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Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – Via-Rápida Publicidade, Ltd (Guarda)

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Academic year: 2021

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Gesp.010.01

Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Instituto Politécnico da Guarda

R E L A T Ó R I O D E E S T Á G I O

C U R R I C U L A R

CELSO PACHECO CORREI A

RELATÓRIO PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE LICENCIADO EM DESIGN DE EQUIPAMENTO

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i

Aluno: Celso Pacheco Correia Número: 1009226

Curso: Design de Equipamento

Morada: Rua da Igreja, nº 03, 6300-225- Trinta, Guarda Telefone: 927083856

Correio eletrónico: [email protected]

Estabelecimento de Ensino: Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda

Entidade acolhedora: Via-Rápida Publicidade Ltd Horário de Trabalho: 09:00 às 13:00 e 14:00 às 18:00

Supervisor na Empresa: Sara Maria dos Santos Pereira Duração de Estágio: 280 horas

Início de Estágio: 09 de junho de 2012

Conclusão de Estágio: 09 de setembro de 2012 Professor Orientador: Prof. Arlindo Ferreira

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ii

AGRADECIMENTOS

A melhor maneira de ultrapassar os obstáculos é enfrentá-los e seguir em frente; para isso, todos desejamos ter alguém por perto que nos dê força e equilíbrio para lutar contra esses obstáculos e ultrapassar os momentos mais difíceis.

Durante este período de aquisição de competências e evolução como ser humano, tive sempre pessoas que me apoiaram e me deram força para seguir em frente, contribuindo decisivamente para a minha evolução em todas as vertentes da envolvência humana.

Gostaria, então, de agradecer à Sr.ª Sara Maria dos Santos Pereira e ao Sr. Paulo Fonseca, pela oportunidade que me proporcionaram de estagiar na empresa, pela forma cordial como me acolheram na empresa e durante o estágio, pelo relacionamento profissional, sempre disponíveis para esclarecer as dúvidas e transmitirem conhecimentos quando as situações o proporcionaram.

Agradeço também ao Prof. Arlindo Ferreira, orientador de estágio, pela disponibilidade, esforço e atenção dedicada durante o período de estágio, bem como, a todos os professores que foram importantes no processo de formação ao longo do curso.

Por fim, agradeço à minha família, ao meu pai e ao meu irmão, pelo apoio, esforço e paciência que demonstraram e que tão importantes foram nesta fase da minha vida. Aos meus amigos, também um obrigado.

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iii

O plano de estágio curricular consiste no mencionar de todos os trabalhos/projetos definidos para o período temporal inerente ao estágio curricular.

Assim, o plano de estágio engloba a realização dos seguintes trabalhos:

Trabalhos Propostos na área de Design de Equipamento:

- Conceção de um Stand, da empresa Olano, destinado à exposição “Conxemar”. - Criação de uma embalagem/expositor para cintos.

Trabalhos Propostos na área de Design Gráfico:

- Elaboração de desenhos/elementos gráficos para impressão em canecas. - Criação de um logotipo para uma pastelaria.

- Elaboração de cartazes para eventos.

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iv

RESUMO DO TRABALHO DESENVOLVIDO

O presente relatório descreve os trabalhos realizados na empresa, Via-Rápida Publicidade Ltd, no âmbito do estágio curricular, assim como, todas as ações desenvolvidas, metodologias e meios utilizados com intuito da conceção dos trabalhos propostos.

Durante este período adquiri e desenvolvi competências e experiências essenciais para a minha evolução, no presente processo de aprendizagem e, no futuro, como profissional. Para o efeito, foi preponderante a utilização dos conhecimentos e experiências adquiridas durante o curso, e a utilização de ferramentas CAD, para modelação das soluções finais propostas para cada projeto/trabalho. Neste último caso, os meios tecnológicos utilizados, na fase de elaboração dos projetos e modelagem foram o AutoCAD 2013, Photoshop CS6, Corel Draw X6 e Corel Painter 12, referentes ao desenho 2d e 3d, modelação virtual, tratamento de imagem, renderização e desenho vetorial.

Em relação ao primeiro projeto, na área de Design de Equipamento, foi desenvolvido um Stand para exposição, destinado a uma empresa cliente. Este projeto passou por diferentes fases, nomeadamente, pelo estudo de mercado e do meio envolvente, assim como, estudos de ergonomia, luz, cor e de equipamentos e materiais adequados ao projeto. O segundo projeto desta área consistiu na conceção de um tipo de embalagem /expositor para se colocarem cintos referentes às Sociedades Desportivas “Benfica SAD”, “Sporting SAD” e “F.C. Porto SAD”. Os principais requisitos estabelecidos para este projeto foram a simplicidade e funcionalidade do produto, para que este chame/desperte a atenção dos públicos-alvo, e facilidade de conceção e montagem, na fase produção em serie.

Nos projetos referentes à área de Design Gráfico foram elaborados vários trabalhos, em particular, elementos gráficos para impressão em canecas, cartazes, “Mousepad”, “T-shirts”, assim como a criação de um logótipo. Nestes trabalhos, o desenho vetorial o tratamento de imagem e o estudo de fontes e símbolos foram ferramentas de Design Gráfico importantes para a conceção e obtenção do resultado final esperado.

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v

Ficha de Identificação ... i

Agradecimentos ... ii

Plano de Estágio Curricular ... iii

Resumo do Trabalho Desenvolvido ...iv

Índice Geral ... v

Índice de Figuras...vii

Índice de Tabelas ... viii

Índice de Anexos ... viii

Indice de Ilustrações – Anexos ...ix

Abreviaturas ... x

Introdução... 1

1.Apresentação da Empresa... 2

1.1 História da Empresa ... 2

2.Geografia e História Envolvente ... 4

2.1 Geografia do Município da Guarda ... 4

2.2 História do Município da Guarda ... 4

3. Metodologia Adotada ... 6 Trabalho Desenvolvido ... 11 4.Design de Equipamento ... 12 4.1 Introdução ... 13 4.2 Projeto 1 – Stand ... 14 4.2.1 Definição de Problema... 14

