Fun¸
c˜
oes do Plano Complexo(MAT162)
Notas de Aulas 2 - 2019
Prof Carlos Alberto S Soares
1
O Plano Complexo
Considerando a nossa defini¸c˜
ao de n´
umero complexo, ´
e claro que existe uma correspondˆ
enca
biun´ıvoca entre o conjunto C e o plano R
2
. Logo ´
e natural utilizarmos a representa¸c˜
ao de
um n´
umero complexo z = a + bi atrav´
es do ponto (x, y) no plano.Nesta correspondˆ
encia, o
n´
umero real x = x + 0i corresponde ao ponto (x, 0) no eixo x e o imagin´
ario puro yi = 0 + yi
corresponde ao ponto (0, y) no eixo y e, portanto, chamamos os eixos x e y, neste caso, de
eixos real e imagin´
ario, respectivamente. Um plano, com os eixos real e imagin´
ario ´
e chamado
plano complexo ou plano Gaussiano ou, ainda, plano de Argand-Gauss. Vide figura abaixo.
... . . . . . . . . ... . ... ... •
z=a+bi
a
b
R
I
Consideremos, agora, a soma de dois n´
umeros complexos no plano Gaussiano. ´
E claro que,
tal como no caso de vetores, a soma de dois complexos ´
e obtida via a regra do paralelogramo,
isto ´
e, a soma dos n´
umeros complexos ´
e dada pelo vetor diagonal do paralelogramo cujos lados
s˜
ao os vetores definidos pelos complexos z e w.
... . . . . . . . . ... . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . . . . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...... .. . . . ... . . . . . . . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
z
w
z+w
R
I
Vale ressaltar as interpreta¸c˜
oes geom´
etricas para −z, z e |z|. Temos que o complexo −z ´
e
o sim´
etrico de z em rela¸c˜
ao `
a origem. J´
a z ´
e o sim´
etrico de z em rela¸co ao eixo real e |z| ´
e o
comprimento do segmento de reta determinado por z e 0. (m´
odulo do vetor determinado por
z). Estas interpreta¸c˜
oes est˜
ao representadas abaixo.
... . . . . . . . . ... . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .... .. .. . . . . . . ... . . . . . . . . ...... ...... ...... ...... ...... ... ...... ...... ...... ...... ...... ... . ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. ... ... • • •
z=a+bi
|z|
z = a − bi
R
I
-z=-a-bi
|z| = |−z| = |z|
a
-a
b
-b
Figura 3
2
Representa¸
c˜
ao Polar de um N´
umero Complexo
A interpreta¸c˜
ao geom´
etrica para o produto e divis˜
ao de n´
umeros complexos se tornar´
a clara
ap´
os introduzirmos uma nova representa¸c˜
ao para um n´
umero complexo z = a + bi, qual seja
a chamada representa¸c˜
ao trigonom´
etrica ou polar. Sabemos que a representa¸c˜
ao de um ponto
no plano, al´
em de ser dada por suas coordenadas cartesianas(abscissa e ordenada) tamb´
em
pode ser dada em coordenadas polares. No caso do plano Gaussiano, a nova representa¸c˜
ao de
um n´
umero complexo z ser´
a caracterizada pela distˆ
ancia ponto `
a origem e um ˆ
angulo, dito
argumento de z(arg(z)) medido a partir do semi-eixo positido real at´
e o segmento de reta
determinado pelo n´
umero z e 0. Tal como em trigonometria, estes ˆ
angulos ser˜
ao considerados
positivos quando tomados no sentido anti-hor´
ario e negativo caso contr´
ario. Vide figura a
seguir.
... . . . . . . . . ... . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... • • •
z=a+bi
ϕ
r
R
I
a
b
Figura 4
´
E importante dizer que o argumento de um n´
umero complexo z = a + bi n˜
ao ´
e ´
unico, mas
diferem entre si por m´
ultiplos inteiros de 2π e, portanto, o argumento de um n´
umero complexo
z assume infinitos valores!
1
Para o n´
umero 0(zero) n˜
ao definimos o argumento, j´
a que neste
caso, o n´
umero fica definido somente pelo m´
odulo, 0 = |0|.
´
E claro que, pela representa¸c˜
ao polar de um ponto, ou mesmo, usando a figura anterior,
sendo z = a + bi 6= 0, teremos:
a = rcos ϕ e b = rsen ϕ
onde r =
√
a
2
+ b
2
. Logo, teremos
z = a + bi = r(cos ϕ + i sin ϕ)
e cada n´
umero complexo estar´
a representado de maneira ´
unica na forma acima. Esta
repre-senta¸c˜
ao ´
e denominada representa¸c˜
ao trigonom´
etrica ou representa¸c˜
ao polar de z = a + bi.
