ROC. Resultados: Entre 2013 e 2018, foram incluídos 80 pacientes. Destes, 13 (16%) apresentaram VD disfuncional. O valor do NT-ProBNP no grupo com disfunção do VD foi maior que no grupo sem disfunção (3231 IIQ 1346-8422 vs. 79 IIQ 40-282; p<0,001). Quanto à capacidade preditora de disfunção do VD, o NT-ProBNP apresentou área abaixo da curva ROC de 0,96 (95% IC 0,93 – 1,0). Conclusão: Em pacientes com EP aguda, o NT-ProBNP apresenta significativa capacidade em predizer disfunção ventricular direita. Palavras chave: Embolia pulmonar;
peptídeo natriurético cerebral; Disfunção ventricular direita.
A PET-CT 18F-FDG para Diagnóstico de Endocardite Infecciosa de Prótese Valvar MICHAEL SABINO RODRIGUES SOARES, MARCIA MARIA NOYA RABELO, LUIS CLAUDIO LEMOS CORREIA, LUCAS DE OLIVEIRA VIEIRA, RAPHAEL ABEGÃO DE CAMARGO, MOZART DA SILVEIRA CARDOSO FILHO, JORGE ANDION TORREÃO, IANNE DA SILVA MARQUES, SIMIRIS GERMANIA DE SOUZA SILVA e FELIPE KALIL BEIRÃO ALEXANDRE
Hospital São Rafael, Salvador, BA, BRASIL.
Introdução: A Endocardite Infeciosa (EI) é a infecção dos folhetos internos do tecido cardíaco que habitualmente se caracteriza por uma doença grave. Para pacientes com Prótese Valvares (PV), o uso da Tomografia por Emissão de Pósitrons associada com Tomografia Computadorizada com o radiofármaco Fluordesoxiglicose (PET-CT 18F-FDG), mostrou boa acurácia com sensibilidade de 73 a 87% e especificidade de 85 a 91% e em série de casos, quando associada aos critérios de DUKE, permite diagnóstico definitivo em até 97% dos pacientes. Relato de Caso: Paciente masculino, 37 anos, em 2016 fez cirurgia de troca de válvula aórtica com tubo valvado (cirurgia de Bentall-De Bono) por Aneurisma de Aorta Ascendente. Em Jjunho de 2018, teve quadro de febre tendo sido internado no HSR para investigação. Na época, foi diagnosticado com dois abcessos dentários e Ecocardiograma transesofágico (ECO TE) mostrou imagem ecogênica fila- mentar, móvel, aderida a face ventricular de um dos seus folhetos, medindo 0,4X0,5cm sendo questionado vegetação. Hemoculturas foram positivas para Staphylococcus caprae sensível à teicoplamina tendo sido tratado com este antibiótico por 4 semanas.
Após 4 meses, recorreu febre e novo ECO TE mostrou imagem em região subaórtica sugestiva de pseudoaneurisma. Diante da possibilidade de EI e ECO TE com imagem duvidosa, foi realizado PET CT com 18F-FDG, que mostrou áreas focais de hiperme- tabolismo glicolítico na topografia da prótese valvar aórtica, compatível com processo infeccioso em atividade, confirmando EI como diagnóstico definitivo para o caso. Foi tratado com teicoplamina e rifampicina por 32 dias e em seguida complementou esquema antibiótico com sulfadiazina/pirimetamina e rifampicina por 10 dias de forma ambulatorial.
No seguimento de 5 semanas, sem sinais de recorrência de EI. Conclusão: Pela alta acurácia diagnóstica da PET CT com 18F-FDG para diagnóstico de EI em pacientes com Prótese Valvar e outros dispositivos como marcapasso, ressincronizador, desfibrilador e próteses para fechamento de shunts, por ser um método diagnóstico não invasivo e pela capacidade de identificação de focos infecciosos extra cardíacos, a PET CT com 18F- -FDG é uma ferramenta diagnóstica de destaque em pacientes com suspeita de EI.
54410
Embolização séptica pulmonar: Complicação rara da endocardite infecciosa JAMILE MAGALHAES FERREIRA LEITE, ALINE GIACOMO MEIRA DE ARAUJO, INGRYD PELISSARI DE SOUZA, CAROLINE VEIGA VIEIRA, PAULA PIMENTEL GADELHA, EMERSON COSTA PORTO e ÁLVARO RABELO JR Fundação Bahiana de Cardiologia, Salvador, BA, BRASIL.
Introdução: A endocardite infecciosa é uma doença de alta morbimortalidade, apesar do avanço no diagnóstico clínico, do advento de novos tipos de antibióticos e do aperfeiçoamento de técnicas cirúrgicas. Afeta, predominantemente, as valvas do coração esquerdo, e raramente (5-10%) as valvas atingidas pertencem ao coração direito. O envolvimento da valva pulmonar é incomum, acontecendo em 1,5% a 2% de todas as admissões hospitalares por endocardites. A embolia séptica pulmonar (ESP), um tipo de embolia pulmonar não-trombótica, é uma síndrome rara quase sempre associada a toxicodependentes com endocardite infecciosa de câmaras direitas. Relato de caso:
Homem, 41 anos, toxicodependente (drogas injetáveis), VIH negativo, VHC positivo, portador de cardiopatia congênita acianótica (estenose valvular pulmonar) procurou a emergência referindo história de febre diária há 30 dias, adinamia, tosse seca e hemoptise. Ao exame: hipocorado, hidratado, eupneico, febril (38°C), acianótico, anictérico. Aparelho respiratório sem alterações. Ausculta cardíaca com ritmo cardíaco regular em 2 tempos, bulhas normofoneticas, presença de sopro sistólico de ejeção em foco pulmonar. Hepatomegalia dolorosa. Extremidades com presença de petéquias até região de joelhos. Admitido com leucocitose, plaquetopenia discreta e anemia. TC de Torax demonstrou opacidades nodulares esparsas bilateralmente e difusamente pelo parênquima pulmonar, algumas com centro cavitário e acentuado aumento do tronco da artéria pulmonar (4,7cm calibre). Ecocardiograma demonstrando imagem ovalada, aspecto homogêneo, superfície lisa, móvel, sem pedículo aderida à face arterial da valva pulmonar (14,9x11,7mm) sugestivo de vegetação; presença de CIV perimembranosa com shunt esquerda-direita diâmetro <4mm. Corroborando para o diagnóstico de endocardite subaguda de valva nativa com ESP. Iniciado antibioticoterapia, porém evoluiu com empiema pleural, surgimento de embolização séptica periférica (lesões de janeway) e vasculite em membros inferiores. Paciente foi submetido a drenagem pleural, e segue em programação para realização de cirurgia. Conclusão: A ESP é uma entidade rara, de difícil diagnóstico e, caso seja ignorada, de prognóstico reservado. Relatamos um caso de paciente com apresentação clínica de acometimento pulmonar, em paciente com alto risco para endocardite infecciosa. A importância do diagnóstico e instituição terapêutica precoce, reduz consideravelmente a morbimortalidade.
54411
Análise de custo-efetividade da terapia com evolocumabe em pacientes com alto risco de eventos cardiovasculares no contexto do SUS – Brasil
RODRIGO MOREL VIEIRA DE MELO, LUISA LATADO BRAGA, YASMIN MENEZES LIRA, NATALIA FERREIRA CARDOSO DE OLIVEIRA, YURI DE SANTANA GALINDO, MARIANA MADEIRA e LUIZ CARLOS SANTANA PASSOS
Hospital Ana Nery, Salvador, BA, BRASIL - Faculdade de Medicina da Bahia - FMB, Salvador, BA, BRASIL.