4.2.2 Análise Sincrónica e Diacrónica ... 14

4.2.3 Análise de Condicionantes ... 16

4.2.4 Análise Ergonómica ... 18

4.2.5 Análise de Espaços ... 19

4.2.6 Análise de pontos forte e pontos fracos ... 20

4.2.8 Esboço da solução proposta ... 21

4.2.9 Desenho Técnico ... 23

4.2.10 Proposta de solução final ... 25

4.3 Projeto 2 - Embalagem ... 28

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vi

4.3.2 Análise Sincrónica e Diacrónica ... 29

4.3.3 Análise de Condicionantes ... 30

4.3.4 Estudo de Elementos Gráficos ... 32

4.3.5 Análise de Pontos fortes e fracos ... 32

4.3.7 Esboço e Ideia ... 33

4.3.8 Desenho Técnico, embalagem ... 35

4.3.9 Proposta de Solução Final ... 35

5.Design Gráfico ... 38

5.1 Introdução ... 39

5.2 Logótipo ... 40

5.3 Mousepad... 42

5.2 Elementos gráficos para aplicar em Canecas ... 43

5.3 Cartaz e Desenho Raia ... 45

5.3.1 História da Região Raiana/ Capeia Arraiana ... 45

5.3.2 Desenho Raia ... 45 5.3.3 Cartaz ... 46 Conclusão ... 49 Bibliografia ... 50 Webgrafia ... 50 Anexos ... 51

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vii

Figura 1 - Logotipo da empresa Via Rápida ... 2

Figura 2 - Instalações da empresa Via Rápida ... 2

Figura 3 - Bandeira do município e mapa distrito da Guarda; ... 5

Figura 4 - Catedral da Guarda Século X ... 6

Figura 5 - Fases da Metodologia adotada... 7

Figura 6 - Temáticas multidisciplinares para Design de Equipamento. ... 8

Figura 7 - Temáticas multidisciplinares para Design Gráfico. ... 9

Figura 8 – Etapas da Metodologia adotada. ... 13

Figura 9 - Relação Espaço/Público-alvo. ... 15

Figura 10 - Condicionalismos associados ao projeto do Stand. ... 18

Figura 11 - Modelo de análise Ergonómica. ... 18

Figura 12 - Esboço de solução proposta. ... 21

Figura 13 - Esboço de solução final. ... 22

Figura 14 - Vista lateral direita do stand. ... 23

Figura 15 - Vista superior com implementação do mobiliário. ... 24

Figura 16 - Proposta de solução final - vista 1. ... 25

Figura 17 - Proposta de solução final - vista 2. ... 25

Figura 18 - Proposta de solução final - vista 3. ... 26

Figura 19 - Proposta de solução final - vista 4. ... 26

Figura 20 – Proposta de solução final – vista 5. ... 27

Figura 21 - Proposta de solução final – vista 6... 27

Figura 22 - Embalagem Atual, cinto Look. ... 28

Figura 23 - Objetivos e funções atribuídas ao produto. ... 29

Figura 24 – Relação de Condicionalismos humanos. ... 31

Figura 25 - Análise de condicionalismos. ... 32

Figura 26 - Esboço final para Embalagem. ... 34

Figura 27 - Desenho Técnico: embalagem. ... 35

Figura 28 – Renderização para Embalagem 1. ... 36

Figura 29 – Renderização para embalagem 2. ... 36

Figura 30 – Renderização para embalagem 3. ... 37

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viii

Figura 32 - Solução proposta para logótipo. ... 40

Figura 33 - Análise de composição da solução proposta. ... 41

Figura 34 Solução para Mousepad. ... 42

Figura 35 - Desenho proposto para Caneca Marmeleiro. ... 43

Figura 36 - Desenho proposto para Caneca Fernão Joanes. ... 44

Figura 37 – Desenho proposto, Raia. ... 46

Figura 38 – Cartaz Forcalhos. ... 46

Figura 39 - Análise de Composição. ... 47

ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 1 – Dados Ergonómicos da figura 11. ... 19

Tabela 2 – Dados Antropométricos segundo Dreyfuss. ... 19

ÍNDICE DE ANEXOS

Anexos 1 - Esboços para Stand ... 52

Anexos 2 - Desenho Técnico Stand ... 55

Anexos 3 - Renderização Stand. ... 56

Anexos 4 – Equipamentos. ... 57

Anexos 5 - Planta e Contrato ... 58

Anexos 6 - Esboços Embalagem. ... 61

Anexos 7 - Modelos Gráficos para Embalagem. ... 63

Anexos 8 - Design Gráfico ... 64

Anexos 9 - Norma DIN 33402. ... 67

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ix

Ilustração 1 – “Célula” exemplo 1 de esboço para Stand ... 52

Ilustração 2 – Exemplo 2 de esboço para Stand. ... 52

Ilustração 3 – Exemplo 3 de esboço para Stand. ... 53

Ilustração 4 – Perspectiva cónica para esboço proposto. ... 53

Ilustração 5 – Vista superior para esboço proposto. ... 54

Ilustração 6 – Vista de superior com mobiliário. ... 54

Ilustração 7 – Renderização 1 ... 56

Ilustração 8 – Renderização 2 ... 56

Ilustração 9 – Planta Conxemar ... 58

Ilustração 10 – Esboços para embalagem 1... 61

Ilustração 11 – Esboços para embalagem 2... 61

Ilustração 12 – Esboços para embalagem 3... 62

Ilustração 13 – Esboços para embalagem 4... 62

Ilustração 14 – Modelo para Mousepad. ... 64

Ilustração 15 – Modelo gráfico para caneca, Almeida... 64

Ilustração 16 – Modelo gráfico para caneca, Rebolosa. ... 65

Ilustração 17 – Modelo gráfico para caneca 1, Fernão Joanes ... 65

Ilustração 18 – Modelo gráfico para caneca 2, Fernão Joanes ... 65

Ilustração 19 – Modelo de cartaz 1. ... 66

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x

ABREVIATURAS

CAD - Computer Aided Design

CYMK – Cyan, Yellow, Magenta and Key RGB – Red, Green and Blue

m -metro mm - milímetro cm- centímetro

MDF – Medium Density Fiberboard UC – Unidade Curricular

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1

O presente relatório enquadra-se no âmbito da Unidade Curricular “Estágio” tendente à obtenção do grau de “Licenciatura em Design de Equipamento” da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda.

O estágio, com dois meses de duração, foi realizado entre julho e setembro de 2012. A instituição acolhedora foi a empresa Via-Rápida Publicidade Ltd, situada no Parque Industrial da cidade da Guarda.

No âmbito do estágio curricular, o relatório de estágio é um documento essencial, pois permite a descrição dos trabalhos desenvolvidos, metodologias adotadas, aprendizagem/experiências adquiridas e ferramentas utilizadas.

A estrutura do relatório consta de três fases; na primeira é feita a apresentação da instituição e do meio envolvente; na segunda é descrita a metodologia adotada bem como as suas ferramentas; por último apresenta-se o trabalho desenvolvido durante o período de estágio com descrição de todas as fases da sua execução.

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1.APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

1.1 História da Empresa

1

Figura 1 - Logotipo da empresa Via Rápida

Fonte: http://www.via-rapida.pt/

Figura 2 - Instalações da empresa Via Rápida

Fonte: http://www.via-rapida.pt/

Empresa: Via Rápida Publicidade, Lda. Morada: Parque Industrial, Lote 12 6300-625 Guarda

A empresa Via Rápida - Publicidade, LDA foi fundada em 1992, na Guarda. O seu principal objetivo e missão passa por encontrar novas soluções na área do Design Gráfico, Comunicação Visual e Merchandising, na sua génese a empresa teve três sócios fundadores.

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Fonseca, ambos com 50% do capital social.

As primeiras instalações da empresa situavam-se na freguesia de São Miguel, contendo uma área de 45 m²; no ano de 1998, devido a necessidades associadas ao desenvolvimento do negócio, a empresa foi transferida para um espaço com 180 m². Em 2010, já como líder do mercado regional, a empresa, aspirando desenvolver os seus serviços no mercado internacional, alugou um Pavilhão situado no Parque Industrial, usufruindo, no presente, de equipamentos e tecnologias adequadas aos seus objetivos e ambições.

As exigências do mercado forçaram uma implementação estratégia de negócio por parte da empresa. A gerência, como visão estratégica, apresenta uma postura proactiva, tem consciência das suas principais competências, estando atenta às tendências do sector e às oportunidades de negócio. Assim, apesar de ser uma microempresa, a Via Rápida - Publicidade é uma empresa competitiva e líder regional na área da impressão gráfica.

Está a desenvolver neste momento uma estratégia de incremento na prestação de serviços, através do desenvolvimento de novos trabalhos, ao nível da impressão em grandes superfícies (cortinados, papel de parede, telas, etc…).

Pretende também, aumentar a visibilidade e expandir a sua área de influência, através da presença assídua em feiras do sector a realizar na Península Ibérica e também com a criação de uma Loja Online, em duas línguas (Português e Espanhol), muito apelativa e intuitiva, estando também a licenciar marcas para produção e distribuição exclusiva através do seu site – “www.via-rapida.pt”.

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2.GEOGRAFIA E HISTÓRIA ENVOLVENTE

2.1 Geografia do Município da Guarda

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A Guarda é uma cidade portuguesa com 31224 habitantes; este concelho (Guarda), com 712,11 km² de área e 42541 habitantes, (2011) compreende 55 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Pinhel, a leste por Almeida, a sudeste pelo Sabugal, a sul por Belmonte e pela Covilhã, a oeste por Manteigas e por Gouveia e a noroeste por Celorico da Beira. É ainda a capital do Distrito que tem uma população residente de 173 831 habitantes. Situada no último contraforte Nordeste da Serra da Estrela, a 1056 metros (cidade mais alta de Portugal) insere-se na região centro de Portugal e pertence à sub-região estatística da Beira Interior Norte.

