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MANUAL DE BOAS

PRÁTICAS

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MANUAL DE BOAS PRÁTICAS

POR QUE CRIAMOS ESTE MANUAL?

A diversidade faz do mundo um lugar melhor. Sabem uma maneira de torná- lo sempre agradável? Praticando a tolerância e o respeito! Para manter o nosso clima sempre leve e respeitoso, criamos um manual de boas práticas.

Com ele, vai ser possível analisar as

“piadas” que devem ser deixadas de

lado e repensadas, afinal, trazem um teor ofensivo e discriminatório. Nós, do Desco, adoramos surfar nos memes e nas brincadeiras, mas só apoiamos aquelas que fazem todo mundo se divertir! Então se liga nas nossas regras do chat: Julho d

e 2021

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REGRAS DO CHAT: QUAIS SÃO? POR QUE EXISTEM? COMO FUNCIONAM?

Desrespeito ou assédio

CAPS (letra maiúscula)

Comentários constrangedores d i s f a rç a d o s d e e l o g i o s , m e n s a g e n s i n s i s t e n t e s … D e s re s p e i t a r e a s s e d i a r poss i b i l i t a o su rg i m e n to de prejuízos psicológicos, cognitivos, sociais e físicos.

Como forma de mudar esse cenário e proporcionar um ambiente seguro para o pleno desenvolvimento dos alunos, com mais saúde mental e respeito entre as relações, também temos disponível uma cartilha antiassédio, já conhecida por vocês, pois c o m p r e e n d e m o s q u e a informação funciona como um importante fator de prevenção e proteção contra o assédio.

C a p s é q u a n d o a l g u é m escreve uma frase ou uma palavra inteiramente em letra maiúscula/caixa alta.

Você sabia que nem sempre a mensagem dos monitores e dos chateires era diferenciada da dos alunos no nosso Chat?

Há muitos anos, a única forma de diferenciar quem era aluno e quem fazia parte do nosso time de funcionários era usando o caps! Nós, funcionários, apenas escrevíamos assim, e, portanto, os alunos eram proibidos de usar. Assim, ninguém se confundia!

Hoje em dia mantemos essa regra, pois falar totalmente em caps polui o chat e pode gerar desentendimentos, já que pode parecer que o aluno em questão está “gritando” ou “brigando”.

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MANUAL DE BOAS PRÁTICAS

Caracteres especiais

Flood

Política

P r i m e i r a m e n t e , o q u e são caracteres especiais?

Chamamos de caracteres especiais qualquer dígito gráfico ou entidade de texto usado na informática ou na escrita, mas nem todos eles são proibidos no chat, apenas aqueles que são usados como código, criptografia, senhas, atalhos, etc. Os emojis também são proibidos se usados de maneira inadequada (Como flood no chat ou desrespeito)

“O que é flood?”

Flood é nada mais nada menos que ter como prática o envio sucess i vo de me nsa ge ns sobre o mesmo assunto. Aqui no Descomplica valorizamos demais a troca entre alunos e monitores/chateires, e, por conta disso, o ato de “floodar”

atrapalha o aprendizado e também impede que trocas significativas possam acontecer durante a aula.

Aqui no Desco incentivamos sempre a troca de opiniões e a discussão saudável no Chat!

Porém, é importante sempre manter o respeito, a paz e, acima de tudo, o foco na aula.

Por causa disso, temos certas limitações do que pode ou não ser discutido no nosso Chat em relação a questões políticas.

O p i n i õ e s g e n e ra l i z a d a s , comentários respeitosos e fatos imparciais são bem-vindos, quando é pertinente ao assunto sendo discutido na matéria da aula ou pelo professor.

No entanto, xingamentos, ataques pessoais contra figuras políticas, propagandas de cunho ideológico ou desrespeito a outras opiniões são estritamente proibidos no Chat. Além disso, fortemente desencorajamos qualquer tipo de discussão política se não for relacionada com o assunto sendo discutido na aula em questão.

GUIA INSCRIÇÃO

ENEM 2021

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Fake news Redes sociais

Palavrão

Sabemos que fake news são notícias falsas ou distorcidas da realidade. Somos contra essa ação, e, por isso, uma das nossas regras consiste em proibir sua propagação.

O que nos torna especiais é sermos autênticos, portanto use seu nome verdadeiro e não compactue com essa prática.

