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ANÁLISE DO REFUGO E RETRABALHO EM UMA INDÚSTRIA DE UTENSÍLIOS DE ALUMÍNIO

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ  COORDENAÇÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA 

CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA   

   

FÁBIO BARBOSA DA SILVEIRA TOBAL   

     

ANÁLISE DO REFUGO E RETRABALHO EM UMA INDÚSTRIA DE  UTENSÍLIOS DE ALUMÍNIO 

         

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO   

             

PONTA GROSSA  2021

(2)

  4.0 Internacional 

 

Esta  licença  permite  download  e  compartilhamento  do  trabalho  desde  que  sejam  atribuídos  créditos  ao(s)  autor(es),  sem  a  possibilidade  de  alterá­lo ou utilizá­lo para fins comerciais.

Conteúdos elaborados por terceiros, citados e referenciados nesta obra  não são cobertos pela licença. 

 

FÁBIO BARBOSA DA SILVEIRA TOBAL   

           

ANÁLISE DO REFUGO E RETRABALHO EM UMA INDÚSTRIA DE UTENSÍLIOS  DE ALUMÍNIO 

       

 

Trabalho  de  conclusão  de  curso  de  graduação  apresentada como requisito para obtenção do título de  Bacharel  em  Engenharia  Mecânica  da  Universidade  Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). 

Orientador: Prof. Me. Nelson Ari Canabarro de Oliveira   

             

PONTA GROSSA  2021 

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Ministério da Educação 

Universidade Tecnológica Federal do Paraná  Câmpus Ponta Grossa 

Diretoria de Graduação e Educação Profissional  Departamento Acadêmico de Mecânica 

Bacharelado em Engenharia Mecânica 

 

 

– O Termo de Aprovação assinado encontra­se na Coordenação do Curso –   

 

TERMO DE APROVAÇÃO   

ANÁLISE DO REFUGO E RETRABALHO EM UM INDÚSTRIA DE UTENSÍLIOS DE  ALUMÍNIO 

  por 

 

FÁBIO BARBOSA DA SILVEIRA TOBAL   

Este Trabalho de Conclusão de Curso foi apresentado em 14 de maio de 2021 como  requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Engenharia Mecânica. O  candidato  foi  arguido  pela  Banca  Examinadora  composta  pelos  professores  abaixo  assinados. Após deliberação, a Banca Examinadora considerou o trabalho aprovado. 

     

Prof. Me.Nelson Ari Canabarro de Oliveira 

Orientador 

   

Prof. Dr.Oscar Regis Jr 

Membro Titular 

   

Profa. Ma.Sandra Mara Kaminski Tramontin 

Membro Titular 

     

Prof.Dr. Marcos Eduardo Soares  Prof. Dr. Marcelo Vasconcelos de  Carvalho 

Responsável pelos TCC  Coordenador do Curso 

   

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Dedico este trabalho aos meus pais, Valdeir  Tobal e Maria de Fátima Tobal, a minha irmã  Maisa, a minha avó Maria, as minhas amigas  Marina, Livia, Adriana, Ana Paula, amigos,  Ricardo Soares, Cristiano, Eduardo,  Gustavo, Renan, Raul, Tadashi, Gabriel,  Mateus, a minha psicóloga Denise e  professores, em especial, ao Nelson  Canabarro, que de forma direta ou indireta  contribuiu para o meu desenvolvimento e  crescimento acadêmico, profissional e  pessoal, colaborando prontamente para a  elaboração e conclusão deste trabalho de  conclusão de curso. 

 

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AGRADECIMENTOS 

Certamente  estes  parágrafos  não  irão  atender  a  todas  as  pessoas  que  fizeram  parte  dessa  importante  fase  de  minha  vida.  Portanto,  desde  já  peço  desculpas àquelas que não estão presentes entre essas palavras, mas elas podem  estar certas que fazem parte do meu pensamento e de minha gratidão.  

Agradeço ao meu orientador e Prof. Me. Nelson Canabarro, pela sabedoria  com que me guiou nesta trajetória.  

Aos meus colegas de sala e amigos, especialmente a Cristiano e Eduardo.  

A  toda  a  equipe  da  empresa  na  qual  foi  realizada  o  estudo,  pelo  recebimento,  e  paciência  em  fornecer  todas  as  informações  necessárias  para  a  realização deste trabalho.  

Gostaria  de  deixar  registrado  também,  o  meu  reconhecimento  à  minha  família, pois acredito que sem o apoio deles seria muito difícil vencer esse desafio.  

Enfim, a todos os que por algum motivo contribuíram para a realização desta  pesquisa. 

                                 

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RESUMO 

TOBAL,  Fábio  Barbosa  da  Silveira. Análise  do  refugo  e  retrabalho  em  uma  indústria de utensílios de alumínio. 2021. 50f. Trabalho de Conclusão de Curso –  Engenharia Mecânica. Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Ponta Grossa,  2021. 

 

Com  o  surgimento  de  novas  tecnologias  de  fabricação,  se  faz  necessário  uma  redução  cada  vez  maior  dos  custos  de  produção,  tendo  em  vista  uma  maior  competitividade  de  mercado.  O  uso  do  alumínio  na  cozinha  está  associado  à  revolução  industrial  do  século  XX,  a  qual  tornou  aparelhos  domésticos  mais  leves,  resistentes  à  corrosão  e  com  melhor  estética.  Devido  a  facilidade  de  obtenção  da  matéria e alta condutividade térmica, o alumínio é aplicado em diversas áreas, entre  elas,  a  produção  de  panelas.  A  utilização  deste  metal  permitiu  uma  cocção  mais  rápida  e  uniforme  dos  alimentos.  Além  disso,  as  panelas  de  alumínio,  possuem  baixo  custo  e  menor  consumo  de  gás  de  cozinha,  podendo  ocorrer  até  70%  de  economia. Objetivo do presente trabalho foi reduzir o porcentual de rejeição e refugo  para o mais próximo de 5%, diminuindo mais de 50% dos desperdícios da produção  decorrentes  de  falhas  de  processo  na  indústria.  Através  do  ciclo  PDCA  e  após  a  melhoria  de  ruptura,  onde  trocou­se  a  guilhotina  antiga  por  uma  mais  nova,  com  melhor  desempenho  e  performance;  chegou­se  a  uma  rejeição  de  alumínio  de  5,71%.  Acarretando  assim  em  uma  economia  relativa  considerável.  Se  tratando  de  retrabalho,  a  redução  deste  diminui  a  poluição  ambiental.  Considerando  o  número  de  funcionários  por  turno  e  operação,  manutenção  dos  maquinários,  número  de  peças  produzidas,  volume  de matéria  prima  e  acessórios,  insumos  como  energia  e  água;  tem­se  uma  economia  mensal  de  até  R$32.520,00;  e  anual  de  até  R$390.240,00.  O  investimento  da  nova  máquina  foi  recuperado  em  menos  de  seis  meses. 

   

     

Palavras­Chaves: Utensílios de alumínio. Porcentual de rejeição. Refugo. PDCA. 

   

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ABSTRACT 

TOBAL,  Fábio  Barbosa  da  Silveira. Scrap  and  rework  analysis  in  an  aluminum  utensil industry. 2021. 50p. Work of Conclusion Course (Graduation in Mechanical  Engineering). Federal Technology University ­ Paraná. Ponta Grossa, 2021.  

