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PORTFÓLIO DE VIVÊNCIA

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Academic year: 2021

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PORTFÓLIO DE VIVÊNCIA

VER-SUS BRAGANÇA 2018: “O SUS QUE TEMOS E O SUS QUE

QUEREMOS”

LEANDRO MATHEUS LEÃO PEREIRA

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Sobre o vivente

Leandro Matheus Leão Pereira, 21 anos.

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APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Conteúdo

O PROJETO VER-SUS ... 6

BRAGANÇA COMO CENÁRIO DE VIVÊNCIA ... 6

PROGRAMAÇÃO – VIVÊNCIAS, FORMAÇÕES E ALOJAMENTO ... 6

VIVÊNCIAS ... 7

CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 14

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O PROJETO VER-SUS

O significado de VER – SUS é Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde, este tem por objetivo estimular a formação de trabalhadores e trabalhadoras para atuar no SUS, com ética, comprometimento, agindo conforme as diretrizes do sistema e que se entendam como atuantes sociais, pessoas que repassem conhecimentos aos usuários, agentes que possuam embasamento político e que sejam capazes de transformar o sistema (OTICS, 2015).

A proposta do Ministério da Saúde, em parceria com a Rede Unida, com a Rede Governo Colaborativo em Saúde/UFRGS, com a UNE, com o CONASS e com o CONASEMS, é de realizar estágios de vivência no SUS para que os participantes possam ter a oportunidade de vivenciar e debater acerca da realidade do SUS.

O VER-SUS possibilita o despertar de uma visão ampliada do conceito de saúde, abordando temáticas sobre Educação Permanente em Saúde, quadrilátero da formação, aprendizagem significativa, interdisciplinaridade, Redes de Atenção à Saúde, reforma política, discussão de gêneros, movimentos sociais, questões que estão intrinsecamente relacionadas à saúde, ao SUS.

BRAGANÇA COMO CENÁRIO DE VIVÊNCIA

Bragança é um município Brasileiro, situado no estado do Pará, faz parte da mesorregião do nordeste paraense e da microrregião dos caetés, tem como municípios limítrofes o município de Tracuateua e Augusto Corrêa, com distância até a capital de 220 km. Sua população estima-se em 124.184 habitantes. (IBGE, 2017).

A Secretaria Municipal de Saúde de Bragança (SEMUSB) é ligada diretamente a prefeitura municipal e tem por responsabilidade a gestão do Sistema Único de Saúde no município, além de fazer ações e gerir os serviços de saúde, a SEMUSB é responsável por criar e implementar políticas, programas e projetos que tenham por objetivo a promoção da saúde e a melhora na qualidade de vida da população.

PROGRAMAÇÃO – VIVÊNCIAS, FORMAÇÕES E ALOJAMENTO

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VIVÊNCIAS

Saímos de Belém na manhã do dia 27 de Janeiro com destino a Bragança, localidade onde aconteceu o VER-SUS 2018, chegamos no alojamento e fomos recebidos pelo Prefeito, Vice Prefeito também secretário de saúde e toda sua equipe, após este espaço ocorreu a formação a respeito da Política Nacional de Educação Permanente, onde o facilitador mediou a discussão e passou dois vídeos para assistirmos, o primeiro explicava a educação contínua, com ajuda, dedicação e empenho, já o segundo tratava da educação coercitiva onde o personagem queria passar o conhecimento a força, de qualquer jeito, sem o mínimo de humanização. Ainda neste espaço de formação assistimos um documentário a respeito da participação acadêmica nos programas PRO e PET SAÚDE, após estes momentos fizemos uma analise do momento e começamos a discutir sobre a programação do dia seguinte, na qual fomos divididos em NB (Nucleo de Base) para melhor organização, ao total foram SETE NB’s coordenadas cada uma por um facilitador.

O segundo dia de VER-SUS foi direcionado ao conhecimento do município, tal como os pontos turísticos, as instituições beneficentes do município, visitamos o Instituto Santa Teresinha, onde nos foi contada a história do município de Bragança, conhecemos a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a Igreja de São Benedito, o padroeiro da cidade, após este momento fomos levados ao Museu da Marujada de São Benedito, uma festividade que atrai muitos turistas para Bragança, assim aumenta a economia e do desenvolvimento da cidade. Fomos apresentados a orla de Bragança assim como o mercado do peixe da cidade, após isso fomos para a zona rural do município para conhecer como se faz a famosa farinha de Bragança, fomos recebidos por uma família produtora de farinha de mandioca que nos explicou todo o processo para o preparo da farinha, no ultimo momento da manhã fomos levados ao mirante de São Benedito para que pudéssemos tomar uma vista panorâmica da cidade, pois o mirante é o ponto mais alto de Bragança.

