PLANO ESTRATÉGICO PLURIANUAL E ORÇAMENTO PARA 2014

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Texto

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PLANO ESTRATÉGICO PLURIANUAL

E

ORÇAMENTO PARA 2014

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ÍNDICE

Pág.

... 6 1 ENQUADRAMENTO GERAL OBJETIVOSESTRATÉGICOS ... 10 ... 12 2 MERCADO EVOLUÇÃODAPROCURA1DEELETRICIDADE ... 13

REGULAÇÃO ... 15 PRODUÇÃO ... 18 ... 21 3 QUALIDADE E AMBIENTE ... 25 4 RECURSOS HUMANOS ANÁLISEDEEFECTIVOS ... 26

DESENVOLVIMENTO – FORMAÇÃO PROFISSIONAL ... 29

HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO ... 30

MEDICINADOTRABALHO ... 32 ... 33 5 ORGANIZAÇÃO E GESTÃO SISTEMASDEINFORMAÇÃO ... 34 PRODUÇÃO ... 34 TRANSPORTEEDISTRIBUIÇÃO ... 34 ... 36 6 INVESTIMENTO DA EDA CONSIDERAÇÕESGERAIS ... 37

PLANODEMÉDIOPRAZO ... 38

... 42

7 INVESTIMENTO EM RENOVÁVEIS ... 45

8 ORÇAMENTO EDA PARA 2014 CONSIDERAÇÕESGERAIS ... 45

DEMONSTRAÇÃODOSRESULTADOS ... 45

BALANÇO ... 50

FLUXOSDECAIXA ... 55

... 58 9 RESULTADOS CONSOLIDADOS DAS EMPRESAS DO SETOR ENERGÉTICO

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CONSIDERAÇÕESGERAIS ... 58

ANÁLISEGLOBALPROVEITOSECUSTOS ... 58

RESULTADOS ... 59

ANEXOS ... 61

DEMONSTRAÇÕESFINANCEIRASEDA2014-2018 ... 62

BALANÇO ... 62

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ... 62

MAPA DE FLUXOS DE CAIXA ... 62

DEMONSTRAÇÕESFINANCEIRAS2014–2018EMPRESASSETORENERGÉTICO ... 66

BALANÇO ... 66

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ... 66

MAPA DE FLUXOS DE CAIXA ... 66

BALANÇODEENERGIAELÉTRICA2014-2018 ... 71

EXPANSÃODOSSISTEMASELETROPRODUTORES ... 84

PLANOPLURIANUALDEINVESTIMENTOSEDA2014-2018 ... 94

PLANOPLURIANUALDEINVESTIMENTOSGRUPOEDA2014-2018 ...106

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Índice de Tabelas

Pág.

TABELA 1-TAXAS MÉDIAS DE CRESCIMENTO DA PROCURA DE ENERGIA 2014-2018 ... 13

TABELA 2-PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR ILHA (GWH)-ESTIMATIVA 2013 E PREVISÃO 2014 ... 18

TABELA 3-PERSPETIVAS DE EVOLUÇÃO DO MERCADO DE ENERGIA ELÉTRICA NOS AÇORES (GWH)-2013-2018 ... 19

TABELA 4–PREVISÃO DE TIEPI, PARA 2014 ... 21

TABELA 5–NÚMERO DE TRABALHADORES 2008-2014 ... 27

TABELA 6–EVOLUÇÃO DO EFETIVO 2008-2014 ... 28

TABELA 7–CUSTOS COM PESSOAL 2008–2014 ... 29

TABELA 8–NÚMERO DE ACIDENTES DE TRABALHO ... 31

TABELA 9–NÚMERO ANUAL DE EXAMES ... 32

TABELA 10-INVESTIMENTO NO PERÍODO 2014-2018 A CUSTOS DIRETOS, POR ÁREA ... 38

TABELA 11–DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS –ESTIMATIVA 2013 E PREVISÃO 2014 ... 45

TABELA 12-PREVISÃO DE VENDAS DE ENERGIA PARA 2014 ... 46

TABELA 13-COMPENSAÇÃO TARIFÁRIA -ESTIMATIVA 2013 E PREVISÃO 2014 ... 46

TABELA 14-COMPRAS E CONSUMOS DE AQUISIÇÃO DE ENERGIA, COMBUSTÍVEIS E OUTROS MATERIAIS PREVISTOS PARA 2014 ... 47

TABELA 15–BALANÇO –ESTIMATIVA 2013 E PREVISÃO PARA 2014 ... 50

TABELA 16–MOVIMENTAÇÃO DO ATIVO FIXO BRUTO –PREVISÃO PARA 2014 ... 51

TABELA 17–MOVIMENTAÇÃO DE DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES –PREVISÃO 2014 ... 52

TABELA 18–ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS E INTANGÍVEIS ... 52

TABELA 19–INVENTÁRIOS –PREVISÃO 2014... 53

TABELA 20–FINANCIAMENTOS –PREVISÃO 2014... 54

TABELA 21–MAPA DE FLUXOS DE CAIXA –ESTIMATIVA 2013 E PREVISÃO PARA 2014 ... 55

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Índice de Gráficos

Pág.

GRÁFICO 1-REPRESENTATIVIDADE DAS VENDAS DE ENERGIA POR ILHA –PREVISÃO 2014 ... 13

GRÁFICO 2-ENTREGAS DE ENERGIA POR UTILIZAÇÃO –PREVISÃO 2014 ... 14

GRÁFICO 3-PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR ILHA (GWH)–PREVISÃO 2014 ... 18

GRÁFICO 4-NÍVEL DE PERDAS (%)–REALIZAÇÃO 2002-2012 E PREVISÃO 2013-2018 ... 19

GRÁFICO 5-INDISPONIBILIDADE TOTAIS, POR ILHA -REALIZAÇÃO 2009-2012 E PREVISÃO 2014 ... 22

GRÁFICO 6-INDISPONIBILIDADE PREVISTAS -REALIZAÇÃO 2009-2012 E PREVISÃO 2014... 23

GRÁFICO 7–HIERARQUIZAÇÃO DOS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS ... 26

GRÁFICO 8–EFETIVO EDA A 31 DEZEMBRO ... 27

GRÁFICO 9–EDA- NÍVEL ETÁRIO ... 27

GRÁFICO 10–EDA– HABILITAÇÕES ... 27

GRÁFICO 11–DISTRIBUIÇÃO - NÍVEL ETÁRIO ... 28

GRÁFICO 12–DISTRIBUIÇÃO - HABILITAÇÕES ... 28

GRÁFICO 13–PRODUÇÃO – NÍVEL ETÁRIO ... 28

GRÁFICO 14–PRODUÇÃO - HABILITAÇÕES ... 28

GRÁFICO 15–TAXA DE COBERTURA ... 29

GRÁFICO 16–INVESTIMENTO EM FORMAÇÃO ... 30

GRÁFICO 17–VOLUME DE HORAS DE FORMAÇÃO ... 30

GRÁFICO 18-PLANO DE INVESTIMENTO PARA 2014, POR ÁREA ... 38

GRÁFICO 19–INVESTIMENTO EM RENOVÁVEIS 2014-2018 ... 42

GRÁFICO 20-PROVEITOS E GANHOS –ESTIMATIVA 2013 E PREVISÃO 2014 ... 58

GRÁFICO 21-CUSTOS E PERDAS (MILHARES DE EUROS)-ESTIMATIVA 2013 E PREVISÃO 2014 ... 59

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1

ENQUADRAMENTO GERAL

Segundo a OCDE, o crescimento da economia mundial para 2013 será praticamente o mesmo que ocorreu em 2012, ou seja, cerca de 3,1%. No conjunto das economias avançadas, o PIB deverá crescer, em 2013, cerca de 1,2%, mantendo-se um contraste claro entre os Estados Unidos e o Japão, que deverão manter um crescimento moderado, e a área do euro, onde se prevê uma contração do PIB de 0,6%.

As condições económicas na área do euro continuam a ser bastante diferenciadas entre países. As projeções da OCDE apontam para uma contração do PIB em Espanha de 1,7% em 2013 (-1,4% em 2012), enquanto na Alemanha perspetiva-se um crescimento reduzido da ordem dos 0,4% em 2013 (0,9% em 2012). O Banco de Portugal prevê para este ano uma contração de 1,6% na economia nacional, uma expetativa mais otimista que a do próprio Executivo, que aponta para uma recessão de 1,8%.

