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direito processual civil

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Academic year: 2021

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direito processual civil

Profª Letícia Loureiro

PRÉ-PROVA | DPE-RS

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direito processual civil

1. Sobre intimações, marque a assertiva correta:

a) A retirada dos autos do cartório ou da secretaria em carga pelo advogado, por pessoa

credenciada a pedido do advogado ou da sociedade de advogados, pela Advocacia Pública, pela Defensoria Pública ou pelo Ministério Público implicará intimação de qualquer decisão contida no processo retirado, salvo pendente de publicação.

b) Presumem-se válidas as intimações dirigidas ao endereço constante dos autos, ainda que

não recebidas pessoalmente pelo interessado, se a modificação temporária ou definitiva não tiver sido devidamente comunicada ao juízo, fluindo os prazos a partir da assinatura do comprovante de entrega da correspondência no primitivo endereço.

c) A intimação será feita por oficial de justiça quando frustrada a realização por meio

eletrônico ou pelo correio.

d) Caso necessário, a intimação poderá ser efetuada com hora certa, mas não por edital. e) Constando dos autos pedido expresso para que as comunicações dos atos processuais sejam

feitas em nome dos advogados indicados, o seu desatendimento implicará irregularidade.

2. Carolina, vítima de doença associada ao tabagismo, requereu, em processo de indenização por danos materiais e morais contra a indústria do tabaco, a inversão do ônus da prova, por considerar que a parte ré possuía melhores condições de produzir a prova. O magistrado, por meio de decisão interlocutória, indeferiu o requerimento por considerar que a inversão poderia gerar situação em que a desincumbência do encargo seria excessivamente difícil. Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.

a) A decisão é impugnável por agravo interno. b) A decisão é irrecorrível.

c) A decisão é impugnável por agravo de instrumento.

d) A parte autora deverá aguardar a sentença para suscitar a questão como preliminar de

apelação ou nas contrarrazões do recurso de apelação.

3. A instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica foi requerida em um processo de execução por título extrajudicial. O advogado do executado manifestou-se contrariamente ao pedido, sob a alegação de cerceamento de defesa de seu cliente, somente cabendo a desconsideração se requerida em ação de conhecimento ajuizada especificamente contra o sócio da sociedade empresária devedora. Sobre a argumentação acima, assinale a afirmativa correta.

a) Procede, porque o pressuposto para a aplicação da desconsideração da personalidade

jurídica é sempre a conduta ilícita do sócio perpetrada por meio da personalidade da pessoa jurídica; portanto, é imprescindível a demonstração cabal da culpa em ação de conhecimento.

b) Procede, porque o requerimento de instauração do incidente de desconsideração deve

demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais específicos, dentre eles o desvio de finalidade da pessoa jurídica, que só pode ser feito em ação de conhecimento, onde estarão preservados o contraditório e a ampla defesa.

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c) Não procede, porque, ao contrário do afirmado pelo advogado, o incidente de

desconsideração só é cabível no cumprimento de sentença e na execução de título executivo extrajudicial, pois, no processo de conhecimento, a desconsideração só pode ser decretada na sentença de mérito.

d) Não procede, porque o incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do

processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial.

4. Jorge ajuizou demanda contra Maria, requerendo sua condenação à realização de obrigação de fazer e ao pagamento de quantia certa. Fez requerimento de tutela provisória de urgência em relação à obrigação de fazer. Após o transcurso da fase postulatória e probatória sem a análise do mencionado requerimento, sobreveio sentença de procedência de ambos os pedidos autorais, em que o juízo determina o imediato cumprimento da obrigação de fazer. Diante de tal situação, Maria instruiu seu advogado a recorrer apenas da parte da sentença relativa à obrigação de fazer. Nessa circunstância, o advogado de Maria deve

a) impetrar Mandado de Segurança contra a decisão que reputa ilegal, tendo como autoridade

coatora o juízo sentenciante.

b) interpor Agravo de Instrumento, impugnando o deferimento da tutela provisória, pois

ausentes seus requisitos.

c) interpor Apelação, impugnando o deferimento da tutela provisória e a condenação final à

obrigação de fazer.

d) interpor Agravo de Instrumento, impugnando a tutela provisória e a condenação final à

obrigação de fazer.