No período da tarde fomos recebidos na OAB do município para que pudéssemos ser apresentados para toda equipe de saúde do município, nossa recepção se deu a partir de uma banda local chamada “A FURIOSA DE BRAGANÇA” e com a apresentação da dança da Marujada. Após este momento tivemos uma conversa com a secretaria de saúde onde nos foi apresentado o Plano Municipal de Saúde, as políticas de saúde do município e fizemos uma roda de conversa com a gestão.

No período noturno após o jantar houve a mística do NB1 com a dinâmica do nó humano afim de reforçar o trabalho em equipe, para finalizar as atividades houve a reunião dos NB’s para traçar a metodologia do dia seguinte.

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encaminhado a especialidade que necessita, sala de curativo, sala de vacinação que obedece ao Programa Nacional de Vacinação, farmácia na qual é coordenada por uma técnica em enfermagem que faz a dispensação de medicamentos, possui diversos consultórios para atendimento. Esta unidade conta com os seguintes profissionais enfermeiro, nutricionista, médico, odontologo, agente comunitário de saúde, educador físico, assistente social, pediatra que é cedido pelo NASF, técnicos em enfermagem e a administração que cuida do E-SUS.

No período da tarde fizemos uma visita à unidade básica da vila de Ajuruteua, um distrito de Bragança conhecido pela praia de Ajuruteua, uma das melhores do estado. No local conversamos com a enfermeira que coordena a unidade de saúde, fizemos perguntas sobre acessibilidade dos pacientes já que a localização de ajuruteua é de difícil acesso e existem varias comunidades no entorno, umas perto e outras nem tanto. Conversamos com o médico que atende na unidade, ele é Cubano, faz parte do programa Mais Médicos e disse estar muito contente em trabalhar no município de Bragança.

Após estes momentos nos direcionamos para a Vila dos Pescadores, uma das mais tradicionais vilas do município na qual fomos recebidos pelo Sr. Lazaro líder da comunidade, que nos explicou como a vila funciona, como os moradores são atendidos pelos ACS, os problemas da vila dos pescadores, no que diz respeito a falta de água encanada, que obriga os moradores a irem comprar água no centro de Bragança e que em períodos de inverno a ponte que dá acesso a vila alaga fazendo com que a vila se isole por alguns dias do resto do município, são 126 famílias que sofrem com a falta de saneamento básico.

Ainda no período da tarde fomos ao quilombo do Américo, conhecer a Associação Remanescente de Quilombo do Américo (ARQUIA), uma comunidade quilombola que tem a certidão de título de quilombo, porém não tem demarcação de terra, pois o processo está em andamento, enquanto isso empresários estão invadindo as terras próximas ao quilombo para explorar as riquezas naturais, o que faz com que a população não tenha meios de produzir para sobreviver, a única fonte de renda basicamente é o trabalho no mangue. São 130 famílias residentes na área, onde apenas 120 se consideram quilombolas, o quilombo tem mais de 200 anos, 13 pessoas estão a frente da comunidade, destas todas são mulheres o que mostra a luta e a garra pela causa.

O quilombo construiu a sua identidade com o passar dos anos apesar dos poucos registros, aquilo que se sabe é passado de pai para filho. Na região do quilombo existe apenas uma escola que oferece educação de ensino fundamental até o 5º ano, ou seja, crianças a partir do 6º ano devem procurar outra escola, em outra região para estudar, o que faz com que muitas das crianças parem de estudar cedo e comecem a trabalhar, assim ficando ociosas e não tendo a educação adequada.

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devem procurar as unidades do centro de Bragança ou a de Bacuriteua, a enfermeira do NASF Bacuriteua que atende os moradores da região anda muito sobrecarregada com a demanda de pacientes das duas localidades, as ações sociais ocorrem de forma limitada no local, pois a escola tem pouca infraestrutura então acaba atrapalhando fazer uma ação grandiosa no local. As doenças mais frequentes no local são as de pele como micoses e dermatites, também tem as doenças intestinais como as verminoses devido a falta de saneamento.