 

The  emergence  of  new  manufacturing  technologies,  it  is  necessary  to  increasingly  reducing  production  costs,  in  view  of  greater  market  competitiveness.  The  use  of  aluminum  in  the  kitchen  is  associated  with  the  industrial  revolution  of  the  20th  century,  which  made  household  appliances  lighter,  more  resistant  to  corrosion  and  with  better  aesthetics.  Due  to  the  ease  of  raw  material  obtaining  and  high  thermal  conductivity,  aluminum  is  been  used  in  several  areas,  including  the  production  of  cookware.  The  use  of  this  metal  allowed  a  faster  and  uniform  cooking  of  food.  In  addition,  aluminum  cookware  has  low  cost  and  lower  consumption  of  cooking  gas,  with  savings  of  up  to  70%.  The  objective  of  the  present  work  was  to  reduce  the  percentage  of  rejection  and  refuse  to  the  nearest  5%,  reducing  more  than  50%  of  production  waste  resulting  from  process failures  in  the  industry.  Through  the PDCA  cycle  and  after  the  rupture  improvement,  where  a  newer  one,  with  better  performance;  replaced  the  old  guillotine  5.71%  aluminum  rejection  was  reached. 

Thus  resulting  in  considerable  relative  savings.  When  it  comes  to  rework,  its  reduction reduces environmental pollution. Considering the number of employees per  shift and operation, maintenance of machinery, number of parts produced, volume of  raw materials and accessories, inputs such as energy and water; there is a monthly  savings of up to R $ 32,520.00; and annual up to R $ 390,240.00. The investment for  the new machine could been recovered in less than six months. 

 

Keywords: Aluminum utensils. Rejection percentage. Scrap. PDCA.  

           

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES 

Figura 1 – Fluxograma processos produtivos... 14

Figura 2 ­ Esquema ciclo PDCA ... 20

Figura 3 ­ Representação do diagrama de causa e efeito de Ishikawa ... 21

Figura 4 – Representação de um modelo de estratificação ... 21

Figura 5 – Gráfico de Pareto ... 22

Figura 6 – Esquematização para o método 5W/2H ... 22

Figura 7 – Os pontos da filosofia Kaizen ... 24

Figura 8 – Diagrama de Ishikawa ... 31

Figura 9 ­ Análise no espectrômetro para a liga de alumínio 1145 padrão ... 32  

                               

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LISTA DE FOTOGRAFIAS 

Fotografia 1 ­ Setor de fundição do alumínio ... 33

Fotografia 2 – Produto final não conforme ... 36

Fotografia 3 – Antiga guilhotina ... 38

Fotografia 4 – Placas com rebarbas cortadas pela antiga guilhotina ... 39

Fotografia 5 ­ Nova guilhotina instalada já em funcionamento ... 40

Fotografia 6 ­ Placas cortadas pela nova guilhotina ... 41  

                                                             

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LISTA DE GRÁFICOS   

 

Gráfico 1 – Alumínio produzido em 2017 ... 15

Gráfico 2 ­ Gráfico das não conformidades 2018 ... 35

Gráfico 3 – Gráfico das não conformidades 2019 ... 42

Gráfico 4 – Gráfico de comparação para as não conformidades ... 43

Gráfico 5 – Comparação dos tipos de perda para 2018 e 2019 ... 43

Gráfico 6 – Comparação do porcentual de rejeição para 2018 e 2019 ... 45

Gráfico 7 – Comparação do porcentual de perdas para anos anteriores ... 46

Gráfico 8 – Projeção estimada para economia futura ... 47  

   

                                                     

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LISTA DE TABELAS 

Tabela 1 – Peças não conforme 2018 ... 34

Tabela 2 – Rejeição de alumínio 2018 ... 37

Tabela 3 – Peças não conforme 2019 ... 42

Tabela 4 – Rejeição de alumínio 2019 ... 44  

                                                                 

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LISTA DE SIGLAS 

PDCA   Plan Do Check Act 

PPR  Programa de Participação de Resultados  COQ  Cost Of Quality 

GUT  Gravidade Urgência e Tendência   

LISTA DE ACRÔNIMOS 

NBR  Norma Brasileira 

ISO  International Organization for Standardization 

   

                                               

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SUMÁRIO 

1INTRODUÇÃO ...13

1.1 APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA ...15

1.2 OBJETIVOS ...16

1.2.1Objetivo Geral ...16

1.2.2Objetivos Específicos ...16

1.2.3Justificativas...16

2REFERENCIAL TEÓRICO ...18

2.1 CONCEITO E HISTÓRICO DA QUALIDADE ...18

2.2 CONCEITO E USO DO CICLO PDCA ...19

2.3 FERRAMENTAS DA QUALIDADE ...20

2.4 MELHORIA DE PROCESSO ...23

2.4.1Melhoria De Ruptura ...24

2.5 PRINCÍPIOS DA QUALIDADE PELAS NORMAS DA ISO 9000:2015 ...25

2.5.1Foco No Cliente ...25

2.5.2Abordagem De Processo ...25

2.5.3Melhoria ...26

3METODOLOGIA ...27

3.1 PLANEJAMENTO ...27

3.2 EXECUÇÃO ...28

3.3 VERIFICAÇÃO ...29

3.4 ATUAÇÃO ...30

4RESULTADOS E DISCUSSÕES ...31

5CONCLUSÃO ...47

6REFERÊNCIAS ...48  

         

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    13 

1  INTRODUÇÃO 

  O uso do alumínio na cozinha está associado à revolução industrial do século  XX,  que  tornou  aparelhos  domésticos  mais  leves,  resistentes  à  corrosão  e  com  melhor  estética.  Devido  a  facilidade  de  obtenção  da  matéria  prima  e  alta  condutividade  térmica,  o  alumínio  é  aplicado  em  diversas  áreas,  entre  elas,  a  produção de  panelas.   A  utilização  deste metal  permitiu uma  cocção mais  rápida  e  uniforme dos alimentos. Além disso, as panelas de alumínio, possuem baixo custo e  menor consumo de gás de cozinha, podendo obter até 70% de economia (DANTAS,  2003). 

  Em  comparação  a  outros  materiais,  panelas  de  ferro  são  mais  pesadas,  indicadas  para  cozimentos  lentos,  têm  baixa  condutividade  térmica,  exigem  altas  temperaturas,  oxidam  e  enferrujam  facilmente.  As  de  barro  demoram  muito  tempo  para esquentar, são bastante frágeis e podem se danificar com choque térmico. Já  as  de  vidro  possuem  baixa  condução  de  calor  e  baixa  resistência  a  mudanças  de  temperatura (DANTAS, 2003).  

O alumínio é o terceiro elemento mais abundante encontrado na natureza da  crosta  terrestre,  sendo  precedido  apenas  pelo  silício  e  o  oxigênio.  As  panelas  de  alumínio são as mais comercializadas e mais baratas (CAMPOS, 2007). 

  A  utilização  deste  metal  aumentou  com  a  mudança  no  conceito  de  serviço  doméstico  na  Europa  e  nos  Estados  Unidos  entre  1930  e  1950,  contribuindo  para  alterar  o  modo  de  enxergar  o  universo  (estilo  de  vida  da  população).  Variações  na  economia,  encanto,  versatilidade,  durabilidade  proporcionaram  uma  renovação  na  cozinha  que  progrediu  ao  longo  do  tempo.  Sua  utilização  está  em  cozinhas  domésticas,  industriais,  e  grandes  restaurantes.  No  Brasil  o  consumo  do  metal  possui maior relação com as rendas familiares do que com o desempenho industrial,  possuindo uma demanda característica de países com renda média (CICCANTELL,  2005). 

O Brasil possui muitas indústrias produtoras de utensílios a base de alumínio.  