Apesar das instituições financeiras portuguesas

apresentarem uma melhoria significativa nas condições de crédito concedidas às empresas, continua a haver uma redução do poder de compra das populações e uma elevada taxa de desemprego que afeta o consumo interno. Esta situação será ainda agravada pelas medidas restritivas previstas no Orçamento de Estado para 2014. É assim provável que continue a existir nos próximos anos uma redução da procura da eletricidade.

Para 2013, estima-se que ocorra na Região uma redução do consumo de eletricidade da ordem dos 2,1%. Para 2014 prevemos que possa ocorrer uma redução da ordem dos 0,6%. A redução prevista para 2015 de 1% está

diretamente relacionada com o eventual

Lajes, na ilha Terceira. A partir de 2016 prevemos crescimentos da procura de energia elétrica, em parte devidos à projetada entrada em exploração, em meados de 2017, da Central Hídrica reversível.

Os parâmetros do atual período regulatório (2012-2014), determinados pela ERSE, foram fixados em 2011. A atividade de Aquisição de Energia Elétrica e Gestão do Sistema está sujeita a regulação por incentivos, com a definição de metas de eficiência para o OPEX, mediante a aplicação da metodologia de regulação por

revenue cap

ao nível destes custos, com exceção dos custos com operação e manutenção de equipamentos produtivos afetos a esta atividade.

Os custos com a aquisição de fuelóleo para a produção de energia elétrica resultam do custo unitário praticado no mercado primário de referência, conforme previsto no Regulamento Tarifário, e da metodologia de fixação dos parâmetros referentes ao fator de eficiência associado aos custos com a descarga, armazenamento, transporte e comercialização do fuelóleo, que é determinada pela ERSE. Para as atividades de Distribuição e Comercialização de Energia Elétrica, decorre uma regulação por

price cap

. Para todas as atividades reguladas, o CAPEX tem uma regulação por custos aceites.

Para o próximo período regulatório (2015-2017), desconhecem-se ainda as metodologias e os parâmetros de regulação, contudo admite-se que se terá alcançado, já, um patamar da estabilidade regulatória. É com este pressuposto que se realizaram as projeções financeiras que constam deste documento. É evidente que há alguma incerteza associada a estas previsões, tanto mais que os próximos 5 anos abrangerão três períodos regulatórios distintos. É também de acrescentar a incerteza associada à

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matérias-primas que poderão alterar de uma forma significativa os resultados aqui previstos. Tal como fizemos em 2012 e em 2013, iremos avaliar em cada ano o contexto financeiro, económico e regulatório para atuarmos da forma mais consentânea com os interesses do Grupo.

Nos Açores a produção de eletricidade terá sempre um custo mais elevado do que no Continente português. Somos ilhas dispersas e de pequena dimensão. Os parques eólicos e as centrais hídricas têm nos Açores sempre uma menor rendibilidade devido à sua pequena dimensão e à impossibilidade de exportar a energia excedentária. Por outro lado, apesar do sucesso da produção geotérmica em São Miguel, há que ter em atenção que se trata de uma atividade com um elevado risco, especialmente quando se está no início da exploração de um novo campo geotérmico, como é o caso do Pico Alto, na ilha Terceira. É também de realçar que, à exceção da Empresa da de Eletricidade da Madeira, somos a única empresa do País que ainda utiliza centrais térmicas alimentadas a fuelóleo e a gasóleo, naturalmente com custos muito mais elevados do que as centrais do continente que fornecem energia térmica a partir do gás natural ou do carvão. Trata-se de uma realidade com a qual temos de conviver, dado não ser possível nos Açores haver uma transição para esse tipo de combustíveis, pelo menos no curto e médio prazo.

Reconhecemos que nos momentos de crise há um maior escrutínio sobre todos os custos que possam encarecer o tarifário do consumidor. É também nestes períodos de crise que a solidariedade nacional tem a tendência de ser mais escassa. É por isso muito importante à EDA adotar a estratégia que a torne mais resiliente às possíveis alterações que possam ocorrer, quer seja no mercado das matérias-primas, quer seja nos processos regulatórios que tenham implicações diretas na rendibilidade do Grupo. Não podemos parar no tempo porque as outras empresas continuam também a investir com o objetivo de serem mais eficientes e a ERSE tem isto em conta no processo regulatório.

Se atendermos a que, no 1º semestre de 2013, o custo evitado de combustível na Central Térmica do Caldeirão, em São Miguel, foi de 124,91 €/MWh, justifica-se de uma forma clara a nossa aposta na produção a partir de energias renováveis e também na sua armazenagem com vista a reduzir a nossa dependência do exterior.

É fundamental estimular a procura pelas horas do vazio, quer seja por uma forte campanha de publicitação das vantagens das tarifas bi e tri horárias, já existentes, quer seja pela demonstração de que a energia elétrica é, em muitas áreas, competitiva com o gás butano, como é o caso do aquecimento de águas sanitárias ou até do cozimento dos alimentos. Consideramos que o tarifário, cuja competência pertence ao regulador, deve constituir-se como um instrumento potenciador das alterações de hábitos do consumidor, visando o aumento da eficiência dos sistemas elétricos. Daí o nosso empenho nos trabalhos em curso sobre as tarifas dinâmicas, cuja implementação contribuirá decididamente para esta mudança. Na Região Autónoma dos Açores, onde as energias renováveis são claramente competitivas com a energia térmica proveniente de combustíveis fósseis, há que incentivar a redução da diferença de consumo entre a ponta e o vazio, permitindo aumentar a penetração de energias renováveis no sistema elétrico e evitando as ineficiências que ocorrem sempre em todos os processos de armazenagem de energia.

Na ilha de São Miguel, e no que respeita a investimentos em geotermia, dar-se-á continuidade ao processo de otimização do aproveitamento dos recursos da atual Central Geotérmica da Ribeira Grande, através da substituição de módulos de condensação do grupo 2, beneficiação e isolamento dos coletores de vapor e água e a construção de sistema de recolha de condensados. Encontra-se ainda em fase de estudo a possibilidade de ampliação da Central Geotérmica do Pico Vermelho que tem como objetivo incrementar a sua potência em cerca de 5 MW, perfazendo um total de 15 MW de potência instalada. Estima-se que, em 2018, esta central tenha um acréscimo da produção média anual de energia elétrica, em

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cerca de 29 GWh. Prevemos que a Central Hídrica reversível de São Miguel entrará em funcionamento em 2017, caso se confirme o seu financiamento no novo Quadro Comunitário de Apoio.

Na Ilha Terceira, ao nível da produção geotérmica, a avaliação ainda preliminar feita pelas empresas especializadas aos poços construídos em 2009/2010 permite concluir que poderá haver uma potência geotérmica disponível de cerca de 3 MW. Caso se confirmem estes resultados, iremos avançar no próximo ano para a construção de uma central piloto com esta potência que poderá no futuro ser eventualmente ampliada para cerca de 10 MW, caso se verifique a potência estimada para aquele reservatório geotérmico.

Iremos transferir para Santa Maria o volante de inércia que se encontra na Graciosa, com o objetivo de aumentar a penetração da energia proveniente do Parque Eólico do Figueiral. Na Graciosa, aguarda-se com muita expetativa o projeto da Younicos que, embora com algum atraso, tudo indica que arrancará no próximo ano.

Serão feitas diversas beneficiações aos centros produtores térmicos, às linhas de transporte e distribuição, bem como serão remodeladas e reabilitadas diversas subestações e postos de transformação nas diferentes ilhas dos Açores. Só no próximo ano, estima-se que o investimento ultrapassará os 23 milhões de euros.

Continuar-se-á a investir nos recursos humanos, apostando na formação de novos quadros e na atualização dos existentes. Fizemos algum refrescamento em 2012 e em 2013, temos consciência que se trata de um processo que

tem de continuar, mas cujo ritmo deve ter em atenção as necessidades das diversas empresas do grupo, as limitações orçamentais e o contexto legal existente. Temos como foco principal promover o desenvolvimento sustentável da Região, com um desempenho caracterizado pela eficiência, enquanto produtores, distribuidores e comercializadores de energia elétrica, criando valor para os acionistas, trabalhadores e clientes. Sabemos que enfrentamos tempos difíceis, mas tudo faremos para continuar a manter a paz social, a coesão interna e a rendibilidade das diversas empresas do Grupo.