Toda a região é marcada pelo granito, pelo clima contrastante de montanha e pelo seu ar puro e frio que contribui para a cura e manufatura de fumeiro e queijaria de altíssima qualidade. É também a partir desta região que vertem as linhas de água subsidiárias das maiores bacias hidrográficas que abastecem as três maiores cidades de Portugal: para a bacia do Tejo que abastece Lisboa, para a Bacia do Mondego que abastece Coimbra e para a bacia do Douro que abastece o Porto. Existe mesmo na localidade de Vale de Estrela (a 6 km da cidade da Guarda) um padrão que marca o ponto triplo onde as três bacias hidrográficas se encontram.

2.2 História do Município da Guarda

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A Guarda foi fundada em 1199, por foral concedido pelo segundo Rei de Portugal, D. Sancho I. Trata-se, pois, de uma cidade coeva da nacionalidade, onde existia ocupação anterior, e que completou oito séculos de existência em 1999. A Guarda foi palco de importantes acontecimentos militares da História de Portugal, designadamente nos momentos mais conturbados da luta pela independência.

Foi, por outro lado, local escolhido por diversos reis da I e II dinastias para sancionarem tratados, estabelecerem acordos diplomáticos e convocarem as Cortes. É durante o domínio filipino (Filipe II de Espanha) que é decretada a livre entrada de cereais e gado pela fronteira. de "porta guardada" do território nacional, a Guarda passa a assumir funções de porta económica, que a inauguração do caminho de ferro (linhas

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5

pode ainda hoje ser visitada no Centro Histórico. Aos judeus se deve a introdução da indústria de peles.

Na Guarda juntam-se as tradições militares (defesa da fronteira) e religiosa. Ambas deixaram abundantes marcas no património edificado: a Torre de Menagem, do século XII, vestígios das antigas muralhas, a Sé Catedral, construída entre os séculos XIV e XVI em substituição da anterior, o Convento de S. Francisco, do século XIII; as Igrejas barrocas da Misericórdia e de S. Vicente; e o antigo Paço Episcopal. Do período românico ergue-se, fora do centro urbano, a Igreja do Mileu, local de antigo culto da Nossa Senhora.

Deve ainda recordar-se a tradição hospitalar, consubstanciada nos afamados sanatórios de finais de oitocentos.

Figura 3 - Bandeira do município e mapa distrito da Guarda;

Fonte: http://regioes.blogspot.pt

2

Fonte transcrita:http://pt.wikipedia.org/wiki/Guarda

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6

Figura 4 - Catedral da Guarda Século X

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Guarda

3. METODOLOGIA ADOTADA

O trabalho realizado na empresa, durante o estágio, não só teve por objetivo complementar o processo académico de aprendizagem, mas, também foi um exercício prático, inserido no mundo do trabalho, visando confrontar e familiarizar o estagiário com as dinâmicas e práticas específicas da atividade profissional.

Neste âmbito, o estagiário deve adotar determinados métodos/práticas de modo a pôr em prática os seus conhecimentos e experiências, em prol das necessidades da empresa e dos clientes, de modo a alcançar-se os objetivos propostos. Assim, mediante os problemas propostos pelos clientes foram adotadas metodologias de trabalho em função das necessidades associadas a cada um dos problemas.

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Problema Estudo e Pesquisa Ideia Conceito e Esboços Projecto Maquete Proposta de Solução Solução Final

metodológica o estudo por várias fases, desde a análise do problema proposto, resultante da necessidade do cliente, até á solução final referidos na figura 5, passando por estudos multidisciplinares associadas a áreas como a Ergonomia, Ambiente e Estudo de materiais, presentes na figura 6.

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Design de Equipamento Ergonomia Metodologia Projectual Desenho CAD Materiais Ambiente Antropometria

As figuras 5 e 6 esquematizam as fases, por ordem cronológica, utilizadas na metodologia desenvolvida para a elaboração dos projetos de Design de Equipamento, segue –se a descrição de algumas das principais áreas multidisciplinares utilizadas:

Ergonomia e Antropometria – A ergonomia estuda a relação entre o homem e o seu trabalho, equipamento e ambiente e aplicação de conhecimentos anatómicos e psicológicos na solução de problemas surgidos dessa relação, quanto a Antropometria esta é a ciência que estuda os valores métricos globais e parcelares do corpo humano tendo em conta a sua amplitude e movimentos.

Metodologia Projetual – É a organização de um conjunto de ações, por ordem cronológica, que orientam o processo projetual na busca de uma solução para um determinado problema/necessidade, apoiando-se na atitude criativa, emotiva, lógica e racional.

CAD – Ferramentas ligadas ao desenho assistido por computador, permitem o desenho de elementos 2d e 3d, assim como a sua modelação e renderização.

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Design Gráfico Desenho Vetorial Texto e Gramática Impressão Psicologia da Cor e da Forma Comunicação Visual Tratamento de Imagem

No que diz respeito aos trabalhos da área de Design Gráfico, utilizaram-se metodologias semelhantes às dos projetos anteriores, com aprofundamento nos estudos da cor de elementos e de texto, temáticas típicas do Design Gráfico, como mostra a figura 7. Esta, mostra-nos a metodologia adotada para a elaboração dos projetos de Design Gráfico, esta rege-se pelos princípios, da cor da forma, assim como pelas normas de comunicação visual, abordados em baixo.

Comunicação Visual – Linguagem resultante de mensagens visuais, imagens e texto e que e percetível à nossa visão, porem de uma forma direta.

Psicologia da Cor – Ciência que estuda os princípios da cor, bem como a sua interação com o ser humano.

Psicologia da Forma – No que se refere à forma, esta está ligada aos fundamentos da Teoria de Gestalt, no qual todo e qualquer espaço serve de suporte aos diversos fenómenos visuais.

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Tratamento de Imagem e Desenho Vetorial – Estas são ferramentas de Design Gráfico utilizadas através de softwares de computação gráfica, que permitem modificar e aperfeiçoar imagens. O desenho vetorial permite, adicionalmente, gerar uma imagem a partir de descrições geométricas de formas.

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“Hoje em dia, porém, tudo no mundo material está a cair sob a alçada do nosso desígnio”

Peter Dormer

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6.Resultado Final

Proposta de Solução Final Discussão Final Análise Apreciação do Cliente 5.Projecto e Maquete

Modelação 3D Desenho Técnico Renderização Maquete Aplicação de Materiais 4.Conceito e Esboços

Esboço da Ideia Proposta de solução 3.Brainstorming

Discussão da Ideia Pontos fortes e Pontos fracos 2.Estudo e Pesquisa

Estudo de Mercado Requisitos do Cliente Meio Envolvente Estudo de Materiais Analise Sincronica e Diacronica 1.Problema

Stand Olano Embalagem para Cintos

Antecedendo a descrição dos trabalhos realizados na área do Design de Equipamento, será feita uma breve análise introdutória.

Esta fase teve como ferramenta de projeto a Metodologia Projetual; esta está associada às várias fases do projeto, como demonstrado na figura 5 e 6 do capítulo anterior, e que são enquadradas, no âmbito dos projetos de Design de Equipamento/Produto, conforme representado na figura 8.

O primeiro trabalho a ser apresentado será o Stand; um espaço projetado com vista a promover as atividades da empresa Olano.

O segundo trabalho refere – se ao projeto de uma embalagem para exposição de cintos para vestuário; este projeto destina-se às Sociedades Desportivas Benfica SAD, Porto SAD e Sporting SAD.