Exemplo 1 Determine a forma polar do n´
umero z =
−1+i
√
3
2
.
Solu¸
c˜
ao 2 Em sala!
O teorema abaixo enfatiza a importˆ
ancia da representa¸c˜
ao trigonom´
etrica de um n´
umero
complexo.
Teorema 3 Sejam z
1
, z
2
dois n´
umeros complexos n˜
ao-nulos cujas representa¸
c˜
oes trigonom´
etricas
s˜
ao dadas por
z
1
= r
1
(cos ϕ
1
+ i sin ϕ
1
) e z
2
= r
2
(cos ϕ
2
+ i sin ϕ
2
).
Ent˜
ao
z
1
z
2
= r
1
r
2
[cos(ϕ
1
+ ϕ
2
) + i sin(ϕ
1
+ ϕ
2
)],
ou ainda,
|z
1
z
2
| = |z
1
| |z
2
| e arg(z
1
z
2
) = arg(z
1
) + arg(z
2
).
Prova. Em sala!
Corol´
ario 4 Sendo z
1
, z
2
, . . . , z
n
n´
umeros complexos n˜
ao nulos, teremos
|z
1
z
2
. . . z
n
| = |z
1
| |z
2
| . . . |z
n
| e arg(z
1
z
2
. . . z
n
) = arg(z
1
) + arg(z
2
) + . . . + arg(z
n
).
Prova. Indu¸c˜
ao sobre n.
Corol´
ario 5 (DeMoivre - Primeira F´
ormula) Sendo z 6= 0 um n´
umero complexo tal que
z = r(cos ϕ + i sin ϕ) e n ∈ Z temos
z
n
= r
n
(cos nϕ + i sin nϕ),
isto ´
e,
|z
n
| = |z|
n
e arg(z
n
) = n arg(z).
Prova. Em sala!
Corol´
ario 6 Sendo z
1
, z
2
n´
umeros complexos n˜
ao nulos temos
|
z
1
z
2
| =
|z
1
|
|z
2
|
e arg
z
1
z
2
= arg(z
1
) − arg(z
2
).
Prova. Exerc´ıcio!
3
Radicia¸
c˜
ao
Defini¸
c˜
ao 7 Sejam z um n´
umero complexo e n ≥ 2 um n´
umero natural. Um n´
umero complexo
w ´
e dito uma ra´ız en´
esima de z, indicado por
√
nz, se w
n
= z, isto ´
e,
n
√
=w ⇔ w
n
= z.
2
Inicialmente, trataremos o caso z = 1,isto ´
e, fixado n ≥ 2 um n´
umero natural determinemos
os n´
umeros complexos w tais que w
n
= 1. Como w ´
e um n´
umero n˜
ao nulo, podemos supor
w = r(cos ϕ + i sin ϕ) e, da´ı, teremos w
n
= r
n
(cos nϕ + i sin nϕ). Para que tenhamos w
n
= 1
devemos ter r
n
= 1 e nϕ = 2kπ para algum k inteiro, isto ´
e, r = 1 e ϕ =
2kπ
n
. Mostremos que
existem exatamente n valores para k que nos levam a n ra´ızes en´
esimas distintas da unidade,
ou seja, temos o teorema abaixo.
Teorema 8 Existem exatamente n n´
umeros complexos distintos w
1
, w
2
, . . . , w
n
tais que
w
n
k
= z para k = 1, 2, . . . , 1,
ou seja, 1 possui exatamente n ra´ızes en´
esimas as quais s˜
ao dadas por
w
k
= cos k
2π
n
+ i sin k
2π
n
, k = 0, 1, 2, . . . , n − 1.
2
Note a diferen¸
ca entre a defini¸
c˜
ao de radicia¸
c˜
ao neste caso e no caso real, por exemplo, em R, temos
√
Prova. ´
E simples verificar que cada w
k
dado pela f´
ormula acima ´
e tal que w
n
k
= 1. Note
que, sendo 0 ≤ k < n, teremos 0 ≤ k
2π
n
< 2π e, portanto, os n´
umeros w
k
s˜
ao distintos para
valores de k distintos no intervalo considerado. Suponhamos k um n´
umero inteiro maior que
n − 1, isto ´
e, k = qn + j com 0 ≤ j < n e q ∈ N. Da´ı, teremos,
k
2π
n
= (qn + j)
2π
n
= 2qπ + j
2π
n
o que nos leva ao mesmo n´
umero complexo de argumento j
2π
n
com 0 ≤ j < n e, da´ı, o resultado
segue.