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OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

A - Ser uma referência de qualidade e sustentabilidade

Garantir a qualidade do produto fornecido e do serviço prestado, bem como a minimização do impacto ambiental da sua atividade, são os principais objetivos estratégicos da EDA.

Neste sentido, por um lado, continuar-se-ão a introduzir, a todos os níveis da atividade da empresa, melhorias nos procedimentos que se traduzam em reflexos positivos na qualidade do serviço percecionado pelos clientes e, por outro lado e a par da mitigação do impacto ambiental das centrais térmicas, prosseguir-se-á uma política de investimento crescente em recursos energéticos endógenos, através das diversas empresas do Grupo.

A fim de se aferir quantitativamente os indicadores de qualidade de serviço, serão consolidados os mecanismos de cálculo e tratamento da respetiva informação, através, designadamente, de auditorias externas, o que resultará numa maior clarificação e responsabilização da atividade exercida pela empresa perante os clientes, em termos de direitos e deveres.

Quanto à maximização da integração de produção de eletricidade com origem renovável nos nossos pequenos e isolados sistemas

elétricos, continuar-se-á, por um lado, a acompanhar o estado da arte das tecnologias de armazenagem de energia elétrica e a estudar a viabilidade técnica e económica do seu desenvolvimento nos Açores e, por outro lado, a analisar a possibilidade de atuar a nível da gestão da procura no sentido de conduzir consumos para as zonas do diagrama de carga com maior disponibilidade de produção renovável.

Ainda numa ótica de parceria e preocupação pela sustentabilidade, a EDA continuará a promover a sensibilização dos seus colaboradores e clientes para a eficiência energética, através dos seus balcões comerciais e de projetos específicos.

Estes objetivos enquadram-se e corporizam o estabelecido na missão da EDA:

“Estamos na eletricidade com eficácia e qualidade para servir os nossos clientes. Assumimos papel fundamental no processo de desenvolvimento dos Açores, com salvaguarda do património ambiental e cultural.”

B – Controlar custos e melhorar a estrutura financeira

O controlo dos custos e a melhoria da estrutura financeira constituem preocupação dominante na gestão da empresa, que decorre não só do atual contexto regulatório e da crise dos mercados financeiros mas, também, porque se reconhece que é possível criar sinergias ao nível da estrutura organizativa da empresa, que conduzam a um acréscimo da produtividade, à melhoria dos resultados e do reforço do cash-flow operacional (EBITDA), com vista a melhorar a estrutura financeira da empresa e reduzir o endividamento.

A descontinuidade geográfica da Região não constituiu um entrave a que a EDA fosse organizada com base numa estrutura verticalizada, já que facilita e promove o intercâmbio constante de diferentes experiências, prevalecendo as melhores práticas de gestão.

Como orientação comum a toda a estrutura da empresa, sobressai o princípio da gestão eficaz, quer dos proveitos, quer dos custos, consubstanciado este no aproveitamento de todas as competências internas, maximizando a utilização dos recursos humanos e materiais existentes e apenas recorrendo a outsourcing em atividades que não estão diretamente relacionadas com o core business da empresa e para as quais não existem meios próprios. A redução do endividamento expressa-se através da contenção de custos, quer ao nível da atividade de exploração, quer no âmbito do investimento, que se pauta pela adoção de rigorosos critérios técnico-económicos.

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C – Desenvolver e gerir competências alinhadas com a estratégia

No setor da energia, são inúmeros os fatores, tanto qualitativos como quantitativos, que determinam a evolução do mercado e, consequentemente, a evolução da empresa.

O conjunto de objetivos e princípios delineados ao nível estratégico pretende alcançar uma maior eficiência e eficácia, maior exigência na prestação de serviços, padrões de qualidade mais elevados e maior rentabilidade. Para isso, a empresa conta e continuará a contar com o seu ativo mais valioso que são os seus colaboradores, porque, de facto, as pessoas são o elemento mais importante na cadeia de criação de valor da empresa.

Assim, a política de recursos humanos da EDA, assentará, particular e progressivamente, no rejuvenescimento e na valorização dos seus colaboradores.

O rejuvenescimento de efetivos impõe-se, com especial acuidade, nas áreas da produção e distribuição, nas quais se regista um

elevado número de colaboradores com limitações físicas para a execução das suas funções, penalizando fortemente os níveis de produtividade internos. Às limitações atrás referidas aliam-se, por um lado, a idade avançada e, por outro, um baixo nível de qualificação, inviabilizando, na maioria dos casos, a possibilidade de recorrência à requalificação ou reconversão desses ativos. As mudanças tecnológicas e os objetivos económicos que determinam a aposta na qualidade, produtividade e flexibilidade são condicionantes que determinam uma maior ênfase na gestão do pessoal e uma elevação dos níveis de competência e de qualificação. Neste sentido, continuar-se-á a valorizar as áreas técnicas, comerciais e das novas tecnologias da informação, a assegurar o retorno máximo dos investimentos formativos e a garantir a progressiva convergência da formação com a progressão individual na carreira.

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2

MERCADO

EVOLUÇÃO DA PROCURA

1

DE ELETRICIDADE

No período de 1990 a 2010 verificaram-se elevadas taxas de crescimento da produção de energia elétrica na Região, com uma taxa média de 5,4%. Foi particularmente expressivo o crescimento no período de 1998 a 2005, com taxas de crescimento anuais entre 6,7% e 9,7%. O elevado crescimento da produção de energia elétrica neste período deveu-se, fundamentalmente, ao dinamismo no setor da construção civil, bem como à expansão da indústria hoteleira na Região. No ano de 2004 registou-se o maior crescimento da procura, com um crescimento de 9,7% face ao ano anterior, sobretudo em resultado do início do fornecimento de energia elétrica à Base das Lajes. Desde 2006 (com exceção do ano de 2010), tem-se assistido a um abrandamento progressivo do crescimento da produção, tendo-se registado em 2011 a inversão desta tendência de crescimento da procura, em resultado

de uma conjuntura económica desfavorável. Neste ano a procura, referida à emissão, reduziu face ao ano anterior 1,1%. Esta tendência foi reforçada no ano de 2012, onde se verificou uma redução do consumo de 4,2% face a 2011.

Para os anos de 2013 e 2014, espera-se um abrandamento da retração da procura, com a produção de eletricidade a alcançar os 787,7 GWh e os 783,2 GWh, respetivamente. A previsão de decréscimo da procura, para o ano de 2013 face a 2012, é de 2,1% e de 0,6% para 2014, face a 2013. Para o período de 2014-2018, optou-se por um conjunto de cenários menos favoráveis, perspetivando-se uma taxa média de crescimento anual de cerca de 0,4%. Esta taxa de crescimento está influenciada pelo incremento da produção na ilha de São Miguel, para efeitos de bombagem na central hídrica reversível.

Tabela 1- Taxas médias de crescimento da procura de energia 2014-2018

Gráfico 1- Representatividade das Vendas de Energia por ilha – Previsão 2014

SMA SMG TER GRA SJG PIC FAI FLO COR RAA

0,5% 0,8% -0,3% 1,1% 0,3% 0,5% 0,5% 1,1% 0,9% 0,4%

2,6%

52,7%

26,2%

1,7%

3,7%

5,5%

6,0%

1,4%

0,2%

Santa Maria

São Miguel

Terceira

Graciosa

São Jorge

Pico

Faial

Flores

Corvo

____________________________________________________ 1 Procura referida à produção bruta.

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Gráfico 2 - Entregas de Energia por utilização – Previsão 2014

As vendas em Média Tensão apresentam uma elevada concentração. No caso das ilhas de S. Miguel e da Terceira, onde se concentram cerca de 79,5% dos clientes de Média Tensão, prevê-se que sejam responsáveis por cerca de 85,4% das vendas nesse nível de tensão em 2014.

