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Academic year: 2021

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(1)

Tubulações Industriais

PROF.: KAIO DUTRA

(2)

Cargas Que Atuam Sobre as

Tubulações

o

Do ponto de vista da Resistência dos Materiais, cada

trecho de tubulação pode ser considerado como

sendo um elemento estrutural.

o

São as seguintes as principais agindo sobre uma

tubulação:

o

Pressão interna exercida pelo fluido.

o

Pressão externa (tubulações em ambientes sob pressão

ou operando com vácuo).

o

Peso próprio da tubulação, peso do fluido contido, das

conexões, válvulas etc., integrantes da tubulação e do

isolamento térmico. Em tubulações de vapor, ar e

outros gases, deve ser considerado também o peso da

água para o teste hidrostático, a menos que sejam

previstos suportes provisórios adicionais para esse fim.

(3)

Cargas Que Atuam Sobre as

Tubulações

o

São as seguintes as principais agindo sobre uma

tubulação:

o

Sobrecargas diversas agindo sobre a tubulação, tais

como peso de outros tubos, plataformas e estruturas

apoiadas nos tubos, gelo e neve sobre os tubos, peso da

terra, pavimentação e veículos (no caso de tubos

enterrados), peso de pessoas sobre a tubulação etc.

o

Dilatações

térmicas

(ou

contrações)

da

própria

tubulação ou de outras tubulações ligadas à tubulação

em questão, devido a variações de temperatura.

o

Movimentos de pontos extremos da tubulação

causados por dilatação de outras tubulações, dilatação

própria de equipamentos (tanques, vasos, bombas etc.)

ligados à tubulação em questão, ou por outras causas:

vento, movimento de marés etc.

(4)

Cargas Que Atuam Sobre as

Tubulações

o

São as seguintes as principais agindo sobre uma

tubulação:

o

Atrito da tubulação nos suportes.

o

Ações dinâmicas provenientes do movimento do

fluido na tubulação, tais como golpes de aríete,

acelerações, impactos etc.

o

Ações dinâmicas externas: vento, terremoto etc.

o

Vibrações.

o

Reações de juntas de expansão, por não só ao

esforço necessário para impor deslocamento às

mesmas, como também ao efeito de pressão

interna (empuxo).

(5)

Cargas Que Atuam Sobre as

Tubulações

o

São as seguintes as principais agindo sobre

uma tubulação:

o

Tensões decorrentes da montagem, tais como

alinhamentos forçados, desalinhamentos e

desnivelamento

de

suportes,

tensões

residuais de soldagem, aperto exagerado ou

desigual de flanges e de roscas, erros de

ajuste de suportes de molas etc.

o

Desnivelamento de suportes ou de vasos ou

equipamentos

ligados

à

tubulação,

conseqüentes de recalque de fundações.

(6)

Cargas Que Atuam Sobre as

Tubulações

o

Evidentemente, tanto no projeto como na

montagem deve-se, na medida do possível, evitar

ou atenuar as tensões provenientes da maior

parte dos fatores acima relacionados. Com esse

objetivo procura-se, por exemplo:

o

Adotar vãos adequados entre os suportes.

o

Colocar válvulas, derivações pesadas e outras cargas

concentradas importantes próximo aos suportes.

o

Limitar as sobrecargas.

o

Colocar os tubos enterrados na profundidade

apropriada.

o

Dar flexibilidade adequada ao sistema para reduzir

os esforços oriundos das dilatações.

(7)

Cargas Que Atuam Sobre as

Tubulações

o

Evidentemente, tanto no projeto como na montagem

deve-se, na medida do possível, evitar ou atenuar as

tensões provenientes da maior parte dos fatores

acima relacionados. Com esse objetivo procura-se,

por exemplo:

o Colocar guias e contraventos para manter o alinhamento dos tubos.

o Absorver as vibrações por meio de amortecedores, ancoragens ou juntas de expansão.

o Colocar placas de deslizamento ou suportes de rolos nos casos em que o atrito for muito grande ou for prejudicial.

o Executar a montagem com os devidos cuidados para reduzir os valores das tensões resultantes da montagem.