Nesta fase, será explicada a evolução de ambos os trabalhos, não esquecendo os condicionalismos/condicionantes que surgiram.

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4.2 Projeto 1 – Stand

4.2.1 Definição de Problema

O Primeiro problema/necessidade (projeto) que surgiu neste estágio foi a conceção de um Stand para o Grupo OLANO, uma empresa multinacional ligada ao ramo do transporte de frios, com atividade comercial espalhada pelos países, Portugal, Espanha, França, Bélgica, Itália e Marrocos.

O cliente formalizou o pedido para o projeto de um Stand, destinado a uma exposição envolvendo empresas associadas a exportação de frios, designada por Conxemar, a realizar em Vigo, Espanha.

Na formalização do pedido, o cliente apresentou uma série de requisitos a observar, os quais são descritos em baixo.

Requisitos apresentados pelo cliente:

1. Superfície: 32m² (8x4) com canto externo e interno.

2. Paredes: Cor Verde CMYK 100% 0% 90% 50% (Pantone 349 CV) e Branco. 3. 3 logotipos, 2 exteriores e 1 interior.

4. Equipamentos: 1 espaço para vídeo televisor, escolher mobiliário existente no mercado.

5. 2 mesas e cadeiras brancas ou transparentes, um expositor para publicidade. 6. Material: Parquet para o solo, placas MDF pintadas para paredes.

7. Um bar.

Saliente-se que o público-alvo e meio envolvente do Stand são, neste caso, os visitantes e profissionais ligados ao ramo de atividade da empresa cliente e a população de Vigo e arredores em geral.

4.2.2 Análise Sincrónica e Diacrónica

A análise sincrónica assenta na comparação do equipamento a projetar com outros similares já existentes no mercado. Efetuados vários tipos de pesquisa, encontraram-se vários géneros e tipos de Stands para feiras e exposições; salienta-se, nesta análise, a importância de elementos de comunicação e publicidade no espaço, para além da

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15

visitante/utilizador “sinta” o espaço e o “interprete” facilmente, segundo os elementos de interação apresentados na figura 9.

Os Stands atuais baseiam-se, sobretudo, num Design inovador, ergonómico, orgânico e funcional.

Figura 9 - Relação Espaço/Público-alvo.

A análise diacrónica refere-se à análise da evolução do equipamento ao longo do tempo, ou seja a história do mesmo.

A relação deste tipo de espaços com a história do homem ou do design, remonta já ao início da civilização Egípcia ou Mesopotâmica, quando nestas o comércio local, as chamadas feiras, eram realizadas através de espaços destinados à venda de produtos e objetos. Esses espaços eram concebidos em madeira ou somente com um teto feito em tecido; mais tarde, na Idade Média, esses espaços tiveram uma grande importância no comércio de sustentabilidade das pessoas, as chamadas Feiras Medievais, durante o Renascimento e com o contacto da sociedade Europeia da época com o resto do mundo esses espaços e Feiras passaram a ser ponto de atração para a burguesia, daí a comercialização de produtos orientais e especiarias. Mas só no Século XIX e com a Revolução Industrial, se notou uma grande evolução destes espaços com a criação de sociedades e empresas de fabrico industrial levou a conceção de espaços amplos e de

Público - alvo

( Visitante)

Comunicação

(Publicidade, Elementos Gráficos, Cor)

Espaço

(Design, Elementos Fisicos, Iluminação.)

Empresa

(Emissor, Trabalhadores da Empresa)

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maior dimensão, de modo a mostrar aquilo que de melhor se fazia na época, as chamadas Exposições Mundiais.

No Século XX nasceram muitas empresas, o Design passou a ser disciplina na conceção de espaços, assistimos, então, a um grande avanço tecnológico que, nos dias de hoje, são muito importantes na criação de Stands para que as empresas possam promover e comercializar os seus produtos e serviços.

Quanto visualizamos o Stand no seu todo, vê-mos um espaço destinado a promover e/ou comercializar algo de uma empresa/entidade dirigido a um público-alvo.

4.2.3 Análise de Condicionantes

Os condicionalismos considerados neste projeto são apresentados na figura 10 e analisados no texto seguinte.

Condicionalismos Técnicos

Nesta fase procura-se adequar o projeto às tecnologias de fabrico existentes, aos materiais adequados, à geometria e dimensões do espaço, etc. De acordo com a elaboração e proposta do cliente, este Stand deverá ser concebido com painéis de MDF, através de processos de carpintaria. As propriedades físicas e mecânicas do MDF permitem a sua aplicação em várias áreas, desde a construção civil ao mobiliário. As placas MDF têm uma boa resistência e durabilidade, para além de serem económicas e fáceis de transportar, montar e desmontar.

Nos Stands atuais, e com o avanço tecnológico, temos cada vez mais equipamentos como elementos de comunicação da empresa com o cliente.

Condicionalismos Humanos

Este ponto refere-se aos elementos ergonómicos de interação com o público-alvo. Considera-se, também, os dados antropométricos da população de Vigo, e Região da Galiza em primeiro lugar, complementando-os, com os dados da norma alemã DIN 33402 de junho de 1981, como explícito no anexo 9, e analisados na figura 11, tabela 1 e 2 do ponto 4.2.4. Em relação à ergonomia do espaço a projetar, leva-se em conta a

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para reunião, assim como a escolha de equipamentos adequados aos valores antropométricos indicados.

Na questão de hábitos culturais, estes estão relacionados com a envolvente do espaço, o ambiente a sociedade acolhedora, a cultura Espanhola, assim como os valores e necessidades da empresa detentora do Stand.

Condicionalismos Comerciais

Este tópico enquadra-se desde o início da elaboração do projeto até a sua apresentação perante o cliente, ou seja, os processos de projeto e conceção do Stand até a identificação da marca da empresa com o mesmo e a sua comunicação com o cliente, referindo também os obstáculos comerciais associados. Por exemplo, não se pode conceber um Stand que não cumpra os requisitos impostos pelo cliente, como o caso do orçamento previsto.

Condicionalismos Socio Ecológicos

Este é um condicionalismo essencial às preocupações com as questões ambientais, relacionadas com gastos/economia da energia, uso de materiais e equipamentos e sua valorização após o fim de vida útil; reciclagem, reutilização, renovação.

A questão da reutilização assenta na possibilidade de futura utilização do Stand para outros projetos, daí a conceção de um espaço móvel. A iluminação do espaço, fator importante na economia de energia, deve ser adequada às necessidades e observar requisitos relacionados com a eficiência energética.

Outro fator a ter em conta, incide sobre tempo de duração e utilização do espaço. Pois assim saberemos á partida quais os métodos de ecologia, normas e questões funcionais a adotar ao espaço.

O espaço a projetar deve estar perfeitamente integrado no universo em questão, isto é, perfeitamente identificado com a imagem da empresa Olano, identificar-se como um Stand com funcionalidades adequadas a satisfazer as necessidades identificadas.

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Figura 10 - Condicionalismos associados ao projeto do Stand. 4.2.4 Análise Ergonómica

Figura 11 - Modelo de análise Ergonómica.

Fonte: Elaboração própria.

Stand

Projeto de Design de Equipamento

Comerciais

Produção Orçamento Requisitos do Cliente

Humanos

Segurança Dados Ergonómicos e antropométricos da população envolvente

Sócio Ecológicos

Eficiência Energética Reciclagem Durabilidade Requisitos do Cliente

Técnicos

Placas MDF Equipamentos Montagem

(31)

19

Homem/ Mulher A 1800 mm B 600 mm C 105º D 450 mm E 45º

Tabela 1 – Dados Ergonómicos da figura 11.

Fonte: Elaboração Própria.

As questões ergonómicas e antropométricas, foram uma ferramenta importante para o cálculo das dimensões dos equipamentos utilizados no Stand, assim como a sua interação com o ser humano. Os mesmos foram resultado do estudo a partir da norma alemã DIN 33402 de junho de 1981 como referidos no anexo 9, e dos modelos de Deyfruss.