Introdução: Terapias hipolipemiantes, como a estatina, são muito utilizadas na prevenção de eventos cardiovasculares em pacientes com doença aterosclerótica.
Recentemente, com o desenvolvimento dos inibidores da Pró-proteína Convertase Subtilisina/Kexina Tipo 9 (PCSK9), como o evolocumabe, estudos buscam comparar os custos relacionados a cada uma das terapias, levando em conta a economia pela prevenção de eventos e os custos relacionados a aquisição do medicamento. Objetivo:
Analisar a custo-efetividade da implementação de evolocumabe em relação à tera- pêutica padrão para pacientes com alto risco de eventos cardiovasculares. Métodos:
Análise econômica que compara, através de um modelo de árvore de decisão, a custo- -efetividade de duas terapêuticas hipolipemiantes. O modelo populacional baseia-se em uma população ambulatorial com doença arterial coronariana e os desfechos primários analisados serão os eventos cardiovasculares maiores, considerados infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico, revascularização miocárdica e morte cardiovascular. Os custos diretos foram obtidos através do DATASUS e foram calculados os custos indiretos referentes à morte precoce cardiovascular. O resultado foi expresso por meio da razão de custo-efetividade incremental e uma análise de sensibilidade foi realizada, considerando a incerteza dos valores. Resultados: 61 pacientes foram selecionados para o estudo, sendo estimado o risco de ocorrência dos desfechos cardiovasculares em 10 anos se em uso da terapia padrão (35%) e com adição do evolocumabe (22,75%). Além disso, foram estimados os custos de ambas estratégias em 10 anos – R$7300,00 (atorvastatina 80 mg/dia) e R$213.155,00 (atorvastatina 80 mg/dia + evolocumabe 140mg/mL/15 dias) – e o custo médio de ocorrência de um dos desfechos considerados (R$23.145,40). A partir da análise desses dados, obteve-se uma razão de custo-efetividade incremental de 16.573,05, com análise de sensibilidade demonstrando variação de 13.258,45 a 20.801,22. Conclusão: Atualmente, com o valor de R$857,73 por uma seringa de 140 mg/mL, a adição do evolocumabe à terapia hipolipemiante padrão em pacientes com alto risco de eventos cardiovasculares excede os limites de custo-efetividade em geral aceitos.
Levantamento da presença e do autoconhecimento de fatores de risco cardiovasculares em população da periferia de Vassouras
CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO, THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO, JOAO PAULO BRUM PAES, IVAN LUCAS PICONE BORGES DOS ANJOS, RENATA BAPTISTA DOS REIS ROSA, DANDHARA MARTINS REBELLO e IVANA PICONE BORGES
Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, BRASIL.
Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) se enquadram entre as principais causas de morte no mundo ocidental. Sua frequência pode ser relativamente reduzida por meio da prevenção primária e diminuição dos fatores de risco. Objetivo: Analisar a prevalência dos fatores de risco para DCV e seu conhecimento na população da periferia da cidade de Vassouras, RJ. Métodos: Trata-se de um estudo observacional e transversal, durante 2017 e 2018 com a aplicação de um questionário anônimo com 32 perguntas de respostas rápidas em indivíduos acima de 20 anos, no qual valorizam-se respostas positivas e de desconhecimento para o fator de risco. Resultados: Com 150 sujeitos estudados, a média de idade foi de 46,6 anos, sendo 96 mulheres e 54 homens.
28 são fumantes e 35 ex-fumantes. Vê-se que 65 referem pressão arterial acima do padrão e oito não souberam informar. Quanto ao colesterol total, 113 afirmaram já ter realizado exame e 2 não souberam responder. Desses, 25 apontam números acima de 200 mg/dl e 58 não souberam informar, e valor médio do colesterol total na população estudada foi de 192 mg/dl. Sobre o valor do HDL, 115 não souberam informar e 17 relataram possuir HDL<45 mg/dl. 102 negaram ter glicose maior do que 126 mg/dl;
23 não souberam informar. Dos 25 que afirmaram ter valor elevado de glicemia, 24 utilizam hipoglicemiantes e/ou insulina e 4 não souberam informar. Quanto ao IAM, 129 participantes negaram eventos, 18 afirmaram e três não souberam informar, todavia, 27 afirmaram ocorrência nos pais ou irmãos e 31 nas mães ou irmãs. 65% desconheciam se o IMC se encontrava maior do que 25 e 19 referiram IMC ideal. A média do IMC foi de 27,60, sendo que 40 não souberam informar a altura. 93 negaram a prática regular de exercícios (62%). 86 afirmaram cansaço, 58 palpitação, 52 dispneia, 26 desmaio sem explicação, 75 dores nas pernas ao caminhar, 31 dores no peito em esforço e 21 em repouso. 24 casos de HAS grave gestacional e sete afirmaram pré-eclâmpsia. 37 afirmaram estar na menopausa. 18 mulheres realizaram histerectomia, 14 realizaram ooferectomia e 76 negaram e duas em terapia de reposição hormonal. 110 negaram a ida regular ao cardiologista. Ao se perguntar sobre a autopercepção do estresse, 47 relataram muito frequente, 15 pouco frequente, 45 às vezes, 17 quase nunca, 23 não sentiam e 2 não souberam responder. Conclusões: Pode-se ver, no grupo estudado, a presença maciça de variados fatores de risco para DCV, bem como seu não conhecimento.
Primeiro implante da América Latina da prótese aórtica transcateter balão- expansível de 20mm em paciente com ânulo aórtico pequeno
CRISTIANO GUEDES BEZERRA, CARLOS VINÍCIUS ABREU DO ESPIRITO SANTO, ADRIANO CHAVES ALMEIDA FILHO, CANDICE MACHADO PORTO, ALEXANDRE COSTA SOUZA, MICHAEL SABINO RODRIGUES SOARES, MICHEL PLATINY MASCARENHA DE ABREU, ALAN GOMES MONTGOMERY HAMILTON, VICTOR GUERRERO DO BOMFIM, LUIS CLAUDIO LEMOS CORREIA e MARCIA MARIA NOYA RABELO
Hospital São Rafael, Salvador, BA, BRASIL.
Introdução: A combinação de estenose aórtica importante e ânulo valvar aórtico pequeno é desafiadora tanto para o tratamento cirúrgico quanto para o transcateter. O implante de bioprótese valvar aórtica transcateter (TAVI) tem a vantagem de conseguir maiores áreas de orifícios valvares efetivos e menor ocorrência de mismatch paciente- prótese (gradientes transvalvares elevados após a cirurgia). Apesar da TAVI ser bem estabelecida para tratamento da estenose aórtica grave sintomática em pacientes de alto risco cirúrgico, até recentemente, apenas a prótese balão expansível de 23mm estava disponível no Brasil e América Latina, implicando em maior risco potencial de complicações em pacientes com ânulos aórticos pequenos. A prótese balão-expansível Sapien3 de 20mm ou a prótese auto-expansível supra-anular EVOLUT R de 23mm são alternativas que devem ser consideradas nesse cenário. Caso Clínico: Homem, 93 anos, com queixas de angina, síncope e dispneia. ECG: sobrecarga de câmaras esquerdas, BAV 1 grau. Cateterismo cardíaco:coronárias com lesões discretas. Gradiente VE-Aorta
= 105mmHg. Ecocardiograma: Função ventricular esquerda normal. Estenose aórtica importante (gradiente máximo/médio = 132 / 93mmHg, área valvar aórtica = 0,5cm2).