Houve reclamação de moradores que o ônibus escolar responsável por levar as crianças de lugares de difícil acesso ate a escola não entra na região do quilombo, mas o ônibus vai para Ajuruteua que fica bem mais longe da cidade, houve relato também de estupros e roubos nas regiões de mata ao lado do quilombo.

No período noturno fizemos a mística que tratou sobre as diferenças entre pessoas do mesmo grupo e houve a socialização das vivências deste dia.

Na manhã do quarto dia de vivência fomos conhecer a Rede de Atenção Psico Social de Bragança, meu NB ficou responsável pela visita ao Centro de Atenção Psico Social (CAPS) Álcool e outras Drogas, onde fomos muito bem recebidos pela equipe, nos apresentaram o local, as suas funcionalidades, seus objetivos e os profissionais que atuam ali: enfermeira, terapeuta ocupacional, técnica e enfermagem, pedagoga, psicólogo, vigia, agente administrativo, alem de contar com apoio do NASF que disponibiliza o assistente social e o médico para atuar ali.

No CAPS AD trabalha-se com a redução de danos, planejamento mensal sobre as ações, adaptando conforme a rotina, as pessoas chegam no CAPS e são atendidas de forma individualizada, os profissionais que ali estão tem papel motivacional, precisam nortear o usuário a seguir o tratamento de forma adequada.

Durante o bate papo com a gestão do CAPS AD fiz colocação a respeito do papel do nutricionista ali, pois ele não esta contemplado na portaria do Ministério da Saúde que define o grupo multidisciplinar que atua nos centros de atenção psico social, porém é um elemento construtor na atuação dentro de um CAPS AD, pois são substâncias nocivas e que também atingem o trato gastro intestinal dos usuários, alem de causar diversas complicações como câncer, redução do paladar (sabor e gosto da comida).

Dentro do CAPS AD trabalha-se com oficinas de artesanato, autocuidado, promove-se eventos nas datas comemorativas durante o ano, como festa junina, grupos com a família e grupos para pratica de esportes.

No final da vivencia pudemos conversar com alguns usuários que estavam no local que nos relataram um pouco de sua história, como foi o acolhimento no CAPS e como sua vida esta atualmente.

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branco, quem ministrou a palestra foi a assistente social Rosana Nazaré. A palestra teve o seguinte título: I SEMINÁRIO DE SAUDE MENTAL E UNIVERSIDADE com ênfase na assistência estudantil e políticas institucionais.

No período da noite fizemos uma mística de como reparar no outro, através da memorização, isso nos mostrou que com o olhar nos podemos enxergar varias coisas que na outra pessoa, por isso devemos ser profissionais capacitados e humanizados para lhe dar com tais situações e devemos saber como agir. Após este momento houve a formação sobre a Reforma do Programa Nacional da Atenção Básica, de forma dinâmica e bem lúdica cada NB apresentou uma parte da reforma, no caso o meu NB ficou responsável por discorrer sobre o controle social. No final das atividades diárias os NB’s se reuniram para tratar do planejamento para o próximo dia.

No quinto dia de vivência conhecemos a central de regulação do SUS que funciona em Bragança, ela funciona da seguinte forma: a recepção acolhe os usuários e faz a triagem para onde eles serão encaminhados, assim como agiliza a marcação de consultas, possui a parte da emissão do cartão SUS, o arquivo onde ficam depositados todas as informações da regulação, a sala do Tratamento Fora de Domicilio (TFD) que ajuda no transporte e alimentação de pacientes que precisam se deslocar para fora de Bragança para ser atendido, ex: ajuda no transporte ocorre com um valor de R$ 4.95 a cada 50km, ou seja, se um paciente vier a se deslocar Bragança – Belém ele ganhará um auxílio de aproximadamente R$ 20, o que é pouco devido a distância e o custo total da passagem. Já o custeio da alimentação é de R$ 8,20 para o paciente e 8,20 para o acompanhante, totalizando R$ 16,40 de auxílio alimentação, o que continua sendo pouco. Nos relataram que geralmente os pacientes estão sendo encaminhados para Capanema um município próximo a Bragança que atende média e alta complexidade, quem distribui a verba do TFD é o município de Capanema pois ele que é o gestor da região dos Caetés.

Os pacientes procuram a regulação quando são encaminhados via UBS, os tratamentos de urgência a marcação ocorrem imediatamente, já os atendimentos eletivos a espera pode durar até 30 dias. Na regulação municipal tira-se passe livre apenas para pessoas que possuem dificuldades de locomoção, os municípios próximos como Viseu, Capanema e Augusto Corrêa fizeram um pacto de saúde para se unir e encaminhar consultas ou exames de forma mais rápida, assim agilizando o serviço.

