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Bol. da PM n.º 117 28JUL Marcas da Qualidade

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Academic year: 2018

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Aj G – Bol da PM nº. 117 - 28 JUL 2008 – Fls. 6

MARCAS DE QUALIDADE - REPUBLICAÇÃO

Este Comandante Geral reedita as Marcas de Qualidade, objeto de publicação em aditamento ao Bol da PM nº 64 de 09 de Abril de 1999 as quais passam a partir da presente data a serem consideradas Normas Institucionais, acrescidas de três outras marcas, consideradas importantes face ao atual contexto.

1. AUTORIDADE

“O segredo da autoridade não é a força, mas sim o prestígio moral”.

A autoridade representa o poder institucionalizado e oficializado. Esta é o poder dela decorrente, depende da legitimidade, que é a capacidade de justificar seu exercício. A crença na justiça da lei é o sustentáculo da legitimação. A escolha das pessoas, no contexto organizacional, é baseada no mérito e na competência técnica, e não em preferências pessoais.

2. CORREÇÃO DE ATITUDES

“A boa imagem que reflete uma Instituição Bicentenária.”

A correção de atitudes implica em que o policial-militar zele pela sua boa apresentação pessoal e pelo seu preparo moral, intelectual e físico, seja discreto em suas atitudes, maneiras e em sua linguagem escrita e falada; observe as normas de boa educação, conduzindo-se, mesmo fora do serviço ou quando já na inatividade, de modo que não sejam prejudicados os princípios da hierarquia e disciplina e do respeito às leis e regulamentos.

3. ESTRATÉGIA DIFERENCIADA

“Atendimento democrático das demandas e expectativas sociais”.

A dinâmica social, incluindo-se nela o próprio crime, exige cada vez mais do administrador uma postura analítica que permita desvendar o elenco das forças que indiquem fatores concorrentes ou determinantes e que assinalem a existência de um fenômeno delituoso na dimensão real de seus principais protagonistas, a especificidade do delito, a vítima, o infrator e os mecanismos de controle social. Nessa perspectiva, o estabelecimento de estratégias diferenciadas de prevenção e repressão qualificada do delito corresponde a um objetivo de primeira magnitude que é o atendimento de expectativas e demandas sociais diversificadas, posto que não deve existir Polícia só preventiva ou repressiva.

4. HIERARQUIA E DISCIPLINA

“Bases Institucionais da PMERJ”

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disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições que fundamentem o organismo policial militar. A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos em todas as circunstâncias da vida policial militar.

5. INTEGRAÇÃO

“Somar esforçospara alcançar o bem comum”

Característica típica e inalienável das ações de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, o envolvimento dos demais órgãos interessados na problemática da Segurança Pública, assim como de segmentos da sociedade, é o centro das ações na busca de esforços para o desenvolvimento de medidas preventivas e/ou repressivas, a fim de canalizar energia para a implementação de ações eficazes.

Cada integrante da Corporação deve sentir-se comprometido com o resultado final e o objetivo maior de viver harmonicamente, com tranqüilidade e paz social, engajando a comunidade nesse sentido.

6. INTELIGÊNCIA

“Valor profissional que não se improvisa”.

A idéia de força deve estar sempre subordinada ao esforço de inteligência.

Somente a partir dessa noção poderemos juntos construir uma Polícia sem improvisos, técnica e acima de tudo uma Instituição que apresente resultados efetivos, sempre apoiada com o necessário suporte tecnológico.

7. LEGALIDADE E DIREITOS HUMANOS

“O Policial Militar é o primeiro defensor da cidadania”.

Cumpre a cada um de nós policiais militares, encarregados de servir e proteger o indivíduo, a sociedade, as instituições democráticas de direito, zelar, em primeira instância, pela preservação da vida, dos direitos e das garantias constitucionais. Nesse contexto, os direitos humanos, expressão nacional de um compromisso público internacional que transcende às fronteiras territoriais do Estado brasileiro, representam o ideário supremo de defesa da vida. Cabe ao policial militar, portanto, reconhecer a inteligência dos direitos humanos não como um óbice que restringe sua atuação, mas, principalmente, como a principal fonte de inspiração para o exercício de sua autoridade e, ao mesmo tempo,

garantia que legitima sua razão de intervenção. Em sociedade organizada, é

sempre bom lembrar, o princípio supremo de respeito à vida é o suporte da convivência pacífica e produtiva.

8. MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DO POLICIAL MILITAR

“O policial militar é o patrimônio da PMERJ”.

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O Comandante conquista a confiança, a estima e o respeito dos seus comandados verificando, pessoalmente, se lhes está sendo dispensado todo o conforto, cuidado e assistência permitidas pelas circunstâncias: descuidando-se disto, denota indiferença e se desacredita perante seus

subordinados.

Deverão ser enviados todos os esforços para garantir a saúde da tropa. Saúde é entendida, no conceito da ONU, como o estado de bem-estar físico, mental e social. O policial militar que está bem, física, mental e socialmente, tem condições de produzir mais e melhor.