Escore STS = 5,1% para mortalidade e 26% para morbimortalidade. Angiotomografia:
Ânulo aórtico 3,13cm2 (diâmetro derivado da área = 20mm), calcificação valvar acentuada. Procedimento: Utilizada a estratégia minimalista com anestesia local e sedação, monitorização com ecocardiograma transtorácico. Realizado implante transcateter de bioprótese valvar aórtica Sapien 3 – 20mm, com sucesso. Controle ecocardiográfico revelou refluxo aórtico discreto, gradiente médio = 15 mmHg.
Fechamento vascular com dispositivo hemostático percutâneo. Pós operatório otimizado com alta da UTI em 24 horas e hospitalar em 72 horas. Em seguimento de aproximadamente 1 ano, paciente evolui bem, assintomático, ecocardiograma de controle com manutenção da performance da prótese. Conclusão: Realizado o primeiro implante de prótese balão-expansível Sapien 3 - 20mm do Brasil e da América Latina em paciente nonagenário, com ânulo aórtico pequeno. Destacamos a queda do gradiente médio de 93mmHg para 15 mmHg, com discreto refluxo aórtico, além da bem sucedida estratégia minimalista e manutenção do desempenho em seguimento de aproximadamente 1 ano.
54860
Análise do escore InsCor como preditor de mortalidade em pacientes submetidos à revascularização do miocárdio em hospital de referência da cidade de Salvador – Bahia.
IURI FERREIRA FÉLIX, VALCELLOS JOSE DA CRUZ VIANA, NILZO AUGUSTO MENDES RIBEIRO e ADRIANA LOPES LATADO
Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, BRASIL - Hospital Santa Izabel, Salvador, BA, BRASIL.
Introdução: Escores de risco cirúrgico cardiovascular aplicados no pré-operatório permitem estimar a probabilidade de desfechos cardiovasculares no peri-procedimento, contudo apresentam desempenho heterogêneo quando aplicados a populações diferen- tes. Objetivo: Avaliar o desempenho do escore InsCor, modelo nacional, como preditor de mortalidade precoce em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio (RM) em comparação aos escores EuroSCORE e STS-score. Métodos: Es- tudo retrospectivo que avaliou pacientes submetidos à RM em hospital de referência em cardiologia da cidade de Salvador – Bahia, entre 2010 e 2015. Os escores de risco pré-operatório InsCor, STS e EuroSCORE, foram calculados para cada participante do estudo. O desfecho primário foi mortalidade pós-operatória precoce (≤ 30 dias). Foi feita análise descritiva dos dados, apresentadas como proporções, médias, medianas e medidas de dispersão. Os escores foram descritos e comparados entre si em relação à discriminação para mortalidade até 30 dias, mediante análise das áreas sob as curvas ROC (Receiver Operating Characteristic). O nível de significância estatística adotado foi de 5%. Resultados: 461 pacientes, idade média 63 anos (8,6), 77% sexo masculino, 87,9% hipertensos, 37,2% diabéticos, 51% com lesão coronariana triarterial e 17,1% com IAM recente. A mortalidade em 30 dias foi de 2,6%. O InsCor classificou 88, 210 e 163 pacientes como tendo baixo, médio e alto risco para morte precoce, respectivamente.
Segundo o EuroSCORE e STS escore, 379 e 430 pacientes foram classificados como de baixo risco e 77 e 29 como médio risco, respectivamente. Ambos não possuíram pacientes de alto risco. A calibração foi adequada para os todos os modelos.A área sob a curva ROC foi de 0,734 (p= 0,002) para o InsCor, 0,615 (p=0,027) para o EuroSCORE e 0,623 (p=0,033) para o STS score, todas estatisticamente significantes. A análise multivariada demonstrou associação estatisticamente significante entre maiores níveis de risco predito e incidência de morte precoce após RM para o InsCor, após ajuste para o EuroSCORE e STS. Para estes, a associação não foi estatisticamente signifi- cante. Conclusão: O InsCor mostrou boa acurácia preditiva para morte precoce em série brasileira de pacientes submetidos à RM, com possibilidade de ser superior para discriminação dos diferentes níveis de risco em comparação ao STS e ao EuroSCORE.
54667
Fatores de risco para doenças cardiovasculares em mulheres no município de Vassouras
CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO, THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO, JOAO PAULO BRUM PAES, IVAN LUCAS PICONE BORGES DOS ANJOS, DANDHARA MARTINS REBELLO, RENATA BAPTISTA DOS REIS ROSA e IVANA PICONE BORGES
Universidade de Vassouras, VASSOURAS, RJ, BRASIL.
Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) se encontram como as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Os gastos destinados para o tratamento dos cardiopatas a cada dia têm aumentado, levando a execução do princípio da prevenção da saúde. Dado a mudança do estilo de vida da sociedade, as mulheres a cada dia têm se tornado alvos para o desenvolvimento das DCV. Objetivo: Analisar o impacto da condição socioeconômica nos fatores de risco por meio da identificação da prevalência e do autoconhecimento da população feminina da periferia da Cidade de Vassouras.
Métodos: Trata-se de um estudo observacional e transversal, durante 2017 e 2018.
A coleta de dados é através de questionário anônimo com 45 perguntas de respostas sobre o autoconhecimento e presença dos fatores de risco e acerca da condição socioeconômica dos indivíduos acima de 20 anos. Resultados: Em um total de 151 indivíduos morados de Ipiranga, que responderam ao questionário, foram identificados 96 mulheres com idade entre 16 e 77 e média 51,6 anos. 16 eram tabagistas e 21 ex- tabagistas. A hipertensão se viu em 41 mulheres, 70 já haviam feito exame de colesterol, com 16 apresentando níveis elevados e 34 desconhecendo o valor. 71 desconheciam o valor dos níveis de HDL. Apenas 12 usavam medicação para hipercolesterolemia.
35,4 % do grupo cursa com histórico familiar de IAM. 82 mulheres mantém os índices de glicemia controlados, sendo 68% do grupo com níveis menores que 126 mg/dL, 15 sujeitos desconhecendo e 15 com hiperglicemia em tratamento. 44 apresentavam IMC maior que 25, sendo que 58 desconheciam. A prática de exercício físico >30minutos/
dia foi vista em 31 mulheres; passado de IAM em 8; sintomas de cansaço em 60, palpitação em 44, falta de ar 41, desmaio 17, dor nas pernas ao andar 56, dor no peito ao esforço 24, dor no peito em repouso 14; menopausa em 37, os quais 2 faziam terapia de reposição hormonal. Faziam consulta regularmente com ginecologista 63 e com cardiologista 19. Sobre auto-percepção do estresse, viu-se estresse muito frequente em 44 indivíduos. Conclusões: Isto posto, fica claro que o sexo feminino tem evoluído para o aumento da prevalência das DCV no território brasileiro, em especial, as mulheres das localidades mais carentes, aspecto este que pode estar ligado ao menor investimento aos tratamentos da doença.