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O NB no qual eu fiz parte ficou responsável pelo controle de endemias nas redondezas da unidade de saúde do Riozinho, fomos para a rua com os agentes de saúde para conhecermos a realidade daquela comunidade, algumas casas se recusaram nos deixar entrar para fiscalizar e passar orientações, outras pessoas nos deixaram adentrar em sua residência e fomos averiguar a questão de água parada, já que estamos em tempo de chuva, verificamos as fossas pois há relatos de que muitas fossas no município estão inadequadas, seja sem o vedamento correto ou em condições irregulares para uso, a maior preocupação é com o mosquito Aedes Aegypti o maior transmissor da dengue, zika vírus e do chikungunya. Houve relatos dos ACS a respeito das dificuldades de realizar o trabalho quando se tem cachorro nas casas, também estão em falta os uniformes para trabalho, pois a ultima remessa de uniformes foi feita em 2015, os ACS precisam de instrumentos de trabalho adequados ex: luvas, botas, lápis e borrachas, lanternas, pois muitos agentes estão sem material para trabalhar tendo que tirar do próprio salário para comprar seus equipamentos.

Na noite deste dia tivemos uma roda de conversa com a Sra. Joana, a parteira do município para saber como foi sua realidade na época em que fazia partos, ela relatou que muita das vezes as pessoas iam em sua casa tarde da noite lhe pedir ajuda para realizar o parto, ela dizia que sempre estava disposta a ajudar, porém se fosse hoje em dia, encaminharia as grávidas para as unidades de saúde do município.

Depois deste momento tivemos uma roda de conversa com o enfermeiro chefe da unidade de saúde Samaumapara que explicou a estratégia usada na unidade para explicar as mulheres a respeito do uso adequado do preservativo feminino e também da importância do exame preventivo, no inicio houve dificuldades e resistências das mulheres ao ver que um enfermeiro homem estava à frente da ação, porém com muito diálogo, roda de conversa, atividades dentro da unidade, as mulheres que frequentam a unidade acabaram por aceitar e começar a fazer uso do preservativo feminino assim como houve um aumento no numero de exames preventivos PCCU. Para a maior distribuição dos preservativos femininos foram colocadas caixas chamativas em lugares estratégicos da unidade, onde as pessoas pudessem parar em pegar o preservativo sem ser em espaços movimentados, pois foi constatado que quando os preservativos ficavam na recepção poucas pessoas pegavam, porque tinham vergonha.

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No sexto dia de vivência fomos conhecer a atenção terciária do município, visitamos o Hospital Santo Antonio Maria Zaccaria, onde fomos recebidos com muita festa pelos funcionários, nos apresentamos a todos, apresentamos o projeto VER-SUS e nos apresentaram a unidade, sua história, seu legado, o que possui no hospital e seu quadro de funcionários. O hospital é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que é contratualizada com o SUS, atende tanto a população de Bragança quanto a de Augusto Corrêa, Tracuateua e outros municípios próximos. Atua junto com o pacto pela educação, com o conselho municipal de saúde, conselho municipal de segurança alimentar, alem de ofertar residência clínica e pediátrica.

Os serviços oferecidos na unidade são: diagnóstico por imagem, brinquedoteca, pediatria, assistência social, UTI, UCI, hemodiálise, medicina, cirurgia geral, clínica veterinária, psicologia, nutrição, fonoaudiologia, farmácia, biomédicos, colaboradores, enfermeiros e técnicos que atuam na urgência e emergência. Pudemos conhecer as UTI’s no caso a adulta e a neonatal, conhecemos a área da pediatria, a parte da hemodiálise, assim como os consultórios e outras localidades da unidade, como a ala da fisioterapia, a brinquedoteca entre outros.

No período da tarde discutimos a intervenção no quilombo, todas as propostas, aquilo que poderíamos acrescentar para fazer uma ação eficaz, por isso nos dividimos em áreas de atuação e colaboração, nossa equipe ficou com a parte da nutrição, onde ficamos responsáveis pela preparação dos lanches para a comunidade. Saímos para campo atrás de colher frutos para preparação do suco natural, encontramos em abundancia a manga, onde conseguimos recolher três sacos do fruto e conseguimos recolher apenas um saco de carambola.