Homem Mulher

Cabeça /Ombros 35 cm 30 cm

Tórax e Zona Abdominal 50 cm 45 cm

Cintura Pélvica/ Rótula 46 cm 41 cm

Rótula /Tendão de Aquiles 43 cm 40 cm

Pés 9 cm 9 cm

Ombros Vertex 55 cm 45 cm

Tabela 2 – Dados Antropométricos segundo Dreyfuss.

Fonte: Lage, Alexandra; Dias, Suzana, “Desígnio- parte 2”, Porto Editora, 2003

4.2.5 Análise de Espaços

A partir da análise de condicionalismos, conseguiremos avaliar a função de espaços do stand, desenvolvidos seguidamente.

Bar – Este espaço tem como função proporcionar bem-estar e um ambiente descontraído aos visitantes, assim como a venda de produtos alimentares e bebidas. No que compreende a análise ergonómica e antropométrica do mesmo, esta passou pelo

(32)

20

estudo do espaço de circulação do funcionário no interior do balcão e da zona de circulação dos visitantes na parte do mesmo, assim como a seleção dos equipamentos.

Zona de Estar - Neste local podemos encontrar equipamentos como duas mesas e oito cadeiras. O obstáculo aqui presente foi a organização do mesmo tendo em conta a pequena dimensão do espaço de circulação.

Espaço para Reunião – Este espaço é uma zona mais reservada; ouve uma preocupação acrescida em relação aos equipamentos, para que os mesmos correspondessem as necessidades do cliente.

4.2.6 Análise de pontos forte e pontos fracos

Esta análise consiste na exploração dos pontos fortes e minimização das consequências inerentes aos pontos fracos durante a preparação, execução e verificação do projeto, tendo sempre em conta os requisitos do cliente.

Neste âmbito foram identificados vários pontos fortes e pontos fracos. Pontos Fortes

1. Comunicação visual apelativa, 2. Importância do elemento Totem, 3. Simplicidade de formas,

4. Cor,

5. Equipamentos funcionais, 6. Material,

7. Orientação visual do stand, 8. Consumo reduzido de energia, 9. Estética do espaço.

Pontos Fracos

1. Requisitos do cliente,

2. Mobilidade dos visitantes reduzida devido aos requisitos dimensionais, 3. Falta de rampa de circulação para pessoas portadoras de deficiência,

(33)

21

5. Projeto de mobiliário não incluído.

4.2.7 Brainstorming

O brainstorming é uma das fases da metodologia de projeto e visa o estímulo da criatividade e ideias através da realização de uma ou mais reuniões onde se procura uma solução para o problema/necessidade apresentada.

Perante a necessidade, apresentada pelo cliente e após análise dos requisitos impostos e condicionalismos existentes, foi realizada uma reunião onde foi proposta e discutida uma solução que posteriormente resultaria no esboço de solução.

4.2.8 Esboço da solução proposta

Na figura seguinte é apresentada a solução proposta, em forma de esboço, resultante da reunião (brainstorming) referida anteriormente.

(34)

22

O esboço de solução, representado na figura 12, serviu de modelo para o esboço da solução final apresentado na figura 13, contudo, houve necessidade de trocar a orientação do espaço devido ao corredor de circulação dos visitantes; outras ideias, conforme anexo 1, foram elaboradas até se chegar à solução final.

Figura 13 - Esboço de solução final.

O espaço conta com todos os elementos propostos pelo cliente. A ideia inicial do esboço foi conceber um espaço que se assemelhasse com uma célula humana, conforme a ilustração 1 do anexo 1, com o bar no centro e restantes espaços a envolvê-lo.

A zona de atividade encontra-se com os fatores humanos estruturados, a iluminação está associada ao bar e aos elementos visuais da empresa; foi também considerado um expositor para panfletos e um televisor, colocado no centro da parede, o que proporciona um ângulo de visão adequado.

Em relação às cores do espaço, o cliente manifestou preferência pelas cores do logotipo da empresa, cor verde (ref.ª CMYK 100% 0% 90% 50% Pantone 349 CV) e à cor

(35)

23

castanho do chão.

4.2.9 Desenho Técnico

Esboçada a solução final, procedeu-se há realização do desenho técnico; explicarei o conteúdo das vistas, esquematizado na figura 14.

Figura 14 - Vista lateral direita do stand. Dados da Vista Lateral

1. Altura da parede 3100 mm, 2. Altura do totem 4000 mm, 3. Altura da estrutura teto 400 mm,

4. Altura da estrutura de teto do bar 400 mm, 5. Paredes, espaço de publicidade,

6. Estruturas de suporte, 7. Totem publicitário.

1

2

3

4

5

6

6

5

7

(36)

24

Na figura 15, representada em baixo, apresenta-se a planta geral, onde é destacado a colocação do mobiliário.

No anexo 2 podemos observar as dimensões gerais da vista superior, com luminárias.

Figura 15 - Vista superior com implementação do mobiliário.

Nesta planta podemos observar a disposição e organização dos equipamentos presentes no Stand, a azul estão representados os móveis, como cadeiras, mesas e sofás.

Representado a preto e verde, estão os equipamentos do bar, a vermelho, a rosa são indicados os equipamentos para exposição de publicidade e comunicação.

Em termos de organização dos espaços, poderemos constatar que o espaço se encontra dividido em duas partes, um espaço de lazer, associado ao bar e sala de estar, e outro de trabalho, associado a uma zona para reuniões e comunicação da empresa.

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25

Figura 16 - Proposta de solução final - vista 1.

(38)

26

Figura 18 - Proposta de solução final - vista 3.

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27

Figura 20 – Proposta de solução final – vista 5.

(40)

28

4.3 Projeto 2 - Embalagem

4.3.1 Definição de Problema

Este projeto foi proposto pela empresa acolhedora Via-Rápida Publicidade Ltd, e teve o desígnio da criação de uma nova embalagem para um produto de vestuário (cintos), relacionado com as Sociedades Desportivas Benfica SAD, F.C. Porto SAD e Sporting SAD.

A principal necessidade para a realização deste produto é avocar a atenção do público-alvo, visto que a embalagem atual é pouco vendida; a mesma está representada na figura 22.

Figura 22 - Embalagem Atual, cinto Look.

Fonte: http://www.via-rapida.pt/

Requisitos do Cliente

1. Criar uma embalagem para cintos, 2. Produção em serie,

3. Montagem simples,

4. Elementos de comunicação,

5. Material-Cartão prensado ou cartolina, 6. Expositor.

Poderemos falar numa renovação do produto existente no mercado, utilizando materiais resistentes, que permitam uma montagem acessível, dando assim uma nova identidade ao produto. Este produto destina se ao comércio em geral, lojas ou superfícies.

(41)

29

4.3.2 Análise Sincrónica e Diacrónica

A análise sincrónica, como referido anteriormente, é um estudo de outros produtos similares existentes no mercado.

Depois de alguma investigação realizada, foram encontradas diferentes soluções para embalagens de cintos. A empresa Nike possui um exemplo de caixa, muito semelhante às caixas de relógios; numa outra solução, a Elliot Rhodes tem uma embalagem para cintos em forma de bolsa e em outros modelos existem embalagens concebidas em madeira.

Em suma, existem embalagens análogas e convencionais, necessitamos de uma embalagem comunicativa e funcional. Na figura 23 apresentam-se os objetivos e atributos pretendidos para a conceção do produto.

Figura 23 - Objetivos e funções atribuídas ao produto.

No que abarca a análise diacrónica do produto, sabemos que esta temática aborda a evolução e história do mesmo ao longo do tempo.