A  Eirilar  é  considerada  uma  das  grandes  do  segmento  no  país,  contando  com  um  complexo  industrial  de  aproximadamente  93.000  metros  quadrados.  A  unidade  localizada às margens da Rodovia Euclides da Cunha, Km 474,5, em Tanabi, estado  de  São  Paulo,  é  responsável  pela  produção,  desenvolvimento  e  logística  de  seus  produtos. 

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Fundada  em  1.977,  a  Eirilar  trabalha  constantemente  na  pesquisa  de  novas  tecnologias  incorporadas  ao  processo  produtivo,  principalmente  para  que  sejam  sistematicamente mais eficientes e ecológicas. 

O design dos produtos é baseado em soluções eficazes e boas para o dia a  dia.  As  opções  buscam  oferecer  utensílios  domésticos  de  qualidade,  que  atendam  às necessidades e expectativas dos clientes, não deixando de fazer as atualizações  essenciais. Os processos produtivos ocorrem de acordo com as seguintes etapas: a  matéria  prima  é  recebida  e  levada  à  fundição,  onde  saem  placas  de  alumínio;  em  seguida, as placas são encaminhadas para a laminação e são liberadas na forma de  discos  ou  chapas  nos  tamanhos  e  espessuras  desejadas.  Essas  chapas  e  discos  são  encaminhados  à  produção  para  a  pintura,  estampagem,  embutimento,  usinagem,  polimento,  acabamento;  obtendo­se  as  mercadorias  finais  (EIRILAR,  2018). Como pode ser observado na figura 1. 

Figura 1 – Fluxograma processos produtivos 

Fonte: Autoria própria     

 

O faturamento anual em 2014 foi de 70 milhões de reais, e nos dias de hoje,  esse valor diminuiu cerca de 30% devido à crise econômica que o país enfrenta. Em  uma média mensal feita em 2017, verificou­se a produção de 308000kg de alumínio  fundido,  255000kg  de  placas,  120000kg  de  discos,  96000kg  de  produtos  processados e 163000 unidades de peças produzidas, como observado no gráfico 1. 

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Gráfico 1 – Alumínio produzido em 2017 

Fonte: Autoria própria   

 

1.1 APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA 

A falta de planejamento durante a produção pode levar a uma grande perda  de  produtos  acabados  e  semiacabados,  pois  a  não  conformidade  com  os  parâmetros estabelecidos leva a necessidade de reprocessamento do material. Esse  problema  deve  ser  analisado  e  resolvido  para  se  reduzir  as  perdas  financeiras  da  empresa. 

É possível diminuir os refugos e retrabalhos da indústria com o uso do PDCA? 

Então  esse  estudo  teve  o  propósito  de  identificar  as  falhas  no  processo  de  produção,  coletando  dados  e  informações  para  baixar  os  prejuízos,  através  da  implementação  do  ciclo  PDCA,  um  método  da  Qualidade  para  planejar,  fazer,  verificar e agir diante das circunstâncias apresentadas. 

 

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1.2 OBJETIVOS 

1.2.1 Objetivo Geral 

Reduzir o porcentual de rejeição para o mais próximo de 5%, diminuindo mais  de  50%  os  desperdícios  da  produção  decorrentes  de  falhas  de  processo  na  indústria. 

1.2.2 Objetivos Específicos         

  Realizar  análise  crítica  dos  processos  para  identificar  a  causa  raiz  do  problema; 

  Quantificar as perdas de recursos por falhas de processo; 

  Fazer avaliação da qualidade da matéria prima para a fundição; 

  Propor ações de melhoria para reduzir o custo operacional através do ciclo  PDCA; 

  Realizar um monitoramento após a implementação do PDCA. 

 

1.2.3 Justificativas 

A Eirilar é uma indústria familiar e está no mercado a mais de 40 anos.  Com a  redução  das  vendas,  há  a  necessidade  de  um  incentivo  interno  para  superar  a  concorrência e recuperar força no mercado de panelas. O desperdício de produtos e  o retrabalho são problemas graves e devem ser reduzidos ao máximo possível. Se a  ideia  de  sustentabilidade  está  em  alta,  empresas  buscam  tornar  sua  ação  contemporânea  no  mercado  e  na  sociedade,  seguindo  a  tendência  para  um  futuro  próximo  de  que  o  consumidor  se  tornará  cada  vez  mais  responsável,  exigindo  conhecer  o  impacto  social,  ambiental  e  financeiro  de  seus  padrões  de  consumo;  o  triplo  resultado  (SLAPER,  TANYA,  2011).  Essas  três  dimensões  precisam  interagir  de  maneira  holística  para  que  os  resultados  de  fato  lhe  atribuam  o  título  de  sustentável.  O  Programa  de  Participação  de  Resultados  ou  PPR,  é  um  método  interessante  para  ser  introduzido;  uma  forma  de  remuneração  estratégica  por 

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    17 

desempenho  caracterizada  pela  participação  dos  trabalhadores  nos  lucros  ou  resultados  (FISCHER,  2014).  Na  dimensão  ambiental,  o  processo  de  fundição  do  alumínio  afeta  não  só  o  meio  ambiente  com  a  poluição,  mas  também  a  saúde  do  funcionário,  assim,  se  reduzir  a  refundição  os  impactos  ecológicos  diminuem  (RADOS,  2004).  Em  relação  ao  financeiro,  a  empresa  precisa  resgatar  a  competitividade, buscando a melhoria contínua para satisfazer e ganhar a confiança  e a credibilidade do cliente (MIYASHITA, 2005). 

                                                   

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2  REFERENCIAL TEÓRICO 

2.1 CONCEITO E HISTÓRICO DA QUALIDADE 

Segundo  Cordeiro  (2004),  existem  quatro  eras  da  qualidade:  inspeção,  controle estatístico da qualidade, garantia da qualidade e administração estratégica  da  qualidade.  Nos  séculos  XVIII  e  XIX  a  produção  ocorria  artesanalmente  por  pessoal qualificado, a inspeção era informal e desconsiderada.  

 A era da inspeção vem com a produção em massa, onde foram desenvolvidos  gabaritos  e modelos  para  as  peças;  a partir  de  1920 a  inspeção final  da  qualidade  assume uma função independente dentro da empresa, que consistia em selecionar  as técnicas de medição e dimensionamentos mais adequados, assim as peças com  defeito eram retrabalhadas ou descartadas.      

 A  expansão  da  produção  levou  ao  desenvolvimento  de  ferramentas  estatísticas  para  melhor  controle  da  qualidade,  e  a  variabilidade  foi  reconhecida  como um atributo normal dos processos produtivos. Foram criados limites superiores  e  inferiores  de  controle,  os  quais  eram  calculados  como  sendo  a  média  natural  do  processo mais ou menos três desvios­padrão. Dessa forma as anormalidades eram  identificadas mais facilmente, o que diminuía ou até mesmo evitava o retrabalho.  

 A  era  da  garantia  da  qualidade  ocorreu  entre  1940  e  1950,  através  de  algumas  teorias  como:  custos  da  qualidade  (COQ),  engenharia  de  confiabilidade,  controle  total  da  qualidade  e  zero  defeito  que  tinham  a  finalidade  de  mostrar  que  com  a  prevenção  reduziam­se  custos,  juntamente  com  a  escolha  de  fornecedores,  motivação e treinamento de funcionários.  

 Um  produto  de  qualidade,  deveria  ter  um  bom  projeto,  conformidade,  seguridade,  confiabilidade  e  rápido  reparo.  A  qualidade  foi  definida  como  uma  medida  de  adequação  ao  uso.  De  acordo  com  Deming  (1982)  a  qualidade  acompanharia a melhoria contínua dos processos, para a satisfação dos clientes.  