To d e s n ó s s a b e m o s d a importância de não divulgar nossos dados pessoais na internet, não é mesmo? A internet é um lugar vasto e não sabemos a dimensão que um simples ato pode ter. E é justamente por isso que nós do Descomplica achamos válido ressaltar que, ao divulgar perfis de redes sociais e principalmente número de celular, você está expondo sua privacidade/

identidade e também seus dados individuais, que podem ser utilizados por terceiros.

Aqui no Desco prezamos muito pelo respeito e educação uns com os outros. O palavrão, além de muitas das vezes ser uma expressão desrespeitosa, também pode ser usado como sinal de superioridade verbal ou ofensa, o que não é nem um pouco adequado para um diálogo sadio em uma plataforma de ensino, afinal, desde pequenos somos ensinados a não usarmos esse t i po d e ex p ressã o, principalmente, dentro da sala de aula.

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MANUAL DE BOAS PRÁTICAS

O dicionário a seguir nasce a partir da iniciativa da Isabela Cavalcante, estagiária do time Pedagógico, que com base em uma pesquisa acadêmica, criou o primeiro dicionário de termos e expressões racistas. Inspirados na ideia, a coordenação pedagógica, representados pela coordenadora Carolina Angelici, levou a proposta para todos os coletivos que atuam dentro do Descomplica, criando, assim, um dicionário educativo trazendo iniciativas que envolvem professores e estudantes, com o intuito de visibilizar ações que se opõem a expressões preconceituosas que atingem grupos minoritários que merecem reconhecimento e respeito por parte de todes.

Esse dicionário foi validado pelos líderes dos coletivos Acessíveis, Ubuntu, Pride e Girl Power, na tentativa de banir de vez esses comentários do nosso vocabulário, enfrentando discursos e termos que são considerados ofensivos e inferiorizam diferentes tipos de minoria. Vamos lá?

DICIONÁRIO DE TERMOS ANTICAPACITISMO,

MACHISMO, RACISMO E LGBTQIA+FOBIA

Paula Brito

Acessíveis

Gabrielle Gonçalves

Ubuntu

Juliana Tavares

Pride

Luiza Merchioratto

Girl Power

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GUIA ANTICAPACITISTA:

BOAS PRÁTICAS PCD

Como se comunicar com pessoas com deficiência?

Nunca reduza ninguém à

sua deficiência

Helen Keller

Expressões

(bem) péssimas PCD: “pessoa com

deficiência” é o termo correto.

A pessoa com deficiência é vista como incapaz, que necessita de um conserto, e precisamos mudar isso. Deficiência não é doença, nenhuma pessoa com deficiência deve ser “curada”.

Expressões como “João sem braço”, “Mais perdido do que cego em tiroteio”, “A desculpa do aleijado é a muleta”,

“Fingir demência” refletem o preconceito contra pessoas com deficiência, às vezes tratadas como pessoas incapazes.

Elimine do seu vocabulário o quanto antes.

Não fale “portador” e nem

“pessoas com necessidades especiais”. Também não diga

“deficientes”, porque isso reduz a pessoa à deficiência. A melhor forma é PCD (pessoa com deficiência). A “pessoa” vem antes da “deficiência” dela.

Criado por: Paula Brito

Pessoas com deficiência estão exaustas de passar por constrangimentos, frutos do preconceito. Aqui você vai ver como contribuir com um mundo mais diverso e inclusivo pra todo mundo.

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MANUAL DE BOAS PRÁTICAS

Criado por: Paula Brito

Nem heróis,

nem inspirações

Fique longe dos estereótipos, tá bem?

Pode oferecer ajuda sim, mas com respeito!

Criança? Na- na-ni-na-não

N ã o v e j a a p e s s o a c o m deficiência como um herói por fazer atividades cotidianas como você. E não a use como inspiração por causa da sua deficiência; ela não é um objeto pra motivação pessoal. “Nossa, a rotina dela é tão ruim por conta da deficiência.

Eu preciso valorizar a minha vida!”, nem pensar.

Não é porque uma pessoa é cega que ganhou uma audição supersônica. Não é porque a pessoa tem uma deficiência que ela vai ser incapaz de ter gostos, vontades, manias ou até mesmo de ser leigo em qualquer assunto. Evite q ual q u e r ex p l i ca çã o q u e d e f i n a a l g u é m p e l a s u a deficiência. A pessoa com deficiência tem individualidade e particularidades, assim como você.