Relato de caso: hiperhomocisteinemia e a relação com eventos cardiovasculares CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO, THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO, VITORIA HELENA CARVALHO FURTADO DE MENDO e IVANA PICONE BORGES
Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, BRASIL.
Introdução: A homocisteína (hcy) é um aminoácido que atua como regulador central no metabolismo da metionina. Deficiências enzimáticas ou de cofatores, adquiridas ou hereditárias, que interfiram na via desse composto resultam em níveis elevados de hcy, a hiperhomocisteinemia (Hhcy). Estudos propõem a relação da Hhcy com aumento do risco de eventos cardiovasculares pela associação causal entre a formação de placas ateromatosas e a hcy elevada. Relato do caso: SCF, masculino, branco, nascido em 03/03/1960, natural do Rio de Janeiro, portador de hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, intolerância à glicose e resistência insulínica, doença arterial coronariana, periférica e carotídea não obstrutivas diagnosticados no período evolutivo entre 2004 e 2017. Passado de episódio de acidente vascular cerebral isquêmico em 2005 devido à dissecção arterial do sistema vertebro-basilar, tendo evoluído com sequela de distúrbio visual e vertigem. Investigado Hhcy em 2005 com evidência de níveis elevados de homocisteinemia 16,6 micromol/L. Medicação atual: ticagrelor;
rosuvastatina; ezetimiba; indapamida; perindopril arginina; atenolol; trimetazidina;
vitamina B12, B6, B1, ácido fólico. Laboratório atual: colesterol total 92mg/dL; LDL 34 mg/dL; HDL 39 mg/dL; triglicerídeos 111mg/dL; hcy 9 micromol/L. Diagnóstico de Hhcy homozigótica realizado através de reação em cadeia da polimerase (PCR) em tempo real, constatando o gene C677T mutado homozigoticamente e ausência de mutação no gene A1298C. Angiotomografia coronária: escore de cálcio percentil de 93%; lesões moderadas em descendente anterior, diagonalis, circunflexa e direita. Ecodopopler arterial de membros inferiores e aorta abdominal: ateromatose e calcificação não obstrutiva ao fluxo pelo Doppler, sendo em carótidas fibrolipídicas. Discussão: O gene MTHFR catalisa a conversão da 5,10 metilenotetrahidrofalato redutase e a presença de mutações C677T e/ou A1298C induzem o aumento da hcy. No Brasil, a frequência de indivíduos homozigóticos para a mutação C677T é de 1,2 a 10% e para a mutação A1298C é de 5 a 10%. Pressupõe-se que a Hhcy causa alterações vasculares em decorrência da característica oxidativa no plasma da hcy quando em excesso. Tal fenômeno gera compostos que causariam lesão na célula endotelial, crescimento da musculatura lisa vascular, trombose, ativação da cascata de coagulação e adesão plaquetária. A alimentação balanceada e rica em vitaminas do complexo B e folato atuam eficazmente contra a Hhcy.
54964
Rastreamento de risco cardiovascular na equipe de segurança do governo do Estado: avaliação do grupo de obesos e sobrepeso
IVANA PICONE BORGES, SIMONE APARECIDA SIMOES, VANESSA DE FREITAS MARCOLLA, CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO, THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO, IVAN LUCAS PICONE BORGES DOS ANJOS e VITORIA HELENA CARVALHO FURTADO DE MENDO
Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, BRASIL.
Introdução: A atividade profissional das equipes de segurança é de alto risco com consequente estresse crônico. Objetivo: Investigar a população de obesos/sobrepeso na equipe de segurança do governo do estado e identificar os fatores de risco cardiovascular e escore de risco de Framinghan. Métodos: Foram avaliados 265 seguranças, entre janeiro e julho de 2013, através do teste de avaliação médico. Foram identificados 45 indivíduos (16,98%) obesos ou sobrepeso (grupo OS), que foi submetido à avaliação de risco cardiovascular seguido pelo cálculo do escore de Framingham. Resultados:
Identificados no grupo OS : 67% homens, idade média 39,4 anos; 39 % sobrepeso; 35%
obesidade classe I; 22 % obesidade classe II e 4% obesidade classe III; sedentarismo 48%, tabagismo 7%; 46%hipertensão, diabetes 11%; 17 % glicemia em jejum> 99 mg/
dl, nâo informado 20%; dislipidemia 22%, colesterol total>200 mg/dl 35 % (média de 203 mg/dl) e não informado (NI) 20 %; LDL colesterol > 100 em 50 % (média de 81 mg/
dl), NI 24%; HDL<40 em 13 % (média de 51 mg/dl), NI 17 %; triglicéridos>150 17 % (média de 128 mg/dl), NI 22%; circunferência abdominal >88 cm 85,71 % nas mulheres e >102cm 83,87% nos homens. O Risco cardiovascular de Framingham no grupo OS, foi: 67% baixo risco (<10%) de desenvolver eventos cardiovasculares maiores em 10 anos,11% risco intermediário (>10 % e <20 %), não foi identificado indivíduos com risco elevado. Porém, identificou-se 22 % com dados incompletos. Conclusão: 17 % da equipe de segurança foi classificada como obeso/sobrepeso, porém 67 % do grupo OS foi classificado como baixo risco pelo escore de Framingham e foram encaminhados para uma equipe multidisciplinar de saúde.
54965
Fatores de risco cardiovascular e estresse em mulheres policiais das unidades de polícia pacificadora
IVANA PICONE BORGES, SIMONE APARECIDA SIMOES, VANESSA DE FREITAS MARCOLLA, TATIANA SOARES SPRITZER, CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, VITORIA HELENA CARVALHO FURTADO DE MENDO, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO, THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO e IVAN LUCAS PICONE BORGES DOS ANJOS
Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, BRASIL.
A doença coronária pode ser clinicamente diferente em mulheres quando comparadas aos homens e, consequentemente, ser sub diagnosticada e tratada. No mundo, a doença cardiovascular (CV) e o acidente vascular cerebral (AVC) são a principal causa de morte no sexo feminino com 8,6 milhões de mortes por ano, conforme mencionado pela literatura. A doença CV está relacionada ao estresse. Objetivo: identificar a prevalência de fatores de risco CV e o grau de desconhecimento de sua importância em todo o grupo de policiais femininas (PF), que exerce suas funções nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). Métodos: Estudo observacional e transversal, de prevalência dos fatores de risco CV e AVC na população de PF através de questionário anônimo com 30 perguntas fechadas, sobre o autoconhecimento dos fatores de risco CV e nível de estresse, de respostas rápidas, como sim ou não, sobre: a idade, o nível de estresse, o fumo, hipertensão arterial, dislipidemia, sedentarismo, obesidade, diabetes e história familiar de doença arterial coronariana (DAC). Período: entre 10/05/2013 e 10/10/2013. Uma resposta positiva ou a falta de conhecimento são equivalentes a um ponto. Aquelas mulheres que tiveram duas ou mais respostas positivas ou a falta de conhecimento de qualquer item foram incentivadas a concluir a avaliação do risco em uma unidade de saúde, pois foram consideradas como grupo de alto risco. O grupo total foi convidado a assistir palestras sobre fatores de risco CV. Resultados: Total de 32 UPPs com 602 PF. Média de idade 28,1 anos; 71% com alto nível de estresse; o uso do tabaco em 7%; hipertensão em 7% (falta de conhecimento em 7%); 76% já mediram colesterolemia (7% com> 200 mg / dl, 59% e 87% não sabiam os níveis sanguíneos de colesterol total e HDL, respectivamente); 76% já mediram a glicemia (79% negaram ser diabético e 30% desconhecem a sua condição); 28% de história familiar de DAC e AVC; 59% não sabia que o índice de massa corporal (IMC); 53% de inatividade física;
92% negaram doença CV. A maioria visitava o ginecologista 90%, mas em contraste, com apenas 2% o cardiologista. Foi estabelecido que 97% das PF entrevistadas obteve
≥ 2 respostas positivas ou a falta desconhecimento. Conclusão: Alta prevalência de exposição ao aumento do risco CV através da identificação de ≥ 2 respostas positivas ou desconhecimento da resposta; alto nível de estresse na atividade profissional.