 A era da administração estratégica da qualidade se relaciona com o êxito dos  objetivos  estratégicos  da  empresa.  Todas  as  funções  principais;  produção,  marketing e desenvolvimento precisam ter um bom desempenho.   

Nesta  nova  era,  deve  ter  o  foco  no  cliente  para  que  ocorra  a  satisfação  do  mesmo, além de rapidez e complexidade para antecipar as necessidades futuras e 

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superar  as  expectativas.  A  satisfação  do  cliente  gera  confiabilidade  deste  no  produto, e aumenta a estabilidade nos negócios; em caso de insatisfação, pode ser  espalhada  rapidamente  e  causar  danos  à  imagem  e  reputação  da  empresa  (CORDEIRO, 2004). 

 

2.2 CONCEITO E USO DO CICLO PDCA 

     No ciclo PDCA ocorrem quatro etapas: 1) planejar (plan), definir problemas e  objetivos, escolher métodos, questionar cinco vezes porque o problema ocorre para  assim  se  obter  uma  resposta  mais  completa;  2)  fazer  (do),  executar  o  que  foi  determinado  no  passo  anterior,  treinar,  realizar  eventuais  mudanças,  não  buscar  a  perfeição  e  sim  o  que  pode­se  conseguir  de  forma  prática,  medir  e  registrar  os  resultados;  3)  verificar  (check),  verificar  se  o  padrão  está  sendo  obedecido,  o  que  está  dando  errado,  e  os  por  quês,  diagrama  de  causa  e  efeito  de  Ishikawa,  assim  treinar  o  método  definido;  4)  agir  (act),  diante  de  não  conformidades,  prevenir  ou  corrigir, melhorar o sistema de trabalho, repetir as soluções adequadas.   

  A  melhoria  se  torna  contínua  a  cada  vez  que  o  ciclo  é  ativado  e  retorna  ao  início.  O  PDCA  procura  sempre  manter  o  nível  de  controle  do  processo,  aperfeiçoando­o  continuamente.  Pode  ser  utilizado  também  nas  melhorias  desse  nível, buscando atingir uma meta por um valor definido (exemplo: reduzir o índice de  peças  defeituosas  a  5%).  Por  meio  do  seu  uso  em  conjunto  com  ferramentas  da  qualidade, o processo pode ser controlado, tornando­o mais competitivo.  

  Os  processos  devem  ser  enumerados,  desde  a  matéria­prima  até  o  produto  final, analisando e observando os principais pontos dos processos a fim de discutir e  colocar  em  prática  as  possíveis  melhorias.  A  dinâmica  do  ciclo  se  mostra  extremamente  versátil  ao  trazer  mudanças  significativas  para  melhoria  contínua  de  sistemas,  processos  e  atividades  operacionais  em  uma  empresa  (MARIANI,  2005). 

O ciclo pode ser mais bem visualizado na figura 2. 

 

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Figura 2 ­ Esquema ciclo PDCA 

 

Fonte: Mariani (2005) 

 

2.3 FERRAMENTAS DA QUALIDADE 

Para  tomar  decisões com maior  precisão,  é  necessário  analisar  informações  geradas  no  processo  (dados)  e  eliminar  o  empirismo.  O  processamento  e  a  disposição  clara  das  informações  são  proporcionados  por  certas  ferramentas  da  qualidade:  

A.  Diagrama  de  causa  e  efeito  de  Ishikawa:  enumeração  das  possíveis  causas  de  um  determinado  problema.  É  importante  delimitar  prioridades,  quais  são  as  causas  mais  relevantes  e  que  impactam  de  maneira  mais  direta  para  a  determinada  situação  (MARIANI,  2005),  conforme mostrado na figura 3. 

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Figura 3 ­ Representação do diagrama de causa e efeito de Ishikawa 

Fonte: Mariani (2005)     

B.  Estratificação: subdividir o problema em partes menores para facilitar a  análise. Por exemplo um grande número de peças danificadas na linha de produção  pode ser estratificado por: turma, turno, máquina, tipo de dano, operador. Conforme  mostrado na figura 4. 

   

Figura 4 – Representação de um modelo de estratificação 

Fonte: Mariani (2005)     

C.  Gráfico de Pareto: “Poucas causas são vitais, sendo a maioria delas triviais”, o gráfico aponta quantitativamente as causas mais significativas em ordem  decrescente  (MARIANI,  2005).  Seguindo  o  mesmo  exemplo  apontado  na  estratificação de peças danificadas; conforme observado na figura 5. 

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Figura 5 – Gráfico de Pareto 

Fonte: Mariani (2005)     

D.  5W/2H: a ferramenta consiste num plano de ação para atividades pré­

estabelecidas que necessitem ser desenvolvidas com a maior clareza possível, além  de funcionar  como  um  mapeamento  dessas atividades  (MARIANI,  2005),  conforme  mostrado na figura 6.  

Figura 6 – Esquematização para o método 5W/2H 

Fonte: Autoria própria     

 

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2.4 MELHORIA DE PROCESSO 

A melhoria contínua está associada à capacidade de resolução de problemas  por meio de pequenos passos, alta frequência e ciclos  curtos de mudança, através  da alternância de momentos de ruptura e de controle no desempenho.    

  A medição do desempenho ajuda a encontrar a situação, as razões prováveis  e quais ações a serem tomadas. Partindo do ciclo PDCA, pode­se dizer que existem  três  estratégias  para  a  melhoria  contínua:  manutenção  da  performance  atual,  melhoramento  incremental  dos  processos  existentes  e  transformação  ou  mudança  destes. Assim, necessita de um processo gradual de aprendizagem organizacional. 

  Esse  ciclo  é  complementado  pelo  conceito  da  filosofia  Kaizen,  baseada  nos  princípios  orientais  que  exige  um  grande  comprometimento  de  todos  os  indivíduos  que  fazem  parte  da  empresa;  uma  forma  de  gestão  para  a  maximização  da 

produtividade e rentabilidade.       

  Os resultados do Kaizen visam melhorias diárias, quantitativas e qualitativas,  no  menor  espaço  de  tempo  e  através  de  um  custo  mínimo.  Deve­se  ter  atitude  e  desejo  de  superação,  para  as  melhorias  ocorrerem  por  etapas  e  assim  eliminar  os  desperdícios.  Todos  os  funcionários  têm  que  participar  do  processo  para  ter  mais  integração, entrega e organização. Um bom gestor dedica metade de seu tempo ao  processo de melhoria (ATTADIA, MARTINS, 2003), conforme observado na figura 7. 

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Figura 7 – Os pontos da filosofia Kaizen 

Fonte: Autoria própria.   

 

2.4.1 Melhoria De Ruptura 

A  melhoria  contínua  pode  ser  gradual  ou  de  ruptura.  Gradual:  antes  de  se  deparar  com  um  problema  iminente  na  linha  produtiva,  são  realizadas  ações  de  melhoria,  com  treinamento  dos  funcionários,  aquisição  de  novos  equipamentos; 

assim  prevenindo  e  podendo  resolver  mais  facilmente  um  futuro  problema.  Já  a  melhoria  baseada  em  processo  de  ruptura  representa  uma  alteração  radical  nos  produtos,  processos,  serviços  e  na  forma  de  gerenciar  a  empresa  como  um  todo. 

Uma  ruptura  baseia­se  na  substituição  do  que  é  obsoleto  e  antigo  por  algo  totalmente  diferente,  em  alguns  casos  inovador;  visando  eliminar  desperdícios  em  todos os sistemas e processos (LIZARELLI, TOLEDO, 2015). 