Quando falamos em recipiente, no seu amplo sentido, estamos a abordar um objeto que contém algo no seu interior. Uma embalagem trata-se de um exemplo de recipiente com

Embalagem

(Cintos)

Comunicação

Publicidade Design Gráfico

Forma

Simplicidade Materiais Design de Produto

Funcionalidade

Montagem Objectivo Publico-Alvo

(42)

30

a função de proteger e adornar algo temporariamente. No passado, foram executados diversos projetos para embalagens e recipientes.

O estudo diacrónico sobre o desenvolvimento de embalagens demonstrou diversos exemplos; durante a antiguidade as civilizações começaram a ter necessidade de transportar, acondicionar e armazenar alimentos; no Antigo Egito, os médicos utilizavam tubos de bambu com rótulos para os seus medicamentos; no século XIX e século XX assistimos a um grande aparecimento de embalagens como por exemplo a evolução da garrafa da Coca-Cola.

4.3.3 Análise de Condicionantes

Os condicionalismos identificados neste projeto são apresentados na figura 25 e analisados no texto seguinte.

Condicionalismos Técnicos

Foi realizada uma avaliação sobre os aspetos técnicos e materiais relacionados com a conceção do produto.

No mercado atual, os materiais adequados para o fabrico de uma embalagem para cintos vão desde a celulose ao couro, para embalagens mais específicas, metal para latas, papel para embalagens mais versáteis e económicas, o plástico para embalagens flexíveis e, em alguns casos, o vidro material que pode ser reciclado.

Após uma avaliação dos diversos materiais disponíveis, foi escolhido o cartão prensado como material a utilizar para o projeto, pois é um material económico, versátil, resistente e facilmente trabalhável.

Condicionalismos Humanos

Este ponto tende analisar os aspetos de produção e comunicação do produto; isto é, se o produto tiver uma forma versátil e funcional pode facilitar a sua montagem, facilitando, assim, a produção em série do mesmo. Por outro lado, surge o elemento comunicação, relacionado com o Design Gráfico, que se torna importante, numa perspectiva sensorial, permitindo assim cativar a atenção do cliente.

(43)

31

como esquematizado na figura 24.

Figura 24 – Relação de Condicionalismos humanos.

Condicionalismos Comerciais

No estudo desta condicionante, analisam–se os custos de produção e de rentabilidade do produto. É necessário ter em conta a seleção do material e mecanismos técnicos a adotar na produção do mesmo.

A preferência pelo papel prensado torna-se economicamente mais rentável para a empresa, os maiores encargos incidem sobre os gastos de impressão.

Condicionalismos Socio-Ecológicos

A questão ambiental é crucial, pois esta engloba aspetos de qualidade e ecologia.

A escolha do papel prensado facilita a reciclagem e reutilização, aproveitando, assim, o mesmo para futuros projetos e produtos.

A ecologia é importante para o Design pois contribui para uma qualidade de vida melhor.

Comunicação ( sensorial e visual) Forma ( versátil e simples)

Cliente

Recetor

Embalagem

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32

Figura 25 - Análise de condicionalismos.

4.3.4 Estudo de Elementos Gráficos

O estudo de elementos gráficos incide sobre os métodos, ferramentas de comunicação a aplicar ao produto, elementos estes, relacionados com o Design Gráfico.

Para tal, existe a necessidade de considerar os requisitos do cliente, isto é, estudar elementos de cor, forma e texto, atribuindo aos mesmos uma identidade mais “próxima” do cliente. Foram elaborados dois modelos gráficos para a embalagem, os quais são apresentados no anexo 7.

4.3.5 Análise de Pontos fortes e fracos

Esta análise consiste na recolha de informação, que possa identificar possíveis elementos a explorar (pontos fortes), melhorando o projeto e ainda identificar aspetos negativos a evitar ou minimizar o seu efeito.

Embalagem

Design de Produto/ Design Gráfico

Técnicos

Papel prensado Tecnologias de Impressão

Humanos

Forma Comunicação Estética

Comerciais

Custos de Produção Custos de Venda Produção em Série

Socio-Ecologicos

Reciclagem Pigmentos utilizados na impressão Durabilidade

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33

1. Custos de elaboração, 2. Ecologia, 3. Simplicidade na Forma, 4. Elementos gráficos, 5. Função expositor. Pontos Fracos

1. Certos requisitos de cliente, 2. Resistência contra humidade.

4.3.6 Brainstorming

O brainstorming é uma fase de estímulo de ideias que propendem chegar ao conceito e solução mais adequados ao projeto.

Após uma discussão juntamente com os membros da empresa acolhedora, e analisadas as condicionantes e métodos a utilizar, se pôde dar seguimento à fase de esboços.

4.3.7 Esboço e Ideia

Neste ponto apresentam-se os esboços que resultaram na proposta de solução final.

Foram elaborados diversos esboços, presentes no anexo 6, que contribuíram para a elaboração do esboço de solução final, apresentado na figura 26. Este resultou do estudo da criação de uma embalagem simples, que auxilie a função de expositor e que permita ser produzida em serie.

(46)

34

Figura 26 - Esboço final para Embalagem.

A conceção para o esboço final engloba diversos pontos: 1. Cartão prensado,

2. Suporte para cinto, 3. Ranhuras,

4. Impressão,

5. Forma de expositor, 6. Simplicidade.

(47)

35

O desenho técnico, apresentado na figura 27, é necessário para a produção da embalagem, pois este permite que, no processo de fabrico, a máquina de recorte, a laser, possa identificar os contornos da trajetória de corte.

Esta etapa serviu, também, para a planificação da montagem e colocação do cinto na superfície da embalagem; daí a utilização de ranhuras e cortes diagonais que possam possibilitar tal ação.

4.3.9 Proposta de Solução Final

A proposta de solução final, consequência de toda metodologia descrita, é apresentada a partir de imagens renderizadas, figuras 28 a 30.

As imagens renderizadas permitem elaborar uma análise sobre a comunicação e impacto visual do objeto.

(48)

36

Figura 28 – Renderização para Embalagem 1.

(49)

37

(50)

38

“Design gráfico é a capacidade de criar algo enxuto a partir de várias considerações e habilidade para tirar o excedente e filtrar o essencial, alcançando a satisfação quando consegue traduzir o desejo do cliente e atingir interação completa com o recetor.”

Ikko Tanaka

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39

Neste capítulo serão apresentados os trabalhos de Design Gráfico, elaborados na empresa Via Rápida Publicidade Ltd. Estes têm como base a comunicação visual, o estudo de temáticas sociais e culturais.

Os trabalhos de Design Gráfico, executados durante o período de estágio, passaram pela criação de elementos gráficos, logotipos, e cartazes.

As tecnologias e ferramentas adotadas foram, Corel Painter, Corel Draw e Photoshop, estas permitiram criar desenho, desenho vetorial e tratamento de imagem.

A Comunicação Visual foi a principal metodologia adotada na criação dos presentes projetos. A figura 31 esquematiza o processo.

(52)

40

5.2 Logótipo

Foi proposto pela empresa, a criação de um logótipo para uma pastelaria. A principal necessidade do projeto, foi promover a identidade da empresa (cliente), através de elementos gráficos. Após algum estudo, elaborou-se uma síntese sobre todos os atributos necessários para a criação do logótipo, indicados a seguir e presentes na figura 32. 1. Cor, 2. Forma, 3. Texto, 4. Simbologia, 5. Identificação c/empresa.

Figura 32 - Solução proposta para logótipo.

Foi escolhido um modelo mais clássico para o logótipo, resultando, assim, numa composição simples e visualmente percetível. Uma boa organização dos elementos permite um melhor equilíbrio ao conjunto, como podemos observar na figura 33.

(53)

41

Figura 33 - Análise de composição da solução proposta.

