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Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.28 número6

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Academic year: 2018

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Estudo da efi cácia da videolaparoscopia na avaliação de pacientes com endometriose pélvica

Autor: Dilermando Pereira de Almeida Filho Orientadora: Vivian Ferreira do Amaral

Dissertação apresentada para a obtenção do título de Mestre ao Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR, em 12 de maio de 2006.

Resumo de Tese

A endometriose pélvica é uma doença complexa, de alto impacto sobre a qualidade de vida das mulheres e sobre os sistemas nacionais de saúde pública. A videolapa-roscopia, nos últimos 30 anos, tornou-se indispensável para o diagnóstico preciso da endometriose. O objetivo geral deste estudo foi avaliar as manifestações clínicas da endometriose pélvica, os locais de acometimento e estadiamento, correlacionando os achados macroscó-picos com a comprovação histológica. Os objetivos es-pecífi cos foram: avaliar a efi cácia da videolaparoscopia isolada como ferramenta diagnóstica da endometriose e observar a tendência à lateralidade da endometriose pélvica na população de estudo. Foram analisadas 976 pacientes submetidas a videolaparoscopia no Serviço de Ginecologia do Hospital Santa Cruz, Curitiba, PR. Des-tas, 468 (47,9%) apresentaram ao exame, quadro clínico e videolaparoscópico compatíveis com endometriose, e, 337 (34.5% do total) tiveram o diagnóstico confi rmado pelo estudo histopatológico. De 508 pacientes subme-tidas à videolaparoscopia por outras causas, o estudo histopatológico determinou, além da doença principal,

endometriose pélvica em 8 pacientes, totalizando 345 mulheres (35,3%) com a doença confi rmada na amostra populacional estudada. Entre as pacientes com endo-metriose confi rmada, a dor pélvica foi verifi cada em 98% dos casos e em todos os estádios da doença. Não foi observada associação estatisticamente signifi cativa entre diagnóstico confi rmado de endometriose e (I) dor pélvica (p = 0,65); (II) infertilidade primária (p = 0,29), e (III) infertilidade secundária (p= 0,91). Evidência po-sitiva para associação foi detectada entre diagnóstico de endometriose e dismenorréia (p = 0,03). O experi-mento resultou em valores de sensibilidade de 97,88%, especifi cidade de 79,23%, valor preditivo positivo de 72%, valor preditivo negativo de 98,42% e acurácia de 85,75%. Estes resultados sugerem uma efi cácia limitada para a videolaparoscopia isolada, que deve estar sempre associada ao exame histopatológico na investigação da endometriose.

PALAVRAS-CHAVE: Endometriose pélvica;

Laparosco-pia; Endometriose; Infertilidade

Resumo de Tese

Rev Bras Ginecol Obstet. 2006; 28(6): 373-4.

O efeito da deambulação na fase ativa do trabalho de parto

The effect of walking on the active phase of labor

Autora: Fabiana Villela Mamede

Orientadora: Profa. Dra. Ana Maria de Almeida

Trabalho desenvolvido no Centro de Parto Normal do Amparo Maternal de São Paulo

Tese apresentada à Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, para obtenção do Título de Doutor pelo Programa de Pós-Graduação, nível Doutorado em Enfermagem em Saúde Pública, (inserido na linha de pesquisa Assistência à Saúde da Mulher no Ciclo Vital), em 1 de setembro de 2005.

Resumo: O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos da

deambulação na fase ativa do trabalho de parto em primí-paras, com 37 semanas ou mais de idade gestacional, no início da fase ativa do trabalho de parto. Foi um estudo analítico de intervenção do tipo quase experimental, re-alizado no Centro de Parto Normal do Amparo Maternal de São Paulo, no período de julho a agosto de 2004. Fizeram parte do estudo 80 parturientes, admitidas em trabalho de parto espontâneo, com feto único e vivo em apresentação cefálica, membranas íntegras e presença de líquido amniótico claro. As parturientes realizavam a avaliação da dor através da Escala Visual Numérica de Dor. Após esta resposta, era colocado o podômetro (ins-trumento para medir distância percorrida, em metros) e a parturiente era estimulada a deambular. Os escores de dor bem como o trajeto deambulado fora tomados e regis-trados a cada hora até o fi nal da fase ativa do trabalho de parto. Os dados obstétricos foram tomados conforme a evolução do trabalho de parto. O estudo evidenciou que

as parturientes percorreram uma distância média de 1624 metros, 63,1% da fase ativa do trabalho de parto e em um tempo médio de 5 horas. Verifi cou-se que a quantidade deambulada durante as três primeiras horas da fase ativa está associada a um encurtamento do trabalho de parto, sendo que a cada 100 metros percorridos ocorreu uma diminuição de 22 minutos na primeira hora, 10 minutos na segunda hora e 6 minutos na terceira hora. Os dados apontam que a indicação do uso de ocitócito e ruptura da bolsa amniótica não infl uenciaram na duração da fase ativa do trabalho de parto. Quanto aos escores de dor, verifi cou-se que a pontuação dos mesmos aumentou à medida que a dilatação cervical avançava. Foi encontrada uma correlação positiva apenas aos 5 cm de dilatação, ou seja, quanto maior os trajetos percorridos maiores foram os escores de dor pontuados pelas parturientes.

PALAVRAS-CHAVE: Parto; Trabalho de parto; Dor;

Referências

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