 

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2.5 PRINCÍPIOS DA QUALIDADE PELAS NORMAS DA ISO 9000:2015 

2.5.1 Foco No Cliente 

A  ênfase  da  gestão  da  qualidade  é  não  só  atender  às  necessidades  dos  clientes,  mas  também  superar  suas  expectativas.  O  sucesso  sustentável  ocorre  quando  uma  organização  obtém  a  confiança,  buscando  necessidades  atuais  e  futuras  dos  clientes  e  de  outras  partes  interessadas  pertinentes,  e  a  interação  é  importante  para  valorizar  o  cliente.  As  principais  vantagens  deste  tópico  são: 

aumento  do  valor  e  da  satisfação  para  o  cliente,  da  repetição  dos  negócios,  da  receita e da participação do mercado; melhoria da fidelidade do cliente, da reputação  da organização; ampliação da base de clientes. 

      Ações  possíveis:  reconhecer  clientes  diretos  e  indiretos  como  aqueles  que  recebem  valor;  entender  as  necessidades  e  expectativas  atuais  e  futuras  dos  mesmos;  conectar  os  objetivos  da  organização  com  essas  necessidades  e  expectativas  e  comunica­las  a  toda  a  organização;  planejar,  projetar,  desenvolver,  produzir,  entregar  e  dar  suporte  a  produtos  e  serviços;  medir  e  monitorar  a  satisfação e tomar medidas apropriadas; determinar e executar ações referentes às  necessidades e expectativas das partes interessadas pertinentes que podem afetar  a satisfação do cliente; gerenciar ativamente as relações com os clientes para então  se alcançar o sucesso sustentado. 

 

2.5.2 Abordagem De Processo 

Se  todos  os  níveis  que  participam  compreendem  o  funcionamento  do  processo  e  se  relacionam;  sabendo  o  que  e  porque  ocorre  cada  etapa,  resultados  consistentes  e  previsíveis  são  alcançados  de  forma  mais  eficaz  e  eficiente.  Isso  permite que uma organização otimize o sistema e seu desempenho. 

      Principais  vantagens:  aumento  da  capacidade  de  concentrar  esforços  em  processos principais e oportunidades de melhoria; resultados consistentes por meio  de  um  sistema  de  processos  alinhados;  desempenho  otimizado  por  meio  de  uma  gestão  do  processo  eficaz,  do  uso  eficiente  dos  recursos  e  de  barreiras  interfuncionais  reduzidas;  permitir  que  a  organização  forneça  confiança  às  partes 

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interessadas.            

  Ações possíveis: definir objetivos dos sistemas e processos necessários para  alcançá­los;  estabelecer  autoridade,  responsabilidade  e  responsabilização  por  prestar  contas  pela  gestão  de  processos;  compreender  a  capacidade  da  organização  e  determinar  as  limitações  de  recursos  antes  da  ação;  determinar  interdependências  do  processo  e  analisar  o  efeito  de  modificações  em  processos  individuais sobre o sistema como um todo; gerenciar processos e suas inter­relações  como  um  sistema  para  alcançar  os  objetivos  da  qualidade;  assegurar  que  a  informação necessária esteja disponível para operar e melhorar os processos e para  monitorar, analisar e avaliar o desempenho do sistema geral; gerenciar os riscos que  possam  afetar as  saídas  dos processos e  resultados  globais  do  sistema  de  gestão  da qualidade. 

  2.5.3 Melhoria 

Esta  é  essencial  para  uma  organização  manter  os  atuais  níveis  de  desempenho,  reagir  às  mudanças  em  suas  condições  internas  e  externas  e  criar  novas oportunidades. 

      Principais  vantagens:  aumento  do  desempenho  de  processos;  melhoria  do  foco na investigação e determinação da causa raiz, seguida de prevenção e ações  corretivas; melhoria da capacidade de antecipar e reagir aos riscos e oportunidades  internas e externas; reforço na consideração das melhorias incremental e de ruptura; 

reforço na utilização da aprendizagem para melhoria; busca da inovação. 

      Ações  possíveis:  promover  o  estabelecimento  de  objetivos  de  melhoria  em  todos os níveis da empresa; educar e treinar as pessoas em todos os níveis sobre  como  aplicar  ferramentas  básicas  e  metodologias  para  alcançar  os  objetivos; 

assegurar  que  as  pessoas  sejam  competentes  para  promover  e  concluir  com  sucesso projetos de melhoria; desenvolver e desdobrar processos para implementar  tais  projetos  em  toda  organização;  acompanhar,  analisar  criticamente  e  auditar  o  planejamento,  a  execução,  a  conclusão  e  os  resultados  dos  projetos;  integrar  o  enfoque  no  desenvolvimento  de  produtos,  serviços  e  processos  novos  ou  modificados; reconhecer e aceitar novas e diferentes tipos de melhorias (ISO, 2015). 

 

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3  METODOLOGIA 

O presente trabalho foi classificado como pesquisa, dos seguintes tipos: 

i.  Aplicada,  produziu­se  e  analisou­se  os  dados,  além  do  desenvolvimento  com  o  foco  em  resolver  problemas,  visando  gerar  conhecimentos; 

ii.  Quantitativa,  quantificou­se  em  tabelas,  gráficos  ou  números  as  informações coletadas;  

iii.  Experimental,  definiu­se  a  forma  de  controle  das  variáveis  e  pesquisa  de campo, a qual buscou uma realidade específica geralmente envolvida em  várias  observações  como:  entrevista,  filmagens,  pré  e  pós  testes  (REICHARDT, FRASSON, JUNIOR, 2017). 

Foi  proposto  um  método  de  gestão  da  qualidade  pelo  ciclo  PDCA,  para  melhorar a eficácia dos processos produtivos. 

Para  a  aplicação  do  método  PDCA:  planejar,  definir  problemas  e  objetivos,  escolher métodos, questionar cinco vezes porque o problema ocorre para assim se  obter uma resposta mais completa; fazer, executar o que foi determinado no passo  anterior,  treinar,  realizar  eventuais  mudanças,  medir  e  registrar  os  resultados; 

checar, verificar se o padrão está sendo obedecido, o que está dando errado, e os  por  quês;  agir,  diante  das  não  conformidades,  prevenir  ou  corrigir,  melhorar  o  sistema de trabalho, repetir as soluções adequadas.  

 

3.1 PLANEJAMENTO 

Definido o problema, o objetivo foi reduzir ao máximo  possível o desperdício  que  ocorre  de  produtos  acabados  e  semiacabados,  além  também  do  retrabalho. 

Para então, os envolvidos serem treinados e as tarefas padronizadas. O processo foi  avaliado ao todo, pois ainda não se sabia o motivo principal da questão em si.  

Ao  coletar  dados  para  quantificar  a  perda  de  material,  pôde­se  utilizar­se  de  análises  estatísticas,  como  distribuições  de  frequência,  correlações  e  representações  gráficas,  medidas  de  dispersão,  de  tendência  central.  Foram  feitos  questionários presencialmente ou à distância, através de telefone, e­mail para obter  as informações mais completas. É fundamental um cronograma através de um plano 

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de ação:  O  que?  Por que?  Como?  Onde? Quem?  Quando?  Para  organizar  melhor  as ideias e ações tomadas, estudadas e avaliadas. 

Realizou­se  um  mapeamento  dos  processos  para  identificar  a  causa  raiz  do  problema, através do diagrama de causa e efeito de Ishikawa; assim pôde se obter  as causas mais prováveis do problema. O teste dos cinco porquês foi relevante para  se chegar na causa mais provável/raiz da situação apresentada. 