(8)

Cargas Que Atuam Sobre as

Tubulações

o Devido ao grande número dessas cargas, à complexidade

inerente a algumas delas, e também à variedade de configurações que podem ter as tubulações, o cálculo rigoroso da ação simultânea de todas as cargas que possam estar atuando é bastante difícil, e raramente justifica-se fazê-lo. Na prática, via de regra, faz-se apenas o cálculo das

cargas predominantes, adotando-se tensões admissíveis inferiores às que o material permitiria, a fim de compensar

os esforços não-considerados.

o Para a grande maioria das tubulações industriais, é necessário e suficiente considerar apenas as seguintes

cargas:

o Pressão (interna ou externa).

o Pesos e sobrecargas.

o Efeito combinado das dilatações da própria tubulação e de outras tubulações ou equipamentos ligados à tubulação em questão.

(9)

Tensões Nas Paredes dos

Tubos

o

No caso geral de um tubo submetido a urna

série de cargas simultâneas, o estado de

tensões em cada elemento da parede do

tubo é caracterizado por três tensões

normais e três tensões tangenciais de

cisalhamento.

o

As

tensões

normais

usualmente

consideradas são:

o

tensão longitudinal S

l

o

tensão circunferencial S

e

o

tensão radial S

r

• A tensão radial Sr. é causada exclusivamente pela pressão; seu valor é geralmente baixo, e por isso costuma ser desprezado nos cálculos.

(10)

Tensões Nas Paredes dos

Tubos

o

Para os materiais dúcteis, como é o caso de todos os

aços e da maioria dos metais não-ferrosos, a teoria

que melhor se ajusta aos dados experimentais é a

denominada de cisalhamento máximo. De acordo

com essa teoria, a falha do material ocorre quando a

tensão de cisalhamento máxima ultrapassar a

metade do valor mínimo do limite dê escoamento.

o

Para os materiais não-dúcteis, como é o caso, por

exemplo, do ferro fundido e dos ferros-ligados, a

teoria da ruptura adotada é a denominada de

máxima tensão normal. Segundo essa teoria, a

ruptura acontece quando a máxima tensão normal

(S

máx

) ultrapassar um determinado valor. Para esses

materiais, a comparação será feita entre a tensão

normal máxima e a tensão admissível.

(11)

Tensões Primárias e

Secundárias

o As tensões que aparecem nas paredes de um tubo, em conseqüência dos diversos carregamentos, podem ser classificadas em duas categorias, denominadas tensões primárias e tensões secundárias.

o Tensões primárias as tensões necessárias para satisfazer as condições de equilíbrio estático em relação aos diversos

carregamentos externos agindo sobre a tubulação, tais como pressão interna ou externa, pesos, sobrecargas etc.

o Tensões secundárias são as que resultam não de

carregamentos externos, mas do fato de a tubulação não

ser nunca inteiramente livre de se dilatar, se contrair e se

movimentar, em conseqüência das variações de temperatura e/ou dos movimentos de pontos extremos da tubulação.

(12)

Relaxamento Espontâneo

o

As

tensões

primárias

têm

corno

característica básica o fato de não serem

autolimitantes e de terem um valor

diretamente proporcional à carga de que se

originam. Assim, se a carga aumenta, a

tensão aumentará na mesma proporção,

podendo chegar à ruptura do material.

o

As tensões secundárias, pelo contrário,

tendem a diminuir de intensidade com o

passar do tempo, em conseqüência do

fenômeno do relaxamento espontâneo.

(13)

Tensões Admissíveis e

Coeficiente de Segurança

o

Denominam-se tensões admissíveis aos valores

limites de tensões que se adotam para o cálculo da

tubulação quando considerada como um elemento

estrutural.

o

As tensões admissíveis são valores estabelecidos

pelas normas de projeto para cada material e cada

classe de tubulações. É evidente que as tensões

admissíveis devem ser menores do que os limites de

resistência e de escoamento do material na

temperatura considerada.

o

Essas tensões são o limite de resistência, ou o limite

de escoamento, divididos por um certo número, que

é o chamado coeficiente de segurança.

(14)

Tensões Admissíveis e

Coeficiente de Segurança

o

São os seguintes os principais fatores que

influenciam o coeficiente de segurança a

adotar, e portanto as tensões admissíveis:

o

Tipo do material;

o

Critério de cálculo;

o

Tipo de carregamento;

o

Variações nas condições de operação;

o

Incerteza nas qualidades do material;

o

Desvios de forma devidos a defeitos de

matéria-prima

e

de

fabricação

e

de

montagem;

(15)

Tensões Admissíveis da

Norma ASME B31

o

As diversas seções da norma ASME B 31

contêm tabelas que dão, para todos os

materiais de tubulação que são aceitos

pela norma, as tensões admissíveis em

função

da

temperatura,

até

a

temperatura limite de utilização de cada

material.