Na análise da composição do logótipo, apresentada na figura 33, destaca-se, em primeiro lugar, o elemento texto, composto por título principal, essencial para identificação da entidade e título secundário, elemento que identifica o serviço da entidade. Estão presentes, ainda, dois outros elementos que identificam objetos associados aos produtos comercializados pela entidade, num plano está a imagem de um bolo e no outro a imagem de um pão, no centro do texto apresenta-se uma espiga de trigo, símbolo e ícone principal das panificadoras e pastelarias. A forma do contorno e preenchimento da forma está associada a uma colher, ferramenta utilizada por pastelarias e padarias,

Quanto ao significado das cores presentes (simbologia da cor), referir-se que o vermelho simboliza o calor e o forno, o amarelo simboliza o trigo e os ingredientes e o branco representa as vestes dos funcionários.

(54)

42

5.3 Mousepad

Este projeto foi um dos trabalhos elaborados na área de Design Gráfico, consistiu em conceber elementos gráficos aplicando os mesmos sobre um modelo de Mousepad.

Os aspetos necessários para a realização deste trabalho passaram pela organização e orientação do grafismo, de modo a identificar a publicidade.

O estudo da teoria da forma foi também um princípio a adotar, tendo em conta o campo visual e de perceção da informação.

Numa última etapa, passou-se à impressão do modelo virtual, desenhado em Corel Draw, aplicando-se o mesmo sobre modelo de Mousepad; o resultado final está apresentado na figura 34 e anexo 8.

Figura 34 Solução para Mousepad.

A informação é transmitida pelo slogan, apresentado no centro e pelo logotipo identificativo da empresa, apresentado no canto direito. Foi escolhida a cor preta, pois esta tem maior impacto visual no processo de informação.

(55)

43

Este trabalho consistiu na elaboração de desenhos ou elementos gráficos para impressão em canecas.

Foram usadas determinadas regras que se aplicam a contextualização do projeto, proporção da forma e valor estético do mesmo. O primeiro desenho concebido é apresentado na figura 35; passa-se depois para a análise da sua composição.

Figura 35 - Desenho proposto para Caneca Marmeleiro.

O desenho da figura 35, contem um determinado valor estético, associado à sua composição e às formas existentes. O título e o nome da localidade basearam-se em regras de localização da Teoria da Gestalt, ganhando, assim, peso visual.

A cor vermelha e preta têm um certo equilíbrio visual mas, sobretudo, o principal objetivo centrou-se em identificar a atividade e local relacionado ao evento, a partir do desenho e imagens fotográficas.

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44

Um segundo trabalho, representado na figura 36, resultou da necessidade de identificar um evento de caracter tradicional.

Figura 36 - Desenho proposto para Caneca Fernão Joanes.

Em termos comparativos, este modelo gráfico apresenta maior profundidade e peso visual em relação ao trabalho anterior, resultado de uma composição mais simples, o que o torna mais percetível; para além disso, a fotografia existente tem um valor cultural e tradicional forte, tornando-se, assim, o principal elemento de comunicação presente no modelo gráfico.

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45

5.3.1 História da Região Raiana/ Capeia Arraiana4

A origem da Capeia Arraiana não está bem determinada no tempo, sendo conhecida pela tradição oral e pela memória coletiva das populações do concelho. A referência escrita mais antiga remonta a 1886 no conto "Uma Corrida de Toiros no Sabugal" do escritor Abel Botelho e em 1893 há já referencias à Capeia com a utilização do Forcão.

A Capeia terá tido origem no "pagamento" que os ganadeiros da província espanhola de Salamanca fariam anualmente às aldeias de Ribacôa, cedendo por um dia algumas vacas bravas, pelos prejuízos causados pelo gado que atravessava a raia, invadindo os lameiros e hortas. A própria palavra virá do castelhano capea, relacionada com o ato de tourear com uma capa.

5.3.2 Desenho Raia

O objetivo deste projeto passou pela execução de um desenho com intuito de identificar uma região e a sua cultura tradicional. O desenho realizado é apresentado na figura 37.

Numa primeira fase, e após uma pesquisa histórica e cultural, procedeu-se à elaboração do desenho, utilizando a ferramenta gráfica Corel Draw, através de uma imagem fotográfica, permitindo, assim, desenhar todos os contornos e linhas; posteriormente, numa segunda fase, aplicaram –se técnicas de pintura e sombreado com a ferramenta Corel Painter; para os acabamentos utilizou-se o Photoshop que permitiu o tratamento da imagem e texto.

A identidade do desenho passa pelo seu valor tradicional, presente em símbolos tradicionais (imagem da capeia), ligados a costumes da região raiana.

4

(58)

46

Figura 37 – Desenho proposto, Raia.

5.3.3 Cartaz

Cartaz ou póster é um suporte, normalmente concebido em papel, e afixado de forma que seja visível em locais públicos. A função do cartaz é de divulgação de informação visual.

Além da sua importância como meio de publicidade e de comunicação visual, o cartaz possui um valor histórico, estando, em muitos casos, presente em importantes movimentos/manifestações de caráter político, artístico e outras. Os problemas estruturais e formais são “resolvidos” pelo Design Gráfico.

(59)

47

objetivo de promover um evento.

Composição

Foi adotado um certo equilíbrio visual, de modo a obter-se uma determinada simetria, pelo que se dividiu o cartaz em duas partes, contendo cada uma as informações principais e secundárias, identificadas na figura 39.

Análise da Composição

Figura 39 - Análise de Composição.

1. Mensagem/ Titulo principal, 2. Titulo Secundário,

3. Informação extra, 4. Informação proposta,

5. Espaço de imagem e texto suplementar, 6. Espaço para anúncios,

(60)

48

Quando se elabora um cartaz podem-se aplicar os princípios da Teoria de Gestalt, assim como os princípios da psicologia da cor, importantes para o equilíbrio da composição e mensagem visual.

No que se refere à Teoria de Gestalt, o peso visual foi importante para determinar a localização dos elementos principais da mensagem, a orientação e dimensão dos mesmos para associar os elementos, resultando dai um equilíbrio simétrico.

A escolha de cor e a lei de constância são relevantes para a estabilidade de perceção dos elementos, as cores devem ser equilibradas tendo em atenção o contraste, brilho e matiz das mesmas relacionando – as com o objetivo do cartaz.

(61)

49

O estágio curricular foi indispensável nesta fase final de aprendizagem. Permitiu-me a interação com problemas reais, relacionados com a área do Design, reconhecer a importância de apresentar soluções diferenciadoras que vão de encontro às necessidades e expetativas dos clientes.

As competências que adquiri no estágio facilitaram a compreensão do papel do Designer, perante a sociedade, as suas necessidades e envolvências, respeitando assim aspetos culturais e sociais das mesmas.

Outro aspeto importante foi a compreensão da metodologia para a realização de um projeto, assim como as pesquisas das condicionantes, na identificação dos pontos fortes e fracos associados ao mesmo.

Os projetos de Design, demonstraram-me o importante papel disciplinar da ergonomia e antropometria, essenciais para garantir a segurança e satisfação do cliente em relação ao produto desenvolvido e à sua interação com o mesmo.

A compreensão do papel da ecologia, foi uma preocupação que tentei introduzir na projeção dos produtos que ajudei a desenvolver, quer na escolha dos materiais utilizados, quer na estética, como relação emotiva e sensorial do objeto com o cidadão.

O Design Gráfico foi a área que considerei como uma mais-valia, pois complementou, em termos de competências e experiências, as adquiridas durante o curso que frequento e estou prestes a terminar. Experimentei, na primeira pessoa, como o Design de Equipamento e o Design Gráfico são tantas vezes áreas ligadas e através das quais, no desenvolvimento de produtos, as temáticas de ambas resulta numa relação sinergética entre o sensorial o harmonioso e o apelativo.

Sinto que realizei, de forma consciente, todas as minhas tarefas durante o período de estágio, procurando, sempre, sentir e analisar as necessidades propostas.