Não  só  Ishikawa,  mas  também  outras  ferramentas  da  qualidade  foram  importantes. A estratificação, subdividir o problema em partes menores para facilitar  a  análise,  no  caso  de  um  grande  número  de  peças  com  defeito  pode  ser  estratificado  por:  turma,  turno,  máquina,  tipo  de  não  conformidade,  operador.  A  matriz  GUT  (gravidade,  urgência,  tendência),  para  auxiliar  na  priorização  de  resolução do problema, classificação de cada situação julgada pertinente pela  ótica  da gravidade desta, da urgência de resolução e pela tendência de piorar rápido ou  lentamente.  A  gravidade  é  analisada  pela  consideração  da  intensidade  ou  impacto  que o problema pode causar se não for solucionado. A pontuação varia de 1 a 5: 

1.  sem gravidade; 

2.  pouco grave; 

3.  grave; 

4.  muito grave; 

5.  extremamente grave. 

A  urgência  é  analisada  pela  pressão  do  tempo  que  existe  para  resolver  determinada situação. Leva em consideração o prazo para se resolver o problema. A  pontuação da urgência varia de 1 a 5, assim como na gravidade. 

A tendência é analisada pelo padrão ou tendência de evolução da situação. A  pontuação também varia de 1 a 5 (MEIRELES, 2001). 

      Além  disso,  o  gráfico  de  Pareto  para  apontar  quantitativamente  as  causas  mais significativas em ordem decrescente. 

 

3.2 EXECUÇÃO 

Primeiramente  foi  aplicado  um  questionário  com  perguntas  abertas  e  fechadas por telefone. Participantes da pesquisa: um técnico, um líder e um gestor. 

Foi coletada uma amostra de alumínio que posteriormente será analisada utilizando 

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um espectrofotômetro, verificando os componentes e a qualidade da matéria prima. 

A  medição  das  placas  fundidas  se  deu  por  meio  de  um  micrômetro  para  a  espessura,  e  fita  métrica  para  os  comprimentos.  Em  seguida  as  placas  e  posteriormente o alumínio processado foram pesados em uma balança digital; e os  resultados analisados utilizando o programa Microsoft Excel. 

O 5W/2H funciona realizando as sete perguntas da seguinte maneira: 

  5W; 

(1). O que deve ser feito? (What); 

(2). Por que deve ser feito? (Why); 

(3). Onde deve ser feito? (Where); 

(4). Quando deve ser feito? (When); 

(5). Quem será responsável? (Who); 

  2H; 

(6). Como deve ser feito? (How); 

(7). Quais são os custos do processo? (How much) (MEIRELES, 2001). 

 

Quantificação  e  classificação  das  não  conformidades;  normalmente  os  funcionários  dos  diferentes  setores  enxergam  a  quantidade  e  os  tipos  de  defeitos  com  pontos  de  vistas  divergentes,  para  isso  foi  necessário  definir  um  padrão  para  avaliar tais defeitos; um funcionário de cada setor foi treinado para fazer a contagem  e classificação. 

 

3.3 VERIFICAÇÃO 

Houve a verificação se o planejamento e a execução estavam funcionando e  caminhando  de  acordo  com  o  desejado,  para  que  a  atuação  funcionasse  corretamente.  

Uma  comparação  de  resultados  se  tornou  essencial,  defrontando  os  resultados  esperados,  de  acordo  com  o  planejamento,  com  os  resultados  obtidos  após a execução. Assim, verificando a continuidade ou não do problema, se a causa  raiz  foi  eliminada  e  a  meta  alcançada.  Após  isso,  foram  averiguados  os  efeitos  secundários positivos e negativos produzidos pela ação.  

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Foi  analisada  a  qualidade  da  matéria  prima  a  ser  fundida,  retirando­se  algumas  amostras  e  observando  os  componentes  da  liga  de  alumínio  em  um  espectrofotômetro.  Então  apurou­se  a  possiblidade  da  qualidade  do  material  influenciar  na  laminação,  desbastamento  e  calandragem  das  placas  de  alumínio. 

Além disso, foram medidas as placas que saem da fundição, pois se estivessem fora  do padrão, já estaria sendo perdido material. 

 

3.4 ATUAÇÃO 

Foram efetuados com mais frequência treinamentos para os funcionários para  mantê­los  informados  das  condições  e  situações  dos  processos,  auxiliando­os  nas  tarefas  básicas  e  metodologias  para  atingir  os  objetivos.  É  também  importante  ressaltar  que  foi  modelado  um  critério  para  análise  das  não  conformidades.  Após  serem  passadas  todas  as  etapas  e  alcançadas  as  metas  previstas  no  PDCA  e  no  5W2H; as  tarefas  foram  padronizadas e  os funcionários  treinados  para  a  aplicação  do novo método. Para melhor controle e organização das atividades foram divididas  em três passos: 

I.  Escolha da ferramenta: checklist ou lista de verificações; 

II.  Treinamento;  procedimento  descrevendo  detalhadamente  o  que  é,  como  a  ferramenta  vai  analisar,  legendas,  números,  anotar  aquilo  que  está  de  acordo e também o que se deve melhorar, periodicidade que o operador deve atuar;  

III.  Um  gráfico  no  Excel  que  receberá  as  informações  com  os  dados  que  virão da operação, a cada três horas será realizado o checklist e passado ao gerente  de produção que ficará com a análise. 

                 

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4  RESULTADOS E DISCUSSÕES 

Ao final do mês de julho de 2018 foi iniciada a parte prática do trabalho de  conclusão de curso pela UTFPR campus Ponta Grossa. 

Visto  que  o  objetivo  geral  foi  a  redução  para  aproximadamente  5%,  diminuindo  mais  de  50%  os  desperdícios  da  produção  decorrentes  de  falhas  de  processo  da  indústria,  o  primeiro  passo  foi  realizar  um  mapeamento  de  todos  os  processos produtivos para avaliar as possíveis causas do problema. 

O  diagrama  de  Ishikawa,  observado  na  figura  7,  foi  uma  importante  ferramenta  utilizada  no  processo,  fez  parte  do  procedimento  reunir  alguns  funcionários  e  pessoas  envolvidas  para  realizar  um  brainstorming  de  forma  a  levantar  a  causa  raiz  que  originou  o  problema.  Em  virtude  desta  função,  também  pode  ser  denominado  como  diagrama  de  causa  e  efeito.  Este,  quando  elaborado,  assemelha­se  a  uma  espinha­de­peixe,  motivo  pelo  qual  ele  também  é  conhecido  por  este  nome.  Para  o  gerenciamento  do  controle  da  qualidade  e  sua  composição  levou­se  em  consideração  de  que  as  possibilidades  puderam  ser  classificadas  em  seis tipos diferentes, as quais afetavam os processos. Assim, foram determinadas as 

causas mais prováveis, como pode ser observado no esquema abaixo.       

 

   

Figura 8 – Diagrama de Ishikawa 

Fonte: Autoria própria   

           

Dadas as hipóteses, abaixo está o detalhamento de cada uma.  

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    32 

4.1  MATÉRIA PRIMA   

Para  a  avaliação  da  qualidade  da  matéria  prima,  foi  utilizado  um  espectrômetro onde eram realizadas análises de uma amostra da placa a cada uma  hora,  para  que  se  chegasse  à  liga  de  alumínio  desejada  que  seria  a  1145,  assim  mantendo sempre o padrão. Deste modo, nada necessitou­se modificar em relação  a matéria prima. Abaixo a figura 9 mostra o padrão de análise. 