A construção de modelos econométricos para a elaboração de cenários de evolução da procura de energia elétrica, bastante utilizada por empresas e entidades ligadas ao setor elétrico, permite, em síntese, explicar o comportamento da procura através da identificação do modo como é influenciada por determinadas variáveis económicas. No nosso caso, a opção pelo recurso a modelos econométricos exige um tratamento muito pormenorizado, pois, por um lado, a dispersão geográfica implica um modelo de planeamento assente na unidade ilha e muitos indicadores económicos apenas existem para o total da Região e, por outro, a pequena dimensão dos sistemas de algumas das nossas ilhas exige uma análise muito baseada na informação das realidades locais. De facto, o simples aparecimento de uma obra de construção civil ou o encerramento de uma atividade económica de alguma dimensão pode conduzir a grandes alterações na procura de energia elétrica.

Face aos condicionalismos referidos, a metodologia de análise da evolução da procura de energia elétrica, que tem vindo a ser utilizada pela EDA, assenta no recurso à utilização de métodos estatísticos, ponderados por fatores económicos passíveis de influenciar o comportamento da procura, em cada uma das ilhas da Região.

33,4%

16,4%

0,2%

44,2%

5,8%

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REGULAÇÃO

As tarifas de eletricidade a cobrar aos consumidores são fixadas anualmente pela ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, em função da regulamentação constante do Regulamento Tarifário, onde, para além da metodologia de determinação do nível de proveitos a proporcionar por cada tarifa, se caracteriza a metodologia de cálculo tarifário e a forma de determinação da estrutura das tarifas.

Refira-se que o princípio da convergência tarifária, na RAA, pressupõe que os preços pagos pela energia elétrica, pelos consumidores da EDA, sejam iguais aos que seriam pagos com a aplicação das tarifas de Portugal continental a esses fornecimentos.

A estrutura das tarifas de Venda a Clientes Finais, tanto no Continente como nas Regiões Autónomas, resultaram, até 2011, da aplicação do princípio da aditividade tarifária que consiste na definição de tarifas de Venda a Clientes Finais com preços que resultam da adição dos preços das tarifas por atividade aplicáveis em cada nível de tensão e opção tarifária aos clientes do comercializador de último recurso, nomeadamente: tarifas de Energia, Uso da Rede de Transporte, Uso da Rede de Distribuição, Comercialização e Uso Global do Sistema.

Em Portugal continental, com a extinção das tarifas reguladas decorrente das Diretivas do mercado interno de energia, os preços da eletricidade serão determinados pelo mercado liberalizado, para todos os segmentos de consumidores.

Este princípio não se aplica na RAA, atendendo a que aplicação da Diretiva1 está derrogada ao abrigo do estatuto de pequena rede

isolada, tendo o Regulamento Tarifário, de julho de 2011, inscrito no Artigo 130, nº. 4, o seguinte:

“A estrutura dos preços das tarifas de venda a clientes finais da RAA em MT e BTE deve resultar da estrutura dos preços de venda a clientes finais de Portugal continental, aplicáveis a fornecimentos em MT e BTE, determinados tendo em conta: (i) os resultados da monitorização dos preços de eletricidade praticados no mercado no âmbito do Despacho n.º 18637 / 2010, (ii) as variações das tarifas de Acesso às Redes e (iii) as variações dos preços de energia nos mercados grossitas.” Porém, aquando da publicação das tarifas e preços de energia elétrica para 2013, o regulador referiu, que:

“O referencial de preços de energia elétrica em MT e BTE que deve orientar a convergência tarifária é então resultado da observação dos preços no mercado retalhista liberalizado em Portugal continental.

A implementação deste princípio regulamentar em 2013 deve ter em consideração 2 questões:

• Em 2013 será publicada a tarifa aditiva em Portugal continental para os consumos em MT, BTE e BTN, ainda que não seja aplicada diretamente aos clientes do comercializador de último recurso (os quais estão abrangidos pela aplicação de tarifas transitórias).

• O histórico disponível da informação resultante do acompanhamento de preços no mercado retalhista é ainda reduzido, o que dificulta a sua utilização como referencial de convergência tarifária.

Ponderando as razões evocadas, considera-se prudente a utilização em 2013 das tarifas aditivas em Portugal continental como referencial de convergência das TVCF nos Açores e na Madeira, para a totalidade dos fornecimentos em MT, BTE e BTN. Esta opção poderá ser revista no momento de fixação das tarifas reguladas para 2014, à luz da melhor informação disponível nesse momento.”

No atual período regulatório 2012-2014, os proveitos permitidos são determinados de acordo com as disposições constantes no Regulamento Tarifário, sendo construídos com base em valores previsionais, designadamente:

 vendas de energia elétrica,

 número médio de clientes,

 investimento,

 custos aceites (no caso da atividade de AEEGS), e

 de acordo com os parâmetros fixados para o período de regulação 2012-2014, para cada atividade regulada. Dado que os proveitos permitidos assentam nos pressupostos anteriormente descritos, existe um mecanismo de ajustamento que permite incluir nas tarifas do ano n+2, o diferencial que decorre do confronto daqueles com os valores efetivamente realizados, e, desta forma, a empresa pode recuperar ou devolver aos consumidores o montante que resulta da aplicação deste mecanismo, referente ao ano n.

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O diferencial entre o somatório dos proveitos permitidos por atividade e as receitas obtidas, decorrentes da aplicação do tarifário, constitui o sobrecusto da RAA.

Os sobrecustos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira são incluídos na Tarifa de Uso Global do Sistema que é aplicada pelos distribuidores vinculados aos fornecimentos a clientes do comercializador de último recurso e às entregas a clientes no mercado liberalizado.

Desde 2003, primeiro ano da fixação pela ERSE das tarifas praticadas pela empresa concessionária do transporte e distribuição da RAA, a EDA – Eletricidade dos Açores, S.A., até 2008, foi aplicada uma metodologia de regulação por custos aceites para todas as atividades reguladas da empresa. A partir de 2009, a ERSE alterou a forma de regulação das atividades de Distribuição de energia elétrica e de Comercialização de energia elétrica, que passou a ser efetuada por price cap, com o objetivo de incentivar a empresa a obter maiores ganhos de eficiência naquelas atividades. Quanto à atividade Aquisição de Energia Elétrica e Gestão do Sistema, manteve-se o mesmo tipo de regulação baseada em custos aceites e na aplicação de uma taxa de remuneração sobre os ativos líquidos.

Para o período de regulação 2012-2014, a ERSE, através do Regulamento Tarifário publicado em Julho de 2011, reviu as metodologias de regulação das atividades desenvolvidas pela Empresa.

A atividade de Aquisição de Energia Elétrica e Gestão do Sistema, está sujeita a regulação por incentivos, com a definição de metas de eficiência para o OPEX, mediante a aplicação da metodologia de regulação por revenue cap ao nível destes custos, com exceção dos custos com operação e manutenção de equipamentos produtivos afetos a esta atividade.

Para as atividades de Distribuição e Comercialização de Energia Elétrica, manter-se-á a regulação por price cap.

Na atividade de Distribuição de Energia Elétrica, os custos de exploração resultarão do mix entre os custos fixos e os custos variáveis, que dependerão dos respetivos drivers de custos e das metas de eficiência a aplicar, enquanto na atividade de Comercialização os custos de exploração serão o resultado do somatório dos custos aderentes e não aderentes aos custos de

referência do Continente e dos respetivos parâmetros de eficiência2.

Para todas as atividades reguladas, o CAPEX terá uma regulação por custos aceites.

A EDA desenvolve assim as suas atividades de produção, distribuição e comercialização de energia elétrica num contexto regulado, pela legislação em vigor e pela regulamentação emitida pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.

Os parâmetros do atual período regulatório (2012-2014) foram fixados em 2011. Relativamente à remuneração dos ativos, a ERSE manteve a mesma metodologia de equiparação do custo de capital a aplicar a cada uma das atividades da EDA, com as atividades equivalentes do Continente. Face ao anterior período regulatório, destacam-se as seguintes alterações:

 definição da taxa de juro sem risco que passou a ser a média das yelds das obrigações dos países europeus da zona euro com notação AAA, fixando-se este valor, o que permite reaproximar este parâmetro da sua essência em termos de estabilidade e transparência;

 Indexação do valor de custo de capital à evolução do risco percebido pelo mercado através dos contratos de CDS3.