Levantamento epidemiológico do tratamento de endocardite infecciosa em prótese valvar ou válvula nativa nas regiões brasileiras em 10 anos.
RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO, CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, LAIZA BARCELOS COELHO ROCHA, YAGO PARANHOS DE ASSIS, THALLES VITOR TEIXEIRA PACÍFICO, JOAO PAULO BRUM PAES, THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO e IVANA PICONE BORGES
Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, BRASIL - UNIFAMINAS – Muriaé, Muriaé, MG, BRASIL.
Introdução: O acometimento da superfície endocárdica por bactérias gera importantes danos estruturais ao coração. A doença apresenta incidência crescente, com cerca de 25 a 50 novos casos a cada milhão de habitantes por ano, e pode levar a sérias complicações clínicas com alta mortalidade. Além das estruturas naturais as próteses valvares também podem ser afetadas, com associação a reoperações e maior número de óbitos. A patologia é curável e prevenível, sendo fundamental discutir seus vieses.
Objetivo: Analisar o atual panorama do tratamento de endocardite infecciosa em prótese valvar no Brasil durante 10 anos e correlacionar a epidemiologia atual com os resultados obtidos. Métodos: Realizou-se uma coleta observacional, descritiva e transversal dos dados referentes a endocardite infecciosa em prótese valvar, disponíveis no Sistema de Informações Hospitalares do SUS de dezembro de 2008 a dezembro de 2018, avaliando valor de gastos públicos, complexidade, taxa de mortalidade, óbitos, permanência e caráter de atendimento. Resultados: No período analisado observaram-se 19.433 internações, representando um gasto total de R$55.210.600,01, sendo 2016 o ano com maior número de internações (2.348). Do total de procedimentos, 2.136 foram realizados em caráter eletivo, 17.297 em caráter de urgência, tendo sido todos considerados de média complexidade. A taxa de mortalidade total foi de 13,7, correspondendo a óbitos, sendo 2018 o ano com taxa de mortalidade mais alta, 15,82, enquanto o ano de 2016 apresentou a menor taxa, 11,33. A taxa de mortalidade dos procedimentos eletivos foi de 13,16 em comparação a 13,77 nos de urgência. A média de permanência total de internação foi de 19,6 dias. A região brasileira com maior número de internações foi a Sudeste com 8.317 internações e, por último, a região Norte com 979. A região com maior número de óbitos foi a Sudeste com 1.398 casos, enquanto a região Centro- Oeste apresentou o menor número, com 142 óbitos registrados. A região Sudeste apresentou a maior taxa de mortalidade (16,81) e a região Nordeste apresentou a menor, 9,05. Conclusões: Pode-se observar o grande número de internações e seu impacto financeiro. Vale salientar o alto número de tratamentos realizados em caráter de urgência e elucidar a necessidade de acompanhamento, que permite a abordagem em caráter eletivo, com menor taxa de mortalidade. Além disso, evidenciar a necessidade da notificação correta, visando aprimorar a análise epidemiológica atual.
Autoconhecimento e prevalência de fatores de risco cardiovascular em mulheres de diferentes grupos populacionais
IVANA PICONE BORGES, VANESSA DE FREITAS MARCOLLA, SIMONE APARECIDA SIMOES, TATIANA SOARES SPRITZER, LIVIA LIBERATA BARBOSA BANDEIRA, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO, IVAN LUCAS PICONE BORGES DOS ANJOS, VITORIA HELENA CARVALHO FURTADO DE MENDO, CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS e THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO
Universidade de Vassouras, VassourasIntrodução: As doenças cardiovascul, RJ, BRASIL.
Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) são subdiagnosticadas e tratadas em mulheres e estão como as principais causas de óbito: 8,6 milhões mortes/ano. Objetivo:
Identificar o autoconhecimento (AC) e prevalência (P) dos fatores de risco (FR) para DCV em populações femininas de diferentes grupos etários, laborais, socioeconômicos:
funcionárias civis do governo (grupo F), policiais das Unidades de Polícia Pacificadora (grupo UPP), estudantes do ciclo básico curso de medicina (grupo A) e moradores de uma cidade socioeconomicamente desfavorecida da periferia do Rio de Janeiro (grupo C). Métodos: Estudo observacional e transversal da P do AC de FR para DCV, em populações femininas de diferentes idades, atividades laborais e socioeconômicas:
grupo F-27/09/13 e 24/10/2013; grupo UPP-10/05/2013 e 10/10/2013; grupo A-06/2016 e 12/2016; grupo C-01/07/2017 e 10/10/2018 através do preenchimento de questionário semelhante e anônimo, com 30 perguntas objetivas sobre o autoconhecimento de FR:
idade, nível de estresse, tabagismo, hipertensão (HAS), dislipidemia, sedentarismo, obesidade, diabetes, índice de massa corporal (IMC) pelo peso e altura informados, gravidez, menopausa, consultas/ano ginecológicas (C/AG) e cardiológicas (C). Uma resposta positiva ou desconhecimento equivaleu a um ponto. Considerado grupo de risco: mulheres com ≥2 pontos por resposta positiva ou desconhecimento. Resultados:
Total de 1.057 mulheres entrevistadas divididas em grupos A (159), UPP (602), F (200), C (96) sendo verificado respectivamente: média de idade 20,62, 28,1 e 44,3, 51,6; alto estresse 44%, 31%, sem relato, 45,83%; tabagismo 3,8%, 7,0%, 16%; 16,7%; HAS conhecida/desconhecimento 2,5%/1,3%, 7%/3%, 13%/3%; 42,7%/não informado;
mediram colesterolemia 76,7% (10.0% colesterol total >200 mg/dL e 33.3% não sabiam;
62.9% desconheciam HDL <40 mg/dL), 76,0% (7% e 59%; 87%), 95% (22% e 25%;
62%), 72,92% (16,7% e 35,42%; 73,96%); mediram glicemia 89.9%, 76%, 88%, 84,3%;
sedentarismo 45.3%, 53%, 36%, 67,71%; IMC foi calculado em 88.7% (12.57%≥25; 0,0%
≥30), 51% (23%≥25; 0,0%≥30), 49% (17%≥25; 8%≥30), 80,2% (57,14%≥25; 32,47%≥30);
faziam C/A G: 79,9%, 90,0%, NI, 65,63% e C: 98% 7,54% 12%, 33%, 19,80%; pontuação
≥2: 98.75%, 97,0%, 74,0%, 100%. Conclusão: Após rastreamento a maioria das mulheres em diferentes grupos demonstraram estar sob risco de desenvolvimento de DCV pela alta prevalência dos FR ou o desconhecimento, evidenciando a importância da prevenção primária e conscientização.