 

Figura 9 ­ Análise no espectrômetro para a liga de alumínio 1145 padrão 

  Fonte: Eirilar (2018) 

 

4.2  MÉTODO   

Se  tratando  de  uma  possível  falha  de  processo  a  partir  de  impurezas,  foi  descartada  a  alternativa,  pois  durante  a  fundição  do  alumínio  é  utilizado  o  produto  químico  Escorimil  a  fim  de  evitar  qualquer  incrustação  de  sujeiras  ou  escórias,  as  quais sobem à superfície do forno e são removidas manualmente com uma concha  própria.  Para  evitar  defeitos  de  solidificação  e  porosidade,  é  aplicado  o  gás  inerte  argônio, o qual borbulha no metal líquido arrastando os gases dissolvidos para fora  da  massa  de  metal.  A  fotografia  1  mostra  o  processo  de  fundição  do  alumínio,  na  entrada do forno até se solidificar. 

(34)

    33 

Fotografia 1 ­ Setor de fundição do alumínio 

Fonte: Autoria própria     

4.3  MEDIÇÃO   

Foram verificadas as calibrações dos instrumentos de medida e maquinários,  e  essa  hipótese  foi  descartada.  Pois  é  realizada  pelo  técnico  responsável  de  maneira  preventiva.  Fazer  de  modo  periódico  a  calibração  dos  equipamentos  de  medição  é  importante.  Se  tratando  de  maquinários,  como  prensas,  embutidoras,  máquinas  de  ensaio,  é  o  jeito  mais  eficiente  de  manter  as  máquinas  em  funcionamento. Isso porque deixar de fazer a manutenção preventiva faz com que o  equipamento  não  trabalhe  na  sua  capacidade  máxima  e  ainda  precise  ficar  encostado à espera de conserto. 

 

4.4  MÃO DE OBRA   

O  critério  para  a  classificação  das  não  conformidades,  foi  visto  como  uma  adversidade, pois cada funcionário tem pontos de vista distintos. Então foi realizada 

(35)

    34 

uma  contagem e  conferência  dos  tipos  de não  conformidades  em todos  os  setores  da  produção,  criando  assim  um  melhor  padrão  para  se  chegar  a  causa  raiz  do  problema. Dessa maneira, foram investigados os produtos rejeitados, com diferentes  possibilidades de defeito, entre elas:  

    Alumínio, falha decorrente dos processos produtivos; 

  Pintura,  no  caso  de  mal  tingimento  os  discos  de  alumínio,  ou  até  mesmo não aderir o teflon por inteiro; 

  Acidente,  danificação  das  peças  podendo  estourar  durante  a  estampagem e embutimento das mesmas, ou por erro humano.  

Num  total  de  aproximadamente  9000  peças  fabricadas  por  dia,  foram  contabilizadas 1485 não conforme. Como pode ser observado na tabela 1 e gráfico 2  abaixo: 

 

   

Tabela 1 – Peças não conforme 2018   

 

       

Tipo de não conformidade  Número de peças não conforme 

Alumínio  1262 

Pintura  158 

Acidente  65 

Total de peças defeituosas  1485 

Fonte: Autoria própria 

(36)

    35 

Gráfico 2 ­ Gráfico das não conformidades 2018 

Fonte: Autoria própria   

   

   

   

Chegou­se à conclusão que 85% das não conformidades ocorreram devido a  um problema de “casquinha”  (alumínio),  como  observado  na  fotografia  2,  que  é  gerado no alumínio decorrente de rebarbas nas placas fundidas e cortadas; onde se  perde parte da matéria. As placas chegam com esse defeito no setor de laminação e  quando  laminadas  ficam  imperceptíveis  a  olho  nu,  porém  após  encaminhadas  ao  setor de produção, onde são estampadas e embutidas, a falha é evidente e visível.  

A fotografia 2 ilustra melhor tal adversidade. 

 

(37)

    36 

Fotografia 2 – Produto final não conforme 

Fonte: Autoria própria       

Com esse método foi encontrada a causa raiz da situação, a “casquinha”

provocada  pelas  rebarbas  deixadas  após  a  solidificação  do  alumínio  no  setor  de  fundição. 

A tabela 2 abaixo representa a rejeição de alumínio ao longo do ano de 2018,  com  dados  extraídos  através  da  empresa  Eirilar,  calculado  a  partir  do  peso  de  material  produzido  dividido  pelo  material  rejeitado,  obtendo­se  assim  o  valor  percentual.  

(38)

    37 

Tabela 2 – Rejeição de alumínio 2018 

2018 Al produzido (kg) Al rejeitado (kg) Porcentagem rejeição (%)

Janeiro 55221,7 4854,1 8,8

Fevereiro 116772,22 12321,32 10,6

Março 95248,38 13308,3 14

Abril 107240,83 14201,79 13,2

Maio 99836,69 11716,16 11,7

Junho 116178,81 11024,7 9,5

Julho 79054,1 9486,49 12

Agosto 166667,23 15672,2 16,6

Setembro 115791,65 16934,23 14,6

Outubro 119324,34 21860,73 18,3

Novembro 124984,8 13587,86 10,9

Dezembro 120156,77 12031,4 10

Média anual 109706,46 13083,27 12,516  

Fonte: Eirilar (2018) 

 

Como foi mostrado acima, a média percentual de rejeição anual em 2018 foi  de 12,5%. 

 

4.5  MÁQUINA   

Foram observadas as  máquinas  no  setor  de fundição,  visto  que as  rebarbas  nas placas eram originárias de lá, e a conclusão gerada foi que o corte da guilhotina  estava provocando tal avaria. Como pode ser visualizado na fotografia 3. 

(39)

    38 

Fotografia 3 – Antiga guilhotina 

Fonte: Autoria própria   

 

Comprovando então uma limitação do maquinário, pois essa guilhotina possui  a faca em formato de “v”, não admitindo regulagem correta para a folga antes do corte,  além  de  exercer  um  esforço  lento  de  cima  para  baixo  que  proporciona  uma  quebra das placas, ao invés de um corte liso e reto; consequentemente permitindo a  formação  de  rebarbas.  A  seguir  a  fotografia  4  mostra  as  placas  já  cortadas  e  resfriadas até a temperatura ambiente. 

(40)

    39 

Fotografia 4 – Placas com rebarbas cortadas pela antiga guilhotina 

Fonte: Autoria própria     

Nesse  caso,  foi  feito  o  uso  da  melhoria  de  ruptura,  havendo  a  troca  da  máquina por uma nova guilhotina.  A nova máquina,  que foi instalada em janeiro de  2019,  possui  a  faca  bem  afiada  com  formato  reto,  proporcionando  um  corte  muito  mais liso, perfeitamente ajustável à folga correta,  eliminando praticamente todas as  rebarbas das placas. As seguintes ilustrações permitem melhor visualização. 

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    40 

Fotografia 5 ­ Nova guilhotina instalada já em funcionamento 

Fonte: Autora própria     

O encarregado do setor de fundição aprovou o projeto da troca de máquina  e se mostrou satisfeito com o resultado, pois além da melhoria obtida na qualidade  das  placas  de  alumínio,  reduziu­se  bastante  o  retrabalho,  sendo  que  tal  setor  é  o  único  da  fábrica  que  possui  três  turnos;  pausando  somente  para  possíveis  manutenções. 