5. Mariana propôs ação com pedido condenatório contra Carla, julgado improcedente, o que a levou a interpor recurso de apelação ao Tribunal de Justiça, objetivando a reforma da decisão. Após a apresentação de contrarrazões por Carla, o juízo de primeira instância entendeu que o recurso não deveria ser conhecido, por ser intempestivo, tendo sido certificado o trânsito em julgado. Intimada dessa decisão mediante Diário Oficial e tendo sido constatada a existência de um feriado no curso do prazo recursal, não levado em consideração pelo juízo de primeira instância, Mariana deverá

a) interpor Agravo de Instrumento ao Tribunal de Justiça, objetivando reverter o juízo de

admissibilidade realizado em primeiro grau.

b) ajuizar Reclamação ao Tribunal de Justiça, sob o fundamento de usurpação de competência

quanto ao juízo de admissibilidade realizado em primeiro grau.

c) interpor Agravo Interno para o Tribunal de Justiça, objetivando reverter o juízo de

admissibilidade realizado em primeiro grau.

d) interpor nova Apelação ao Tribunal de Justiça reiterando as razões de mérito já

apresentadas, postulando, em preliminar de apelação, a reforma da decisão interlocutória, que versou sobre o juízo de admissibilidade.

6. A sociedade Palavras Cruzadas Ltda. ajuizou ação de responsabilidade civil em face de Helena e requereu o benefício da gratuidade de justiça, na petição inicial. O juiz deferiu o requerimento de gratuidade e ordenou a citação da ré. Como a autora não juntou qualquer documento comprobatório de sua hipossuficiência econômica, a ré pretende atacar o benefício deferido. Com base na situação apresentada, assinale a afirmativa correta.

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curso – matéria – Prof.

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a) O instrumento processual adequado para atacar a decisão judicial é o incidente de

impugnação ao benefício de gratuidade, que será processado em autos apartados.

b) A ré alegará na contestação que não estão presentes os requisitos para o deferimento do

benefício de gratuidade.

c) A ré alegará na contestação que o benefício deve ser indeferido, mas terá que apresentar

documentos comprobatórios, pois a lei presume verdadeira a alegação de insuficiência deduzida.

d) O instrumento processual previsto para atacar a decisão judicial de deferimento do

benefício é o agravo de instrumento.

7. Rafael e Paulo, maiores e capazes, devidamente representados por seus advogados, celebraram um contrato, no qual, dentre outras obrigações, havia a previsão de que, em eventual ação judicial, os prazos processuais relativamente aos atos a serem praticados por ambos seriam, em todas as hipóteses, dobrados. Por conta de desavenças surgidas um ano após a celebração da avença, Rafael ajuizou uma demanda com o objetivo de rescindir o contrato e, ainda, receber indenização por dano material. Regularmente distribuída para o juízo da 10ª Vara Cível da comarca de Porto Alegre/RS, o magistrado houve por reconhecer, de ofício, a nulidade da cláusula que previa a dobra do prazo. Sobre os fatos, assinale a afirmativa correta.

a) O magistrado agiu corretamente, uma vez que as regras processuais não podem ser

alteradas pela vontade das partes.

b) Se o magistrado tivesse ouvido as partes antes de reconhecer a nulidade, sua decisão estaria

correta, uma vez que, embora a cláusula fosse realmente nula, o princípio do contraditório deveria ter sido observado.

c) O magistrado agiu incorretamente, uma vez que, tratando-se de objeto disponível,

realizado por partes capazes, eventual negócio processual, que ajuste o procedimento às especificidades da causa, deve ser respeitado.

d) O juiz não poderia ter reconhecido a nulidade do negócio processual, ainda que se tratasse

de contrato de adesão realizado por partes em situações manifestamente desproporcionais, uma vez que deve ser respeitada a autonomia da vontade.

Referências

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