54968
Valvoplastia Mitral percutânea por balão: comparação em longo prazo entre balão único e Inoue
IVANA PICONE BORGES, EDISON CARVALHO SANDOVAL PEIXOTO, RICARDO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO, RODRIGO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO, IVAN LUCAS PICONE BORGES DOS ANJOS, THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO, VITORIA HELENA CARVALHO FURTADO DE MENDO, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO e CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS
Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, BRASIL.
Introdução: O balão de Inoue é mundialmente utilizado. A técnica do balão único Balt obtém resultados semelhantes com custo menor. Objetivos: Estudar a evolução em longo prazo das técnicas de valvoplastia mitral por balão (VMB) do balão único Balt e de Inoue e identificar as variáveis independentes para sobrevida e sobrevida livre de eventos maiores. Método: Estudo prospectivo, longitudinal, observacional não randomizado.
De 526 procedimentos realizados a partir de 06/1987 com balão único de 20 mm ou duplo balão, foram evoluídos 312 procedimentos realizados entre 04/1990 e 12/2014, e seguidos em longo prazo por 51±34 meses, 256 do grupo do balão único Balt (GBU) com evolução de 55±33 meses e 56 do grupo do balão de Inoue (GBI) com evolução de 33±27 meses (p<0,0001). Foram utilizados testes do: Qui-quadrado ou exato de Fischer, t de Student, curvas de Kaplan-Meier e análise multivariada de Cox. Resultados:
No GBI e GBU encontrou-se: sexo feminino 42 (74,5%) e 222 (86,6%), (p=0,0276) e idade, fibrilação atrial, área valvar mitral (AVM) pré-VMB e escore ecocardiográfico foram semelhantes, sendo a AVM pós-VMB respectivamente de 2,00±0,52 (1,00 a 3,30) e 2,02±0,37 (1,10 a 3,30) cm² (p=0, 9550) e no final da evolução a AVM de 1,71±0,41 e 1,54±0,51 cm² (p=0,0883), nova insuficiência mitral grave 5 (8,9%) e 17 (6,6%), (p=0,4749), nova VMB 1 (1,8%) e 13 (5,1%), (p=0,4779), cirurgia valvar mitral 3 (5,4%) e 27 (10,4%), (p=0,3456), óbitos 2 (3,6%) e 11 (4,3%), (p=1,000) e EM 5 (8,9%) e 46 (18,0%), (p=0,1449). A técnica do balão único versus a do balão único não predisse sobrevida ou sobrevida livre de EM. Variáveis que predisseram independentemente sobrevida foram: idade <50 anos (p=0,016, HR=0,233), escore ecocardiográfico ≤8 (p<0,001, HR=0,105), área efetiva de dilatação (p<0,001, HR=16,838) e ausência de cirurgia valvar mitral na evolução (p=0,001, HR=0,152) e sobrevida livre de EM:
comissurotomia prévia (p=0,012, HR=0,390) e AVM pós VMB ≥1,50 cm² (p<0,001, HR=7,969). Conclusões: A evolução em longo prazo foi semelhante no GBI e no GBU.
Predisseram independentemente sobrevida e/ou sobrevida livre de EM: idade <50 anos, escore ecocardiográfico ≤8 pontos, área efetiva de dilatação, AVM pós VMB ≥1,50 cm², ausência de comissurotomia prévia e de cirurgia valvar mitral na evolução.
Intervenção coronária percutânea não diabéticos versus diabéticos: evolução de médio prazo
IVANA PICONE BORGES, EDISON CARVALHO SANDOVAL PEIXOTO, RICARDO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO, RODRIGO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO, CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, IVAN LUCAS PICONE BORGES DOS ANJOS, THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO e VITORIA HELENA CARVALHO FURTADO DE MENDO
Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, BRASIL.
Introdução: Há pior evolução nos pacientes diabéticos (D) com infarto agudo do miocárdio (IAM), mesmo após intervenção coronária percutânea primária (ICPP). Estudos PAMI, não mostraram melhora da evolução dos D comparados com não D. Objetivo: avaliar os resultados após a ICPP na evolução hospitalar (EH), (intra-hospitalar-EIH e até 30dias) e em 1 ano dos pacientes D. Métodos: Estudo prospectivo. De 477 ICPP entre 1999 e 2005 com Delta T <12 horas, selecionou-se 450 pacientes (excluídos stents farmacológicos). Nos 121 pacientes D e nos 329 não D utilizou-se: stent convencional em 101 (83,5%) e 267 (81,1%), balão 19 (15,7%) e 59 (17,9%), monocordil 0 (0,0%) e 1 (0,3%) e não ultrapassagem 1 (0,8%) e 2 (0,6%), (p=0,8630) e testes de Qui-quadrado, exato de Fisher, t de Student e regressão logística múltipla e análise multivariada de Cox. Resultados - Nos pacientes D e não D encontrou-se: idade 63,1±10,0 (41 a 87) e 62,3±11,7 (38 a 89) anos (p=0,4434), Delta T 3,48±2,45 e 3,41±2,35 horas (p=0,7706), IAM prévio 22 (18,2%) e 46 (14,0%), (p=0,2700), dislipidemia 79 (65,3%) e 170 (51,7%), (p=0,0099), doença multiarterial 80 (66,1%) e 200 (60,8%), (p=0,3015), disfunção de VE grave 19 (15,7%) e 27 (8,2%), (p=0,0199), sucesso na lesão culpada (fluxoTIMI III) 113 (93,4%) e 302 (91,8%), (p=0,7965), lesões C em 57 (47,1%) e 125 (38,0%), (p=0,2035) e, na EH: oclusão aguda em 1 (0,8%) e 6 (1,8%), (p=0,6802) e óbito 3 (2,5%) e 9 (2,7%), (p=0,1000). Na evolução de 1 ano de 103 D e de 267 não D, houve novo IAM em 1 (1,0%) e 6 (2,1%), (p=0,6796), reestenose 9 (8,7%) e 17 (6,1%), (p=0,4953) e óbito 3 (2,9%) e 13 (4,7%), (p=0,5735). Na EH predisseram óbito: insucesso (p=0,001, OR 7,569) e eventos maiores: doença multiarterial (DMA), (p=0,023 e OR=4,2180) e insucesso (p=0,028 e OR=3,155) e na evolução de 1 ano predisseram: óbito: idoso (p=0,035, HR 3,391), insucesso (p=0,023, HR 3,364) e foi limítrofe sexo feminino (p=0,050, HR 2,617) e sobrevida livre de eventos maiores: DMA, (p=0,034, HR 1,854. A evolução dos 2 grupos foi semelhante. Conclusões: Nos D predominou dislipidemia e disfunção VE e não houve entre os grupos diferença significativa para eventos maiores e óbito na EIH ou EH e em 1 ano. No geral predisseram óbito: insucesso, idoso e foi limítrofe sexo feminino e eventos maiores: doença multiarterial e insucesso.
54969
Escore ecocardiográfico na sobrevida e sobrevida livre de eventos após a valvoplastia mitral por balão
IVANA PICONE BORGES, EDISON CARVALHO SANDOVAL PEIXOTO, RICARDO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO, RODRIGO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO, CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, IVAN LUCAS PICONE BORGES DOS ANJOS, VITORIA HELENA CARVALHO FURTADO DE MENDO, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO e THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO
Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, BRASIL.