Primeiramente, se aproxime e pergunte se a ajuda é necessária e bem-vinda. Nunca pegue uma pessoa com deficiência desprevenida, como segurar um cego pelo braço pra atravessar a rua ou empurrar a cadeira de rodas de um cadeirante sem a sua permissão.

Não use outro tom de voz nem forma infantilizada pra tratar uma pessoa que possa aparentar ser mais nova, nem fale com outra pessoa que a acompanha pra que ela responda pela pessoa com deficiência. PCDs podem se comunicar com você e vão achar super desrespeitoso serem tratadas como bebês.

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Bertha Lutz

GUIA ANTIMACHISMO:

TERMOS E EXPRESSÕES

Nada de pedir

por um milagre Saia da sua bolha!

Não ache que está motivando uma pessoa com deficiência dizendo que vai pedir que um milagre aconteça e ela “se cure”. Isso pressupõe que a PCD só terá uma vida boa se não tiver mais a deficiência.

Completamente errado.

O mundo é muito mais diverso do que você imagina. Escute o que as pessoas com deficiência têm a dizer. A internet é um espaço cheio de produtores de conteúdo e ativistas da luta anticapacitista.

“Está de TPM” ou “É falta de homem”

A primeira expressão procura justificar alguma postura feminina – de discordância ou irritação, na maioria dos casos – pela eventual tensão pré- menstrual. Cabe destacar, aqui, que esse posicionamento é generalista e machista, pois desconsidera que os ciclos hormonais afetam mulheres individualmente. E, ainda assim, algumas mulheres não sentem esse impacto em seu temperamento. Estudos recentes indicam que a impaciência feminina ocorre, em grande maioria, pela sobrecarga de trabalho, acúmulo de tarefas domésticas e estresse na vida pessoal.

Dica: indique o incômodo com o comportamento de uma mulher de forma respeitosa, sem mencionar o período menstrual ou apelar para a sua

sexualidade. Criad

o por: Isabela Cavalcante

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MANUAL DE BOAS PRÁTICAS

“Mas ela provocou...”

“Mulher tem de se dar ao respeito”

A repetida frase sugere que, em uma situação de violência – sexual, verbal ou física –, a culpabilidade é da vítima, e não do agressor. Análises sociojurídicas recentes apontam um alto percentual de respondentes que acreditam na necessidade de mulheres “saberem se comportar”. Segundo esse ponto de vista, o índice de estupro diminuiría. Contudo sabe-se que, ao questionar o tamanho das roupas e o comportamento feminino, abrimos margem para relativizarmos a violência que rege tantas de nossas relações.

Dica: a culpa nunca é da vítima, é sempre de quem comete a violência.

Comportamentos ou vestimentas não justificam o sofrimento de nenhuma agressão.

Carregada de diversos significados, esta afirmação defende que uma

“mulher que se preze” deve se portar e vestir de uma maneira “respeitosa”.

Caso contrário, ela corre o risco de ser considerada vulgar e não digna de respeito – o que é usado para justificar assédios e até mesmo estupros.

Para Camila Rocha Imer, linguista brasileira da Babbel, a frase tenta transferir a culpa de ações criminosas, minimizando a responsabilidade de quem cometeu a agressão.

Dica: infelizmente a culpabilização da mulher é um fenômeno forte, reproduzido também por mulheres. Evite repetir sentenças como essa.

Respeito é um direito irrevogável de todo indivíduo e não necessita de pré-requisito.

Criado por: Isabela Cavalcante

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“Seja homem!”

“Isso é coisa de

mulherzinha” “Por trás de todo homem, existe uma

grande mulher”

Utilizado para exigir um endurecimento no comportamento de alguém, este imperativo implica que só é possível vencer desafios por meio da masculinidade. A luta das mulheres por representatividade e igualdade de direitos, na sociedade contemporânea, reforça a frase de uma campanha publicitária lançada em 2014, traduzida em: “Lute como uma garota”.

Esta frase traz motivação e inquietação, pois o verbo “lute” compõe a sentença no sentido de

“resistir” e “ocupar” espaços contra as inúmeras formas de violência.