Nesta noite fizemos a higienização dos frutos, usamos hipoclorito de sódio para a higienização, alem de água corrente e límpida, utilizamos o reaproveitamento integral dos alimentos, ou seja, na preparação do suco de manga e carambola, utilizamos o fruto de forma integral, apenas descartando o caroço. No final do dia nos reunimos para colocar as ideias em prática e deixar tudo nos conformes para o outro dia, muito bem organizado pelos viventes, facilitadores e comissão.

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mulheres tiveram auxilio sobre a importância do uso do preservativo feminino, onde muitos preservativos foram distribuídos, a importância do exame preventivo PCCU, além da importância da ida frequente aos serviços de saúde. a equipe de odontologia contou com ajuda da odontóloga do município que ministrou uma palestra para as crianças e no final foi ensinado na pratica para as crianças como se escovar os dentes direito, além da distribuição de kits de higiene bucal e assepsia.

Na tarde deste dia fomos direcionados até o auditório da unidade do bairro do Taíra onde tivemos um momento com a gestão municipal, secretaria de saúde, além de conversar com os coordenadores de cada unidade na qual nós passamos durante a semana, foi criada uma mesa entre gestão e facilitadores para mediar o debate, os temas foram direcionados da seguinte forma: primeiro bloco atenção básica, segundo bloco atenção secundária e terciária, terceiro bloco rede de atenção psicossocial, quarto bloco foi a respeito da vigilância sanitária, quinto bloco intervenção no quilombo e na vila dos pescadores, já o sexto bloco foi destinado às considerações finais de viventes, facilitadores, comissão organizadora e gestão. Cada bloco tinha até três colocação de viventes podendo se estender até 5 colocações desde que fossem colocações rápidas e três replicas da gestão. Ao final dos blocos foi lida uma carta aberta em que os viventes e facilitadores do VER-SUS fizeram para demonstrar apoio a causa da comunidade do Quilombo do Américo Pinheiro, relatando fatos que aconteceram lá e que precisam melhorar, assim como pedindo ao poder publico a criação de escolas e redes de saúde na comunidade, assim melhorando a qualidade de vida da população que ali reside, a gestão se comprometeu em fazer o que foi pedido, através da assinatura da carta pelo vice prefeito e secretário de saúde do município, a carta aberta será levada e lida em Manaus no 13º Congresso Internacional da Rede Unida que ocorrerá no inicio do mês de Junho de 2018. Ao termino de tudo a comissão organizadora leu uma nota de agradecimento a gestão municipal por ter acolhido o VER-SUS e ter feito de tudo para o sucesso do projeto.

Na noite do sétimo dia ocorreu a plenária final do VER – SUS 2018 Bragança: “O SUS QUE TEMOS E O SUS QUE QUEREMOS”.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Antes do VER – SUS as pessoas tem uma visão bem diferente da realidade, pois muitos conhecem o SUS somente na teoria, não imaginam que é um sistema tão complexo e que os problemas que o sistema enfrenta depende de uma gama de aspectos macro e microestruturais, onde abrange a gestão, a equipe multiprofissional e o usuário. Após a vivência e com o relato de alguns amigos, ficou claro que o estágio amplia bastante a visão teórico – prática permitindo que possamos nos identificar como agentes modificadores, construtores e multiplicadores de ideias e ações que contribuirão com o SUS.

O projeto é de fato uma imersão no Sistema Único de Saúde onde aqueles que disponibilizam participar tem que estar preparados para as adversidades que serão encontradas no meio do caminho, para a pressão que é sair da sua zona de conforto e ir em direção a zona de confronto que é a realidade do sistema.

Os pontos positivos durante a vivência foram o apoio da prefeitura e secretaria de saúde na realização do projeto, conhecer novas pessoas, novas realidades, locais diferentes daqueles que estamos acostumados a atuar, a alta qualidade nas formações e nos debates entre os viventes, c.o e facilitadores, a alimentação, o alojamento e o transporte que nos foi ofertado durante a vivência foram de boa qualidade, o que nos proporcionou uma boa estadia em Bragança.

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GALERIA DE FOTOS

NB 3 – O QUAL FIZ PARTE DURANTE A VIVÊNCIA

VISITA A CENTRAL DE REGULAÇÃO DO SUS NO MUNICÍPIO

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VISITA A COMUNIDADE DA VILA DOS PESCADORES

PREPARAÇÃO DO SUCO DE MANGA COM REAPROVEITAMENTO INTEGRAL DOS ALIMENTOS

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Referências

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