Introdução: A valvoplastia mitral percutânea por balão (VMPB) surgiu como uma alternativa para o tratamento cirúrgico da estenose mitral. Objetivo: Identificar os fatores, que predizem óbito e eventos combinados de óbito, nova valvoplastia mitral por balão (VMPB) ou cirurgia valvar mitral a longo prazo, nos pacientes submetidos à valvoplastia mitral percutânea por balão. Métodos: Entre 1987 e 2013 um total de 312 pacientes foram acompanhados. Período de 54.0±31,0 meses. Foram usadas as técnicas do balão único (84,4%), do balão de Inoue (13,8%) e do duplo balão (1,7%). O grupo foi dividido em escore ecocardiográfico (EE) >8 e ≤ 8. A análise multivariada foi realizada para identificar os fatores independentes para sobrevida e sobrevida livre de evento.
Resultados: Idade 38,0±12,6 (13 a 83) anos. Pré-procedimento: 84,42% pacientes com EE ≤8 e 15.57% EE > 8; sexo feminino em 85%; ritmo sinusal em 84%. No final de seguimento: Sobrevida total, do grupo de EE ≤8 e EE > 8 foi de 95,5%, 98,0% e 82,2%
respectivamente (p<0,0001), enquanto que a sobrevida livre de eventos combinados foi respectivamente 83,4%, 86,1% e 68,9% (p<0,0001). Na análise multivariada, os fatores, que predisseram óbito a longo prazo foram o EE >8 pré-procedimento e a presença de insuficiência valvar mitral grave per-procedimento, e os que predisseram eventos combinados, foram a história prévia de comissurotomia valvar mitral e de fibrilação atrial e a presença de insuficiência valvar mitral grave per-procedimento e de área valvar mitral < 1,5 m2 (insucesso) pós-procedimento. Conclusão: A VMPB é um procedimento efetivo, sendo que mais de dois terços dos pacientes estavam livres de eventos ao final do seguimento. A sobrevida no grupo total foi elevada, maior no grupo com menor escore ecocardiográfico.
Influência do sexo biologicamente feminino na intervenção coronária percutânea primária: fatores de risco independentes para óbito e eventos a médio prazo IVANA PICONE BORGES, EDISON CARVALHO SANDOVAL PEIXOTO, RICARDO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO, RODRIGO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO, VITORIA HELENA CARVALHO FURTADO DE MENDO, THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO, CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS e IVAN LUCAS PICONE BORGES DOS ANJOS
Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, BRASIL.
A doença coronariana é a principal causa de mortalidade e morbidade. A maior mortalidade para as mulheres com infarto agudo do miocárdio e elevação ST tem sido um achado comum no passado, mesmo após a angioplastia percutânea transluminal coronária (APTC) primária. Estudos anteriores relataram piores resultados após APTC em mulheres do que em homens. No entanto, dados recentes sugerem que esta diferença é menos acentuada. O objetivo do presente estudo é determinar diferenças entre os sexos e os fatores de risco para óbito e eventos maiores, tanto intra-hospitalar como aos seis meses de follow-up, nas pacientes que foram internadas nas primeiras doze horas do infarto agudo do miocárdio (IAM) com elevação do segmento ST e APTC primária. Determinar se existem diferenças entre os gêneros, em um tratamento contemporâneo do mundo real. Por dois anos consecutivos, 199 pacientes consecutivos foram incluídos no estudo, com IAM com elevação do segmento ST e ATC primária sem choque cardiogênico. O resultado imediato, intra-hospitalar e seis meses de follow-up foram estudados. A análise multivariada com regressão logística de Cox foi realizada para identificar os fatores de risco independentes de óbito e eventos maiores.
As características clínicas foram semelhantes em ambos os grupos, com exceção de que as mulheres eram mais velhas do que os homens (67,04 ± 11,53 x 59,70 ± 10,88, p <0,0001). A mortalidade hospitalar foi maior entre as mulheres (9,1% x 1,5%, p = 0,0171), assim como a incidência de eventos maiores (12,1% x 3,0%, p = 0,0026). A diferença nas taxas de mortalidade permaneceu o mesmo em seis meses (12,1% x 1,5%, p = 0,0026). Os fatores de risco independente de morte em análise multivariada foram: sexo feminino e idade> 80 anos de idade. Os fatores de risco independentes para eventos maiores e / ou angina foram: doença coronária multiarterial e disfunção ventricular grave. Após o IAM com elevação do segmento ST e ATC primária, os fatores de risco independentes para óbito, durante o seguimento, foram sexo feminino e idade>
80 anos, tanto intra-hospitalar como em seis meses.
54972
Pré-hipertensão em adultos jovens e adolescente de curso superior e técnico SENAI/CETIQT
IVANA PICONE BORGES, CRISTIANE DE SOUZA DOS SANTOSS, CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO, THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO, IVAN LUCAS PICONE BORGES DOS ANJOS e VITORIA HELENA CARVALHO FURTADO DE MENDO
Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, BRASIL.
Introdução: Diversas pesquisas têm sido efetuadas no Brasil e no mundo para estudar a associação entre a hipertensão arterial na infância e na adolescência e os fatores sócio-demográficos: hábitos de vida, histórico familiar e antropometria. Objetivo: Estudar a prevalência da pré-hipertensão e que variáveis estavam relacionadas com a mesma em adultos jovens. Métodos: Delineamento: Estudo de Coorte. Pacientes: Foram estudados 394 estudantes de 3 dos cursos superior e técnico do quanto a sexo, idade, curso, cor da pele, renda, escolaridade, hábitos de vida, antecedentes de hipertensão, peso, circunferência abdominal e a pré-hipertensão definida na VII Joint National Committee: pressão sistólica de 120 a 139 e diastólica de 80 a 89 mmHg. As variáveis foram colhidas por questionário ou medidas. As variáveis contínuas foram categorizadas.
A análise univariada foi realizada com o teste do Qui quadrado e realizados 5 modelos de regressão logística múltipla para variáveis com p<0,10 na análise univariada.
Resultados: Em normais (n=309) e pré-hipertensão (n=85) encontrou-se: sexo feminino (SF) 254 (82,2%) e 44 (51,8%), (p<0,001), idade (3 faixas até 19 anos, 20 a 25 e 25 a 30) mais frequentes nos mais velhos, (p=0,001), cor da pele (auto declarados) negros 16 (5,2%) e 11 (12,9%), (p<0,001), mãe hipertensa 62 (20,1%) e 28 (32,9%), (p=0,024), sobrepeso 34 (11,0%) e 17 (20,0%), (p=0,045), obeso 3 (1,0%) e 10 (11,8%), (p<0,001) e aumento da circunferência abdominal 37 (12,0%) e 19 (22,3%), (p=0,024). Em pelo menos 1 dos 5 modelos de regressão logística múltipla foram associados com ausência ou presença de pré-hipertensão (OR, IC 95%) : sexo feminino (4,026; 2,373-6,828), idade (1,081; 1,004-1,164), mãe hipertensa (1,838; 1,027-3,289) e menor circunferência da cintura (1,067; 1,035-1,100). Conclusões: Estiveram associados com pré-hipertensão presente: sexo masculino, maior idade, mãe com hipertensão arterial e aumento da circunferência abdominal.