Esse jargão desmerece as mulheres e perpetua a ideia d e q u e c o m p o r t a m e n t o s masculinos são superiores, na medida em que ofende e

“fere a masculinidade de um homem” que não exprime força e agressividade.

Dica: não há nada de errado em gostar ou usar “coisas de mulherzinha”. Não se preocupe com comentários dos outros.

Seja você mesmo.

Originado de um antigo ditado, o provérbio faz referência às incontáveis histórias de homens que viram suas mães abrirem mão de tudo em prol de sua educação;

mulheres que trabalhavam exaustivamente e que ficavam no pano de fundo, enquanto maridos e filhos ascendenderam como homens de negócios.

Dica: mulheres nutrem, dão apoio e encorajam homens o tempo todo. É possível que mães, esposas e filhas fiquem não atrás, mas ao

lado dos homens em suas vidas. Cri

ado por: Isabela Cavalcante

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MANUAL DE BOAS PRÁTICAS

Harvey Milk

GUIA ANTI

LGBTQIA+FOBIA:

TERMOS E EXPRESSÕES

“Opção sexual” “Traveco”

“Sapatão”

“Homos- sexualismo”

O c o r re t o é “o r i e n t a ç ã o sexual”. Ninguém escolhe a sua sexualidade. As pessoas heterossexuais escolheram ser assim quando? Pois é! O mesmo NÃO aconteceu com as pessoas lésbicas, gays, bissexuais e panssexuais. A orientação sexual é inerente ao desenvolvimento dos seres humanos.

Uma palavra pejorativa que nunca deve ser utilizada para se referir às mulheres trans.

Inclusive, por serem mulheres, usem sempre artigos femininos.

Por isso é a/uma travesti e não o/um travesti.

Se você é hetero, não deve se referir a mulheres lésbicas dessa maneira. Dentro da comunidade LGBTQIA+ é normal utilizarem esse termo de forma natural, mas para pessoas heterossexuais, seu uso acaba sendo pejorativo.

O sufixo “ismo” refere-se a doenças, e até 1990, de fato, homossexualidade era considerada uma doença. Super recente. Bizarro, né? Então não vamos ajudar a propagar a ideia de que uma orientação sexual é doença, e, para isso, usaremos o termo adequado, que é

“homossexualidade.” Criad

o por: Carolina Angelici

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“Viado” “Não tenho nada contra gays,

inclusive adoro.

É um povo muito animado, alegre!”

“Adoro mulheres bissexuais!”

“Fulano é

gilette/ corta pros dois lados”

Aqui é a mesma situação que

“sapatão”, mas para o caso de homens gays. Não é aceitável que pessoas heterossexuais se refiram a homens gays dessa forma. Possui uma conotação negativa e desrespeitosa.

H o m e n s h e t e ro s s e x u a i s , inclusive, costumam chamar outros homens heterossexuais de “viado” ou “viadinho” e ainda usar adjetivos como “viadagem”

de forma pejorativa. Isso não deve acontecer.

Os gays não são um “povo”, homossexualidade é uma orientação sexual. Existem homossexuais com diversas personalidades. Claro que existem sim gays muito alegres e animados, assim como existem heterossexuais muito animados e alegres. O que não se pode é estereotipar pessoas por sua orientação sexual, tampouco esperar que se tenha um comportamento X em virtude dela. Somos todos seres únicos, com suas particularidades.

Essa fala está carregada de ma c h i smo e fet i c h i za çã o da sexualidade alheia. A sexual i d a de de m u l he res bissexuais (e a de ninguém) está a serviço do olhar e do desejo masculino. Muitos h o m e n s a c r e d i t a m q u e mulheres bissexuais existem p a ra re a l i z a ç ã o d e s e u s fetiches, como ménages. Se desconstruam e respeitem!

Usar expressões como essas para se referir a pessoas bissexuais é algo completamente desaprovado. A bissexualidade é uma sexualidade legítima, merece respeito como todas as outras e não deve ser motivo de

anedotas e comparações do tipo. Cri

ado por: Carolina Angelici

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MANUAL DE BOAS PRÁTICAS

Rosa Park

GUIA ANTIRRACISMO:

TERMOS E EXPRESSÕES

X

X

X

“Escravo”

“Criado-mudo”

“Denegrir”

“Escravizado”

“Mesa de cabeceira”

“Caluniar”,

“desmerecer”

O substantivo indica que p e s s o a e m s i t u a ç ã o d e escravidão está nesta situação por sua natureza. “Escravizado”, contudo, descreve a situação de alguém que foi submetido, de forma violenta, ao regime da escravização.