9. MELHORIA DO CLIMA INSTITUCIONAL

“Clima harmonioso estimula grandes realizações”.

Deve-se ter em mente que o policial militar convive a maior parte do dia no ambiente de tarefa proporcionado pela Corporação, que na verdade confunde-se com o ambiente social, fazendo-se necessário que neste meio reine o clima alegre, salutar, harmonioso e produtivo.

O trabalho realizado num clima favorável se tornará um passatempo, um estimulante, que trará, a cada novo dia, imensas alegrias e satisfação

pessoal a cada serviço executado.

10. PREVENÇÃO PRÓ-ATIVA

“Conviver para policiar com prevenção eficaz”.

Conhecer os atores, o cenário, a relação de forças, enfim a dinâmica das relações sociais, bem assim suas interfaces, constituem atividades primordiais que devem reger permanentemente o modus operandi de todos os policiais militares em quaisquer atividades que se encontrem. A interatividade com a população, o reconhecimento de demandas e a propositura de intervenções resolutivas

de problemas e conflitos representa a própria razão de ser da Corporação.

11. PROFICIÊNCIA PROFISSIONAL

“Conhecer para agir melhor.”

Uma polícia democrática e cidadã é alicerçada no profundo conhecimento da profissão, em seus múltiplos aspectos. Somente dominando a técnica policial militar, a legislação e a melhor forma de tratar o cidadão é que teremos uma Polícia Militar cada vez mais preparada e respeitada.

O conhecimento requer treinamento constante e a busca incessante do aperfeiçoamento pessoal e coletivo, adaptando-se às mudanças do

ambiente externo.

12. REPRESSÃO QUALIFICADA

“A prevenção que pode resultar de um esforço repressivo”.

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fatos acidentais que possam comprometer a própria vida, bem assim a de terceiros, em situações de alto risco. A repressão qualificada deve, além de respaldar-se no princípio da legalidade, maximizar os resultados operacionais com o mínimo de risco pessoal e social, bem como de dispêndio de recursos

humanos e materiais.

A repressão qualificada deve refletir a amplitude do esforço preventivo.

13. URBANIDADE

“Fazer a cidade e saber viver na cidade”.

A urbanidade ou civilidade é parte da educação policial-militar e, como tal, de interesse vital para a disciplina consciente. Importa ao superior tratar os subordinados com urbanidade e justiça, interessando-se pelos seus problemas pessoais. Em contrapartida, o subordinado é obrigado a todas as provas de respeito e deferência para com os seus superiores, em conformidade com os regulamentos policiais militares.

Agindo com urbanidade para com os cidadãos fluminenses e com os que

nos visitam é que o policial-militar ajudará a construir “uma grande

cidade” onde todos possam viver dignamente, sem violência e com um novo sentido cívico.

14. USO SELETIVO DA FORÇA

“Está limitado ao necessário e sempre respaldado na lei”.

O uso seletivo da força constitui a razão legal que legitima o empreendimento das ações repressivas qualificadas, tudo em completa

consonância com o respeito aos direitos humanos.

O emprego da força sempre deve estar respaldado na atitude ilegal do indivíduo submetido a uma situação de controle policial e nunca deve apoiar-se em supostas evidências que derivam de traços gerais de sua personalidade.

15. VALORES INSTITUCIONAIS/VIRTUDES MORAIS E ÉTICAS

“Fontes de respeito e credibilidade”.

Valores institucionais constituem o conjunto de disposições a serem cumpridas pelos integrantes da Corporação para a satisfação das necessidades de Segurança Pública, assim compreendidos no Código de conduta para funcionários encarregados de fazer cumprir a lei (Aditamento ao Bol PM n° 140, de 03 Out 91): a Lei é o limite da autoridade; servir e proteger a comunidade; respeito à dignidade e aos direitos humanos; emprego seletivo e moderado do uso da força; sigilo profissional; intolerância total com atos de tortura; proteção à saúde das pessoas; intransigência com a corrupção e respeito total ao Código de referência. A observância destas disposições garante proteção ao policial militar que atua dentro da Lei e assegura a legitimidade no apoio da sociedade.

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no Estatuto dos Policiais Militares e nas Normas Reguladoras do Comportamento Ético Profissional de Policiais Militares (Bol da PM n° 06,

de 09 Jan 92).

Em conseqüência:

a. Os Comandantes, Chefes e Diretores de OPM zelarão para que tais Marcas de Qualidade sejam rigorosamente observadas, com a transparência necessária à permanente vigilância da opinião pública; e,

b. A divulgação de tais Marcas de Qualidade deverá alcançar a todos os escalões de Comando, de forma que seu conhecimento seja difundido por todos os graus hierárquicos, com a necessária rapidez e profundidade. A implementação de tais Marcas de Qualidade será alvo de observações por ocasião das inspeções do EMG.

Tomem conhecimento e providenciem todos os integrantes da Corporação, e os Comandantes,

Chefes e Diretores deverão providenciar a republicação e leitura durante formatura diária por

03 (três) dias consecutivos.

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