Antes de considerarmos o caso geral, vejamos a interpreta¸c˜
ao geom´
etrica das ra´ızes en´
esimas
da unidade. Comecemos observando que, independente de n, todas as ra´ızes estar˜
ao sobre um
c´ırculo de raio 1 e centro na origem. Al´
em disso, w = 1 sempre ser´
a uma ra´ız en´
esima.(k = 0 na
f´
ormula acima.) Como obtemos as demais ra´ızes? Simplesmente, a partir da ra´ız 1 e estando
sobre o c´ırculo unit´
ario, somamos o ˆ
angulo
2π
n
sucessivas vezes at´
e retornarmos ao ponto inicial
(1, 0) obtendo assim um pol´ıgono regular de n lados inscrito no c´ırculo de raio 1. As figuras
abaixo ilustram os casos n = 3, n = 4, n = 5 e n = 6.
... . . . . . ... . . ... ... ...... ...... ...... ...... ...... ... ... ... ... ... ... ... .... .... .... .... .... .... .... .... .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. ... ... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • • •
R
I
2π/3
4π/3
Figura 5
... . . . . . ... . ... ... . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...... ...... ...... ...... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .... .... .... .... .... .... .... .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ...... ... ...... ... ...... ... ...... .......... .... .... .... .... .... .... .... ...Figura 6
R
I
1
1
-1
-1
... . . . . . ... . . ... ... . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...... ...... ...... ...... ...... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .... .... .... .... .... .... .... .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. ...... ... .......... .... .... .... .... .... .... .Figura 7
R
I
1
1
-1
-1
2π/5
... . . . . . ... . ... ... . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. ... ... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...... ...... ...... ...... ...... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .... .... .... .... .... .... .... .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. .... .... .. .... .... .... ... .... .... .... .... .... .... . . . . . . . . . ... . . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...•...Figura 7
R
I
1
1
-1
-1
2π/6
Feito o caso das ra´ızes da unidade, o caso geral se torna simples.
Teorema 9 (DeMoivre - Segunda F´
ormula) Sejam z um n´
umero complexo n˜
ao nulo e n
um n´
umero inteiro positivo. Existem exatamente n n´
umeros complexos distintos w
1
, w
2
, . . . , w
n
tais que
ou seja, z possui exatamente n ra´ızes en´
esimas distintas. Al´
em disso, se z = r(cos ϕ + i sin ϕ)
as ra´ızes en´
esimas de z s˜
ao dadas por
w
k
=
n√
r[cos(
ϕ
n
+ k
2π
n
) + i sin(
ϕ
n
+ k
2π
n
)], k = 0, 1, 2, . . . , n − 1.
3
Prova. Tal como o anterior!
Observa¸
c˜
ao 10 ´
E simples ver que se desejamos encontrar as ra´ızes en´
esimas de um n´
umero
complexo z, e conhecemos as ra´ızes en´
esimas da unidade, basta determinarmos uma ra´ız
en´
esima de z e obtemos as demais multiplicando esta ra´ız conhecida por cada ra´ız en´
esima
da unidade. Tal como no caso das ra´ızes da unidade, temos que as ra´ızes en´
esimas de um
n´
umero complexo z est˜
ao localizadas sobre um c´ırculo de raio r =
p|z| e os argumentos
npodem ser obtidos partindo de uma dada ra´ız e somando sempre 2π/n.
Abaixo temos representadas as ra´ızes de ordem 4 de z = −8 + i8
√
3.
... . . . . . . . . . . . ... . ... ... ... ... ... ... ... ... ...... ...... ... ...... ...... ...... ... ... ... ... ... ... ... .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .... .... .... .... .... .... .... .... .... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ...... ...... ........... .... .... .... .... .... .... .... .... ... .... . . . . . . . . . . . . . ... . . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. ... ... ...
Figura 9
R
I
2
2
-2
-2
π/6
π/2
z
1
z
2
z
3
z
4
z
k
4
= −8 + i8
√
3
Defini¸
c˜
ao 11 Sendo θ um n´
umero real, definimos
e
iθ
= cos θ + i sin θ.
.
Exemplo 12
e
i
π4= cos
π
4
+ i sin
π
4
=
√
2
2
+ i sin
√
2
2
.
Observa¸
c˜
ao 13 ´
E simples ver que:
(1) e
iθ
1e
iθ
2= cos(θ
1
+ θ
2
) + i sin(θ
1
+ θ
2
)
(2) |e
iθ
| = 1
(3) Multiplicar um n´
umero complexo z por e
iθ
significa, geometricamente, girar o n´
umero
complexo de um ˆ
angulo θ, sem alterar seu m´
odulo.
... . . . . . . . . ... . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. ... ... ... ... ... .... ... .... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . .. . ... ... ... ... ... ... ... ... ...... ...... ...... ...... ... ...... ...... ...... ...... ......... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .... .... .... .... .... .... .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. ... ... ... ... ...... ...... ...... ... ...... ...... ...... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .... .. ... ... • • • •