O enquadramento dos custos com o fuelóleo para a produção de energia elétrica, corresponde:

 ao custo unitário praticado no mercado primário de referência, conforme previsto no Regulamento Tarifário, e

 à metodologia de fixação dos parâmetros referentes ao fator de eficiência associado aos custos com a descarga, armazenamento, transporte e comercialização do fuelóleo, que foi determinada pela ERSE em resultado de um estudo realizado por um consultor externo. Para o exercício de 2013, a compensação financeira previsional atribuída à EDA ascendeu a cerca de 97 milhões de euros, estimando-se que, para 2014, ascenda a 79 milhões de euros. De salientar que através do Despacho de 3 de Outubro de 2008, o Ministro da Economia e da Inovação determinou que o montante

2

De acordo com a ERSE ”Os parâmetros associados aos custos de comercialização aderentes aos custos de referência do Continente, previstos no número 3 do artigo 96 do Regulamento Tarifário, estão ainda em estudo e serão determinados ao longo do atual período regulatório.”

3

(17)

de 50 milhões de Euros, relativo ao valor de equilíbrio económico-financeiro previsto no Artigo 92º. do Decreto-Lei nº. 226 – A/2007, de 31 de Maio, fosse afetado à estabilização das tarifas mediante a redução do financiamento dos custos com a convergência tarifária de 2009 entre as Regiões Autónomas e o Continente. A componente correspondente à Electricidade dos Açores S.A. não foi transferida pela REN, conforme determinado pela ERSE aquando da publicação das tarifas de 2009, pelo facto da REN não ter recebido qualquer valor previsto no Despacho anteriormente referenciado.

Refira-se também que a Lei 12/2008, de 26 de Fevereiro, relativa aos serviços públicos essenciais, determinou que os custos com contadores deixam de ser considerados no cálculo das tarifas de energia elétrica, em resultado da proibição da cobrança aos utentes de qualquer importância a título de preço, aluguer, amortização ou inspeção periódica de contadores ou qualquer outra taxa de efeito equivalente independentemente da designação utilizada. Esta Lei teve como consequências a diminuição da base de ativos a amortizar e a remunerar a partir de 2009, no âmbito da determinação do sobrecusto da atividade de distribuição de energia elétrica.

No âmbito do relacionamento regulatório e com importante potencial de contributo para a maximização da penetração da produção de eletricidade com origem renovável nos Açores, refiram-se os trabalhos em curso sobre tarifas dinâmicas, cuja implementação contribuirá determinantemente para a transmissão aos clientes dos melhores sinais quanto aos momentos mais adequados para concretizar os seus consumos.

(18)

PRODUÇÃO

A produção e aquisição de energia elétrica, em 2014, no total do arquipélago, deverá atingir os 783,2 GWh, sendo a ilha de S. Miguel responsável por 52,2% desse valor e as ilhas Terceira, Pico e Faial, no seu conjunto, por cerca de 38,1%.

As taxas de crescimento da produção variam bastante de ilha para ilha, embora sigam a tendência geral de abrandamento do crescimento.

Gráfico 3 - Produção de Energia Elétrica por ilha (GWh) – Previsão 2014

Tabela 2 - Produção de Energia Elétrica por Ilha (GWh) - Estimativa 2013 e Previsão 2014

20,7 408,9 205,9 13,4 29,4 44,7 47,8 11,0 1,4

0,0

50,0

100,0

150,0

200,0

250,0

300,0

350,0

400,0

450,0

Sta. Maria

São Miguel

Terceira

Graciosa

São Jorge

Pico

Faial

Flores

Corvo

PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

previsão

2013 2014 Var.Média Anual Var.Média Anual (Estimativa) (previsão) 2003/08 (%) 2008/14 (%) Santa Maria 16,8 20,5 20,6 20,7 4,0 0,2 S.Miguel 353,8 441,0 410,3 408,9 4,5 -1,3 Terceira 147,8 209,8 208,7 205,9 7,3 -0,3 Graciosa 9,3 13,9 13,4 13,4 8,4 -0,6 S.Jorge 22,5 27,8 29,4 29,4 4,3 0,9 Pico 36,0 44,6 44,8 44,7 4,4 0,0 Faial 44,4 53,2 48,0 47,8 3,7 -1,7 Flores 9,2 11,6 11,0 11,0 4,8 -0,9 Corvo 0,97 1,31 1,41 1,43 6,2 1,4 EDA 640,8 823,7 787,7 783,2 5,1 -0,8 2003 2008

(19)

Tabela 3 - Perspetivas de Evolução do Mercado de Energia Elétrica nos Açores (GWh) - 2013-2018

Gráfico 4 - Nível de perdas (%) – Realização 2002-2012 e Previsão 2013-2018

A estrutura da oferta de energia elétrica continua a sofrer importantes alterações, resultantes sobretudo do crescimento da produção com origem em recursos energéticos endógenos. A energia eólica, que representava 2,7% em 2008, deverá ver o seu peso aumentar para os 9,3% em 2013, atingindo, em 2018, os 10,9%. Este aumento continuado fica a dever-se à instalação de novos parques eólicos, bem como a ampliação dos existentes. De facto, há quinze anos, o total da produção hídrica, geotérmica e eólica ascendia a 16,4% do total, tendo entretanto crescido cerca de 11,6 pontos percentuais. Prevê-se um crescimento da produção de energia geotérmica, em resultado quer do incremento da potência instalada na ilha de São Miguel (2017), quer do início de produção na ilha Terceira (2016). Este incremento será possível na ilha de São Miguel em resultado da introdução no sistema de um centro produtor hídrico reversível.

Entre 2017 e 2018 verifica-se um incremento do nível de perdas global dos sistemas, resultante da entrada prevista da central hídrica reversível na ilha de São Miguel, cujo rendimento expectável será da ordem dos 70%.

2013 2014 2015 2016 2017 2018 Entregas 721,0 717,2 710,1 712,4 717,7 724,2 Taxa de Cresc. (%) -1,4 -0,5 -1,0 0,3 0,7 0,9 Perdas (%) 8,5 8,4 8,4 8,3 9,8 11,3 Produção 787,7 783,2 775,1 777,2 795,9 816,8

12,5 12,6

11,5

11,0

9,9

9,5

8,5

8,7

8,4

8,2

9,1

8,5

8,4

8,4

8,3

9,8

11,3

8,1 8,0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

Nível de perdas (%)

(20)
(21)

3

QUALIDADE E AMBIENTE

ÁREA DE QUALIDADE

As exigências da qualidade do produto e da prestação de serviços aos clientes motivaram a implementação, durante 2005, de uma série de indicadores, que implicaram uma maior clarificação e responsabilização da atividade exercida pela empresa perante os clientes, em termos de direitos e deveres.

Assim e para o efeito, foram estabelecidas três Zonas Geográficas em função da importância e do número de clientes abrangidos, para as quais se definiram um conjunto de indicadores gerais de qualidade de serviço, a saber:

 Redes de Transporte

 Energia Não Fornecida – ENF (MWh)

 Tempo de Interrupção Equivalente – TIE (minutos)  Frequência Média de Interrupções – SAIFI (nº)  Duração Média das Interrupções do Sistema –

SAIDI (minutos)

 Tempo Médio das Interrupções do Sistema – SAIRI (minutos)

 Redes de MT

 Tempo de interrupção equivalente da potência instalada – TIEPI (h/ano)

 Frequência média de interrupções do sistema – SAIFI MT (nº)

 Duração média das interrupções do sistema – SAIDI MT (minutos)

 Energia não distribuída – END (MWh)

 Redes de BT

 Frequência média de interrupções do sistema – SAIFI BT (nº)

 Duração média das interrupções do sistema – SAIDI BT (minutos)

Também são considerados outros indicadores da qualidade de serviço relacionados com a onda de tensão, estabelecidos no RQS (Regulamento da Qualidade de Serviço) e na norma NP 50 160, que são monitorizados nos barramentos das subestações e nos quadros gerais de alguns postos de transformação, destacando-se:

 Tensão eficaz  Distorção harmónica  Desequilíbrio de tensões  Flicker

 Cavas de tensão

 Oscilações de curta duração  Sobretensões e subtensões

Para o ano de 2014, a estimativa para o TIEPI4, repartido por ilha

e tipologia, corresponde aos valores apresentados na tabela seguinte:

TIEPI 2014 Previstas Imprevistas

Total

Santa Maria

02:00:00

02:00:00 04:00:00

São Miguel

02:00:00

03:10:00 05:10:00

Terceira

03:00:00

04:25:00 07:25:00

Graciosa

04:30:00

04:30:00 09:00:00

São Jorge

06:30:00

05:00:00 11:30:00

Pico

05:00:00

06:30:00 11:30:00

Faial

04:00:00

03:30:00 07:30:00

Flores

03:00:00

05:00:00 08:00:00

Corvo

04:00:00

04:00:00 08:00:00

(22)

Os valores dos TIEPI apresentam a seguinte evolução, por ilha:

Gráfico 5 - Indisponibilidade totais, por ilha - Realização 2009-2012 e Previsão 2014

* Situação a 23 de Setembro de 2013 0 4 9 14 19 24 28 33 38 43 48 Santa Maria

São Miguel Terceira Graciosa São Jorge Pico Faial Flores Corvo

horas

Total

(23)

Gráfico 6 - Indisponibilidade previstas - Realização 2009-2012 e Previsão 2014

* Situação a 23 de Setembro de 2013

Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente

Em 2014, dar-se-á continuidade à manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente (SGQA) nas áreas de Exploração da Produção (central termoelétrica do Caldeirão) e dos Aprovisionamentos (armazém central em São Miguel), constituindo-se também como objetivos:

 implementação do SGQA na central termoelétrica do Belo Jardim, na ilha Terceira, e na área da Distribuição, segundo as normas NP EN ISO 9001:2008 e NP EN ISO 14001:2004 (emenda 1:2006). Será igualmente gerida a manutenção do Sistema de Gestão implementado no Laboratório de Contadores de Energia, segundo a NP EN ISO/IEC 17025;

 elaboração dos requisitos exigidos pelo SGQA no cumprimento legislativo das atividades inerentes à EDA;

 cumprimento do Plano de Auditorias Internas, para controlo e atuação das Não Conformidade, Ações

Corretivas e Preventivas, ao nível dos sistemas implementados, nomeadamente:

i. Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente da EDA, S.A. (referencial NP EN ISO 9001:2008 e NP EN ISO 14001:2004)

ii. Sistema de Gestão do Laboratório de Contadores da EDA, S.A. (referencial NP EN ISO/IEC 17025) iii. Sistema de Gestão da Qualidade da Globaleda

(referencial NP EN ISO 9001:2008). 0 4 9 14 19 24 28 Santa Maria

São Miguel Terceira Graciosa São Jorge Pico Faial Flores Corvo

horas

Previstas

(24)

ÁREA DE AMBIENTE

Para o ano de 2014, as linhas estratégicas de atuação nesta área desenvolver-se-ão em conformidade e com o objetivo de dar cumprimento aos requisitos legais que as atividades desenvolvidas pela EDA estão sujeitas, nomeadamente nas áreas da produção e distribuição de energia elétrica.

Comércio Europeu de Licenças de Emissão

(CELE)

Dar-se-á continuidade à gestão das licenças de carbono, afetas às quatro centrais abrangidas pelo CELE, adotando-se as estratégias adequadas decorrentes das novas regras de mercado de licenças de Carbono.

Monitorização de Efluentes Gasosos

Continuar-se-á a promover o desenvolvimento das ações de redução e controlo das emissões gasosas associadas ao funcionamento das centrais termoelétricas, de acordo com os programas de proteção ambiental estabelecidos.

No âmbito do controlo das emissões gasosas dos equipamentos de produção, a EDA desenvolverá diversas ações, nomeadamente de continuidade de monitorização pontual em todas as instalações e monitorização em contínuo nas centrais termoelétricas do Caldeirão, em São Miguel, e do Belo Jardim, na ilha Terceira

Monitorização de Efluentes Líquidos

Será dada continuidade ao acompanhamento/desenvolvimento das campanhas de monitorização dos efluentes líquidos das centrais, para controlo da qualidade do efluente rejeitado ao solo, com introdução de medidas corretivas necessárias ao bom funcionamento dos sistemas de tratamento de águas residuais no cumprimento das exigências das Licenças de Descarga de Águas e Licenças Ambientais das Centrais Termoelétricas.

Sistema de Gestão de Resíduos

Nesta área, pretende-se continuar a promover a implementação e operacionalização do Sistema de Gestão de Resíduos, assim como

a realização de ações de formação/sensibilização aos vários colaboradores da EDA.

Prestar-se-á a informação regular à Direção Regional do Ambiente, através do preenchimento online do SRIR (Sistema Regional de Informação sobre Resíduos), para todas as unidades da Produção e da Distribuição da EDA.

Registo de Emissões e Transferências de

Poluentes – relatório anual ambiental.

Dar-se-á também continuidade ao inventário PRTR (Registo de Emissões e Transferências de Poluentes), para as centrais abrangidas, para as Centrais Termoelétricas do Caldeirão e Belo Jardim, visto a sua capacidade térmica instalada ultrapassar os 50 MWt, definidos no anexo I do Regulamento PRTR aprovado através da Decisão n.º 2006/61/CE, de 2 de Dezembro, e transposto pelo Decreto-Lei n.º 127/2008, de 21 de Julho. No âmbito do desempenho ambiental das instalações PCIP, a EDA dará continuidade à elaboração de Relatórios Anuais Ambientais (RAA), para as centrais termoelétricas, detentoras de Licença Ambiental.

Monitorização do Ruído Ambiental

Dar-se-á continuidade à conservação da qualidade do ambiente sonoro na envolvente das instalações e dos equipamentos afetos às atividades desenvolvidas pela EDA, de forma a garantir o cumprimento da legislação em vigor, desenvolvendo-se medidas corretivas se necessário. Realizaremos um estudo visando a monitorização do ruído ambiental na central termoelétrica do Belo Jardim, de forma a adotar as melhores práticas para a minimização do ruído aí produzido.

Legislação

Dar-se-á continuidade à manutenção da base de dados legislativa, aplicável ao SGQA e ao acompanhamento de novas publicações ou atualizações de legislação aplicadas às atividades da empresa e respetiva divulgação. Organizar-se-á e desenvolver-se-ão ações de formação e sensibilização em toda a empresa, com o objetivo da melhoria contínua do desempenho ambiental.

(25)
(26)

4

RECURSOS HUMANOS

“Os Recursos Humanos são o melhor capital das empresas”. Esta é talvez a frase mais reconhecida em matéria de Recursos Humanos que no enquadramento atual marca a diferença das empresas que, como a EDA, procuram encontrar a melhor estratégia para continuar a investir no futuro.

Neste período de incertezas e de racionalização de custos a EDA conta com um total de 710 trabalhadores ao serviço da empresa e 20 cedidos às empresas do Grupo, para um volume de negócios, estimado para 2013, de cerca de 207 milhões de euros.

A situação atual exige uma rigorosa avaliação das necessidade de recursos com identificação de tarefas a realizar e do valor que as mesmas acrescentam ao negócio, pois é cada vez mais necessário garantir o alinhamento entre as estratégias do negócio e as práticas de gestão.

Em matéria de gestão de Recursos humanos há que garantir o equilíbrio e o bom clima organizacional associado à melhor rentabilidade dos seus recursos.

A valorização dos Recursos Humanos conduz obrigatoriamente ao alinhamento dos objetivos estratégicos da empresa com a organização e com os seus trabalhadores, na sua função de executantes dessa mesma estratégia.

O objetivo estratégico principal da EDA para os próximos anos é a promoção da autonomia financeira. Os objetivos orientadores da empresa definidos anteriormente mantêm-se atuais mas subordinados ao primeiro. Cada decisão a tomar deve ser avaliada do ponto de vista do contributo para o alcance dos objetivos. Deste modo, importa enquadrar, quantificar, ou seja estabelecer metas que nos permitam controlar os objetivos estabelecidos.