Referente ao trabalho de escravizados que ficavam a noite toda, calados, segurando objetos de seus senhores (mesma “função” do móvel nomeado).

Em buscas ao dicionário,

“denegrir” significa “tornar negro”, “obscurecer”. Este termo é usado como sinônimo de “difamar”. Ex.: Denegrir a imagem, denegrir a reputação.

Criado por: Isabela Cavalcante

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U t i l i z a d a d e m a n e i r a preconceituosa ao se referir, principalmente, a mulheres negras, considerando que, durante a escravização de povos africanos e indígenas, o cômodo era destinado a elas. Esse significante implica entender que a única possibilidade de trabalho para as mulheres negras é servir.

X

X X

X

“Cor-de-pele”

“Lista-negra” “Mercado-negro”

“Pé na cozinha”

“Lápis rosa”,

“lápis bege”

“Lista proibida”,

“lista inimiga” “Mercado clandestino”,

“mercado ilegal”

Não há

A expressão ficou conhecida como nome para a cor rosa- claro. Contudo sabemos que não existe apenas uma cor de pele e a pele branca não é a única, para intitular um lápis como “cor-de-pele”.

Termo usado para referir a listas de pessoas perigosas, subversivas, inimigas. Classifica o “negro” como algo ruim, negativo, enquanto o “branco”

toma sentido de bom, positivo.

Com a mesma ideia de “lista- ne g ra” , “ me rca do - ne g ro”

também coloca o adjetivo

“negro” no sentido de algo ruim, impróprio, marginal.

Criado por: Isabela Cavalcante

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MANUAL DE BOAS PRÁTICAS

Como “ovelha-negra”, “lista- negra” e “mercado-negro”, dizer que “a coisa tá preta” é atribuir sentido negativo ao “preto”.

X

X X

X

“Ovelha-negra”

“Inveja-branca” “Fazer nas coxas”

“A coisa tá preta”

“Diferente”

“Inveja

despretensiosa”

“Fazer com desleixo”

“A situação está difícil”

É um termo usado para referenciar alguém estranho, d e m á r e p u t a ç ã o o u comportamento ruim dentro de um grupo, sempre sendo algo negativo, o que coloca “negro”

como ruim.

Em contraposição a “lista-negra”,

“mercado-negro” e “ovelha- negra”, a “inveja-branca” é usado para dar sentido positivo. Neste caso, reforça o entendimento de que “branco” é bom, e “preto” ou

“negro” é ruim.

A origem deste termo remete ao período em que os escravizados moldavam telhas em suas coxas. Como seus corpos não eram iguais, as telhas ficavam diferentes, consideradas mal feitas.

Criado por: Isabela Cavalcante

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A s s o c i a ç ã o d e m u l h e r negra a alguém que serve.

Historicamente, se refere às mulheres escravizadas como propriedade de pessoas brancas.

X

X X

X

“Cor do pecado”

“Cabelo bom” “Preto de alma branca”

“Não sou tuas negas”

Não há

Não adjetivar cabelo como

“bom”ou “ruim”

Não há Não há

Em uma sociedade guiada pela religião (católica, vide feriados nacionais), entende-se que o pecado não é algo bom, logo ser da “cor do pecado”

não pode ser algo positivo ou entendido como elogio.

Referente a cabelos lisos e/

ou ondulados, essa expressão coloca em contraposição c a b e l o s c a c h e a d o s e / ou crespos, considerados erroneamente como cabelos ruins. Isso reflete até hoje na autoestima e saúde de mulheres negras, principalmente.

A expressão “preto de alma branca”

dá a entender que educação e comportamento bons são próprios de pessoas brancas. Não existe comportamento “de branco” ou

“de preto”.

Criado por: Isabela Cavalcante

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MANUAL DE BOAS PRÁTICAS

X

(Pessoa) “escura”

(Pessoa)

“preta”, “negra”

Usado como adjetivo eufêmico para designar uma pessoa de pele preta. Não é necessário eufemismo para a pele preta, porque não há o que suavizar nela.

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Referências

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