(42)

    41 

Fotografia 6 ­ Placas cortadas pela nova guilhotina 

Fonte: Autoria própria   

 

4.6  MEIO AMBIENTE   

A  produção  de  alumínio  é  responsável  por  uma  grande  quantidade  de  emissão  de  gases  causadores  do  efeito  estufa,  como  o  gás  carbônico  (CO2)  e  o  metano  (CH4).  Eles  retêm  a  energia  solar  na  atmosfera  causando  a  elevação  da  temperatura  média  global.  Essa  elevação  causa  impactos  ambientais  e  alterações  climáticas graves como o aumento na frequência e na intensidade de secas e cheias  e o derretimento das calotas polares, elevando o nível dos mares (AGNESINI, 2012). 

A refundição do alumínio apresenta um elevado potencial poluidor de gases e  vapores  ácidos.  Contrastando  a  ideia  de  sustentabilidade,  com  a  redução  de  retrabalho, se promove uma menor agressividade ao meio ambiente. 

         

(43)

    42 

Utilizando  o  mesmo  critério  para  classificar  as  não  conformidades,  num  total  de  aproximadamente  9000  peças  fabricadas  diariamente,  foram  contabilizadas  764  não conformidades. Como pode ser observado na tabela e gráfico abaixo: 

 

 

Tabela 3 – Peças não conforme 2019 

Fonte: Autoria própria   

             

Gráfico 3 – Gráfico das não conformidades 2019 

  Fonte: Autoria própria 

 

Tipo de não conformidade  Número de peças não conforme 

Alumínio  531 

Pintura  144 

Acidente  89 

Total de peças defeituosas  764 

(44)

    43 

O gráfico 4 mostra o comparativo de peças não conforme entre 2018 e 2019,  onde pôde­se notar uma grande queda no número de itens a serem retrabalhados. 

 

Gráfico 4 – Gráfico de comparação para as não conformidades 

Fonte: Autoria própria     

O gráfico 5 compara as perdas classificadas por tipo para ambos os anos. 

 

Gráfico 5 – Comparação dos tipos de perda para 2018 e 2019 

Fonte: Autoria própria   

 

 

(45)

    44 

Através da Eirilar, foram coletados os dados mensais de rejeição de alumínio  referentes ao ano de 2019, visualizado na tabela 4 abaixo. 

 

Tabela 4 – Rejeição de alumínio 2019 

2019 Al produzido (kg) Al rejeitado (kg) Porcentagem rejeição (%)

Janeiro 87221,52 6367,17 7,3

Fevereiro 119022,65 7379,4 6,2

Março 81632,14 4081,6 5

Abril 100347,36 5218,07 5,2

Maio 98749,76 4641,33 4,7

Junho 119238,93 6319,77 5,3

Julho 91756,04 5275,97 5,75

Agosto 170119,4 10887,64 6,4

Setembro 116221,33 6857,06 5,9

Outubro 117491,8 7284,49 6,2

Novembro 130129,17 7026,97 5,4

Dezembro 123044,2 6398,29 5,2

Média anual 112914,525 6478,146667 5,7125  

Fonte: Eirilar (2019) 

   

Abaixo segue o gráfico  6 comparando a porcentagem de rejeição anual para  os anos de 2018 e 2019. 

(46)

    45 

Gráfico 6 – Comparação do porcentual de rejeição para 2018 e 2019 

Fonte: Autoria própria   

 

 

A  partir  desse  gráfico,  pode­se  notar  uma  grande  diferença  entre  os  dois  anos,  e  assim  em  2019  foi  obtido  êxito  no  objetivo  de  diminuir  o  porcentual  de  rejeição  para  o  mais  próximo  de  5%;  reduzindo  as  perdas  de  2018  que  eram  de  12,51. 

Segundo informações fornecidas pela Eirilar, o valor de um dia trabalhado na  empresa, custa aproximadamente R$ 18.500,00. 

Assim, após a melhoria de ruptura, onde trocou­se a guilhotina antiga por uma  mais  nova,  com  melhor  desempenho  e  performance;  chegou­se  a  uma  rejeição  de  alumínio  de  5,71%.  Acarretando  assim  em  uma  economia  relativa  considerável. 

Abaixo  o  gráfico  7,  através  de  dados  fornecidos  pela  Eirilar,  foram  comparadas  as  perdas anuais de 2018, 2019 e anos anteriores. 

(47)

    46 

Gráfico 7 – Comparação do porcentual de perdas para anos anteriores 

Fonte: Autoria própria   

 

Se  tratando  de  retrabalho,  número  de  funcionários  por  turno  e  operação,  manutenção  dos  maquinários,  número  de  peças  produzidas,  volume  de  matéria  prima  e  acessórios,  insumos  como  energia  e  água;  tem­se  uma  economia  considerável.  

Calculando­se  o  custo  médio  embutido  para  produzir  uma  peça  de  alumínio  através  de  dados  fornecidos  pela  Eirilar,  sendo  fabricadas  aproximadamente  9000  peças  diariamente.  Para  a  queda  de  5,71%  de  perdas  em  2019,  sendo  764  peças  não  conforme,  com  diminuição  do  refugo  e  retrabalho,  há  redução  de  prejuízos  de  até R$32.520,00 por mês; e anual de até R$390.240,00.  

De  acordo  com  a empresa, foi  investido  R$180.000,00  para  a  troca  da nova  máquina  (guilhotina),  e  com  o  ganho  obtido  esse  valor  pôde  ser  recuperado  em  menos de seis meses.  

Realizando uma estimativa, além de uma análise para os próximos cinco anos  e avaliando que a partir de meados de 2020 houve um reajuste de 17% nos custos  embutidos da produção, nota­se uma projeção estimada  como pode ser observada  no gráfico 8.  

(48)

    47 

Gráfico 8 – Projeção estimada para economia futura 

  Fonte: Autoria própria 

 

 

5  CONCLUSÃO 

Observando  o  gráfico,  para  2020,  foi  feita  uma  média,  com  o  reajuste  de  17%  a  partir  de  julho.  Ressaltando  que,  considerando  a  variação  de  mercado  para  aumento  de  insumos,  despesas  gerais,  projeção  de  investimentos  da  empresa,  esses  valores  podem  ser  alterados.  Então  foi  estimado  um  valor  fixo  para  2021,  2022 e 2023. 

Com o presente trabalho, conclui­se que: 

  Com  a  aplicação  do  método  PDCA,  houve  uma  redução  de  alumínio  rejeitado de 12,51% para 5,71%; 

  O  investimento  para  a  troca  da  nova  máquina  (guilhotina)  pôde  ser  recuperado em menos de seis meses; 

  A partir do gráfico de projeção financeira, em cinco anos, tem­se uma  economia total de até R$ 2.220.000,00; 

  A  diminuição  de  refugo  e  retrabalho,  reduz  a  emissão  de  gases  causadores  do  efeito  estufa,  proporcionando  menos  poluição  ambiental. 

(49)

    48 

6  REFERÊNCIAS 

AGNESINI,  Marília  V. Estudo  da  neutralização  da  emissão  de  gases  do  efeito  estufa na escola de engenharia de Lorena. 2012. 66f. Trabalho de conclusão de  curso  –        Universidade  de  São  Paulo,  2012.  Disponível  em:  < 

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ATTADIA,  Lesley  C.  do  L.  Medição  de  desempenho  como  base  para  evolução  da  melhoria contínua. Revista Produção, São Carlos, v.13, n.2, ago. 2003. Disponível  em: <http://www.scielo.br/pdf/prod/v13n2/v13n2a04>. Acesso em: 25 mai. 2018. 

CAMPOS, Vânia M. Fabricação de panelas de alumínio. 2007. 21f. Dossiê técnico  –        Fundação  Centro  Tecnológico  de  Minas  Gerais,  2007.  Disponível  em:  < 

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CICCANTELL, Paul. Globalização e desenvolvimento baseado em matérias primas: 

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2018. 

Referências

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