Gráfico 7 – Hierarquização dos objetivos estratégicos

Em matéria de Recursos Humanos as metas fixadas devem permitir estabelecer o equilíbrio entre o número de trabalhadores, a necessidade de rejuvenescimento do efetivo, essencialmente nas áreas operacionais, e a valorização dos recursos humanos, através da formação profissional e higiene e segurança no trabalho. A melhoria do desempenho da empresa passa por um constante e elevado investimento no aperfeiçoamento das competências das pessoas. A política de Recursos Humanos assenta no recrutamento de trabalhadores qualificados e motivados, a par da formação profissional, de modo a que se promova um aumento da eficácia global, da capacidade operacional das equipas e das pessoas, da flexibilidade individual e da polivalência, enquanto competências chave de adaptação à mudança.

ANÁLISE DE EFECTIVOS

Durante o ano de 2013, as entradas enquadraram-se no objetivo de contratar trabalhadores mais jovens e de elevada qualificação técnica, para permitir a renovação e o rejuvenescimento do quadro de pessoal da EDA, SA.

Aumentar a Autonomia Financeira Assegurar o Desenvolvimento Sustentável

Controlar custos e melhorar a estrutura financeira

Melhorar a qualidade de serviço Desenvolver e gerir competências alinhadas

(27)

Prevê-se, no final do ano um total de 715 trabalhadores, resultado sobretudo de 30 novas contratações e de cinco regressos de trabalhadores a exercerem funções em regime de requisição. Durante o ano de 2013, a necessidade de reforço de competências da empresa foi colmatada através de recrutamento externo, o que permitiu integrar trabalhadores com os perfis adequados.

Nestas circunstâncias, contamos com a integração de 30 novos trabalhadores, 13 para a área da Distribuição (S. Miguel 5, Terceira 3, Pico 3, S. Jorge 1 e Faial 1), 13 para a área da Produção (S. Miguel 3, Flores 7, Graciosa 1 e Terceira 2) e ainda 1 trabalhador para o Despacho, 1 para a Gestão Administrativa e Contabilidade, 1 para a Gestão de Recursos Humanos e 1 para o Comercial.

Por outro lado, durante o ano regressaram à EDA cinco trabalhadores que estavam requisitados pelo Governo Regional. Deste modo, ao longo do ano de 2013, regista-se um movimento de 35 entradas e verificaram-se 9 saídas, 4 reformas (2 do COMEL, 2 da Distribuição), 3 falecimentos (1 da EDIST, 1 da EPROD e 1 do CADMI), 1 fim de contrato do berço de emprego (COMEL) e 1 saída por iniciativa própria.

Até ao final do ano ocorrerão ainda 5 contratações (2 para a Produção, 2 para a Distribuição e 1 para a GQAMB), o que totalizará 35 novas contratações durante 2013.

Em 2014, haverá que fazer face a novas necessidades originadas por saídas imprevistas, no entanto será feito um esforço de manter o número total de trabalhadores.

Gráfico 8 – Efetivo EDA a 31 dezembro

Ano Nº Trab. Var. nº Var. %

2008 636 -10 -1,6 2009 644 8 1,3 2010 667 23 3,6 2011 675 8 1,2 2012 684 9 1,4 2013 715 31 4,3 2014 715 0 0

Número de trabalhadores, 2008-2012 valores reais, 2012-2013-Previsão

Tabela 5 – Número de trabalhadores 2008-2014

O esforço que foi feito reflete-se na caraterização do nosso efetivo, nomeadamente no das áreas da Produção e Distribuição que eram as áreas com maiores necessidades de redução do nível etário e elevação do nível de habilitações dos trabalhadores, conforme se pode observar pelo diagnóstico atual (Gráficos 9 a 14).

Gráfico 9 – EDA - nível etário

(28)

Gráfico 11 – Distribuição - nível etário

Gráfico 12 – Distribuição - habilitações

Gráfico 13 – Produção – nível etário

Gráfico 14 – Produção - habilitações

Neste contexto, perspetiva-se a seguinte evolução do efetivo:

Tabela 6 – Evolução do efetivo 2008-2014

Os custos com pessoal, em 2012, refletem uma redução decorrente das imposições da Lei do Orçamento de Estado.

2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

Administração 22 20 19 19 19 21 21

Auditoria 2 2 3 3 3 3 3

Plan, Contr. Gestão ,Regulação 9 9 9 9 9 9 9

Plan. e Anál. de Investimentos 6 6 7 8 8 8 8

Finanças e Seguros 10 10 10 10 10 10 10

Gestão Admin. e Contab. 24 24 22 22 22 22 22

Recursos Humanos 17 16 17 16 17 18 18

Aprovisionamento 25 24 25 26 26 28 28

Qualidade e Ambiente 5 7 6 6 6 7 7

Organiz. e Sist.de Informação 6 6 9 9 11 11 11

Investimento 32 32 28 28 35 34 34 Produção 201 193 211 212 211 223 223 Gestão Sistema 22 27 28 29 29 30 30 Distribuição 187 200 197 200 198 212 212 Comercial 68 68 76 78 80 79 79 Total 636 644 667 675 684 715 715

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Milhares Euros Custos com Pessoal 2008 26.617 2009 27.868 2010 27.946 2011 27.132 2012* 23.794 2013* 27.825 2014 27.822 *Valores orçamentados

Tabela 7 – Custos com pessoal 2008 – 2014

A evolução de custos com pessoal tem sido fortemente influenciada pelas leis de orçamento de estado de cada ano e sucessivas medidas de contenção de custos.

O orçamento de 2014, foi feito num enquadramento que poderemos considerar conservador: sem cortes, sem aumentos salariais nem progressões nas carreiras e com previsão de pagamento de subsídios de férias e natal.

Perspetiva-se que, através do aumento de competências e de novas formas organizacionais do trabalho, se verifique uma otimização de processos e o aumento da produtividade.

DESENVOLVIMENTO – FORMAÇÃO

PROFISSIONAL

A transformação nos ambientes externos decorrentes da conjuntura atual tem vindo a afetar as organizações, e a nossa não é diferente. Nunca antes, ocorreram grandes mudanças com tanta rapidez e com implicações no mundo todo. Nesse cenário, a capacidade da nossa organização para promover uma mudança planeada de forma a adaptar-se às novas realidades é essencial para a criação e manutenção dos objetivos estratégicos da empresa. Exige maior foco nos recursos humanos, estimulando colaboração e participação nos resultados, compartilhando uma visão comum e valores organizacionais.

É esse o objetivo da EDA, dar resposta às mudanças e desafios que a nossa organização enfrenta. É com um esforço formativo muito complexo, que se pode mudar atitudes, valores, comportamentos e a estrutura de uma organização, de tal maneira

que esta possa se adaptar melhor às novas conjunturas, mercados, tecnologias, problemas e desafios que vão surgindo. É através da aposta na formação profissional que se pode intervir ao nível da capacidade de escolha de alternativas, da tomada de decisão em áreas definidas, constituindo-se assim um instrumento estratégico de gestão, na medida em que intervém sobre o seu fator chave: os Recursos Humanos.

O desenvolvimento de programas de formação profissional constitui mais um dos desafios com que hoje nos deparamos. De facto, os desafios resultantes de um enquadramento económico complexo e de alterações dos objetivos e funções dos colaboradores, obrigam-nos a repensar anualmente no investimento formativo, métodos e destinatários dos nossos programas de formação. É na elaboração do Plano Anual de Formação que nos vemos confrontados com novas e aliciantes oportunidades para alargar o âmbito da sua atuação e otimizar a utilização das múltiplas ferramentas e processos formativos que temos à disposição.

Foi este desafio que a EDA abraçou, novamente para a elaboração do Plano Anual de Formação para 2014, através da materialização de um novo e ambicioso programa de formação profissional que inclui o desenvolvimento de novos cursos, desenhados de acordo com as necessidades e anseios das diferentes unidades orgânicas da empresa.

Ao longo dos anos, a EDA tem investido continuamente na formação dos seus trabalhadores, conforme é possível demonstrar pelos gráficos abaixo:

(30)

Gráfico 16 – Investimento em formação

Gráfico 17 – Volume de horas de formação

O Plano Anual de Formação, para 2014, irá assumir uma política ambiciosa e centrada num número limitado de prioridades, com o objetivo de potenciar um maior efeito de alavanca e um valor acrescentado mais significativo dos recursos financeiros e humanos envolvidos.