54973
Influência da comissurotomia mitral cirúrgica e do escore ecocardiográfico na valvoplastia mitral percutânea por balão
IVANA PICONE BORGES, EDISON CARVALHO SANDOVAL PEIXOTO, RICARDO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO, RODRIGO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO, IVAN LUCAS PICONE BORGES DOS ANJOS, CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, VITORIA HELENA CARVALHO FURTADO DE MENDO, THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO e RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO
Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, BRASIL.
Introdução: O procedimento de valvuloplastia mitral percutânea por balão (VMPB), como tratamento da estenose mitral (EM) sintomática, possibilitou a diminuição da mortalidade e morbidade. Objetivo: Determinar a influência da comissurotomia mitral cirúrgica prévia (CMC) e do escore ecocardiográfico (ES) nos resultados e complicações de valvoplastia mitral percutânea por balão (VMPB). Métodos: De 1987 a 2013, 526 procedimentos de VMPB realizados usando-se técnicas do balão de Inoue, duplo balão e balão único Balt. Divididos em: grupo primário (GP) sem comissurotomia mitral prévia com 480 pacientes; grupo com comissurotomia cirúrgica prévia (GCCP) com 46. Idade GCCP versus GP (42,7 ± 12,4 vs 36,9 ± 12,5 anos, p = 0,0030). Gênero, fibrilação atrial e classe funcional foram semelhantes. Foram observados, respectivamente, nos GP e GCCP, ES de 7,2 ± 1,4 e 7,7 ± 1,5 pontos (p = 0,0158) e área valvar mitral (AVM) 0,94
± 0,21 e 1,00 ± 0,22 cm2 (p = 0,0699). Resultados - Pré-VMPB: a média da pressão arterial pulmonar (PMAP) foi 37,8 ± 14,2 e 37,6 ± 14,4 mmHg, p = 0,9515; gradiente valvar mitral médio (MG) 19,6 ± 6,9 e 18,3 ± 6,9 mmHg, p = 0,2342; AVM 0,90 ± 0,21 e 0,93 ± 0,19 cm2, p = 0,4092, respectivamente, quando comparados os GP e GCCP.
Pós-VMPB: PMAP foi 26,8 ± 10,2 e 26,6 ± 10,9 mmHg, p = 0,9062; MG 5,4 ± 3,5 e 6,3 ± 4,2 mmHg, p = 0,1492; AVM 2,04 ± 0,42 e 1,92 ± 0,41 cm2, p = 0,0801, respectivamente, para os GP e GCCP. A regurgitação mitral (RM) foi semelhante no pré e pós-VMPB.
Houve RM grave pós-VMPB em 10 pacientes: 8 em GP e 2 no GCCP, p = 0,2048. Como não foram encontradas diferenças significativas, o grupo total foram divididos em ES ≤ 8 e> 8 grupos: Pré-VMPB: PMAP 37,5 ± 13,9 e 39,3 ± 16,6 mmHg, p = 0,4041; MG 19,7
± 6,8 e 18,3 ± 7,3 mmHg, p = 0,1753; AVM 0,90 ± 0,21 e 0,94 ± 0,20 cm2, p = 0,0090, respectivamente. Post-VMPB: PMAP 26,7 ± 10,1 e 28,0 ± 10,6 mmHg, p = 0,3730, MG 5,5 ± 3,6 e 5,5 ± 3,3 mmHg, AVM 2,06 ± 0,42 e 1,90 ± 0,40 cm2, p = 0,0090. Conclusões:
Após a VMPB, os resultados de ambos os grupos (GCCP e GP) foram semelhantes, quando comparados, apesar da idade e do escore ecocardiográfico, do grupo primário, tenham sido maiores no pré-VMPB. No grupo com ES >8 pontos foi observado menor AVM no pré-VMPB (p = 0,0090) e menor AVM no pós-VMPB (0,0090). A anatomia valvar foi mais importante do que a comissurotomia anterior.
Sobrevida em longo prazo da valvuloplastia mitral com balão único Balt IVANA PICONE BORGES, EDISON CARVALHO SANDOVAL PEIXOTO, RICARDO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO, RODRIGO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO, IVAN LUCAS PICONE BORGES DOS ANJOS, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO, CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, VITORIA HELENA CARVALHO FURTADO DE MENDO e THAIS LEMOS DE SOUZA MACEDO
Universidade de Vassouras, Vassouras, RJ, BRASIL.
Introdução: A técnica do balão único (BU) para valvoplastia mitral por balão (VMB) é a de menor custo. Objetivo: Analisar a evolução (evol) e determinar as variáveis para sobrevida (S) e S livre de eventos maiores (EM) na evol em longo prazo (ELP) da técnica do BU Balt. Métodos: Estudo prospectivo. De 07/1987 a 12/2014, realizamos 526 procedimentos (proc). A partir de 04/1990 realizamos 404 (76,8%) com BU Balt, 256 com ELP. O diâmetro foi de 25 mm em 5 proc e de 30 mm em 251 e a área de dilatação de 7,02±0,30 cm². A ELP foi de 55±33 (1 a 198) meses. EM foram óbito (Ob), nova VMB ou cirurgia valvar mitral (CVM). Utilizou-se os testes: Qui quadrado, t de Student, curvas de Kaplan-Meier e análise multivariada de Cox. Resultados: A idade média foi 38,0±12,6 anos, sexo feminino (SF) 222 (86,7%) pacientes (p), ritmo sinusal 215 (84,0%), eco escore (EE) 7,2±1,5 (4 a 14) pontos, área valvar mitral (AVM) pré-VMB 0,93±0,21 cm². A AVM pré e pós-VMB (Gorlin) foi 0,90±0,20 e 2,02±0,37 cm² (p<0,001) e sucesso AVM ≥1,5 cm² em 241 (94,1%) proc. Três (1,2%) p começaram a evol com insuficiência mitral (IM) grave. No final da evol 118 (46,1%) p estavam em classe funcional (CF) I, 71 (27,7%) em CF II, 53 (20,7%) em CF III, 3 (1,2%) em CF IV e 11 Ob (4,3%), dos quais 9 (3,5%) foram óbitos cardíacos, sendo que em 5 ocorreram na cirurgia valvar e 17 (8,2%) p com IM grave. Doze (4,7%) p foram submetidos à nova VMB e 27 (10,5%) à cirurgia valvar mitral (CVM). Previram independentemente S no modelo de 7 variáveis: EE ≤8 (p<0,002, HR=0,143), idade ≤50 anos (p=0,014, HR=0,202) e ausência de CVM na evol (p=0,004, HR=0,170) quando entrou CVM na evolução, que é variável de evol e EM e no modelo de 6 variaveis, onde não entrou CVM na evol previram independentemente S EE≤8 (p<0,001, HR=0,116) e idade ≤50 anos (p=0,011, HR=0,203). No modelo de 6 variáveis já que CVM é um EM previram independentemente S livre de EM: ausência de comissurotomia prévia (p<0,002, HR=0,318), SF (p=0,036, HR=0,466) e AVM pós VMB ≥1,50 cm² (p<0,001, HR=0,466). Conclusões: A técnica do balão único apresentou resultados e evol semelhante a de Inoue,. A VMB com BU demonstrou resultados semelhantes às outras técnicas. Previram S e/ou S livre de EM:
EE ≤8, idade ≤50 anos, ausência de CVM na evol, ausência de comissurotomia prévia, SF e AVM pós VMB ≥1,50 cm².