(16)

Tensões Admissíveis da

Norma ASME B31

(17)

Tensões Admissíveis da

Norma ASME B31

o

A norma estabelece as seguintes variações em

relação às tensões admissíveis básicas:

o

Tensões estáticas e permanentes de cisalhamento

puro e de torção: 80% das tensões admissíveis

básicas.

o

Tensões provenientes de cargas transitórias ou

eventuais de curta duração como a ação do vento,

teste hidrostático, dilatações térmicas e de condições

anormais de operação. Permitem-se os seguintes

acréscimos sobre a tensão admissível básica:

o Seção B 31.1: 15% para esforços que atuem durante até 10% do tempo, em 24 horas.

o Seção B 31.3: 33% para esforços que atuem durante até 10 horas seguidas, com o máximo de 100 horas em um ano.

(18)

Pressão e Temperatura de

Projeto

o

Chamam-se

pressão

de

projeto

e

temperatura de projeto os valores da

pressão e da temperatura considerados

para efeito de cálculo e projeto da

tubulação. Não devem ser confundidos

com a pressão e temperatura de

operação (ou de trabalho), que são as

condições nas quais de fato deverá

(19)

Pressão de Projeto

o

Pressão de projeto: A norma ASME B 31 define

pressão de projeto como sendo a pressão interna

ou externa correspondente à condição mais

severa de pressão e temperatura simultâneas,

que possam ocorrer em serviço normal.

o

Para cada condição diferente de trabalho, a

pressão de operação deverá ser tomada como o

maior dos dois seguintes valores:

o

Pressão de abertura de qualquer válvula de

segurança ou de alívio que esteja ligada à linha.

(20)

Temperatura de Projeto

o

Temperatura de projeto: A norma ASME

B 31 define como temperatura de projeto

a

temperatura

de

operação

correspondente à pressão de projeto. A

temperatura de projeto é a que deve ser

considerada para efeito de cálculo da

espessura de parede, cálculo das tensões

nos tubos resultantes de quaisquer

esforços e demais cálculos estruturais.

(21)

Condições Transitórias de

Trabalho de Uma Tubulação

o

No estabelecimento das condições de projeto devem

ser consideradas todas as situações, mesmo

transitórias ou eventuais, a que a tubulação possa

estar sujeita.

o

Podemos citar, entre outras, as seguintes situações

transitórias desse tipo:

o Período transitório de partida de um sistema, até ser atingida e estabilizada a condição normal de operação, e também período de parada do sistema, inclusive paradas de emergência, quando muitas vezes acontecem flutuações maiores de temperatura e/ou de pressão.

o Falhas em sistemas de proteção ou de controle, bem corno erros de operação (abertura ou fechamento indevidos de urna válvula, por exemplo).

(22)

Condições Transitórias de

Trabalho de Uma Tubulação

o

Podemos citar, entre outras, as seguintes situações

transitórias desse tipo:

o

A paralisação repentina da circulação de um líquido

causa urna sobrepressão (golpe de aríete).

o

A parada brusca da circulação de um líquido pode

causar, também, um vácuo a jusante do ponto onde

se deu a parada.

o

O resfriamento de gases contidos em uma tubulação

provoca uma queda de pressão que pode também

produzir um vácuo.

o

A expansão de um líquido contido em uma

tubulação, por efeito do aumento de temperatura,

pode gerar pressões elevadíssimas dentro dos tubos,

caso o líquido esteja bloqueado e não existam

dispositivos de segurança para alívio de pressão.

(23)

Exercícios

1.

Elenque e comente sobre as principais cagas que podem atuar sobre uma tubulação.

2.

Existem formas de atuar ou evitar a atuação de cagas sobre tubulação, cite e comente sobre

algumas dessas medidas.

3.

Quais são tensões normais que atual em um tubo, faça um desenho e posicione corretamente

no plano xyz.

4.

Defina tensões primárias e secundárias e explique o que seria relaxamento espontâneo.

5. Relacione os principais fatores que influenciam no coeficiente de segurança de tubulações industriais.

6. Defina pressão e temperatura de projeto.

Referências

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