No Plano Anual de Formação (PAF) de 2014, teremos como referenciais as áreas de formação de Eletricidade e Energia, Proteção do Ambiente, Proteção de Pessoas e Bens e na área de Segurança e Higiene no Trabalho, que estão em consonância com os objetivos de gestão e de negócio da organização. A materialização dos objetivos, no PAF de 2014, traduz-se no enquadramento estratégico que não poderia deixar de determinar de forma decisiva a Gestão de Recursos Humanos.

A proposta, do PAF de 2014, promove um claro alinhamento com os princípios acima enunciados, situando a natureza estrutural e prioritária do investimento em qualificações para alcançar uma capacidade de criação de valor compatível com os objetivos de crescimento e coesão desejados para a organização, o que determina as seguintes prioridades:

• Nas áreas operacionais, centralizar no “saber-fazer”; • Potenciar a flexibilidade e a polivalência;

• Reforçar a aposta nos aspetos do ambiente, qualidade e segurança;

• Desenvolver competências que potenciem a eficácia global e a capacidade operacional das equipas e dos indivíduos; • Atualizar conhecimentos especializados;

 Cumprir com os limites de formação contínua definidos por lei (35 horas anuais, acumuláveis durante 3 anos).

No âmbito da melhoria da qualidade da formação, considera-se de importância crucial melhorar a qualificação dos formadores da organização, criando mecanismos eficazes de constante adaptação e aperfeiçoamento aos novos referenciais e necessidades. Paralelamente, serão revistos os modelos de formação e avaliação dos formadores, no sentido de garantir o reforço da qualidade das respostas formativas, bem como o desenvolvimento de um vasto e adequado leque de respostas de formação profissional.

Será, também, proposto um modelo de incentivo e/ou reconhecimento aos formadores da empresa pela sua disponibilidade e transferência do seu know-how à organização.

HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO

Para o triénio 2013 a 2015, a política de segurança da EDA tem por objetivo “zero acidentes”.

Sendo o propósito primeiro desta política evitar danos para os trabalhadores, importa, no entanto, referir que a redução dos acidentes de trabalho permite diminuir os prejuízos decorrentes, quer em termos de custos diretos e indiretos, quer em termos dos prejuízos para a imagem da empresa.

De um modo global e concertado pretende-se promover a melhoria das condições de trabalho e estabelecer as melhores metodologias e práticas, com vista à diminuição do risco, ou seja da “probabilidade de concretização do dano em função das condições de utilização, exposição ou interação do componente material do trabalho que apresente perigo” para os trabalhadores.

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Tabela 8 – Número de acidentes de trabalho

Os indicadores da sinistralidade laboral permitem constatar que o número de acidentes de trabalho na EDA tem oscilado ao longo dos anos, não se verificando uma tendência clara de diminuição, sendo o comportamento semelhante no que diz respeito ao número de dias perdidos por baixa médica derivado dos acidentes. O maior número de acidentes de trabalho e dias de baixa ocorre habitualmente na Direção de Distribuição, que dado o tipo de risco associado, risco elétrico, obriga a uma redobrada atenção. Deste modo, face ao diagnóstico e aos objetivos traçados de promoção da melhoria contínua das condições de trabalho, de minimização dos riscos de natureza patrimonial e da promoção de uma cultura de segurança, a par da garantia do cumprimento da legislação, será dado seguimento ao seguinte plano de ações, com destaque para:

 Implementação de um sistema de Gestão de Segurança baseado na norma OHSAS 18001:20075, cuja

metodologia incorpora os seguintes objetivos:

o Eliminar ou minimizar o risco para os trabalhadores e outras partes interessadas que possam ser expostas a riscos para a Saúde e Segurança no Trabalho (SST) associadas às suas atividades; o Implementar, manter e melhorar um Sistema de

Gestão da Segurança e Saúde no trabalho;

o Assegurar a conformidade com a política de Segurança e Saúde no Trabalho definida pela Empresa;

o Garantir uma melhoria contínua no âmbito da Higiene e Segurança no Trabalho na EDA.

 Acompanhamento da implementação das fichas de procedimentos de segurança nas áreas da distribuição e do comercial;

 Avaliação do ruído;

 Avaliação da qualidade do ar;

 Avaliação dos campos eletromagnéticos;

 Realização de medições de vibrações nas Centrais Termoelétricas, dando cumprimento ao estabelecido no Decreto-Lei 46/2006, de 24 de Fevereiro;

 Realização de simulacros para testar a operacionalidade dos meios existentes e contribuir para uma melhor preparação dos trabalhadores para uma situação potencial de emergência.

 Elaboração/atualização dos manuais relativos aos riscos de explosão em Centrais Termoelétricas, dando cumprimento ao Decreto-lei 236/2006, Diretiva ATEX;

 Elaboração/atualização dos Planos de Segurança Interno, de acordo com o Decreto-Lei 220/2008, e a sua operacionalização, com a colaboração dos responsáveis pelas instalações em causa;

 Avaliação contínua dos riscos profissionais a que estão sujeitos os trabalhadores, através da elaboração de auditorias de segurança e visita aos locais de trabalho;

 Colaboração com as áreas operacionais para desenvolvimento de procedimentos de segurança das tarefas desenvolvidas na empresa;

 Realização de visitas de acompanhamento às equipas operacionais da EDA, assim como aos prestadores de serviços;

 Promoção de ações de sensibilização sobre Prevenção e Segurança, a todos os colaboradores das áreas operacionais e administrativas;

 Promoção de ações de formação aos trabalhadores sobre trabalhos em altura, combate a incêndios, primeiros socorros e planos de segurança internos;

 Consolidação da prestação de serviços de Higiene e Segurança no Trabalho às restantes empresas do Grupo

C/ Baixa S/ Baixa

Total

2004

11

5

16

740

2005

11

11

22

533

2006

16

10

26

694

2007

13

6

19

735

2008

8

2

10

831

2009

12

6

18

631

2010

11

6

17

500

2011

17

5

22

626

2012

11

5

16

587

2013*

13

6

19

659

* Dados até 30 de Setembro

Ano

Nº de Acidentes

Dias

Perdidos

(32)

MEDICINA DO TRABALHO

A Medicina do Trabalho e Assuntos Sociais tem por missão assegurar o bem-estar físico, mental e social dos trabalhadores, a prevenção dos desvios de saúde provocados pelas condições de trabalho e a proteção dos trabalhadores relativamente aos riscos resultantes dos agentes agressores no ambiente de trabalho. Na atual conjuntura, a Medicina do Trabalho vai muito além da sua missão, tenta ajudar a encontrar resposta às preocupações e ansiedades pessoais e familiares dos trabalhadores da EDA.

A Medicina no Trabalho tem como objetivos principais contribuir para:

 Melhorar a produtividade;

 Reduzir os níveis de absentismo;

 Aumentar a motivação;

 Reduzir de custos indiretos;

 Proporcionar retorno financeiro positivo do investimento realizado em prevenção da saúde no trabalho;

 Melhorar a imagem da empresa.

O serviço interno de Medicina do Trabalho efetua um conjunto de exames médicos de carácter inicial, periódicos ou ocasionais, que para além de proporcionarem o exame médico propriamente dito, são também momentos que permitem avaliar a integração e o bem-estar dos trabalhadores no contexto organizacional da empresa e do trabalho que executam.

2008 2009 2010 2011 2012 2013 * Após acidente 6 1 4 4 1 2 Admissão 15 15 19 26 10 14 Periódico 322 307 338 381 296 235 A pedido do serviço 8 9 6 19 3 3 A pedido do trabalhador 374 462 604 784 706 685 Por mudança de função 4 14 1 1 3 0 Vigilância médica 94 110 125 125 136 30

Após doença 7 8 11 8 6 4

830 926 1.108 1.348 1.161 947

*Dados até 30 de Setembro de 2013

Tabela 9 – Número anual de exames

A par da realização de exames médicos e acompanhamento de situações de risco, vacinação e acompanhamento de processos de reforma, importa referir o papel preventivo que a atuação da Medicina do Trabalho desempenha junto dos trabalhadores.

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