(62)

50

BIBLIOGRAFIA

Lage, Alexandra; Dias, Suzana, “Desígnio- parte 1”, Porto Editora, 2003; Lage, Alexandra; Dias, Suzana, “Desígnio- parte 2”, Porto Editora, 2003;

Panero, J. e Zelnik, M., Dimensionamento humano para espaços interiores Barcelona: Editorial Gustavo Gili, SA, 2002;

Munari, Bruno, “Design e Comunicação Visual” Edições 70, 1997;

Lida, Itiro, Ergonomia: Projeto e Produção, Editora Edgard Blücher, 211 edição rev., 2005

WEBGRAFIA

http://pt.wikipedia.org/wiki/Guarda http://www.aeessg.ipg.pt/hist_guarda.htm http://www.findtoyou.co.id/document/Deq6666D/disciplina-ergonomia-ind-1416-prof-marcius-rocha 16/09/2012 http://pt.wikipedia.org/wiki/Capeia_arraiana http://xa.yimg.com/kq/groups/22751439/1974275317/name/FundamentosPercepcao.pdf

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51

(64)

52

Anexos 1 - Esboços para Stand

Ilustração 1 – “Célula” exemplo 1 de esboço para Stand

(65)

53

Ilustração 3 – Exemplo 3 de esboço para Stand.

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54

Ilustração 5 – Vista superior para esboço proposto.

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(68)

56

Anexos 3 - Renderização Stand.

Ilustração 7 – Renderização 1

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57

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58

Anexos 5 - Planta e Contrato

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Anexos 6 - Esboços Embalagem

.

Ilustração 10 – Esboços para embalagem 1.

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62

Ilustração 12 – Esboços para embalagem 3.

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Anexos 8 - Design Gráfico

Ilustração 14 – Modelo para Mousepad.

(77)

65

Ilustração 16 – Modelo gráfico para caneca, Rebolosa.

Ilustração 17 – Modelo gráfico para caneca 1, Fernão Joanes

(78)

66

Ilustração 19 – Modelo de cartaz 1.

(79)

67

MEDIDAS DA ANTROPOMETRIA ESTÁTICA ( cm )

MULHERES HOMENS

5% 50% 95% 5% 50% 90%

1. CORPO EM PÉ

1.1 ESTATURA, CORPO ERETO 151,0 161,9 172,5 162,9 173,3 184,1

1.2 ALTURA DOS OLHOS, EM PÁ, ERETO 140,2 150,2 159,6 150,9 161,3 172,1 1.3 ALTURA DOS OMBROS, EM PÉ, ERETO 123,4 133,9 143,6 134,9 144,5 154,2 1.4 ALTURA DO COTOVELO, EM PÉ, ERETO 95,7 103,0 110,0 102,1 109,6 117,9 1.5 ALTURA DO CENTRO DA MÃO, BRAÇO PENDIDO,

EM PÉ

66,4 73,8 80,3 72,8 76,7 82,8

1.6 ALTURA DO CENTRO DA MÃO, BRAÇO ERGUIDO, EM PÉ

174,8 187,0 200,0 191,0 205,1 221,0

1.7 COMPRIMENTO DO BRAÇO, NA HORIZONTAL, ATÉ O CENTRO DA MÃO

61,6 69,0 76,2 66,2 72.2 78,7

1.8 PROFUNDIDADE DO CORPO, NA ALTURA DO TÓRAX

23,8 28,5 35,7 23,3 27,6 31,8

1.9 LARGURA DOS OMBROS, EM PÉ 32,3 35,5 38,8 36,7 39,8 42,8

1.10 LARGURA DOS QUADRIS, EM PÉ 31,4 35,8 40,5 31,0 34,4 36,8

2. CORPO SENTADO

2.1 ALTURA DA CABEÇA, A PARTIR DO ASSENTO, CORPO ERETO

80,5 85,7 91,4 84,9 90,7 96,2

2.2 ALTURA DOS OLHOS, A PARTIR DO ASSENTO, ERETO

68,0 73,5 78,5 73,9 79,0 84,4

2.3 ALTURA DOS OMBROS, A PARTIR DO ASSENTO, ERETO

53,8 58,5 63,1 56,1 61,0 65,5

2.4 ALTURA DO COTOVELO, A PARTIR DO ASSENTO, ERETO

19,1 23,3 27,8 19,3 23,0 28,0

2.5 ALTURA DO JOELHO, SENTADO 46,2 50,2 54,2 49,3 53,5 57,4

2.6 ALTURA POLÍTEA (PARTE INFERIOR DA COXA ) 35,1 39,5 43,4 39,9 44,2 48,0 2.7 COMPRIMENTO DO ANTEBRAÇO, NA

HORIZONTAL ATÉ O CENTRO DA MÃO

(80)

68

2.8 COMPRIMENTO NÁDEGA-POPLÍTEA 42,6 48,4 53,2 45,2 50,0 55,2

2.9 COMPRIMENTO NÁDEGA-JOELHO 53,0 58,7 63,1 55,4 59,9 64,5

2.10 COMPRIMENTO NÁDEGA-PÉ, PERNA ESTIRADA NA HORIZONTAL

95,5 104,4 112,6 96,4 103,5 112,5

2.11 ALTURA DA PARTE SUPERIOR DAS COXAS 11,8 14,4 17,3 11,7 13,6 15,7

2.12 LARGURA ENTRE COTOVELOS 37,0 45,6 54,4 39,9 45,1 51,2

2.13 LARGURA DOS QUADRIS, SENTADO 34,0 38,7 45,1 32,5 36,2 39,1

3. CABEÇA

3.1 COMPRIMENTO VERTICAL DA CABEÇA 19,5 21,9 24,0 21,3 22,8 24,4

3.2 LARGURA DA CABEÇA, DE FRENTE 13,8 14,9 15,9 14,6 15,6 16,7

3.3 LARGURA DA CABEÇA, DE PERFIL 16,5 18,0 19,4 18,2 19,3 20,8

3.4 DISTÂNCIA ENTRE OS OLHOS 5,0 5,7 6,5 5,7 6,3 6,8

3.5 CIRCUNFERÊNCIA DA CABEÇA 52,0 54,4 57,2 54,8 57,3 59,9

4. MÃOS

4.1 COMPRIMENTO DA MÃO 15,9 17,4 19,0 17,0 18,6 20,1

4.2 LARGURA DA MÃO 8,2 9,2 10,1 9,8 10,7 11,6

4.3 COMPRIMENTO DA PALMA DA MÃO 9,1 10,0 10.8 10,1 10.9 11.7

4.4 LARGURA DA PALMA DA MÃO 7,2 8,0 8,5 7,8 8,5 9,3

4.5 CIRCUNFERÊNCIA DA PALMA 17,6 19,2 20,7 19,5 21,0 22,9

4.6 CIRCUNFERÊNCIA DO PULSO 14,6 16,0 17,7 16,1 17,6 18,9

4.7 CILINDRO DE PEGA MÁXIMA ( DIÂMETRO ) 10,8 13,0 15,7 11,9 13,8 15,4

5. PÉS

5.1 COMPRIMENTO DO PÉ 22,1 24,2 26,4 24,0 26,0 28,1

5.2 LARGURA DO PÉ 9,0 9,7 10,7 9.3 10,0 10,7

5.3 LARGURA DO CALCANHAR 5,6 6,2 7,2 6,0 6,5 7,4

5

Lida, Itiro, Ergonomia: Projeto e Produção, EDITORA EDGARD BLÜCHER, 211 edição rev., 2005

(81)

69

Cores Primárias (cores-luz) – Vermelho, Verde, Azul (RGB) – Sistema aditivo

– Soma: Branco – Ausência: Preto

Cores primárias (pigmentos) – Azul, Vermelho e Amarelo (CMY) – Sistema subtrativo

– Soma: Preto

– Ausência: Cor da superfície • Espectro de cores

Referências

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